As vitaminas
INTRODUÇÃO
O prersente trabalho tende
a falar sobre as vitaminas que podemos definir como micronutrientes importantes
no processo de metabolismo de carboidratos, lipídios e proteínas. Embora as
vitaminas sejam substâncias essenciais ao organismo, a maioria dos animais não
consegue produzi-las em quantidade suficiente, ou não as produz. Por esse
motivo, a ingestão de alimentos que as contenham é necessária. As vitaminas são
classificadas conforme substâncias que as dissolvem. São lipossolúveis,
solúveis em gorduras, as vitaminas A, D, K, armazenadas no fígado, e a vitamina
E, que é distribuída para todos os tecidos de gordura no corpo. As substâncias
lipossolúveis não são facilmente excretadas pelo organismo e tendem a se
acumular provocando intoxicação se ingeridas em excesso. Outro grupo é o das
hidrossolúveis, ou solúveis em água, como as vitaminas C e as do complexo B (1,
2, 3, 5, 6, 8 e 9), que permanecem no corpo por um pequeno período de tempo
antes de serem excretadas pelos rins e, por essa razão, devem ser ingeridas
diariamente. A B12 também é hidrossolúvel, mas permanece armazenada no fígado.
As Vitaminas
As vitaminas são substâncias que o
organismo não tem condições de produzir e, por isso, precisam fazer parte da
dieta alimentar. Suas principais fontes são as frutas, verduras e legumes, mas
elas também são encontradas na carne, no leite, nos ovos e cereais.
As vitaminas desempenham
diversas funções no desenvolvimento e no metabolismo orgânico. No entanto, não
são usadas nem como energia, nem como material de reposição celular. Funcionam como aditivos– são
indispensáveis ao mecanismo de produção de energia e outros, mas em quantidades pequenas. A falta delas,
porém, pode causar várias doenças, como o raquitismo (enfraquecimento dos ossos
pela falta da vitamina D) ou o escorbuto (falta de vitamina C), que matou
tripulações inteiras até dois séculos atrás, quando os marinheiros enfrentavam
viagens longas comendo apenas pães e conservas.
A Ciência conhece
aproximadamente uma dúzia de vitaminas, sendo que as principais são designadas por
letras. Essas vitaminas podem ser encontradas em muitos alimentos,
especialmente os de origem vegetal.
A palavra vitamina foi registada em 1911 por
Casimir Funk. Este bioquímico conseguiu isolar uma substância que prevenia a
inflamação dos nervos (neurite) em galinhas criadas com uma dieta deficiente
nessa substância. Deu o nome de vitamina porque acreditava que era essencial
para a vida (vital) e que, quimicamente, era uma amina. Mais tarde foi
reconhecido que as vitaminas não têm de ser necessariamente aminas. As
vitaminas são substâncias orgânicas que são necessárias, em quantidades muito
reduzidas, para muitos dos processos essenciais do nosso organismo. Geralmente,
apenas são necessários alguns miligramas (mg) ou microgramas (µg) por dia, mas
estas quantidades são essenciais para a saúde. A maioria das vitaminas não
podem ser sintetizadas pelo nosso corpo, por isso têm de ser obtidas a partir
da alimentação. As excepções são: - Vitamina D (sintetizada a nível cutâneo), -
Vitamina K (síntese a partir da flora bacteriana intestinal, proporcionando
grande parte das necessidades diárias), - Niacina (síntese no fígado, a partir
do aminoácido triptofano), - Riboflavina (síntese a partir da flora bacteriana
do intestino grosso), - Biotina (síntese a partir da flora bacteriana do
intestino grosso). As vitaminas podem ser dívidas em dois grupos, de acordo com
a sua solubilidade: - Vitaminas lipossolúveis, se forem solúveis em gordura
(lípidos). Este é o caso das vitaminas A, D, E e K; - Vitaminas hidrossolúveis,
se forem solúveis em água. Este grupo inclui a vitamina C e vitaminas do
complexo B: B , B , B , B , B e B . 12359 12 As vitaminas desempenham uma
grande variedade de funções no nosso organismo: algumas são co-factores em
actividades enzimáticas, algumas são antioxidantes (ajudam a proteger o corpo
dos danos adjuvantes da presença do oxigénio) e uma (vitamina D) é uma
pro-hormona. Cada uma das vitaminas desempenha uma função específica, apesar de
muitas vezes as suas acções se complementarem. Podem também interagir com
outros nutrientes, como os minerais, os hidratos de carbono e as proteínas.
