terça-feira, 12 de setembro de 2017

A FRUSTRAÇÃO | Trabalhos Feitos Navegante

A FRUSTRAÇÃO
 O QUE É FRUSTRAÇÃO?
Este sentimento costuma surgir quando algo desejado ou esperado não ocorre. Frustração pode estar relacionado com a sensação de incapacidade quando este acontecimento dependia da própria pessoa.
Exemplo: Estudar muito e não ser aprovado. Casar pensando que teria um tipo de vida e depois perceber que não é nada disso. Entrar para uma instituição e não receber o apoio prometido. Cultivar uma amizade e levar um cano do amigo. Se dedicar ao trabalho e ver outra pessoa recebendo aumento. Tudo isso são situações que podem frustrar. Dá para evitar este tipo de situação? Ás vezes não. Nem tudo depende de nós. Por exemplo: Não depende só de você a forma como seus amigos, marido, patrão vão se comportar. Mas podemos nos dedicar a aprender a lidar com a frustração quando for inevitável.
UMA HISTÓRIA FRUSTRANTE
Um exemplo de situação que pode ser frustrante: Mulher casada há 15 anos, marido machista não permite que trabalhe ou estude. Segundo o marido ela tem que cuidar da casa pois jamais seria capaz de enfrentar o dia a dia de uma empresa. Cada vez que esta esposa pensa em sair de casa para trabalhar o marido diz que a família precisa dela. Ela até tentou voltar para faculdade, tentou fazer um curso de inglês, começou um curso de informática, mas não concluiu nenhum porque o marido ameaçava de separação. Esta mulher se sente frustrada, cansada, sem libido, irritada. Não tem vontade de sair nem de conversar. Se queixa de angustia e falta de vontade de cuidar da casa. Foi ao médico e recebeu o diagnóstico de gastrite e labirintite.
Frustração pode gerar raiva, agressividade, revolta, decepção, depressão, falta de motivação e auto estima rebaixada. Frustração pode provocar stress.
FRUSTRAÇÃO PELO IMPEDIMENTO DO ALCANCE DE UMA META
Pode ser causada por vários tipos de obstáculos: obstáculos físicos, condições ambientais desfavoráveis. Ex. Você quer viajar mas a estrada está bloqueada. Obstáculos sociais, normas, regras ,leis. Por exemplo o garoto de 17 anos que quer ter carteira de motorista, mas a lei impede. Obstáculo emocional. Por exemplo a frustração do fóbico social em desejar contato humano mas não se sentir capaz, crenças de incompetência, vulnerabilidade e sensação de fracasso iminente. Obstáculos devido doenças físicas. Por exemplo o diabético que tem que mudar seus hábitos alimentares, aplicar insulina e não pode mais fazer certas atividades.
FRUSTRAÇÃO PELO NÃO RECEBIMENTO DE UMA GRATIFICAÇÃO ESPERADA
A pessoa que lutou para atingir um objetivo e acredita que seria lógico ter êxito poderá sentir muita frustração se por algum motivo não conseguir atingi-lo. Por exemplo a promoção que não veio apesar de toda dedicação.
FRUSTRAÇÃO POR NECESSIDADE NÃO SATISFEITA
Exemplo: Frustração pela demora do salário, mesmo que pago em dia temos que esperar 30 dias para recebê-lo.
FRUSTRAÇÃO POR CONFLITO
Por exemplo ao tomar decisões temos que escolher uma opção e isto sempre significa abrir mão dos benefícios da outra opção.
CONSEQÜÊNCIAS DA FRUSTRAÇÃO
Conforme a forma de reagir à frustração pode trazer danos ou benefícios. Respostas comuns: Fuga, evitação, compensação e agressão. Podemos usar a situação para aprender com ela, e assim crescer.
COMPORTAMENTO DE FUGA
Alguns, ao se frustrarem, se afastam, não querem mais contato com a situação. Ex: Um marido que resolveu separar, depois de anos de casado, porque a esposa disse no meio de uma briga que ele não era o marido que ela sonhava, mas isto foi dito no calor do momento e não refletia o real sentimento dela. Como ele se considerava dedicado à família, e esperava reconhecimento, ficou tão frustrado que pediu a separação. Foi uma decisão de fuga, e apesar de ter se livrado do que ele considerou injusto, perdeu todas as partes boas do casamento.
COMPORTAMENTO DE EVITAÇÃO
Após a pessoa ser frustrada pode passar a evitar situações parecidas ou as pessoas e lugares envolvidos com a frustração por medo de frustrar-se novamente . Por ex, uma pessoa que não recebeu aumento esperado, começa a faltar ao trabalho, chegar atrasado, não se esforça mais, não interage mais, ou seja, se esquiva de entrar em contato com as coisas que agora ficaram aversivas.
COMPORTAMENTO COMPENSATÓRIO
Para lidar com a frustração a pessoa pode compensar com outras satisfações. Ex, comer em excesso, drogas, álcool, etc. Em outro exemplo pessoa sente-se frustrada porque seu relacionamento acabou e como compensação passa a trabalhar compulsivamente.
COMPORTAMENTO DE DESAMPARO
Uma vez tendo se frustrado em uma atividade a pessoa para de tentar sucesso em outras áreas da vida. Muitas vezes nem há obstáculos, mas a visão distorcida da pessoa vê tudo como imensamente difícil. E assim não se dá oportunidade para perceber que poderia vencer. Ex, a pessoa que quer entrar em medicina, mas como não se acredita capaz, nem tenta e passa a vida insatisfeita com a profissão que escolheu.
CONSEQUÊNCIAS DA FRUSTRAÇÃO
E este é o principal motivo por estarmos falando de frustração , ela pode trazer conseqüências negativas. É possível que a frustração leve a agressão. A pessoa agredirá outras pessoas ou a si mesma, auto agressão. No noticiário vemos pessoas que frustradas com o fim de um relacionamento agredindo e até matando o parceiro. A agressão costuma ocorrer se pessoa não perceber justificativa, pois quando a frustração é justificável o que ela pode sentir é apenas irritação, e não agressão. Ex: o caso da pessoa com casamento marcado e a empresa o transfere para outra cidade, tendo que desmarcar o casamento. Sendo justificável, a noiva ficaria muito irritada, mas não agrediria. Mas uma noiva que foi traída não vê justificativa, então pode aumentar a probabilidade de tornar-se agressiva.


