segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

RESPONSABILIDADES DO DELEGADO E SUBDELEGADO

ÍNDICE
INTRODUÇÃO.. 1
RESPONSABILIDADES DO DELEGADO E SUBDELEGADO.. 2
Perfil do Aluno. 2
A eleição do delegado e subdelegado. 2
Estatuto de Delegado de Turma. 2
Funções do Delegado de Turma. 3
Funções do Subdelegado. 3
Direitos Específicos do delegado e subdelegado de turma. 3
Deveres Específicos do delegado e subdelegado de turma. 3
Mandato. 4
CONCLUSÃO.. 5
BIBLIOGRAFIA.. 6



INTRODUÇÃO
O presente trabalho fala sobre as responsabilidades do delegado e subdelegado numa sala de aulas. Para os alunos adolescentes, a participação na vida da escola, é sobretudo enquadrada nos âmbitos das actividades e projectos de turma, que constitui o particular objectivo da formação cívica e encontra a sua operacionalização máxima nas assembleias de turma. Sendo assim é evidente que saibamos minimamente as operacionalizações de um delegado e de um subdelegado numa determinada turma.




RESPONSABILIDADES DO DELEGADO E SUBDELEGADO
Perfil do Aluno
Normalmente o aluno deve procurar ser:
·         Disciplinado, por reconhecer que a disciplina é um meio indispensável ao seu progresso e ao dos outros;
·         Cuidadoso no seu trabalho, por reconhecer que este é um valor integrante da dignidade da pessoa humana;
·         Responsável nas suas opções e atitudes;
·         Um agente de transformação no mundo, introduzindo nele valores humanos e cristãos.
Dada a importância dos cargos de delegado e subdelegado, a eleição dos mesmos deverá ser precedida de uma actividade de turma, preparada pelo Coordenador de Turma, com os objectivos de informar aos alunos sobre o papel destes na sala de aulas.
A eleição do delegado e subdelegado
·         São eleitores a totalidade dos alunos da turma;
·         O voto é presencial e secreto;
·         Considera-se eleito delegado o aluno que obtiver o maior número de votos;
·         Considera-se eleito subdelegado o aluno que obtiver o segundo maior número de votos;
·         Em caso de empate, proceder-se-á a um novo escrutínio entre os alunos nessa situação;
·         A eleição do delegado e subdelegado será realizada no início do ano letivo;
·         O mandato dos representantes de turma é de um ano letivo. 
Estatuto de Delegado de Turma
·         O Delegado de Turma é o representante da turma no conjunto do colégio.
·         Qualidades do Delegado de Turma:
·         Saber ouvir as opiniões dos colegas e não fazer prevalecer a sua sobre as da maioria.
·         Ter à vontade para falar com a Turma e em Conselho de Delegados.
·         Saber transmitir fielmente os assuntos tratados em reuniões.
·         Ter a disponibilidade necessária para desempenhar a sua função.
·         Não esperar recompensa pelo serviço prestado à Turma.
·         Ter espirito de iniciativa.
·         Ser criativo e perseverante no seu trabalho.
Funções do Delegado de Turma
·         Encontrar-se com a Turma antes de cada Conselho de Delegados para ouvir os problemas e aspirações da Turma.
·         Registar com clareza o que ouviu e ler à Turma o que vai apresentar no Conselho de Delegados.
·         Participar na reunião de Conselho de Delegados
·         Encontrar-se com a Turma para comunicar as conclusões do Conselho de Delegados.
·         Fazer-se substituir nas Reuniões do Conselho de Delegados sempre que, por alguma razão, não possa estar presente.
·         Ser o porta-voz da turma.
·         Elaborar um relatório trimestral da turma.
·         Participar ativamente na vida do colégio, promovendo e colaborando em iniciativas do interesse da comunidade educativa.
Funções do Subdelegado
·         Colaborar com o delegado no desempenho das respectivas funções;
·         Substituir o Delegado de Turma sempre que este esteja ausente;
·         Colaborar com o Delegado de Turma sempre que necessário;
·         Acompanhar o Delegado em todos os actos que permitam a presença de ambos.
