quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Jogos Recreativos e Sensoriais

Projeto: Jogos Recreativos e Sensoriais




Curso de Pedagogia

EDUCAÇÃO DO CORPO E DO MOVIMENTO – EAD 296

Projeto: Jogos Recreativos e Sensoriais

Professora Drª: Márcia Ambrósio Rodrigues Rezende

Alunas: Araína Lúcia da Silva, Edna Maria Silva,
 Eleusa Aparecida Maciel, Jacylene Tatiane da Silva

Polo Lagamar
Fevereiro 2014

1. INTRODUÇÃO
Jogos são atividades em que é praticado brincando e ajuda a distrair e interagir de maneira alegre e prazerosa é exercitado de modo espontâneo e pode ser praticado por pessoas de todas as idades, além de permitir um descanso dos centros nervosos, contribuindo para diminuir qualquer tipo de tensão. O jogo é a atividade praticada em grupo ou individualmente, a partir de regras predeterminadas, para crianças é uma excelente estratégia para socialização e ensino/ aprendizagem.
Os jogos recreativos e sensoriais são usados com o intuito de auxiliar as crianças a explorar a si mesmo e o mundo que a cerca. Eles contribuem no desenvolvimento das crianças para a exploração e experimentação com o corpo, brinquedos e o meio ambiente. Estes jogos são aqueles que ajudam a criança a exercitar e desenvolver os cinco sentidos (tato, paladar, olfato, visão e audição).  Desta forma “A atividade dos órgãos sensoriais, principalmente a observação visual, foi reconhecida por Descartes como a forma mais objetiva de obter conhecimento” (PINTO, 2002, p.45). Contudo a utilização desses jogos pedagógicos podem desenvolver nas crianças o sentido de ordem, ritmo, forma, cor, tamanho, do movimento, da harmonia, do equilíbrio, etc.
A abordagem dos jogos recreativos e sensoriais deve ser feita em conjunto com as habilidades e o envolvimento dos domínios do esquema corporal, da coordenação motora, da relação espaço-tempo e da lateralidade. Domínios que serão utilizados em toda fase da vida, do desenvolvimento da escrita até a estabilização profissional. Os jogos sensoriais são fundamentais, por contribuir para a formação do futuro na vida adulta.
Destinados aos estímulos dos sentidos humanos os jogos recreativos e sensoriais devem propiciar um clima de segurança desconcentração e confiança onde os alunos são bem acolhidos pelo professor e ficam à vontade para interagir no grupo e participar com prazer de forma lúdica e significativa. É importante salientar que o professor não deve desvalorizar o esforço e o desempenho dos alunos, mas sim incentivá-los convidando-os a participar.
Os movimentos dos indivíduos envolvem o uso de um ou mais sistema sensorial, por isso os jogos sensoriais tornam-se um ótimo recurso para trabalhar nas escolas. Os jogos sensoriais ajudam o indivíduo a governar o próprio corpo e para “governar o corpo é condição para governar a sociedade. O controle do corpo é, portanto indissociável da esfera política”. Assim, o controle do corpo é essencial para a produção e manutenção da vida humana e para a construção das relações sociais (PINTO, 2002, p. 51). Portanto, através dos jogos recreativos e sensoriais podemos perceber que o corpo fala através de expressões e sentimentos.

2. JUSTIFICATIVA
O projeto jogos recreativos e sensoriais foi pensado e elaborado tendo em vista a partir de observações realizadas no âmbito escolar durante o período em que fizemos estágio devido à baixa utilização dos jogos nas propostas pedagógicas dos professores. Este projeto visa um trabalho de forma lúdica a partir da vivência dos alunos com vista ao estímulo, raciocínio lógico e à criatividade, que auxiliem as crianças no processo de construção da aprendizagem e exploração do mundo, de forma que possa enriquecer experiências sensoriais e desenvolver habilidades. Desta forma poderá instruir a criança expressar a afetividade, a imaginação, construindo, transformando e desenvolvendo a parte intelectual.
Essas capacidades podem proporcionar possiblidades para as crianças compreenderem e transformarem melhor a realidade em que vivem a escola e a que faz parte do cotidiano. Assim, os jogos não podem ser vistos apenas como momentos de divertimento e brincadeiras, apenas para o gasto de energia. Mas devem favorecer o desenvolvimento, a interação e o respeito pelo grupo. Os jogos são ferramentas fundamentais que favorecem o domínio das habilidades de comunicação, nas várias formas que proporciona e facilita à autoexpressão. Nesta perspectiva, reconhecemos e consideramos que a prática pedagógica ligada ao uso de jogos, pode favorecer as crianças um aprendizado mais dinâmico e significativo por meio do qual os alunos desenvolverão a autonomia, a criatividade em diferentes situações que possa contribuir para a formação integral do sujeito.
A proposta de trabalho busca apresentar como as crianças podem desenvolver e conhecer mais sobre os 5 sentidos de uma forma lúdica, fazendo uso dos jogos sensoriais, assim o projeto se justifica pelo uso de métodos tradicionais de ensino como explicações, atividades escritas, desenhos entre outros, e pela crença que muitos professores ainda têm de que com o lúdico, a criança não aprende tão bem como com as atividades antes mencionadas.  Com certeza tais métodos são de suma importância para o processo de ensino aprendizagem, mas muitas vezes a aula se torna monótona e desmotivante, desta forma buscamos propor os jogos sensoriais como mecanismo que podem trazer válidas contribuições para a aprendizagem, dando a aula um aspecto lúdico, aguçando o interesse das crianças e buscamos ainda contribuir para desmitificar a visão dos docentes sobre a ludicidade, buscando assim mostrar que com o lúdico as crianças tem a oportunidade de aprender bem ou até melhor do que com atividades que se limitam ao uso de livros e cadernos. Fantacholi apud Goés (2008, p 37), afirma que:

“(...) a atividade lúdica, o jogo, o brinquedo, a brincadeira, precisam ser melhorado, compreendidos e encontrar maior espaço para ser entendido como educação. Na medida em que os professores compreenderem toda sua capacidade potencial de contribuir no desenvolvimento infantil, grandes mudanças irão acontecer na educação e nos sujeitos que estão inseridos nesse processo”.

