quarta-feira, 13 de setembro de 2017

ÓRGÃOS ANEXOS AO TUBO DIGESTIVO

INTRODUÇÃO
Para viver, crescer e manter o nosso organismo, precisamos consumir alimentos. Mas daí vem a pergunta de partida: o que acontece com os alimentos que ingerimos? Como os nutrientes dos alimentos, chegam às células do nosso corpo? Para permanecer vivos, renovar continuamente as células, desenvolver o nosso corpo e manter as actividades vitais, necessitamos de alimentos, pois são eles que fornecem energia para o nosso corpo.
Neste contexto o presente trabalho tem como objectivos principal de identificar os principais componentes do sistema digestivo e citar as principais funções de cada um. • descrever a anatomia dos componentes do sistema digestivo. • nomear as características estruturais de cada parte do sistema digestivo.





ÓRGÃOS ANEXOS AO TUBO DIGESTIVO
TUBO DIGESTIVO
Definição
O tubo digestivo e os órgãos anexos constituem o sistema digestivo. O tubo digestivo é um tubo oco que se estende da cavidade bucal ao ânus, sendo também chamado de canal alimentar ou tubo gastrintestinal. As estruturas do tubo digestivo incluem: Boca, Faringe, Esófago, Estômago, Intestino Delgado, Intestino Grosso, Reto e Ânus.
O comprimento do tubo gastrintestinal, medido no cadáver, é de cerca de 9 m. Na pessoa viva é menor porque os músculos ao longo das paredes dos órgãos do tubo gastrintestinal mantém o tónus.
Os órgãos digestivos acessórios são os Dentes, a Língua, as Glândulas Salivares, o Fígado, Vesícula Biliar e o Pâncreas. Os dentes auxiliam no rompimento físico do alimento e a língua auxilia na mastigação e na deglutição. Os outros órgãos digestivos acessórios, nunca entram em contacto directo com o alimento. Produzem ou armazenam secreções que passam para o tubo gastrintestinal e auxiliam na decomposição química do alimento.
O tubo gastro intestinal é um tubo longo e sinuoso de 10 a 12 metros de comprimento desde a extremidade cefálica (cavidade oral) até a caudal (ânus).
Funções:
1- Destina-se ao aproveitamento pelo organismo, de substâncias estranhas ditas alimentares, que asseguram a manutenção de seus processos vitais.
2- Transformação mecânica e química das macromoléculas alimentares ingeridas (proteínas, carboidratos, etc.) em moléculas de tamanhos e formas adequadas para serem absorvidas pelo intestino.
3- Transporte de alimentos digeridos, água e sais minerais da luz intestinal para os capilares sanguíneos da mucosa do intestino.
4- Eliminação de resíduos alimentares não digeridos e não absorvidos juntamente com restos de células descamadas da parte do tubo gastro intestinal e substâncias decretadas na luz do intestino.
Mastigação: Desintegração parcial dos alimentos, processo mecânico e químico.
Deglutição: Condução dos alimentos através da faringe para o esófago.
Ingestão: Introdução do alimento no estômago.
Digestão: Desdobramento do alimento em moléculas mais simples.
Absorção: Processo realizado pelos intestinos.
Defecação: Eliminação de substâncias não digeridas do tubo gastro intestinal.
O tubo gastro intestinal apresenta diversos segmentos que sucessivamente são:  boca, faringe, esófago, estômago, intestino delgado, intestino grosso, recto e ânus.
Órgãos Anexos:
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Glândulas Parótidas
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Glândulas Submandibulares
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Glândulas Sublinguais
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Fígado
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Pâncreas
BOCA
A boca também referida como Cavidade Oral ou Bucal é formada pelas bochechas (formam as paredes laterais da face e são constituídas externamente por pele e internamente por mucosa), pelos palatos duros (parede superior) e mole (parede posterior) e pela língua (importante para o transporte de alimentos, sentido do gosto e fala). O palato mole se estende posteriormente na cavidade bucal como a úvula, que é uma estrutura com forma de letra V e que está suspensa na região superior e posterior da cavidade bucal.
Limites da Cavidade Oral


A cavidade da boca é onde o alimento é ingerido e preparado para a digestão no estômago e intestino delgado. O alimento é mastigado pelos dentes, e a saliva, proveniente das glândulas salivares, facilita a formação de um bolo alimentar controlável. A deglutição é iniciada voluntariamente na cavidade da boca. A fase voluntária do processo empurra o bolo da cavidade da boca para a faringe – a parte expandida do tubo digestivo – onde ocorra a fase automática da deglutição.
A cavidade da boca consiste em duas partes: o vestíbulo da boca e a cavidade própria da boca. O vestíbulo da boca é o espaço semelhante a uma fenda entre os dentes e a gengiva e os lábios e as bochechas. A cavidade própria da boca é o espaço entre os arcos dentais superior e inferior. É limitada lateral e anteriormente pelos arcos alveolares maxilares e mandibulares que alojam os dentes. O tecto da cavidade da boca é formado pelo palato. Posteriormente, a cavidade da boca se comunica com a parte oral da faringe. Quando a boca está fechada e em repouso, a cavidade da boca é completamente ocupada pela língua.
Dentes
Os dentes são estruturas cónicas, duras, fixadas nos alvéolos da mandíbula e maxila que são usados na mastigação e na assistência à fala. Crianças têm 20 dentes decíduos (primários ou de leite). Adultos normalmente possuem 32 dentes secundários. Na época em que a criança está com 2 anos de idade, provavelmente já estará com um conjunto completo de 20 dentes de leite. Quando um adulto jovem já está com algo entre 17 e 24 anos de idade, geralmente está presente em sua boca um conjunto completo de 32 dentes permanentes.


Língua
A língua é o principal órgão do sentido do gosto e um importante órgão da fala, além de auxiliar na mastigação e deglutição dos alimentos. Localiza-se no soalho da boca, dentro da curva do corpo da mandíbula.
A raiz é a parte posterior, por onde se liga ao osso hióide pelos músculos hioglosso e genioglosso e pela membrana glossioidea; à epiglote, por três pregas da mucosa; ao palato mole, pelos arcos palato-glossos, e a faringe, pelos músculos constritores superiores da faringe e pela mucosa.
O ápice é a extremidade anterior, um tanto arredondada, que se apoia contra a face lingual dos dentes incisivos inferiores.
A face inferior possui uma mucosa entre o soalho da boca e a língua na linha mediana que forma uma prega vertical nítida, o frénulo da língua.
No dorso da língua encontramos um sulco mediano que divide a língua em metades simétricas. Nos 2/3 anteriores do dorso da língua encontramos as papilas linguais. Já no 1/3 posterior encontramos numerosas glândulas mucosas e folículos linfáticos (tonsila lingual).
Papilas Linguais – são projecções do cório, abundantemente distribuídas nos 2/3 anteriores da língua, dando a essa região uma aspereza característica. Os tipos de papilas são: papilas valadas, fungiformes, filiformes e simples.