Direitos Específicos do delegado e subdelegado de turma
O delegado e o subdelegado de turma têm o direito de solicitar a realização de reuniões da turma com o respectivo diretor de turma ou com o professor titular, para apreciação de matérias relacionadas com o funcionamento da turma, sem prejuízo do cumprimento das atividades letivas.
Deveres Específicos do delegado e subdelegado de turma
·         Representar a Turma, juntamente com o subdelegado quando para tal efeito for convocado;
·         Coordenar as reuniões que determinam as matérias a abordar em Reunião de Turma;
·         Colaborar na manutenção de um ambiente agradável na sala de aula, em cooperação com os colegas e professores;
·         Ter um bom comportamento, de modo a servir de modelos de alunos conscientes dos seus deveres e direitos; 
·         Servir de elementos de união da turma que representam, sendo conhecedores da opinião geral da turma, sobre os assuntos escolares; 
·         Tentar manter-se informados de todos os problemas existentes, que afetem a turma, na sua totalidade ou a individualidade dos elementos, assim como os que afetem a escola;
·         Manter a turma informada dos problemas existentes quer tenham ou não implicações na turma;
·         Ser mais um elemento de ligação permanente entre a turma e o diretor de turma, bem como entre esta e os órgãos de gestão da escola; 
·         Estar presente nas reuniões da escola, para as quais tenham sido convocados;
·         Contribuir, em colaboração com os colegas e professores, para a resolução de problemas disciplinares ocorridos com a turma;
·         Anotar, pela turma, todas as ordens de serviço destinadas aos alunos e que sejam lidas na sala de aula; 
·         Incentivar a turma a participar em todas as atividades curriculares e extracurriculares;
Mandato
1. O mandato de delegado e subdelegado de turma decorre até ao fim do ano lectivo.
2. O delegado e o subdelegado de turma perdem o seu mandato quando:
a) Se dá inicio a um novo ano lectivo;
b) A pedido do próprio e devidamente fundamentado, perante a turma e o coordenador de turma;
c) Por proposta justificada de, pelo menos, dois terços dos alunos;
d) Por proposta justificada do coordenador de turma/coordenador pedagógico.
3. Quando o delegado ou subdelegado de turma cessam o mandato, procede-se a uma nova eleição.
CONCLUSÃO
Conforme visto acima, ao delegado e ao subdelegado de turma compete-os representar os colegas da turma nos órgãos e nas estruturas em que participe, comunicar ao coordenador de turma as opiniões dos colegas sobre assuntos relevantes relacionados com a vida da turma, colaborar com o coordenador de turma na análise e resolução de eventuais situações problemáticas verificadas na turma, transmitir informações à turma, colaborar com os professores da turma na realização de pequenas tarefas que promovam o bom funcionamento das aulas e das demais actividades educativas. É também importante que se opte no sentido de cumprimentos dos preceitos de ordem e limpeza da sala de aula por todos alunos da turma, ajudar e aconselhar os colegas sempre que estes o solicitem.
BIBLIOGRAFIA
_______________ O perfil do delegado de turma. Disponível em: http://www.csdoroteia.edu.pt/perfil_aluno_delegado.htm. Acesso aos 20 de Fevereiro de 2017.
______________ O delegado e o subdelegado de turma. Disponível em: http://www.agrupamentomartimdefreitas.com/site/index.php?option=com_content&view=article&id=49:perfil-do-delegado&catid=75. Acesso aos 20 de Fevereiro de 2017.

Nair Rios Azevedo: Atmosfera Moral da Escola: A promoção do desenvolvimento ético. Rio de Janeiro, 2010.

sábado, 14 de janeiro de 2017

CARACTERÍSTICAS DO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

ÍNDICE
INTRODUÇÃO.. 1
CARACTERÍSTICAS DO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA.. 2
6 meses. 2
7 Meses. 2
8 Meses. 2
9 Meses. 2
10 meses. 2
Características e actividade de estimulação. 3
CONCLUSÃO.. 4
BIBLIOGRAFIA.. 5







