sexta-feira, 23 de março de 2018

TÉCNICAS PARA O ENSINO DA REDAÇÃO

INTRODUÇÃO
Ultrapassar a barreira entre a formação das ideias e o papel em branco não é uma tarefa simples. Portanto, se tem todo direito de ter dificuldades para redigir uma boa redacção. Porém, o fundamental já se possui: a capacidade de pensar. Basta agora aliar força de vontade à prática de escrever.  Para tanto, é imprescindível estar bem informado sobre o tema a ser discutido. A veracidade das informações é de suma importância. Sejam elas históricas, científicas, ou culturais. Isso não significa que se deixe de questionar a respeito, pois um bom texto depende muito do seu teor crítico acerca da realidade. Assim, podemos dizer que: É possível apoiar no conhecimento já existente da nossa cultura, ou é possível questionar o conhecimento já existente, desde que você conheça bem o tema tenha argumentos concretos.
O ideal é nos esforçarmos para escrever nossas próprias ideias, preocupando-nos com o bom senso, mas sem manter uma postura reacionária, acreditando numa verdade absoluta. É importante ressaltar que não existe um conteúdo neutro: sempre existe um questionamento a se fazer, tanto da parte do leitor como de quem redige o texto. Neste contexto o presente artigo disserta sobre as técnicas para o ensino da redação. Ele é um tema complexo e extensivo, mas poderá se fazer esforço de fazer um resumo no que concerto ao aspecto entendimento do mesmo.


TÉCNICAS PARA O ENSINO DA REDACÇÃO
1.1 Conceito
Denomina-se redação ao processo em que se estrutura um discurso escrito. A redação é uma arte, mas também uma técnica, à medida que é utilizada para garantir que o texto tenha certo nível de coerência. Ela se desenvolve com o tempo e a prática, circunstância exigida continuamente na educação formal das crianças. Outros lugares que praticam a elaboração de textos também recebem o nome de redação, como é o caso dos jornais e revistas, que atribuem um lugar específico para profissionais capacitados para esse fim.
1.2 O ensino da redação
Escrever bem exige conhecimento linguístico, técnica e muita dedicação. A redação costuma ser protagonista em muitos concursos e estudos e, infelizmente, deixa muitos candidatos ou alunos apreensivos na hora de transferir para o papel ideias e argumentos. Redigir um texto de maneira competente é indispensável para o sucesso da vida acadêmica e para a vida profissional, afinal de contas, comunicar-se bem é uma habilidade que, além de abrir portas, melhora as relações pessoais.
Por meio da leitura de diferentes tipos e gêneros textuais, entramos em contato com a língua e seus diferentes registros e temos a oportunidade de aprender na prática o seu funcionamento. Embora as gramáticas apresentem as regras para uma escrita correta, nem sempre mostram as reais situações de uso, que serão encontradas apenas nas diversas atividades discursivas, sejam elas orais ou escritas. Para compor seu repertório cultural, lembremo-nos de que todo tipo de leitura é bem-vinda, seja de best-sellers[1], seja dos clássicos da literatura – os textos-fontes de toda literatura contemporânea. Diversificar a leitura é importante para que se conheça e identifique os diversos gêneros, assim como é importante para que se aproprie dos inúmeros recursos linguísticos que eles oferecem.
Normalmente a redação compreende aos seguintes critérios:
Introdução
A introdução escreve-se por último. Todo texto dissertativo argumentativo precisa de 1) introdução, 2) desenvolvimento e 3) conclusão. A introdução é o primeiro contacto (superficial) que o corretor terá com a redação. Por isso, pode deixar para escrevê-lo quando terminar a dissertação.
Desenvolvimento
O desenvolvimento da redação tem argumentos que dão força ao posicionamento do texto. Essa parte deve ter dois parágrafos.
Ficar atento às ideias que escolheu e procurar lembrar de exemplos que se relacionem com elas. Podem ser fatos históricos, comportamentos da natureza, citações de Filosofia e Sociologia, séries, filmes, músicas, publicidades, estudos científicos e outros acontecimentos de acesso público.
Conclusão
Na conclusão sempre proponha uma solução para o problema. Em alguns casos, isso não é necessário, então algumas pessoas se esquecem. Mas um dos cinco critérios para avaliar a sua nota na redação é esta proposta. Ou seja, sem ela, o seu texto não tem sentido.
Título
O título da redação deve ser curto e resumir o que foi abordado na sua redação.
2. REDAÇÃO TÉCNICA
A redação técnica é um texto redigido de maneira mais elaborada e formal. Ela difere das redações literárias, pois são objetivas e imparciais, além do que utilizam a linguagem denotativa.
2.1 Características
Esse tipo de redação apresenta algumas peculiaridades em sua estrutura e estilo. Isso porque geralmente tratam-se de documentos oficiais de correspondência que possuem uma finalidade, seja informar, solicitar, registrar, esclarecer, dentre outros. Por isso, nas redações técnicas é utilizada a linguagem formal, objetiva, e segue as regras da norma culta padrão. Ela abriga modalidades de textos que cotidianamente nos deparamos, por exemplo, a ata de uma reunião, o currículo, o relatório, o atestado, dentre outros.
As redações técnicas são muito utilizadas no meio acadêmico, profissional, comercial e empresarial.
2.2. Tipos
De acordo com a finalidade proposta, existem diversos tipos de Redação Técnica, a saber:
Ata, memorando, atestado, circular, carta comercial, relatório, requerimento, declaração, ofício, procuração, contrato, currículo.

2.3 Estrutura
Cada tipo de redação técnica apresenta uma estrutura específica, no entanto, algumas características são comuns a todos, a saber:
Timbre, destinatário, título, tema, corpo do texto, saudações finais, assinatura.
3. REDAÇÃO CIENTÍFICA
A redação científica diz respeito à performance que caracteriza o discurso como um todo, demarcada por pressupostos específicos.
Partindo dessa premissa, até mesmo no sentido de reforçar nossa discussão, vejamos o que nos ensina Secaf (2004, p.47):
Um artigo científico exige que o autor expresse o que sabe sobre o tema, utilize a língua vernácula de maneira precisa e exponha as ideias de maneira simples e com palavras que não sejam rebuscadas. Deve-se usar a linguagem padrão (por exemplo: homem) e não a expressão coloquial (por exemplo: camarada) e nunca gíria (por exemplo: cara, careta). Atenção especial ao uso, ou não, do jargão (termos técnicos), pois influencia a compreensão do leitor do periódico em que irá publicar [...]
As palavras ditas pelo autor nos remetem àqueles fatores elementares evidenciados no início do artigo, sobretudo no que tange ao conhecimento, uma vez que, aliados ao rigor técnico, se encontram também os conhecimentos relacionados às normas que regem a modalidade escrita da linguagem.
Alguns pontos fundamentais que norteiam redação científica são:
Objetividade, concisão, clareza, precisão, imparcialidade, encadeamento, impessoalidade, coerência.
Assim, torna-se essencial que as etapas pelas quais terá de se passar não se tornem um fardo. Ao contrário, a pesquisa deve ser concebida como uma oportunidade de estudar, bem como de aprender um pouco sobre um determinado tema de igual relevância. Dessa forma, quanto mais comprometido estivermos com o trabalho realizado, maiores são as chances de êxito, no sentido de socializar nosso conhecimento e se tornar visível junto à prática.
4. REDAÇÃO LITERÁRIA
A redação literária é aquela que tem como finalidade a expressão artística por meio da linguagem escrita. Por meio das palavras cuidadosamente escolhidas por um escritor, uma obra literária — por exemplo, um poema — pode expressar um número muito grande de sentimentos e emoções. Exemplos de textos literários são: ensaios, contos, novelas, poemas e até textos não-ficcionais, como memórias, autobiografias, entre outros.
4.1 Estilo do texto
Vocabulário voltado para a subjetividade, marcado pelo uso de figuras de linguagem, emprego das funções poética, metalinguística e emotiva; tom pessoal; apego a aspectos estéticos; multiplicidade de interpretações; elaboração artística da frase. Esse tipo de composição se destaca por dar ao escritor bastante liberdade na hora de escrever.
4.2 Objectivo
Entretenimento, reflexão, fruição artística e estética.
5. ORGANIZAÇÃO DO TEXTO
Quando lemos uma história esperamos encontrar no enredo determinados elementos que a fazem se classificar como tal: personagens, narrador, apresentação, complicação, clímax e desfecho final, entre outros, igualmente importantes. Já ao nos depararmos com um texto de opinião, nossa perspectiva mantém-se fiel: desejamos que as ideias estejam prontamente definidas, de modo a percorrermos um trajeto que nos conduz ao início, perpassa por um desenvolvimento e nos conduz a um fim, a uma conclusão.
Lembremo-nos também que o texto jamais poderá representar uma imagem de nós mesmo (a), por isso mantenhamo-nos o mais imparcial possível, deixando as emoções e os juízos de valor para a “hora certa”, ou seja, haverá circunstâncias comunicativas em que tais atitudes poderão ser perfeitamente exploradas.
Colocando tudo em prática: momento em que se irá materializar tudo aquilo que planejou-se. Para tanto, algumas hipóteses se revelam como preponderantes, entre elas:
- A primeira delas é se colocar como leitor de sua produção, ou seja, como nós gostaríamos que as ideias ali estivessem dispostas. - Outra questão diz respeito à clareza da mensagem, dada a evidência de haver “múltiplos” interlocutores. Desse modo, para não correr o risco de não ser bem interpretado, sejamos claro em tudo que disser. - Voltando à questão do caráter coesivo do nosso texto, procuremos fazer com que um parágrafo nunca encerrar a ideia em si mesmo, pois é preciso haver uma interligação entre todos eles (os parágrafos). - Procurando cuidar bem da performance textual, nada mais sugestivo que variar a estrutura sintática, quando a situação assim o permitir, é claro. Um exemplo é o uso do predicado antes do sujeito, como em: vã foi a luta/ caótico é o trânsito/ imprecisos são os detalhes, entre muitos outros. 
Pois bem, todas as elucidações aqui firmadas tendem a colaborar para o aprimoramento de uma competência necessária a todo usuário do sistema linguístico: a escrita.
CONCLUSÃO
Portanto, a redação bem redigida certamente faz o seu leitor pensar sobre o assunto. Portanto, clareza e objetividade acerca do tema escolhido são fundamentais. A dificuldade inicial para escrever o texto pode estar justamente na delimitação do tema. Às vezes, o tema escolhido pode ser amplo demais e uma delimitação se faz necessária a fim de evitar divagações. A delimitação da ideia central a ser desenvolvida se encontra, geralmente, logo na introdução.
Delimitado o tema, a introdução deve ser sucinta, apenas citando o argumento inicial. Não deve ultrapassar oito ou dez linhas, ou seja, um quinto do texto. Exceto em um ensaio curto (10, 15 linhas), cuja introdução pode se fundir com o desenvolvimento. Os demais argumentos, os dados, as ideias e o questionamento entram no desenvolvimento do texto. Os argumentos do desenvolvimento devem surpreender o leitor. Suas ideias devem ser "saborosas" para atrair sua atenção. Quando a proporção do texto que se escreve não corresponder ao ensinado, pode-se estar com problemas em delimitar o tema. Ás vezes, terminamos "enchendo linguiça" ou o contrário: ficamos sem ter o que dizer.
Por último deveremos pensar o desenvolvimento como uma ponte que levará o leitor da introdução à conclusão. Esta última deve ter um quinto do texto e encerrar a discussão. A não ser quando, propositalmente, o autor queira deixar a conclusão para o próprio leitor.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CASTRO, Luana. Redação. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/redacao/. Acesso aos 21 de Março de 2018.
Portal Toda Matéria. Redação técnica. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/redacao-tecnica/. Acesso aos 21 de Março de 2018
SECAF. Victoria. Artigo científico: do desfio à conquista. 3. ed. São Paulo: Green Florest do Brasil, 2004.