Músculos da Língua – a língua é dividida em metades por um septo fibroso mediano que se estende por todo o seu comprimento e se fixa inferiormente no osso hióide. Em cada metade há dois conjuntos de músculos, extrínsecos e intrínsecos.
Os Músculos Extrínsecos são: Genioglosso, Hioglosso, Condroglosso, Estiloglosso e Palatoglosso.
Os Músculos Intrínsecos são: Longitudinal Superior, Longitudinal Inferior, Transverso e Vertical.
FARINGE
A faringe é um tubo que se estende da boca até o esófago.
A faringe apresenta suas paredes muito espessas devido ao volume dos músculos que a revestem externamente, por dentro, o órgão é forrado pela mucosa faríngea, um epitélio liso, que facilita a rápida passagem do alimento.
O movimento do alimento, da boca para o estômago, é realizado pelo acto da deglutição. A deglutição é facilitada pela saliva e muco e envolve a boca, a faringe e o esófago.
Três estágios:
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Voluntário: no qual o bolo alimentar é passado para a parte oral da faringe.
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Faríngeo: passagem involuntária do bolo alimentar pela faringe para o esófago.
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Esofágico: passagem involuntária do bolo alimentar pelo esófago para o estômago.
Limites da Faringe:
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Superior – corpo do esfenóide e porção basilar do osso occipital
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Inferior – esófago
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Posterior – coluna vertebral e fáscia dos músculos longo do pescoço e longo da cabeça
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Anterior – processo pterigóideo, mandíbula, língua, osso hióide e cartilagens tireóide e cricóide
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Lateral – processo estilóide e seus músculos
A faringe pode ainda ser dividida em três partes: nasal (Nasofaringe), oral (Orofaringe) e laríngea (Laringofaringe).
Parte Nasal – situa-se posteriormente ao nariz e acima do palato mole e se diferencia da outras duas partes por sua cavidade permanecer sempre aberta. Comunica-se anteriormente com as cavidades nasais através das coanas. Na parede posterior encontra-se a tonsila faríngea (adenóide em crianças).
Parte Oral – estende-se do palato mole até o osso hióide. Em sua parede lateral encontra-se a tonsila palatina.
Parte Laríngea – estende-se do osso hióide à cartilagem cricóide. De cada lado do orifício laríngeo encontra-se um recesso denominado seio piriforme.
A faringe comunica-se com as vias nasal, respiratória e digestória. O acto da deglutição normalmente direcciona o alimento da garganta para o esófago, um longo tubo que se esvazia no estômago. Durante a deglutição, o alimento normalmente não pode entrar nas vias nasal e respiratória em razão do fechamento temporário das aberturas dessas vias. Assim durante a deglutição, o palato mole move-se em direcção a abertura da parte nasal da faringe; a abertura da laringe é fechada quando a traqueia move-se para cima e permite a uma prega de tecido, chamada de epiglote, cubra a entrada da via respiratória.
O movimento da laringe também simultaneamente puxa as cordas vocais e aumentando a abertura entre a parte laríngea da faringe e o esófago. O bolo alimentar passa pela parte laríngea da faringe e entra no esófago em 1-2 segundos.
ESÓFAGO
O esófago é um tubo fibro-músculo-mucoso que se estende entre a faringe e o estômago. Se localiza posteriormente à traqueia começando na altura da 7ª vértebra cervical. Perfura o diafragma pela abertura chamada hiato esofágico e termina na parte superior do estômago. Mede cerca de 25 centímetros de comprimento.
A presença de alimento no interior do esófago estimula a actividade peristáltica, e faz com que o alimento mova-se para o estômago.
As contracções são repetidas em ondas que empurram o alimento em direcção ao estômago. A passagem do alimento sólido, ou semi-sólido, da boca para o estômago leva 4 – 8 segundos ; alimentos muito moles e líquidos passam cerca de 1 segundo.
Ocasionalmente, o refluxo do conteúdo do estômago para o interior do esófago causa azia (ou pirose). A sensação de queimação é um resultado da alta acidez do conteúdo estomacal.
O refluxo gastroesofágico se dá quando o esfíncter esofágico inferior (localizado na parte superior do esófago) não se fecha adequadamente após o alimento ter entrado no estômago, o conteúdo pode refluir para a parte inferior do esófago.
O esófago é formado por três porções:
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Porção Cervical: porção que está em contacto íntimo com a traqueia.
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Porção Torácica: é a porção mais importante, passa por trás do brônquio esquerdo (mediastino superior, entre a traqueia e a coluna vertebral).
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Porção Abdominal: repousa sobre o diafragma e pressiona o fígado, formando nele a impressão esofágica.
ESTÔMAGO
O estômago está situado no abdome, logo abaixo do diafragma, anteriormente ao pâncreas, superiormente ao duodeno e a esquerda do fígado. É parcialmente coberto pelas costelas. O estômago está localizado no quadrante superior esquerdo do abdome (Ver quadrantes abdominais no menu principal), entre o fígado e o baço.
O estômago é o segmento mais dilatado do tubo digestivo, em virtude dos alimentos permanecerem nele por algum tempo, necessita ser um reservatório entre o esófago e o intestino delgado.
A forma e posição do estômago são muito variadas de pessoa para pessoa; o diafragma o empurra para baixo, a cada inspiração, e o puxa para cima, a cada expiração e por isso não pode ser descrita como típica.
O estômago é divido em 4 áreas (regiões) principais: Cárdia, Fundo, Corpo e Piloro.
O fundo, que apesar do nome, situa-se no alto, acima do ponto onde se faz a junção do esófago com o estômago.
O corpo representa cerca de 2/3 do volume total.
Para impedir o refluxo do alimento para o esófago, existe uma válvula (orifício de entrada do estômago – óstio cárdico ou orifício esofágico inferior), a Cárdia, situada logo acima da curvatura menor do estômago. É assim denominada por estar próximo ao coração.
Para impedir que o bolo alimentar passe ao intestino delgado prematuramente, o estômago é dotado de uma poderosa válvula muscular, um esfíncter chamado Piloro (orifício de saída do estômago – óstio pilórico). Pouco antes da válvula pilórica encontramos uma porção denominada antro-pilórica.
O estômago apresenta ainda duas partes: a Curvatura Maior (margem esquerda do estômago) e a Curvatura Menor (margem direita do estômago).