Portanto, as atividades aqui propostas devem nortear as práticas pedagógicas dos professores para um ensino aprendizagem que possibilite a utilização dos jogos recreativos e sensoriais de forma que desenvolva habilidades necessárias na formação humana.

3.  OBJETIVOS

3.1. GERAIS

  • Aprimorar e desenvolver os cinco sentidos (tato, olfato, paladar, audição e visão) proporcionando atividades lúdicas que possa contribuir para a formação do sujeito.

3.2. ESPECÍFICOS
·        Colaborar para que as crianças tenham a capacidade de compreender a função de cada órgão dos sentidos.
·        Trabalhar conteúdos de forma lúdica
·        Fazer com que os alunos tenham desenvolvimento das percepções sensoriais de modo coletivo;
·        Fazer com que os alunos se socializem com os jogos.
·        Desenvolver o afetivo;
·        Desenvolver o cognitivo;
·        Aprender a respeitar as regras dos jogos;
·        Despertar o gosto pelos jogos educativos, no processo de ensino aprendizagem.
·        Auxiliar a criança a explorar a si mesmo e o mundo que a cerca.
·        Desenvolver o sentido de ordem, ritmo, forma, cor, tamanho, movimento, harmonia e equilíbrio.
·        Desenvolver habilidades corporais.
·        Destacar a importância dos jogos recreativos e sensoriais nas práticas pedagógicas.


4. METODOLOGIA
O projeto jogos recreativos e jogos sensoriais parte da ideia de que o trabalho com jogos pode facilitar novas aprendizagens uma vez que o bom funcionamento das funções sensoriais influência a maturação de funções em nível do comportamento motor, psicossocial onde emerge a capacidade do comportamento para produzir respostas adaptadas às solicitações do meio ambiente em que vive. Havendo uma melhoria no processo sensorial consequentemente aumenta a competência funcional. Um processamento efetivo dos impulsos sensoriais provenientes dos sentidos da visão, audição, paladar, tato e do olfato é fundamental para o desenvolvimento de funções perceptivo-motoras, emocionais e cognitivas.
Os métodos adotados para realizar a atividade são através de reunião para definirmos o tema e discutir a estruturação do trabalho, pesquisa e produção individual, socialização das mesmas e por fim discussão coletiva e crítica para a finalização do projeto. Esta atividade deverá situar num período de um mês no decorrer do ano letivo e como atividade extraclasse na grade curricular.
Este projeto será desenvolvido numa turma do 3º ano do Ensino Fundamental do turno vespertino da Escola Estadual Farnese Maciel de Presidente Olegário Minas Gerais sob a permissão da Diretora Escolar Nilda e professora regente da turma Maria Abadia Matheus.
As pessoas envolvidas nesta atividade são professores, nós estagiárias, a diretora escolar, a supervisora e os próprios alunos.
Para o desenvolvimento do projeto jogos recreativos e sensoriais o professor deverá desenvolver o conteúdo com caráter lúdico preservando o real sentido das brincadeiras e os conhecimentos prévios dos alunos. Assim, num primeiro momento, ou para introduzir o projeto o professor deverá planejar jogos que garanta o divertimento sem que haja pressão na participação dos alunos. Essa apresentação deverá ocorrer em um ambiente agradável e aconchegante na sala de aula ou no pátio da escola para que os alunos possam sentir à vontade.
Como o projeto é interdisciplinar abordaremos as disciplinas de Educação-física, Ciências, Artes, Português, etc.
Os materiais necessários para o desenvolvimento do projeto são: areia, água, pedrinhas, tecidos, cereais, algodão, cartões coloridos, desodorantes, creme dental, café, alho, limão, xampu, instrumentos musicais, objetos distintos, brinquedos, balão, açúcar, limão, café, vinagre, doces, refrigerantes, pimenta, frutas e legumes.
Apresentamos a seguir algumas ideias de jogos recreativos e sensórias que podem contribuir para uma ação pedagógica significativa no desenvolvimento das habilidades da formação do sujeito. Mas, vale ressaltar que cabe ao professor selecionar qual o tipo de jogo ou brincadeira será mais adequado a cada faixa etária, mantendo sempre um cuidado especial quanto à segurança da criança preservando a integridade física e respeitando o seu desejo de participar ou não do jogo.

5. SUGESTÃO DE BRINCADEIRAS E JOGOS RECREATIVOS E SENSORIAIS TÁTEIS.
5.1. Manipulação de texturas
Colocar em vasilhas separadas ou numa bacia grande, vários materiais como (areia, água, pedrinhas, tecidos, cereais, algodão, etc.), pedir para a criança tocá-los e falar sobre a sensação que teve. Depois deixar que as crianças misturem todos os materiais e descrevam quais as sensações que sentiram e se foi bom fazer este tipo de atividade.
5.2. O pintor cego
Os alunos devem ser colocados em fileira, frente ao quadro da sala de aula, com as mãos para trás. Em seguida o professor deve colocar nas mãos de cada jogador um objeto diferente, dando tempo suficiente para que ele possa identificar o objeto através do tato, logo em seguida o objeto deve ser retirado das mãos do aluno e deverá desenhá-lo no quadro o mais rápido possível.     

5.3. Caixinha de surpresa
Idade indicada; Crianças a partir de quatro anos.
Colocar em uma caixa vários objetos e vendar os olhos da criança, ela deverá adivinhar qual objeto ela pegou. Ganha a criança que acertar mais objetos.
  
