quarta-feira, 10 de abril de 2019

ESTUDO DAS CÉLULAS EUCARIOTAS


INTRODUÇÃO

As Células eucariontes apresentam duas partes bem distintas, o citoplasma e o núcleo, entre as quais as moléculas transitam nos dois sentidos. São maiores de que as células procariontes e de estrutura muito mais complexa. A riqueza em membranas das células eucariontes é a sua característica mais importante. Essa classe celular se trata de um modelo muito mais complexo e, em regra, maior que seu antecessor, o dos procariontes.


ESTUDO DAS CÉLULAS EUCARIOTAS
A palavra eucarionte significa núcleo verdadeiro e é exatamente isso que pode-se ver nessas estruturas. As células eucarióticas possuem o material genético compartimentado, ou seja, ele é envolto por uma membrana denominada carioteca que o separa do citoplasma. Essa classe celular se trata de um modelo muito mais complexo e, em regra, maior que seu antecessor, o dos procariontes. São células com várias organelas membranosas e não membranosas estruturadas de maneira a cada organela desempenhar determinada função. Assim, em uma analogia a uma indústria ou empresa, as células eucarióticas possuem diversos departamentos bem estruturados e separados um do outro.
Exemplo de célula eucariótica. Ilustração: sanjayart / Shutterstock.com [adaptado].
Certo, mas como surgiram essas células? Em resumo, acredita-se que os eucariontes são derivados dos procariontes por meio da endossimbiose. Isso significa a internalização de uma célula em outra que passou a desempenhar determinada função. Por essa relação ter proporcionado algumas vantagens adaptativas para ambas, ela se perdurou ao longo da história evolutiva, sendo herdada de geração em geração. Além disso, o que também deve ter ocorrido é a invaginação da membrana plasmática formando um bolsão que, então, adotou alguma função, como por exemplo, a digestão intracelular.
As células eucarióticas pertencem a indivíduos de diversos grupos, como fungos, plantas e animais. Elas podem ser de muitos tipos, como células musculares, do sistema nervoso, reprodutivas, entre diversos outros. A organização estrutural dos organismos também é bastante diversa, eles podem ser unicelulares, como os protozoários, e também pluricelulares, como os animais. No caso dos seres pluricelulares, uma mesma célula dá origem a muitas outras pela divisão celular. Essas iniciais, sem diferenciação alguma, são denominadas células totipotentes. Em seguida, ocorre um processo geneticamente determinado, no qual cada uma delas assume determinada configuração interna e forma, para, então, desempenhar alguma função no organismo. Esse processo é conhecido como diferenciação celular, e é por causa dele que é possível a existência de organismos tão complexos e organizados.
A configuração celular interna dos eucariontes, assim como a da maioria das células, é bastante variável em função do tipo ou função da célula. Outro fator que influencia na quantidade e em quais organelas estarão presentes nas células é a qual grupo o organismo pertence. Entretanto, de maneira geral, imersos no citoplasma, entre a membrana plasmática e a carioteca, é bastante comum estarem presentes mitocôndriascomplexo de Golgilisossomoperoxissomoretículos endoplasmáticosribossomos e, nos fotossintetizantescloroplastos.
Enfim, as células eucariontes são estruturas complexas e com a presença de diversas membranas biológicas, possuem configurações internas variadas e formam indivíduos de diversos grupos. Nesse sentido, os organismos pertencentes aos reinos animal, vegetal, fungi e protista são compostos por essa classe celular.
Células Procariontes
As células procariontes ou procarióticas, também chamadas de protocélulas, são muito diferentes das eucariontes. A sua principal característica é a ausência de carioteca individualizando o núcleo celular, pela ausência de alguns organelas e pelo pequeno tamanho que se acredita que se deve ao fato de não possuírem compartimentos membranosos originados por evaginação ou invaginação. Também possuem DNA na forma de um anel não-associado a proteínas (como acontece nas células eucarióticas, nas quais o DNA se dispõe em filamentos espiralados e associados à histonas).
Estas células são desprovidas de mitocôndrias, plastídeos, complexo de Golgi, retículo endoplasmático e sobretudo cariomembrana o que faz com que o DNA fique disperso no citoplasma.
A este grupo pertencem seres unicelulares ou coloniais:
·         Bactérias
·         Cianofitas (algas cianofíceas, algas azuis ou ainda Cyanobacteria)
Células incompletas
As bactérias dos grupos das rickettsias e das clamídias são muito pequenas, sendo denominadas células incompletas por não apresentarem capacidade de auto-duplicação independente da colaboração de outras células, isto é, só proliferarem no interior de outras células completas, sendo, portanto, parasitas intracelulares obrigatórios.
Diferente dos vírus por apresentarem:
·         conjuntamente DNA e RNA;
·         parte da máquina de síntese celular necessária para reproduzirem-se;
·         uma membrana semipermeável, através da qual realizam as trocas com o meio envolvente.
Obs.: já foram encontrados vírus com DNA, adenovirus, e RNA, retrovírus, no entanto são raros, os vírus que possuem DNA e RNA simultaneamente.




