ásia dimensões e desenvolvimento
INTRODUÇÃO
No
presente trabalho abordaremos sobre o tema meramente importante Asia Dimensões
e desenvolvimento, assim sendo começamos por dizer que A Ásia é o maior dos continentes, tanto
em área como em população.
Abrange um terço das partes sólidas da superfície da Terra e é
responsável por abrigar quase três quintos da população mundial. A Ásia faz
fronteira no lado ocidental com a África e com a Europa, e
no lado oriental com o oceano
Pacífico, aOceania e, em menor proporção,
com a América
do Norte, pelo Estreito
de Bering. O ponto extremo setentrional do continente está
localizado no oceano
Glacial Ártico. Mas na parte meridional, a Ásia chega ao seu final na região
mais quente dos trópicos, nas imediações da linha do equador
Na
Ásia são encontradas algumas das montanhas
mais altas do mundo; os rios
mais extensos; os maiores
desertos, planícies e planaltos; as selvas e florestas mais densas. A altitude
máxima e a mínima estão localizadas na Ásia.
LOCALIZAÇÃO E DIMENSÕES
A Ásia constitui a parte central e oriental
da grande massa continental da Eurásia. Com uma superfície de cerca de 44
milhões de km2, praticamente um terço da superfície emersa da Terra, é o maior
continente, mas também aquele com maior altitude média (cerca de 950 m) e o
mais populoso, com cerca de 3/5 da população mundial.
O termo Ásia surge citado na Bíblia para
designar apenas o território da Ásia Menor: (península da Anatólia). No tempo
dos Gregos, a área abrangida estendia-se da Anatólia até ao rio Indo.
Os limites da Ásia são definidos a norte pelo
oceano Glacial Árctico, a este pelo oceano Pacífico, com os mares de Bering,
Okhotsk, do Japão, Amarelo e da China, a sul, pelo oceano Índico, com o golfo
de Bengala e o mar Arábico, a sudoeste, pelos mares Vermelho, Mediterrâneo e
Negro, as montanhas do Cáucaso e o mar Cáspio, e a oeste, pelo rio Ural, os
montes Urais e o rio Obi.
A Separação entre a Ásia e a África é feita
pelo canal de Suez, que liga o mar Mediterrâneo ao mar Vermelho; os estreitos
dos Dardanelos e do Bósforo marcam a divisão entre as partes europeia e asiática
da Turquia; por sua vez, a América do Norte tem o estreito de Bering, cujas
águas congelam no Inverno, a separá-Ia da Ásia.
Atendendo apenas aos seus pontos extremos de
latitude na parte continental - 77° 30' N, no cabo Cheliuskin, na península do
Taimir (Sibéría), e 1° 30' N, no cabo Piai, na ex-Lremidade sul da península
Malaia, a Ásia situa-se apenas no hemisfério norte; no entanto, considerando a
parte insular, atinge 82° N, nas ilhas de Francisco José e a pouco mais de LOO
km do pólo Norte, e 11 ° S, na ilha de Roti, no arquipélago indonésio das
Flores.
Se em latitude a Ásia abrange mais de um
quarto de meridiano terrestre, em longitude o afastamento entre os pontos
extremos é ainda maior: 26° E, no cabo Baba, na Turquia, e 170° O, no cabo Dezhniova,
no extremo nordeste da Sibéria. Com uma tão grande amplitude para os valores da
latitude e da longitude, a Ásia abrange os hemisférios norte e sul e oriental e
ocidental, respectivamente.
Uma das consequências das grandes diferenças
de longitude traduz-se nos onze fusos horários que abrangem o território
asiático.
Como sabe, um fuso horário abrange 15° de
longitude e cada um deles corresponde a uma hora do dia. O semimeridiano de
Greenwich divide ao meio o fuso XII, por isso, este estende-se entre 7° 30' O e
7° 30' E, o fuso XIII, entre 7° 30' E e 22° 30' E, o fuso XI, entre 7º 30' O e
22° 30' O, e, assim sucessivamente, até ao fuso XXIV, o qual é dividido ao meio
pelo
Semimeridiano 180°. Este semimeridiano marca, em grande parte, o traçado da Linha Internacional de Mudança de Data. Esta linha, como o nome indica, define a mudança de dia: se a atravessarmos do hemisfério ocidental para o hemisfério oriental avançamos um dia, se o trajecto for o inverso, isto é, do hemisfério oriental para o ocidental, recuamos um dia.
