Importância da contabilidade
RESUMO
SILVA, Clésio de
Castro e. Monografia acadêmica. A importância da contabilidade gerencial para o
processo de tomada de decisão. Brasília: UniCEUB, 2008.
Este trabalho é resultado de pesquisa feita na área de
Contabilidade Gerencial, para demonstrar a importância desta especialidade tão
importante para o processo de tomada de decisão. O objetivo geral e ressaltar
essa importância da contabilidade gerencial. O texto mostra que as informações
geradas pela contabilidade gerencial, no processo de tomada decisão, permitem
bom funcionamento da empresa. A contabilidade faz parte do cotidiano das
empresas e devido às mudanças no mundo empresarial, torna cada vez mais
essencial a presença deste profissional para auxiliar no gerenciamento das
decisões. O contador gerencial exerce papel necessário no processo decisório.
Esta pesquisa destaca que a contabilidade gerencial fornece informações de
natureza econômica visando atender melhor a necessidade de seus usuários,
tomadores de decisão. A parte textual do trabalho está dividida em três partes.
A primeira apresenta seus objetivos e a metodologia utilizada para a coleta de
dados. A segunda apresenta classificação, benefícios, característica e a importância
da contabilidade gerencial, suas metas, e os aspectos econômicos no processo de
tomada de decisão alem de valorizar o profissional de contabilidade. A terceira
foca o desfecho conclusivo da pesquisa. Ao longo da elaboração da pesquisa, foi
possível concluir que a contabilidade gerencial constitui-se importante
instrumento empresarial para o processo de tomada de decisões, visto que a
literatura consultada é unânime em afirmar que a contabilidade, como sistema de
informação e avaliação patrimonial provê os usuários de informações econômicas,
financeiras e patrimoniais para respaldar as decisões.
Palavra-chave: contábil. Decisão. Contabilidade gerencial. Processo.
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO..................................................................................................................... 6
2 REVISÃO DA
LITERATURA E DISCUSSÃO DOS DADOS.................................... 10
2.2 Contabilidade Gerencial como
Sistema de Informação Contábil.......................... 11
2.2.1 Sistemas de Informação de
Apoio à Decisão........................................................ 13
2.2.2 Sistema Integrado de Gestão
Empresarial............................................................. 14
2.2.3 Sistemas de Informação
Contábil............................................................................ 16
2.2.4 Necessidades da Informação................................................................................... 17
2.3 Metas da Contabilidade
Gerencial.............................................................................. 19
2.4 Demonstrativos Contábeis Básicos............................................................................ 21
2.4.1 O Balanço Patrimonial............................................................................................... 21
2.4.2 Avaliação De Estoque................................................................................................ 22
2.4.3 O Processo da Tomada de Decisão......................................................................... 23
2.4.4 Aspecto Econômico na Tomada Decisão............................................................... 25
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................................................................ 28
REFERÊNCIAS.................................................................................................................... 30
1 INTRODUÇÃO
Iudicibus (1998, p. 21) considera
que a contabilidade gerencial está voltada exclusivamente para a administração
da empresa, procurando suprir informações que se encaixem de maneira válida e
efetiva no modelo decisório do gestor.
O modelo decisório do
administrador leva em conta cursos de ação futuros. Informes sobre situações
passadas ou presentes somente serão insumos de valor para modelo decisório na
medida em que o passado e o presente sejam estimadores válidos daquilo que
poderá acontecer no futuro, situações comparáveis às já ocorridas.
O contador gerencial capta todas
as informações necessárias, para auxiliar o gestor, por meio de relatórios.
De maneira geral, todo
procedimento, técnica, informação ou relatório contábil feito “sob medida” para
que a administração os utilize na tomada de decisões entre alternativas
conflitantes, ou na avaliação de desempenho, recai na contabilidade gerencial,
conforme relato de Iudícibus (1998, p. 21). Portanto a contabilidade gerencial
é importante em todo o campo de atividade da empresa.
A Contabilidade Gerencial também
se vale de outros campos de conhecimento não circunscritos à contabilidade.
Atinge e aproveita conceitos da administração da produção, da estrutura
organizacional, bem como da administração financeira, campo mais amplo em que
toda contabilidade empresarial se situa.
De acordo com Marion (2005, p.
23-24), a contabilidade é o instrumento que auxilia a administração a tomar
decisões. Ela coleta dados econômicos, mensura-os monetariamente, registra-os e
sumariza-os em forma de relatórios ou de comunicados, que contribuem para
tomada de decisões.
O autor cita que a Contabilidade
é a linguagem dos negócios. Mede os resultados da empresa, avalia os
desempenhos dos negócios, dá diretrizes para tomada de decisões. Um momento em
que se pode “aplicar os recursos escassos
disponíveis com a
máxima eficiência” tornou-se uma dificuldade econômica difícil. A experiência
do administrador não é mais fator decisivo.
Exigem-se informações reais, que
norteiem as decisões. E essas informações estão contidas nos relatórios
elaborados pela contabilidade. Não se podem tomar decisões sobre produção,
marketing, investimentos, financiamentos, custos sem a contabilidade.
O processo decisório decorrente
das informações apuradas pela contabilidade não se restringe ao limite das
empresas, aos administradores e gerentes, mas também a outros segmentos,
conforme Marion (2005 p. 24), quais sejam:
- Investidores:
é por meio de relatórios contábeis que se identifica a situação
econômico-financeira da empresa; dessa forma, o investidor tem às mãos os
elementos necessários para decidir sobre as melhores alternativas de
investimentos. Os relatórios evidenciam a capacidade da empresa em gerar lucros
e outras informações.
- Fornecedores
de bens e serviços a créditos: usam os relatórios para analisar a capacidade de
pagamento da empresa compradora.
- Bancos:
utilizam os relatórios para aprovar empréstimos, limites de créditos etc.