6. SUGESTÃO DE BRINCADEIRAS E JOGOS PARA A ESTIMULAÇÃO VISUAL.
6.1. Cartões coloridos
O professor deverá confeccionar pelo menos quatro cartões de cores diferentes. Coloca os cartões em cima da mesa e em seguida convida um aluno para dirigir até sua mesa. Mande observar por cinco segundos e peça-o para virar as costas. Retire um cartão e coloque outro de uma cor que não tinha sobre a mesa. Peça o aluno que observe novamente e pergunte: O que mudou nos cartões? As cores continuam as mesmas?
6.2.  Jogo das Bexigas
O jogo é indicado para crianças a partir dos seis anos de idade, contendo de 15 a 20 crianças. Tem como objetivo a integração das crianças, desenvolvimento auditivo, visual e recreativo. O material utilizado é ter bexigas proporcionais à quantidade de participantes e papel.
Desenvolvimento:
Escolher qual o tipo de tarefa será realizado pelos alunos escrevê-lo no papel e colocar dentro das bexigas coloridas, cada criança irá escolher a sua baseando se na cor, onde todos deverão encher suas bexigas e em forma de círculo devem joga-las para o alto, cada criança irá pegar uma bexiga aleatoriamente devendo fazer a tarefa que se pede.
6.3. Jogo do detetive
Encontrar um objeto semelhante ao que está exposto
Caixa, meias ou retalhos de tamanhos e cores variadas, cronômetro para marcar o tempo. 
Divide-se as crianças em grupos, apresenta-se a criança uma meia, e peça que elas encontrem na caixa uma da mesma cor e tamanho da exposta, este processo deve ser repetido até que todos do grupo tenham participado, em seguida faça o mesmo procedimento com o outro grupo, ganha o grupo mais rápido.

7. SUGESTÃO DE ATIVIDADES PARA A ESTIMULAÇÃO OLFATIVA.
7.1. Que cheiro é esse?
Providenciar vários produtos que possuem cheiros diferentes, vendar os olhos da criança e perguntar de que é o cheiro. Exemplo de produtos: desodorantes, creme dental, café, alho, limão, xampu, etc.
8. SUGESTÃO DE ATIVIDADES PARA A ESTIMULAÇÃO AUDITIVA
8.1. Que som é esse?
O professor deverá providenciar vários objetos que possibilita a realização de barulhos. Com uma faixa deverá vendar os olhos da criança e ir fazendo diferentes barulhos usando instrumentos musicais, objetos distintos e brinquedos a fim de que as crianças possam identificar os sons.
8.2 De quem é a voz?

Faz se uma roda e escolhe uma criança para começar, o escolhido deve ficar no meio da roda de olhos vendados, um de seus colegas deve ler um trecho de um livro e falar um versinho, o que está no meio do círculo deve ouvir a voz do colega e adivinhar quem é, se ele acertar ele vai para o círculo e o colega é que vai tentar acertar, a brincadeira deve continuar até que todos tenham participado.  

8.3 Onde está o chocalho?

As crianças formam uma roda, sendo uma destacada para ir ao centro e ter os olhos vendados.  Para iniciar o jogo, a professora entrega o chocalho, sem fazer ruído, a uma das crianças da roda, esta passa a agitá-lo, enquanto a do centro, guiada apenas por tal som, deve descobrir a colega que tem o chocalho. Se acertar recebe palmas e escolhe um companheiro para substituí-la na repetição do jogo. (No caso de demonstrar dificuldade, a professora, habilmente, procurará ajudá-la, com pistas).

9. SUGESTÃO DE ATIVIDADE PARA A ESTIMULAÇÃO GUSTATIVA.
9.1. Que gosto isso tem?
O professor deverá organizar várias vasilhas com produtos diferentes sem que as crianças vejam e em seguida convidá-los a experimentar, sempre perguntando que sabor é este. Exemplo de produtos para esta atividade: açúcar, limão, café, vinagre, doces, refrigerantes, pimenta, frutas e legumes.

10. AVALIAÇÃO
A avaliação do projeto será realizada de forma contínua e sistemática durante o tempo de desenvolvimento, mediante observações e acompanhamento das atividades realizadas, considerando as aptidões e individualidades de cada criança. Assim, será realizada com base nos registros feitos ao longo do projeto, que fará parte do relatório final das atividades desenvolvidas. Portanto o erro do aluno não será desconsiderado, mas servirá de ponto de partida para novas orientações e novos aprendizados. Os jogos recreativo e sensoriais trabalhados em sala de aula  de forma lúdica possibilita “situações de aprendizagem ricas que os envolva e mobilize habilidades pessoais e atue em sua zona de desenvolvimento próximo” (AMBRÓSIO, 2013, p. 37). A finalização do projeto culminará com a exposição, apresentação de vários jogos e a avaliação com alunos, professores e coordenação e direção, onde possibilitará uma reflexão crítica e reflexiva do acompanhamento contínuo e processual do conhecimento adquirido, dando ao próprio estudante a responsabilidade de apontar seus avanços e desafios a serem vencidos.

11. CRONOGRAMA
CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO
ATIVIDADES
Data/Mês
Março
Abril
BRINCADEIRAS E JOGOS TATEIS
07

BRINCADEIRAS E JOGOS VISUAIS
14

BRINCADEIRAS E JOGOS OLFATIVOS
21

BRINCADEIRAS E JOGOS AUDITIVOS
28

BRINCADEIRAS E JOGOS GUSTATIVOS

04


12. REFERÊNCIAS:


AMBRÓSIO, Márcia. O uso do portfólio no Ensino Superior. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.


COSTA, Maria Antonia de Oliveira. Qualidade da Integração Sensorial e Organização dos Comportamentos de Vinculação da Criança. Porto, 2000; p. 59-147.


FANTACHOLI, Fabiani das Neves. A Importância do Brincar na Educação Infantil. Disponível em:  http://monografias.brasilescola.com/educacao/a-importancia-brincar-na-educacao-infantil.htm. Acesso em março de 2014.


GONZAGA, Rúbia Renata das Neves. A importância da formação lúdica para professores de educação infantil. Revista Maringá Ensina nº 10 – fevereiro/abril 2009. (p. 36-39).


KISHIMOTO, Tizuko Morchida. Jogo, Brinquedo, Brincadeira e a Educação. São Paulo: Cortez, 1999.


PINTO, Rubia-Mar Nunes. Os professores e a produção do corpo educado: o contexto da prática pedagógica.  Goiânia, 2002, p. 1-57.