[1] Best-seller, best seller ou, ainda, bestseller é um livro que é considerado como extremamente popular entre os que é incluído na lista dos mais vendidos, sendo considerado como "literatura de massa".

O CONTRIBUTO DE ROBERT BROWN NA CONSTITUIÇÃO DAS CÉLULAS E CÉLULAS PROCARIOTAS

INTRODUÇÃO
Sabe-se que todos os seres vivos são células ou associações de células, originando seres unicelulares e os pluricelulares. As células utilizam mecanismos para sintetizar proteínas, transformar energia e movimentar substancias essenciais para seu interior, e multiplicam seu material genético. O termo procariótico surgiu para que se identificassem as células que não possuíssem envoltório nuclear. Neste contexto o presente trabalho fala sobre o contributo de Robert Brown na constituição das células e células procariotas.





O CONTRIBUTO DE ROBERT BROWN NA CONSTITUIÇÃO DAS CÉLULAS E CÉLULAS PROCARIOTAS
QUEM FOI ROBERT BROWN
Robert Brown foi um Botânico britânico nascido em Montrose, Angus, Escócia, descobridor do movimento browniano e o primeiro inglês a descrever o núcleo das células vegetais (1831). Estudou medicina e ciência natural na Universidade de Edimburgo. Foi convidado (1800) pelo naturalista britânico Sir Joseph Banks para participar de uma expedição às costas da Austrália. No seu retorno (1805), trouxe aproximadamente 4000 espécies de plantas australianas. 
Sua mais notável contribuição científica foi a descoberta do movimento de partículas microscópicas, chamado movimento browniano. Também fez a distinção entre gimnospermas e angiospermas, a descoberta da núcleo da célula vegetal e um estudo microscópico de fósseis vegetais e faleceu em Londres. Sua obra principal Produmus Florae Novae Holandiae et Insulae van Damien contribuiu decisivamente para a adoção dos sistemas de classificação do botânico francês Antoine Laurent de Jussieu, a qual se baseava na classificação do botânico sueco Carolus Linnaeus.
Pesquisas e contributo sobre as células
O pesquisador escocês Robert Brown é considerado o descobridor do núcleo celular. Embora muitos citologistas anteriores a ele já tivessem observados núcleos, não haviam compreendido a enorme importância dessas estruturas para a vida das células.
O grande mérito de Brown foi justamente reconhecer o núcleo como componente fundamental das células. O nome que ele escolheu expressa essa convicção: a palavra “núcleo” vem do grego nux, que significa semente. Brown imaginou que o núcleo fosse a semente da célula, por analogia aos frutos.

Hoje, sabemos que o núcleo é o centro de controle das atividades celulares e o “arquivo” das informações hereditárias, que a célula transmite às suas filhas ao se reproduzir.
Os componentes do núcleo
O núcleo das célula que não estão em processo de divisão apresenta um limite bem definido, devido à presença da carioteca ou membrana nuclear, visível apenas ao microscópio eletrônico. A maior parte do volume nuclear é ocupada por uma massa filamentosa denominada cromatina. Existem ainda um ou mais corpos densos (nucléolos) e um líquido viscoso (cariolinfa ou nucleoplasma).
CÉLULAS PROCARIOTAS
As células procariotas também podem ser chamadas de protocélulas, não possuem um sistema de membranas compartimentando o citoplasma, seu DNA se apresenta na forma de anel e não estão associadas a proteínas (histonas). Têm formato geralmente simples em esfera, bastonete, ou em hélice, podendo formar colônias em alguns casos. Como essas células não possuem citoesqueleto, como as eucariontes, sua forma é definida por uma parede extracelular que sofre síntese no citoplasma e se posiciona na superfície externa da membrana plasmática. Essa parede rígida possui 20 nm de espessura, é constituída por peptidoglicanos e tem como função proteger a célula das ações mecânicas. A bactéria Escherichia Coli é uma das mais estudadas por sua reprodução rápida e estrutura simples.

Outras organelas presentes são os ribossomos no citoplasma, que podem se ligar a moléculas de RNAm, constituindo polirribossomos. Atente-se, também, para a presença de nucleoide, uma estrutura que possui dois ou mais cromossomos idênticos circulares, presos a diferentes pontos da membrana plasmática; ainda nesta membrana, em sua face interna, aparecem enzimas relacionadas com a respiração.
As células procariotas não se dividem por mitose e seus filamentos de DNA não sofrem o processo de condensação que leva à formação de cromossomos visíveis ao microscópio óptico durante a divisão celular. Em alguns casos, a membrana plasmática se invagina e se enrola, formando estruturas denominadas mesossomos. Estes são importantes na divisão celular pelo método binário, isto é, reprodução assexuada, em que em uma célula inicial realiza a duplicação do material genético, que está ligado à membrana celular; a célula começa a crescer e os mesossomos se afastam, levando consigo um cromossomo. Em seguida, a célula se divide, originando duas células-filhas com as mesmas características da célula-mãe.
As moléculas menores de DNA extracromossômicas são chamadas de plasmídeos, e podem ser passadas de uma bactéria para outra, carregando informações genéticas. As células procariotas ainda podem ter flagelos que auxiliam na locomoção e fímbrias ou pili, que ajudam na junção com as células hospedeiras.
Podem surgir células procariotas autótrofas, que possuem em seu citoplasma algumas membranas, paralelas entre si, associadas à clorofila ou a outros pigmentos responsáveis pela captação de energia luminosa. Entretanto, a maioria dos procariotas é heterotrófica, ou seja, depende de uma fonte externa de alimentos e realiza essa alimentação por absorção com vários mecanismos de fermentação e de respiração.


CONCLUSÃO
No entanto, percebe-se como as células procariotas possuem algumas particularidades que podem tornar seus representantes, como as bactérias, resistentes. Notemos que um ponto muito importante para essas células é a existência de uma cápsula de proteção, que é uma camada rígida formada por uma série de polímeros orgânicos que se deposita no exterior da sua parede celular. Outro ponto de atenção é para a presença de plasmídeos, que podem transmitir até mesmo genes de uma bactéria para outra, aumentando a possibilidade de mutação.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Brasil Escola. Robert Brown. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/biografia/robert-brown.htm. Acesso aos 20 de Março de 2018
Só Biologia. O núcleo celular. Disponível em: https://www.sobiologia.com.br/conteudos/Citologia2/nucleo.php. Acesso aos 20 de Março de 2018
Campbell, N. (2003): Biologia: conceitos e conexões. San Francisco: Pearson Education.





A IMPORTÂNCIA DOS RECURSOS HUMANOS NA SOCIEDADE OU NA EMPRESA

INTRODUÇÃO

Antes mesmo da moderna visão de Gestão de Recursos Humanos, um homem inovou conceitos na Gestão de Pessoas. O professor e escritor Peter Drucker, nascido em 19 de novembro de 1909, em Viena, Áustria e falecido em 11 de novembro de 2005, em Claremont, Califórnia, EUA, durante mais de 60 anos criou conceitos que fizeram da Gestão um campo legítimo de estudos acadêmicos. O ponto-chave de seus estudos tratava de que as pessoas eram o bem mais importante em uma organização.
A influência de seus pensamentos foi tão grande que ele frequentemente é chamado de Pai da Gestão de Pessoas. Entre tantos estudos desenvolvidos, relato três pensamentos que norteiam este artigo.– o Auto gerenciamento: Empresas estão passando por mudanças radicais em suas estruturas, no trabalho que elas desenvolvem, no tipo de conhecimento que elas precisam e no tipo de pessoas que elas empregam. Com novas necessidades e objetivos, Drucker diz que hoje precisamos nos autogerenciar mais do que em qualquer época. 2 – o que fazem os líderes eficazes? Drucker descobriu, em seus 65 anos de experiência em consultoria, o que os líderes eficazes têm em comum. Mais do que ter um mesmo estilo, esses líderes exemplares têm práticas similares e elas estão dentro de três grandes áreas: a primeira área consiste em práticas que dão aos líderes o conhecimento que eles precisam. A segunda área dá a eles a ajuda necessária para transformar esse conhecimento em ação. E por último, na terceira área, estão as práticas que asseguram que toda a organização sinta-se responsável e comprometida. 3 – a disciplina da inovação: Quanto de inovação é inspiração e quanto é trabalho pesado? A criatividade dos empreendedores, segundo Drucker, nasce do comprometimento com a prática constante da inovação.
Ainda que em caráter observatório e tipicamente pessoal procure expor minha visão profissional, construída em mais de 15 (quinze) anos de experiência e embasada pela realidade vivenciada em ambientes corporativos, bem como pelas obras estudadas do professor Peter Drucker trago as grandes reflexões no contexto da importância da Gestão de Recursos Humanos dos dias de hoje.
A IMPORTÂNCIA DOS RECURSOS HUMANOS NA SOCIEDADE OU NA EMPRESA