CONCLUSÃO

Conclui-se que a palavra eucarionte significa núcleo verdadeiro e é exatamente isso que pode-se ver nessas estruturas. As células eucarióticas possuem o material genético compartimentado, ou seja, ele é envolto por uma membrana denominada carioteca que o separa do citoplasma. Essa classe celular se trata de um modelo muito mais complexo e, em regra, maior que seu antecessor, o dos procariontes.


BIBLIOGRAFIA

Carvalho, H.F. A Célula. Editora Manole. 3ª Edição. 672 páginas. 2013.
Junqueira, L. C. & Carneiro, J. Biologia Celular e Molecular. 9ª Edição. Editora Guanabara Koogan. 338 páginas. 2012.
Lopes, S. Bio – Volume Único. 1ª Edição. São Paulo: Editora Saraiva. 606 páginas. 2004.
"Células Eucariontes e Procariontes" em Só Biologia. Virtuous Tecnologia da Informação, 2008-2019. Consultado em 23/03/2019.


ÉTICA E A EDUCAÇÃO MORAL E CÍVICA


INTRODUÇÃO

Ética é o nome dado ao ramo da filosofia dedicado aos assuntos morais. A palavra ética é derivada do grego, e significa aquilo que pertence ao carácter. Num sentido menos filosófico e mais prático podemos compreender um pouco melhor esse conceito examinando certas condutas do nosso dia a dia, quando nos referimos por exemplo, ao comportamento de alguns profissionais tais como um médico, jornalista, advogado, empresário, um político e até mesmo um professor.





