quarta-feira, 4 de outubro de 2017

SÍFILIS

INTRODUÇÃO
O presente trabalho insere-se na pesquisa qualitativa sobre a sífilis, tema este que nos coloca das delimitações da disciplina de Técnica de Enfermagem. Com o propósito de melhor elucidação da matéria, como nos foi proposto o tema, pelo docente. O conceito diz nos que a sífilis é uma doença sistêmica infectocontagiosa, de evolução crônica, com erupção cutâneas transitórias, provocadas por uma espiroqueta. Sua evolução é caracterizada por estágio recente e tardia. A transmissão da sífilis adquirida é por via sexual, na região genitoanal, na quase totalidade dos casos, mas qualquer órgão do corpo humano pode ser afetado, inclusive o sistema nervoso central. Na sífilis congênita, há infecção fetal via hematogênica, em qualquer estágio gestacional ou período clínico da afecção materna. O contágio por transfusão sanguínea é incomum na atualidade. (BRASIL, 2010).



REVISÃO BIBLIOGRAFIA
SÍFILIS
Conceito
Sífilis é uma doença sexualmente transmissível causada pela subespécie pallidum da bactériaTreponema pallidum. Os sinais e sintomas variam dependendo de qual dos quatro estádios em que se manifestam: primário, secundário, latente ou terciário. O sintoma clássico do estádio primário é um sifiloma no local da infeção – uma úlcera na pele que é indolor, firme e não pruriginosa. No estádio secundário aparece uma erupção cutânea difusa, geralmente nas palmas das mãos e dos pés, e podem aparecer úlceras na boca ou na vagina. No estádio latente, que pode durar vários anos ou décadas, não se manifestam sintomas. No estádio terciário podem aparecer formações não cancerígenas denominadas gomas e sintomas neurológicos ou cardíacos. A sífilis pode causar sintomas semelhantes a várias outras doenças.
Em 2013 havia 315 000 pessoas infetadas com sífilis. Em 2010, a doença foi a causa de 113 000 mortes, uma diminuição em relação às 202 000 em 1990. Depois da prevalência ter diminuído drasticamente com a introdução da penicilina na década de 1940, desde o início do século XXI que as taxas têm vindo a aumentar em muitos países, muitas vezes a par do vírus da imunodeficiência humana (VIH). Pesquisas recentes na China indicam que a causa é um aumento da promiscuidade e da prostituição, da diminuição da utilização de preservativos e de práticas sexuais desprotegidas entre homens homossexuais. Entretanto, estudos mais recentes indicam que a infecção entre os profissionais do sexo não é maior que entre os homossexuais e bissexuais em geral. Em 2015, Cuba foi o primeiro país a erradicar a transmissão de sífilis entre mãe e filho.
Sinais e sintomas
A sífilis pode apresentar em um dos quatro diferentes estádios: primária, secundária, latente e terciária, e também pode ocorrer de forma congênita. Foi referida como "a grande imitadora" por Sir William Osler devido às suas variedade de apresentações.
SÍFILIS PRIMÁRIA
Lesões na pele na sífilis secundária
A sífilis primária é normalmente adquirida por contato sexual direto com as lesões infecciosas de outra pessoa.  Cerca de 3 a 90 dias após a exposição inicial (média de 21 dias) uma lesão de pele, chamado de cancro, aparece no ponto de contato. Esta é classicamente (40% das ocorrências) uma única ulceração da pele firme, indolor, que não coça com uma base limpa e bordas nítidas entre 0,3 e 3,0 cm de tamanho. A lesão, no entanto, pode assumir praticamente qualquer formato. Na forma clássica, a lesão evolui a partir de uma mácula para uma pápula e, finalmente, para uma erosão ou úlceração. Ocasionalmente, lesões múltiplas podem estar presentes (~ 40%), com múltiplas lesões sendo mais comuns quando co-infectadas com o HIV. As lesões podem ser dolorosas ou leves (30%), e podem ocorrer fora dos órgãos genitais (2 – 7%). A localização mais comum nas mulheres é o colo do útero  (44%), o pénis em homens heterossexuais (99%) e em homens homossexuais no ânus e intestino reto  (34%).É comum o aumento de tamanho de linfonodos  (80%) na região próxima da área afetada, ocorrendo sete a 10 dias após a formação do cancro. A lesão pode persistir durante de 3 a 6 semanas sem tratamento.
Sífilis secundária
A apresentação típica da sífilis secundária é uma erupção cutânea nas palmas das mãos e plantas dos pés
A sífilis secundária é a sequência lógica da sífilis primária não tratada e é caracterizada por uma erupção cutânea que aparece de 1 a 6 meses (geralmente 6 a 8 semanas) após a lesão primária ter desaparecido. Esta erupção é vermelha rosácea e aparece simetricamente no tronco e membros, e, ao contrário de outras doenças que cursam com erupções, como o sarampo, a rubéola e a catapora, as lesões atingem também as palmas das mãos e as solas dos pés. Em áreas úmidas do corpo se forma uma erupção cutânea larga e plana chamada de condiloma lata, ou condiloma plano. Manchas tipo placas também podem aparecer nas mucosas genitais ou orais. O paciente é muito contagioso nesta fase.
Os sintomas gerais da sífilis secundária mais relatados são mal-estar (23%-46%), cefaleia  (9%-46%), febre (5%-39%), prurido (42%) e hiporexia (25%). Outros, menos comuns, são dor nos olhos, dor óssea, artralgiameningismoirite e rouquidão.
Sinais mais específicos ocorrem nas seguintes frequências: exantema  (88%-100%), linfadenopatia  (85%-89%), cancro primário residual (25%-43%), condiloma plano (9%-44%), hepatoesplenomegalia  (23%), placas mucosas (7%-12%) e alopecia (3%- 11%).
A sífilis secundária, algumas vezes conhecida como uma doença de mil-faces, pode apresentar inúmeros sintomas comuns a várias outras doenças como febre baixa em alguns períodos, sudorese intensa ao dormir (infecção crônica e manchas avermelhadas pelo corpo. A sífilis secundária também pode ocasionar episódios esporádicos de erupções ulcerativas na pele, de difícil regressão, episódios de otite, episódios de problemas oftalmológicos, episódios de problemas nos rins e episódios de problemas cardiovasculares que muitas vezes surgem e regridem sem a necessidade de nenhum tratamento específico. Outro sintoma importante são dores de coluna e dores de cabeça frequentes, que podem ser indicativos de um quadro de neurossífilis.
Sífilis latente
Estado tipo portador, em que o indivíduo está infectado e é infeccioso mas não apresenta sintomas significativos.
SÍFILIS TERCIÁRIA
Lesão no nariz devidos à sífilis terciária
O terceiro estádio da infecção ocorre em um a dez anos, com casos de até 50 anos para que a evolução se manifeste.
Esta fase é caracterizada pela formação de gomas sifilíticas, tumorações amolecidas vistas na pele e nas membranas mucosas, mas que podem ocorrer em diversas partes do corpo, inclusive no esqueleto. Outras características da sífilis não tratada incluem as juntas de Charcot  (deformidade articular), e as juntas de Clutton (efusões bilaterais do joelho). As manifestações mais graves incluem neurossífilis e a sífilis cardiovascular.
Complicações neurológicas nesta fase incluem a "paralisia geral progressiva" que resulta em mudanças de personalidade, mudanças emocionais, hiper-reflexia e pupilas de Argyll Robertson, um sinal diagnóstico no qual as pupilas contraem-se pouco e irregularmente quando os olhos são focalizados em algum objeto, mas não respondem à luz; e também a Tabes dorsalis, uma desordem da medula espinhal que resulta em um modo de andar característico. Complicações cardiovasculares incluem aortite, aneurisma de aorta, aneurisma do seio de Valsalva, e regurgitação aórtica, uma causa frequente de morte. A aortite sifilítica pode causar o sinal de Musset (um subir e descer da cabeça acompanhando os batimentos cardíacos, percebido por Musset primeiramente em si próprio).
