sexta-feira, 23 de março de 2018

Concepções Pedagógicas

Concepções Pedagógicas
As implicações pedagógicas da utilização das ferramentas interativas para o ensino a distância  resulta de toda uma concepção teórica e metodológica adotada pelo professor.  O objetivo é investigar que implicações são esssas? Que posturas devem ser incentivadas ou evitadas por parte dos professores e alunos? Qual a melhor maneira de utilizar a tecnologia visando propiciar uma melhoria de aprendizagem ao aluno?
Refletindo sobre estas questões, chegou-se ao entendimento de que toda a prática pedagógica dependerá da adoção ou não de concepções pedagógicas e da metodologia de desenvolvimneto das ferramentas que dão suporte ao ensino e aprendizagem a distância.
Se a concepção do professor e dos ambientes for empirista, tendo representantes behavioristas como Watson, Skinner e Pavlov; o professor tende a ter uma postura baseada na transmissão de conteúdo e no controle. Suas ações objetivam criar mudanças sistemáticas e operacionais no ambiente, a fim de maximizar a probabilidade de respostas "desejáveis". O aluno por sua vez, tende a tornar-se um agente passivo do processo, onde apenas o ambiente é que age sobre ele, fazendo com que o conhecimento torne-se uma associação de estímulos-respostas.
Já na concepção interacionista, representada por cognitivistas como Piaget e Vygotsky, a postura do professor será totalmente divergente da citada acima. O professor torna-se o mediador de todo o processo de aprendizagem. O aluno será o interagente. O conhecimento resultará da ação do sujeito (aluno) sobre a realidade e desta sobre o sujeito. A prática pedagógica pressupõe a atividade do aluno, seus esquemas de assimilação, bem como as ações docentes no sentido de favorecer a ampliação de tais esquemas. Nesta abordagem, o papel do professor será de "desequilibrador", provocando conflitos e situações problemáticas que estimulem a reversibilidade de pensamento e levem o aluno a questionar sua ação. Além disso o professor deverá ser também "regulador", mediando as inter-relações dos alunos, dando ênfase a procedimentos democráticos e lúdicos.
Foi baseando-se nesta modalidade de ensino interacionista, que se buscou discutir o papel do professor e do aluno no ambiente de ensino a distância. 
 Quais as implicações que estas abordagens trazem para o ensino a distância?
A primeira abordagem, a empirista, adapta-se muito bem aos modelos tradicionais de ensino a distância. Onde o estudante é visto trabalhando sozinho, uma espécie de auto-instrução, seus hábitos de estudo e aprendizagem são satisfeitos pela transmissão de informações. Neste modelo, a relação de ensino predominante é vertical, do professor para o aluno, inexistindo a construção do grupo onde há a interação entre os alunos. O ensino a distância nesta abordagem, preocupa-se mais com a variedade e quantidade de conceitos apresentados do que com a formação do pensamento reflexivo. Na verdade, parece que houve apenas uma mudança de ambiente, ou mídia, onde a sala de aula tradicional foi adaptada para o contexto de ensino via rede. A estratégia pedagógica é a leitura de grandes quantidades de textos e depois a resposta através de inúmeros exercícios.
A segunda abordagem, a interacionista, surge como uma alternativa para promover ambiente interativos de qualidade que promovam o diálogo efetivo entre alunos e  professores. Nesta abordagem a interação social e a cooperação (operação conjunta dos sujeitos) torna-se essencial, uma vez que  é um "grande desafio construir um estilo de trabalho em equipe realmente produtivo"
De um modo geral, o caminho da produção e do acesso ao conhecimento, deve encontrar suporte em metodologias que se proponham a ultrapassar os limites da reprodução, repetição e cópia dos materiais existentes. Assim, a pesquisa e a interação são meios importantes para que os conhecimentos não se restrinjam à repetição dos outros, mas impliquem na compreensão, crítica e produção de conhecimento próprio. Especificamente as ferramentas para interatividade na Web surgem como mecanismos adicionais à meta maior do ensino que é a aprendizagem. Os mecanismos que promovem a interatividade podem contribuir para que se tenha êxito pedagógico quando se utiliza a Web como meio de comunicação. No entanto, existem questões importantes no que se refere ao papel do professor e do aluno, bem como das condições necessárias para que a interação se efetive.
·                Metodologia de ensino - é necessário abandonar a sistemática presencial comum, de aulas expositivas e convencionais. É necessário pensar em técnicas que estimulem debates. Tentar despertar o interesse do aluno de tal forma que ele possa compreender o problema e se expressar sobre o que está sendo discutido.
·                Sistema de avaliação - o professor deve eliminar o modelo de avaliação tradicional baseado em notas. Isto porque não há nota mínima ou média que o aluno deva alcançar. O objetivo é fazer com que todos alcancem seu grau "ótimo".
·                Conteúdo - a abordagem adotada deve estar adequada ao grau de amadurecimento dos alunos, de forma que eles possam alcançar os conteúdos iniciais e, a partir deles, superá-los. Os alunos devem ter um senso de posse dos objetivos do aprendizado. Este senso auxiliará aos alunos, de forma fundamental, na condução dos trabalhos com seriedade e responsabilidade. Em resumo, deve-se planejar os temas que se deseja discutir e os adaptar aos limites e possibilidades que a Web oferece.
 O Papel do Professor
O papel do professor no ambiente interacionista de ensino a distância, deve ser o de facilitador, orientador. Ele deixa de ser provedor de informações para ser gerenciador de entendimento. Caberá ao docente, motivar o grupo e monitorar a participação dos alunos, levando em conta os objetivos e interesse do grupo.
É preciso lembrar que os professores que atuam em programas de ensino à distância foram formados por procedimentos convencionais para ensinar em sistemas convencionais e alguns desconhecem toda a tecnologia que está a sua disposição, e as novas atribuições que lhe serão necessárias desempenhar para intermediar um modelo de ensino a distância efetivo.
Espera-se que os professores que atuem no ensino a distância possuam como habilidades:
Concepções Pedagógicas
As implicações pedagógicas da utilização das ferramentas interativas para o ensino a distância  resulta de toda uma concepção teórica e metodológica adotada pelo professor.  O objetivo é investigar que implicações são esssas? Que posturas devem ser incentivadas ou evitadas por parte dos professores e alunos? Qual a melhor maneira de utilizar a tecnologia visando propiciar uma melhoria de aprendizagem ao aluno?