BLOGS E SITES


http://www.ama-ba MAIS DE 101 ATIVIDADES - ESTIMULAÇÃO SENSORIAL


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http://omundoinfantiljogosebrincadeiras.blogspot.com.br/p/projeto-ufop.html

ÓRGÃOS ANEXOS AO TUBO DIGESTIVO

INTRODUÇÃO
Para viver, crescer e manter o nosso organismo, precisamos consumir alimentos. Mas daí vem a pergunta de partida: o que acontece com os alimentos que ingerimos? Como os nutrientes dos alimentos, chegam às células do nosso corpo? Para permanecer vivos, renovar continuamente as células, desenvolver o nosso corpo e manter as actividades vitais, necessitamos de alimentos, pois são eles que fornecem energia para o nosso corpo.
Neste contexto o presente trabalho tem como objectivos principal de identificar os principais componentes do sistema digestivo e citar as principais funções de cada um. • descrever a anatomia dos componentes do sistema digestivo. • nomear as características estruturais de cada parte do sistema digestivo.





ÓRGÃOS ANEXOS AO TUBO DIGESTIVO
TUBO DIGESTIVO
Definição
O tubo digestivo e os órgãos anexos constituem o sistema digestivo. O tubo digestivo é um tubo oco que se estende da cavidade bucal ao ânus, sendo também chamado de canal alimentar ou tubo gastrintestinal. As estruturas do tubo digestivo incluem: Boca, Faringe, Esófago, Estômago, Intestino Delgado, Intestino Grosso, Reto e Ânus.
O comprimento do tubo gastrintestinal, medido no cadáver, é de cerca de 9 m. Na pessoa viva é menor porque os músculos ao longo das paredes dos órgãos do tubo gastrintestinal mantém o tónus.
Os órgãos digestivos acessórios são os Dentes, a Língua, as Glândulas Salivares, o Fígado, Vesícula Biliar e o Pâncreas. Os dentes auxiliam no rompimento físico do alimento e a língua auxilia na mastigação e na deglutição. Os outros órgãos digestivos acessórios, nunca entram em contacto directo com o alimento. Produzem ou armazenam secreções que passam para o tubo gastrintestinal e auxiliam na decomposição química do alimento.
O tubo gastro intestinal é um tubo longo e sinuoso de 10 a 12 metros de comprimento desde a extremidade cefálica (cavidade oral) até a caudal (ânus).
Funções:
1- Destina-se ao aproveitamento pelo organismo, de substâncias estranhas ditas alimentares, que asseguram a manutenção de seus processos vitais.
2- Transformação mecânica e química das macromoléculas alimentares ingeridas (proteínas, carboidratos, etc.) em moléculas de tamanhos e formas adequadas para serem absorvidas pelo intestino.
3- Transporte de alimentos digeridos, água e sais minerais da luz intestinal para os capilares sanguíneos da mucosa do intestino.
4- Eliminação de resíduos alimentares não digeridos e não absorvidos juntamente com restos de células descamadas da parte do tubo gastro intestinal e substâncias decretadas na luz do intestino.
Mastigação: Desintegração parcial dos alimentos, processo mecânico e químico.
Deglutição: Condução dos alimentos através da faringe para o esófago.
Ingestão: Introdução do alimento no estômago.
Digestão: Desdobramento do alimento em moléculas mais simples.
Absorção: Processo realizado pelos intestinos.
Defecação: Eliminação de substâncias não digeridas do tubo gastro intestinal.
O tubo gastro intestinal apresenta diversos segmentos que sucessivamente são:  boca, faringe, esófago, estômago, intestino delgado, intestino grosso, recto e ânus.
Órgãos Anexos:
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Glândulas Parótidas
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Glândulas Submandibulares
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Glândulas Sublinguais
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Fígado
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Pâncreas
BOCA
A boca também referida como Cavidade Oral ou Bucal é formada pelas bochechas (formam as paredes laterais da face e são constituídas externamente por pele e internamente por mucosa), pelos palatos duros (parede superior) e mole (parede posterior) e pela língua (importante para o transporte de alimentos, sentido do gosto e fala). O palato mole se estende posteriormente na cavidade bucal como a úvula, que é uma estrutura com forma de letra V e que está suspensa na região superior e posterior da cavidade bucal.
Limites da Cavidade Oral


A cavidade da boca é onde o alimento é ingerido e preparado para a digestão no estômago e intestino delgado. O alimento é mastigado pelos dentes, e a saliva, proveniente das glândulas salivares, facilita a formação de um bolo alimentar controlável. A deglutição é iniciada voluntariamente na cavidade da boca. A fase voluntária do processo empurra o bolo da cavidade da boca para a faringe – a parte expandida do tubo digestivo – onde ocorra a fase automática da deglutição.
A cavidade da boca consiste em duas partes: o vestíbulo da boca e a cavidade própria da boca. O vestíbulo da boca é o espaço semelhante a uma fenda entre os dentes e a gengiva e os lábios e as bochechas. A cavidade própria da boca é o espaço entre os arcos dentais superior e inferior. É limitada lateral e anteriormente pelos arcos alveolares maxilares e mandibulares que alojam os dentes. O tecto da cavidade da boca é formado pelo palato. Posteriormente, a cavidade da boca se comunica com a parte oral da faringe. Quando a boca está fechada e em repouso, a cavidade da boca é completamente ocupada pela língua.
Dentes
Os dentes são estruturas cónicas, duras, fixadas nos alvéolos da mandíbula e maxila que são usados na mastigação e na assistência à fala. Crianças têm 20 dentes decíduos (primários ou de leite). Adultos normalmente possuem 32 dentes secundários. Na época em que a criança está com 2 anos de idade, provavelmente já estará com um conjunto completo de 20 dentes de leite. Quando um adulto jovem já está com algo entre 17 e 24 anos de idade, geralmente está presente em sua boca um conjunto completo de 32 dentes permanentes.