Funções Digestivas do Estômago:
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Digestão do alimento
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Secreção do suco gástrico, que inclui enzimas digestórias e ácido hidroclorídrico como substâncias mais importantes.
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Secreção de hormônio gástrico e factor intrínseco.
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Regulação do padrão no qual o alimento é parcialmente digerido e entregue ao intestino delgado.
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Absorção de pequenas quantidades de água e substâncias dissolvidas.
INTESTINO DELGADO
A principal parte da digestão ocorre no intestino delgado, que se estende do piloro até a junção ileocólica (ileocecal), que se reúne com o intestino grosso. O intestino delgado é um órgão indispensável. Os principais eventos da digestão e absorção ocorrem no intestino delgado, portanto sua estrutura é especialmente adaptada para essa função. Sua extensão fornece grande área de superfície para a digestão e absorção, sendo ainda muito aumentada pelas pregas circulares, vilosidades e microvilosidades.
O intestino delgado retirado numa é de cerca de 7 metros de comprimento, podendo variar entre 5 e 8 metros (o comprimento de intestino delgado e grosso em conjunto após a morte é de 9 metros).
O intestino delgado, que consiste em Duodeno, Jejuno e Íleo, estende-se do piloro até a junção ileocecal onde o íleo une-se ao ceco, a primeira parte do intestino grosso.
Duodeno: é a primeira porção do intestino delgado. Recebe este nome por ter seu comprimento aproximadamente igual à largura de doze dedos (25 centímetros). É a única porção do intestino delgado que é fixa. Não possui mesentério.
Apresenta 4 Partes:
1) Parte Superior ou 1ª porção – origina-se no piloro e estende-se até o colo da vesícula biliar.
2) Parte Descendente ou 2ª porção – é desperitonizada e encontramos a chegada de dois Ductos:
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Ducto Colédoco – provêm da vesícula biliar e do fígado (bile)
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Ducto Pancreático – provêm do pâncreas (suco ou secreção pancreática)
3) Parte Horizontal ou 3ª porção
4) Parte Ascendente ou 4ª porção
Jejuno: é a parte do intestino delgado que faz continuação ao duodeno, recebe este nome porque sempre que é aberto se apresenta vazio. É mais largo (aproximadamente 4 centímetros), sua parede é mais espessa, mais vascular e de cor mais forte que o íleo.
Íleo: é o último segmento do intestino delgado que faz continuação ao jejuno. Recebe este nome por relação com osso ilíaco. É mais estreito e suas túnicas são mais finas e menos vascularizadas que o jejuno. Distalmente, o íleo desemboca no intestino grosso num orifício que recebe o nome de óstio ileocecal.
Juntos, o jejuno e o íleo medem 6 a 7 metros de comprimento. A maior parte do jejuno situa-se no quadrante superior esquerdo, enquanto a maior parte do íleo situa-se no quadrante inferior direito. O jejuno e o íleo, ao contrário do duodeno, são móveis.
INTESTINO GROSSO
O intestino grosso pode ser comparado com uma ferradura, aberta para baixo, mede cerca de 6,5 centímetros de diâmetro e 1,5 metros de comprimento. Ele se estende do íleo até o ânus e está fixo à parede posterior do abdómen pelo mesecolo.
O intestino grosso absorve a água com tanta rapidez que, em cerca de 14 horas, o material alimentar toma a consistência típica do bolo fecal.
O intestino grosso apresenta algumas diferenças em relação ao intestino delgado: o calibre, as ténias, os haustos e os apêndices epiplóicos.
O intestino grosso é mais calibroso que o intestino delgado, por isso recebe o nome de intestino grosso. A calibre vai gradativamente afinando conforme vai chegando no canal anal.
As ténias do cólon (fitas longitudinais) são três faixas de aproximadamente 1 centímetro de largura e que percorrem o intestino grosso em toda sua extensão. São mais evidentes no ceco e no cólon ascendente.
Os haustos do cólon (saculações) são abaulamentos ampulares separados por sulcos transversais.
Os apêndices epiplóicos são pequenos pingentes amarelados constituídos por tecido conjuntivo rico em gordura. Aparecem principalmente no cólon sigmóide.
O intestino grosso é dividido em 4 partes principais: Ceco (cécum), Colo (cólon) (Ascendente, Transverso, Descendente e Sigmóide), Reto e Ânus.
A primeira é o ceco, segmento de maior calibre, que se comunica com o íleo. Para impedir o refluxo do material proveniente do intestino delgado, existe uma válvula localizada na junção do íleo com o ceco – Válvula Ileocecal (ileocólica). No fundo do ceco, encontramos o Apêndice Vermiforme.
A porção seguinte do intestino grosso é o Colo, segmento que se prolonga do ceco até o ânus.
Colo Ascendente – é a segunda parte do intestino grosso. Passa para cima do lado direito do abdome a partir do ceco para o lobo direito do fígado, onde se curva para a esquerda na flexura direita do colo (flexura hepática).
Colo Transverso – é a parte mais larga e mais móvel do intestino grosso. Ele cruza o abdome a partir da flexura direita do colo até a flexura esquerda do colo, onde curva-se inferiormente para tornar-se colo descendente. A flexura esquerda do colo (flexura esplênica), normalmente mais superior, mais aguda e menos móvel do que a flexura direita do colo.
Colo Descendente – passa retroperitonealmente a partir da flexura esquerda do colo para a fossa ilíaca esquerda, onde ele é contínuo com o colo sigmóide.
Colo Sigmóide – é caracterizado pela sua alça em forma de “S”, de comprimento variável. O colo sigmóide une o colo descendente ao recto. A terminação das ténias do colo, aproximadamente a 15 cm do ânus, indica a junção recto-sigmóide.
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Flexura Hepática – entre o cólon ascendente e o cólon transverso.
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Flexura Esplénica – entre o cólon transverso e o cólon descendente.
O recto recebe este nome por ser quase rectilíneo. Este segmento do intestino grosso termina ao perfurar o diafragma da pelve (músculos levantadores do ânus) passando a se chamar de canal anal.
O canal anal apesar de bastante curto (3 centímetros de comprimento) é importante por apresentar algumas formações essenciais para o funcionamento intestinal, das quais citamos os esfíncteres anais.
O esfíncter anal interno é o mais profundo, e resulta de um espessamento de fibras musculares lisas circulares, sendo consequentemente involuntário. O esfíncter anal externo é constituído por fibras musculares estriadas que se dispõem circularmente em torno do esfíncter anal interno, sendo este voluntário. Ambos os esfíncteres devem relaxar antes que a defecação possa ocorrer.
Funções do Intestino Grosso:
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Absorção de água e de certos electrólitos;
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Síntese de determinadas vitaminas pelas bactérias intestinais;
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Armazenagem temporária dos resíduos (fezes);
https://www.auladeanatomia.com/upload/site_pagina/bb.gif?x73185 Eliminação de resíduos do corpo (defecação).
Peristaltismo:
Ondas peristálticas intermitentes e bem espaçadas movem o material fecal do ceco para o interior do colo ascendente, transverso e descendente. Á medida que se move através do colo, a água é continuamente reabsorvida das fezes, pelas paredes do intestino, para o interior dos capilares. As fezes que ficam no intestino grosso por um período maior perdem o excesso de água, desenvolvendo a chamada constipação. Ao contrário, movimentos rápidos do intestino não permitem tempo suficiente para que ocorra a reabsorção de água, causando diarreia.
PERITÔNIO
O peritónio é a mais extensa membrana serosa do corpo. A parte que reveste a parede abdominal é denominada Peritónio Parietal e a que se reflecte sobre as vísceras constitui o Peritónio Visceral. O espaço entre os folhetos parietal e visceral do peritónio é denominada cavidade peritoneal.
Determinadas vísceras abdominais são completamente envolvidas por peritónio e suspensas na parede por uma delgada lâmina fina de tecido conjuntivo revestida pela serosa, contendo os vasos sanguíneos. A estas pregas é dado o nome geral de mesentério.
Os Mesentérios são: o mesentério propriamente dito, o mesocólon transverso e o mesocólon sigmóide. Em adição a estes, estão presentes, algumas vezes, um mesocólon ascendente e um descendente.
O Mesentério Propriamente Dito – tem origem nas estruturas ventrais da coluna vertebral e mantém suspenso o intestino delgado.
O Mesocólon Transverso – prende o cólon transverso à parede posterior do abdome.
O Mesocólon Sigmóide – mantém o cólon sigmóide em conexão com a parede pélvica.
O Mesocólon Ascendente e Descendente – ligam o cólon ascendente a descendente à parede posterior do abdome.
O Peritónio apresenta dois omentos: o maior e o menor.
O Omento Maior é um delgado avental que pende sobre o cólon transverso e as alças do intestino delgado. Está inserido ao longo da curvatura maior do estômago e da primeira porção do duodeno.
O Omento Menor estende-se da curvatura menor do estômago e da porção inicial do duodeno até o fígado.
Apêndices Epiplóicos – são pequenas bolsas de peritónio cheias de gordura, situadas ao longo do cólon e parte superior do recto.
GÂNDULAS
O aparelho digestivo é considerado como um tubo, recebe o líquido decretado por diversas glândulas, a maioria situadas em suas paredes como as da boca, esófago, estômago e intestinos.
Algumas glândulas constituem formações bem individualizadas, localizando nas proximidades do tubo, como qual se comunicam através de ductos, que servem para o escoamento de seus produtos de elaboração.
As glândulas salivares são divididas em 2 grandes grupos: Glândulas Salivares Menores e Glândulas Salivares Maiores. A saliva é um líquido viscoso, claro, sem gosto e sem odor que é produzido por essas glândulas e pelas glândulas mucosas da cavidade da boca.
Glândulas Salivares Menores: constituem pequenos corpúsculos ou nódulos disseminados nas paredes da boca, como as glândulas labiais, palatinas linguais e molares.
Glândulas Salivares Maiores: são representadas por 3 pares que são as parótidas, submandibulares e sublinguais.
Glândula Parótida – a maior das três e situa-se na parte lateral da face, abaixo e adiante do pavilhão da orelha. Irrigada por ramos da artéria carótida externa. Inervada pelo nervo auriculotemporal, glossofaríngeo e facial.
Glândula Submandibular – é arredondada e situa-se no triângulo submandibular. É irrigada por ramos da artéria facial e lingual. Os nervos secretomotores derivam de fibras parassimpáticas craniais do facial; as fibras simpáticas provêm do gânglio cervical superior.
Glândula Sublingual – é a menor das três e localiza-se abaixo da mucosa do assoalho da boca. É irrigada pelas artérias sublinguais e submentonianas. Os nervos derivam de maneira idêntica aos da glândula submandibular.
FÍGADO
O fígado é a maior glândula do organismo, e é também a mais volumosa víscera abdominal.
Sua localização é na região superior do abdómen, logo abaixo do diafragma, ficando mais a direita, isto é, normalmente 2/3 de seu volume estão a direita da linha mediana e 1/3 à esquerda. Pesa cerca de 1,500 g e responde por aproximadamente 1/40 do peso do corpo adulto.
O fígado apresenta duas faces: Diafragmática e Visceral.
O fígado é dividido em lobos. A Face Diagramática apresenta um lobo direito e um lobo esquerdo, sendo o direito pelo menos duas vezes maior que o esquerdo. A divisão dos lobos é estabelecida pelo Ligamento Falciforme. Na extremidade desse ligamento encontramos um cordão fibroso resultante da obliteração da veia umbilical, conhecido como Ligamento Redondo do Fígado.
A Face Visceral é subdividida em 4 lobos (direito, esquerdo, quadrado e caudado) pela presença de depressões em sua área central, que no conjunto se compõem formando um “H”, com 2 ramos antero-posteriores e um transversal que os une. Embora o lobo direito seja considerado por muitos anatomistas como incluindo o lobo quadrado (inferior) e o lobo caudado (posterior) com base na morfologia interna, os lobos quadrado e caudado pertencem mais apropriadamente ao lobo esquerdo.
Entre o lobo direito e o quadrado encontramos a vesícula biliar e entre o lobo direito e o caudado, há um sulco que aloja a veia cava inferior. Entre os lobos caudado e quadrado, há uma fenda transversal: a porta do fígado (pedículo hepático), por onde passam a artéria hepática, a veia porta, o ducto hepático comum, os nervos e os vasos linfáticos.
Aparelho Excretor do Fígado – é formado pelo ducto hepático, vesícula biliar, ducto cístico e ducto colédoco.
O fígado é um órgão vital, sendo essencial o funcionamento de pelo menos 1/3 dele – além da bile que é indispensável na digestão das gorduras – ele desempenha o importante papel de armazenador de glicose e, em menor escala, de ferro, cobre e vitaminas.
A Função Digestiva do Fígado é produzir a bile, uma secreção verde amarelada, para passar para o duodeno. A bile é produzida no fígado e armazenada na vesícula biliar, que a libera quando gorduras entram no duodeno. A bile emulsiona a gordura e a distribui para a parte distal do intestino para a digestão e absorção.