INTRODUÇÃO
Desenvolvimento humano é um processo de crescimento e mudança a nível físico, do comportamento, cognitivo e emocional ao longo da vida. Em cada fase surgem características específicas. As linhas orientadoras de desenvolvimento aplicam-se a grande parte das crianças em cada fase de desenvolvimento. No entanto, cada criança é um indivíduo e pode atingir estas fases de desenvolvimento mais cedo ou mais tarde do que outras crianças da mesma idade, sem se falar, propriamente, de problemáticas.
O conceito de criança e infância é uma noção mutável ao longo da história. Várias sociedades possuem sua ideia do que vem a ser criança. Este conhecimento depende de factores como: classe social, religiosidade, cultura e educação. As crianças desde bebés necessitam ter uma rotina bem planejada, estruturada e organizada para o seu melhor desenvolvimento por lhe proporcionado conforto, segurança, maior facilidade de organização, espaço temporal, e a liberta do sentimento de estresse que uma rotina desestruturada pode causar a criança.





CARACTERÍSTICAS DO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA
6 meses
Aos seis meses, os bebés aprendem os brinquedos com as mãos e passam-nos de uma mão para outras sentam-se apoiados.
7 Meses
O bebé com sete meses de idade gosta de sentar-se mais também de estar deitado de costas.
Levanta as pernas e ________ os pés, e leva-os a boca e morde-os, com o seu primeiro dente.
8 Meses
Com 8 meses o bebé gosta de pôr-se de braços atiram e agitam juntamente coisas. Procuram o brinquedo que atirou para sorri com alegria ao ver o seu retrato no espelho.
9 Meses
Bebé com 9 meses gosta de mover-se Olá e por vezes gatinhar apanha coisas colocar objectos   uns sobre outros, diz blá blá e faz meiguices são Prazeres desta idade
10 meses
Aos 10 meses o bebé gostar de actividade motora violento depois sentado brinca inclina-se toda para  diante e reergue-se de novo.



Actividade de estimulação
Idade
Características de desenvolvimento
Actividade de estimulação
6 meses
Já há aumento corporal, já senta, já engatinha, quando lhe chamam já olha, já interagi com a mãe e irmãs, já ri, já chora quando a fralda está molhada.
Gosta de ouvir músicas suaves, gosta de brinquedos que gritam, gosta de ver coisas coloridas.
7 meses
Já se levanta, já senta, já fala papa e mamã, já conhece a família de casa, já interage com os irmãos, já quero brincar com os brinquedos já sabe quando lhe tratam mal, já ri quando é bem tratado.
Gosta de fazer barulho com os brinquedos, gosta de banhar e gosta de ser embalado
8 meses
Já se vira bem, já fica em pé, já percebe que está sozinho, já sente a ausência dos pais, já sorri grande alegria ao ver o retrato no espelho, ao ver a mãe.
Gosta de comer, gosta de brincar.
9 meses
Anda, já pula, já se move bem, fala bla-bla, faz meiguice, já se junta a outras crianças, já fica triste, já sorri quando lhe fazem uma brincadeira.
Gosta de actividades motoras, gosta de dançar e participar.
10 meses
Já anda pelas paredes, já há aumento da altura, já chama papa e mamã, já conhece os irmãos, já faz gripinhas, sorri por qualquer coisa, quando gritam com ele ficam triste.
Gosta de bater noutras coisas






CONCLUSÃO
Concluindo, a criança conquista através da percepção todo o universo que a cerca, sente necessidade de explorar o espaço, porque é o momento em que o desenvolvimento da habilidade “andar” está no auge e a fala atinge uma verdadeira importância. Neste estágio o termo projectivo está relacionado ao funcionamento mental que está florescendo na criança. E um período em que se utilizam actos motores para auxiliar a exteriorização do pensamento.
Porém, as instituições de ensino infantil precisam ser um espaço aconchegante e seguro proporcionando à criança uma infância mais voltada para o agora e não pensando nela como “adultos em miniaturas”.
Toda criança precisa ser estimulada em seu desenvolvimento, no sentido da aquisição de habilidades motoras, mentais e sociais básicas, como engatinhar, sorrir, piscar os olhos, andar, reconhecer cores e sons, entre outras.