Semimeridiano 180°. Este semimeridiano marca, em grande parte, o traçado da Linha Internacional de Mudança de Data. Esta linha, como o nome indica, define a mudança de dia: se a atravessarmos do hemisfério ocidental para o hemisfério oriental avançamos um dia, se o trajecto for o inverso, isto é, do hemisfério oriental para o ocidental, recuamos um dia.
OS
PAÍSES E AS PRINCIPAIS CIDADES
Tal como dissemos no
princípio Ásia é o continente mais populoso, mais da metade da população do planeta
concentra-se nesse continente que, por sua vez, possui as maiores cidades do
mundo. Juntamente com a África, estatísticas futuras apontam para uma maior urbanização
nesses continentes em relação aos outros.
República Popular da China Tem a maior
população do mundo - mais de 1,3 bilhão de habitantes - e não deve ser
confundida com a República da China (Taiwan). Comandada pelo Partido Comunista
da China desde 1949, é politicamente comunista e economicamente capitalista
(ainda que a economia de mercado apareça apenas em algumas partes de seu
território, chamadas Zonas Econômicas Especiais, as ZEEs). Terceira maior economia do mundo,
apresentou altíssimo crescimento econômico na última década. Mesmo assim, a
China apresenta grandes problemas, como falta de respeito às liberdades
individuais e aos direitos humanos, crescente desigualdade social entre campo e
cidade e grupos separatistas (tibetanos e uigures, por exemplo). Outro problema
é o envelhecimento acentuado da população, provocado pela política do filho
único, que gera pequeno crescimento vegetativo e, portanto, envelhece a
população. Japão Devastado
pela Segunda Guerra Mundial, reergueu-se rapidamente com o auxílio fornecido
pelos EUA com o Plano Colombo. Em pouco tempo, tornou-se importante produtor e
exportador de tecnologias de ponta, de produtos eletrônicos e informáticos.
Além disso, desenvolveu forte indústria automobilística e química, escoando a
produção com uma rede de transportes eficiente e moderna, que cobre todo o
país.
Sua pequena área territorial o obriga a importar muita matéria-prima e alimentos (os principais fornecedores são China, EUA e Austrália). O Japão integra o G8, detém gigantes empresas multinacionais (caso de Mitsubishi e Toyota), a maior bolsa de valores e a maior região metropolitana do mundo (a de Tóquio), constituindo-se importante centro financeiro.
Junto com a Coreia do Sul, o Japão é um dos países mais
preocupados com a pesquisa nuclear e com a ambição norte-coreana de possuir
mísseis nucleares de longo alcance. Coreia do
Norte: um dos países mais
fechados do mundo, controlado por uma ditadura que cerceia liberdade de
expressão, não permite a entrada da mídia internacional e censura a própria
imprensa nacional. Sua insistência em desenvolver mísseis-balísticos e
tecnologia nuclear para fins bélicos causam apreensão e instabilidade na
região.
É um país extremamente pobre por conta do boicote
internacional que sofre, da pobreza de seu território e da incapacidade de seu
governo, que faz gastos exacerbados com o programa militar e não provê
condições mínimas à população. Doações internacionais (da China e da Coréia do
Sul principalmente) ajudam a combater a fome no país. Mas esse auxílio muitas
vezes é cortado com o propósito de pressionar a Coreia do Norte a abandonar o
programa nuclear e reingressar no Tratado de Não-Proliferação de Armas
Nucleares.
