A HIGIENE DA GINÁSTICA DO LACTENTE


INTRODUÇÃO
O presente trabalho faz abordagem da higiene do lactente, principalmente aos olhos do adulto ou do educador. É evidente que a higienização do corpo do lactente proporciona bem-estar da criança e o protege de certas crises ou doenças corporais. Este trabalho tem como objectivo principal focalizar os aspectos do educador frente a higiene da criança e velar pela atitude do adulto concerne a higienização do lactente principalmente no centro infantil. Falar da higiene do lactente é falar sobre a protecção corporal e do seu bem-estar.





A HIGIENE DA GINÁSTICA DO LACTENTE
Conceito de um lactente
A criança que ainda mama, que se alimenta de leite materno ou de outro tipo de leite por meio de uma mamadeira.
A primeira infância é a fase na qual se regista grande neuroplasticidade e as mudanças neuropsicomotoras contribuem para um melhor desenvolvimento infantil.
O desenvolvimento motor é dependente das experiências sensoriomotoras oferecidas pelo ambiente e o lactente compreende e apreende melhor o seu mundo por meio de diversificadas informações provenientes dos estímulos recebidos pela visão, audição, pelo toque e pela manipulação de objectos. Considera-se um desenvolvimento sensorial adequado quando esse se encontra de acordo com os princípios da integração sensorial, os quais se relacionam às bases neurológicas e aos aspectos comportamentais. Um comportamento adaptado é resultado de uma eficaz integração sensorial.
Também um processamento efectivo, em nível cortical, dos estímulos sensoriais é fundamental para o desenvolvimento das funções percetivomotoras, emocionais e cognitivas.
A maturação biológica define os parâmetros do desenvolvimento do latente, notadamente os factores de ordem estrutural e funcional, como a massa corporal, a estatura, a força e a coordenação; mas o ambiente (contexto físico, cultural e social) e a solicitação de tarefas influenciam o desenvolvimento sensorial do lactente.
Crescimento e Desenvolvimento do Lactente
Os primeiros anos de vida de uma criança são caracterizados por mudanças fisiológicas, metabólicas e psíquicas profundas. É importante o destaque ao crescimento acelerado e às habilidades para receber, mastigar e digerir outros alimentos além do leite materno. A criança cresce, em média, 25 cm no primeiro ano de vida e 12 cm no segundo ano, passando a partir dos três anos ao crescimento de 5 a 7 cm ao ano.
As capacidades neurológicas e psicomotoras são rápidas e a criança já apoia a cabeça aos 4-5 meses de idade e é capaz de sentar sem apoio aos seis meses. Desse modo, torna-se imprescindível a atenção nutricional para esse grupo populacional, já que deficiências nutricionais e condutas alimentares inadequadas comprometem a saúde da criança e deixam sequelas futuras como retardo de crescimento, atraso escolar e desenvolvimento de doenças crónicas.
No nascimento, o pequeno ser começa a enfrentar um tipo de existência completamente nova. Seu habitat líquido foi trocado por um habitat aéreo e sua energia deverá ser obtida de maneira totalmente nova. Os elementos orgânicos e minerais indispensáveis não lhe são mais trazidos pela circulação materna, mas obtidos pelos alimentos por meio dos complexos processos de digestão, absorção e assimilação.
O reflexo de sucção, coordenado com o de deglutição, conferem ao recém-nascido a capacidade de obter e deglutir líquidos. Esta capacidade reflexa já está presente na vida intra-uterina, tendo continuidade no acto de amamentação, pela busca do seio, sucção e deglutição de leite.
 