Língua
A língua é o principal órgão do sentido do gosto e um importante órgão da fala, além de auxiliar na mastigação e deglutição dos alimentos. Localiza-se no soalho da boca, dentro da curva do corpo da mandíbula.
A raiz é a parte posterior, por onde se liga ao osso hióide pelos músculos hioglosso e genioglosso e pela membrana glossioidea; à epiglote, por três pregas da mucosa; ao palato mole, pelos arcos palato-glossos, e a faringe, pelos músculos constritores superiores da faringe e pela mucosa.
O ápice é a extremidade anterior, um tanto arredondada, que se apoia contra a face lingual dos dentes incisivos inferiores.
A face inferior possui uma mucosa entre o soalho da boca e a língua na linha mediana que forma uma prega vertical nítida, o frénulo da língua.
No dorso da língua encontramos um sulco mediano que divide a língua em metades simétricas. Nos 2/3 anteriores do dorso da língua encontramos as papilas linguais. Já no 1/3 posterior encontramos numerosas glândulas mucosas e folículos linfáticos (tonsila lingual).
Papilas Linguais – são projecções do cório, abundantemente distribuídas nos 2/3 anteriores da língua, dando a essa região uma aspereza característica. Os tipos de papilas são: papilas valadas, fungiformes, filiformes e simples.

Músculos da Língua – a língua é dividida em metades por um septo fibroso mediano que se estende por todo o seu comprimento e se fixa inferiormente no osso hióide. Em cada metade há dois conjuntos de músculos, extrínsecos e intrínsecos.
Os Músculos Extrínsecos são: Genioglosso, Hioglosso, Condroglosso, Estiloglosso e Palatoglosso.
Os Músculos Intrínsecos são: Longitudinal Superior, Longitudinal Inferior, Transverso e Vertical.
FARINGE
A faringe é um tubo que se estende da boca até o esófago.
A faringe apresenta suas paredes muito espessas devido ao volume dos músculos que a revestem externamente, por dentro, o órgão é forrado pela mucosa faríngea, um epitélio liso, que facilita a rápida passagem do alimento.
O movimento do alimento, da boca para o estômago, é realizado pelo acto da deglutição. A deglutição é facilitada pela saliva e muco e envolve a boca, a faringe e o esófago.
Três estágios:
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Voluntário: no qual o bolo alimentar é passado para a parte oral da faringe.
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Faríngeo: passagem involuntária do bolo alimentar pela faringe para o esófago.
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Esofágico: passagem involuntária do bolo alimentar pelo esófago para o estômago.
Limites da Faringe:
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Superior – corpo do esfenóide e porção basilar do osso occipital
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Inferior – esófago
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Posterior – coluna vertebral e fáscia dos músculos longo do pescoço e longo da cabeça
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Anterior – processo pterigóideo, mandíbula, língua, osso hióide e cartilagens tireóide e cricóide
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Lateral – processo estilóide e seus músculos
A faringe pode ainda ser dividida em três partes: nasal (Nasofaringe), oral (Orofaringe) e laríngea (Laringofaringe).
Parte Nasal – situa-se posteriormente ao nariz e acima do palato mole e se diferencia da outras duas partes por sua cavidade permanecer sempre aberta. Comunica-se anteriormente com as cavidades nasais através das coanas. Na parede posterior encontra-se a tonsila faríngea (adenóide em crianças).
Parte Oral – estende-se do palato mole até o osso hióide. Em sua parede lateral encontra-se a tonsila palatina.
Parte Laríngea – estende-se do osso hióide à cartilagem cricóide. De cada lado do orifício laríngeo encontra-se um recesso denominado seio piriforme.
A faringe comunica-se com as vias nasal, respiratória e digestória. O acto da deglutição normalmente direcciona o alimento da garganta para o esófago, um longo tubo que se esvazia no estômago. Durante a deglutição, o alimento normalmente não pode entrar nas vias nasal e respiratória em razão do fechamento temporário das aberturas dessas vias. Assim durante a deglutição, o palato mole move-se em direcção a abertura da parte nasal da faringe; a abertura da laringe é fechada quando a traqueia move-se para cima e permite a uma prega de tecido, chamada de epiglote, cubra a entrada da via respiratória.
O movimento da laringe também simultaneamente puxa as cordas vocais e aumentando a abertura entre a parte laríngea da faringe e o esófago. O bolo alimentar passa pela parte laríngea da faringe e entra no esófago em 1-2 segundos.
ESÓFAGO
O esófago é um tubo fibro-músculo-mucoso que se estende entre a faringe e o estômago. Se localiza posteriormente à traqueia começando na altura da 7ª vértebra cervical. Perfura o diafragma pela abertura chamada hiato esofágico e termina na parte superior do estômago. Mede cerca de 25 centímetros de comprimento.
A presença de alimento no interior do esófago estimula a actividade peristáltica, e faz com que o alimento mova-se para o estômago.
As contracções são repetidas em ondas que empurram o alimento em direcção ao estômago. A passagem do alimento sólido, ou semi-sólido, da boca para o estômago leva 4 – 8 segundos ; alimentos muito moles e líquidos passam cerca de 1 segundo.
Ocasionalmente, o refluxo do conteúdo do estômago para o interior do esófago causa azia (ou pirose). A sensação de queimação é um resultado da alta acidez do conteúdo estomacal.
O refluxo gastroesofágico se dá quando o esfíncter esofágico inferior (localizado na parte superior do esófago) não se fecha adequadamente após o alimento ter entrado no estômago, o conteúdo pode refluir para a parte inferior do esófago.
O esófago é formado por três porções:
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Porção Cervical: porção que está em contacto íntimo com a traqueia.
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Porção Torácica: é a porção mais importante, passa por trás do brônquio esquerdo (mediastino superior, entre a traqueia e a coluna vertebral).
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Porção Abdominal: repousa sobre o diafragma e pressiona o fígado, formando nele a impressão esofágica.
ESTÔMAGO
O estômago está situado no abdome, logo abaixo do diafragma, anteriormente ao pâncreas, superiormente ao duodeno e a esquerda do fígado. É parcialmente coberto pelas costelas. O estômago está localizado no quadrante superior esquerdo do abdome (Ver quadrantes abdominais no menu principal), entre o fígado e o baço.
O estômago é o segmento mais dilatado do tubo digestivo, em virtude dos alimentos permanecerem nele por algum tempo, necessita ser um reservatório entre o esófago e o intestino delgado.
A forma e posição do estômago são muito variadas de pessoa para pessoa; o diafragma o empurra para baixo, a cada inspiração, e o puxa para cima, a cada expiração e por isso não pode ser descrita como típica.
O estômago é divido em 4 áreas (regiões) principais: Cárdia, Fundo, Corpo e Piloro.
O fundo, que apesar do nome, situa-se no alto, acima do ponto onde se faz a junção do esófago com o estômago.
O corpo representa cerca de 2/3 do volume total.
Para impedir o refluxo do alimento para o esófago, existe uma válvula (orifício de entrada do estômago – óstio cárdico ou orifício esofágico inferior), a Cárdia, situada logo acima da curvatura menor do estômago. É assim denominada por estar próximo ao coração.
Para impedir que o bolo alimentar passe ao intestino delgado prematuramente, o estômago é dotado de uma poderosa válvula muscular, um esfíncter chamado Piloro (orifício de saída do estômago – óstio pilórico). Pouco antes da válvula pilórica encontramos uma porção denominada antro-pilórica.
O estômago apresenta ainda duas partes: a Curvatura Maior (margem esquerda do estômago) e a Curvatura Menor (margem direita do estômago).