As grandes mudanças políticas, económicas e
sociais ocorridas no séc. XX transformaram profundamente a Ásia. De um
continente isolado e fechado, com a maioria da sua população a viver segundo
padrões de vida de subsistência, a Ásia neste momento é um dos principais focos
de crescimento do Mundo. Se, na segunda metade do séc. XX, emergiram na Ásia
algumas potências industriais, como o Japão e a Coreia do Sul, a parte final do
séc. XX e o início do séc. XXI são marcados pela ascensão da China
como potência económica que, neste momento, já lidera muitos sectores de exportação à escala mundial. Além da China, também pelo seu crescimento económico se destacam, entre outros, a Índia, a Indonésia, a Malásia e a Tailândia.
como potência económica que, neste momento, já lidera muitos sectores de exportação à escala mundial. Além da China, também pelo seu crescimento económico se destacam, entre outros, a Índia, a Indonésia, a Malásia e a Tailândia.
A preocupação mundial com os problemas
energéticos, em especial nas últimas décadas, conferiu aos países do Médio
Oriente, como a Arábia Saudita, o Irão, o Iraque, o Kuwait, o Qatar, o Bahrein
e os Emiratos Árabes Unidos, uma importância particular pelas suas reservas
petrolíferas.
Ainda nesta região, onde os conflitos
políticos e religiosos têm ocasionado muitas guerras, situam-se também países
como Israel, o Líbano, a jordânia, os Territórios da Autoridade Palestiniana
(futuro Estado da Palestina), parte do território do Egipto (península do
Sinai), a Síria e a Turquia, que tem uma parte europeia.
Com a fragmentação da URSS, a Ásia passou a
contar com mais oito países: a Armerua, o Azerbaijão, o Cazaquistão, a Geórgia,
o Quirguistão, o Tajiquistão, o Turquernenistão e o Usbequistão.
Entre os países asiáticos ainda não
mencionados, alguns não têm contacto com o mar, como a Mongólia, o Afeganistão,
o Nepal e o Butão, enquanto outros são arquipélagos ou ilhas, como as Maldivas,
Taiwan, Sri Lanka, Singapura e Timor-Leste, o último a tornar-se independente
em 2002.
Os países mais pequenos da Ásia são as
Maldivas (298 km), o Bahrein (678 km-).
Principais cidades
Dados de 2007, em
milhões de habitantes.
1ª Tóquio. Japão - 35,7;
2ª Nova Deli. Índia - 15,9;
3ª Shangai. China - 15,0;
4ª Calcutá. Índia - 14,5;
5ª Dacca. Bangledesh - 13,5;
6ª Karachi. Paquistão - 12,1;
7ª Osaka-Kobe. Japão - 11,3;
8ª Pequim. China - 11,1;
9ª Jacarta. Indonésia - 9,1;
10ª Dubai. Emirados Árabes Unidos
- 8,8;
Comparativamente com outros continentes, a
Ásia mostra ainda muitos países com valores baixos de taxa de urbanização. A
maior proporção de população urbana regista-se no Médio Oriente e também em
Singapura, Coreia do Sul e Brunci, enquanto a população rural é ainda
largamente maioritária em vários países do Sul ela Ásia e também da sua parte
central.
OS
PRINCIPAIS ACIDENTES COSTEIROS E OS PORTOS MAIS IMPORTANTES
Ásia apresenta-se, como já dissemos, como uma
enorme massa continental com poucas reentrâncias no seu litoral norte e mais
recortada na parte oriental e sul.
Observando com mais pormenor, encontramos, no
litoral do Árctico, como principal saliência, a península do Tairnir; no oceano
Glacial Árctico, encontra-se algumas as ilhas da Terra do Norte e da Nova
Sibéría.
A comunicação entre o oceano Glacial Árctico
e o oceano Pacífico é feita através do estreito de Bering, que também separa a
Ásia da América do Norte.
Na costa do Pacífico, a parte nordeste é
marcada pela península de Kamchatka que limta o mar de Okhotsk; para sul,
segue-se o arco das ilhas Sacalina e do arquipélago do Japão que marginam o mar
do Japão; este mar banha, na parte continental, a península da Coreia que, por
sua vez, ladeia o mar Amarelo, Nestas secções da costa do Pacífico, destacam-se
os portos de Vladivostoque, na Rússia, terminal do caminho-de-ferro transiberiano
Tóquio, Yokhoama e Osaka, no Japão, Pusan, na Coreia do Sul. Na costa chinesa, os
principais portos são Xangai, Fuzhou e Hong Kong. Separada da China continental
pelo estreito da Formosa, fica a ilha de Taiwan.