BIBLIOGRAFIA

·         Manual de Apoio de Curso de Vigilante de Infância

CURRÍCULO (ÉTICA, DIVERSIDADE DE GÉNERO, CULTURA)

RESUMO 

Esta pesquisa aborda sobre o currículo na ética, diversidade de género e cultura através de conteúdos que despertem a prática reflexiva para a construção social e moral, juntamente com os demais conteúdos didácticos leccionados no âmbito escolar. Diante das dificuldades que professores encontram em todos os níveis escolares, de ensinarem valores éticos, moral, diversidade de género e cultura, isto devido à crescente desestruturação social e moral da actualidade, surgiu a necessidade de realizar esta pesquisa, objectivando apresentar a importância destes ensino na sala de aula como um conteúdo capaz de auxiliar além do aprendizado intelectual, também na formação moral e valores dos alunos, e assim procurar-se novos caminhos e estratégias que possam atender as necessidades dos educadores frente a este desafio. O desenvolver deste trabalho é com base nas teorias e opiniões de autores da área educacional, para solidificar assim, os pensamentos sobre esta temática exposta.
Palavras-chave: Valores Éticos, Moral, Transversalidade, Ensino e Aprendizagem.

INTRODUÇÃO

A visão de conjunto dos componentes curriculares do ensino obrigatório parte do âmbito legal, passando pelas finalidades do sistema educacional, definidas com o objectivo de definir as unidades de tempo do currículo (ciclos) e as áreas nas quais esse currículo está organizado. A escola moderna está muito acostumada com a ideia de que deve se ocupar da transmissão/ assimilação/ construção do conhecimento. Isso é verdade, na medida em que a especificidade da escola é o trato com o conhecimento escolar. No entanto, o conhecimento é apenas uma das facetas da cultura construída e reconstruída no ambiente escolar.
Ainda que a ênfase dos currículos escolares tenda a recair constantemente sobre os conteúdos escolares, esses conteúdos fazem parte de um padrão cultural influenciado pelo currículo oculto. A escolha de um determinado padrão cultural na selecção de conteúdos para um dado currículo expressa uma valorização desse padrão em detrimento de outros.
Todo currículo é um processo de selecção, de decisões acerca do que será e do que não será legitimado pela escola. A existência um conjunto de culturas negadas pelo currículo cria nos alunos pertencentes a essas culturas um sentimento de alijamento do que é socialmente aceito.





CURRÍCULO (ÉTICA, DIVERSIDADE DE GÉNERO, CULTURA)

Conceitos sobre o currículo

Na Educação, o currículo não se esgota em si mesmo, deixando antever um fenómeno inacabado e sempre dinâmico. É no sentido da análise, da relevância do seu âmbito, que a seguir se desenvolvem algumas perspectivas.
As primeiras definições de currículo apontam para um conceito que corresponde “a um plano de estudos, ou a um programa, muito estruturado e organizado na base de objectivos, conteúdos e actividades e de acordo com a natureza das disciplinas”, o que demonstra uma noção restrita de currículo, mas ainda recorrente nas concepções de muitos docentes.
A palavra currículo, de origem latina, regressou à nossa linguística por mediação anglo-saxónica, vem do latim curriculum, significa «pista de corrida». Podemos dizer que no curso dessa «corrida», o currículo, acabamos por nos tornar quem somos.
Nas discussões quotidianas, quando pensamos em currículo, pensamos apenas em conhecimento esquecendo-nos que o conhecimento que constitui o currículo está inextricável central e vitalmente envolvido naquilo que somos, naquilo que nos tornamos: na nossa identidade e na nossa subjectividade.
O currículo e as várias acepções que comporta abriram novo espaço de debate, proporcionando aos professores e investigadores de educação uma nova tomada de consciência, de complexidade e de multiplicidade das situações.

Características do Currículo

Na verdade, o currículo não pode entender-se como algo predeterminado, isto é, como um “produto” a ser disponibilizado segundo regras e normas específicas. Uma vez que se trata de um processo que resulta das múltiplas relações que se estabelecem entre diferentes actores, em contextos diversos, é um processo complexo, não sendo por isso possível predeterminá-lo à partida. Daí a importância que o conceito de currículo como projecto tem vindo a assumir nos tempos mais recentes. É neste sentido que afirma-se que o currículo:
Um projecto, cujo processo de construção e desenvolvimento é interactivo, que implica unidade, continuidade e interdependência entre o que se decide a nível do plano normativo, ou oficial, e ao nível do plano real, ou do processo de ensino-aprendizagem. Mais ainda, o currículo é uma prática pedagógica que resulta na interacção e confluência de várias estruturas (políticas, administrativas, económicas, culturais, sociais, escolares) na base das quais existem interesses concretos e responsabilidades partilhadas.
Também, Beane (1998) identifica no fenómeno curricular algumas características, sendo elas:
(1) centradas em contexto com significado para a informação e para as destrezas dos alunos;
(2) tomadas de decisão a nível político no âmbito curricular;
(3) confronto de uma variedade de perspectivas sobre temas e objectivos que reconheçam a diversidade e a ambiguidade.