Sífilis congênita
Sífilis congênita é a sífilis adquirida pelo infanto no útero materno, geralmente quando a mãe é portadora da sífilis em estádio primário ou secundário. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, 40% dos nascimentos de mães sifilíticas são nascidos mortos, 40 a 70% dos sobreviventes estão infectados e 12% destes irão morrer nos primeiros anos de vida. É a infecção congênita mais comum no Brasil, acometendo cerca de 1:1.000 nascidos.
Suas manifestações incluem alterações radiográficas, dentes de Hutchinson (incisivos centrais superiores espaçados e com um entalhe central); "molares em amora" (ao sexto ano os molares ainda tem suas raízes mal formadas); bossa frontal; nariz em sela;
 Maxilaressubdesenvolvidos; hepatomegalia  (aumento do fígado); esplenomegalia  (aumento do baço); petéquias; outras erupções cutâneas; anemia; linfonodomegaliaicterícia; pseudoparalisia; e snuffles, nome dado à rinite que aparece nesta situação. Os “Rhagades” são feridos lineares nos cantos da boca e nariz que resultam de infecção bacteriana de lesões cutâneas. A morte por sífilis congênita normalmente ocorre por hemorragia pulmonar.
O exame de VDRL geralmente é realizado no pré-natal para o rastreamento de sífilis em gestantes. O tratamento na gravidez com penicilina G benzatina previne o desenvolvimento da doença congênita.
Sífilis decapitada
É chamada de sífilis decapitada aquela que fora adquirida por transfusão sanguínea, já que não apresenta a primeira fase da doença, dando início na sífilis secundária. Uma vez que todo o doador de sangue é submetido a exames, a incidência deste tipo de sífilis é extremamente rara. No entanto, pode-se assumir que usuários de drogas injetáveis são suscetíveis a este meio de transmissão da doença, como apontam alguns estudos que, apesar de não comprovarem diretamente o contágio por seringas contaminadas, permitem assumir que os usuários de drogas injetáveis constituem um grupo de risco para a transmissão de sífilis desta forma.
CAUSAS
A sífilis é uma doença contagiosa por determinados meios, ela pode ser transmitida por:
·         Relações sexuais desprotegidas
·         Transfusão de sangue contaminado
·         Contato com sangue de uma pessoa infectada
·         Diagnóstico 
·         Microscopia de campo escuro com espiroquetas
Antes do advento do teste sorológico (sorologia de lues ou VDRL – acrónimo inglês para laboratório de investigação de doença venérea), o diagnóstico era difícil e a sífilis era confundida facilmente com outras doenças. Hoje em dia, o VDRL é amplamente utilizado como exame de rastreio.
Após o estádio primário, algumas vezes negligenciado pelo paciente ou simplesmente associado como uma consequência natural pelo contato sexual (na falta de informações amplas sobre a doença), a sífilis entra na fase secundária. Dos pacientes tratados no estádio secundário, cerca de 25% deles não se lembram dos sinais do contágio primário. Nessa fase, diagnosticar a doença é extremamente difícil tanto para o paciente como para um médico.
Caso a sífilis não seja identificada no seu estádio primário (10 a 90 dias) ou no seu estádio secundário (1 a 6 meses, mas que também pode perdurar por anos na sua forma latente ou assintomática), a sífilis entra no estádio terciário. Nessa fase o diagnóstico é bem preciso mas várias sequelas podem advir da doença.
Diagnóstico
Antes do advento do teste sorológico (sorologia de lues ou VDRL – acrónimo inglês para laboratório de investigação de doença venérea), o diagnóstico era difícil e a sífilis era confundida facilmente com outras doenças. Hoje em dia, o VDRL é amplamente utilizado como exame de rastreio.
Após o estádio primário, algumas vezes negligenciado pelo paciente ou simplesmente associado como uma consequência natural pelo contato sexual (na falta de informações amplas sobre a doença), a sífilis entra na fase secundária. Dos pacientes tratados no estádio secundário, cerca de 25% deles não se lembram dos sinais do contágio primário. Nessa fase, diagnosticar a doença é extremamente difícil tanto para o paciente como para um médico.
Caso a sífilis não seja identificada no seu estádio primário (10 a 90 dias) ou no seu estádio secundário (1 a 6 meses, mas que também pode perdurar por anos na sua forma latente ou assintomática), a sífilis entra no estádio terciário. Nessa fase o diagnóstico é bem preciso mas várias sequelas podem advir da doença.
No Brasil, os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA's) permitem aos cidadãos realizar testes laboratoriais gratuitamente e receber informações e aconselhamento sobre as DSTs.
Prevenção da Sífilis
A Sífilis é uma doença infecciosa mas é evitável em grande parte.  O melhor e o método mais determinado da prevenção desta infecção são evitar o contacto sexual ou manter somente o contacto sexual com o um sócio fiel que foi testado e não é contaminado. Algumas das pontas para impedir a transmissão da sífilis incluem as medidas do sexo seguro.
Tratamento para Sífilis
O tratamento contra a sífilis geralmente é feito com injeções de Penicilina que podem ser indicadas pelo ginecologista, obstetra ou infectologista.
Quando a ferida que não sangra e não dói ainda encontra-se presente basta tomar 1 dose de penicilina para curar a sífilis, mas quando se trata de sífilis secundária ou terciária são necessárias mais doses. As injeções são aplicadas no bumbum 1 vez por semana, conforme a orientação médica, mas quando se tratar de sífilis terciária ou neurosífilis é necessário o internamento hospitalar, porque é uma doença mais avançada e que tem outras complicações envolvidas.
Exames de sangue
Os exames de sangue realizados para o diagnóstico da sífilis são divididos em não-treponêmicos e treponêmicos
Os exames não treponêmicos geralmente são os primeiros a serem realizados, e incluem o VDRL (do inglês venereal disease research laboratory) e RPR (rapid plasma reagin). Entretanto, estes exames apresentam altas taxas de falso positivo (teste positivo quando paciente não está doente). Por este motivo, é necessária a confirmação com um teste treponêmico. O VDRL baseia-se na detecção de anticorpos não treponemais. É usada a cardiolipina, um antígeno presente no ser humano (parede de células danificadas pelo Treponema) e talvez no Treponema, que reage com anticorpos contra ela em soro, gerando reacções de floculação visível ao microscópio. Este teste pode dar falsos positivos, e são realizados testes para a detecção de anticorpos treponemais caso surjam resultados positivos.
Os exames treponêmicos mais usados são o FTA-Abs e o TPHA. Geralmente são usados para confirmar o resultado positivos dos testes não-treponêmicos, ou seja, do VDRL, fechando o diagnóstico. Frequentemente realizados na fase latente ou terciária.
VDRL é único teste que poderá dar resultado negativo após um tratamento bem-sucedido para a sífilis. No entanto, não é um requisito para a conclusão do sucesso ou não do tratamento. Ele faz parte dos testes não treponemais e é amplamente usado na atualidade como exame de rastreio. Por norma os valores no VDRL diminuirão para níveis ínfimos, mas ainda assim positivos, após o paciente estar tratado.