Funções Digestivas do Estômago:
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Digestão do alimento
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Secreção do suco gástrico, que inclui enzimas digestórias e ácido hidroclorídrico como substâncias mais importantes.
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Secreção de hormônio gástrico e factor intrínseco.
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Regulação do padrão no qual o alimento é parcialmente digerido e entregue ao intestino delgado.
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Absorção de pequenas quantidades de água e substâncias dissolvidas.
INTESTINO DELGADO
A principal parte da digestão ocorre no intestino delgado, que se estende do piloro até a junção ileocólica (ileocecal), que se reúne com o intestino grosso. O intestino delgado é um órgão indispensável. Os principais eventos da digestão e absorção ocorrem no intestino delgado, portanto sua estrutura é especialmente adaptada para essa função. Sua extensão fornece grande área de superfície para a digestão e absorção, sendo ainda muito aumentada pelas pregas circulares, vilosidades e microvilosidades.
O intestino delgado retirado numa é de cerca de 7 metros de comprimento, podendo variar entre 5 e 8 metros (o comprimento de intestino delgado e grosso em conjunto após a morte é de 9 metros).
O intestino delgado, que consiste em Duodeno, Jejuno e Íleo, estende-se do piloro até a junção ileocecal onde o íleo une-se ao ceco, a primeira parte do intestino grosso.
Duodeno: é a primeira porção do intestino delgado. Recebe este nome por ter seu comprimento aproximadamente igual à largura de doze dedos (25 centímetros). É a única porção do intestino delgado que é fixa. Não possui mesentério.
Apresenta 4 Partes:
1) Parte Superior ou 1ª porção – origina-se no piloro e estende-se até o colo da vesícula biliar.
2) Parte Descendente ou 2ª porção – é desperitonizada e encontramos a chegada de dois Ductos:
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Ducto Colédoco – provêm da vesícula biliar e do fígado (bile)
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Ducto Pancreático – provêm do pâncreas (suco ou secreção pancreática)
3) Parte Horizontal ou 3ª porção
4) Parte Ascendente ou 4ª porção
Jejuno: é a parte do intestino delgado que faz continuação ao duodeno, recebe este nome porque sempre que é aberto se apresenta vazio. É mais largo (aproximadamente 4 centímetros), sua parede é mais espessa, mais vascular e de cor mais forte que o íleo.
Íleo: é o último segmento do intestino delgado que faz continuação ao jejuno. Recebe este nome por relação com osso ilíaco. É mais estreito e suas túnicas são mais finas e menos vascularizadas que o jejuno. Distalmente, o íleo desemboca no intestino grosso num orifício que recebe o nome de óstio ileocecal.
Juntos, o jejuno e o íleo medem 6 a 7 metros de comprimento. A maior parte do jejuno situa-se no quadrante superior esquerdo, enquanto a maior parte do íleo situa-se no quadrante inferior direito. O jejuno e o íleo, ao contrário do duodeno, são móveis.
INTESTINO GROSSO
O intestino grosso pode ser comparado com uma ferradura, aberta para baixo, mede cerca de 6,5 centímetros de diâmetro e 1,5 metros de comprimento. Ele se estende do íleo até o ânus e está fixo à parede posterior do abdómen pelo mesecolo.
O intestino grosso absorve a água com tanta rapidez que, em cerca de 14 horas, o material alimentar toma a consistência típica do bolo fecal.
O intestino grosso apresenta algumas diferenças em relação ao intestino delgado: o calibre, as ténias, os haustos e os apêndices epiplóicos.
O intestino grosso é mais calibroso que o intestino delgado, por isso recebe o nome de intestino grosso. A calibre vai gradativamente afinando conforme vai chegando no canal anal.
As ténias do cólon (fitas longitudinais) são três faixas de aproximadamente 1 centímetro de largura e que percorrem o intestino grosso em toda sua extensão. São mais evidentes no ceco e no cólon ascendente.
Os haustos do cólon (saculações) são abaulamentos ampulares separados por sulcos transversais.
Os apêndices epiplóicos são pequenos pingentes amarelados constituídos por tecido conjuntivo rico em gordura. Aparecem principalmente no cólon sigmóide.
O intestino grosso é dividido em 4 partes principais: Ceco (cécum), Colo (cólon) (Ascendente, Transverso, Descendente e Sigmóide), Reto e Ânus.
A primeira é o ceco, segmento de maior calibre, que se comunica com o íleo. Para impedir o refluxo do material proveniente do intestino delgado, existe uma válvula localizada na junção do íleo com o ceco – Válvula Ileocecal (ileocólica). No fundo do ceco, encontramos o Apêndice Vermiforme.
A porção seguinte do intestino grosso é o Colo, segmento que se prolonga do ceco até o ânus.
Colo Ascendente – é a segunda parte do intestino grosso. Passa para cima do lado direito do abdome a partir do ceco para o lobo direito do fígado, onde se curva para a esquerda na flexura direita do colo (flexura hepática).
Colo Transverso – é a parte mais larga e mais móvel do intestino grosso. Ele cruza o abdome a partir da flexura direita do colo até a flexura esquerda do colo, onde curva-se inferiormente para tornar-se colo descendente. A flexura esquerda do colo (flexura esplênica), normalmente mais superior, mais aguda e menos móvel do que a flexura direita do colo.
Colo Descendente – passa retroperitonealmente a partir da flexura esquerda do colo para a fossa ilíaca esquerda, onde ele é contínuo com o colo sigmóide.
Colo Sigmóide – é caracterizado pela sua alça em forma de “S”, de comprimento variável. O colo sigmóide une o colo descendente ao recto. A terminação das ténias do colo, aproximadamente a 15 cm do ânus, indica a junção recto-sigmóide.
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Flexura Hepática – entre o cólon ascendente e o cólon transverso.
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Flexura Esplénica – entre o cólon transverso e o cólon descendente.
O recto recebe este nome por ser quase rectilíneo. Este segmento do intestino grosso termina ao perfurar o diafragma da pelve (músculos levantadores do ânus) passando a se chamar de canal anal.
O canal anal apesar de bastante curto (3 centímetros de comprimento) é importante por apresentar algumas formações essenciais para o funcionamento intestinal, das quais citamos os esfíncteres anais.
O esfíncter anal interno é o mais profundo, e resulta de um espessamento de fibras musculares lisas circulares, sendo consequentemente involuntário. O esfíncter anal externo é constituído por fibras musculares estriadas que se dispõem circularmente em torno do esfíncter anal interno, sendo este voluntário. Ambos os esfíncteres devem relaxar antes que a defecação possa ocorrer.
Funções do Intestino Grosso:
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Absorção de água e de certos electrólitos;
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Síntese de determinadas vitaminas pelas bactérias intestinais;
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Armazenagem temporária dos resíduos (fezes);
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Eliminação de resíduos do corpo (defecação).
Peristaltismo:
Ondas peristálticas intermitentes e bem espaçadas movem o material fecal do ceco para o interior do colo ascendente, transverso e descendente. Á medida que se move através do colo, a água é continuamente reabsorvida das fezes, pelas paredes do intestino, para o interior dos capilares. As fezes que ficam no intestino grosso por um período maior perdem o excesso de água, desenvolvendo a chamada constipação. Ao contrário, movimentos rápidos do intestino não permitem tempo suficiente para que ocorra a reabsorção de água, causando diarreia.
PERITÔNIO
O peritónio é a mais extensa membrana serosa do corpo. A parte que reveste a parede abdominal é denominada Peritónio Parietal e a que se reflecte sobre as vísceras constitui o Peritónio Visceral. O espaço entre os folhetos parietal e visceral do peritónio é denominada cavidade peritoneal.
Determinadas vísceras abdominais são completamente envolvidas por peritónio e suspensas na parede por uma delgada lâmina fina de tecido conjuntivo revestida pela serosa, contendo os vasos sanguíneos. A estas pregas é dado o nome geral de mesentério.
Os Mesentérios são: o mesentério propriamente dito, o mesocólon transverso e o mesocólon sigmóide. Em adição a estes, estão presentes, algumas vezes, um mesocólon ascendente e um descendente.
O Mesentério Propriamente Dito – tem origem nas estruturas ventrais da coluna vertebral e mantém suspenso o intestino delgado.
O Mesocólon Transverso – prende o cólon transverso à parede posterior do abdome.
O Mesocólon Sigmóide – mantém o cólon sigmóide em conexão com a parede pélvica.
O Mesocólon Ascendente e Descendente – ligam o cólon ascendente a descendente à parede posterior do abdome.
O Peritónio apresenta dois omentos: o maior e o menor.
O Omento Maior é um delgado avental que pende sobre o cólon transverso e as alças do intestino delgado. Está inserido ao longo da curvatura maior do estômago e da primeira porção do duodeno.
O Omento Menor estende-se da curvatura menor do estômago e da porção inicial do duodeno até o fígado.
Apêndices Epiplóicos – são pequenas bolsas de peritónio cheias de gordura, situadas ao longo do cólon e parte superior do recto.
GÂNDULAS
O aparelho digestivo é considerado como um tubo, recebe o líquido decretado por diversas glândulas, a maioria situadas em suas paredes como as da boca, esófago, estômago e intestinos.
Algumas glândulas constituem formações bem individualizadas, localizando nas proximidades do tubo, como qual se comunicam através de ductos, que servem para o escoamento de seus produtos de elaboração.
As glândulas salivares são divididas em 2 grandes grupos: Glândulas Salivares Menores e Glândulas Salivares Maiores. A saliva é um líquido viscoso, claro, sem gosto e sem odor que é produzido por essas glândulas e pelas glândulas mucosas da cavidade da boca.
Glândulas Salivares Menores: constituem pequenos corpúsculos ou nódulos disseminados nas paredes da boca, como as glândulas labiais, palatinas linguais e molares.
Glândulas Salivares Maiores: são representadas por 3 pares que são as parótidas, submandibulares e sublinguais.
Glândula Parótida – a maior das três e situa-se na parte lateral da face, abaixo e adiante do pavilhão da orelha. Irrigada por ramos da artéria carótida externa. Inervada pelo nervo auriculotemporal, glossofaríngeo e facial.
Glândula Submandibular – é arredondada e situa-se no triângulo submandibular. É irrigada por ramos da artéria facial e lingual. Os nervos secretomotores derivam de fibras parassimpáticas craniais do facial; as fibras simpáticas provêm do gânglio cervical superior.
Glândula Sublingual – é a menor das três e localiza-se abaixo da mucosa do assoalho da boca. É irrigada pelas artérias sublinguais e submentonianas. Os nervos derivam de maneira idêntica aos da glândula submandibular.
FÍGADO
O fígado é a maior glândula do organismo, e é também a mais volumosa víscera abdominal.
Sua localização é na região superior do abdómen, logo abaixo do diafragma, ficando mais a direita, isto é, normalmente 2/3 de seu volume estão a direita da linha mediana e 1/3 à esquerda. Pesa cerca de 1,500 g e responde por aproximadamente 1/40 do peso do corpo adulto.
O fígado apresenta duas faces: Diafragmática e Visceral.
O fígado é dividido em lobos. A Face Diagramática apresenta um lobo direito e um lobo esquerdo, sendo o direito pelo menos duas vezes maior que o esquerdo. A divisão dos lobos é estabelecida pelo Ligamento Falciforme. Na extremidade desse ligamento encontramos um cordão fibroso resultante da obliteração da veia umbilical, conhecido como Ligamento Redondo do Fígado.
A Face Visceral é subdividida em 4 lobos (direito, esquerdo, quadrado e caudado) pela presença de depressões em sua área central, que no conjunto se compõem formando um “H”, com 2 ramos antero-posteriores e um transversal que os une. Embora o lobo direito seja considerado por muitos anatomistas como incluindo o lobo quadrado (inferior) e o lobo caudado (posterior) com base na morfologia interna, os lobos quadrado e caudado pertencem mais apropriadamente ao lobo esquerdo.
Entre o lobo direito e o quadrado encontramos a vesícula biliar e entre o lobo direito e o caudado, há um sulco que aloja a veia cava inferior. Entre os lobos caudado e quadrado, há uma fenda transversal: a porta do fígado (pedículo hepático), por onde passam a artéria hepática, a veia porta, o ducto hepático comum, os nervos e os vasos linfáticos.
Aparelho Excretor do Fígado – é formado pelo ducto hepático, vesícula biliar, ducto cístico e ducto colédoco.
O fígado é um órgão vital, sendo essencial o funcionamento de pelo menos 1/3 dele – além da bile que é indispensável na digestão das gorduras – ele desempenha o importante papel de armazenador de glicose e, em menor escala, de ferro, cobre e vitaminas.
A Função Digestiva do Fígado é produzir a bile, uma secreção verde amarelada, para passar para o duodeno. A bile é produzida no fígado e armazenada na vesícula biliar, que a libera quando gorduras entram no duodeno. A bile emulsiona a gordura e a distribui para a parte distal do intestino para a digestão e absorção.