Na parte sudeste do continente, destacam-se
duas penínsulas, a da lndochina e a Malaia, tendo como principais portos Ho Chi
Minh, no Vietname, Banguecoque, na Tailândia, e Singapura, junto ao estreito de
Malaca. Estas duas penínsulas, conjuntamente com os arquipélagos das Filipinas
e da Indonésia, delimitam o mar da China Meridional. No arquipélago da Indonésia,
composto por milhares de ilhas, algumas ilhas são de grande extensão como
Bornéu (repartida entre a indonésia, a Malásia e o Brunei), Samatra e a Nova
Guiné (apenas a metade ocidental, pois a metade oriental faz parte da
Papua-Nova Guiné).
A passagem para o mar Mediterrâneo faz-se através do
canal de Suez, inaugurado em 1869, e que permite encurtar as rotas de navegação
entre a Europa, o Norte de África e a Ásia. A península do planalto da Anatólia
está rodeada pelo mar Mediterraneo, a
sul e oeste, e pelo mar Negro, a norte. No litoral do Mediterrâneo, os
principais portos da Ásia são Haifa, em Israel, Beirute, no Líbano, e Esmirna,
na Turquia. No Mediterrâneo Oriental, localiza-se a ilha de Chipre,
geograficamente asiática, mas pertecente à União Europeia. Ásia Oriental- China, Mongólia, Coreia do
Norte, Coreia do Sul, Japão;
Sudeste Asiático - uma parte continental,
constituída pelas penínsulas da Indochina c Malaia, e uma parte insular,
composta pelos arquipélagos das Filipinas e da Indonésia; Ásia do Sul ou
Meridional- Índia, Paquistão, Bangladesh, Afeganistão, Irão, Sri Lanka, Nepal,
Butão;
Médio Oriente - espaço que se estende desde
os mares Negro e Cáspio até ao oceano Indico;
Ásia Central - Cazaquistão, Quirguistão,
Tajiquistão, Turquemenistão, Usbequistão
OS
PRINCIPAIS CONJUNTOS DE RELEVO, OS CLIMAS E A HIDROGRAFIA
O
Relevo
A Ásia é o
continente onde se situam o ponto mais alto da superfície terrestre (8 848 m no
pico Evereste, nos Himalaias) e o ponto de menor altitude (-395 m, no mar Morto) destaca-se o grande
maciço monta nhoso que se estende do Cáucaso até aos Himalaias e que faz parte
do sistema Alpino Cáucaso-Himalaio.
De acordo com a teoria da tectónica das placas, a
convergência da placa euroasiática com a indo-australiana provoca pregamento e
a fracturação das placas, elevando a grande altitude ao bordo meridional da
placa euroasiática e criando uma área deprimida no bordo setentrional da placa
indo-australiana, correspondente à depressão Indogangética.
Desta forma, surgiu esta grande barreira montanhosa que constitui ao mesmo
tempo uma área de grande instabilidade da crusta terrestre, onde são frequentes
os sismos, por vezes com consequências
catastróficas.
O elevado
planalto do Pamir, também conhecido por «Tecto do Mundo», constitui o ponto-chave
do relevo da Ásia, pois, a partir dele derivam grandes cadeias montanhosas:
Para O este, o
Hindu Kush que se prolonga pelos montes Zagros, no Irão, e mais para oeste pelas
montanhas do Cáucaso; para sudeste, os Himalaias, com vários picos a
ultrapassar os 8000 m de altitude e que se estendem ao longo de mais de 2500
km; para nordeste, alonga-se a cordilheira de Karakorum que se prolonga, para
leste, na de Kunlun e que, mais para nordeste, dá lugar aos montes Altai.
Entre os
Himalaias e o Karakorum, encontra-se o planalto do Tibete, com uma altitude média
de 4000 m. A faixa litoral da Ásia Oriental e do Sudeste Asiático apresenta
grandes planícies aluviais, atravessadas por importantes rios e povoadas por
verdadeiros íormigueiros humanos.