Assim, e resumidamente, as vitaminas asseguram o funcionamento adequado do
organismo, em todos os aspectos. Por isso, são essenciais para o crescimento e
para a saúde. As quantidades de vitaminas que o nosso organismo necessita
variam de acordo com as vitaminas. As necessidades vitamínicas também variam de
indivíduo para indivíduo, de acordo com a idade, género, actividade física e
estado de saúde.
TIPOS DE VITAMINAS
A classificação das
vitaminas é feita apenas por suas solubilidades e não pelas funções que
exercem. Cada uma é responsável por uma ou mais funções específicas,
independentemente do grupo a que pertencem.
Grupo das vitaminas lipossolúveis compreendem:
- Vitamina A - Importante
oxidante que protege células contra radicais livres. Principais fontes: frutas
e vegetais de cor forte, como cenoura, abóbora, brócolis e espinafre e gorduras
amarelas de alimentos animais como fígado, ovos e leite.
- Vitamina D - É
sintetizada com a ajuda dos raios solares e imprescindível para a produção de
insulina e a manutenção do sistema imunológico. Ajuda na absorção do cálcio.
Principais fontes: peixes gordos como o atum e o salmão.
- Vitamina K - Componente
na formação de 13 proteínas essenciais para a coagulação do sangue e envolvida
na construção dos ossos. Principais fontes: alimentos verdes, como vegetais de
folhas e legumes (couve, couve de Bruxelas, brócolis, salsa).
- Vitamina E
(tocoferol) - Forte antioxidante contra radicais livres; previne o
câncer e doenças cardiovasculares; protege o sistema reprodutor; previne
catarata; reforça o sistema imunológico; melhora a ação da insulina. Principais
fontes: óleos (girassol, amendoim), sementes de girassol, amêndoas, amendoim,
vegetais de folhas verde-escuras.
Grupo das principais vitaminas hidrossolúveis
(complexo B):
- Vitamina B1
(Tiamina) - Mantém sistema nervoso e circulatório saudáveis; auxilia
na formação do sangue e no metabolismo de carboidratos; previne o
envelhecimento; melhora a função cerebral; combate a depressão e a fadiga;
converte o açúcar no sangue em energia. Principais fontes: vegetais de folhas
(alface romana, espinafre), berinjela, cogumelos, grãos de cereais integrais,
feijão, nozes, atum, carne bovina e de aves.
- Vitamina B2
(Riboflaviana) - Ligada à formação de células vermelhas do sangue e
anticorpos; envolvida na respiração e processos celulares; previne catarata;
ajuda na reparação e manutenção da pele e na produção do hormônio adrenalina.
Principais fontes: vegetais, grãos integrais, leite e carnes.
- Vitamina B3
(Nicotinamida) - Aumenta a circulação; reduz triglicérides e
colesterol; ajuda no funcionamento adequado do sistema nervoso e imunológico;
regula o açúcar no sangue; protege o corpo contra poluentes e toxinas.
Principais fontes: levedura, carnes magras de bovinos e de aves, fígado, leite,
gema de ovos, cereais integrais, vegetais de folhas (brócolis, espinafre),
aspargos, cenoura, batata-doce, frutas secas, tomate, abacate.