quinta-feira, 27 de julho de 2017

HUMANIZAÇÃO NA ASSISTÊNCIA

HISTORIAL DE MARTIN LUTHER KING
Martin Luther King nasceu em Atlanta (EUA), em 1929. Ainda jovem, aos 19 anos, foi ordenado Pastor Baptista e algum tempo depois se formou como Teólogo, pelo Seminário Teológico de Crozer. Para fazer uma pós-graduação, mudou-se para Boston, onde conheceu Coretta Scott, com quem se casou em 1953. No ano seguinte, King se tornou pastor da Igreja Baptista de Montgom0ery, Alabama.
Em 1955, aconteceu o incidente que levou a figura de King a ser conhecida como sinónimo de luta pelos direitos civis, conhecido como boicote aos ónibus de Montgomery. O boicote aconteceu por causa da prisão de uma negra que se recusou a ceder lugar no ónibus para uma passageira branca. Luther King, então, liderou o boicote aos ónibus de Montgomery, que durou um ano. Como uma represália ao boicote, King teve sua casa bombardeada várias vezes e recebeu várias ameaças. Mas a Suprema Corte deu fim ao boicote, ao proibir qualquer tipo de discriminação racial.
Vitória de King e do pacifismo.
Em 1957, Luther King ajudou a fundar a Conferência da Liderança Cristã no Sul (SCLC), organização de igrejas e sacerdotes negros, que consagra King seu líder. O objetivo da organização era acabar com as leis de segregação, usando apenas métodos pacíficos.
Inspirado pelo método pacífico de Gandhi, Luther King viajou até a Índia para compreender melhor esses métodos e aprimorar suas manifestações. Contribuiu amplamente para o reconhecimento dos direitos civis dos negros no seu país, em protestos como a campanha a favor dos direitos civis em Birmingham, Alabama, em 1963; a realização do censo para aprovação dos votos dos negros; o fim da segregação racial e a melhoria da educação e de moradia para os negros nos estados do sul.
Além disso, foi responsável por dirigir a histórica” marcha” para Washington, em Agosto de 1963. Foi nessa ocasião que fez o famoso discurso I have a dream (Tenho um sonho). E em 1964 recebeu o Prémio Nobel da Paz.
Ampliando suas preocupações, King se associou ao movimento contra a guerra do Vietnã e às lideranças brancas, em 1967. Recebeu muitas críticas das lideranças negras, que acreditavam que era preciso se preocupar com os problemas dentro de casa, primeiramente. No ano seguinte, Luther King foi assassinado por um branco, fugitivo da cadeia. Seu assassino pegou a sentença de 99 anos de prisão.
OBJETIVOS

Geral:

Aprofundar os conhecimentos sobre a humanização na assistência e nos cuidados de enfermagem, com relação ao paciente.