O papel da área de Recursos Humanos nas empresas vai muito além que somente entrevistar, selecionar, contratar e demitir colaboradores. O RH engloba todas as práticas e políticas relacionadas à administração de comportamentos dentro de uma companhia. Como seu próprio nome diz, o departamento considera as pessoas como recursos, elaborando estratégias e investimentos para desenvolver as capacidades de cada um.  
O RH está envolvido direta ou indiretamente com o funcionamento de todas as áreas organizacionais, na medida em que atua como mediador entre os interesses dosprofissionais e os da empresa. Por meio de análises profundas que consideram não somente o contexto pessoal, como o profissional em que cada colaborador se encontra, o departamento contribui para construção de planos de carreiras mais assertivos, desenvolvendo habilidades e competências de todos os envolvidos.      
O principal diferencial da área de Recursos Humanos nas empresas é que ele proporciona um canal de comunicação aberto entre os funcionários e a companhia. Ele está sempre aberto a ouvir as necessidades e expectativas dos colaboradores quanto ao seu crescimento e desenvolvimento profissional.
Algumas empresas cometem o erro de confundir o RH com o departamento pessoal, enquanto a área deveria atuar estrategicamente para garantir a eficiência e melhoria dos processos. O papel desse setor contribui muito para o sucesso de qualquer organização, na medida em que mantém os funcionários motivados e satisfeitos. A área expande as possibilidades de todos e ainda mantém um bom clima organizacional, influenciando diretamente na obtenção de resultados cada vez melhores.
Investir no Recursos Humanos, ainda, é uma forma de descobrir e reter os talentos na organização de forma mais assertiva, porque a área considera as competências estratégicas essenciais para os negócios. Além disso, o setor é responsável por analisar o desempenho e desenvolvimento dos colaboradores e utilizar os dados obtidos para fazer o planejamento dos próximos meses ou anos.
É a área de recursos humanos que insere programas para proporcionar mais qualidade de vida no trabalho, organizando ações de capacitação, políticas de incentivo financeiro e bem-estar em geral. O setor cumpre um papel fundamental na criação de oportunidades, portanto, deve ser visto com um investimento indispensável para o sucesso de qualquer empresa.  
A PRÁTICA DO RECURSOS HUMANOS NAS EMPRESAS
Basta um funcionário fazer algo considerado inadequado à política de comportamento da empresa, que sempre tem alguém para mencionar a famosa frase “passe no RH”.  Mas como já discutimos aqui, a responsabilidade desse setor não deve ser limitada às questões burocráticas. A atuação do Recursos Humanos nas empresas engloba a relação entre os seus fatores internos e externos, contribuindo para uma gestão de pessoas adequada aos resultados almejados.
As mudanças verificadas no mercado exigem adaptações constantes da área de Recursos Humanos, possibilitando que as empresas se destaquem em qualquer contexto. Diante dos avanços tecnológicos e da globalização, por exemplo, o setor precisa ser flexível, eficiente e ter uma visão empreendedora, de modo que consiga gerenciar adequadamente as pessoas para que elas contribuam com níveis maiores de performance e mais adequadas às respectivas transformações. Por esse motivo, procurar oferecer os recursos para os funcionários ampliarem a sua produtividade, de modo que eles não só saibam o que fazem, mas para que fazem, o verdadeiro significado de suas tarefas. O RH é o mediador, verifica através da visão, missão e valores da empresa a melhor forma de utilizar os recursos físicos, financeiros e principalmente humanos.
A implantação da gestão de RH exige uma análise muito ampliada de toda a organização e do ambiente que a cerca para elaborar um plano de ação mais adequado. Tudo isso é realizado focando principalmente no colaborador, para que ele se identifique com os objetivos da organização e se deem o melhor de si no desempenho de suas tarefas. Quando essa área é devidamente reconhecida, é capaz de desenvolver tanto as pessoas como profissionais, como tornar a empresa mais competitiva. Portanto, sua importância estar em unir, integrar, valorizar, treinar, capacitar e, acima de tudo, respeitar os seres humanos.    
Chiavenato (2003) conceitua que recursos humanos é uma área interdisciplinar que tem a capacidade de envolver inúmeros conceitos oriundos de varias áreas, por tratar diretamente com o ser humano, ou seja, indivíduos com personalidades diferentes, o que requer de qualquer especialista na área de recursos humanos uma experiência e um bom volume de conhecimento em diferentes áreas.
Esse departamento tem como principais funções : Recrutamento, estruturação, treinamento, instrução, capacitação, qualificação, entre outras.
As empresas que contam com um departamento de 
RH, agregam valor e demonstram mais status e confiança para seu cliente, tendo em vista que contam com um departamento específico para cuidar, supervisionar e motivar os seus funcionários.
Investir nessa área tem sido uma prática comum no mercado de trabalho, desde pequenas e médias empresas, pois principalmente essas só irão crescer se os seus funcionários se virem crescendo dentro delas. A grande empresa normalmente já tem essa visão e por esse e tantos outros motivos, hoje é uma grande empresa.
Muitas empresas de pequeno e médio porte têm medo de investir em seus funcionários, com receio de que eles possam trabalhar na concorrência, mas essa é uma visão totalmente distorcida da realidade. Gerar medo por autoritarismo, pressão em excesso, desmotivação e desgosto pelo trabalho, isso sim afasta os funcionários e faz com que eles procurem outras alternativas.Uma tendência do mundo corporativista é a valorização das pessoas, e isso tem tudo a ver com o departamento de 
RH, pois é ele que vai zelar pela integridade da imagem da empresa perante os funcionários e pelos direitos dos funcionários perante a empresa.
A adoção de uma postura de liderança autorizada (substituindo uma possível liderança autoritária) também é muito bem vinda nas empresas, pois faz com que os funcionários vejam, que o líder que está ali sabe o que realmente está fazendo e não apenas queira tudo pronto e do jeito dele. E assim, as pessoas o respeitarão como líder por mérito, não por imposição.
Silva (2002, p. 224), por sua vez, afirma que: “o principal interesse gerencial é motivar os funcionários a alcançar os objetivos organizacionais de um modo eficiente e eficaz”. Neste pensamento, vemos que o papel do gerente de recursos humanos é fundamental, pois para atingir a efetividade é necessário entender e superar limites junto com sua equipe, além de definir objetivos e metas claros e concisos e ainda fazendo com que os funcionários tenham motivação para atingí-los.
A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DE RH NO MUNDO GLOBALIZADO
Dentro de situações e desafios competitivos, vivenciados individualmente ou pelos grupos de pessoas nas organizações as atitudes variam muito diante da mesma realidade. A maioria fica indiferente, muitos acomodados, alguns não querem amolação ou dor de cabeça, outros se envolvem, poucos participam e apenas a minoria toma iniciativas, e agem no sentido de resolver problemas e superar dificuldades na Gestão de Pessoas. É comum encontrar muitos que lamentam, criticam e propagam a dificuldade, com certo ar de superioridade, sempre em busca de explicações e justificativas para se isentar da culpa. Raramente encontramos aquele que aguçado pela curiosidade natural do ser humano observa, pergunta, comenta, discute, e prontamente se envolve na busca das soluções.
No mundo globalizado, estamos descobrindo o obvio: que integrar pessoas e processos, leva às grandes oportunidades. A criatividade e capacidade de planejar diferenciam os profissionais do Mercado. Este que é envolvido pelos acontecimentos, sente-se desafiado a participar, agir, sugerir soluções, enfrentar os problemas, superar dificuldades, ceticismo e críticas, mas agindo, tomando iniciativas, fazendo acontecer, afinal, como diz o refrão da música do compositor e cantor Geraldo Vandré: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Entretanto, há um tipo de pessoa que estimulada pela percepção aguda da realidade presenciada, por sua necessidade individual, pela análise de uma situação de oportunidade no seu ambiente de trabalho ou comunidade, de um modo geral, assume atitudes que chamamos de pró-ativa. Este que está antenado no mercado de trabalho do mundo moderno é o: Líder Gestor de Recursos Humanos.
Ter a formação em Recursos Humanos não significa necessariamente que este profissional tenha que atuar em um departamento administrativo meramente burocrático. Muito pelo contrário, o graduado em Gestão de Recursos Humanos tem grande importância no alinhamento entre os objetivos individuais e os de crescimento competitivo nas organizações. A percepção da realidade, a criatividade, o entusiasmo, a iniciativa, o conteúdo teórico e prático, a determinação e sua perseverança compõem neste profissional a capacidade de realizar a integração de forças motrizes entre pessoas e processos, indispensáveis ao crescimento de qualquer organização.
As facilidades, os recursos e todo o bem estar que desfrutamos hoje, surgiram em função da determinação e da perseverança de inventores, cientistas, exploradores e pesquisadores, mas principalmente da iniciativa, da imaginação, do senso de oportunidade e da capacidade de realização dos empreendedores e inovadores na gestão de pessoas, que ousaram e decidiram investir tudo na concretização daquilo que imaginaram. Logo, descobrimos um novo mundo, onde tudo depende de nossa postura frente aos desafios na Gestão de Recursos Humanos, principalmente, como um profissional dinâmico na geração do conhecimento.
A globalização proporciona uma nova realidade em todos os segmentos empresarias, onde seus profissionais não serão mais qualificados por um excelente currículo, domínio de língua estrangeira ou da expressão: “ele é competente”, estes, serão apenas os pré-requisitos de mercado. Não será suficiente saber muita coisa, mas utilizá-lo produtivamente. Para isso o curso de Gestão em Recursos Humanos, forma seus analistas e gestores de pessoas que por sua vez deverão contribuir na elaboração de projetos que possam nortear a integração de boas práticas profissionais para o desenvolvimento competitivo das organizações.
Mais do que saber, este profissional hoje, deverá dominar as relações de causa e efeito e os desdobramentos entre setores e seus integrantes, ou seja, deter o conhecimento e acumular vivência para desenvolver e produzir resultados corporativos.
O tão sonhado futuro das relações entre o capital intelectual e o capital financeiro, chegou! O profissional de RH disputado será aquele que souber aprender rápido, com todos, todos os dias, em todas as ocasiões e oportunidades. Será aquele que fará a diferença no grupo em qualquer situação ou circunstâncias, com uma liderança servidora que trará no contexto globalizado, diferenciais competitivos, preservando as estratégias organizacionais sem perder o foco na qualidade de vida de seus liderados. Cabe ao profissional de Gestão de Recursos Humanos o desenvolvimento do potencial humano para harmonizar o trabalho em equipe a fim de realizar grandes conquistas.
O PAPEL DO GESTOR
As relações humanas, como já vimos, possuem realmente um papel importante dentro de uma organização, pois estão relacionadas à satisfação, motivação e produtividade dos funcionários. E o gestor está em um papel de destaque nestas relações, pois deve ser a referência para toda a sua equipe. Assim, ele precisa ter, além do cargo, também uma postura compatível — uma postura de liderança. Somente assim haverá simetria entre a estrutura organizacional e as relações naturais.
Além disso, o gestor é o tomador de decisões e o único com autonomia para interferir nas relações humanas da equipe. É seu papel observar a interação entre os membros de sua equipe, identificar os atritos e as afinidades, e desenvolver estratégias para dinamizar, de uma maneira positiva, essas interações. Lembre-se: nem sempre o conflito no ambiente de trabalho é negativo; você pode ler mais sobre isso neste artigo.
Ricardo A. M. Barbosa é diretor executivo da Innovia Training & Consulting, professor de programas de pós-graduação em conceituadas instituições de ensino, Consultor em Gestão de Projetos há 15 anos e já atuou como executivo em grandes empresas como Ernst & Young Consulting; Wurth do Brasil; Unibanco; Daimler Chrysler.
Você observa impactos diretos da relação entre funcionários, ou da sua relação com sua equipe, sobre a produtividade cotidiana do setor? Como você age para melhorar estas relações? Até que ponto você consegue interferir nestas relações? 