CONCLUSÃO
O presente artigo buscou de uma maneira equitativa a melhor percepção no que concerne aos sifiles. Ainda que a sífilis seja uma patologia conhecida há séculos e que tenha agente etiológico bem definido, de fácil detecção, tratamento de baixo custo e 100% eficaz, ainda assim é considerado um grave problema de saúde pública, que instiga não só os gestores de saúde, mas também toda a humanidade, sendo, portanto difícil de ser eliminada. Apesar de grave, a sífilis é uma doença curável e não deixa sequelas, quando diagnosticada no início e tratada de forma ajustada, com acompanhamento de uma equipe qualificada que utilize de normas que visem o rastreio sistemático e a terapêutica adequada nas Unidades Básicas de Saúde; além de utilizar de ações de orientação sexual e de planejamento familiar.
Com isso e chega-se a conclusão que O único modo 100% seguro para evitar a contaminação com sífilis é não ter nenhum tipo de contato sexual. Ter relações sexuais com pessoas distintas aumenta o risco de contrair a doença, mas o mais importante é sempre fazer uso do preservativo. A camisinha é medida preventiva não só para sífilis, mas também para todas as outras doenças sexualmente transmissíveis (DST’s). Você pode contrair a doença tendo contato sexual com uma só pessoa, como também pode contraí-la após entrar em contato sexual com várias. Tudo vai depender mesmo do uso ou não de preservativo.