Específicos:

·         Compreender o significado que a humanização representa para o enfermeiro;
·         Aprofundar os conhecimentos sobre a humanização nos cuidados de enfermagem;
·         Conhecer qual a percepção dos enfermeiros em relação aos cuidados de enfermagem humanizados;
·         Reconhecer as acções básicas que oo profissional deverá fazer para desenvolver o processo de humanização na assistencia do paciente.








INTRODUÇÃO
Este estudo busca estabelecer uma reflexão sobre a humanização na assistência à saúde. Traz uma perspectiva histórica sobre o entendimento do homem, do humano e da humanidade, até a humanização na humanidade e na saúde. 
O termo "humanização" tem sido empregado constantemente no âmbito da saúde. É a base de um amplo conjunto de iniciativas, mas não possui uma definição mais clara, geralmente designando a forma de assistência que valoriza a qualidade do cuidado do ponto de vista de enfermagem, associada ao reconhecimento dos direitos do paciente, de sua subjectividade, cultura e valores, além do reconhecimento do profissional.
Neste contexto, humanizar significa acolher o paciente, a partir de uma acção efectiva da solidariedade na compreensão do ser doente em sua singularidade e na apreciação da vida. É abrir-se ao outro e acolher, solidária e legitimamente a diversidade, tornando o ambiente, mais agradável e menos tenso, de forma a proporcionar ao paciente um atendimento, mais seguro, afectuoso e terno.





IMPORTÂNCIA DO TEMA

Partindo da definição de saúde estabelecida pela OMS como "o " completo bem estar físico, mental, social, espiritual  e não apenas a ausência da doença", vê-se que o tema escolhido é de suma importância para  a sociedade em geral e em especial ao técnico de saúde que precisa conhecer e identificar os elementos ligados a humanização e  por se tratar de um assunto corrente que  vem causando um mau clima entre  funcionários ligados ao ramo de saúde e os utentes que procuram os  serviços de saúde nas unidades hospitalares.



HUMANIZAÇÃO NA ASSISTÊNCIA
Conceito
A Humanização como  acção ou efeito de humanizar, ou  acto de tornar humano, tornar sociável e tornar-se, mais compreensivo. Tendo em conta que a humanização dos cuidados respeita efetivamente os profissionais de saúde e em particular a classe de enfermagem, visto que é a que presta cuidado de forma continua tem habilidades e competências, ou seja, saber ser e saber fazer e sempre presente o código deontológico e os aspectos éticos da enfermagem, visto que é gente que cuida de gente (Manual de Enfermagem Pediátrica, 2011, pag 44-45).
Nesta perspectiva, a Humanização é entendida como eixo norteador de uma prática em todas as Unidades de Saúde, para que contribua para a melhoria e manutenção dos cuidados a prestar, desenvolva uma dinâmica de maior satisfação e bem-estar pessoal e profissional e articule os objetivos pessoais e profissionais com o objetivo institucionais." DR I Série nº 91 de 15 de Maio de 2014".
Serviços de saúde e a humanização
A Humanização dos Serviços de Saúde implica a valorização de todos os intervenientes na prestação de cuidados de saúde, desde o utente e seus familiares, aos trabalhadores, diretores e responsáveis pela gestão dos serviços. "DR I Série nº 91 de 15 de Maio de 2014".
A enfermagem como profissão na área de saúde que permanece mais tempo ao lado do doente, tendo como objeto de trabalho o´´cuidar´´ , deve ser facilitadora na promoção da saúde e do bem estar bio-psico-socioespiritual e emocional do doente, melhorando a sua vivência no processo de doença e hospitalização.
O instrumento que é utilizado para humanizar o cuidado é a comunicação, dialogando com o doente, visando esclarecer dúvidas quanto ao seu tratamento, exames, diagnósticos ou procedimentos clínicos, minimizando a sua ansiedade causada pela sua condição de doente hospitalizado. É por tanto necessário que os profissionais de enfermagem procurem comunicar com o paciente de modo atencioso, respeitoso, utilizando uma linguagem acessível bem como a priorização da comunicação não verbal. Deste modo a comunicação na relação paciente- profissional de enfermagem mostra-se como instrumento básico na construção de estratégias que almejem um cuidado humanizado como, por exemplo, a utilização de uma linguagem acessível, valorização da escuta atenta, de um sorriso que expresse confiança, de um olhar que demonstre tranquilidade, de um toque carinhoso que proporcione apoio e conforto, de uma palavra de animo que eleve a auto - estima do paciente.
Atualmente, o cuidar focaliza-se nos cuidados centrados na família, sendo uma filosofia que considera a unidade familiar como foco fundamental das intervenções da atenção a saúde. A família é o pilar central da vida, não podendo ser descurado pelos profissionais de enfermagem num plano de cuidados do doente.
Tendo em conta que a humanização dos cuidados, respeita efetivamente os profissionais de saúde e em particularmente a classe de enfermagem, visto que é a que presta cuidados de forma continua tenha habilidades e competências, ou seja saber ser e saber fazer é sempre presente o código deontológico e os aspectos éticos da enfermagem, visto que é gente que cuida de gente (Manual de Enfermagem Pediátrica, 2011, pag 44-45).