Refletindo sobre estas questões, chegou-se ao entendimento de que toda a prática pedagógica dependerá da adoção ou não de concepções pedagógicas e da metodologia de desenvolvimneto das ferramentas que dão suporte ao ensino e aprendizagem a distância.
Se a concepção do professor e dos ambientes for empirista, tendo representantes behavioristas como Watson, Skinner e Pavlov; o professor tende a ter uma postura baseada na transmissão de conteúdo e no controle. Suas ações objetivam criar mudanças sistemáticas e operacionais no ambiente, a fim de maximizar a probabilidade de respostas "desejáveis". O aluno por sua vez, tende a tornar-se um agente passivo do processo, onde apenas o ambiente é que age sobre ele, fazendo com que o conhecimento torne-se uma associação de estímulos-respostas.
Já na concepção interacionista, representada por cognitivistas como Piaget e Vygotsky, a postura do professor será totalmente divergente da citada acima. O professor torna-se o mediador de todo o processo de aprendizagem. O aluno será o interagente. O conhecimento resultará da ação do sujeito (aluno) sobre a realidade e desta sobre o sujeito. A prática pedagógica pressupõe a atividade do aluno, seus esquemas de assimilação, bem como as ações docentes no sentido de favorecer a ampliação de tais esquemas. Nesta abordagem, o papel do professor será de "desequilibrador", provocando conflitos e situações problemáticas que estimulem a reversibilidade de pensamento e levem o aluno a questionar sua ação. Além disso o professor deverá ser também "regulador", mediando as inter-relações dos alunos, dando ênfase a procedimentos democráticos e lúdicos.
Foi baseando-se nesta modalidade de ensino interacionista, que se buscou discutir o papel do professor e do aluno no ambiente de ensino a distância.
 
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif Quais as implicações que estas abordagens trazem para o ensino a distância?
A primeira abordagem, a empirista, adapta-se muito bem aos modelos tradicionais de ensino a distância. Onde o estudante é visto trabalhando sozinho, uma espécie de auto-instrução, seus hábitos de estudo e aprendizagem são satisfeitos pela transmissão de informações. Neste modelo, a relação de ensino predominante é vertical, do professor para o aluno, inexistindo a construção do grupo onde há a interação entre os alunos. O ensino a distância nesta abordagem, preocupa-se mais com a variedade e quantidade de conceitos apresentados do que com a formação do pensamento reflexivo. Na verdade, parece que houve apenas uma mudança de ambiente, ou mídia, onde a sala de aula tradicional foi adaptada para o contexto de ensino via rede. A estratégia pedagógica é a leitura de grandes quantidades de textos e depois a resposta através de inúmeros exercícios.
A segunda abordagem, a interacionista, surge como uma alternativa para promover ambiente interativos de qualidade que promovam o diálogo efetivo entre alunos e  professores. Nesta abordagem a interação social e a cooperação (operação conjunta dos sujeitos) torna-se essencial, uma vez que  é um "grande desafio construir um estilo de trabalho em equipe realmente produtivo"[DEM96].
De um modo geral, o caminho da produção e do acesso ao conhecimento, deve encontrar suporte em metodologias que se proponham a ultrapassar os limites da reprodução, repetição e cópia dos materiais existentes. Assim, a pesquisa e a interação são meios importantes para que os conhecimentos não se restrinjam à repetição dos outros, mas impliquem na compreensão, crítica e produção de conhecimento próprio. Especificamente as ferramentas para interatividade na Web surgem como mecanismos adicionais à meta maior do ensino que é a aprendizagem. Os mecanismos que promovem a interatividade podem contribuir para que se tenha êxito pedagógico quando se utiliza a Web como meio de comunicação. No entanto, existem questões importantes no que se refere ao papel do professor e do aluno, bem como das condições necessárias para que a interação se efetive.
  • Metodologia de ensino - é necessário abandonar a sistemática presencial comum, de aulas expositivas e convencionais. É necessário pensar em técnicas que estimulem debates. Tentar despertar o interesse do aluno de tal forma que ele possa compreender o problema e se expressar sobre o que está sendo discutido.
  • Sistema de avaliação - o professor deve eliminar o modelo de avaliação tradicional baseado em notas. Isto porque não há nota mínima ou média que o aluno deva alcançar. O objetivo é fazer com que todos alcancem seu grau "ótimo".
  • Conteúdo - a abordagem adotada deve estar adequada ao grau de amadurecimento dos alunos, de forma que eles possam alcançar os conteúdos iniciais e, a partir deles, superá-los. Os alunos devem ter um senso de posse dos objetivos do aprendizado. Este senso auxiliará aos alunos, de forma fundamental, na condução dos trabalhos com seriedade e responsabilidade. Em resumo, deve-se planejar os temas que se deseja discutir e os adaptar aos limites e possibilidades que a Web oferece.
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif O Papel do Professor
O papel do professor no ambiente interacionista de ensino a distância, deve ser o de facilitador, orientador. Ele deixa de ser provedor de informações para ser gerenciador de entendimento. Caberá ao docente, motivar o grupo e monitorar a participação dos alunos, levando em conta os objetivos e interesse do grupo.
É preciso lembrar que os professores que atuam em programas de ensino à distância foram formados por procedimentos convencionais para ensinar em sistemas convencionais e alguns desconhecem toda a tecnologia que está a sua disposição, e as novas atribuições que lhe serão necessárias desempenhar para intermediar um modelo de ensino a distância efetivo.
Espera-se que os professores que atuem no ensino a distância possuam como habilidades:
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif ser pesquisador;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif conhecer os objetivos gerais e específicos do curso;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif apresentar o plano do curso aos alunos;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif elaborar material didático ou de apoio, próprio;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif encorajar ao diálogo e prover métodos de organização das idéias;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif não ter medo de utilizar o silêncio, quando for necessário concentração parta alguma atividade;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif ser criativo a fim de criar situações estimuladoras para o melhor aproveitamento dos conteúdos;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif criar condições para o melhor desenvolvimento da aprendizagem, diagnosticando as necessidades dos estudantes; e mostrando caminhos de acesso ao conhecimento;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif promover atualizações constantes dos alunos, estimulando e administrando a curiosidae que é "fonte do saber" ;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif estar atento ao desenvolvimento do trabalho;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif ser orientador do trabalho conjunto, coletivo e individual; incentivando e acompanhando a participação dos alunos;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif saber elaborar um projeto, atualizar permanentemente este projeto e comprometer-se com o desempenho do aluno;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif avaliar o desempenho dos alunos;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif apresentar aos alunos os procedimentos de avaliação;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif utilizar provas e trabalhos coerentes com os conteúdos oferecidos;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif elaborar provas com clareza e objetividade;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif mostrar-se disponível para atender as solicitações e dúvidas dos alunos;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif ter um bom relacionamento com os alunos, mesmo em momentos de tensão
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif ter conhecimentos sobre os recursos técnicos, oferecidos pela Web, ou seja, o professor deve desenvolver uma cultura tecnológica para desmistificar a questão do controle, tornando-se assistente da construção do conhecimento através desta tecnologia.