Os Climas
O continente Asiático apresenta notáveis
contraste climáticos. Suas terras, cortadas ao norte pelo círculo polar ártico
e ao sul pelo equador, possuem, por influência da variação da latitude, desde
clima quentes e extremos até o mais rigoroso clima frio. O relevo é outro fator
climático de destaque, pois as montanhas e planaltos fazem baixar as médias
térmicas e explica o aparecimento de neves eternas até baixas latitude. Os
ventos têm importância sobre a repartição da chuva, principalmente no sul e
sudeste, onde sopram as monções.
OS
DIFERENTES ESPAÇOS NO CONTINENTE ASIÁTICO
No continente Asiático predomina seis tipos
de climas: Clima equatorial, Clima de monções, Clima temperados, Clima
desértico, Clima ártico e Clima mediterrâneo. Abaixo especificaremos cada
um deles.
Clima Equatorial: Compreende estreita
faixa nas proximidades do equador, onde as temperaturas têm média anual de 25 a
26ºC. As chuvas repartem-se de modo regular, não existindo estação de seca. A
umidade relativa em torno de 80%.
Clima de Monções: É típico na zona,
pluviométrico, que divide estações seca e chuvosa, de duração variável segundo
a continentalidade das regiões. As estações são bem distintas: na época das
chuvas cai quase o total de precipitações e durante a seca as chuvas faltam por
completo. Outras características deste tipo de clima é a passagem das estações.
Onde a existência das duas estações prende-se ao mecanismo das monções. Devido
ao deslocamento das áreas ciclonal e anticiclonal, os ventos se dirigem, no
inverno, do interior montanhoso para os oceanos, e no verão dos oceanos para o
continente.
Clima Temperados: Pertence a este
grupo os climas da China, Japão, Coréia, Manchúria, Sibéria centro- meridional
e certas áreas da Ásia central. Por influência principalmente das latitudes e
altitudes, possui o continente todos os tipos de clima temperado: oceânicos e
continentais, frio e subtropicais, monçônico e desértico. Nessas regiões as
médias térmicas raramente sobem a mais de 20ºC e as estações são bem definidas.
Clima Desértico: As regiões desse clima
começa no mar Vermelho, e vai a Mongólia. Os desertos mais ocidentais, que as
situa próximo trópico de Câncer e possui menores altitudes, são arenoso e
quente todo o ano. Os demais situados a maiores altitudes e latitudes médias
são pedregosos, registando-se, no inverno, a queda de neves, enquanto no verão
são escaldantes.
Clima Ártico: São característico no
inverno rigoroso e logo com media anual de 0ºC. Como em Verkhoyyansk, onde o
terremoto pode descer a –70C. Os verões são de pouca duração e são pouco
quentes, não chegando a desgelar completamente o solo.
Clima Mediterrâneo: São típicos da Ásia
ocidental, com verões secos e quente e invernos suaves. As chuvas caem
regularmente nas estações frias.
PRINCIPAIS
CONJUNTOS DE RELEVO E OS SISTEMAS FLUVIAIS
O sistema fisiográfico asiático está centrado
no Pamir; para oeste, avançando
em curvas, se encontra o Hindu
Kush e sua prolongação natural
através do norte do Irã, os montes Elburz.
Depois localizam-se as cordilheiras do Cáucaso, entre o mar Cáspio e o mar
Negro, e os montes Pônticos, ao longo do mar Negro, na Turquia. A cordilheira Karakoram prolonga o Pamir para o sudeste, onde
se encontra o maciço do Himalaia,
que forma o contorno sul do extenso planalto do Tibete. Ao norte, são os montes Kunlun
e Altun Shan os que delimitam a região tibetana. Esta linha de montanhas
continua para o leste com menores altitudes, como no Nan Ling (Nan Shan),
marcando a grande divisão climática entre a China Setentrional e a China
Meridional. Do Pamir para o nordeste se localiza a grande cadeia de Tian Shan e, mais ao norte, os montes Altai prolongam-se até o interior da
República da Mongólia. Para além estão as cordilheiras Sayan, Yablonovi e
Stanovói, na Sibéria Oriental.