- Vitamina B5
(Ácido pantotênico) - Ajuda na formação de células vermelhas do sangue
e na desintoxicação química; previne degeneração de cartilagens; ajuda na
construção de anticorpos; reduz colesterol e triglicérides; ajuda nas
disfunções hormonais. Principais fontes: carnes, ovos, leite, grãos integrais e
inteiros, amendoim, levedura, vegetais (brócolis), algumas frutas (abacate),
ovário de peixes de água fria, geleia real.
- Vitamina B6
(Piridoxina) - Reduz o risco de doenças cardíacas; ajuda na manutenção
do sistema nervoso central e no sistema imunológico; reduz espasmos musculares;
alivia enxaquecas e náuseas; reduz o colesterol; melhora a visão; previne
aterosclerose e câncer. Principais fontes: cereais integrais, semente de
girassol, feijões (soja, amendoim, feijão), aves, peixes, frutas (banana,
tomate, abacate) e vegetais (espinafre).
- Vitamina B7
(Biotina) - Auxilia no crescimento celular, produção de ácidos graxos
e redução de açúcar no sangue; combate infecções; promove a saúde das glândulas
sudoríparas, do tecido nervoso, da medula óssea, das glândulas sexuais e células
sanguíneas; previne a calvície; alivia dores musculares; baixa a intolerância à
insulina em diabéticos. Principais fontes: carne de aves, fígado, rins, gema de
ovo, couve-flor, ervilha.
- Vitamina B9
(ácido fólico) - Manutenção dos sistemas imunológico, circulatório e
nervoso; antitóxico; ajuda a combater o primeiro infarto, o câncer de mama e de
cólon, parasitas intestinais e envenenamento alimentar; diminui o risco de
aterosclerose; promove a saúde dos cabelos e da pele; reforça o sistema imunológico
e o sistema nervoso central. Principais fontes: fígado, rins, vegetais de
folhas verdes, couve-flor.
- Vitamina B12
(Cobalamina) - auxilia a síntese de células vermelhas do sangue;
manutenção do sistema nervoso; ajuda no crescimento e desenvolvimento do corpo.
Principais fontes: fígado, rins, carnes, peixes, ovos, leite, queijo.
- Vitamina C (ácido
ascórbico) - Indispensável para a síntese do colágeno; ajuda na
manutenção das funções glandulares e do crescimento; manutenção dos tecidos;
previne o câncer; aumenta a imunidade; protege contra infecções. Principais
fontes: frutas cítricas frescas (laranja, limão, tomate abacaxi, mamão papaia)
e vegetais frescos (repolho, couve-flor, espinafre, pimentão verde).
- Colina - Ajuda
na memorização e no tratamento do Alzheimer; controla o colesterol e as
gorduras no corpo; ajuda a eliminar substâncias tóxicas (venenos e drogas) e na
reconstrução do fígado danificado pelo álcool. Principais fontes: lecitina de
soja, gema de ovo.
Pessoas que vivem em
regiões de pouca incidência de raios ultravioleta B ou de pele escura, idosos e
indivíduos obesos possuem, em geral, níveis mais baixos de vitamina D devido à
pouca absorção dos raios solares.
Pesquisas recentes
demonstraram que a ingestão em excesso de betacaroteno e de vitamina A por
mulheres lactantes portadoras de HIV aumenta a carga viral no leite. O
tabagismo associado a altas doses de betacaroteno também parece aumentar o
risco de câncer de pulmão. O excesso da vitamina A pode envenenar o organismo e
causar doenças e má formação de nascença.
As células cancerosas são
as nossas próprias células que dispararam a crescer e a se multiplicar.
Portanto, necessitam de nutrientes mais do que qualquer outra célula do corpo.
Por essa razão, as vitaminas – em especial o ácido fólico (B9), indispensável
para a divisão celular – podem contribuir para a propagação do câncer. Em
pessoas livres dessa doença, as vitaminas têm grande poder de proteção contra
esse mal.