Outras Funções do Fígado são: Metabolismo dos carboidratos; Metabolismo dos lipídios; Metabolismo das proteínas; Processamento de fármacos e hormônios; Excreção da bilirrubina; Excreção de sais biliares; Armazenagem; Fagocitose; Activação da vitamina D.
VESÍCULA BILIAR
A Vesícula Biliar (7 – 10 cm de comprimento) situa-se na fossa da vesícula biliar na face visceral do fígado. Esta fossa situa-se na junção do lobo direito e do lobo quadrado do fígado. A relação da vesícula biliar com o duodeno é tão íntima que a parte superior do duodeno normalmente é manchada com bile no cadáver. A vesícula biliar tem capacidade para até 50 ml de bile.
O Ducto Cístico (4 cm de comprimento) liga a vesícula biliar ao Ducto Hepático comum (união do ducto hepático direito e esquerdo) formando o Ducto Colédoco. O comprimento varia de 5 a 15 cm. O ducto colédoco desce posterior a parte superior do duodeno e situa-se na face posterior da cabeça do pâncreas. No lado esquerdo da parte descendente do duodeno, o ducto colédoco entra em contacto com o ducto pancreático principal.
PÂNCREAS
O pâncreas produz através de uma secreção exócrina o suco pancreático que entra no duodeno através dos ductos pancreáticos, uma secreção endócrina produz glucagon e insulina que entram no sangue. O pâncreas produz diariamente 1200 – 1500 ml de suco pancreático.
O pâncreas é achatado no sentido antero-posterior, ele apresenta uma face anterior e outra posterior, com uma borda superior e inferior e sua localização é posterior ao estômago.
O pâncreas apresenta duas faces, uma a Face Diafragmática (antero superior) que é convexa e lisa relacionando-se com a cúpula diafragmática e, a  Face Visceral (póstero inferior)  que é irregularmente côncava pela presença de impressões viscerais.
O comprimento varia de 12,5 a 15 cm e seu peso na mulher é de 14,95 g e no homem 16,08 g.
O pâncreas divide-se em Cabeça (aloja-se na curva do duodeno), Colo, Corpo (dividido em três partes: anterior, posterior e inferior) e Cauda.
Ducto Pancreático – O ducto pancreático principal começa na cauda do pâncreas e corre para sua cabeça, onde se curva inferiormente e está intimamente relacionada com o ducto colédoco. O ducto pancreático se une ao ducto colédoco (fígado e vesícula biliar) e entra no duodeno como um ducto comum chamado ampola hepatopancreática.