CONCLUSÃO

Depois de uma abordagem tão pertinente sobre este tema cheguei a conclusão de que este  Departamento de Recursos Humanos de uma empresa exerce um papel de suma importância, pois é o elo entre a diretoria e os seus funcionários, tendo a função de mostrar para o funcionário que a empresa em que ele trabalha é um lugar bom para se trabalhar e apontar para a empresa quando um funcionário está se destacando ou quando precisa ser mais capacitado ou auxiliado em algum aspecto.





REFERENCIA BIBLIOGRAFICAS

_______________,Idalberto. Administração de recursos humanos: fundamentos básicos. 5 ed. São Paulo: Atlas, 2003.

FRIEDMAN, Brian. et al. Como atrair, gerenciar e reter o capital humano da promessa a realidade. 2. ed. São Paulo: Futura, 2000.

MAXIMIANO, Antônio César Amaru. Teoria geral da administração: da revolução urbana à digital. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2004.

MILKOVICH, George T. et al. Administração de recursos humanos. São Paulo: Atlas, 2000.

SILVA, Reinaldo Oliveira da. Teorias da Administração. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002.

O que é Sociologia

O que é Sociologia
Sociologia é um termo criado em 1838 pelo filósofo francês Augusto Comte em seu Curso de Filosofia Positiva, deriva de um hibridismo, isto é, do latim “sociu-” (sociedade, associações) e do grego “logos” (palavra, razão e estudo), e refere-se ao estudo sobre as a das sociedades humanas, seus respectivos padrões culturais, relações de trabalho, instituições e convívio social.
Sociologia é a ciência que estuda asrelações entre as pessoas que pertencem a uma comunidade ou aos diferentes grupos que formam a sociedade.
A Sociologia é a disciplina que se ocupa de estudar a vida social humana, analisando as dinâmicas da sociedade como um todo e dos grupos singulares que a compõem. Utilizando de suas ferramentas específicas, é o campo do conhecimento que investiga as relações sociais entre diferentes grupos humanos, seus conflitos e conexões. Assim como o psicólogo se dedica a conhecer os elementos que regem o comportamento de um indivíduo, os sociólogos têm como missão compreender o funcionamento do comportamento coletivo
Surgimento da Sociologia e Contexto Histórico
Embora Comte seja responsável por cunhar o termo, a criação da sociologia não é obra de apenas um cientista ou filósofo, mas sim o resultado do trabalho de vários pensadores determinados a compreender a situação em que se encontrava a atual organização social.
Desde Copérnico, a evolução do pensamento e do conhecimento era puramente científica. A sociologia veio então preencher a lacuna dos estudos sociais, surgindo após a elaboração das ciências naturais e de várias ciências sociais. Sua formação desencadeia um acontecimento complexo, acompanhando circunstâncias históricas e intelectuais e intenções práticas. O surgimento da sociologia como ciência ocorre num momento histórico determinado, que coincide com os últimos momentos da desagregação da sociedade feudal e da consolidação da civilização capitalista.
A sociologia como ciência surgiu com a pretensão de unificar os estudos nas diversas áreas que sustentam as sociedades, analisando-os como um todo, a fim de compreende-lo integralmente, buscando encaixar os fenômenos investigados no contexto social.
Dentre as áreas integradas estão a história, a psicologia e a economia, principalmente. Além disso, a sociologia tem como foco de seus estudos as relações que, conscientemente ou não, se estabelecem entre as pessoas que convivem uma determinada sociedade ou grupo, ou entre os diferentes grupos que co-habitam uma mais ampla sociedade.
A disciplina, também tem como objetivo o estudo das relações que surgem e são reproduzidas, baseando-se na coexistência de diferentes grupos sociais e pessoas em uma maior sociedade, assim como os pilares que sustentam essas organizações. Como por exemplo, suas leis, instituições e valores.
A sociologia nasce no período em que a aglomeração nas grandes cidades, causada pela Revolução Industrial, dá origem à necessidade de se compreender os fenômenos sociais e a degradação por qual passava uma grande parte da sociedade européia.
A humanidade passa por transformações nunca vistas quando ocorre a revolução industrial e a francesa, repentinamente criando um novo modelo de produção (a sociedade capitalista) e uma nova forma de encarar a sociedade, sendo observando que poderia se entender a sociedade e seus mecanismos de forma científica, prevendo e muitas vezes controlando as massas de acordo com o necessário.
Compreende-se a revolução industrial como o fenômeno que determina o surgimento da classe proletária e o papel histórico que ela veio desempenhar na sociedade capitalista. Os seus efeitos catastróficos para a classe trabalhadora geraram uma um clima de revolta traduzido exteriormente na forma de destruição de máquinas, sabotagens, explosões premeditadas, roubos e outros crimes, que deram lugar ao surgimento de movimentos operários de ideologias revolucionárias (como por exemplo, o anarquismo, comunismo, socialismo cristão, entre outras vertentes), associações livres e sindicatos que permitiram um maior diálogo entre as classes organizadas, cientes de seus interesses com os proprietários dos instrumentos de trabalho.
Estes importantes acontecimentos e as transformações sociais verificadas despertaram a necessidade investigação mais aprofundada dos fenômenos que vinham ocorrendo. Cada passo da sociedade capitalista levava consigo a desintegração e o desmoronamento de instituições e costumes, para a compor-se em novas formas de organização social.
Nessa época, as máquinas não só destruíram o trabalho dos pequenos artesãos, como também obrigava-os à forte disciplina, e ao desenvolvimento de uma nova conduta e relações de trabalho até então desconhecidas.
Em 80 anos (entre o período de 1780 e 1860), a Inglaterra mudou drasticamente. Pequenas cidades se transformaram em grandes cidades produtivas e exportadoras. Estas transformações súbitas inevitavelmente implicariam em nova organização social, pela transformação da atividade artesanal em manufatureira e industrial, como também na  emigração do campo para a cidade onde mulheres e crianças, em jornadas de trabalho desumana, recebiam salários que mal garantiam sua subsistência e constituía-se em mais da metade da força de trabalho industrial.
As cidades se transformaram em um completo caos, e visto que sem condições para suportar um rápido crescimento, deram lugar a diversos tipos de problemas sociais, tais como os surtos de epidemias de cólera, vícios, criminalidade, prostituição, infanticídio que dizimaram parte das suas populações, por exemplo.
Nas últimas décadas surgiram novos temas e para a investigação sociológica, como por exemplo: os impactos das novas tecnologias, globalização, automação dos serviços, novas formas de organização da produção, flexibilização das relações de trabalho, acirramento dos mecanismos de exclusão e et cetera.
Ramos da Sociologia
A sociologia divide-se em muitos ramos que estudam a ordem existente entre os diversos fenômenos sociais por múltiplas perspectivas, mas que são convergentes e complementares, diferindo-se apenas em seu objeto de estudo.
Entre as diferentes subdivisões criadas, as principais áreas são:
Sociologia do trabalho
Sociologia da educação
Sociologia da ciência
Sociologia ambiental
Sociologia da arte
Sociologia da cultura
Sociologia econômica
Sociologia industrial
Sociologia jurídica
Sociologia política
Sociologia da religião
Sociologia rural
Sociologia urbana
Sociologia das relações de gênero