- Governos: não
se usa o relatório só com finalidade de arrecadação de impostos, mas também
para dados estatísticos, no sentido de melhor redimensionar a economia (IBGE,
por exemplo).
- Sindicatos:
utiliza os relatórios para determinar a produtividade do setor, fator
preponderante para reajuste de salários.
- Outros
interessados: funcionários, órgãos de classe, pessoas e diversos institutos,
como a CVM, CRC, clientes, concorrentes e fornecedores etc.
Os
usuários da contabilidade geral podem ser externos (governo, fornecedores,
investidores, sindicatos), ou internos como (gerentes, funcionários em geral).
Com objetivo de fornecer informações para fins fiscais, enquanto a
contabilidade gerencial estar voltada para operações internas da empresas com
objetivo de auxiliar os gestores a tomar decisões precisas.
A pesquisa foi desenvolvida sobre
o tema Contabilidade gerencial. No processo de delimitação do tema, optou-se
pelo seguinte foco: “a importância da contabilidade gerencial no processo de
tomada de decisão”.
A escolha
do tema foi
motivada pela necessidade
de se evidenciar
a
importância da contabilidade gerencial e de sua
utilidade em produzir informações úteis ao usuário de contabilidade, para o
processo de tomada de decisão, e de salientar a contabilidade gerencial como
indispensável à gestão empresarial.
A problematização foi observada
da seguinte forma: não obstante a contabilidade gerencial possa efetivamente,
auxiliar os gestores a tomarem decisões mais acertadas, nem sempre as
informações disponibilizadas por esse profissional são aceitas pela
administração. A contabilidade gerencial sofre ainda resistência por parte de
algumas empresas que necessitam da informação gerencial para o processo de
tomada decisão.
Apesar dos avanços observados,
constata-se uma baixa importância atribuída à participação da contabilidade
gerencial para a tomada de decisões. Isto considerado, questiona-se: Quais são
as medidas necessárias para que contabilidade gerencial seja utilizada como
facilitadora do processo decisório, oferecendo suas totais potencialidades?
O objetivo geral deste trabalho é
ressaltar a importância da Contabilidade Gerencial para o processo de tomada de
decisão.
Os objetivos
específicos foram assim estabelecidos:
ü Evidenciar a Contabilidade Gerencial como sistema de
informação contábil;
ü Especificar
metas da Contabilidade Gerencial
ü Mostrar a importância das demonstrações contábeis como
meios de informação;
ü Identificar fases do processo de tomada de decisões;
Ante
a necessidade de manter a pesquisa no foco pretendido, foi formulado o seguinte
problema: “A contabilidade gerencial é importante para o processo de tomada de
decisões empresariais?”.
A metodologia utilizada para
realizar a pesquisa, quanto aos fins, foi descritiva e explicativa. Quanto aos
meios, a pesquisa foi bibliográfica buscando a importância do problema
levantado, por meio de livros, artigos e sites especializados.
(VERGARA 2000, p. 46-47).
Conforme ensinamentos de Cervo,
Bervian e Da Silva (2007, p. 41), optou-se pelo método dedutivo para
verificação das informações coletadas através de pesquisa bibliográfica sobre o
assunto, bem como interpretar e resumir idéias coletadas sobre a importância da
contabilidade gerencial, confrontando com a teoria estudada, para posterior
analise, buscando o entendimento do tema proposto.
A
parte textual do trabalho está estruturada em três seções. A primeira,
introdução, contém elementos informativos, provenientes do projeto. A segunda,
desenvolvimento, apresenta a revisão da literatura e a discussão dos dados.
O desfecho conclusivo do que a
que a pesquisa permitiu chegar está consubstanciado na última seção, intitulada
de “Considerações Finais”.
Segundo Beuren (2003, p. 66-67),
nas monografias e trabalhos de conclusão de cursos de graduação e pós-graduação
lato sensu, é recomendável que a descrição da metodologia da pesquisa
seja inserida no capítulo da introdução.
A autora citada considera que
esses trabalhos de graduação e de pós-graduação lato sensu revestem-se
de menor complexidade no processo de elaboração e apresentação textual, sem
prejuízo dos métodos e procedimentos científicos.
As
normas da Instituição de Ensino limitam a extensão do trabalho escrito entre 20
e 35 páginas, o que justifica a dispensa de capítulo exclusivo para a
metodologia.
2 REVISÃO DA LITERATURA E DISCUSSÃO DOS DADOS
Segundo Padoveze (2004, p. 49), o
ponto fundamental da contabilidade gerencial é uso da informação contábil como
ferramenta para a administração. Para que a informação contábil seja usada no
processo de administração, é necessário que essa informação contábil seja
desejável e útil para as pessoas responsáveis pela administração da entidade.
Para os gestores que buscam a
excelência empresarial, uma informação, ainda que seja útil, só é desejável se
conseguida por custo adequado e interessante para entidade. É necessário
sopesar a relação custo/benefício. Ou seja, a informação não deve custar mais
do que a entidade realmente suporta.
Conforme
Iudícibus (1998, p. 23), um contador gerencial dever ser:
Elemento com formação bastante ampla, inclusive com
conhecimento, pelo menos dos objetivos ou resultados que podem ser alcançados
com métodos quantitativos. Deve estar cônscio de certos conceitos de
microeconomia e, acima de tudo, deve observar como os administradores reagem à
forma e o conteúdo dos relatórios contábeis. Cada administrador tem
características próprias, mas uma grande maioria não apreciaria, por exemplo,
um exemplar de um balancete do razão com trinta paginas, para a tomada de
decisões. Também não visualiza bem um demonstrativo operacional apresentado na
forma de debito-credito.
2.1 Características da informação contábil
A informação contábil deve ser em
geral e antes de tudo, veraz e eqüitativa, de forma a satisfazer as
necessidades comuns a um grande número de diferentes usuários, não podendo
privilegiar deliberadamente a nenhum deles, considerando o fato de que os
interesses destes nem sempre são coincidentes.