CONCLUSÃO
Depois da pesquisa feita, chegou-se por concluir que o sistema digestivo é responsável por fazer a ingestão, digestão, absorção e eliminação dos alimentos. Ele é composto por um longo tubo que contém os principais órgãos e glândulas do processo digestivo. O tubo, com cerca de 9 metros, é capaz de levar o alimento até o ânus. Ela se inicia na boca através da mastigação e saliva formando um bolo alimentar. A língua é responsável por empurrar o bolo até a faringe, que passa pelo esófago e depois para o estômago, num processo chamado deglutição.
Quando o bolo atinge o estômago, ele passa por diversos processos químicos dos quais são retirados os nutrientes necessários para o corpo. A água do corpo humano e os sais minerais não são absorvidas durante a digestão e grande parte deles são absorvidos no intestino delgado. Esse último conecta-se com o intestino grosso, finalizando com o ânus, por onde as fezes são eliminadas.





REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

__________ Anatomia Humana: Sistema digestivo. Disponível em: http://anatomia-humana.info/corpo-humano/sistema-digestivo.html. Acesso aos 09 de Setembro de 2017.
Fabíola Alves dos Reis: órgãos anexos do sistema digestivo. Brasil, 2013. Disponível em: http://www.ufjf.br/anatomia/files/2012/04/S-DIGESTVO-2013.pdf. Acesso aos 09 de Setembro de 2017.
AULA DE ANATOMIA: Sistema Digestivo. Disponível em: https://www.auladeanatomia.com/novosite/sistemas/sistema-digestorio/. Acesso aos 09 de Setembro de 2017.



SURGIMENTO DA MEDIATECA INFANTIL ZÉ-DU | Trabalhos Feitos Navegante

INTRODUÇÃO

O presente trabalho tem como tema organização e dinamização da biblioteca escolar (mediateca). Define-se mediateca como arquivo, devidamente organizado, de documentos informativos e culturais em diversos suportes (disco, CD, cassete, filme, papel, diapositivo, etc.), reunidos num só local e normalmente disponíveis ao público em geral, para consulta ou empréstimo. A Mediateca em estudo está localizada no Município do Cazenga – comuna do Tala-Ya-Hade junto-a Frescangonl – rua dos Comando. Ela ocupa uma área de 2.900m2.
Objectivo do trabalho
Valorizar a eficácia do planeamento;
Organização e gestão da biblioteca escolita.






SURGIMENTO DA MEDIATECA INFANTIL ZÉ-DU

Dia 25 de Agosto de 2016, inauguração por sua excelência o governador da República Hegino Carneiro e a Ministra Cândida Narciso.
Principais características
Infanto – Infantil
Recepção central
Espaço juvenil

Organização e Dinamização da Mediateca

Os livros estão expostos da prateleira e organizados por ordem alfabética de A-Z.
Na primeira prateleira estão os dicionários ilustrados, dicionários, diários enciclopédias.
Na segunda prateleira livros para colorir livros com outro colante e livros de banda desenhada.
Na terceira prateleira livros de história infantil.
Na quarta prateleira os abecedários em blocos de madeiras e legos
Cantinhos:
Cantinhos de (1) uma mesa com 4 cadeiras de diversas modelos.
Cantinhos dos blocos lógicos
Cantinhos dos legos de madeira
Tapete da hora do conto
Cantinho da casinha de banho de bolinha
Cantinho de mesa com computadores ligados a internet.

Organigrama:
Directora:
Rema – Serviço
Administrador
E funcionários

Espaço / zonas funcionais

1.    Esplanada de Leitura
Salas de jogo infantil
Wc – infantil
Sala de estudo
Área de recepção
Área de jardim (espaço verde)
Os serviços respondem as necessidades da comunidade local. Critérios de usuários si respondem as necessidades da comunidade.
Os serviços são acessíveis fisicamente a todos os membros da comunidade = sim.
As instalações são corretas para leitura e estudo.
Sim área é espaçosa e o clima é pavoravel para as leituras
As tecnologias que possui é adequada a todos os usuários.
Sim é adequada principalmente od serviços de internet e investigação tanto para as crianças que sabem ler e como as crianças que também fazem leitura por imagem.
Os horários:
As segunda – feiras As 10h – ás 14h ás 20h
Terça – a sexta: das 9h – ás 14h das 14h – as 20h
Sábado – das 9h – as 14h

Programas especiais que oferecem a comunidade

Semana – do desenho hora do conto: poesia em homenagem clube de matemática a uma determinada clube de leitura data.
Leia comigo ex: o corrente mês atelier de artes alusivo ao Dr: pesquisa na Google António Agostinho Neto.
É centro cultural e de referencial da comunidade.
Sim é um ponto de referencia para a comunidade do cazenga e não só para população um geral é a maior mediateca nacional.