Teoria Curricular

Uma teoria é fundamentada em decisões baseadas em pressupostos epistemológicos encerrando em si ambiguidades e conotações. A função da teoria curricular é descrever, explicar e compreender os fenómenos curriculares para a orientação das actividades resultantes da prática e sua melhoria. A teoria curricular, tal como qualquer teoria, tem origem no pensamento, na curiosidade, na actividade e nos problemas humanos.
Ao percorrer as diferentes e diversas teorias do currículo, o essencial é perceber que a questão que serve de pano de fundo a qualquer teoria do currículo é a de saber que conhecimento deve ser ensinado qual o conhecimento ou saber que é considerado importante, válido ou essencial para merecer ser considerado parte do currículo.
A teoria técnica é, ainda hoje, a teoria que tem maior influência e tradição nos estudos curriculares. Os modelos tradicionais do currículo restringem-se à actividade técnica de como fazer o currículo, isto é, a desenvolver técnicas estabelecendo-se na relação teórica/prática uma hierarquia.
Face a este processo organizativo, estamos perante uma lógica burocrática do desenvolvimento curricular com predomínio na mentalidade técnica ligada a especialistas curriculares que salvaguardam a legitimidade normativa da construção do currículo.
A esta teoria estão associadas três concepções de currículo propostas por Gimeno que Pacheco (2001) descreve: uma como súmula das exigências académicas, outra como base de experiências e a última como tecnologia e eficiência.
A visão global da teoria prática centra os problemas curriculares no âmbito de uma solução prática dado que o currículo é um conjunto de factos que buscam aplicação num método deliberativo.
Para Zabalza (2000), o desenvolvimento da ideia curricular apresenta princípios básicos, designadamente:
(1) Principio da realidade – dar lugar à programação curricular feita na escola de acordo com a realidade da mesma;
(2) Princípio da racionalidade – o currículo desenvolvido de forma empenhada por parte do docente de forma a promover experiências significativas por parte do aluno;
(3) Princípio da sociabilidade – o currículo fundamenta-se na medição da diversidade privilegiando a integração social dos alunos;
(4) Princípio da publicidade – o currículo torna as intenções, as acções convertendo a educação em algo público, comunicável e controlável;
(5) Princípio da intencionalidade – para que o currículo seja desejado analisando-se dados e adoptam-se decisões no sentido de corresponder às propostas anunciadas;
(6) Princípio da organização ou sistematicidade – baseado na congruência entre componentes do currículo de modo a que este funcione como um todo integrado;
(7) Princípio da selectividade – o currículo é um processo de selecção que deve corresponder a critérios de valor, oportunidade, congruência e funcionalidade situacional;
(8) Princípio da decisionalidade.
Na temática curricular centram-se questões diversas e com frequência participam nela pessoas com características profissionais também diferentes (Zabalza, 2000). Como tal, esta temática é diferenciada, pelo autor, em pelo menos cinco níveis:
1º nível – a cultura vigente. Centra-se no debate da relação escola/cultura. De acordo com a selecção dos conteúdos formativos que são úteis na actualidade assim o currículo os deve incluir. Contudo, o problema reside no equilíbrio do peso da cultura escolar, como algo imposto de fora, e o peso das necessidades internas individuais de cada indivíduo;
2º nível – preparação da cultura para ser ensinada. A cultura na escola tem um sentido diferente da cultura considerada em abstracto;
3º nível – técnicas de desenho instrutivo das propostas curriculares anteriores;
4º nível – melhoria e fundamentação das práticas formativas. O desenho curricular levado a cabo forma parte substantiva do currículo como acção:
5º nível – componente axiológica do currículo. Este nível é caracterizado pela transversalidade dado que quando se fala de currículo escolar não se exige conhecimentos técnicos para desenhar os processos e capacidade política para os implementar:
A ideia fundamental dos valores é a de assumirem cada vez mais uma importância fulcral na educação. O currículo escolar transcende o mundo dos conhecimentos a transmitir, as destrezas a desenvolver e os modos de conduta a reforçar. O conteúdo dos valores só pode ser parcialmente transmitido de forma explícita.  