Além disso, o professor terá que ser sensível às dificuldades de interações dos sujeitos, evitando o isolamento de alguns. Deve incentivar questões de debates e atividades que possibilitem os alunos aproveitar ao máximo os recursos do ensino a distância.
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif O Papel do Aluno
"Os estudantes preferem não estudar à distância". Simonsem (1955) A possibilidade disto acontecer entretanto torna o fato atraente por si só, embora o fato de ocorrer boa receptividade não quer dizer que tenha ocorrido aprendizagem. (Biner, 1955).
Esta consideração inicial, destaca a situação colocada no incíco deste tema, em relação às atividades presenciais, telepresenciais e assíncronas:
a) Estudos realizados através de vários projetos, mostraram que o fato de ser utilizada uma videoconferência ou não, não era fator decisivo na aprendizagem. O mais importante era a qualidade do ensino, a motivação e as expectativas do aluno, o nível e a relevância do assunto, acesso a materiais de pesquisa e de suporte. Os professores relatam que, depois de acostumados, os alunos não se portam diferente que o normal, quando numa videoconferência. Os tímidos continuam tímidos. Quando há uma explanação prévia do uso do recurso e dos objetivos , normalmente há uma boa aceitação. (BIC) Pode-se deduzir daí que o comportamento do aluno pouco se altera em relação ao ensino presencial, após o impacto inicial por ser uma atividade diferente.
b) Em situações assíncronas, a interatividade dar-se-á através da escrita:
o aluno deverá utilizar este meio para se fazer presente na atividade, expor suas opiniões, apresentar seus questionamentos, trocar informações com os colegas, etc. e por outro lado deverá ler, interpretar e analisar em igual intensidade. A própria escrita então excerce uma função de desenvolvimento, na medida em que o assunto deverá ser dominado, organizado, sintetizado e transmitido. Seria o autêntico aprender pelo fazer, preconizado por inúmeros autores. Deve ser levado ainda em consideração que, o fato de um aluno responder algo, não impede que outro responda esta mesma pergunta com a mesma resposta, como acontece muitas vezes em situações síncronas.
Também, o fato de não estar sendo visto, não inibe o aluno , diminuindo sua ansiedade.
Por outro lado, como suas respostas serão visualizadas por todos os colegas e pelo professor, há uma preocupação em torná-las mais elaboradas e fundamentadas e com uma boa construção.
No ambiente de ensino a distância  interacionista, os alunos, deixam de ser receptores passivos de informações, eles precisam ser construtores de conhecimento, passando a ser agentes de busca, seleção e assimilação das informações, tornando-se participantes ativos do curso, mas para isso, é necessário que desenvolvam algumas habilidades como:
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif desenvolver sentimento de parceria;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif ter capacidade de contribuição;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif ser capaz de argumentar, questionar com propriedade, propor e contrapor com fundamentação;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif ser pesquisador e crítico;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif adotar e manter uma postura cordial, cooperativa e construtiva;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif estar atento ao desenvolvimento do trabalho;
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif participar sempre que possível, e de forma ordenada objetivando contribuir e/ou sanar dúvidas.
Em síntese, este aluno deve estar consciente de que [BEH97] "o mundo moderno exige dos sujeitos uma formação que envolva raciocínio lógico, criatividade, espírito de investigação, diálogo com os autores, construção de textos próprios, capacidade produtiva e vivência de cidadania plena", e para isto, é fundamental que desempenhem um papel atuante na sua própria formação. [BEH97]
 
Condições necessárias para a Interação
Se por um lado o ensino a distância promove um conceito de autonomia por parte do aluno, por outro lado aparece uma necessidade de interação e de contato aluno/aluno e de aluno/professor. A concepção então de que ensino é um processo social que requer uma interação intensiva entre professor e alunos, pode ser ampliada para um processo social que requer interação para a expressão, validação e auto desenvolvimento do conhecimento. Em outras palavras, de alguma maneira os alunos devem estar conectados (interagindo) para receber apoio e feed back, com o intuito de se manterem motivados.
Ao se falar de interatividade e implicações pedagógicas, é importante analisar esta interatividade em duas situações: síncrona e assíncrona.
Numa situação síncrona, por exemplo numa videoconferência, ocorrem similaridades com situações presenciais e conseqüentemente podem ocorrer os mesmos vícios. A abordagem deverá ser feita, então, de uma maneira muito mais próxima àquelas de uma aula presencial, levando em conta as dificuldades técnicas, por exemplo, de qualidade de som e de imagem.
Já numa situação assíncrona, o contexto é totalmente diferente e em consequência, aluno e professor desenvolvem posturas e sentimentos diferentes e as vezes nunca anteriormente exercitados.
É importante neste processo dinâmico de aprender pesquisando, utilizar todos os recursos, todas as técnicas possíveis, vale a pena descobrir as competências dos alunos, que contribuições podem dar ao curso. Não deve ser imposto um projeto fechado de curso, mas um programa com as grandes diretrizes delineadas e onde vão sendo construídos os caminhos de aprendizagem em cada etapa, estando atentos - professor e alunos - para avançar da forma mais rica possível em cada momento.
Quando se pensa em ambiente ensino/aprendizagem, pensa-se logo em professor/aluno. No entanto, as inúmeras condições que se fazem necessárias, como por exemplo, as atividades de gerenciar e manter o ambiente de ensino a distância. Esta a atividade não cabe nem ao professor, nem ao aluno. Esta estrutura de ensino a distância é composta de diversas ferramentas:
  • Ferramentas de configuração de curso
  • Ferramentas para apoio ao aluno
  • ferramentas de suporte a àdministração
Um ambiente de aprendizagem deve oferecer aos alunos, além do material didático, os seguintes recursos:
  • Acesso ao materiais de apoio
  • Organização na estruturação de organização do material
  • Espaço para colaboração entre os alunos entre professores e alunos
  • Espaço para acompanhamento do progresso do aprendizado
Aos professores o ambiente de aprendizagem a distância deve oferecer:
  • Facilidade de disposição do material didático
  • Recursos para o gerenciameno da turma
  • Recursos para o contato com os alunos
  • Formas de acompanhamento do progresso dos alunos
Para efetivar uma interação de qualidade é necessário que estas ferramentas estejam organizadas e estruturadas de maneira acessível aos professores e alunos.