Para que a informação seja capaz
de proporcionar benefícios ao usuário, segue abaixo alguma dessas características
básicas para garantir sua comunicação e confiabilidade, conforme a Normas
Brasileiras de Contabilidade T1, de 28 de julho de 1995, que trata das
características da informação contábil:
Confiabilidade: é atributo que
faz com que o usuário aceite a informação contábil e utilize como base
de decisões, configurando, pois, elemento essencial na relação entre aquele e a
própria informação, fundamenta-se na veracidade, completeza e pertinência do
seu conteúdo.
Tempestividade: refere-se ao
fato de que a informação contábil deve chegar ao conhecimento do usuário
em tempo hábil, afim de que este possa utilizá-la para seus fins. Nas
informações preparadas e divulgadas sistematicamente, como as demonstrações
contábeis, a periodicidade deve ser mantida.
Compreensibilidade: a informação
contábil deve ser exposta de forma mais compreensível possível ao
usuário que se destine. A compreensibilidade presume que o usuário disponha de
conhecimentos de contabilidade e dos negócios e atividades da entidade, em
nível que o habilite ao entendimento das informações colocadas à sua
disposição, desde que se proponha a analisá-las, pelo tempo e com a
profundidade necessária.
Comparabilidade: deve
possibilitar ao usuário o conhecimento da evolução entre determinada
informação ao longo do tempo, numa mesma entidade ou em diversas entidades, ou
a situação destas num momento dado, com vista a possibilitar-se o conhecimento
das suas posições relativas.
Essas
características devem ser revestidas de qualidade sendo objetivas, claras,
concisas, permitindo que o usuário possa avaliar a situação econômica e
financeira da entidade, bem como fazer conclusões sobre a tendência futura, de
forma a atender sempre os próprios objetivos da entidade empresarial.
Conforme a Normas Brasileiras de
Contabilidade T1, a informação contábil se expressa por diferentes meio como:
demonstrações contábeis, escrituração ou registros permanentes e sistemáticos,
documentos, livros, planilhas, listagens, notas explicativas, mapas,
relatórios, pareceres e laudos, utilizados no exercício profissional ou
previstos na legislação.
2.2 Contabilidade Gerencial como Sistema de Informação
Contábil
Padoveze (2004, p. 49), diante
dos pressupostos básicos para informação contábil, considera que o caminho a
ser adotado para contabilidade é que se transforme em ferramenta de ação
administrativa e se torne instrumento gerencial.
É possível ter contabilidade
gerencial em uma entidade, desde que se construa um sistema de informação
contábil. Para se fazer contabilidade gerencial é necessária: sistema de
informação contábil gerencial e sistema de informação operacional, que sejam
instrumentos dotados de características que preencham todas as necessidades
informacionais dos gestores para o gerenciamento.
Para Iudícibus
(1980, Apud Nakagawa, 1993 p. 74), contabilidade é:
Objetivamente, um sistema de
informação e avaliação destinado a prover seus usuários com demonstrações e
análises de natureza econômica, financeira, física e de produtividade, com
relação a entidade de objeto de contabilização.O objetivo principal da
contabilidade, portanto, é permitir a cada grupo principal de usuário a
avaliação da situação econômica e financeira da entidade, num sentido estático
bem como fazer inferências sobre suas tendências futuras. Em ambas as
avaliações, todavia as demonstrações contábeis constituirão elementos
necessários, mas não suficientes.
Segundo Figueiredo (1997, p. 36.
37), o sistema de informação contábil e gerencial e composto dos seguintes
conceitos:
O orçamento constitui – se de planos específicos em
termos de datas e de unidade monetárias, visando orientar a administração para
atingir os fins específicos empresariais. O sistema de orçamento simula os
desempenhos com base em planos aprovados, empregando os mesmo conceitos com o
serão tratados os eventos e transações realizadas, é um sistema de informação
de apoio a gestão. O objetivo do orçamento é:
Orientar a execução das
atividades;
Possibilitar a coordenação dos
esforços das áreas e de todas as atividades que compõem a empresa;
Aperfeiçoar o
resultado global da empresa; Reduzir os riscos operacionais;
Facilitar a identificação das
causas dos desvios entre o planejado e o realizado, propiciando a implantação
de ações corretivas.
Segundo
Oliveira (2005, p 44) um sistema de informações gerenciais, sob determinadas
condições pode proporcionar benefícios às empresas, tais como:
Redução do custo das operações;
Melhoria no
acesso às informações, propiciando relatórios mais preciosos e rápidos, com
menor esforço;
Melhoria na produtividade, tanto
setorial quanto global;
Melhoria nos serviços realizados
e oferecidos;
Melhoria na Tomada de Decisões, através do
fornecimento de informações mais rápidas e precisas;
Estímulo de
maior interação entre os tomadores de decisão; Fornecimento de melhores
projeções dos efeitos das decisões; Melhoria na estrutura organizacional, por facilitar
o fluxo de informações;
É importante que os empresários
passem usar o sistema de informação contábil gerencial para o processo de
tomada de decisão. Para isso, é necessário que o profissional de contabilidade
esteja mais capacitado pra fornecer informações que possam da resposta ao
questionamento dos empresários, criando meios para que esses confiem nas
informações geradas.
As empresas que utilizam esse
sistema de informação contábil podem ter vantagem competitiva com relação às
outras empresas, por meio gerenciamento adequado das informações,
visualizando-as como instrumento administrativo e ferramenta de auxilio ao
gestor da empresa no processo de tomada de decisão.
2.2.1 Sistemas de Informação de Apoio à Decisão
Há sistemas próprios, formulados
para auxiliar diretamente os gestores em suas decisões gerenciais. Isto
representa refinamento dos sistemas de apoio à gestão. São denominados de
sistema de suporte à decisão e de sistema de informações executivas.