Sociologia da linguagem

Concepções Pedagógicas

Concepções Pedagógicas
As implicações pedagógicas da utilização das ferramentas interativas para o ensino a distância  resulta de toda uma concepção teórica e metodológica adotada pelo professor.  O objetivo é investigar que implicações são esssas? Que posturas devem ser incentivadas ou evitadas por parte dos professores e alunos? Qual a melhor maneira de utilizar a tecnologia visando propiciar uma melhoria de aprendizagem ao aluno?
Refletindo sobre estas questões, chegou-se ao entendimento de que toda a prática pedagógica dependerá da adoção ou não de concepções pedagógicas e da metodologia de desenvolvimneto das ferramentas que dão suporte ao ensino e aprendizagem a distância.
Se a concepção do professor e dos ambientes for empirista, tendo representantes behavioristas como Watson, Skinner e Pavlov; o professor tende a ter uma postura baseada na transmissão de conteúdo e no controle. Suas ações objetivam criar mudanças sistemáticas e operacionais no ambiente, a fim de maximizar a probabilidade de respostas "desejáveis". O aluno por sua vez, tende a tornar-se um agente passivo do processo, onde apenas o ambiente é que age sobre ele, fazendo com que o conhecimento torne-se uma associação de estímulos-respostas.
Já na concepção interacionista, representada por cognitivistas como Piaget e Vygotsky, a postura do professor será totalmente divergente da citada acima. O professor torna-se o mediador de todo o processo de aprendizagem. O aluno será o interagente. O conhecimento resultará da ação do sujeito (aluno) sobre a realidade e desta sobre o sujeito. A prática pedagógica pressupõe a atividade do aluno, seus esquemas de assimilação, bem como as ações docentes no sentido de favorecer a ampliação de tais esquemas. Nesta abordagem, o papel do professor será de "desequilibrador", provocando conflitos e situações problemáticas que estimulem a reversibilidade de pensamento e levem o aluno a questionar sua ação. Além disso o professor deverá ser também "regulador", mediando as inter-relações dos alunos, dando ênfase a procedimentos democráticos e lúdicos.
Foi baseando-se nesta modalidade de ensino interacionista, que se buscou discutir o papel do professor e do aluno no ambiente de ensino a distância. 
 Quais as implicações que estas abordagens trazem para o ensino a distância?
A primeira abordagem, a empirista, adapta-se muito bem aos modelos tradicionais de ensino a distância. Onde o estudante é visto trabalhando sozinho, uma espécie de auto-instrução, seus hábitos de estudo e aprendizagem são satisfeitos pela transmissão de informações. Neste modelo, a relação de ensino predominante é vertical, do professor para o aluno, inexistindo a construção do grupo onde há a interação entre os alunos. O ensino a distância nesta abordagem, preocupa-se mais com a variedade e quantidade de conceitos apresentados do que com a formação do pensamento reflexivo. Na verdade, parece que houve apenas uma mudança de ambiente, ou mídia, onde a sala de aula tradicional foi adaptada para o contexto de ensino via rede. A estratégia pedagógica é a leitura de grandes quantidades de textos e depois a resposta através de inúmeros exercícios.
A segunda abordagem, a interacionista, surge como uma alternativa para promover ambiente interativos de qualidade que promovam o diálogo efetivo entre alunos e  professores. Nesta abordagem a interação social e a cooperação (operação conjunta dos sujeitos) torna-se essencial, uma vez que  é um "grande desafio construir um estilo de trabalho em equipe realmente produtivo"
De um modo geral, o caminho da produção e do acesso ao conhecimento, deve encontrar suporte em metodologias que se proponham a ultrapassar os limites da reprodução, repetição e cópia dos materiais existentes. Assim, a pesquisa e a interação são meios importantes para que os conhecimentos não se restrinjam à repetição dos outros, mas impliquem na compreensão, crítica e produção de conhecimento próprio. Especificamente as ferramentas para interatividade na Web surgem como mecanismos adicionais à meta maior do ensino que é a aprendizagem. Os mecanismos que promovem a interatividade podem contribuir para que se tenha êxito pedagógico quando se utiliza a Web como meio de comunicação. No entanto, existem questões importantes no que se refere ao papel do professor e do aluno, bem como das condições necessárias para que a interação se efetive.
·                Metodologia de ensino - é necessário abandonar a sistemática presencial comum, de aulas expositivas e convencionais. É necessário pensar em técnicas que estimulem debates. Tentar despertar o interesse do aluno de tal forma que ele possa compreender o problema e se expressar sobre o que está sendo discutido.
·                Sistema de avaliação - o professor deve eliminar o modelo de avaliação tradicional baseado em notas. Isto porque não há nota mínima ou média que o aluno deva alcançar. O objetivo é fazer com que todos alcancem seu grau "ótimo".
·                Conteúdo - a abordagem adotada deve estar adequada ao grau de amadurecimento dos alunos, de forma que eles possam alcançar os conteúdos iniciais e, a partir deles, superá-los. Os alunos devem ter um senso de posse dos objetivos do aprendizado. Este senso auxiliará aos alunos, de forma fundamental, na condução dos trabalhos com seriedade e responsabilidade. Em resumo, deve-se planejar os temas que se deseja discutir e os adaptar aos limites e possibilidades que a Web oferece.
 O Papel do Professor
O papel do professor no ambiente interacionista de ensino a distância, deve ser o de facilitador, orientador. Ele deixa de ser provedor de informações para ser gerenciador de entendimento. Caberá ao docente, motivar o grupo e monitorar a participação dos alunos, levando em conta os objetivos e interesse do grupo.
É preciso lembrar que os professores que atuam em programas de ensino à distância foram formados por procedimentos convencionais para ensinar em sistemas convencionais e alguns desconhecem toda a tecnologia que está a sua disposição, e as novas atribuições que lhe serão necessárias desempenhar para intermediar um modelo de ensino a distância efetivo.
Espera-se que os professores que atuem no ensino a distância possuam como habilidades:
Concepções Pedagógicas
As implicações pedagógicas da utilização das ferramentas interativas para o ensino a distância  resulta de toda uma concepção teórica e metodológica adotada pelo professor.  O objetivo é investigar que implicações são esssas? Que posturas devem ser incentivadas ou evitadas por parte dos professores e alunos? Qual a melhor maneira de utilizar a tecnologia visando propiciar uma melhoria de aprendizagem ao aluno?
Refletindo sobre estas questões, chegou-se ao entendimento de que toda a prática pedagógica dependerá da adoção ou não de concepções pedagógicas e da metodologia de desenvolvimneto das ferramentas que dão suporte ao ensino e aprendizagem a distância.
Se a concepção do professor e dos ambientes for empirista, tendo representantes behavioristas como Watson, Skinner e Pavlov; o professor tende a ter uma postura baseada na transmissão de conteúdo e no controle. Suas ações objetivam criar mudanças sistemáticas e operacionais no ambiente, a fim de maximizar a probabilidade de respostas "desejáveis". O aluno por sua vez, tende a tornar-se um agente passivo do processo, onde apenas o ambiente é que age sobre ele, fazendo com que o conhecimento torne-se uma associação de estímulos-respostas.
Já na concepção interacionista, representada por cognitivistas como Piaget e Vygotsky, a postura do professor será totalmente divergente da citada acima. O professor torna-se o mediador de todo o processo de aprendizagem. O aluno será o interagente. O conhecimento resultará da ação do sujeito (aluno) sobre a realidade e desta sobre o sujeito. A prática pedagógica pressupõe a atividade do aluno, seus esquemas de assimilação, bem como as ações docentes no sentido de favorecer a ampliação de tais esquemas. Nesta abordagem, o papel do professor será de "desequilibrador", provocando conflitos e situações problemáticas que estimulem a reversibilidade de pensamento e levem o aluno a questionar sua ação. Além disso o professor deverá ser também "regulador", mediando as inter-relações dos alunos, dando ênfase a procedimentos democráticos e lúdicos.
Foi baseando-se nesta modalidade de ensino interacionista, que se buscou discutir o papel do professor e do aluno no ambiente de ensino a distância.
 
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif Quais as implicações que estas abordagens trazem para o ensino a distância?
A primeira abordagem, a empirista, adapta-se muito bem aos modelos tradicionais de ensino a distância. Onde o estudante é visto trabalhando sozinho, uma espécie de auto-instrução, seus hábitos de estudo e aprendizagem são satisfeitos pela transmissão de informações. Neste modelo, a relação de ensino predominante é vertical, do professor para o aluno, inexistindo a construção do grupo onde há a interação entre os alunos. O ensino a distância nesta abordagem, preocupa-se mais com a variedade e quantidade de conceitos apresentados do que com a formação do pensamento reflexivo. Na verdade, parece que houve apenas uma mudança de ambiente, ou mídia, onde a sala de aula tradicional foi adaptada para o contexto de ensino via rede. A estratégia pedagógica é a leitura de grandes quantidades de textos e depois a resposta através de inúmeros exercícios.
A segunda abordagem, a interacionista, surge como uma alternativa para promover ambiente interativos de qualidade que promovam o diálogo efetivo entre alunos e  professores. Nesta abordagem a interação social e a cooperação (operação conjunta dos sujeitos) torna-se essencial, uma vez que  é um "grande desafio construir um estilo de trabalho em equipe realmente produtivo"[DEM96].
De um modo geral, o caminho da produção e do acesso ao conhecimento, deve encontrar suporte em metodologias que se proponham a ultrapassar os limites da reprodução, repetição e cópia dos materiais existentes. Assim, a pesquisa e a interação são meios importantes para que os conhecimentos não se restrinjam à repetição dos outros, mas impliquem na compreensão, crítica e produção de conhecimento próprio. Especificamente as ferramentas para interatividade na Web surgem como mecanismos adicionais à meta maior do ensino que é a aprendizagem. Os mecanismos que promovem a interatividade podem contribuir para que se tenha êxito pedagógico quando se utiliza a Web como meio de comunicação. No entanto, existem questões importantes no que se refere ao papel do professor e do aluno, bem como das condições necessárias para que a interação se efetive.
  • Metodologia de ensino - é necessário abandonar a sistemática presencial comum, de aulas expositivas e convencionais. É necessário pensar em técnicas que estimulem debates. Tentar despertar o interesse do aluno de tal forma que ele possa compreender o problema e se expressar sobre o que está sendo discutido.
  • Sistema de avaliação - o professor deve eliminar o modelo de avaliação tradicional baseado em notas. Isto porque não há nota mínima ou média que o aluno deva alcançar. O objetivo é fazer com que todos alcancem seu grau "ótimo".
  • Conteúdo - a abordagem adotada deve estar adequada ao grau de amadurecimento dos alunos, de forma que eles possam alcançar os conteúdos iniciais e, a partir deles, superá-los. Os alunos devem ter um senso de posse dos objetivos do aprendizado. Este senso auxiliará aos alunos, de forma fundamental, na condução dos trabalhos com seriedade e responsabilidade. Em resumo, deve-se planejar os temas que se deseja discutir e os adaptar aos limites e possibilidades que a Web oferece.
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif O Papel do Professor
O papel do professor no ambiente interacionista de ensino a distância, deve ser o de facilitador, orientador. Ele deixa de ser provedor de informações para ser gerenciador de entendimento. Caberá ao docente, motivar o grupo e monitorar a participação dos alunos, levando em conta os objetivos e interesse do grupo.
É preciso lembrar que os professores que atuam em programas de ensino à distância foram formados por procedimentos convencionais para ensinar em sistemas convencionais e alguns desconhecem toda a tecnologia que está a sua disposição, e as novas atribuições que lhe serão necessárias desempenhar para intermediar um modelo de ensino a distância efetivo.
Espera-se que os professores que atuem no ensino a distância possuam como habilidades:
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif ser pesquisador;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif conhecer os objetivos gerais e específicos do curso;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif apresentar o plano do curso aos alunos;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif elaborar material didático ou de apoio, próprio;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif encorajar ao diálogo e prover métodos de organização das idéias;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif não ter medo de utilizar o silêncio, quando for necessário concentração parta alguma atividade;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif ser criativo a fim de criar situações estimuladoras para o melhor aproveitamento dos conteúdos;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif criar condições para o melhor desenvolvimento da aprendizagem, diagnosticando as necessidades dos estudantes; e mostrando caminhos de acesso ao conhecimento;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif promover atualizações constantes dos alunos, estimulando e administrando a curiosidae que é "fonte do saber" ;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif estar atento ao desenvolvimento do trabalho;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif ser orientador do trabalho conjunto, coletivo e individual; incentivando e acompanhando a participação dos alunos;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif saber elaborar um projeto, atualizar permanentemente este projeto e comprometer-se com o desempenho do aluno;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif avaliar o desempenho dos alunos;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif apresentar aos alunos os procedimentos de avaliação;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif utilizar provas e trabalhos coerentes com os conteúdos oferecidos;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif elaborar provas com clareza e objetividade;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif mostrar-se disponível para atender as solicitações e dúvidas dos alunos;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif ter um bom relacionamento com os alunos, mesmo em momentos de tensão
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif ter conhecimentos sobre os recursos técnicos, oferecidos pela Web, ou seja, o professor deve desenvolver uma cultura tecnológica para desmistificar a questão do controle, tornando-se assistente da construção do conhecimento através desta tecnologia.
Além disso, o professor terá que ser sensível às dificuldades de interações dos sujeitos, evitando o isolamento de alguns. Deve incentivar questões de debates e atividades que possibilitem os alunos aproveitar ao máximo os recursos do ensino a distância.
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif O Papel do Aluno
"Os estudantes preferem não estudar à distância". Simonsem (1955) A possibilidade disto acontecer entretanto torna o fato atraente por si só, embora o fato de ocorrer boa receptividade não quer dizer que tenha ocorrido aprendizagem. (Biner, 1955).
Esta consideração inicial, destaca a situação colocada no incíco deste tema, em relação às atividades presenciais, telepresenciais e assíncronas:
a) Estudos realizados através de vários projetos, mostraram que o fato de ser utilizada uma videoconferência ou não, não era fator decisivo na aprendizagem. O mais importante era a qualidade do ensino, a motivação e as expectativas do aluno, o nível e a relevância do assunto, acesso a materiais de pesquisa e de suporte. Os professores relatam que, depois de acostumados, os alunos não se portam diferente que o normal, quando numa videoconferência. Os tímidos continuam tímidos. Quando há uma explanação prévia do uso do recurso e dos objetivos , normalmente há uma boa aceitação. (BIC) Pode-se deduzir daí que o comportamento do aluno pouco se altera em relação ao ensino presencial, após o impacto inicial por ser uma atividade diferente.
b) Em situações assíncronas, a interatividade dar-se-á através da escrita:
o aluno deverá utilizar este meio para se fazer presente na atividade, expor suas opiniões, apresentar seus questionamentos, trocar informações com os colegas, etc. e por outro lado deverá ler, interpretar e analisar em igual intensidade. A própria escrita então excerce uma função de desenvolvimento, na medida em que o assunto deverá ser dominado, organizado, sintetizado e transmitido. Seria o autêntico aprender pelo fazer, preconizado por inúmeros autores. Deve ser levado ainda em consideração que, o fato de um aluno responder algo, não impede que outro responda esta mesma pergunta com a mesma resposta, como acontece muitas vezes em situações síncronas.
Também, o fato de não estar sendo visto, não inibe o aluno , diminuindo sua ansiedade.
Por outro lado, como suas respostas serão visualizadas por todos os colegas e pelo professor, há uma preocupação em torná-las mais elaboradas e fundamentadas e com uma boa construção.
No ambiente de ensino a distância  interacionista, os alunos, deixam de ser receptores passivos de informações, eles precisam ser construtores de conhecimento, passando a ser agentes de busca, seleção e assimilação das informações, tornando-se participantes ativos do curso, mas para isso, é necessário que desenvolvam algumas habilidades como:
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif desenvolver sentimento de parceria;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif ter capacidade de contribuição;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif ser capaz de argumentar, questionar com propriedade, propor e contrapor com fundamentação;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif ser pesquisador e crítico;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif adotar e manter uma postura cordial, cooperativa e construtiva;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif estar atento ao desenvolvimento do trabalho;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif participar sempre que possível, e de forma ordenada objetivando contribuir e/ou sanar dúvidas.
Em síntese, este aluno deve estar consciente de que [BEH97] "o mundo moderno exige dos sujeitos uma formação que envolva raciocínio lógico, criatividade, espírito de investigação, diálogo com os autores, construção de textos próprios, capacidade produtiva e vivência de cidadania plena", e para isto, é fundamental que desempenhem um papel atuante na sua própria formação. [BEH97]
 