BIBLIOGRAFIA
____________ «Syphilis». CDC. 4 de Junho de 2015. Consultado em 3 de fevereiro de 2016.
 b c d e f «Syphilis - CDC Fact Sheet (Detailed)»CDC. 2 De Novembro de 2015. Consultado em 3 de fevereiro de 2016
b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u Kent ME, Romanelli F (Fevereiro de 2008). «Reexaminem syphilis: an update on epidemiology, clinical manifestations, and management». Annals of Pharmacotherapy. 42 (2): 226–36. PMID 18212261doi:10.1345/aph.1K086 Erro de citação: Código  <ref>  inválido; o nome "Kent08" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes

b c d Woods CR (Junho de 2009). «Congenital syphilis-persisting pestilence». Pediatr. Infect. Dis. J. 28 (6): 536–7. PMID 19483520doi:10.1097/INF.0b013e3181ac8a69. Acessado no dia 16 de Junho de 2016 

O PERDÃO E OS CONCEITOS BÍBLICOS


O PERDÃO E OS CONCEITOS BÍBLICOS

PERDÃO E OS CONCEITOS BÍBLICOS
 “Perdoar é libertar o prisioneiro... e descobrir que o prisioneiro era você”
(Robert Muller)
[você sabe a diferença entre pedido de perdão e pedido de desculpas? Quem se desculpa tem consciência de que cometeu falha, mas sabe também que ela não surgiu de  propósito, ou seja, não foi cometida propositadamente. Uma pessoa que viaja e não se lembra de se despedir de um amigo pede desculpa, e não “perdão”. Pede perdão quem reconhece a falta ou o erro cometido (fez por querer e depois se arrependeu), mostrando-se arrependido com isso, aceitando a sua condição de culpado. Um rapaz furioso, que ofende a namorada e depois cai em arrependimento, deve pedir perdão, e não desculpa].
“Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir”
(Cora Coralina)
 PERDOAR E SER PERDOADO:
 Claro que o perdão em primeira instância pertence a Deus:
“Ao Senhor, nosso Deus, pertencem a misericórdia, e o perdão; pois nos rebelamos contra ele,” (Daniel 9:9).
QUANDO A GENTE CONFESSA NOSSO PECADO A DEUS, SE ARREPENDE E TEM UMA MUDANÇA DE VIDA, DEUS PERDOA A GENTE:
“Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado” (Salmos 32:5).
 [É importante ressaltar que existe uma diferença entre se arrepender e sentir remorso. Quando a gente sente remorso significa que estamos sofrendo com a certeza ou a possibilidade de encararmos as consequências de um ato errado nosso, e não significa que faríamos diferente se pudéssemos voltar no tempo. Já se arrepender de verdade é o ato de sofrer não apenas pela consequência dos erros, mas porque gostaríamos sinceramente de ter agido diferente.  Arrependimento não é algo instantâneo que fazemos sozinhos. Temos que ir à presença de Deus dizer que estamos arrependidos. É pois um processo, onde inicialmente vamos a presença de Deus do jeito que estamos para pedir a ele ajuda porque queremos realmente alcançar o arrependimento pleno, como fez o filho pródigo na presença do pai: ele chegou sujo na presença do pai e pediu ajuda].
 Quando você peca contra Deus sem falhar com outra pessoa, seu pedido de perdão é para Deus. Mas, se você falhou para com outra pessoa é importante você reconhecer o seu erro e pedir perdão a essa pessoa também, além de pedir perdão a Deus Por que só Deus pode perdoar nossos pecados, mas do mesmo jeito que devemos perdoar as falhas de alguém contra nós, devemos pedir perdão quando falhamos contra alguém.
 Por isso que este verso (e outros) mostra claramente pessoas perdoando pessoas:
“Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: "Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?" Jesus respondeu: "Eu digo a você: Não até sete, mas até setenta vezes sete” (Mateus 18:21-22).
 Não há contradição na Bíblia. Só Deus pode perdoar nossos pecados (nem pessoas nem igrejas podem perdoar pecados). Mas, o perdão não no sentido de absolvição do pecado, e sim no sentido de se retratar com quem falhamos, pode e deve acontecer entre pessoas. Pois retratação é o ato de admitir a outra pessoa que errou e se arrepende deste erro.
 E Nós cristãos precisamos dizer a pessoa arrependida que nos pediu perdão que a perdoamos, porque quando expressamos este perdão, o nome disso é consolo para que a tristeza não seja demasiada:
 Se um de vocês tem causado tristeza, não a tem causado apenas a mim, mas também, em parte, para eu não ser demasiadamente severo com todos vocês. A punição que foi imposta pela maioria é suficiente. Agora, ao contrário, vocês devem perdoar-lhe e consolá-lo, para que ele não seja dominado por excessiva tristeza. Portanto, eu recomendo que reafirmem o amor que têm por ele” (2 Coríntios 2:5-8).
 DEVEMOS PERDOAR INDEPENDENTEMENTE DA PESSOA NOS PEDIR PERDÃO. E SE VOCÊ SE ARREPENDEU DE VERDADE, PEDIU PERDÃO SINCERO A DEUS E A ALGUÉM QUE SOFREU CONSEQUÊNCIA DE SEU ERRO,  SAIBA QUE DEUS JÁ TE PERDOOU, E POR ISSO VOCÊ TAMBÉM DEVE SE PERDOAR, MESMO QUE A PESSOA NÃO TENHA TAMBÉM TE PERDOADO DE VERDADE (claro que mesmo alguém te perdoando de verdade, pode não querer ter convivência com você e isso deve ser respeitado).