A ética

Priorizar e intensificar o ensino da Ética como um tema transversal na sala de aula, melhor dizendo, no sistema de ensino esclarece a importância da ética e da moral dentro das actividades de ensino, que se buscará estudar melhores métodos e orientações para a efectivação deste trabalho. a ética é  um conteúdo capaz de auxiliar na formação do indivíduo como ser social, para isto será necessário como atitude inicial, rever os actuais currículos escolares que regem nossa educação, e buscar de forma mais relevante abrir espaço para que o ensino de valores e moral, através do ensino transversal da ética, possa aparecer com mais intensidade, saindo do diálogo, do abstracto para a prática de ensino e aprendizagem. 
Neste aspecto é notório que o sistema educacional angolano entende que ensinar ética e seus conceitos de valores, moral, civilidade, carácter, entre outros, podem, somados aos demais conteúdos didácticos escolares, produzir efeitos positivamente para a Educação do povo, e de qualquer outra nação, no sentido da formação intelectual, social e moral do indivíduo.
Este é, portanto um desafio para as escolas actuais, assim como para educadores e gestores que estão à frente do processo de ensino e aprendizagem, sendo assim inserir o ensino da ética no currículo escolar é confrontar directamente com os princípios e regras que regulam os diversos comportamentos dos indivíduos, sabendo-se que estes comportamentos são reflexos do meio social e resultado das relações interpessoais, cada ser humano posiciona-se diante de um conjunto de valores que não foram criados por ele isoladamente, mas no contexto das relações com outros seres humanos.
Trazer ética para o espaço escolar significa enfrentar o desafio de instalar, no processo de ensino e aprendizagem que se realiza em cada uma das áreas de conhecimentos, uma constante atitude crítica, de reconhecimento dos limites e possibilidades do sujeito e das circunstâncias, de problematizarão das acções e dos valores e regras que os norteiam.
Contudo, mesmo com a existência destes desafios, não se deve permitir que a falta de estímulo ou o medo de enfrentar algo novo, torne-se um empecilho para que este ensino aconteça na sala de aula de forma real e eficaz, tornando-se algo concreto na vida dos aprendizes. O ensino da ética e sua grande contribuição para a escola, como formadora de indivíduos demonstra a importância desta disciplina como uma actividade indispensável e justificável.

Diversidade de género

Ao pensarmos no conceito de género cabe esclarecer duas características principais:
1) O género só tem sentido se pensado em termos relacionais, ou seja, só é possível conceber o feminino em relação ao masculino, e vice-versa;
2) A construção do género é cultural, só tendo sentido quando relacionada ao contexto sócio-cultural no qual se manifesta.
É necessário esclarecer que a família e a escola têm um papel fundamental na luta contra o preconceito e a reprodução de desigualdades na sociedade. Precisamos ter um olhar atento para as questões da diversidade sexual e das construções de género para que possamos interferir nos processos de preconceito e de discriminação. Entender que existem corpos marcados por diferenças biológicas, mas que também, são marcados pela socialização. Desde que nascemos somos ensinados a ser meninos ou meninas, conforme a decoração do quarto, as cores das roupas, os brinquedos e as brincadeiras.
Tudo isso constitui modos de pensar e de agir correspondente a cada género. É importante que os professores e professoras estimulem outras formas de constituição de identidade nas crianças e adolescentes e não só, que não venha somente ao encontro do que é esperado em termos de papéis de género. Podemos estimular nos meninos que sejam carinhosos, gentis, curtam balé e dança. As meninas, podem ser motivadas a gostar de carros e de futebol, sem que isso interfira na sua vivência da sexualidade, por exemplo. Se quisermos educar para um mundo mais justo, é preciso que atentemos para não educar meninos e meninas de uma forma radicalmente distinta. Quando as crianças adentram as escolas, elas já passaram por uma socialização inicial da construção dos géneros na família.
Entretanto, a escola deve estar atenta para não permitir a reprodução do preconceito contra as mulheres e contra todos aqueles que fogem a masculinidade hegemónica. Se o género é construído por relações sociais, pela família, pela escola, pelos processos de socialização e pela média, podemos partir do pressuposto de que ele também pode ser reconstruído, desconstruído, questionado, modificado em busca de uma igualdade social entre homens e mulheres, do ponto de vista do acesso à direitos sociais, políticos e civis. Qual é a responsabilidade da escola nesse caso? Como educar meninos e meninas para a equidade de género? Na constituição deste texto mostra-se que o género tem uma história voltada para processos de socialização e aprendizado.