Outras Funções do Fígado são: Metabolismo dos carboidratos; Metabolismo dos lipídios; Metabolismo das proteínas; Processamento de fármacos e hormônios; Excreção da bilirrubina; Excreção de sais biliares; Armazenagem; Fagocitose; Activação da vitamina D.
VESÍCULA BILIAR
A Vesícula Biliar (7 – 10 cm de comprimento) situa-se na fossa da vesícula biliar na face visceral do fígado. Esta fossa situa-se na junção do lobo direito e do lobo quadrado do fígado. A relação da vesícula biliar com o duodeno é tão íntima que a parte superior do duodeno normalmente é manchada com bile no cadáver. A vesícula biliar tem capacidade para até 50 ml de bile.
O Ducto Cístico (4 cm de comprimento) liga a vesícula biliar ao Ducto Hepático comum (união do ducto hepático direito e esquerdo) formando o Ducto Colédoco. O comprimento varia de 5 a 15 cm. O ducto colédoco desce posterior a parte superior do duodeno e situa-se na face posterior da cabeça do pâncreas. No lado esquerdo da parte descendente do duodeno, o ducto colédoco entra em contacto com o ducto pancreático principal.
PÂNCREAS
O pâncreas produz através de uma secreção exócrina o suco pancreático que entra no duodeno através dos ductos pancreáticos, uma secreção endócrina produz glucagon e insulina que entram no sangue. O pâncreas produz diariamente 1200 – 1500 ml de suco pancreático.
O pâncreas é achatado no sentido antero-posterior, ele apresenta uma face anterior e outra posterior, com uma borda superior e inferior e sua localização é posterior ao estômago.
O pâncreas apresenta duas faces, uma a Face Diafragmática (antero superior) que é convexa e lisa relacionando-se com a cúpula diafragmática e, a  Face Visceral (póstero inferior)  que é irregularmente côncava pela presença de impressões viscerais.
O comprimento varia de 12,5 a 15 cm e seu peso na mulher é de 14,95 g e no homem 16,08 g.
O pâncreas divide-se em Cabeça (aloja-se na curva do duodeno), Colo, Corpo (dividido em três partes: anterior, posterior e inferior) e Cauda.
Ducto Pancreático – O ducto pancreático principal começa na cauda do pâncreas e corre para sua cabeça, onde se curva inferiormente e está intimamente relacionada com o ducto colédoco. O ducto pancreático se une ao ducto colédoco (fígado e vesícula biliar) e entra no duodeno como um ducto comum chamado ampola hepatopancreática.