ÉTICA E A EDUCAÇÃO MORAL E CÍVICA
Ética é, na filosofia, o estudo do conjunto de valores morais de um grupo ou indivíduo. A palavra "ética" vem do grego ethos e significa caráter, disposição, costume, hábito. Na filosofia clássica, a ética não se resumia à moral (entendida como "costume", ou "hábito", do latim mos, mores), mas buscava a fundamentação teórica para encontrar o melhor modo de viver e conviver, isto é, a busca do melhor estilo de vida, tanto na vida privada quanto em público.
 A ética incluía a maioria dos campos de conhecimento que não eram abrangidos na físicametafísicaestética, na lógica, na dialética e nem na retórica. Assim, a ética abrangia os campos que atualmente são denominados antropologiapsicologiasociologiaeconomiapedagogia, às vezes política, e até mesmo educação física e dietética, em suma, campos direta ou indiretamente ligados ao que influi na maneira de viver ou estilo de vida. Um exemplo desta visão clássica da ética pode ser encontrado na obra Ética, de Spinoza. Os filósofos tendem a dividir teorias éticas em três áreas: meta ética, ética normativa e ética aplicada.
Porém, com a crescente profissionalização e especialização do conhecimento que se seguiu à revolução industrial, a maioria dos campos que eram objeto de estudo da filosofia, particularmente da ética, foram estabelecidos como disciplinas científicas independentes. Assim, é comum que atualmente a ética seja definida como "a área da filosofia que se ocupa do estudo das normas morais nas sociedades humanas" e busca explicar e justificar os costumes de um determinado agrupamento humano, bem como fornecer subsídios para a solução de seus dilemas mais comuns. Neste sentido, ética pode ser definida como a ciência que estuda a conduta humana e a moral é a qualidade desta conduta, quando julga-se do ponto de vista do Bem e do Mal.
Ética, como um conceito, diferencia-se da moral pois, enquanto esta se fundamenta na obediência a costumes e hábitos recebidos, a ética, ao contrário, busca fundamentar as ações morais exclusivamente pela razão. A ética também não deve ser confundida com a lei, embora com certa frequência a lei tenha como base princípios éticos. Ao contrário do que ocorre com a lei, nenhum indivíduo pode ser compelido, pelo Estado ou por outros indivíduos, a cumprir as normas éticas, nem sofrer qualquer sanção pela desobediência a estas; por outro lado, a lei pode ser omissa quanto a questões abrangidas no escopo da ética.
Termo
Em seu sentido mais abrangente, o termo "ética" implicaria um exame dos hábitos da espécie humana e do seu caráter em geral, e envolveria até mesmo uma descrição ou história dos hábitos humanos em sociedades específicas e em diferentes épocas. Um campo de estudos assim seria obviamente muito vasto para poder ser investigado por qualquer ciência ou filosofia particular. Além disso, porções desse campo já são ocupadas pela história, pela antropologia e por algumas ciências naturais particulares (como, por exemplo, a fisiologia, a anatomia e a biologia),se considerarmos que o pensamento e a realização artística são hábitos humanos normais e elementos de seu caráter.
No entanto, a ética, propriamente dita, restringe-se ao campo particular do caráter e da conduta humana à medida que esses estão relacionados a certos princípios – comumente chamados de "princípios morais". As pessoas geralmente caracterizam a própria conduta e a de outras pessoas empregando adjetivos como "bom", "mau", "certo" e "errado". A ética investiga justamente o significado e escopo desses adjetivos tanto em relação à conduta humana como em seu sentido fundamental e absoluto.
Actualmente a Educação Moral e Cívica é uma das maiores preocupações dos sistemas de educação e ensino. Embora nunca perdeu o seu valor, sim foi relegada a um segundo plano em muitas das ocasiões.