Utilizam-se dos dados de sistemas operacionais e dos de apoio à gestão. Seu
foco é promover alterações de informações não estruturadas para tomada de
decisão. (PADOVEZE, 2004, p. 51).
Para
Figueiredo (1997, p. 34), o sistema de informação é:
O propósito básico da informação
e habilitar a organização seus objetivos pelo uso eficiente dos recursos
disponíveis nos quais se inserem: pessoas, materiais, equipamentos,
tecnologias, dinheiro, além da própria informação. A informação tem como
objetivo principal à adequação do sistema de informação ao processo decisório,
fornecendo informação cujas tendências sejam levar a
Decisões ótimas com relação ao
resultado econômico, fazendo com os gestores, entre as várias alternativas,
selecionem aquela que aperfeiçoará o resultado: reduzindo custos aumentando
receitas, aumentando lucro, aumentando eficiência, aumentando eficácia.
Padoveze (2004, p 55. 54 ), cita
três características fundamentais para que um sistema de informação contábil
tenha validade dentro de uma empresa independente do porte. Essas
características são relacionadas a seguir:
Operacionalidade: as informações devem ser coletadas, armazenadas e processadas
de forma operacional. São características básicas de operacionalidade de
relatórios concisos, elaborados de acordo com as necessidades dos usuários,
coletados de informações objetivas e de imediato entendimento pelo usuário que
não permitam uma única duvidam sequer, com apresentação visual e manipulação
adequada.
Integração e
navegabilidade dos dados: considera-se
um sistema de informação contábil como integrado quando todas as áreas
necessárias para o gerenciamento de informação contábil estão abrangidas por um
único sistema de informação contábil. Todos devem utilizar-se de um mesmo sistema
de informação.
Custo da informação: o sistema de informação contábil deve apresentar uma
situação de custo abaixo dos benefícios que proporciona à empresa. Com a
incorporação definitiva dos recursos computacionais, de macro e
microinformática na administração das empresas, entende-se que qualquer
empresa, da microempresa às grandes corporações, tem condições de manter um
sistema de informação contábil que lhe seja adequado.
Ou seja, um bom sistema
informação pode contribuir para evolução da empresa, além de resolver problemas
que poderiam ocorrer dentro da entidade. Oferecendo ao gestor como melhorar a performance
da empresa, no nível gerencial, operacional, patrimonial e administrativo,
buscando o monitoramento de todas as operações realizadas na empresa.
2.2.2 Sistema Integrado de Gestão Empresarial
De acordo com Padoveze (2004, p. 51), são denominados os sistemas de
informações gerenciais os sistemas que têm como
objetivo fundamental a consolidação e aglutinação das informações necessárias
para a gestão do sistema empresa.
Os sistemas de Suporte à Decisão
e de Informações Executivas integram todos os subsistemas componentes dos
sistemas operacionais e dos sistemas de apoio à gestão, através de recursos da
tecnologia de informação, de forma que todos os processos de negócios da
empresa possam ser visualizados em termos de um fluxo dinâmico de informação,
que perpassam todos os departamentos e funções.
Ainda segundo o autor citado,
esses sistemas permitem visão horizontal e de processo, em oposição à visão
tradicional verticalizada da hierarquia funcional das empresas. O Sistema de
informação contábil deverá estar completamente integrado ao sistema de gestão
empresarial.
Esses sistemas permitem também o
acoplamento de outras soluções de tecnologia de informação, como gerenciamento
de relações com clientes, cadeia de suprimentos, bem como total integração em
rede interna e com a internet.
Conforme Figueiredo (1997, p.
32-33), o processo de gestão leva em conta que as atividades desenvolvidas na
empresa visam atingir objetivos e resultados específicos. O processo de gestão
serve de suporte ao processo de tomada de decisão e realiza-se por meio dos
seguintes passos: planejamento estratégico, planejamento operacional,
programação, execução e controle. Conforme o autor, esses passos podem ser
explicados da seguinte forma:
ü Planejamento
estratégico é uma definição em termos de futuro do que a entidade vai fazer e
como vão ser utilizados estrategicamente seus recursos; envolve-se com a
determinação dos objetivos e metas da corporação, assim como desenvolvimento de
padrões políticas e estratégias , por meio das quais eles serão alcançados, e
fundamentam-se em informações a respeito do meio ambiente.
ü Planejamento operacional segundo Amaru, consiste na
previsão dos meios /atividades e recursos que deverão ser acionados para possibilitar
a realização de um objetivo. Para Fernandes, o
planejamento operacional trata-se de um processo
decisório que identifica, integram, avalia e escolhe o plano a ser implantado,
dentro dos planos operacionais alternativos dos vários
segmentos da
empresa em consonância com as metas, objetivos, estratégias e políticas da
empresa.
ü Programação é a distribuição de uma seqüência de
atividades ao longo de um período de tempo.
ü Controle, segundo Welsch (1990, Apud, figueredo, 1997,
p.33) é simplesmente a ação necessária para verificar se os objetivos, planos,
políticas e padrões tão sendo atingidos.
Esses autores esclarecem que um
sistema de gestão empresarial se torna importante instrumento no processo de
decisão das organizações e que deve ser usado como elemento de competitividade.
Busca acompanhar as ações feitas dentro da entidade, faz com que os gestores
tenham condições de avaliar todas as operações desenvolvidas no ambiente
interno além de verificar as oscilações que possam estar ocorrendo, exercendo
planejamento e controle na tomada de decisão nos eventos realizados.
2.2.3 Sistemas de Informação Contábil
De acordo com Padoveze (2004, p.
51), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Instituto Brasileiro de
Auditores Independentes (IBRACON) consideram que:
A Contabilidade é, objetivamente, Sistema de
Informação e Avaliação destinado a prover seus usuários com demonstrações e
análises de natureza econômica, financeira, física e de produtividade, com
relação à entidade objeto de contabilização.