Pessoas que se alimentam
principalmente de carboidratos processados (arroz beneficiado, farinha de trigo
e açúcar brancos) estão sob o risco de deficiência da vitamina B1. O arroz e os
grãos de trigo polidos, assim como o açúcar branqueado, têm todas as vitaminas
removidas no processamento.
O ácido pantotênico (B5)
pode ser perdido no cozimento dos alimentos (assados e fervuras), bem como em
alimentos regados a vinagre, bicarbonato de sódio e enlatados. A vitamina B12
também é perdida na fermentação para produção de iogurtes e no leite fervido.
Doenças relacionadas
- Acne
- Anemia
- Cirrose
- Depressão
- Desordens autoimunes
- Diarreia
- Enxaqueca
- Estresse
- Flatulência
- Gripe
- Hipertensão
- Infertilidade
IMPORTÂNCIA DAS VITAMINAS
Para ter uma saúde perfeita precisamos
de todos os nutrientes de forma balanceada. Cada um tem uma função diferente no
nosso organismo.
Alguns exemplos são: fornecer energia
(maioria dos carboidratos), melhorar e manter nossos tecidos como a pele e
músculos (proteínas), entre outros. Um desses nutrientes tem funções muito
especiais para o nosso organismo e nós não conseguimos ter saúde sem eles.
Esses nutrientes especiais são as vitaminas.
As vitaminas são compostos orgânicos
considerados essenciais, isso quer dizer que não são produzidas pelo nosso
próprio organismo e por isso precisamos consumi-las sempre. Temos que ter muito
cuidado com as vitaminas, porque tanto os excessos como a falta podem causar
sérias doenças.
Elas são divididas em dois grandes
grupos, as lipossolúveis que só “dissolvem” na presença de gordura (lipídeo) e
as hidrossolúveis que só são dissolvidas na presença de água.
No primeiro grupo estão as vitaminas
A, D, K e E, elas não são facilmente excretadas pelo nosso corpo, por isso
tendem a se acumular mais facilmente podendo causar algumas doenças.
No segundo grupo estão as vitaminas C
e do complexo B. Essas permanecem no nosso organismo por pouco tempo, então
devem ser consumidas todos os dias e a sua falta pode causar muitos prejuízos a
saúde.
Ao todo, o nosso corpo precisa de 13
vitaminas que devem ser consumidas através dos alimentos ou com suplementos
(conforme orientação médica) e somos capazes de produzir apenas a vitamina D
(aquela vitamina “do sol”).
Cada pessoa tem uma necessidade de
vitaminas diferente da outra. Idade, sexo, condição de saúde e estrutura física
e até mesmo tipo de trabalho são fatores que alteram a quantidade de vitamina
que deve ser ingerida. Por isso, é muito importante sempre consultar um médico.
Mulheres grávidas, crianças em pleno
desenvolvimento, pessoas adoentadas e trabalhadores que fazem muito esforço
físico precisam ingerir maior quantidade de vitaminas que as outras pessoas.
Também existem valores diferentes de recomendação diária de ingestão para cada
tipo de vitamina.
CONCLUSÃO
Conclui-se que no ser
humano, a quantidade a ser ingerida pode variar conforme idade, sexo, estado de
saúde e atividade física do indivíduo. As doses devem ser aumentadas em
gestantes e lactantes, em indivíduos em crescimento ou com saúde debilitada, e
mesmo trabalhadores em funções que exijam muito esforço físico. Mas, é um
engano pensar que os alimentos podem ser trocados pelas vitaminas: sem a
ingestão da comida, o organismo simplesmente não consegue absorvê-las.
BIBLIOGRAFIA
As vitaminas. Disponível em: http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Corpo/alimentos5.php. Acessado aos 8 de
Os tipos de vitamina. Disponivel em: http://saude.ig.com.br/vitaminas/. Acessado aos 8 de Abril de 2015.
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