Na nossa realidade actual, contemplando as dores e os sofrimentos dos nossos irmãos na sua luta pela vida, pelo desenvolvimento, podemos ter a tentação de procurar a causa da corrupção social existente no fenómeno, felizmente ultrapassado, da guerra. Não podemos esquecer que vivemos numa sociedade inserida na totalidade do mundo actual, deste nosso planeta que cada dia se torna mais pequeno. Habitamos num mundo ao qual podemos chamar “aldeia global” onde a comunicação torna-nos próximos, e por isso interdependentes.
Os avanços da técnica e das ciências obrigam-nos a preparar o homem e a mulher actual para assumir a existência com a maior e melhor lucidez e responsabilidade. Capacita-los para enfrentar os desafios actuais e serem pessoas em contínua reciclagem, numa atitude aberta e flexível por um lado, e sólida e permanente por outro, com capacidade de compromisso e de solidariedade.
Vivemos numa época de relativismo, uma época light, época desvirtualizada, na qual tudo serve e tudo é aceitável. O pensamento actual é um pensamento frágil incapaz de responder aos grandes interrogantes que se apresentam nas suas mesmas descobertas. Época da globalização na qual a pessoa é cidadã do mundo. O nosso país é parte dessa realidade cósmica; “…por essa razão, é importante que os actuais avanços políticos, económicos e institucionais da Nação, se façam sentir também no plano social e no plano da mudança de mentalidade.
O Estado deve ser um agente dinamizador da transformação espiritual no resgate dos valores éticos e morais que, ao longo dos muitos anos de conflito, deram lugar a uma mentalidade imediatista e egoísta no seio da nossa sociedade… Nenhum esforço é demasiado, para resgatar a dignidade e a integridade moral e espiritual das nossas famílias”.
Época em que partilhamos duma neo-cultura, por vezes imposta, - a maneira duma neo-colonização -, ao mesmo tempo que se faz sentir o reclame do próprio, do particular, do tradicional. “…É preciso rever certos hábitos e tradições, principalmente no contexto da vida urbana, para defender sem reservas o estatuto da família bem estruturada, onde predomine o amor a compreensão e o respeito recíproco, a cooperação e a igualdade de direitos, e se aceite a reprodução planeada e a paternidade responsável”.
Vamos encontrando-nos com pessoas desenraizadas que nada sabem de si. E, outras que, conhecendo a cultura do seu povo, vivem de costas ao novo emergir desta nova humanidade. Época dos prefabricados, do nada duradoiro, em que os valores perseguidos são: a eficácia, o dinheiro, o prazer, a comodidade, a eficiência, a produção... Época dum neo-liberalismo. Época em que se quer implantar o sistema democrático como sistema de governo mais aceitável e, ao mesmo tempo, presenciamos as grandes neo-ditaduras que nos deixam incapacitados para faze-las frente.
Preparar o homem e a mulher de hoje para enfrentar esta nova situação é o desafio que se apresenta aos Estados, á sociedade, á família, daí que a Educação Moral e Cívica é uma necessidade imperiosa.
A educação moral não tem porque ser necessariamente uma imposição heterónima de valores e normas de comportamento, mas também não se reduz á aquisição de habilidades pessoais para adoptar decisões puramente objectivas.
Pretende colaborar com os jovens para facilitar-lhes o desenvolvimento e a formação de todas aquelas capacidades que intervêm no juízo e na acção moral a fim de que sejam capazes de orientar-se de maneira racional e autónoma naquelas situações que lhes apresentem um conflito de valores. Precisamente, a Educação Moral supõe orientar-se autonomamente em situações de conflito de valores, pelo que não pode ser considerada como prática inculcadora de valores. 