Condições necessárias para a Interação
Se por um lado o ensino a distância promove um conceito de autonomia por parte do aluno, por outro lado aparece uma necessidade de interação e de contato aluno/aluno e de aluno/professor. A concepção então de que ensino é um processo social que requer uma interação intensiva entre professor e alunos, pode ser ampliada para um processo social que requer interação para a expressão, validação e auto desenvolvimento do conhecimento. Em outras palavras, de alguma maneira os alunos devem estar conectados (interagindo) para receber apoio e feed back, com o intuito de se manterem motivados.
Ao se falar de interatividade e implicações pedagógicas, é importante analisar esta interatividade em duas situações: síncrona e assíncrona.
Numa situação síncrona, por exemplo numa videoconferência, ocorrem similaridades com situações presenciais e conseqüentemente podem ocorrer os mesmos vícios. A abordagem deverá ser feita, então, de uma maneira muito mais próxima àquelas de uma aula presencial, levando em conta as dificuldades técnicas, por exemplo, de qualidade de som e de imagem.
Já numa situação assíncrona, o contexto é totalmente diferente e em consequência, aluno e professor desenvolvem posturas e sentimentos diferentes e as vezes nunca anteriormente exercitados.
É importante neste processo dinâmico de aprender pesquisando, utilizar todos os recursos, todas as técnicas possíveis, vale a pena descobrir as competências dos alunos, que contribuições podem dar ao curso. Não deve ser imposto um projeto fechado de curso, mas um programa com as grandes diretrizes delineadas e onde vão sendo construídos os caminhos de aprendizagem em cada etapa, estando atentos - professor e alunos - para avançar da forma mais rica possível em cada momento.
Quando se pensa em ambiente ensino/aprendizagem, pensa-se logo em professor/aluno. No entanto, as inúmeras condições que se fazem necessárias, como por exemplo, as atividades de gerenciar e manter o ambiente de ensino a distância. Esta a atividade não cabe nem ao professor, nem ao aluno. Esta estrutura de ensino a distância é composta de diversas ferramentas:
  • Ferramentas de configuração de curso
  • Ferramentas para apoio ao aluno
  • ferramentas de suporte a àdministração
Um ambiente de aprendizagem deve oferecer aos alunos, além do material didático, os seguintes recursos:
  • Acesso ao materiais de apoio
  • Organização na estruturação de organização do material
  • Espaço para colaboração entre os alunos entre professores e alunos
  • Espaço para acompanhamento do progresso do aprendizado
Aos professores o ambiente de aprendizagem a distância deve oferecer:
  • Facilidade de disposição do material didático
  • Recursos para o gerenciameno da turma
  • Recursos para o contato com os alunos
  • Formas de acompanhamento do progresso dos alunos
Para efetivar uma interação de qualidade é necessário que estas ferramentas estejam organizadas e estruturadas de maneira acessível aos professores e alunos.
A motivação é importante em qualquer ambiente de ensino, mas é critico no ensino a distância. Keller (Packard) apresentou o modelo ARCS de motivação , que enfatiza:
  • Atenção: que pode ser estimulada através da apresentação de novidades, surpresas, fatos inusitados, etc. A curiosidade pode ser estimulada pela apresentação de questões ou problemas. É também aconselhável que haja variedade de abordagens durante uma aula, por exemplo, para manter o interesse. (Não deixá-la muito monótono)
  • Relevância: Deve ser destacada a relevância do assunto, com o uso de exemplos concretos e familiares, o objetivo da aula e a utilidade do conhecimento. . O uso de experiências e valores conhecidos também é importante.
  • Confiança: A confiança pode ser desenvolvida através da possibilidade do aluno obter sucesso. Devem ser apresentados desafios que permitam sucessos significativos decorrentes do esforço e da aprendizagem, ou seja, o aluno deve verificar uma relação direta entre seu esforço e seu sucesso. O professor deve gerar expectativas positivas além de fornecer feedback e suporte para o aluno. O professor pode ainda auxiliar o aluno a estimar sua probabilidade de sucesso, através da análise de seu esforço e outros critérios de avaliação.
  • Satisfação: A possibilidade de utilizar o conhecimento ou a habilidade recém adquiridos, seja em situação real ou em uma simulação, oferece um bom feedback e reforço para o aluno, correspondendo às suas expectativas.
Experiências mostram que o envolvimento ativo tem um efeito estimulante sobre a aprendizagem. A interação deve ser buscada pelo professor de acordo com os objetivos do tema, de uma maneira planejada e não somente porque existem recursos para tal.
A interatividade pode ser estimulada através de questões dirigidas, colocações provocativas e direcionamento da discussão. Devem ser colocadas metas para a atividade. Por exemplo, um debate sobre um ponto de vista e a produção de um pequeno material .
É importante que haja uma possibilidade de comunicação (e-mail, p.ex) para formulação de perguntas ou considerações que não foram feitas durante a atividade. 
questão do controle, tornando-se assistente da construção do conhecimento através desta tecnologia.
Além disso, o professor terá que ser sensível às dificuldades de interações dos sujeitos, evitando o isolamento de alguns. Deve incentivar questões de debates e atividades que possibilitem os alunos aproveitar ao máximo os recursos do ensino a distância.
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif O Papel do Aluno
"Os estudantes preferem não estudar à distância". Simonsem (1955) A possibilidade disto acontecer entretanto torna o fato atraente por si só, embora o fato de ocorrer boa receptividade não quer dizer que tenha ocorrido aprendizagem. (Biner, 1955). 
Esta consideração inicial, destaca a situação colocada no incíco deste tema, em relação às atividades presenciais, telepresenciais e assíncronas:
a) Estudos realizados através de vários projetos, mostraram que o fato de ser utilizada uma videoconferência ou não, não era fator decisivo na aprendizagem. O mais importante era a qualidade do ensino, a motivação e as expectativas do aluno, o nível e a relevância do assunto, acesso a materiais de pesquisa e de suporte. Os professores relatam que, depois de acostumados, os alunos não se portam diferente que o normal, quando numa videoconferência. Os tímidos continuam tímidos. Quando há uma explanação prévia do uso do recurso e dos objetivos , normalmente há uma boa aceitação. (BIC) Pode-se deduzir daí que o comportamento do aluno pouco se altera em relação ao ensino presencial, após o impacto inicial por ser uma atividade diferente.
b) Em situações assíncronas, a interatividade dar-se-á através da escrita:
o aluno deverá utilizar este meio para se fazer presente na atividade, expor suas opiniões, apresentar seus questionamentos, trocar informações com os colegas, etc. e por outro lado deverá ler, interpretar e analisar em igual intensidade. A própria escrita então excerce uma função de desenvolvimento, na medida em que o assunto deverá ser dominado, organizado, sintetizado e transmitido. Seria o autêntico aprender pelo fazer, preconizado por inúmeros autores. Deve ser levado ainda em consideração que, o fato de um aluno responder algo, não impede que outro responda esta mesma pergunta com a mesma resposta, como acontece muitas vezes em situações síncronas.
Também, o fato de não estar sendo visto, não inibe o aluno , diminuindo sua ansiedade.
Por outro lado, como suas respostas serão visualizadas por todos os colegas e pelo professor, há uma preocupação em torná-las mais elaboradas e fundamentadas e com uma boa construção.
No ambiente de ensino a distância  interacionista, os alunos, deixam de ser receptores passivos de informações, eles precisam ser construtores de conhecimento, passando a ser agentes de busca, seleção e assimilação das informações, tornando-se participantes ativos do curso, mas para isso, é necessário que desenvolvam algumas habilidades como:
Concepções Pedagógicas
As implicações pedagógicas da utilização das ferramentas interativas para o ensino a distância  resulta de toda uma concepção teórica e metodológica adotada pelo professor.  O objetivo é investigar que implicações são esssas? Que posturas devem ser incentivadas ou evitadas por parte dos professores e alunos? Qual a melhor maneira de utilizar a tecnologia visando propiciar uma melhoria de aprendizagem ao aluno?
Refletindo sobre estas questões, chegou-se ao entendimento de que toda a prática pedagógica dependerá da adoção ou não de concepções pedagógicas e da metodologia de desenvolvimneto das ferramentas que dão suporte ao ensino e aprendizagem a distância.
Se a concepção do professor e dos ambientes for empirista, tendo representantes behavioristas como Watson, Skinner e Pavlov; o professor tende a ter uma postura baseada na transmissão de conteúdo e no controle. Suas ações objetivam criar mudanças sistemáticas e operacionais no ambiente, a fim de maximizar a probabilidade de respostas "desejáveis". O aluno por sua vez, tende a tornar-se um agente passivo do processo, onde apenas o ambiente é que age sobre ele, fazendo com que o conhecimento torne-se uma associação de estímulos-respostas.
Já na concepção interacionista, representada por cognitivistas como Piaget e Vygotsky, a postura do professor será totalmente divergente da citada acima. O professor torna-se o mediador de todo o processo de aprendizagem. O aluno será o interagente. O conhecimento resultará da ação do sujeito (aluno) sobre a realidade e desta sobre o sujeito. A prática pedagógica pressupõe a atividade do aluno, seus esquemas de assimilação, bem como as ações docentes no sentido de favorecer a ampliação de tais esquemas. Nesta abordagem, o papel do professor será de "desequilibrador", provocando conflitos e situações problemáticas que estimulem a reversibilidade de pensamento e levem o aluno a questionar sua ação. Além disso o professor deverá ser também "regulador", mediando as inter-relações dos alunos, dando ênfase a procedimentos democráticos e lúdicos.
Foi baseando-se nesta modalidade de ensino interacionista, que se buscou discutir o papel do professor e do aluno no ambiente de ensino a distância.
 Quais as implicações que estas abordagens trazem para o ensino a distância?
A primeira abordagem, a empirista, adapta-se muito bem aos modelos tradicionais de ensino a distância. Onde o estudante é visto trabalhando sozinho, uma espécie de auto-instrução, seus hábitos de estudo e aprendizagem são satisfeitos pela transmissão de informações. Neste modelo, a relação de ensino predominante é vertical, do professor para o aluno, inexistindo a construção do grupo onde há a interação entre os alunos. O ensino a distância nesta abordagem, preocupa-se mais com a variedade e quantidade de conceitos apresentados do que com a formação do pensamento reflexivo. Na verdade, parece que houve apenas uma mudança de ambiente, ou mídia, onde a sala de aula tradicional foi adaptada para o contexto de ensino via rede. A estratégia pedagógica é a leitura de grandes quantidades de textos e depois a resposta através de inúmeros exercícios.
A segunda abordagem, a interacionista, surge como uma alternativa para promover ambiente interativos de qualidade que promovam o diálogo efetivo entre alunos e  professores. Nesta abordagem a interação social e a cooperação (operação conjunta dos sujeitos) torna-se essencial, uma vez que  é um "grande desafio construir um estilo de trabalho em equipe realmente produtivo.
De um modo geral, o caminho da produção e do acesso ao conhecimento, deve encontrar suporte em metodologias que se proponham a ultrapassar os limites da reprodução, repetição e cópia dos materiais existentes. Assim, a pesquisa e a interação são meios importantes para que os conhecimentos não se restrinjam à repetição dos outros, mas impliquem na compreensão, crítica e produção de conhecimento próprio. Especificamente as ferramentas para interatividade na Web surgem como mecanismos adicionais à meta maior do ensino que é a aprendizagem. Os mecanismos que promovem a interatividade podem contribuir para que se tenha êxito pedagógico quando se utiliza a Web como meio de comunicação. No entanto, existem questões importantes no que se refere ao papel do professor e do aluno, bem como das condições necessárias para que a interação se efetive.