Ao norte do núcleo montanhoso central existem
várias depressões estruturais importantes, todas em território chinês. Entre o
Tian Shan e as cordilheiras Karakoram e Kunlun, encontra-se a enorme bacia do
rio Tarim, na qual se localiza um
dos maiores desertos de latitude média, o Takla Makan. Mais ao norte, entre o
Tian Shan e os montes Altai, está a Dzungaria chinesa. Finalmente, para o sul e
margeada pelo Kunlun e o Altun Shan, está a extensa bacia do Qaidam (Tsaidam).
A partir do núcleo montanhoso Pamir-Tibete, os
grandes rios correm em todas as direções: Lena,
Ienissei e Obi, vão para o norte;
rumo ao leste encontram-se os rios Ili, Syrdar'ya e Amu Dar'ya, que desembocam em mares
interiores; para o sul, sudeste e leste, atravessando enormes planícies, estão
os rios Indo, Ganges, Brahmaputra, Salween, Mekong, Yangtze, Amarelo (Huang Ho) e Amur.
O clima e a vegetação são tão variados quanto
o relevo, indo desde as florestas equatoriais até a tundra ártica. Na sua maior parte, a zona setentrional
está dominada pelo movimento das massas de ar polar continentais, que vão desde
a Sibéria Ocidental até o norte do Pacífico. Os invernos são longos e
rigorosos, os verões curtos e frios e as precipitações anuais e escassas. Um
clima parecido é típico da planície do Tibete e de outras zonas altas. As
regiões interiores têm um clima desértico de latitude média ou semi-árido, com
invernos severos e verões entre temperados e cálidos.
Os extremos meridionais e orientais do
continente se caracterizam pelos ventos monçônicos (ver Monção). Essas regiões da Ásia têm um
inverno seco, que vai de gelado a frio, e um verão quente e húmido, com fortes
precipitações nos meses de verão acompanhadas por tufões.
O sudoeste da Ásia possui um clima
característico da zona mediterrânea. A média de chuvas por ano é baixa,
predominando o clima das estepes e do deserto semi-árido. Esse clima se estende
até o noroeste da península da Índia.
POPULAÇÃO
DA ASIA PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS SOCIO DEMOGRÁFICAS
Na Ásia há maior diversidade de povos do que
em qualquer outro continente. Tais povos se encontram muito concentrados numa
pequena porção da área continental, basicamente no sul e no leste da Ásia. A
densidade populacional das zonas setentrionais e das regiões interiores é
menor, se comparada com a da Ásia Oriental, o sudeste asiático e a maior parte
da Ásia Meridional, onde os habitantes se concentram em áreas relativamente
pequenas, nas planícies ribeirinhas. A população, em 1990, era de 3,2 bilhões
de habitantes.
Os povos mongólicos predominam na Ásia
Oriental e na parte continental do Sudeste asiático, estendendo-se das áreas do
Himalaia e do Tibet, passando pela Mongólia, até a Sibéria oriental, mas as
etnias malaio-polinésias
prevalecem em seus arquipélagos. No sul da Ásia, cerca de um terço da população
é constituída por povos caucasóides, que são parecidos com os povos do Oriente
Próximo, do sudoeste da Ásia e de grande parte da Ásia Central. Na Índia
Meridional, os povos de pele mais escura, que falam línguas dravídicas, são o
grupo predominante.
A cultura chinesa e outras culturas que
sofrem sua influência e possuem suas próprias línguas são características da
Ásia Oriental. Na Ásia Meridional os povos que habitam o norte falam uma
variedade do hindi relacionada com as línguas indo-europeias, mas no sul são
mais importantes as línguas dravídicas dos povos nativos da península Índia. No
sudoeste da Ásia as línguas mais importantes são o persa (farsi), o árabe, o
turco e o hebreu, que identificam vários grupos étnicos. As línguas altaicas são numerosas na Ásia Central e na
China Ocidental, embora hoje em dia o russo seja a língua dominante na Sibéria.
A urbanização se desenvolveu rapidamente nas
últimas décadas. A população urbana é maioria, exceto em alguns países do
sudoeste e do centro do continente.