CONCLUSÃO

A ética se refere ao conjunto de valores que guiam determinado grupo ou cultura. Sendo assim, ela norteia o caráter das pessoas, e como elas irão se portar no meio social. Apesar disso, a ética não deve ser confundida com a lei, pois pessoas não sofrem sansões ou penalidades do Estado por não cumprirem normas éticas. O conceito de ética também pode significar o conhecimento extraído da investigação do comportamento humano ao tentar explicar as regras morais de forma racional. Sendo assim, a ética pode refletir e questionar valores morais. Moral é o conjunto de regras que orientam o comportamento do indivíduo dentro de uma sociedade. Ela pode ser adquirida através da cultura, da educação, da tradição e do cotidiano. Tais regras norteiam os julgamentos de cada indivíduo sobre como agir, de acordo com o que foi previamente aceito como norma entre determinado grupo.



REFERÊNCIAS BIBLIOGÁFICAS

1.    APPLE, Michel W. Conhecimento Oficial: A Educação democrática numa Era conservadora. Petrópolis: Vozes, 1999.
2.    CARVALHO, José Murilo. Forças Armadas e Política no Brasil. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.
3.    «Ethics: an overview» (em inglês). Cornell University of Law School. Consultado em 06 de Abril de 2019.
4.    Gilles Deleuze, Espinosa: Filosofia Prática, p.23-35. Editora Escuta
5.    «O que é Ética». Consultado em 06 de Abril de 2019.
6.    Ethics, in The Encyclopaedia Britannica: a dictionary of arts, sciences, literature and general information. 11.ª ed. New York, 1911. pp. 808-845.



geometria de mange

INTRODUÇÃO

O presente trabalho visa abordar sobre geometria de Monge, em que primeiramente é necessário sabermos praticamente o que é a geometria para o melhor entendimento. Geometria descritiva é uma ciência que estuda os métodos de representação gráfica das figuras espaciais sobre um plano. Resolve problemas como: construção de vistas, obtenção das verdadeiras grandezas de cada face do objeto através de métodos descritivos e também a construção de protótipos do objeto representado. A Geometria Descritiva deu um grande impulso à indústria, e foi exatamente por esse motivo que, seu criador, Gaspar Monge se dedicou a esse estudo.