Os objetivos da contabilidade
devem ser aderentes, de alguma forma explícita ou implícita, àquilo que o
usuário considera como elementos importantes para seu processo decisório. Esta
conceituação é importante para entendimento dos objetivos e da abrangência do
Sistema Informação Contábil Gerencial.
Conforme Marion (2005, p. 135), a
contabilidade pode ser considerada como sistema de informação destinado a prover
seus usuários de dados para ajudá-los a
tomar decisão:
Usuários podem ser considerados como qualquer pessoa
(física ou jurídica) que tenha interesse em conhecer dados de uma entidade.
Normalmente, os dados são elementos importantes constantes nos relatórios
contábeis, que abrangem informação econômico-financeiras (patrimônio, capital,
fluxo de caixa e despesas). O objetivo da contabilidade, portanto, conforme a
estrutura conceitual básica da contabilidade é o permitir a cada grupo
principal de usuários a avaliação da situação econômica e financeira da
entidade, num sentido estático, bem como fazer inferências sobre suas
tendências futuras.
Um sistema de informação contábil
aplicado na empresa deve atender a diversos usuários das informações por ele
processadas, podendo detectar erros no objeto de contabilização. Com isso,
pode-se admitir que informação contábil é imprescindível no monitoramento das
atividades da empresa, fornecendo informação útil.
2.2.4 Necessidades da Informação
Leciona Padoveze (2004, p. 52),
que a informação deve ser tratada como qualquer outro produto que esteja
disponível para consumo. Ela deve ser desejada, para ser necessária. Para ser
necessária, deve ser útil. Cabe aos contadores gerenciais construir essa
“mercadoria” com qualidade e custos competitivos, já que se sabe de sua
utilidade e de sua necessidade para o gerenciamento dos negócios.
Padoveze considera que a
necessidade da informação é determinada pelos usuários finais dessa informação,
seus consumidores. A informação deve ser construída para atender a esses
consumidores e não para atender aos contadores. O contador gerencial deve saber
que a informação é elaborada para atender ás necessidades de outros.
O contador gerencial deve fazer
estudo básico das necessidades de informações a partir das decisões que serão
tomadas com base no Sistema de Informação Contábil-Gerencial.
Hendriksen (1997, Apud
Nakagawa1993, p. 59) faz distinção entre dados e informação. Os dados podem ser
definidos como mensuração ou descrições de objetos ou eventos. Se estes dados
já são conhecidos ou não interessam à pessoa a quem são comunicados, não podem
ser definidos como informação.
A informação pode ser definida
como dado (ou conjunto de dados) que provoca o efeito surpresa na pessoa que a
recebe. Além disso, ela deve reduzir a incerteza, comunicar mensagem, ter valor
superior a seu custo e potencialmente, deve evocar resposta do tomador de
decisão.
Mock (1976,
Apud Nakagawa 1993, p. 59-60), afirma que:
Por sua vez, ao estudar os critérios de mensuração e
de informação contábil faz a seguinte distinção: Muitas vezes a informação è
tida como um subconjunto de dados úteis na solução de problemas ou tomada de
decisão. Em sentido geral o dado deriva do verbo latino
„dare‟ (dar) significando fatos dados a conhecer e,
aparentemente, de poucos interesses às necessidades de decisão. Contrastando
com isso, a informação está relacionada com o verbo latino „informare‟ (dar
estrutura à). A informação é considerada como dados que foram selecionados e
organizados, tomando-se relevantes para alguma questão.
Nakagawa (1993, p. 61) considera
que o corpo gerencial assume o desfio de solucionar problemas de uma empresa e
toma decisões fazendo a escolha entre soluções alternativas. Esse processo pode
ser caracterizado como preferencial, que se supõe baseada em adequado sistema
de informação. Antes, a informação era obtida através de fontes diversas, e os
gerentes processavam essa informação com base em habilidades pessoais.
Não raro os gestores em nível
gerencial solicitavam informações sem o conhecimento adequado do impacto que
suas decisões poderiam causar em determinada área da empresa.
Conforme afirma Nakagawa (1993,
p. 62), observa-se que nas empresas modernas ocorreram pelo menos três grandes
mudanças, as quais estão contribuindo sobremaneira para o aperfeiçoamento da a
eficácia gerencial e, conseqüentemente, para a gestão da empresa. As
três mudanças significativas citadas por Nakagawa são:
1.
A gestão da empresa passou a ser feita sob uma
abordagem sistêmica e as próprias técnicas gerenciais obtiveram um avanço
considerável.
2.
A informação passou a ser tratada como um produto de
um sistema planejado, de modo a torná-la disponível de acordo com as
necessidades dos gerentes.
3.
Desenvolveram-se sistemas de informação, que suportam
os processos de planejamento e controle dos gerentes, bem como, os sistemas
operacionais de gestão das atividades de produção da empresa.
Nash e Roberts ((1984, Apud, Nakagawa,
1993, p. 63)) definem que o sistema de informação é uma combinação de pessoas,
facilidades, tecnologias, mídias, procedimentos e controles com os quais se
pretende manter canais de combinações relevantes, processarem transações
rotineiras, chamar atenção dos gerentes e outras pessoas para eventos internos
e externos significativos e assegura as bases para tomada de decisões
inteligentes. Os sistemas de informação interagem de maneira que o contador
gerencial possa orientar o gestor a tomar decisões.
Como se pode observar o sistema
de informação tem como objetivo auxiliar o gestor no processo de tomada de
decisão. Para isso, ele procura emitir relatórios que venham atender as
necessidades informativas do ambiente, dos usuários internos e externos da
organização. Visa a eficiência no processo decisório e faz com que o gestor
tire conclusões merecedoras de créditos. A informação contábil é necessária no
processo de planejamento e no controle interno da empresa.