A taxa de população aumenta cerca de 1,8% ao
ano. Vários países têm taxas de crescimento significativamente baixas, como
Japão, China, Taiwan e Singapura. Mesmo que as previsões indiquem rápidos e
grandes aumentos na população asiática, as taxas de crescimento na China, nas
Filipinas e na Índia indicam que uma explosão
demográfica é pouco provável.
Porém, a população de todos os países asiáticos é jovem, o que faz prever que
no futuro continue crescendo.
OS
PROBLEMAS DO DESENVOLVIMENTO NA ASIA
Ao falarmos dos problemas do desenvolvimento
da começaremos pelo seu gigante Asiático a China. China, que superou o Japão
como a segunda maior economia do mundo, ainda apresenta graves problemas
internos que comprometem a qualidade de vida da população. Especialistas apontam
a má distribuição de renda como o principal motivo para o fato de grande parte
dos chineses não ter acesso aos benefícios trazidos pelo desenvolvimento do
país. Outros problemas citados foram o controle excessivo do governo e a
poluição.
Enquanto no Japão e nos Emirados Árabes
Unidos, o crescimento econômico se traduz em qualidade de vida, na China a
situação é diferente. A renda per capta no país é de apenas 6.675 dólares por
ano, bem mais baixa do que o índice japonês, que é de 32.443 dólares por ano, e
do que o americano, que é de 46.436 dólares. Apenas cerca de 26% da população
chinesa - composta por aproximadamente 1,35 bilhão de pessoas no total -
participa do mercado de consumo do país. Apesar de estar no caminho para
ampliar seu papel internacional, a Asia ainda enfrenta dificuldades em lidar
com a democratização, de acordo com os padrões ocidentais. "O Ocidente
pressiona o governo chinês para se tornar uma democracia. A grande dificuldade
é como lidar com esse processo".
Questões políticas e sociais mais
problemáticas enfrentadas pelos Asiáticos
Na Asia, há uma grande diferença entre o
padrão de vida das pessoas que vivem nas grandes cidades do litoral - onde
estão localizadas as maiores indústrias importadoras, que criam emprego e renda
- , e o interior dos países, ainda pobre e com diferenças sociais enormes.
"A desigualdade é, sem dúvida, a questão social mais importante e
problemática do continente.
Para reduzir as tensões, a China inicia uma
política que visa um desenvolvimento harmônico. Segundo Wright, "isso
significa basicamente direcionar investimentos para o interior do país e
estimular um crescimento mais equilibrado entre o interior mais pobre e o
litoral que já teve benefícios".
CONCLUSÃO
Chegamos a conclusão que a Ásia constitui a única região do mundo a conhecer um crescimento econômico real e constante desde o início da crise e reestruturação capitalistas da década de 70. O desenvolvimento industrial, inicialmente circunscrito ao Japão, alargou-se para os chamados Tigres asiáticos (Coréia do Sul, Taiwan, Hong Kong e Cingapura), posteriormente, para a República Popular da China e, finalmente, para alguns países do sudeste e do sulda Ásia. Não se trata, entretanto, apenas de um fenômeno quantitativo. Além do fato notável de a região haver se convertido no centro de vários ramos da economia mundial, tendo-se tornado o seu pólo mais dinâmico, nela foi emergindo um modelo próprio. O desenvolvimento asiático, numa perspectiva histórica, constitui parte de um movimento maior de renascimento das civilizações locais e, inclusive, de propostas diferentes para a imensa reorganização planetária que está ocorrendo na virada do milênio. Neste processo, a República Popular da China representa o pivô. A atual crise, por sua vez, configura-se apenas como o primeiro embate na demarcação das "fronteiras" entre os mundos ocidental e oriental, bem como um jogo de força para decidir as regras do novo sistema de poder político-económico que está emergindo.
Mais do que isso, os
países asiáticos têm mantido uma organização societária oposta ao liberalismo
individualista ocidental, que pode gerar respostas positivas ao desafio da
modernização tecnológico-produtiva e um modelo alternativo para a sociedade
internacional no início do próximo século/milênio.