CONCLUSÃO
Depois da pesquisa feita, chegou-se por concluir que o sistema digestivo é responsável por fazer a ingestão, digestão, absorção e eliminação dos alimentos. Ele é composto por um longo tubo que contém os principais órgãos e glândulas do processo digestivo. O tubo, com cerca de 9 metros, é capaz de levar o alimento até o ânus. Ela se inicia na boca através da mastigação e saliva formando um bolo alimentar. A língua é responsável por empurrar o bolo até a faringe, que passa pelo esófago e depois para o estômago, num processo chamado deglutição.
Quando o bolo atinge o estômago, ele passa por diversos processos químicos dos quais são retirados os nutrientes necessários para o corpo. A água do corpo humano e os sais minerais não são absorvidas durante a digestão e grande parte deles são absorvidos no intestino delgado. Esse último conecta-se com o intestino grosso, finalizando com o ânus, por onde as fezes são eliminadas.





REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

__________ Anatomia Humana: Sistema digestivo. Disponível em: http://anatomia-humana.info/corpo-humano/sistema-digestivo.html. Acesso aos 09 de Setembro de 2017.
Fabíola Alves dos Reis: órgãos anexos do sistema digestivo. Brasil, 2013. Disponível em: http://www.ufjf.br/anatomia/files/2012/04/S-DIGESTVO-2013.pdf. Acesso aos 09 de Setembro de 2017.
AULA DE ANATOMIA: Sistema Digestivo. Disponível em: https://www.auladeanatomia.com/novosite/sistemas/sistema-digestorio/. Acesso aos 09 de Setembro de 2017.