O perdão de Deus não só perdoa, como também capacita o perdoado a perdoar. Nesse sentido, a reconciliação é, não só uma obra de Deus, como também um ministério para o qual somos chamados. Deus espera que os que foram reconciliados pela fé em Cristo vivam perdoando, assim como são perdoados.
 Quando somos feridos, abusados, ou insultados a reação da "carne" (a natureza caída) é revidar. Nós maquinamos revanche, ou nos afundamos em amargura. Isto é "humano".  Mas Deus requer perdão, senão Ele não nos perdoará.  Se não quisermos - ou não pudermos - perdoar, então não há razão para orarmos por perdão , porque Deus nos disse claramente que não o receberemos se não exercermos o perdão. Também não adianta evitarmos o assunto nos distraindo com obras religiosas, ou louvores a Deus quando nossos corações estão cheios de revolta: “E quando estiverem orando, se tiverem alguma coisa contra alguém, perdoem-no, para que também o Pai celestial lhes perdoe os seus pecados" (Marcos 11:25).
 ALÉM DISSO QUERER E TRABALHAR PARA QUE O QUE SEJA JUSTO OCORRA É ALGO CORRETO, INCLUSIVE QUANDO É VOCÊ A PESSOA INJUSTIÇADA. MAS, JAMAIS TENHA PENSAMENTO DE VINGANÇA, POIS SÓ QUEM TEM O DIREITO DE IRAR-SE CONTRA O SER HUMANO É O PRÓPRIO CRIADOR:
“Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira de Deus, porque está escrito: Minha é a vingança, eu retribuirei, diz o Senhor.”
 VOCÊ NÃO SIMPATIZAR POR ALGUÉM QUE LHE FEZ ALGUMA OFENSA É TOTALMENTE NORMAL, POIS TER AMOR PRÓPRIO É CORRETO, MAS não se alegre quando o seu inimigo fracassa. A Bíblia diz em Provérbios 24:17-18 “Quando cair o teu inimigo, não te alegres, e quando tropeçar, não se regozije o teu coração; para que o Senhor não o veja, e isso seja mau aos seus olhos, e desvie dele, a sua ira.”
 NUNCA ODEIE ALGUÉM, NEM POR COISA SÉRIA E NEM TAMPOUCO POR MOTIVOS BANAIS COMO, POR EXEMPLO ALGUÉM QUE É DE UMA DENOMINAÇÃO DIFERENTE DA SUA. LEMBRE-SE QUE A FÉ É O PRÉ REQUISITO PARA A GRAÇA DA SALVAÇÃO, MAS NÃO HÁ FÉ VERDADEIRA SE A PESSOA NÃO SENTIR UMA VONTADE IRRESISTÍVEL DE FAZER O BEM SEM OLHAR A QUEM.
 MUITAS VEZES, O SIMPLES FATO DE FAZER O BEM QUANDO SURGE OPORTUNIDADE É O COMEÇO PARA SAIR DE UMA TRISTEZA PROFUNDA, DE UMA DEPRESSÃO, SIMPLESMENTE PORQUE O BEM RENOVA A ALMA.

ENTÃO POR QUE É TÃO DIFÍCIL PERDOAR?
 Aquele que não perdoa destrói a ponte sobre a qual ele mesmo deve passar”
(George Herbert) 
Para muitas e muitas pessoas é muito difícil perdoar, PORQUE A PRÓPRIA PALAVRA PERDOAR SIGNIFICA PERDER ALGO. E PARA SE CONFORMAR EM PERDER ALGO PARA ALGUÉM A GENTE TEM QUE ACREDITAR QUE TAMBÉM SOMOS TÃO FALHOS QUANTO ESTE ALGUÉM, OU SEJA TEMOS QUE ADMITIR PARA NÓS MESMOS QUE TAMBÉM TEMOS PECADOS INTENSOS, MESMO QUE NÃO SEJAM IGUAIS. E GERALMENTE AS PESSOAS NÃO ADMITEM ISSO.
 É comum a gente ver que as pessoas sentem vontade de admitir que também erraram, mas é difícil para estas pessoas admitirem para outras pessoas o que na maioria das vezes não conseguem admitir para elas próprias. Isso ocorre geralmente não por mal, mas porque de vida a fora a pessoa convence (ou é convencida) de que seus erros são tão simples que nem tem importância. E a sociedade ajuda nesta banalização do erro e algumas pessoa e supervalorização dos erros de outra. Existem muitos casos em que uma pessoa comete erros, mas todo mundo considera sem importância ou tolerável, por se tratar de alguém com muito prestígio, ao passo de que alguém que esteja sem prestigio social tem erros iguais ou semelhantes, mas é colocado á margem da sociedade, às vezes até dentro do meio cristão. Como se o abraço e a simpatia fosse só para quem é prestigiado ou tantas vezes só para quem “nunca errou”.  Mas, cristianismo existe justamente porque é impossível não ter pecados (nos livramos da escravidão do pecado quando aceitamos a jesus, mas a presença do pecado continua existindo até a volta de cristo, e por isso volta e meia tropeçamos). Não precisaria sequer de igreja se todos não cometessem erros. Se todos não apenas dissessem: “eu também errei”, mas admitissem pelo menos para si mesmas quais foram estes erros, e a intensidade deles, talvez houvesse muito mais felicidade, porque ADMITINDO A INTENSIDADE DOS NOSSOS, FICA MAIS FÁCIL PERDOAR OS DOS OUTROS, PRINCIPALMENTE AS PESSOAS QUE AMAMOS (já notou que quanto mais amamos mas temos dificuldade de perdoar de verdade?), pois todos lembrariam que:
 Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (1 João 1:8-9).
 O PERDÃO E A PACIÊNCIA EM UM RELACIONAMENTO "À DOIS":