A alimentação do recém-nascido deve visar à manutenção de adequado crescimento pôndero-estatural, sempre que possível com o aleitamento materno. O aporte nutricional recomendado para lactente a termo é principalmente baseado na concentração de nutrientes do leite materno. O lactente digere e assimila bem proteínas desde os primeiros dias, instalando-se balanço nitrogenado positivo nos três a quatro primeiros dias, quer em aleitamento natural quer em artificial. A absorção de proteínas é cerca de 90% do ingerido.
Após o nascimento, as reservas hepáticas de glicogênio esgotam-se rapidamente, e essa exaustão é seguida pela utilização intensa de gorduras para a produção de energia. A glicemia ao nascer é, em geral, 70% da glicemia materna (cerca de 50 a 100mg/dL).
A galactose, nutriente abundante na alimentação láctea, é removida rapidamente do sangue em recém-nascidos normais, após o que se eleva glicemia. As necessidades de carboidratos nos primeiros dias são de 10 a 15g/kg/dia.
Em algumas horas de vida, a lipemia eleva-se e atinge os valores do adulto ao redor do quarto ao sexto dia no recém-nascido a termo. Após o nascimento, o depósito hepático de gordura pode substituir o glicogênio na geração de energia, o que ocorre com mais intensidade no jejum prolongado.
O educador frente a alimentação do lactente
O conhecimento correcto e actualizado sobre a alimentação da criança sadia é essencial para a avaliação e a orientação adequadas sobre sua nutrição. Boas práticas alimentares irão fornecer, em quantidade e qualidade, alimentos adequados para suprir as necessidades nutricionais definidas pelo crescimento e desenvolvimento da criança, apresentando-os em consistência adequada, para assim proteger suas vias aéreas contra a aspiração, não excedendo a capacidade funcional dos sistemas orgânicos (cardio-vascular, digestivo e renal).
O consumo precoce de alimentos complementares interfere na manutenção do aleitamento materno, muitas vezes, estes alimentos não suprem as necessidades nutricionais dessa faixa etária, na qual a velocidade de crescimento é elevada, tornando os lactentes mais vulneráveis tanto à desnutrição quanto a deficiências de certos micronutrientes.
Preconizar o uso de leite materno exclusivo até os seis meses deidade. A partir deste período, está indicada a introdução de alimentos complementares, e deve-se promover a manutenção da amamentação até os dois anos ou mais.