Metodologia de ensino - é necessário abandonar a sistemática presencial comum, de aulas expositivas e convencionais. É necessário pensar em técnicas que estimulem debates. Tentar despertar o interesse do aluno de tal forma que ele possa compreender o problema e se expressar sobre o que está sendo discutido.
Sistema de avaliação - o professor deve eliminar o modelo de avaliação tradicional baseado em notas. Isto porque não há nota mínima ou média que o aluno deva alcançar. O objetivo é fazer com que todos alcancem seu grau "ótimo".
Conteúdo - a abordagem adotada deve estar adequada ao grau de amadurecimento dos alunos, de forma que eles possam alcançar os conteúdos iniciais e, a partir deles, superá-los. Os alunos devem ter um senso de posse dos objetivos do aprendizado. Este senso auxiliará aos alunos, de forma fundamental, na condução dos trabalhos com seriedade e responsabilidade. Em resumo, deve-se planejar os temas que se deseja discutir e os adaptar aos limites e possibilidades que a Web oferece.
 O Papel do Professor
O papel do professor no ambiente interacionista de ensino a distância, deve ser o de facilitador, orientador. Ele deixa de ser provedor de informações para ser gerenciador de entendimento. Caberá ao docente, motivar o grupo e monitorar a participação dos alunos, levando em conta os objetivos e interesse do grupo.
É preciso lembrar que os professores que atuam em programas de ensino à distância foram formados por procedimentos convencionais para ensinar em sistemas convencionais e alguns desconhecem toda a tecnologia que está a sua disposição, e as novas atribuições que lhe serão necessárias desempenhar para intermediar um modelo de ensino a distância efetivo.
Espera-se que os professores que atuem no ensino a distância possuam como habilidades:
 ser pesquisador;
 conhecer os objetivos gerais e específicos do curso;
 apresentar o plano do curso aos alunos;
 elaborar material didático ou de apoio, próprio;
 encorajar ao diálogo e prover métodos de organização das idéias;
 não ter medo de utilizar o silêncio, quando for necessário concentração parta alguma atividade;
 ser criativo a fim de criar situações estimuladoras para o melhor aproveitamento dos conteúdos;
 criar condições para o melhor desenvolvimento da aprendizagem, diagnosticando as necessidades dos estudantes; e mostrando caminhos de acesso ao conhecimento;
 promover atualizações constantes dos alunos, estimulando e administrando a curiosidae que é "fonte do saber" ;
 estar atento ao desenvolvimento do trabalho;
 ser orientador do trabalho conjunto, coletivo e individual; incentivando e acompanhando a participação dos alunos;
 saber elaborar um projeto, atualizar permanentemente este projeto e comprometer-se com o desempenho do aluno;
 avaliar o desempenho dos alunos;
 apresentar aos alunos os procedimentos de avaliação;
 utilizar provas e trabalhos coerentes com os conteúdos oferecidos;
 elaborar provas com clareza e objetividade;
 mostrar-se disponível para atender as solicitações e dúvidas dos alunos;
 ter um bom relacionamento com os alunos, mesmo em momentos de tensão
 ter conhecimentos sobre os recursos técnicos, oferecidos pela Web, ou seja, o professor deve desenvolver uma cultura tecnológica para desmistificar a questão do controle, tornando-se assistente da construção do conhecimento através desta tecnologia.
Além disso, o professor terá que ser sensível às dificuldades de interações dos sujeitos, evitando o isolamento de alguns. Deve incentivar questões de debates e atividades que possibilitem os alunos aproveitar ao máximo os recursos do ensino a distância.
 O Papel do Aluno
"Os estudantes preferem não estudar à distância". Simonsem (1955) A possibilidade disto acontecer entretanto torna o fato atraente por si só, embora o fato de ocorrer boa receptividade não quer dizer que tenha ocorrido aprendizagem.
Esta consideração inicial, destaca a situação colocada no incíco deste tema, em relação às atividades presenciais, telepresenciais e assíncronas:
a) Estudos realizados através de vários projetos, mostraram que o fato de ser utilizada uma videoconferência ou não, não era fator decisivo na aprendizagem. O mais importante era a qualidade do ensino, a motivação e as expectativas do aluno, o nível e a relevância do assunto, acesso a materiais de pesquisa e de suporte. Os professores relatam que, depois de acostumados, os alunos não se portam diferente que o normal, quando numa videoconferência. Os tímidos continuam tímidos. Quando há uma explanação prévia do uso do recurso e dos objetivos , normalmente há uma boa aceitação. (BIC) Pode-se deduzir daí que o comportamento do aluno pouco se altera em relação ao ensino presencial, após o impacto inicial por ser uma atividade diferente.
b) Em situações assíncronas, a interatividade dar-se-á através da escrita:
o aluno deverá utilizar este meio para se fazer presente na atividade, expor suas opiniões, apresentar seus questionamentos, trocar informações com os colegas, etc. e por outro lado deverá ler, interpretar e analisar em igual intensidade. A própria escrita então excerce uma função de desenvolvimento, na medida em que o assunto deverá ser dominado, organizado, sintetizado e transmitido. Seria o autêntico aprender pelo fazer, preconizado por inúmeros autores. Deve ser levado ainda em consideração que, o fato de um aluno responder algo, não impede que outro responda esta mesma pergunta com a mesma resposta, como acontece muitas vezes em situações síncronas.
Também, o fato de não estar sendo visto, não inibe o aluno , diminuindo sua ansiedade.
Por outro lado, como suas respostas serão visualizadas por todos os colegas e pelo professor, há uma preocupação em torná-las mais elaboradas e fundamentadas e com uma boa construção.
No ambiente de ensino a distância  interacionista, os alunos, deixam de ser receptores passivos de informações, eles precisam ser construtores de conhecimento, passando a ser agentes de busca, seleção e assimilação das informações, tornando-se participantes ativos do curso, mas para isso, é necessário que desenvolvam algumas habilidades como:
 desenvolver sentimento de parceria;
 ter capacidade de contribuição;
 ser capaz de argumentar, questionar com propriedade, propor e contrapor com fundamentação;
 ser pesquisador e crítico;
 adotar e manter uma postura cordial, cooperativa e construtiva;
 estar atento ao desenvolvimento do trabalho;
 participar sempre que possível, e de forma ordenada objetivando contribuir e/ou sanar dúvidas.
Em síntese, este aluno deve estar consciente de que [BEH97] "o mundo moderno exige dos sujeitos uma formação que envolva raciocínio lógico, criatividade, espírito de investigação, diálogo com os autores, construção de textos próprios, capacidade produtiva e vivência de cidadania plena", e para isto, é fundamental que desempenhem um papel atuante na sua própria formação.
CONDIÇÕES NECESSÁRIAS PARA A INTERAÇÃO
Se por um lado o ensino a distância promove um conceito de autonomia por parte do aluno, por outro lado aparece uma necessidade de interação e de contato aluno/aluno e de aluno/professor. A concepção então de que ensino é um processo social que requer uma interação intensiva entre professor e alunos, pode ser ampliada para um processo social que requer interação para a expressão, validação e auto desenvolvimento do conhecimento. Em outras palavras, de alguma maneira os alunos devem estar conectados (interagindo) para receber apoio e feed back, com o intuito de se manterem motivados.
Ao se falar de interatividade e implicações pedagógicas, é importante analisar esta interatividade em duas situações: síncrona e assíncrona.
Numa situação síncrona, por exemplo numa videoconferência, ocorrem similaridades com situações presenciais e conseqüentemente podem ocorrer os mesmos vícios. A abordagem deverá ser feita, então, de uma maneira muito mais próxima àquelas de uma aula presencial, levando em conta as dificuldades técnicas, por exemplo, de qualidade de som e de imagem
EXERCÍCIO
Já numa situação assíncrona, o contexto é totalmente diferente e em consequência, aluno e professor desenvolvem posturas e sentimentos diferentes e as vezes nunca anteriormente exercitados.
É importante neste processo dinâmico de aprender pesquisando, utilizar todos os recursos, todas as técnicas possíveis, vale a pena descobrir as competências dos alunos, que contribuições podem dar ao curso. Não deve ser imposto um projeto fechado de curso, mas um programa com as grandes diretrizes delineadas e onde vão sendo construídos os caminhos de aprendizagem em cada etapa, estando atentos - professor e alunos - para avançar da forma mais rica possível em cada momento.
Quando se pensa em ambiente ensino/aprendizagem, pensa-se logo em professor/aluno. No entanto, as inúmeras condições que se fazem necessárias, como por exemplo, as atividades de gerenciar e manter o ambiente de ensino a distância. Esta a atividade não cabe nem ao professor, nem ao aluno. Esta estrutura de ensino a distância é composta de diversas ferramentas:
Ferramentas de configuração de curso
Ferramentas para apoio ao aluno
ferramentas de suporte a àdministração
Um ambiente de aprendizagem deve oferecer aos alunos, além do material didático, os seguintes recursos:
Acesso ao materiais de apoio
Organização na estruturação de organização do material
Espaço para colaboração entre os alunos entre professores e alunos
Espaço para acompanhamento do progresso do aprendizado
Aos professores o ambiente de aprendizagem a distância deve oferecer:
Facilidade de disposição do material didático
Recursos para o gerenciameno da turma
Recursos para o contato com os alunos
Formas de acompanhamento do progresso dos alunos
Para efetivar uma interação de qualidade é necessário que estas ferramentas estejam organizadas e estruturadas de maneira acessível aos professores e alunos.
EXERCÍCIO
A motivação é importante em qualquer ambiente de ensino, mas é critico no ensino a distância. Keller (Packard) apresentou o modelo ARCS de motivação , que enfatiza:
Atenção: que pode ser estimulada através da apresentação de novidades, surpresas, fatos inusitados, etc. A curiosidade pode ser estimulada pela apresentação de questões ou problemas. É também aconselhável que haja variedade de abordagens durante uma aula, por exemplo, para manter o interesse. (Não deixá-la muito monótono)
Relevância: Deve ser destacada a relevância do assunto, com o uso de exemplos concretos e familiares, o objetivo da aula e a utilidade do conhecimento. . O uso de experiências e valores conhecidos também é importante.
Confiança: A confiança pode ser desenvolvida através da possibilidade do aluno obter sucesso. Devem ser apresentados desafios que permitam sucessos significativos decorrentes do esforço e da aprendizagem, ou seja, o aluno deve verificar uma relação direta entre seu esforço e seu sucesso. O professor deve gerar expectativas positivas além de fornecer feedback e suporte para o aluno. O professor pode ainda auxiliar o aluno a estimar sua probabilidade de sucesso, através da análise de seu esforço e outros critérios de avaliação.
Satisfação: A possibilidade de utilizar o conhecimento ou a habilidade recém adquiridos, seja em situação real ou em uma simulação, oferece um bom feedback e reforço para o aluno, correspondendo às suas expectativas.
Experiências mostram que o envolvimento ativo tem um efeito estimulante sobre a aprendizagem. A interação deve ser buscada pelo professor de acordo com os objetivos do tema, de uma maneira planejada e não somente porque existem recursos para tal.
A interatividade pode ser estimulada através de questões dirigidas, colocações provocativas e direcionamento da discussão. Devem ser colocadas metas para a atividade. Por exemplo, um debate sobre um ponto de vista e a produção de um pequeno material .