NO RELACIONAMENTO ENTRE UM CASAL, A INCONDICIONALIDADE QUE DEVE EXISTIR COMO CARACTERISTICA BÍBLICA DE UM AMOR VERDADEIRO, REQUER DISPOSIÇÃO PARA PERDOAR E SUPERAR. MAS, PERDOAR SEMPRE NÃO SIGNIFICA QUE OS CASAIS NÃO DEVAM TER OS DEVIDOS CUIDADOS COM SUA CONDUTA. O FATO DE SER ESSENCIAL A INICIATIVA DO PERDÃO NAO DEVE SER TOMADO COMO MOTIVO PARA NEGLIGÊNCIA. MUITO PELO CONTRARIO. A CERTEZA DE QUE HÁ EM SEU CÔNJUGE A GRANDEZA DE PERDOAR, DEMANDA AINDA MAIS MOTIVO PARA VALORIZAR O RELACIONAMENTO, E DEVE EXISTIR A CONSCIÊNCIA QUE PERDOAR TUDO NÃO SIGNIFICA QUE NÃO EXISTA MOTIVO BÍBLICO PARA UMA SEPARAÇÃO. EXISTE COISA QUE SE PERDOA MAS TAL PERDÃO NÃO SIGNIFICA CONTINUAR JUNTOS. O AMOR DOM QUE TANTO DEFENDO NÃO TERMINA APOS DESENVOLVIDO, MAS PODE ADORMECER. O EQUILÍBRIO DIZ QUE SE POR UM LADO EXISTE AMOR VERDADEIRO E ELE ESTÁ CONDICIONADO A SUPERAR PROVAÇÕES, POR OUTRO LADO, DO MESMO JEITO QUE À LUZ DA BÍBLIA O AMOR DE DEUS POR NÓS ÉINCONDICIONAL MAS A APCIÊNCIA DE DEUS TEM LIMITE, E ESTE LIMITE ESTÁ PREVISTO EM SUA JUSTIÇA (por isso que nem todos serão salvos), TAMBEM O AMOR "À DOIS" DEMANDA UM LIMITE DE PACIÊNCIA. O QUE NÃO PODE É (como muitos e muitos casais estão fazendo) ESTABELECER ESTE LIMITE DE FORMA DISTINTA DO QUE A BÍBLIA ESTABELECE COMO MOTVOS ÚNICOS PARA UMA SEPARAÇÃO. 
 SE ALGUÉM NUNCA PERDOOU DE VERDADE É PORQUE TALVEZ NUNCA TENHA TAMBÉM PEDIDO PERDÃO DE VERDADE. TODOS NESTA VIDA TEREMOS MOMENTOS DE PERDOAR E MOMENTOS DE PEDIR PERDÃO.
 Não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso”

(William Shakespeare)

escultura

INTRODUÇÃO

Podemos definir escultura como a arte de moldar ou talhar determinados materiais como, por exemplo, madeira, argila (barro), pedra, metais, entre outros. O artista plástico, no caso escultor, produz uma escultura usando criatividade, sentimentos e ideias.
Ele cria volumes, formas e define espaços numa escultura. No processo de produção escultural, o artista pode utilizar várias técnicas como, por exemplo, fundição, moldura ou o trabalho com ferramentas na matéria-prima bruta. As esculturas são usadas desde a pré-história como manifestação artística. Arqueólogos já encontraram diversas esculturas que foram produzidas no período pré-histórico.




ESCULTURA

A escultura é uma arte que representa ou ilustra imagens plásticas em relevo total ou parcial. Existem várias técnicas de trabalhar os materiais, como a cinzelação, a fundição, a moldagem ou a aglomeração de partículas para a criação de um objeto.
Vários materiais se prestam a esta arte, uns mais perenes como o bronze ou o mármore, outros mais fáceis de trabalhar, como a argila, a cera ou a madeira.
Embora possam ser utilizadas para representar qualquer coisa, ou até coisa nenhuma, tradicionalmente o objetivo maior foi sempre representar o corpo humano, ou a divindade numa forma antropomórfica. É considerada a quarta das artes clássicas.

TÉCNICAS, FORMAS E MATERIAIS UTILIZADOS

Através da maior parte da história, permaneceram as obras dos artistas que utilizaram-se dos materiais mais perenes e duráveis possíveis como a pedra  (mármore, pedra calcária, granito) ou metais (bronze, ouroprata). Ou que usavam técnicas para melhorar a durabilidade de certos materiais (argila, terracota) ou que empregaram os materiais de origem orgânica mais nobres possíveis (madeiras duráveis como ébanojacarandá, materiais como marfim ou âmbar). Mas de um modo geral, embora se possa esculpir em quase tudo que consiga manter por pelo menos algumas horas a forma idealizada (manteigagelo, cera, gessoareia molhada), essas obras efêmeras não podem ser apreciadas por um público que não seja coevo.
A escolha de um material normalmente implica a técnica a se utilizar. A cinzelação, quando de um bloco de material se retira o que excede a figura utilizando ferramentas de corte próprias, para pedra ou madeira; a modelagem, quando se agrega material plástico até conseguir o efeito desejado, para cera ou argila; a fundição, quando se verte metal quente em um molde feito com outros materiais.
Modernamente, novas técnicas, como dobra e solda de chapas metálicas, moldagens com resinas, betão armado ou plásticos, ou mesmo a utilização da luz coerente para dar uma sensação de tridimensionalidade, tem sido tentadas e só o tempo dirá quais serão perenes.
Através do tempo, algumas formas específicas de esculturas foram mais utilizadas que outras: O busto, espécie de retrato do poderoso da época; a estátua eqüestre, tipicamente mostrando um poderoso senhor em seu cavalo; Fontes de água, especialmente em Roma, para coroar seus fabulosos aquedutos e onde a água corrente tinha um papel a representar; estátua, representando uma pessoa ou um deus em forma antropomórfica; Alto ou Baixo-relevo, o modo de ilustrar uma história em pedra ou metal ; mobiliário, normalmente utilizado em jardins.