A motivação é importante em qualquer ambiente de ensino, mas é critico no ensino a distância. Keller (Packard) apresentou o modelo ARCS de motivação , que enfatiza:
  • Atenção: que pode ser estimulada através da apresentação de novidades, surpresas, fatos inusitados, etc. A curiosidade pode ser estimulada pela apresentação de questões ou problemas. É também aconselhável que haja variedade de abordagens durante uma aula, por exemplo, para manter o interesse. (Não deixá-la muito monótono)
  • Relevância: Deve ser destacada a relevância do assunto, com o uso de exemplos concretos e familiares, o objetivo da aula e a utilidade do conhecimento. . O uso de experiências e valores conhecidos também é importante.
  • Confiança: A confiança pode ser desenvolvida através da possibilidade do aluno obter sucesso. Devem ser apresentados desafios que permitam sucessos significativos decorrentes do esforço e da aprendizagem, ou seja, o aluno deve verificar uma relação direta entre seu esforço e seu sucesso. O professor deve gerar expectativas positivas além de fornecer feedback e suporte para o aluno. O professor pode ainda auxiliar o aluno a estimar sua probabilidade de sucesso, através da análise de seu esforço e outros critérios de avaliação.
  • Satisfação: A possibilidade de utilizar o conhecimento ou a habilidade recém adquiridos, seja em situação real ou em uma simulação, oferece um bom feedback e reforço para o aluno, correspondendo às suas expectativas.
Experiências mostram que o envolvimento ativo tem um efeito estimulante sobre a aprendizagem. A interação deve ser buscada pelo professor de acordo com os objetivos do tema, de uma maneira planejada e não somente porque existem recursos para tal.
A interatividade pode ser estimulada através de questões dirigidas, colocações provocativas e direcionamento da discussão. Devem ser colocadas metas para a atividade. Por exemplo, um debate sobre um ponto de vista e a produção de um pequeno material .
É importante que haja uma possibilidade de comunicação (e-mail, p.ex) para formulação de perguntas ou considerações que não foram feitas durante a atividade. 
questão do controle, tornando-se assistente da construção do conhecimento através desta tecnologia.
Além disso, o professor terá que ser sensível às dificuldades de interações dos sujeitos, evitando o isolamento de alguns. Deve incentivar questões de debates e atividades que possibilitem os alunos aproveitar ao máximo os recursos do ensino a distância.
http://penta2.ufrgs.br/edu/intera/pisca.gif O Papel do Aluno
"Os estudantes preferem não estudar à distância". Simonsem (1955) A possibilidade disto acontecer entretanto torna o fato atraente por si só, embora o fato de ocorrer boa receptividade não quer dizer que tenha ocorrido aprendizagem. (Biner, 1955). 
Esta consideração inicial, destaca a situação colocada no incíco deste tema, em relação às atividades presenciais, telepresenciais e assíncronas:
a) Estudos realizados através de vários projetos, mostraram que o fato de ser utilizada uma videoconferência ou não, não era fator decisivo na aprendizagem. O mais importante era a qualidade do ensino, a motivação e as expectativas do aluno, o nível e a relevância do assunto, acesso a materiais de pesquisa e de suporte. Os professores relatam que, depois de acostumados, os alunos não se portam diferente que o normal, quando numa videoconferência. Os tímidos continuam tímidos. Quando há uma explanação prévia do uso do recurso e dos objetivos , normalmente há uma boa aceitação. (BIC) Pode-se deduzir daí que o comportamento do aluno pouco se altera em relação ao ensino presencial, após o impacto inicial por ser uma atividade diferente.
b) Em situações assíncronas, a interatividade dar-se-á através da escrita:
o aluno deverá utilizar este meio para se fazer presente na atividade, expor suas opiniões, apresentar seus questionamentos, trocar informações com os colegas, etc. e por outro lado deverá ler, interpretar e analisar em igual intensidade. A própria escrita então excerce uma função de desenvolvimento, na medida em que o assunto deverá ser dominado, organizado, sintetizado e transmitido. Seria o autêntico aprender pelo fazer, preconizado por inúmeros autores. Deve ser levado ainda em consideração que, o fato de um aluno responder algo, não impede que outro responda esta mesma pergunta com a mesma resposta, como acontece muitas vezes em situações síncronas.
Também, o fato de não estar sendo visto, não inibe o aluno , diminuindo sua ansiedade.
Por outro lado, como suas respostas serão visualizadas por todos os colegas e pelo professor, há uma preocupação em torná-las mais elaboradas e fundamentadas e com uma boa construção.
No ambiente de ensino a distância  interacionista, os alunos, deixam de ser receptores passivos de informações, eles precisam ser construtores de conhecimento, passando a ser agentes de busca, seleção e assimilação das informações, tornando-se participantes ativos do curso, mas para isso, é necessário que desenvolvam algumas habilidades como:
Concepções Pedagógicas
As implicações pedagógicas da utilização das ferramentas interativas para o ensino a distância  resulta de toda uma concepção teórica e metodológica adotada pelo professor.  O objetivo é investigar que implicações são esssas? Que posturas devem ser incentivadas ou evitadas por parte dos professores e alunos? Qual a melhor maneira de utilizar a tecnologia visando propiciar uma melhoria de aprendizagem ao aluno?
Refletindo sobre estas questões, chegou-se ao entendimento de que toda a prática pedagógica dependerá da adoção ou não de concepções pedagógicas e da metodologia de desenvolvimneto das ferramentas que dão suporte ao ensino e aprendizagem a distância.
Se a concepção do professor e dos ambientes for empirista, tendo representantes behavioristas como Watson, Skinner e Pavlov; o professor tende a ter uma postura baseada na transmissão de conteúdo e no controle. Suas ações objetivam criar mudanças sistemáticas e operacionais no ambiente, a fim de maximizar a probabilidade de respostas "desejáveis". O aluno por sua vez, tende a tornar-se um agente passivo do processo, onde apenas o ambiente é que age sobre ele, fazendo com que o conhecimento torne-se uma associação de estímulos-respostas.