Os métodos e técnicas possíveis ao utilizar

Observação
Entrevista
Analises e sínteses.

O funcionamento da Mediateca – Zédu

O usuário trata um cartão para ter acesso a entrada a Mediateca Zédu e recebe as informações necessária para ele locomover dentro da Mediateca.
A recepcionista informa á criança que 1º ela tem acesso a um livro de sua preferência.
A criança que já sabe ler no máximo leia 1 pagina e em seguida deve explicar a recepcionista o que ele leu se percebeu a leitura ou não. Para incentivar o gosto pela leitura, e depois ela da outros procedimentos como, o que é que a criança quer se é jogo o ver os livros o investigar etc.
A criança que ainda não lê como criança menor de 7 anos ela da um livro de ilustração para ela fazer uma leitura de imagem.

Principais personalidades e autores

Victor Hungo Mendes
Grupo elenco da paz.

CONCLUSÃO

Chegamos a conclusão que a Mediateca do Cazenga é a maior mediateca de Angola tem bons requisitos a desejar para os usuários o atendimento é prestativo os funcionários são simpáticos atenciosos carinhosos, maravilhosos. Dando um contributo a cultura o incentivo a leitura e investigação para os usuários.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

A FRUSTRAÇÃO | Trabalhos Feitos Navegante

A FRUSTRAÇÃO
 O QUE É FRUSTRAÇÃO?
Este sentimento costuma surgir quando algo desejado ou esperado não ocorre. Frustração pode estar relacionado com a sensação de incapacidade quando este acontecimento dependia da própria pessoa.
Exemplo: Estudar muito e não ser aprovado. Casar pensando que teria um tipo de vida e depois perceber que não é nada disso. Entrar para uma instituição e não receber o apoio prometido. Cultivar uma amizade e levar um cano do amigo. Se dedicar ao trabalho e ver outra pessoa recebendo aumento. Tudo isso são situações que podem frustrar. Dá para evitar este tipo de situação? Ás vezes não. Nem tudo depende de nós. Por exemplo: Não depende só de você a forma como seus amigos, marido, patrão vão se comportar. Mas podemos nos dedicar a aprender a lidar com a frustração quando for inevitável.
UMA HISTÓRIA FRUSTRANTE
Um exemplo de situação que pode ser frustrante: Mulher casada há 15 anos, marido machista não permite que trabalhe ou estude. Segundo o marido ela tem que cuidar da casa pois jamais seria capaz de enfrentar o dia a dia de uma empresa. Cada vez que esta esposa pensa em sair de casa para trabalhar o marido diz que a família precisa dela. Ela até tentou voltar para faculdade, tentou fazer um curso de inglês, começou um curso de informática, mas não concluiu nenhum porque o marido ameaçava de separação. Esta mulher se sente frustrada, cansada, sem libido, irritada. Não tem vontade de sair nem de conversar. Se queixa de angustia e falta de vontade de cuidar da casa. Foi ao médico e recebeu o diagnóstico de gastrite e labirintite.
Frustração pode gerar raiva, agressividade, revolta, decepção, depressão, falta de motivação e auto estima rebaixada. Frustração pode provocar stress.
FRUSTRAÇÃO PELO IMPEDIMENTO DO ALCANCE DE UMA META
Pode ser causada por vários tipos de obstáculos: obstáculos físicos, condições ambientais desfavoráveis. Ex. Você quer viajar mas a estrada está bloqueada. Obstáculos sociais, normas, regras ,leis. Por exemplo o garoto de 17 anos que quer ter carteira de motorista, mas a lei impede. Obstáculo emocional. Por exemplo a frustração do fóbico social em desejar contato humano mas não se sentir capaz, crenças de incompetência, vulnerabilidade e sensação de fracasso iminente. Obstáculos devido doenças físicas. Por exemplo o diabético que tem que mudar seus hábitos alimentares, aplicar insulina e não pode mais fazer certas atividades.
FRUSTRAÇÃO PELO NÃO RECEBIMENTO DE UMA GRATIFICAÇÃO ESPERADA
A pessoa que lutou para atingir um objetivo e acredita que seria lógico ter êxito poderá sentir muita frustração se por algum motivo não conseguir atingi-lo. Por exemplo a promoção que não veio apesar de toda dedicação.
FRUSTRAÇÃO POR NECESSIDADE NÃO SATISFEITA
Exemplo: Frustração pela demora do salário, mesmo que pago em dia temos que esperar 30 dias para recebê-lo.
FRUSTRAÇÃO POR CONFLITO
Por exemplo ao tomar decisões temos que escolher uma opção e isto sempre significa abrir mão dos benefícios da outra opção.
CONSEQÜÊNCIAS DA FRUSTRAÇÃO
Conforme a forma de reagir à frustração pode trazer danos ou benefícios. Respostas comuns: Fuga, evitação, compensação e agressão. Podemos usar a situação para aprender com ela, e assim crescer.
COMPORTAMENTO DE FUGA
Alguns, ao se frustrarem, se afastam, não querem mais contato com a situação. Ex: Um marido que resolveu separar, depois de anos de casado, porque a esposa disse no meio de uma briga que ele não era o marido que ela sonhava, mas isto foi dito no calor do momento e não refletia o real sentimento dela. Como ele se considerava dedicado à família, e esperava reconhecimento, ficou tão frustrado que pediu a separação. Foi uma decisão de fuga, e apesar de ter se livrado do que ele considerou injusto, perdeu todas as partes boas do casamento.
COMPORTAMENTO DE EVITAÇÃO
Após a pessoa ser frustrada pode passar a evitar situações parecidas ou as pessoas e lugares envolvidos com a frustração por medo de frustrar-se novamente . Por ex, uma pessoa que não recebeu aumento esperado, começa a faltar ao trabalho, chegar atrasado, não se esforça mais, não interage mais, ou seja, se esquiva de entrar em contato com as coisas que agora ficaram aversivas.
COMPORTAMENTO COMPENSATÓRIO
Para lidar com a frustração a pessoa pode compensar com outras satisfações. Ex, comer em excesso, drogas, álcool, etc. Em outro exemplo pessoa sente-se frustrada porque seu relacionamento acabou e como compensação passa a trabalhar compulsivamente.
COMPORTAMENTO DE DESAMPARO
Uma vez tendo se frustrado em uma atividade a pessoa para de tentar sucesso em outras áreas da vida. Muitas vezes nem há obstáculos, mas a visão distorcida da pessoa vê tudo como imensamente difícil. E assim não se dá oportunidade para perceber que poderia vencer. Ex, a pessoa que quer entrar em medicina, mas como não se acredita capaz, nem tenta e passa a vida insatisfeita com a profissão que escolheu.
CONSEQUÊNCIAS DA FRUSTRAÇÃO
E este é o principal motivo por estarmos falando de frustração , ela pode trazer conseqüências negativas. É possível que a frustração leve a agressão. A pessoa agredirá outras pessoas ou a si mesma, auto agressão. No noticiário vemos pessoas que frustradas com o fim de um relacionamento agredindo e até matando o parceiro. A agressão costuma ocorrer se pessoa não perceber justificativa, pois quando a frustração é justificável o que ela pode sentir é apenas irritação, e não agressão. Ex: o caso da pessoa com casamento marcado e a empresa o transfere para outra cidade, tendo que desmarcar o casamento. Sendo justificável, a noiva ficaria muito irritada, mas não agrediria. Mas uma noiva que foi traída não vê justificativa, então pode aumentar a probabilidade de tornar-se agressiva.