A ESCULTURA PELO MUNDO

Índia
As primeiras esculturas na Índia são atribuídas à civilização do vale do Indo, onde trabalhos em pedra e bronze foram descobertos, sendo uma das mais antigas esculturas do mundo.
Mais tarde, com o desenvolvimento do hinduismo, do budismo, e do jansenismo, esta região produziu alguns dos mais intricados e elaborados bronzes. Alguns santuários, como o de Ellora, apresentam grandes estátuas esculpidas diretamente na rocha. Durante o século II a.C. no noroeste da Índia, onde hoje é o Paquistão e o Afeganistão, as esculturas começaram a representar passagens da vida e os ensinamentos de Buda.
Embora a Índia tivesse uma longa tradição de esculturas religiosas, Buda nunca tinha sido representado na forma humana antes, apenas por símbolos. Este fato reflete já uma influencia artística persa e grega na região. A Índia influenciou ainda, através do budismo, boa parte da Ásia, como as existentes na localidade de Angkor, no Camboja.



China
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Artefactos chineses datam do século X a.C., mas alguns períodos selecionados tiveram destaque: Dinastia Zhou  (1050-771 a.C.) produziu alguns intrincados vasos em bronze fundido; Dinastia Han  (206-220 a.C.) apresentou o espectacular Exército de terracota de Xian, em tamanho natural, defendendo a tumba do imperador; As primeiras esculturas de influencia budista aparecem no período dos Três reinos (século III) ; Dinastia Wei  (séculos 5 e 6 ) nos da a escultura dos Gigantes grotescos, reconhecidas por suas qualidades e elegância. O período considerado a idade de ouro da China é a Dinastia Tang, com suas esculturas budistas, algumas monumentais, considerados tesouros da arte mundial.
Após este período a qualidade da escultura chinesa caiu muito. É interessante notar que a arte chinesa não tem nus, como é comum na arte ocidental, à exceção de pequenas estátuas para uso dos médicos tradicionais. Também tem poucos retratos, exceto nos mosteiros, onde eram mais comuns. E nada do que se produziu após a Dinastia Ming ( após século XVII) foi reconhecido como bom pelos museus e colecionadores de arte. No século passado, a influência do realismo socialista de origem soviética arruinou o que restava da arte chinesa. Espera-se que o ressurgimento e abertura para o mundo ocidental traga a arte chinesa ao seu lugar de mérito.



Japão
Os japoneses faziam muitas estátuas associadas a religião, a maioria sob patrocínio do governo. Notáveis foram as chamadas ‘’haniva’’, esculturas em argila colocadas sobre tumbas, no período ‘’Kofun’’. A imagem em madeira do século IX de ‘’Shakyamuni’’, um Buda histórico é a típica escultura da era ‘’Heian’’, com seu corpo curvado, coberto com um denso drapeado e com uma austera expressão facial. A escola Key criou um novo estilo, mais realista.
Américas
Existem poucos exemplares de esculturas pré-colombianas no continente americano, entre elas as famosas estátuas da Ilha de Páscoa, algumas esculturas, principalmente em alto-relevo, decorando edificações Maia e Asteca do Peru ao México e algumas peças primitivas em madeira ou argila, geralmente com significado religioso, dos povos nativos de toda América.
No restante, só se começou a produzir arte a partir do século XVI, já sob influência do Barroco, com destaque para imagens religiosas em madeira, terracota e pedra macia nos locais de influência católica. Nos países de religião protestante, por sua maior resistência ao uso religioso de imagens, foi mais tardio o aparecimento de artistas, entrando diretamente no Neoclássico por influência da cultura européia. A partir daí, com a facilidade de transporte e comunicações, a arte nas Américas ficou muito semelhante à desenvolvida na Europa.
A escultura popular em argila do Nordeste brasileiro, as obras em madeira e argila dos povos da Amazônia, figuras religiosas em todas as regiões católicas da América também possuem sua relevância no contexto atual.