2.3 Metas da Contabilidade Gerencial
Jiambalvo
(2002, p. 2) afirma que todos os gerentes precisam não só planejar e controlar
suas operações, mas também tomar um serie de decisões:
A meta da contabilidade gerencial é fornecer as
informações de que eles precisam para o planejamento, o controle e a tomada de
decisão. Se o seu objetivo é ser um gerente eficaz, é imprescindível um
entendimento profundo de contabilidade gerencial. Este autor ressalta que o
planejamento é uma atividade fundamental para todas as empresas. Um plano
comunica as metas da empresa aos empregados e especifica os recursos
necessários para atingi-las.
O controle das organizações é alcançado pela avaliação
do desempenho dos gerentes e das operações pelas quais eles são responsáveis. A
distinção entre avaliar gerentes e avaliar as
operações que eles controlam é importante. Os gerentes
são avaliados para determinar como seu desempenho deve ser recompensado ou
punido motivando-os a ter desempenhos de auto nível.
Já para Figueiredo (1997, p.27) o
contador gerencial tem por finalidade garantir informação adequada ao processo
decisório buscando eficácia gerencial:
ü Planejamento:
estabelecer e manter um plano integrado para as operações consistentes com os
objetivos e metas da companhia, a curto e longo prazo, que deve ser analisado e
revisado constantemente, comunicado aos vários níveis de gerencia por meio de
um apropriado sistema de comunicação.
ü Controle:
desenvolver e revisar constantemente os padrões de avaliação de desempenho para
que sirvam como guias de orientação, aos outros gestores no desempenho de suas
funções, assegurando que o resultado real das atividades esteja em conformidade
com os padrões estabelecidos.
ü Informação:
preparar, analisar interpretar os resultados financeiros para serem utilizados
pelos gestores no processo de tomada de decisão, avaliar os dados, tendo como
referência os objetivos das unidades e da companhia; preparar as informações
para o uso externo para que atendam as exigências do governo, aos interesses
dos acionistas, das instituições financeiras, dos clientes e do público em
geral.
ü Contabilidade:
delinear, estabelecer e manter o sistema de contabilidade geral e de custos em
todos os níveis da empresa, inclusive em todas as divisões, mantendo registro
de todas as transações financeiras nos livros contábeis de acordo com os
princípios de contabilidade e com finalidades de controle interno. Preparar as
demonstrações financeiras externas de acordo com as exigências do governo.
ü Outras
funções: administrar e supervisionar cada uma das atividades que impactam o
desempenho salarial, com impostos federais, municipais e estaduais,
envolvendo-se até mesmo com negociações com as autoridades fiscais, quando
necessário. Manter relacionamento adequado com os auditores internos e
externos; estabelecer plano de seguro; desenvolver e manter sistemas e
procedimentos de registros; supervisionar a tesouraria; instituir programas de
financiamento; e muitas outras atividades.
O uso da contabilidade gerencial
é um dos instrumentos que a gestão empresarial deve utilizar para que a empresa
tenha sucesso no planejamento, controle e na execução das atividades
desenvolvidas. É possível definir que a contabilidade gerencial participa de
todo o processo decisório, buscando informações de forma eficiente, avaliando
situações geradas no ambiente interno,
com ações corretivas procurando atingir sua meta. Faz
com que o gestor tome decisões precisas.
A
missão da contabilidade gerencial então, e apoiar o gestor com suas informações
confiável, garantindo com que a empresa alcance seus objetivos.
2.4 Demonstrativos Contábeis Básicos
Segundo Marion (2005, p. 42) o
balanço patrimonial é a principal demonstração contábil que reflete a posição
financeira em determinado momento, normalmente no fim do ano ou de um período
prefixado. É como se tirasse uma foto da empresa e verificasse de uma só vez
todos os bens, valores a receber, a pagar em determinada data.
2.4.1 O Balanço Patrimonial
Padoveze (2004, p.72) afirma que
o balanço patrimonial é peça contábil por excelência, para ele é canalizada
todo o resultado das operações da empresa e das transações que terão realização
futura. Tem visto críticas a este demonstrativo contábil, por ser elaborado em
moeda corrente do país e com isso, segundo grandes partes das críticas a
informação constante do relatório ser deteriora rapidamente ou já nasce inútil,
dado o processo inflacionário no país.
O balanço patrimonial é elaborado
segundo os princípios contábeis geralmente aceitos, mas nada impede que
gerencial seja internamente, se construa balanço com critérios de avaliação
alternativa. Alguns teóricos sustentam que alguns critérios de avaliação são
inaceitáveis nos dias de hoje, com isso a informação do balanço fica
prejudicada, um exemplo disso seria a avaliação de estoques a preço médio,
quando, na opinião desses críticos a avaliação deveria ser a preço de venda, ou
então, pelo menos a preço de custo de reposição.
Já Garrison e
Noreen (2001, p.5) dizem que o usuário externo precisa ter
segurança de que os relatórios foram preparados de
acordo com um conjunto de regras básicas comuns. Essas regras comuns reforçam a
comparabilidade e ajudam a reduzir fraude e a falsa informação, mas não
necessariamente propiciam relatórios úteis para tomada de decisão no âmbito
interno da empresa.
A
contabilidade gerencial não utiliza dos princípios geralmente aceitos e sim
estabelecem suas próprias regras básicas referentes ao conteúdo e forma dos
relatórios internos. A única restrição é que benefícios decorrentes do uso da
informação superem os custos da coleta, da analise e da síntese dos dados. Uma
vez que a contabilidade gerencial é inteiramente opcional, ou seja, o contador
utiliza da informação útil e não da obrigatória.
2.4.2 Avaliação De Estoque
Padoveze (2004, p.72,73) de modo
geral, exceto os estoques, os demais ativos e passivos tem uma avaliação
considerável irrepreensível, sob todos os aspectos. Com relação aos estoques, é
importante lembrar que eles são avaliados com o objetivo de se determinar
posteriormente seu lucro na venda e, portanto, a avaliação a preços de custos
deve ser mantida.