GEOMETRIA DE MANGE
A Geometria Descritiva é a parte da matemática aplicada que tem como objetivo representar sobre o plano as figuras do espaço, ou seja, resolver problemas de três dimensões em duas dimensões. Para conseguir esse objetivo, são usados processos construtivos que permitem representar, no plano, a figura espacial de tal maneira que, todo problema relativo a essa figura se possa interpretar sobre sua representação plana. Gaspard Monge, criador da Geometria Descritiva, a definiu como sendo a parte da Matemática que tem por fim representar sobre um plano as figuras do espaço, de modo a poder resolver, com o auxílio da Geometria Plana, os problemas em que se consideram as três dimensões.
O SURGIMENTO DA GEOMETRIA DESCRITIVA
A Geometria Descritiva surgiu no século XVII. É uma ciência que estuda os métodos de representação gráfica das figuras espaciais sobre um plano. Resolve problemas como: construção de vistas, obtenção das verdadeiras grandezas de cada face do objeto através de métodos descritivos e também a construção de protótipos do objeto representado. A Geometria Descritiva deu um grande impulso à indústria, e foi exatamente por esse motivo que, seu criador, Gaspar Monge se dedicou a esse estudo.
O QUE É A PROJEÇÃO DE UM PONTO
Projeção de um ponto sobre um plano é o “pé” da perpendicular ao plano conduzido pelo ponto. O plano é dito plano de projeção e a reta é a reta projetante do ponto. Porém no espaço um ponto não está bem determinado apenas com uma projeção. Então mostramos como se determina um ponto A através do método das projeções de Monge.
QUEM FOI GASPARD MONGE
Gaspard Monge (1746 a 1818) foi um sábio desenhista francês, figura política do final do século XVIII e início do século XIX, um dos fundadores da Escola Politécnica Francesa, criador da Geometria Descritiva e grande teórico da Geometria Analítica, ele pode ser considerado o pai da Geometria Diferencial de curvas e superfícies do espaço.
Monge foi professor da Escola Militar de Meziéres e da Escola Politécnica de Paris, onde teve como discípulos e seguidores de sua obra Jean Pierre Hachette, Barnabé Busson, Jean Victor Poncelet, Charles Dupin, Michel Chasles, Theodore Oliver, C.F. Leroy, Jules de La Gourmiere e Victor Amadeé Macleim, tendo este último exercido o magistério no último quartel do século XIX. Gaspar Monge aprimorou uma técnica de representação gráfica já iniciada pelos egípcios que representavam apenas: a planta, a elevação e o perfil. Esse interesse em estudar essa técnica resultou de impulsos patrióticos que visavam tirar a França da dependência da indústria estrangeira.
MÉTODO DE MONGE
É um método criado por Gaspard Monge que utiliza dois Planos de projeção perpendiculares entre si (plano horizontal e plano vertical) e ilimitados onde são feitas as projeções das figuras que se quer representar em duas dimensões.
PLANOS DE PROJEÇÃO
Planos de projeção são dois planos perpendiculares entre si; um deles chama-se plano horizontal e o outro plano vertical. Os dois planos são ilimitados em todos os sentidos. Chama-se Linha de Terra - LT (ou xy) a interseção dos dois planos.
Os ângulos diedros são ângulos formados por duas faces planas. Portanto os dois planos de projeção formam quatro ângulos diedros retos I, II, III e IV.
O 1° diedro é formado pelos semi-planos: Superior Vertical (S.V.) e Anterior Horizontal (A.H.), denotado pelo número romano I.
O 2° diedro é formado pelos semi-planos: Superior Vertical (S.V.) e Posterior Horizontal (P.H.), denotado pelo número romano II.
O 3° diedro é formado pelos semi-planos: Inferior Vertical (I.V.) e Posterior Horizontal (P.H.), denotado pelo número romano III.
O 4° diedro é formado pelos semi-planos: Inferior Vertical (I.V.) e Anterior Horizontal (A.H.), denotado pelo número romano IV.

ÉPURA
Épura é a representação de uma figura do espaço pelas suas projeções no plano. O interessante da épura é observar a figura no plano e imaginar como essa figura se apresenta no espaço. OBTENÇÃO DA ÉPURA Para obter a épura, gira-se o Plano Vertical de Projeção (PV) em torno da Linha de Terra no sentido horário, de tal forma que este coincida com o Plano Horizontal de Projeção (PH). Esta nova representação recebe o nome de épura.
OBTENÇÃO DA ÉPURA
Para obter a épura, gira-se o Plano Vertical de Projeção (PV) em torno da Linha de Terra no sentido horário, de tal forma que este coincida com o Plano Horizontal de Projeção (PH). Esta nova representação recebe o nome de épura.
CONCLUSÃO

Monge foi professor da Escola Militar de Meziéres e da Escola Politécnica de Paris, onde teve como discípulos e seguidores de sua obra Jean Pierre Hachette, Barnabé Busson, Jean Victor Poncelet, Charles Dupin, Michel Chasles, Theodore Oliver, C.F. Leroy, Jules de La Gourmiere e Victor Amadeé Macleim, tendo este último exercido o magistério no último quartel do século XIX.
Gaspar Monge aprimorou uma técnica de representação gráfica já iniciada pelos egípcios que representavam apenas: a planta, a elevação e o perfil. Esse interesse em estudar essa técnica resultou de impulsos patrióticos que visavam tirar a França da dependência da indústria estrangeira.


REFRÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ASENSI, Isquierdo (1990). Geometria Descriptiva. Madrid.
CHAPUT, Frére Ignace. Elementos de Geometria Descritiva. F. Briguiet e Cia, Rio de Janeiro (1963).
MACHADO, Ardevan (1986). Geometria Descritiva. São Paulo : Projeto Editores Associados, 26° ed. 306 p.
PRÍNCIPE Jr. Geometria Descritiva. V. 1 e 2.
«Gaspard Monge». UFCG. dec.ufcg.edu.br. Consultado em 02 de Abril de 2019
O'Connor, John J.; Robertson, Edmund F., "Gaspard Monge", MacTutor History of Mathematics archive, University of St Andrews.
«Gaspard Monge». Porto Editora. Infopédia. Consultado em 02 de Abril de 2019

O que os bebes pensam?