Já na concepção interacionista, representada por cognitivistas como Piaget e Vygotsky, a postura do professor será totalmente divergente da citada acima. O professor torna-se o mediador de todo o processo de aprendizagem. O aluno será o interagente. O conhecimento resultará da ação do sujeito (aluno) sobre a realidade e desta sobre o sujeito. A prática pedagógica pressupõe a atividade do aluno, seus esquemas de assimilação, bem como as ações docentes no sentido de favorecer a ampliação de tais esquemas. Nesta abordagem, o papel do professor será de "desequilibrador", provocando conflitos e situações problemáticas que estimulem a reversibilidade de pensamento e levem o aluno a questionar sua ação. Além disso o professor deverá ser também "regulador", mediando as inter-relações dos alunos, dando ênfase a procedimentos democráticos e lúdicos.
Foi baseando-se nesta modalidade de ensino interacionista, que se buscou discutir o papel do professor e do aluno no ambiente de ensino a distância.
 Quais as implicações que estas abordagens trazem para o ensino a distância?
A primeira abordagem, a empirista, adapta-se muito bem aos modelos tradicionais de ensino a distância. Onde o estudante é visto trabalhando sozinho, uma espécie de auto-instrução, seus hábitos de estudo e aprendizagem são satisfeitos pela transmissão de informações. Neste modelo, a relação de ensino predominante é vertical, do professor para o aluno, inexistindo a construção do grupo onde há a interação entre os alunos. O ensino a distância nesta abordagem, preocupa-se mais com a variedade e quantidade de conceitos apresentados do que com a formação do pensamento reflexivo. Na verdade, parece que houve apenas uma mudança de ambiente, ou mídia, onde a sala de aula tradicional foi adaptada para o contexto de ensino via rede. A estratégia pedagógica é a leitura de grandes quantidades de textos e depois a resposta através de inúmeros exercícios.
A segunda abordagem, a interacionista, surge como uma alternativa para promover ambiente interativos de qualidade que promovam o diálogo efetivo entre alunos e  professores. Nesta abordagem a interação social e a cooperação (operação conjunta dos sujeitos) torna-se essencial, uma vez que  é um "grande desafio construir um estilo de trabalho em equipe realmente produtivo.
De um modo geral, o caminho da produção e do acesso ao conhecimento, deve encontrar suporte em metodologias que se proponham a ultrapassar os limites da reprodução, repetição e cópia dos materiais existentes. Assim, a pesquisa e a interação são meios importantes para que os conhecimentos não se restrinjam à repetição dos outros, mas impliquem na compreensão, crítica e produção de conhecimento próprio. Especificamente as ferramentas para interatividade na Web surgem como mecanismos adicionais à meta maior do ensino que é a aprendizagem. Os mecanismos que promovem a interatividade podem contribuir para que se tenha êxito pedagógico quando se utiliza a Web como meio de comunicação. No entanto, existem questões importantes no que se refere ao papel do professor e do aluno, bem como das condições necessárias para que a interação se efetive.
Metodologia de ensino - é necessário abandonar a sistemática presencial comum, de aulas expositivas e convencionais. É necessário pensar em técnicas que estimulem debates. Tentar despertar o interesse do aluno de tal forma que ele possa compreender o problema e se expressar sobre o que está sendo discutido.
Sistema de avaliação - o professor deve eliminar o modelo de avaliação tradicional baseado em notas. Isto porque não há nota mínima ou média que o aluno deva alcançar. O objetivo é fazer com que todos alcancem seu grau "ótimo".
Conteúdo - a abordagem adotada deve estar adequada ao grau de amadurecimento dos alunos, de forma que eles possam alcançar os conteúdos iniciais e, a partir deles, superá-los. Os alunos devem ter um senso de posse dos objetivos do aprendizado. Este senso auxiliará aos alunos, de forma fundamental, na condução dos trabalhos com seriedade e responsabilidade. Em resumo, deve-se planejar os temas que se deseja discutir e os adaptar aos limites e possibilidades que a Web oferece.
 O Papel do Professor
O papel do professor no ambiente interacionista de ensino a distância, deve ser o de facilitador, orientador. Ele deixa de ser provedor de informações para ser gerenciador de entendimento. Caberá ao docente, motivar o grupo e monitorar a participação dos alunos, levando em conta os objetivos e interesse do grupo.
É preciso lembrar que os professores que atuam em programas de ensino à distância foram formados por procedimentos convencionais para ensinar em sistemas convencionais e alguns desconhecem toda a tecnologia que está a sua disposição, e as novas atribuições que lhe serão necessárias desempenhar para intermediar um modelo de ensino a distância efetivo.
Espera-se que os professores que atuem no ensino a distância possuam como habilidades:
 ser pesquisador;
 conhecer os objetivos gerais e específicos do curso;
 apresentar o plano do curso aos alunos;
 elaborar material didático ou de apoio, próprio;
 encorajar ao diálogo e prover métodos de organização das idéias;
 não ter medo de utilizar o silêncio, quando for necessário concentração parta alguma atividade;
 ser criativo a fim de criar situações estimuladoras para o melhor aproveitamento dos conteúdos;
 criar condições para o melhor desenvolvimento da aprendizagem, diagnosticando as necessidades dos estudantes; e mostrando caminhos de acesso ao conhecimento;
 promover atualizações constantes dos alunos, estimulando e administrando a curiosidae que é "fonte do saber" ;
 estar atento ao desenvolvimento do trabalho;
 ser orientador do trabalho conjunto, coletivo e individual; incentivando e acompanhando a participação dos alunos;
 saber elaborar um projeto, atualizar permanentemente este projeto e comprometer-se com o desempenho do aluno;
 avaliar o desempenho dos alunos;
 apresentar aos alunos os procedimentos de avaliação;
 utilizar provas e trabalhos coerentes com os conteúdos oferecidos;
 elaborar provas com clareza e objetividade;
 mostrar-se disponível para atender as solicitações e dúvidas dos alunos;
 ter um bom relacionamento com os alunos, mesmo em momentos de tensão
 ter conhecimentos sobre os recursos técnicos, oferecidos pela Web, ou seja, o professor deve desenvolver uma cultura tecnológica para desmistificar a questão do controle, tornando-se assistente da construção do conhecimento através desta tecnologia.