Concorda-se que avaliação a
custos médios poderia induzir alguns usuários a receber uma informação
enviesada. Para tanto, a contabilidade fornece alguns instrumentos e a seguinte
argumentação. Primeiramente, convém lembrar como é a filosofia empresarial,
cita Padoveze (2004, p.73):
a)
A empresa deve manter
seus estoques no mais baixo nível possível,
objetivando reduzir os impactos financeiros de manutenção de investimentos no
capital de giro e, principalmente, reduzir os desperdícios futuros com
obsolescência tecnologia de itens;
b)
As novas tecnologias de administração de produção,
como Just in Time, enfatizam a necessidade de manterem os
estoques em seu menor nível, objetivando rapidez e flexibilidade da
produção e venda;
c) Os princípios
TQC – Total Quality
Control, muito mais importante do
que os impactos financeiros da manutenção dos estoques, enfatizam que sua
manutenção em grande escala propicia o acobertamento de deficiências no sistema
organizacional de produção, vendas
e desenvolvimento tecnológico.
O baixo nível de estoques e
conseqüentemente a alta rotação dos mesmos conduzirão a que os valores dos
estoques no balanço patrimonial terminem por ficar avaliado a preços próximos
da data do encerramento do exercício. As técnicas de correção monetária de
balanço e de correção monetária integral trazem critérios de incorporação de
atualização monetária fazendo-os avaliados a preços de compra corrigidos e, com
isso, bem próximo do preço de reposição. (PADOVEZE, 2004, p. 73)
O tratamento adequado nos valores
dos insumos e dos estoques, principalmente da demonstração dos resultados, para
se obter a correta mensuração dos lucros nas vendas não é suficiente.
(PADOVEZE, 2004, p. 73)
2.4.3 O Processo da Tomada de Decisão
Segundo Peleias (2002, p. 63, 64)
efetuar escolhas está presente em vários aspectos da vida humana. Decisões são
ações orientadas, julgamentos que afetam diariamente um curso de ação. Mas o
processo de decisão envolve pensamento e ação, culminando nu ato de escolha.
ü O tomador de decisões: e o elemento ou grupo que
seleciona as estratégias disponíveis; na empresa, são os gestores, em vários
níveis hierárquicos;
ü Os objetivos
da decisão: são as metas a serem atingidas pelas ações dos gestores, conquistas
de mercados, lançamento de produtos, novas metodologias de produção, dentre
outros; esses objetivos podem incluir horizontes de curto, médio e longo prazo,
que na empresa devem estar suportados por um sistema de informação que permita
aos gestores avaliar os efeitos de suas escolhas;
ü O sistema de
valores ou de preferências do tomador de decisão: os critérios que o gestor
utiliza para realizar as escolhas; os valores podem ser economicamente
representados ou estar influenciado por julgamentos pessoais;
ü As
estratégicas ou alternativas do tomador de decisão: são os diferentes cursos
alternativos de ação, dos quais se escolhem um, na hipótese de serem mutuamente
excludentes; baseiam-se nos recursos sob controle do tomador de decisões, por
exemplo, compra de insumos de produção no mercado nacional ou importado, ou
utilização de uma mistura de ambos;
ü Os estados
ambientais ou da natureza: são os aspectos ambientais que não estão sob o
controle do tomador de decisões e que afetam a escolha da estratégia, tais como
preferências dos consumidores e política econômica governamental;
ü Os resultados
ou conseqüência da decisão: é a resultante das estratégias e estado futuros da
natureza considerados; ao ser expresso em termos numérico, e denominados
playoff; nesse elemento, pode ocorrer a avaliação entre maiores retornos em
curto prazo ou preservação de lucratividade e mercado em longo prazo;
ü O momento da
decisão: é o ponto do tempo em que a decisão ocorre; algumas situações podem
requerer pouco tempo para a resolução de um problema, impactando diretamente a
quantidade e qualidade das informações utilizadas e o resultado obtido; outras
permitem que o gestor disponha de tempo suficiente para identificar e
estruturar vários caminhos para resolver o problema;
ü O objeto da decisão: é o problema a ser resolvido, a oportunidade a ser
aproveitada, a crise a ser enfrentada ou objetivo a ser atingido;
ü O estímulo
para a decisão: é o fator percebido pelo tomador de decisões, que afeta o
processo decisório; os gestores podem ser estimulados a resolver problemas,
como a reação as situações emergenciais, ou podem melhorar alguma coisa já
existente no conjunto de objetivos a serem atingidos;
ü O processo
decisório: é um conjunto de etapas ou fases pela quais passa o tomador de
decisões na efetivação de sua escolha; seu produto final é a decisão, e poderá
ser mais ou menos estruturados, de acordo com o problema apresentado, o
ambiente no qual ocorre o estilo do gestor.
Para Figueiredo (1997, p. 33,34)
o processo de tomada de decisão é uma seqüência lógica de etapas que expressam
a racionalidade com a qual os gestores buscam soluções ótimas para os problemas
da empresa. A abordagem do processo da tomada de decisão percorre as seguintes
fases: definição do problema, obtenção dos fatos, formulação das alternativas,
ponderação e decisão. O processo da tomada de decisão termina com a escolha da
ação a ser executada.
Jiambalvo
(2002, p.3) a tomada de decisão é parte integrante do processo de planejamento
e controle, as decisões são tomadas recompensar ou punir os
gerentes, para alterar as operações ou revisar os
planos. A empresa deve adicionar o novo produto? Deve abandonar o produto
existente? Deve fabricar um componente usado na montagem do seu principal
produto ou contratar outra empresa para produzi-lo? Que preço a empresa deve
cobrar pelo o novo produto? Essas perguntas indicam apenas algumas
decisões-chaves que as empresas enfrentam.
No entanto, para que gestores
sejam eficientes no processo de tomada de decisão, as atividades relacionadas
ao planejamento e controle realizada na empresa devem ter bases consistentes e
reais.