quinta-feira, 27 de julho de 2017

HUMANIZAÇÃO NA ASSISTÊNCIA

HISTORIAL DE MARTIN LUTHER KING
Martin Luther King nasceu em Atlanta (EUA), em 1929. Ainda jovem, aos 19 anos, foi ordenado Pastor Baptista e algum tempo depois se formou como Teólogo, pelo Seminário Teológico de Crozer. Para fazer uma pós-graduação, mudou-se para Boston, onde conheceu Coretta Scott, com quem se casou em 1953. No ano seguinte, King se tornou pastor da Igreja Baptista de Montgom0ery, Alabama.
Em 1955, aconteceu o incidente que levou a figura de King a ser conhecida como sinónimo de luta pelos direitos civis, conhecido como boicote aos ónibus de Montgomery. O boicote aconteceu por causa da prisão de uma negra que se recusou a ceder lugar no ónibus para uma passageira branca. Luther King, então, liderou o boicote aos ónibus de Montgomery, que durou um ano. Como uma represália ao boicote, King teve sua casa bombardeada várias vezes e recebeu várias ameaças. Mas a Suprema Corte deu fim ao boicote, ao proibir qualquer tipo de discriminação racial.
Vitória de King e do pacifismo.
Em 1957, Luther King ajudou a fundar a Conferência da Liderança Cristã no Sul (SCLC), organização de igrejas e sacerdotes negros, que consagra King seu líder. O objetivo da organização era acabar com as leis de segregação, usando apenas métodos pacíficos.
Inspirado pelo método pacífico de Gandhi, Luther King viajou até a Índia para compreender melhor esses métodos e aprimorar suas manifestações. Contribuiu amplamente para o reconhecimento dos direitos civis dos negros no seu país, em protestos como a campanha a favor dos direitos civis em Birmingham, Alabama, em 1963; a realização do censo para aprovação dos votos dos negros; o fim da segregação racial e a melhoria da educação e de moradia para os negros nos estados do sul.
Além disso, foi responsável por dirigir a histórica” marcha” para Washington, em Agosto de 1963. Foi nessa ocasião que fez o famoso discurso I have a dream (Tenho um sonho). E em 1964 recebeu o Prémio Nobel da Paz.
Ampliando suas preocupações, King se associou ao movimento contra a guerra do Vietnã e às lideranças brancas, em 1967. Recebeu muitas críticas das lideranças negras, que acreditavam que era preciso se preocupar com os problemas dentro de casa, primeiramente. No ano seguinte, Luther King foi assassinado por um branco, fugitivo da cadeia. Seu assassino pegou a sentença de 99 anos de prisão.
OBJETIVOS

Geral:

Aprofundar os conhecimentos sobre a humanização na assistência e nos cuidados de enfermagem, com relação ao paciente.

Específicos:

·         Compreender o significado que a humanização representa para o enfermeiro;
·         Aprofundar os conhecimentos sobre a humanização nos cuidados de enfermagem;
·         Conhecer qual a percepção dos enfermeiros em relação aos cuidados de enfermagem humanizados;
·         Reconhecer as acções básicas que oo profissional deverá fazer para desenvolver o processo de humanização na assistencia do paciente.








INTRODUÇÃO
Este estudo busca estabelecer uma reflexão sobre a humanização na assistência à saúde. Traz uma perspectiva histórica sobre o entendimento do homem, do humano e da humanidade, até a humanização na humanidade e na saúde. 
O termo "humanização" tem sido empregado constantemente no âmbito da saúde. É a base de um amplo conjunto de iniciativas, mas não possui uma definição mais clara, geralmente designando a forma de assistência que valoriza a qualidade do cuidado do ponto de vista de enfermagem, associada ao reconhecimento dos direitos do paciente, de sua subjectividade, cultura e valores, além do reconhecimento do profissional.
Neste contexto, humanizar significa acolher o paciente, a partir de uma acção efectiva da solidariedade na compreensão do ser doente em sua singularidade e na apreciação da vida. É abrir-se ao outro e acolher, solidária e legitimamente a diversidade, tornando o ambiente, mais agradável e menos tenso, de forma a proporcionar ao paciente um atendimento, mais seguro, afectuoso e terno.





IMPORTÂNCIA DO TEMA

Partindo da definição de saúde estabelecida pela OMS como "o " completo bem estar físico, mental, social, espiritual  e não apenas a ausência da doença", vê-se que o tema escolhido é de suma importância para  a sociedade em geral e em especial ao técnico de saúde que precisa conhecer e identificar os elementos ligados a humanização e  por se tratar de um assunto corrente que  vem causando um mau clima entre  funcionários ligados ao ramo de saúde e os utentes que procuram os  serviços de saúde nas unidades hospitalares.