Além disso, o professor terá que ser sensível às dificuldades de interações dos sujeitos, evitando o isolamento de alguns. Deve incentivar questões de debates e atividades que possibilitem os alunos aproveitar ao máximo os recursos do ensino a distância.
 O Papel do Aluno
"Os estudantes preferem não estudar à distância". Simonsem (1955) A possibilidade disto acontecer entretanto torna o fato atraente por si só, embora o fato de ocorrer boa receptividade não quer dizer que tenha ocorrido aprendizagem.
Esta consideração inicial, destaca a situação colocada no incíco deste tema, em relação às atividades presenciais, telepresenciais e assíncronas:
a) Estudos realizados através de vários projetos, mostraram que o fato de ser utilizada uma videoconferência ou não, não era fator decisivo na aprendizagem. O mais importante era a qualidade do ensino, a motivação e as expectativas do aluno, o nível e a relevância do assunto, acesso a materiais de pesquisa e de suporte. Os professores relatam que, depois de acostumados, os alunos não se portam diferente que o normal, quando numa videoconferência. Os tímidos continuam tímidos. Quando há uma explanação prévia do uso do recurso e dos objetivos , normalmente há uma boa aceitação. (BIC) Pode-se deduzir daí que o comportamento do aluno pouco se altera em relação ao ensino presencial, após o impacto inicial por ser uma atividade diferente.
b) Em situações assíncronas, a interatividade dar-se-á através da escrita:
o aluno deverá utilizar este meio para se fazer presente na atividade, expor suas opiniões, apresentar seus questionamentos, trocar informações com os colegas, etc. e por outro lado deverá ler, interpretar e analisar em igual intensidade. A própria escrita então excerce uma função de desenvolvimento, na medida em que o assunto deverá ser dominado, organizado, sintetizado e transmitido. Seria o autêntico aprender pelo fazer, preconizado por inúmeros autores. Deve ser levado ainda em consideração que, o fato de um aluno responder algo, não impede que outro responda esta mesma pergunta com a mesma resposta, como acontece muitas vezes em situações síncronas.
Também, o fato de não estar sendo visto, não inibe o aluno , diminuindo sua ansiedade.
Por outro lado, como suas respostas serão visualizadas por todos os colegas e pelo professor, há uma preocupação em torná-las mais elaboradas e fundamentadas e com uma boa construção.
No ambiente de ensino a distância  interacionista, os alunos, deixam de ser receptores passivos de informações, eles precisam ser construtores de conhecimento, passando a ser agentes de busca, seleção e assimilação das informações, tornando-se participantes ativos do curso, mas para isso, é necessário que desenvolvam algumas habilidades como:
 desenvolver sentimento de parceria;
 ter capacidade de contribuição;
 ser capaz de argumentar, questionar com propriedade, propor e contrapor com fundamentação;
 ser pesquisador e crítico;
 adotar e manter uma postura cordial, cooperativa e construtiva;
 estar atento ao desenvolvimento do trabalho;
 participar sempre que possível, e de forma ordenada objetivando contribuir e/ou sanar dúvidas.
Em síntese, este aluno deve estar consciente de que [BEH97] "o mundo moderno exige dos sujeitos uma formação que envolva raciocínio lógico, criatividade, espírito de investigação, diálogo com os autores, construção de textos próprios, capacidade produtiva e vivência de cidadania plena", e para isto, é fundamental que desempenhem um papel atuante na sua própria formação.
CONDIÇÕES NECESSÁRIAS PARA A INTERAÇÃO
Se por um lado o ensino a distância promove um conceito de autonomia por parte do aluno, por outro lado aparece uma necessidade de interação e de contato aluno/aluno e de aluno/professor. A concepção então de que ensino é um processo social que requer uma interação intensiva entre professor e alunos, pode ser ampliada para um processo social que requer interação para a expressão, validação e auto desenvolvimento do conhecimento. Em outras palavras, de alguma maneira os alunos devem estar conectados (interagindo) para receber apoio e feed back, com o intuito de se manterem motivados.
Ao se falar de interatividade e implicações pedagógicas, é importante analisar esta interatividade em duas situações: síncrona e assíncrona.
Numa situação síncrona, por exemplo numa videoconferência, ocorrem similaridades com situações presenciais e conseqüentemente podem ocorrer os mesmos vícios. A abordagem deverá ser feita, então, de uma maneira muito mais próxima àquelas de uma aula presencial, levando em conta as dificuldades técnicas, por exemplo, de qualidade de som e de imagem
EXERCÍCIO
Já numa situação assíncrona, o contexto é totalmente diferente e em consequência, aluno e professor desenvolvem posturas e sentimentos diferentes e as vezes nunca anteriormente exercitados.
É importante neste processo dinâmico de aprender pesquisando, utilizar todos os recursos, todas as técnicas possíveis, vale a pena descobrir as competências dos alunos, que contribuições podem dar ao curso. Não deve ser imposto um projeto fechado de curso, mas um programa com as grandes diretrizes delineadas e onde vão sendo construídos os caminhos de aprendizagem em cada etapa, estando atentos - professor e alunos - para avançar da forma mais rica possível em cada momento.
Quando se pensa em ambiente ensino/aprendizagem, pensa-se logo em professor/aluno. No entanto, as inúmeras condições que se fazem necessárias, como por exemplo, as atividades de gerenciar e manter o ambiente de ensino a distância. Esta a atividade não cabe nem ao professor, nem ao aluno. Esta estrutura de ensino a distância é composta de diversas ferramentas:
Ferramentas de configuração de curso
Ferramentas para apoio ao aluno
ferramentas de suporte a àdministração
Um ambiente de aprendizagem deve oferecer aos alunos, além do material didático, os seguintes recursos:
Acesso ao materiais de apoio
Organização na estruturação de organização do material
Espaço para colaboração entre os alunos entre professores e alunos
Espaço para acompanhamento do progresso do aprendizado
Aos professores o ambiente de aprendizagem a distância deve oferecer:
Facilidade de disposição do material didático
Recursos para o gerenciameno da turma
Recursos para o contato com os alunos
Formas de acompanhamento do progresso dos alunos
Para efetivar uma interação de qualidade é necessário que estas ferramentas estejam organizadas e estruturadas de maneira acessível aos professores e alunos.