Ou seja, gestores precisam
observar o ambiente interno para que suas decisões reflitam de forma positiva,
podendo determinar a rentabilidade futura e principalmente, sua sobrevivência.
Reconhecem a importância de tomar boas decisões. À medida que o gestor faz uma
escolha ou toma uma decisão com informações sem credibilidade, pode comprometer
a qualidade das decisões tomadas.
2.4.4 Aspecto Econômico na Tomada Decisão
A contabilidade na tomada decisão
para eventos e transações é estruturação formal do processo decisório, e
baseado em princípios, definições e funções que objetivam apoiar gestores na
seleção de das melhores alternativas de ação. Visam aperfeiçoar o resultado
econômico das decisões sobre eventos e transações, causadoras de impactos no
patrimônio e nos resultados da empresa. A contabilidade, área de conhecimento e
instrumento de auxilio à gestão das empresas, caracteriza-se por transformar
grandezas heterogêneas em elementos com uma mesma base de representação, ao
refletir em termos monetários os eventos e transações realizados. (PELEIAS
2002, p. 78,79).
Para Figueiredo (1997, p. 56,57)
a contabilidade de custos são essencialmente medidas monetárias dos sacrifícios
com os quais uma organização tem que arcar a fim de atingir seus objetivos.
Conseqüentemente, e parte mais
importante do processo decisorial, não e surpresa que
os contadores estejam com as coletas e analise das informações de custos. Neste
caso custos são coletados para quatro propósitos:
ü
Assistir decisões de planejamento, tais como
determinação de quais produtos fabricarem, as quantidades que devem ser
produzidas e a que preços devem ser vendidos os produtos. Visto que o
planejamento e orientado para o futuro, para este objetivo é interessante ter
conhecimento dos custos futuros. Custos históricos têm utilidade somente por
serem indicadores confiáveis dos custos futuros.
ü Auxiliar o
controle das operações pela manutenção e aprimoramento da eficiência com que os
recursos são empregados. O controle envolve comparação do custo real das
operações correntes com os custos planejados. Isso demonstra que, já que os
custos reais a expressão monetária dos recursos que foram consumidos nas
operações correntes, existe interesse na reposição desses recursos. Para esta
proposta são usados custos de reposição. O processo de controle ajuda a manter
os custos correntes alinhados com os custos planejados, pela evidenciação de
ineficiências. Também
pode conduzir a uma revisão dos custos planejados.
ü
Auxilia na mensuração de resultados.
ü
Auxilia na
decisão do mix de produção.
Conforme
Hendriksem (1999, p. 160) os aspectos econômicos da política contábil:
Todas as decisões relativas da política contábil devem
ter conseqüências econômicas. Se não tivessem, não haveria motivos para a
preocupação com essa política. As conseqüências desejadas incluem o
aprimoramento da informação disponível aos investidores e outros usuário,
levando a decisões econômicas mais seguras ou a uma redução dos custos de
coletas de informações. Por meio dos mercados de títulos, as melhores decisões
devem resultar em uma alocação de recursos mais próxima do ótimo e em uma
oportunidade para melhoria da seleção de carteiras. Se tais decisões não forem
alteradas, e os custos da informação para o usuário não forem reduzidos, isso
será uma evidência de que a política adotada não é desejável.
O contador gerencial, com o seu
conhecimento na área financeira e na contabilidade custos, tem habilidade de
verificar divergências nestes setores, podendo fornecer informações confiáveis
para o processo de tomada de decisão. A
gestão empresarial necessita de informações
consistentes que permitam verificar se os objetivos estão sendo alcançados,
nesse momento contador gerencial se torna indispensável com sua capacidade
interpretar situações e variações nas demonstrações contábeis dentro da
empresa.
Ou seja, os contadores gerenciais
além de elaborar relatórios contábeis e gerenciais têm também outras
atribuições como auxiliar no planejamento e controle das operações, mostrando
seu efetivo valor no processo de tomada de decisão.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
No decorrer da pesquisa pôde-se
verificar a importância da contabilidade gerencial no processo de tomada de
decisão. A característica existente no profissional de contabilidade é sua
preocupação em auxiliar o gestor para que as empresas possam alcançar seus
objetivos. A contabilidade preocupa-se em fornecer não apenas informações de
natureza econômica, financeira e patrimonial, mas visa atender as necessidades
de seus usuários no processo de tomada de decisões.
De acordo com os autores
estudados, as informações fornecidas pelo o contador gerencial, passaram a ser
essenciais para a tomada de decisão, uma vez que significativas alterações
estão ocorrendo na forma com que as empresas competem entre si.
Mediante a informação do contador
gerencial, as empresas estão modificando a forma de administrar, baseando-se,
cada vez mais, em relatórios fornecidos pela contabilidade para sustentar suas
decisões, tornando possível maior diferencial no comportamento empresarial.
Sempre que a contabilidade
gerencial auxilia os tomadores de decisões a optarem por alternativa confiável
e melhor em determinado momento, ela própria é valorizada. A pesquisa
evidenciou características importantes que podem proporcionar benefícios aos
usuários.
O gestor empresarial deve cuidar
para que a cultura organizacional mude em relação à visão que em geral se tem
da estrutura da contabilidade na empresa. A contabilidade gerencial deve ser
mais interativa com os diversos setores, dando informações relevantes de fácil
utilização, mas que propicie a utilização da tomada de decisão, a fim de
contribuir para que sejam atingidos os objetivos, proporcionando benefícios
para a empresa.
As informações geradas pela
contabilidade gerencial podem auxiliar os gestores a melhorar a qualidade das
operações, do planejamento no processo de tomada de decisão da empresa.
Como o tema discutido não se
esgota com esta pesquisa, torna-se fundamental a continuidade para aprimorar a
importância da contabilidade gerencial no processo de tomada de decisão,
visando, sobretudo, informar ao gestor e demais usuários a posição a
econômico-financeira em que empresa se encontra no mercado.
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