HUMANIZAÇÃO NA ASSISTÊNCIA
Conceito
A Humanização como  acção ou efeito de humanizar, ou  acto de tornar humano, tornar sociável e tornar-se, mais compreensivo. Tendo em conta que a humanização dos cuidados respeita efetivamente os profissionais de saúde e em particular a classe de enfermagem, visto que é a que presta cuidado de forma continua tem habilidades e competências, ou seja, saber ser e saber fazer e sempre presente o código deontológico e os aspectos éticos da enfermagem, visto que é gente que cuida de gente (Manual de Enfermagem Pediátrica, 2011, pag 44-45).
Nesta perspectiva, a Humanização é entendida como eixo norteador de uma prática em todas as Unidades de Saúde, para que contribua para a melhoria e manutenção dos cuidados a prestar, desenvolva uma dinâmica de maior satisfação e bem-estar pessoal e profissional e articule os objetivos pessoais e profissionais com o objetivo institucionais." DR I Série nº 91 de 15 de Maio de 2014".
Serviços de saúde e a humanização
A Humanização dos Serviços de Saúde implica a valorização de todos os intervenientes na prestação de cuidados de saúde, desde o utente e seus familiares, aos trabalhadores, diretores e responsáveis pela gestão dos serviços. "DR I Série nº 91 de 15 de Maio de 2014".
A enfermagem como profissão na área de saúde que permanece mais tempo ao lado do doente, tendo como objeto de trabalho o´´cuidar´´ , deve ser facilitadora na promoção da saúde e do bem estar bio-psico-socioespiritual e emocional do doente, melhorando a sua vivência no processo de doença e hospitalização.
O instrumento que é utilizado para humanizar o cuidado é a comunicação, dialogando com o doente, visando esclarecer dúvidas quanto ao seu tratamento, exames, diagnósticos ou procedimentos clínicos, minimizando a sua ansiedade causada pela sua condição de doente hospitalizado. É por tanto necessário que os profissionais de enfermagem procurem comunicar com o paciente de modo atencioso, respeitoso, utilizando uma linguagem acessível bem como a priorização da comunicação não verbal. Deste modo a comunicação na relação paciente- profissional de enfermagem mostra-se como instrumento básico na construção de estratégias que almejem um cuidado humanizado como, por exemplo, a utilização de uma linguagem acessível, valorização da escuta atenta, de um sorriso que expresse confiança, de um olhar que demonstre tranquilidade, de um toque carinhoso que proporcione apoio e conforto, de uma palavra de animo que eleve a auto - estima do paciente.
Atualmente, o cuidar focaliza-se nos cuidados centrados na família, sendo uma filosofia que considera a unidade familiar como foco fundamental das intervenções da atenção a saúde. A família é o pilar central da vida, não podendo ser descurado pelos profissionais de enfermagem num plano de cuidados do doente.
Tendo em conta que a humanização dos cuidados, respeita efetivamente os profissionais de saúde e em particularmente a classe de enfermagem, visto que é a que presta cuidados de forma continua tenha habilidades e competências, ou seja saber ser e saber fazer é sempre presente o código deontológico e os aspectos éticos da enfermagem, visto que é gente que cuida de gente (Manual de Enfermagem Pediátrica, 2011, pag 44-45).

ACÇÕES BÁSICAS PARA DESENVOLVER O PROCESSO DE HUMANIZAÇÃO EM RELAÇÃO AO PACIENTE
Na prática de enfermagem, os profissionais devem ter em conta muitos valores, e nessa perspectiva a carta dos direitos e deveres do doente. O enfermeiro tem o dever de assegurar, promover e respeitar os mesmos. A dignidade humana é o núcleo essencial dos direitos humanos. Deste modo compete ao enfermeiro garantir a qualidade e continuidade dos cuidados, assumindo esta responsabilidade e contribuindo para criar um ambiente propício.
A humanização dos cuidados de enfermagem passa primeiramente pela relação que tem com o doente. Este relacionamento requer por parte do enfermeiro atender as necessidades do utente que são:
- Segurança, ambiente de cuidados efetivos;
- Promoção e manutenção da saúde;
- Integridade psicossocial;
- Princípios cuidadosos e afectivos;
- Tratamento no respeito pela dignidade humana;
- Dar cuidados apropriados ao paciente de acordo ao seu estado de saúde,
- Confidencialidade de toda informação clínica,
- Privacidade na prestação de todo e qualquer acto;
- Sigílo profissional em tudo que envolver ao estado clínico do paciente.

CONCLUSÃO
A realização desse trabalho sobre Humanização hospitalar permitiu fazer uma incursão mais profunda sobre o âmago do carácter e da personalidade do enfermeiro, no que concerne a valorização da vida e da importância ético-moral do indivíduo perante o doente.
Procurou-se mostrar os diferentes conflitos e interesses existentes entre o elemento moral e o elemento material quando são transportados no quadro da assistência em enfermagem, onde muitas das vezes por falta de humanismo nas equipas de saúde, os resultados não tem sido os mais desejados.
A combinação de metodologias permitiu traçar o perfil dos técnicos de saúde quanto ao conhecimento e compreensão sobre a matéria e o domínio ético no campo da humanização, e obter respostas aos utentes em relação ao seu grau de satisfação. A humanização passou a ser um problema não só entre o técnico de saúde e o utente, mas também uma preocupação do executivo, traçando políticas onde o campo da humanização aparece como um elemento "sinequanon" na busca da satisfação de que procura os serviços de saúde.



RECOMENDAÇÕES
Os profissionais de enfermagem para serem agente de humanização devem necessariamente ser possuidor de uma identidade pessoal dinâmica e em constante atualização, que apresentam valores e crenças individuais mas que sejam capazes de se adaptar as situações que lhes vão surgindo, desenvolvendo suas capacidades intelectuais, praticando a sua relação interpessoal com a pessoa doente, aceitando o seu quadro de valores, crenças e desejos individuais. Sabendo que humanizar é cuidar do outro tendo em conta os seus valores e o modo gosta ou quer ser cuidado. E não como o enfermeiro acha que ele quer ser cuidado, ou seja atender as necessidades.
Neste sentido, humanizar o trabalho da enfermagem implica em oferecer assistência (cuidado) que valorize o ser humano, que leve em conta sua cultura, seus valores e suas necessidades. Implica na capacidade de ouvir o doente com o coração, o olhar, a expressão e a mente também contribuem para preservação da saúde, do bem-estar pessoal e social, para ampliação de possibilidades de exercer autonomia e de transformar o contexto em que se vive.




BIBLIOGRAFIA

Bernardino Luís, Vicente Maria e Silva Maria (2011) Manual de Enfermagem Pediátrica.
Diário da República I Série - N.º 254 de 10 de Novembro 2010 - Regime jurídico da carreira de enfermagem.
Diário da República I Série - N.º 91 de 15 de Maio 2014 despacho n.º 1114/14 - programa nacional de humanização da assistência na saúde
Fernandes Almenesilda e Karila Ana (2009) Manual do Estagiário em Enfermagem.
Figueiredo Abílio (2004) Ética e Formação em Enfermagem.
Ministério da Saúde ( MINSA), Diário da Republica 1ª Série nº 91, 15 de Maio de 2014, Despacho nº 1114/14. Humanização no Serviço Nacional de Saúde- Angola.