EXERCÍCIO
A motivação é importante em qualquer ambiente de ensino, mas é critico no ensino a distância. Keller (Packard) apresentou o modelo ARCS de motivação , que enfatiza:
Atenção: que pode ser estimulada através da apresentação de novidades, surpresas, fatos inusitados, etc. A curiosidade pode ser estimulada pela apresentação de questões ou problemas. É também aconselhável que haja variedade de abordagens durante uma aula, por exemplo, para manter o interesse. (Não deixá-la muito monótono)
Relevância: Deve ser destacada a relevância do assunto, com o uso de exemplos concretos e familiares, o objetivo da aula e a utilidade do conhecimento. . O uso de experiências e valores conhecidos também é importante.
Confiança: A confiança pode ser desenvolvida através da possibilidade do aluno obter sucesso. Devem ser apresentados desafios que permitam sucessos significativos decorrentes do esforço e da aprendizagem, ou seja, o aluno deve verificar uma relação direta entre seu esforço e seu sucesso. O professor deve gerar expectativas positivas além de fornecer feedback e suporte para o aluno. O professor pode ainda auxiliar o aluno a estimar sua probabilidade de sucesso, através da análise de seu esforço e outros critérios de avaliação.
Satisfação: A possibilidade de utilizar o conhecimento ou a habilidade recém adquiridos, seja em situação real ou em uma simulação, oferece um bom feedback e reforço para o aluno, correspondendo às suas expectativas.
Experiências mostram que o envolvimento ativo tem um efeito estimulante sobre a aprendizagem. A interação deve ser buscada pelo professor de acordo com os objetivos do tema, de uma maneira planejada e não somente porque existem recursos para tal.
A interatividade pode ser estimulada através de questões dirigidas, colocações provocativas e direcionamento da discussão. Devem ser colocadas metas para a atividade. Por exemplo, um debate sobre um ponto de vista e a produção de um pequeno material .

É importante que haja uma possibilidade de comunicação (e-mail, p.ex) para formulação de perguntas ou considerações que não foram feitas durante a atividade. Em síntese, este aluno deve estar consciente de que [BEH97] "o mundo moderno exige dos sujeitos uma formação que envolva raciocínio lógico, criatividade, espírito de investigação, diálogo com os autores, construção de textos próprios, capacidade produtiva e vivência de cidadania plena", e para isto, é fundamental que desempenhem um papel atuante na sua própria formação. [BEH97]
 
Condições necessárias para a Interação
Se por um lado o ensino a distância promove um conceito de autonomia por parte do aluno, por outro lado aparece uma necessidade de interação e de contato aluno/aluno e de aluno/professor. A concepção então de que ensino é um processo social que requer uma interação intensiva entre professor e alunos, pode ser ampliada para um processo social que requer interação para a expressão, validação e auto desenvolvimento do conhecimento. Em outras palavras, de alguma maneira os alunos devem estar conectados (interagindo) para receber apoio e feed back, com o intuito de se manterem motivados.
Ao se falar de interatividade e implicações pedagógicas, é importante analisar esta interatividade em duas situações: síncrona e assíncrona.
Numa situação síncrona, por exemplo numa videoconferência, ocorrem similaridades com situações presenciais e conseqüentemente podem ocorrer os mesmos vícios. A abordagem deverá ser feita, então, de uma maneira muito mais próxima àquelas de uma aula presencial, levando em conta as dificuldades técnicas, por exemplo, de qualidade de som e de imagem.
Já numa situação assíncrona, o contexto é totalmente diferente e em consequência, aluno e professor desenvolvem posturas e sentimentos diferentes e as vezes nunca anteriormente exercitados.
É importante neste processo dinâmico de aprender pesquisando, utilizar todos os recursos, todas as técnicas possíveis, vale a pena descobrir as competências dos alunos, que contribuições podem dar ao curso. Não deve ser imposto um projeto fechado de curso, mas um programa com as grandes diretrizes delineadas e onde vão sendo construídos os caminhos de aprendizagem em cada etapa, estando atentos - professor e alunos - para avançar da forma mais rica possível em cada momento.
Quando se pensa em ambiente ensino/aprendizagem, pensa-se logo em professor/aluno. No entanto, as inúmeras condições que se fazem necessárias, como por exemplo, as atividades de gerenciar e manter o ambiente de ensino a distância. Esta a atividade não cabe nem ao professor, nem ao aluno. Esta estrutura de ensino a distância é composta de diversas ferramentas:
·               Ferramentas de configuração de curso
·               Ferramentas para apoio ao aluno
·               ferramentas de suporte a àdministração
Um ambiente de aprendizagem deve oferecer aos alunos, além do material didático, os seguintes recursos:
·               Acesso ao materiais de apoio
·               Organização na estruturação de organização do material
·               Espaço para colaboração entre os alunos entre professores e alunos
·               Espaço para acompanhamento do progresso do aprendizado
Aos professores o ambiente de aprendizagem a distância deve oferecer:
·               Facilidade de disposição do material didático
·               Recursos para o gerenciameno da turma
·               Recursos para o contato com os alunos
·               Formas de acompanhamento do progresso dos alunos
Para efetivar uma interação de qualidade é necessário que estas ferramentas estejam organizadas e estruturadas de maneira acessível aos professores e alunos.
A motivação é importante em qualquer ambiente de ensino, mas é critico no ensino a distância. Keller (Packard) apresentou o modelo ARCS de motivação , que enfatiza:
·                Atenção: que pode ser estimulada através da apresentação de novidades, surpresas, fatos inusitados, etc. A curiosidade pode ser estimulada pela apresentação de questões ou problemas. É também aconselhável que haja variedade de abordagens durante uma aula, por exemplo, para manter o interesse. (Não deixá-la muito monótono)
·                Relevância: Deve ser destacada a relevância do assunto, com o uso de exemplos concretos e familiares, o objetivo da aula e a utilidade do conhecimento. . O uso de experiências e valores conhecidos também é importante.
·                Confiança: A confiança pode ser desenvolvida através da possibilidade do aluno obter sucesso. Devem ser apresentados desafios que permitam sucessos significativos decorrentes do esforço e da aprendizagem, ou seja, o aluno deve verificar uma relação direta entre seu esforço e seu sucesso. O professor deve gerar expectativas positivas além de fornecer feedback e suporte para o aluno. O professor pode ainda auxiliar o aluno a estimar sua probabilidade de sucesso, através da análise de seu esforço e outros critérios de avaliação.
·                Satisfação: A possibilidade de utilizar o conhecimento ou a habilidade recém adquiridos, seja em situação real ou em uma simulação, oferece um bom feedback e reforço para o aluno, correspondendo às suas expectativas.