África
A arte da África tem uma ênfase especial pela escultura, especialmente em ébano e outras madeiras nobres. Além das divindades antropomórficas, tem especial interesse as máscaras rituais. As esculturas mais antigas são da cultura Nok (cerca de 500 a. C.), no território onde atualmente se encontra a Nigéria.
Antigo Egito
A escultura no antigo Egito visava dar uma forma física aos deuses e seus representantes na terra, os faraós. Regras rígidas deviam ser seguidas: homens eram mais escuros que mulheres; as mãos de figuras sentadas deveriam estar nos joelhos; e cada deus tinha suas regras especificas de representação. Por esse motivo, poucas modificações ocorreram em mais de três mil anos, embora tivessem resultado em peças maravilhosas como a cabeça de Nefertiti ou a máscara mortuária de Tutancâmon.
Europa
Grécia clássica é com certeza o berço ocidental da arte de esculpir, desde seus primeiros arte fatos a partir do século X a.C., em mármore ou bronze, até o apogeu da era de Péricles (século V a.C.), com as esculturas da Acrópole de Atenas. Foi também quando alguns escultores começaram a receber reconhecimento individual, como Fídias. Produziu obras impares,como a Vitória de Samotrácia, os mármores de Elgin ou a Vénus de Milo.
A partir dos gregos, os romanos, depois de um começo na tradição etrusca, abraçaram a cultura clássica e continuaram a produzir esculturas até o fim do império, numa escala monumental e numa quantidade impressionante, espalhando principalmente o trabalho em mármore por todo o império.
Após o fim do império e a idade média, onde pouco se fez, tivemos algumas esculturas góticas  (séculos 12 e13), basicamente como decoração de igrejas, como a porta da catedral de Chartres, arte fúnebre com suas tumbas elaboradas e as famosas gárgulas.
Tudo pareceu culminar no Renascimento, com mestres como Donatello e seu Davi em bronze, a estátua eqüestre do Gattamelata ou suas inúmeras esculturas em mármore, abrindo caminho para a obra maior de Michelangelo, com seu magnífico David em mármore, a Pietá, ou Moisés. Provavelmente o David de Florença seja a escultura mais famosa do mundo desde que foi revelada em 8 de setembro de 1504. É um exemplo do contrapposto, estilo de posicionar figuras humanas.
Quando Benvenuto Cellini criou um saleiro em ouro e ébano em 1540, mostrando Netuno e Anfitrite em formas alongadas e posições desconfortáveis, transformou o Naturalismo e criou a obra maior do Maneirismo que em sua forma mais exagerada virou o Barroco, que acrescenta elementos exteriores, como efeitos de iluminação. Bernini foi sem dúvida o mais importante escultor desse período, com obras como O Êxtase de Santa Teresa.

ESCULTURA DO RFENASCIMENTO

A escultura renascentista distingue-se da gótica essencialmente por deixar de ter a função de elemento ornamental, valendo por si mesma. Entende-se como um processo de recuperação da escultura da Antiguidade clássica. Os escultores encontraram nos vestígios artísticos e nas descobertas de sítios dessa época passada a inspiração perfeita para as suas obras. Voltou-se à representação do nu, as estátuas equestres foram retomadas, sendo exemplo de realismo. Também se inspiraram na natureza. Neste contexto se tem de levar em conta a exceção dos artistas flamengos ao norte da Europa, os quais, para além de superar o estilo figurativo do gótico, promoveram um Renascimento alheio ao italiano, sobretudo na pintura.
O renascer à antiguidade com o abandono do medieval, que para Giorgio Vasari "fora um mundo próprio de godos", e o reconhecimento dos clássicos com todas as suas variantes e matizes foi um fenômeno quase exclusivamente desenvolvido na Itália. A arte do Renascimento conseguiu interpretar a natureza e traduzi-la com liberdade e com conhecimento em múltiplas obras mestras.

CARACTERÍSTICAS

A escultura no Renascimento tomou como base e modelo as obras da antiguidade clássica e a sua mitologia, com uma nova visão do pensamento humanista e da função da escultura na arte. Como na escultura grega, procurou-se a representação naturalista do corpo humano nu com uma técnica aperfeiçoada, graças ao estudo meticuloso da anatomia humana. Na Itália conviveram os temas profanos com os religiosos; não assim em outros países como a Espanha e a Alemanha, nas quais prevaleceu o tema religioso.
O corpo humano representou a beleza absoluta, cuja correspondência matemática entre as partes encontrava-se bem definida, e o contrapposto foi usado constantemente de Donatello a Miguel Ângelo. Nesta época é quando se deu praticamente a libertação da escultura do quadro arquitetônico, os relevos foram realizados com as regras da perspectiva e as personagens mostravam-se com expressões de dramatismo que levavam a sensação de grande terribilità nos sentimentos expostos nas esculturas de Michelangelo, como no rosto do seu Davi.
Um papel fundamental foi o mecenas, representado pela igreja e por personagens da nobreza que obtinham prestígio social e propaganda política com o seu mecenato. O mecenato abarcou todos os temas: religiosos, mitológicos, de vida cotidiana, retratos de personagens, etc.
Reapareceu com o Renascimento a glíptica greco-romana, que se esquecera quase por completo durante a Idade Média na lavra de pedra fina (salvo algumas mostras de arte bizantina), e desde o século XVI lavraram-se preciosos camafeus de gosto clássico, tão perfeitos que, às vezes, chegam a ser confundidos com os antigos. Porém, quase não alcançou a restabelecer-se o uso dos entalhes de pedra fina, tão prediletos das civilizações grega e romana. Estes pequenos relevos serviram como modelo, após engrandecidos, para a decoração por parte de escultores em grandes medalhões para palácios da Itália e da França.


CONCLUSÃO

Concluímos então dizendo que a escultura, grosso modo, é a arte de transformar matéria bruta (pedra, metal, madeira etc.) em formas espaciais com significado. Quando dizemos “formas espaciais”, queremos dizer formas em terceira dimensão, isto é, com volume, altura e profundidade.
Das artes plásticas, a escultura é uma das que mais estabelecem interação com o grande público. Isso porque, geralmente, elas são pensadas e produzidas com a finalidade de ocupar espaços públicos.




BIBLIOGRAFIA

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·         WITTKOWER, Rudolf, Escultura, Martins Editora, 2001 ISBN 8533613903, 9788533613904
·         Huon Malalieu (org.) História Ilustrada das Antiguidades, Nobel, ISBN 85-213-1049-8
·         Germain Bazin, O Aleijadinho e a escultura barrôca no Brasil, Record, 1971

·         Willianson,Paul, Escultura Gótica, 1140 - 1300 Cossac & Naif, 2002 - ISBN 85-86374-08.3