O que os bebes pensam?
Nos últimos trinta anos, as descobertas entorno da ciência do desenvolvimento mudaram completamente a concepção sobre as crenças acerca da potencialidade mental na primeira infância. Se antes, os cientistas achavam que os bebês eram quase irracionais, atualmente acredita-se que eles têm uma capacidade cognitiva semelhante à dos maiores gênios da história.
Isso porque, segundo a psicóloga Alison Gopnik , as pesquisas têm desenvolvido linhas alternativas para investigar essa atividade cerebral, já que os bebês não conseguem se expressar por meio da fala.
A especialista, que apresentou uma palestra sobre o tema no TED, versão completa abaixo, garante que bebês de dezoito meses são capazes de refletir sobre o que o outro ser humano está pensando. A conclusão veio de um experimento simples, feito por ela e uma aluna.
A experiência consistia em oferecer dois pratos de comida a bebês de 15 e 18 meses. Um contendo brócolis cru e outro com bolachas saborosas e decoradas em formato de peixinho.
A aluna simulava para alguns grupos de bebês a preferência por determinado alimento. Para outro grupo, sinalizava outro. O que elas constataram foi que enquanto o grupo de bebês de 15 meses não compreendia a preferência pelo brócolis (já que na percepção deles, o biscoito é mais saboroso), os de 18 entregavam, quando solicitado, o alimento favorito da interlocutora. Ou seja, compreendiam que outros seres humanos pensam de forma diferente e trabalham para ajudá-las a realizar o seu desejo.
“Há duas coisas impressionantes em relação a isto. A primeira é o fato de estes bebês de 18 meses terem já descoberto esta verdade profunda da condição humana: que nem sempre queremos as mesmas coisas. E mais, eles sentiram que deviam fazer o possível de forma a ajudar outras pessoas a terem o que queriam. Mas mais impressionante, o fato de os bebês de 15 meses não terem feito isto indica que os bebês de 18 meses aprenderam esta profunda verdade da natureza humana nos três meses que passaram depois de fazerem 15 meses”, afirmou a pesquisadora.
Em outro estudo, verificou que crianças de quatro anos de idade fazem, internamente, complexos cálculos de probabilidade e são melhores em descobrir uma hipótese improvável do que adultos perante a mesma tarefa.
Em síntese, Alison Gopnik defende que os bebês e as crianças pequenas têm dificuldade em focar a atenção em uma única fonte de informação, mas têm uma capacidade incrível de absorver aprendizados de várias fontes, sem limitar a experiência, como os adultos geralmente fazem.
A Brincadeira
No que se refere à brincadeira, para definirmos a brincadeira infantil ressaltamos a importância dela para a criança nos aspectos físicos, social, cultural, afetivo, emocional e cognitivo. A brincadeira é uma das etapas essencial para o desenvolvimento da criança, e na brincadeira que a criança aprenderá sua relação com o outro e o meio, a brincadeira é uma ação que imobiliza todo o processo de desenvolvimento da criança, ela cria sua linguagem de comunicação.
A criança vê a brincadeira de forma diferente do adulto, para elas muitas vezes não é um simulador da realidade, tanto que Piaget (1971) apud Kishimoto (2001) afirma “quando brinca, a criança assimila o mundo à sua maneira sem compromisso com a realidade, pois sua interação como o objeto não depende da natureza do objeto mais da função que a criança lhe atribui”. Desse modo, o objeto para a criança passa a ser o que ela quer que seja na hora da brincadeira, mando assim, sua liberdade.
Ainda na brincadeira, a criança estimula suas aptidões e criação acerca da compreensão da realidade. No momento que a criança está brincando seu envolvimento está atrelado a sua vivencia diária a sua ação na brincadeira torna-se um alicerce daquilo que virá ser futuramente como sujeito. Nas brincadeiras as crianças podem desenvolver algumas capacidades importantes, tais como a atenção, a imitação, a memória, a imaginação.
Amadurecem também algumas capacidades de socialização, por meio da interação e da utilização e experimentação de regras e papéis sociais. (BRASIL, 1998, p. 22) A criança quando brinca ela projeta aquilo que vê em seu cotidiano o seu comportamento frente à brincadeira é espontâneo, oras brinca de mamãe e filhinha e ao mesmo tempo muda sua ação brincando de médico, seu brincar é flexível.
No que refere se ao desenvolvimento infantil à brincadeira não estruturada oferece contribuição em vários aspectos para o futuro da criança em desenvolvimento. Teles (1999, p.15) diz que a criança reproduz na brincadeira a sua própria vida. Por meio dela, ela constrói o real, delimita os limites frente ao meio e o outro e sente o prazer de atuar ante as situações.
O papel do professor e proporcionar esse momento, cabe a ele mediar e participar somente se for convocado pela criança, sendo que o professor será um observador do brincante. De acordo com Teles (1997, p. 15) “a brincadeira tem um sentido de suma importância para a criança para sua formação de mais tarde ser um adulto feliz, criativo, equilibrado, aberto para a vida, o mundo e as pessoas”. Sendo assim, a brincadeira infantil é valorizada pela criança, pois é nesse momento que ela manifesta seu livre pensamento sem regras, são atos espontâneos, manifestações que surgem do seu interior e que ajuda no seu desenvolvimento e aprendizagem.
Desse modo à brincadeira na Educação Infantil é de suma importância para a criança, pois é nesse momento que se manifesta seu livre pensamento sendo eles atos espontâneos, manifestações que vem do interior desta e que ajudam no seu desenvolvimento e em sua aprendizagem.
As brincadeiras aprofundam, para a criança, a compreensão da realidade, ao mesmo tempo que estimulam a imaginação e condições básicas para se poder ser criativo. (TELES, 1997, p.21).
Percebemos que a brincadeira é uma situação privilegiada no processo da aprendizagem e desenvolvimento na Educação Infantil, alcançando níveis complexos até mesmo possibilitando a interação com o outro, podendo dar significado ao seu cotidiano onde existirão regras de convivência e a criança se adequará conforme a suas necessidades.
Conhecendo as crianças
Quem são as crianças? As crianças gostam de brincar? Onde acontece o brincar? Do que brincam? Como e com quem brincam? Quais os são os espaços de brincadeira para a criança viver sua infância na contemporaneidade? Estas indagações nos remete a considerar que cada criança é um ser único especial na sua amplitude em seu modo de ser e ver e rever o mundo que a cerca por meio da sua linguagem que é vivenciada pelo brincar.
Das crianças entrevistadas, 18 são do sexo masculino e 12 do sexo feminino, totalizando 30 crianças, com idade de 5 a 6 anos. Segundo Batista, (2009) As crianças de 4 a 6 anos se encontram no auge do jogo simbólico assim valorizar a capacidade de produção simbólica das crianças requer evidenciar a sua competência para construir sentidos sobre o mundo.
É preciso reconhecer suas formas específicas de ocupar e se apropriar dos espaços, entendendo a brincadeira como fundamental, tanto para a criança conhecer o mundo quanto reconhecer-se no mundo. Nessa perspectiva, é necessário desenvolver olhares atentos e uma escuta sensível e refinada para as brincadeiras, as relações entre crianças e adultos, as diferentes formas de ocupação e os sentidos estabelecidos.