Experiências mostram que o envolvimento ativo tem um efeito estimulante sobre a aprendizagem. A interação deve ser buscada pelo professor de acordo com os objetivos do tema, de uma maneira planejada e não somente porque existem recursos para tal.
A interatividade pode ser estimulada através de questões dirigidas, colocações provocativas e direcionamento da discussão. Devem ser colocadas metas para a atividade. Por exemplo, um debate sobre um ponto de vista e a produção de um pequeno material .

É importante que haja uma possibilidade de comunicação (e-mail, p.ex) para formulação de perguntas ou considerações que não foram feitas durante a atividade. 

Tipos de variáveis

Variável é a característica de interesse que é medida em cada elemento da amostra ou população. Como o nome diz, seus valores variam de elemento para elemento. As variáveis podem ter valores numéricos ou não numéricos.
Variáveis podem ser classificadas da seguinte forma:
1.     Variáveis Quantitativas: são as características que podem ser medidas em uma escala quantitativa, ou seja, apresentam valores numéricos que fazem sentido. Podem ser contínuas ou discretas.
1.     Variáveis discretas: características mensuráveis que podem assumir apenas um número finito ou infinito contável de valores e, assim, somente fazem sentido valores inteiros. Geralmente são o resultado de contagens. Exemplos: número de filhos, número de bactérias por litro de leite, número de cigarros fumados por dia.
2.     Variáveis contínuas, características mensuráveis que assumem valores em uma escala contínua (na reta real), para as quais valores fracionais fazem sentido. Usualmente devem ser medidas através de algum instrumento. Exemplos: peso (balança), altura (régua), tempo (relógio), pressão arterial, idade.
2.     Variáveis Qualitativas (ou categóricas): são as características que não possuem valores quantitativos, mas, ao contrário, são definidas por várias categorias, ou seja, representam uma classificação dos indivíduos. Podem ser nominais ou ordinais.
1.     Variáveis nominais: não existe ordenação dentre as categorias. Exemplos: sexo, cor dos olhos, fumante/não fumante, doente/sadio.
2.     Variáveis ordinais: existe uma ordenação entre as categorias. Exemplos: escolaridade (1o, 2o, 3o graus), estágio da doença (inicial, intermediário, terminal), mês de observação (janeiro, fevereiro,..., dezembro).
As distinções são menos rígidas do que a descrição acima insinua.
Uma variável originalmente quantitativa pode ser coletada de forma qualitativa.
Por exemplo, a variável idade, medida em anos completos, é quantitativa (contínua); mas, se for informada apenas a faixa etária (0 a 5 anos, 6 a 10 anos, etc...), é qualitativa (ordinal). Outro exemplo é o peso dos lutadores de boxe, uma variável quantitativa (contínua) se trabalhamos com o valor obtido na balança, mas qualitativa (ordinal) se o classificarmos nas categorias do boxe (peso-pena, peso-leve, peso-pesado, etc.).
Outro ponto importante é que nem sempre uma variável representada por números é quantitativa.
O número do telefone de uma pessoa, o número da casa, o número de sua identidade. Às vezes o sexo do indivíduo é registrado na planilha de dados como 1 se macho e 2 se fêmea, por exemplo. Isto não significa que a variável sexo passou a ser quantitativa!
Exemplo do ursos marrons (continuação):
No conjunto de dados ursos marrons, são qualitativas as variáveis sexo (nominal) e mês da observação (ordinal); são quantitativas contínuas as demais: idade, comprimento da cabeça, largura da cabeça, perímetro do pescoço, perímetro do tórax, altura e peso.
De acordo com a natureza das variáveis, estas podem ser classificadas como variáveis qualitativas ou quantitativas (variáveis categóricas versus numéricas).
As variáveis qualitativas integram os dados em categorias, podendo ser categorias ordenadas (como por exemplo a idade em classes etárias) ou categorias não-ordenadas (como por exemplo o género)
As variáveis quantitativas apresentam os dados sob a forma de dados numéricos, podendo ser dados numéricos discretos (que originam as variáveis numéricas discretas, como por exemplo a idade) ou dados numéricos contínuos (correspondendo assim a variáveis numéricas contínuas, como por exemplo o peso e a altura).
De acordo com os níveis de medida
As variáveis podem ainda ser classificadas por níveis de medida,
nomeadamente, em variáveis nominais/ categóricas, ordinais, intervalares e proporcionais/ razão.
As variáveis nominais ou categóricas correspondem às variáveis qualitativas em que os dados organizados em categorias não ordenadas, como ocorre por exemplo com o género, o estado civil e o tipo de habitação dos inquiridos.
As variáveis ordinais apresentam os dados em categorias ordenadas, mas nas quais o nível de ordenação (isto é, a diferença entre os valores das categorias) não tem de ser igual, como por exemplo o nível de escolaridade e o grau de satisfação face a determinada situação.
As variáveis intervalares integram dados quantitativos, numa escala numérica com intervalos iguais (ao contrário das variáveis ordinais), como por exemplo a temperatura.
As variáveis proporcionais/ razão apresentam uma escala numérica de dados quantitativos com uma origem fixa, como é o caso da idade e do rendimento mensal dos inquiridos.
Nota: Na análise estatística esta distinção entre variáveis intervalares e proporcionais não se torna relevante, ainda mais na categorização ao nível do SPSS – o programa assume ambos os tipos de variáveis como variáveis numéricas e escalas.
De acordo com a sua função na análise dos dados:
Analisando a função das variáveis na análise dos dados, estas podem ser nomeadas como variáveis independentes, dependentes ou variáveis a controlar (co-variante).
A variável independente corresponde à variável que é manipulada pelo investigador para avaliar o seu efeito que ela exerce sobre uma outra variável; a variável independente pode ser também designada por variável preditora na medida em que prediz o comportamento de outra variável. Por exemplo, num estudo sobre a adaptação dos idosos à institucionalização, o tipo de instituição, o sexo e a idade dos inquiridos serão variáveis independentes da análise.
A variável dependente é a variável que sofre os efeitos da variável independente, no mesmo exemplo corresponde ao grau de adaptação dos idosos institucionalizados; esta pode ser também designada por variável de resultado.

A variável a controlar, ou co-variante, refere-se à variável que é controlada numa análise de forma a se evitar a sua influência nos resultados, como pode acontecer por exemplo com o nível de escolaridade.