A cultura

A inclusão da temática parte do princípio de que não é possível fazer com que membros de uma minoria cultural sejam incluídos nos conteúdos e práticas dos currículos escolares se a cultura escolar, de forma geral, não tratar através de uma discussão profunda o currículo multicultural incluindo nele a questão da diversidade. Para tanto, é necessário colocar em prática uma cultura escolar diferente do modelo dominante, com engajamento de professores, pais, alunos, administradores e demais agentes que confeccionam os materiais escolares.
É necessário compreender que a cultura escolar deve ter um sentido a mais do que ser simplesmente uma discussão de conteúdos na elaboração do currículo escolar. O currículo real trata de todas as práticas quotidianas vivenciadas em sala de aula e se torna claro através daquilo que os alunos aprendem ou deixam de aprender, enquanto que o currículo documentado serve apenas para se reflectir os objectivos e planos que se possam formular para determinado período.
Materiais pedagógicos utilizados por professores e alunos são os artistas que apresentam a maneira como determinada cultura se apresenta aos mesmos. Neste contexto, é importante ficar atento à maneira como os conteúdos, os exemplos e as ilustrações são apresentados, pois se corre o risco de serem demasiadamente etnocêntricos e desvalorizadores de experiências culturais de outros grupos.
A cultura transmitida pela escola cai em mentes que já possuem outros significados prévios. A escola deve trabalhar, portanto, ressaltando a força de um currículo extra-escolar, que servirá para que os educadores exerçam o papel de mediadores fazendo com que a perspectiva multicultural seja retratada a partir de coordenadas mais amplas do que as do currículo escolar.
 Existe, no entanto, um empecilho a ser enfrentado ao se aplicar no currículo a questão da diversidade cultural: fazer com que não se torne uma ameaça à preservação da própria identidade seja da cultura dominante ou das minorias segregadas. Logo, a junção de diversas culturas deve levar em consideração as condições sociais e económicas concretas de cada sociedade.
 Coloca-se como estratégia, quatro pontos fundamentais para obtenção de sucesso na elaboração de um currículo que contemple a diversidade cultural: 1) formação de professores; 2) planeamento de currículos; 3) desenvolvimento de materiais apropriados e, 4) a análise e revisão crítica das práticas vigentes.



CONCLUSÃO

Os modelos curriculares técnicos sempre buscaram definir parâmetros científicos através dos quais se deveria realizar a selecção e a organização dos conteúdos e dos procedimentos escolares. Embora alguns parâmetros científicos existam, eles não são neutros e desinteressados. Ao contrário, embutem em si uma compreensão política do mundo e são, também eles, negociados pelas comunidades que os definem. Assim, os professores partilham crenças e atitudes que direccionam a selecção dos conteúdos e dos procedimentos escolares. Tais crenças e atitudes originam-se no processo histórico do qual participam esses atores. Em síntese, ao propor determinada organização curricular, a sociedade está realizando uma selecção histórica, problemática que reflecte, em alguma medida, a distribuição de poder que se dá em seu interior.




BIBLIOGRAFIA

APPLE, Michael. Ideologia e Currículo. São Paulo: Brasiliense, 1982.
BEANE, James. A. Integração Curricular: a concepção do núcleo da educação democrática. Lisboa: Didática Editora, 1997.
SILVA, Carlos Manuel Ribeiro da: Desenvolvimento Curricular e Construção do Conhecimento Profissional. Vol. II, Brasil 2011.
ZABALZA, Miguel. Como educar em valores na escola. Revista Pátio Pedagógica. Ano 4, nº 13, mai/jul. 2000.



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