É importante que haja uma possibilidade de comunicação (e-mail, p.ex) para formulação de perguntas ou considerações que não foram feitas durante a atividade. Em síntese, este aluno deve estar consciente de que [BEH97] "o mundo moderno exige dos sujeitos uma formação que envolva raciocínio lógico, criatividade, espírito de investigação, diálogo com os autores, construção de textos próprios, capacidade produtiva e vivência de cidadania plena", e para isto, é fundamental que desempenhem um papel atuante na sua própria formação. [BEH97]
 
Condições necessárias para a Interação
Se por um lado o ensino a distância promove um conceito de autonomia por parte do aluno, por outro lado aparece uma necessidade de interação e de contato aluno/aluno e de aluno/professor. A concepção então de que ensino é um processo social que requer uma interação intensiva entre professor e alunos, pode ser ampliada para um processo social que requer interação para a expressão, validação e auto desenvolvimento do conhecimento. Em outras palavras, de alguma maneira os alunos devem estar conectados (interagindo) para receber apoio e feed back, com o intuito de se manterem motivados.
Ao se falar de interatividade e implicações pedagógicas, é importante analisar esta interatividade em duas situações: síncrona e assíncrona.
Numa situação síncrona, por exemplo numa videoconferência, ocorrem similaridades com situações presenciais e conseqüentemente podem ocorrer os mesmos vícios. A abordagem deverá ser feita, então, de uma maneira muito mais próxima àquelas de uma aula presencial, levando em conta as dificuldades técnicas, por exemplo, de qualidade de som e de imagem.
Já numa situação assíncrona, o contexto é totalmente diferente e em consequência, aluno e professor desenvolvem posturas e sentimentos diferentes e as vezes nunca anteriormente exercitados.
É importante neste processo dinâmico de aprender pesquisando, utilizar todos os recursos, todas as técnicas possíveis, vale a pena descobrir as competências dos alunos, que contribuições podem dar ao curso. Não deve ser imposto um projeto fechado de curso, mas um programa com as grandes diretrizes delineadas e onde vão sendo construídos os caminhos de aprendizagem em cada etapa, estando atentos - professor e alunos - para avançar da forma mais rica possível em cada momento.
Quando se pensa em ambiente ensino/aprendizagem, pensa-se logo em professor/aluno. No entanto, as inúmeras condições que se fazem necessárias, como por exemplo, as atividades de gerenciar e manter o ambiente de ensino a distância. Esta a atividade não cabe nem ao professor, nem ao aluno. Esta estrutura de ensino a distância é composta de diversas ferramentas:
·               Ferramentas de configuração de curso
·               Ferramentas para apoio ao aluno
·               ferramentas de suporte a àdministração
Um ambiente de aprendizagem deve oferecer aos alunos, além do material didático, os seguintes recursos:
·               Acesso ao materiais de apoio
·               Organização na estruturação de organização do material
·               Espaço para colaboração entre os alunos entre professores e alunos
·               Espaço para acompanhamento do progresso do aprendizado
Aos professores o ambiente de aprendizagem a distância deve oferecer:
·               Facilidade de disposição do material didático
·               Recursos para o gerenciameno da turma
·               Recursos para o contato com os alunos
·               Formas de acompanhamento do progresso dos alunos
Para efetivar uma interação de qualidade é necessário que estas ferramentas estejam organizadas e estruturadas de maneira acessível aos professores e alunos.
A motivação é importante em qualquer ambiente de ensino, mas é critico no ensino a distância. Keller (Packard) apresentou o modelo ARCS de motivação , que enfatiza:
·                Atenção: que pode ser estimulada através da apresentação de novidades, surpresas, fatos inusitados, etc. A curiosidade pode ser estimulada pela apresentação de questões ou problemas. É também aconselhável que haja variedade de abordagens durante uma aula, por exemplo, para manter o interesse. (Não deixá-la muito monótono)
·                Relevância: Deve ser destacada a relevância do assunto, com o uso de exemplos concretos e familiares, o objetivo da aula e a utilidade do conhecimento. . O uso de experiências e valores conhecidos também é importante.
·                Confiança: A confiança pode ser desenvolvida através da possibilidade do aluno obter sucesso. Devem ser apresentados desafios que permitam sucessos significativos decorrentes do esforço e da aprendizagem, ou seja, o aluno deve verificar uma relação direta entre seu esforço e seu sucesso. O professor deve gerar expectativas positivas além de fornecer feedback e suporte para o aluno. O professor pode ainda auxiliar o aluno a estimar sua probabilidade de sucesso, através da análise de seu esforço e outros critérios de avaliação.
·                Satisfação: A possibilidade de utilizar o conhecimento ou a habilidade recém adquiridos, seja em situação real ou em uma simulação, oferece um bom feedback e reforço para o aluno, correspondendo às suas expectativas.
Experiências mostram que o envolvimento ativo tem um efeito estimulante sobre a aprendizagem. A interação deve ser buscada pelo professor de acordo com os objetivos do tema, de uma maneira planejada e não somente porque existem recursos para tal.
A interatividade pode ser estimulada através de questões dirigidas, colocações provocativas e direcionamento da discussão. Devem ser colocadas metas para a atividade. Por exemplo, um debate sobre um ponto de vista e a produção de um pequeno material .

É importante que haja uma possibilidade de comunicação (e-mail, p.ex) para formulação de perguntas ou considerações que não foram feitas durante a atividade.