O educador/adulto frente a higiene da alimentação do lactente
É necessário que tenhamos em mente de que:
·         Dar somente leite materno, sem oferecer água, chás ou quaisquer outros alimentos.
·         Introduzir de forma lenta e gradual outros alimentos.
·         A alimentação complementar deverá ser oferecida sem rigidez de horários, respeitando-se sempre a vontade da criança.
·         A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida com colher; começar com consistência pastosa (papas/purés) e, gradativamente, aumentar a consistência até chegar à alimentação da família.
·         Oferecer à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação variada é, também, uma alimentação colorida.
·         Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, salgadinhos e outras guloseimas nos primeiros anos de vida. Usar sal com moderação.
·         Cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos; garantir o seu armazenamento e conservação adequados.
O educador/adulto frente a higiene corporal do lactente
Para a higienização do lactente é necessário que o adulto tenha os seguintes cuidados:
1- Seja qual for o sexo do lactente, o adulto precisa tomar cuidado com o sentido da limpeza. O papel ou lenço humedecido precisa passar de frente para trás, para não correr o risco de as fezes entrarem em contacto com os genitais da criança.
2- Em meninas, esse cuidado deve ser redobrado, já que elas são muito mais susceptíveis às infecções do que os meninos.
3- Em meninos, o cuidado deve ser ao abrir o prepúcio para higienizar o pénis. A pele costuma ser mesmo mais grossa (o que caracteriza a fimose em lactentes). O assunto é polémico, mas antes de consultar um médico, nunca force a pele para expor a glande. Isso pode machucar e causar traumas.
4- Assim que perceber que o lactente fez necessidades, troque-a imediatamente.
5- Dê sempre preferência a lavar o lactente com água e sabão, o que garante uma limpeza mais profunda.
6- Caso não seja possível dar um banho no pequeno, o lenço humedecido ajuda. Mas também há a possibilidade de usar um algodão banhado em água para limpar.
7- Tanto o lenço, quanto o algodão, não podem ser repassados nas nádegas ou genitais do lactente. No caso do lenço, que é mais fino, evite, inclusive, usar o verso.
8- Use pomadas contra assaduras em todas as dobrinhas para que a criança não sofra com as inflamações na pele.
9- Fique sempre atenta às reacções da criança quanto aos produtos usados. Qualquer marca estranha pode ser uma reacção alérgica.
10- Tome ainda o cuidado de deixar o lactente sempre completamente seco antes de vestir.
O educador frente aos cuidados higiénicos do lactente
O educador de creche que se dedica ao atendimento de crianças de zero a dois anos, invariavelmente, confronta-se com o impasse de “ser ou não ser mãe” dessas crianças. Claro está que a função educativa não é a única por ele desempenhada. Atestamos isso ao recolher a seguinte afirmação de Rizzo (1984, p. 22): “A creche existe para exercer pela mãe, embora não assumindo seu lugar, as actividades tipicamente maternais junto ao seu filho, prestando-lhe assistência integral, cuidando da sua segurança física e emocional”.
Assim, algumas questões se impõem de imediato: a mãe não é, em qualquer circunstância, a melhor para seu filho? Qualquer mulher amorosa, disponível e maternal poderia cuidar de crianças? Um mundo educativo profissionalizado não renderia melhores frutos? Afinal de contas, trata-se do exercício de uma profissão ou de uma suplência? Qual seria a justa posição deste que de bebês se ocupa?
Se levarmos esta discussão para o ambiente da creche, fatalmente nos encontramos diante de um paradoxo. De um lado, reconhece-se que uma profissionalização insuficiente leva a uma equivocidade entre as ditas funções parentais e a função de acolhimento educativo, bem como a uma subestimação da complexidade desse ofício, o que banaliza a função. Por outro lado, esta mesma profissionalização reclamada inclina-se à produção de um discurso em que o acolhimento psíquico oferecido pelo educador assume estatuto menos educativo – como acto constitutivo –, e mais pedagógico – conforme uma acção técnica.
A realidade dos lactentes nas creches indica que elas passam mais tempo nesse ambiente do que no meio familiar, pois permanecem, normalmente, em torno de 12 horas por dia fora de casa. De facto, isso implica que o adulto cuidador seja ponto de referência para essas crianças em seu vir a ser. A transmissão das marcas que permitem um sujeito situar-se numa linhagem e filiação será dividida ou até mesmo transferida para aqueles que se ocuparem dos cuidados de higiene do lactente.
Torna-se, assim, de extrema relevância discutirmos a partir de que bases discursivas esse outro educador tecerá as tramas da linguagem no laço com o lactente. Retomando o referido acima, entendemos que estamos actualmente diante de uma dupla possibilidade. Ou a função do profissional de creche será exercida a partir de um ideal pedagógico, que favorece o anonimato deste outro a quem o lactente é entregue, posto que incentiva o exercício do ofício numa perspectiva padronizante e tecnocrata, com tendência à exclusão da subjectividade; ou o cuidador pode operar mais pela via da educação como inscrição de marcas simbólicas que permitam um sujeito advir e ocupar lugar na cultura, enquanto cidadão e ser de linguagem.
A IMPORTÂNCIA DA HIGIENE NUTRICIONAL PARA O LACTENTE
O aleitamento materno é indicado até, pelo menos, 2 anos de idade da criança, sendo exclusivo até os 6 meses, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Essa prática traz diversos benefícios, incluindo o vínculo afectivo entre mãe e filho, o leite contém todos os nutrientes necessários para que a criança cresça e se desenvolva adequadamente, é gratuito, não necessita de utensílios como mamadeira e bicos (o que contribui para diminuição de riscos de infecções por microrganismos), protege a criança contra o desenvolvimento de alergias diversas, diminuem as chances de desenvolvimento de obesidade na infância, entre outros.  Após os 6 meses de idade, além da oferta do leite materno, é introduzida a alimentação complementar. Inicialmente são oferecidas papas contendo apenas um alimento até a criança atingir a alimentação habitual da família, ao primeiro ano de idade. O artigo contém um esquema dietético para exemplificar a alimentação desse período.


CONCLUSÃO
Contudo, chegamos a conclusão de que a higiene no lactente é uma forma de estar saudável e sã. É necessário prestar atenção às mudanças corporais do lactente. Essa observação nos ajudará a eliminar possíveis germes que provocam mal estar do lactente. Manter a higiene é importante não só para prevenir infecções e/ou inflamações, inclusive doenças ao lactente, mas também para que nos sintamos mais seguros de nós mesmos, contribui positivamente no nosso ingresso à vida social, fazendo com que os demais adultos queiram seguir o que é de exemplo.





BIBLIOGRAFIA
A higiene do lactente. Disponível em: http://br.guiainfantil.com/higiene-infantil/331-cuidados-com-a-higiene-e-limpeza-de-bebes-e-criancas.html. Acesso aos 8 de Outubro de 2015.