ORGANIZAÇÃO INDUSTRIAL


ORGANIZAÇÃO INDUSTRIAL
Organização industrial é um campo da economia que estuda a estrutura e os limites entre as empresas e os mercados e as interações estratégicas das empresas. O estudo da organização industrial acrescenta ao modelo de concorrência perfeita atritos do mundo real, como informação limitadacustos de transação, custos do ajustamento de preços, intervenções do governo e barreiras à entrada de novas empresas num mercado que pode ser associado a concorrência imperfeita.
Em seguida, considera como as empresas estão organizadas e como eles competem. O assunto tem sido descrito como sendo referente a mercados que "não podem facilmente ser analisados usando o modelo competitivo padrão dos livros de texto." O desenvolvimento da organização industrial como um campo separado deveu muito a Edward ChamberlinEdward S. Mason e Joe S. Bain.
Há duas abordagens principais para o estudo da organização industrial. A primeira abordagem é essencialmente descritiva e fornece uma visão geral da organização industrial. O segundo, uma teoria de preço, usa modelos microeconômicos para explicar o comportamento e estrutura de mercado da firma no que respeita a interações estratégicas das firmas, a teoria dos jogos não-cooperativos tornou-se o método padrão unificador da análise.
Organização das empresas
A organização das empresas é um assunto há longo tempo estudado quer por autores nacionais, quer por autores estrangeiros. No caso particular das empresas de Construção Civil os estudos em língua portuguesa são no entanto muito raros. Apesar de poder ser considerada como indústria é grande a distância que separa o sector da Construção Civil dos restantes sectores industriais, nomeadamente o das indústrias transformadoras de produção em série. A principal razão para esse facto reside no carácter fixo das instalações produtivas das indústrias transformadoras e o carácter extremamente variável das equivalentes instalações no sector da construção civil. Nestas, as instalações produtivas finais são as obras propriamente ditas que obviamente variam permanentemente de local e tipo. A apoiar as obras, produzem-se trabalhos em estaleiros centrais, em unidades autónomas de produção (centrais de betão pronto, serralharias, carpintarias, …) e actualmente de uma forma muito intensa em pequenas unidades de fabrico de sub-empreiteiros.
Em qualquer organização, existem no entanto diversos aspectos que são perfeitamente repetitivos e que não dependem da estrutura produtiva. Estes situam-se essencialmente nas Direcções Comercial e Administrativa. É então na Produção que a Construção Civil se distingue. Tentaremos neste trabalho clarificar as principais especificidades das organizações das empresas de Construção Civil integrando-as devidamente em conceitos de carácter mais geral aplicáveis a todas as organizações.
Áreas de estudo
Organização industrial investiga os resultados dessas estruturas de mercado em ambientes com
·         Discriminação de preços
·         Diferenciação do produto
·         Bem duradouro
·         Mercado secundários ou mercados em segunda mão, que podem afetar o comportamento das empresas nos mercados primários.
·         Conluio
·         Sinais, tais como garantias e publicidade.
·         Fusões e aquisições
·         Entrada e saída em mercados
Uma estrutura de mercado competitivo tem o resultado de desempenho de custos e preços mais baixos, (pastor, w: 1997:4). O assunto tem um lado teórico e um lado prático. De acordo com um texto do livro: "em um plano, o campo é abstrato, um conjunto de conceitos analíticos sobre concorrência e monopólio. Em um segundo plano, o tema é sobre mercados reais, repleta de emoção e drama das lutas entre empresas reais" (Shepherd, w.; 1985; 1). O uso extensivo da teoria dos jogos na economia industrial levou à exportação desta ferramenta para outros ramos da microeconomia, tais como economia comportamental e finanças corporativas. A Organização industrial também tem tido impactos significativos práticos em direito antitrust e política de concorrência.

Tipos de organização empresarial
Cada empresa tem necessidades e particularidades próprias. Por isso, não há um modelo único de organização empresarial que atenda todas as empresas. Confira, a seguir, três tipos de organização e analise com cautela e precisão qual se adequá melhor à sua empresa.
Organização linear
Este é o tipo mais antigo de organização, além de ser o mais simples. Boa parte das empresas adotam esta organização na fase inicial, justamente pela facilidade de implantação. Seu formato é piramidal, já que as linhas de responsabilidades entre gestores e equipes tem sentido único e direto.
Neste tipo de organização, colaboradores recebem ordens e orientações somente de um único gestor que, por sua vez, recebe ordens de outro superior. A comunicação neste tipo de organização começa do alto escalão para a base da pirâmide e as decisões são centralizadas, pois existe apenas uma autoridade na organização.
Organização funcional
Neste tipo de organização, a base é a especialização e distinção das funções. Isso significa que um colaborador não terá somente um gestor para se reportar, mas vários — cada um de uma especialidade. Na organização funcional, uma especialidade não interfere na outra e as tomadas de decisão não são pautadas pela hierarquia.
Um gestor especialista em comunicação, por exemplo, não poderá tomar decisões sobre o financeiro, mesmo que este gestor de comunicação esteja há mais tempo na empresa.
Organização linha-staff
Esta organização é uma junção da organização linear e funcional, eliminando possíveis desvantagens e potencializando as características positivas dessas organizações. Na organização linha-staff, a hierarquia está presente ao mesmo tempo em que existem órgãos e setores especializados. De modo geral, esses setores podem ser divididos em dois tipos:
Órgãos de Linha: são aqueles que estão ligados à execução de tarefas e trazem características da organização linear;
Órgãos de Staff: são responsáveis por prestar assessoria e serviços especializados. Traz características da organização funcional.
Na Organização Linha-Staff existe uma combinação eficiente da hierarquia, autoridade e especialidades. Este tipo de organização permite que haja uma integração entre os colaboradores das mais diversas áreas. Estes são os três tipos mais utilizados nas empresas brasileiras e multinacionais. A sua empresa utiliza alguns dos modelos citados? Qual destes tipos de organização é o ideal para a sua empresa? Use o espaço abaixo para nos contar a sua experiência e a sua opinião sobre o tema. Se este conteúdo te ajudou de forma positiva, compartilhe-o em suas redes sociais.