ACÇÕES BÁSICAS PARA DESENVOLVER O PROCESSO DE HUMANIZAÇÃO EM RELAÇÃO AO PACIENTE
Na prática de enfermagem, os profissionais devem ter em conta muitos valores, e nessa perspectiva a carta dos direitos e deveres do doente. O enfermeiro tem o dever de assegurar, promover e respeitar os mesmos. A dignidade humana é o núcleo essencial dos direitos humanos. Deste modo compete ao enfermeiro garantir a qualidade e continuidade dos cuidados, assumindo esta responsabilidade e contribuindo para criar um ambiente propício.
A humanização dos cuidados de enfermagem passa primeiramente pela relação que tem com o doente. Este relacionamento requer por parte do enfermeiro atender as necessidades do utente que são:
- Segurança, ambiente de cuidados efetivos;
- Promoção e manutenção da saúde;
- Integridade psicossocial;
- Princípios cuidadosos e afectivos;
- Tratamento no respeito pela dignidade humana;
- Dar cuidados apropriados ao paciente de acordo ao seu estado de saúde,
- Confidencialidade de toda informação clínica,
- Privacidade na prestação de todo e qualquer acto;
- Sigílo profissional em tudo que envolver ao estado clínico do paciente.

CONCLUSÃO
A realização desse trabalho sobre Humanização hospitalar permitiu fazer uma incursão mais profunda sobre o âmago do carácter e da personalidade do enfermeiro, no que concerne a valorização da vida e da importância ético-moral do indivíduo perante o doente.
Procurou-se mostrar os diferentes conflitos e interesses existentes entre o elemento moral e o elemento material quando são transportados no quadro da assistência em enfermagem, onde muitas das vezes por falta de humanismo nas equipas de saúde, os resultados não tem sido os mais desejados.
A combinação de metodologias permitiu traçar o perfil dos técnicos de saúde quanto ao conhecimento e compreensão sobre a matéria e o domínio ético no campo da humanização, e obter respostas aos utentes em relação ao seu grau de satisfação. A humanização passou a ser um problema não só entre o técnico de saúde e o utente, mas também uma preocupação do executivo, traçando políticas onde o campo da humanização aparece como um elemento "sinequanon" na busca da satisfação de que procura os serviços de saúde.



RECOMENDAÇÕES
Os profissionais de enfermagem para serem agente de humanização devem necessariamente ser possuidor de uma identidade pessoal dinâmica e em constante atualização, que apresentam valores e crenças individuais mas que sejam capazes de se adaptar as situações que lhes vão surgindo, desenvolvendo suas capacidades intelectuais, praticando a sua relação interpessoal com a pessoa doente, aceitando o seu quadro de valores, crenças e desejos individuais. Sabendo que humanizar é cuidar do outro tendo em conta os seus valores e o modo gosta ou quer ser cuidado. E não como o enfermeiro acha que ele quer ser cuidado, ou seja atender as necessidades.
Neste sentido, humanizar o trabalho da enfermagem implica em oferecer assistência (cuidado) que valorize o ser humano, que leve em conta sua cultura, seus valores e suas necessidades. Implica na capacidade de ouvir o doente com o coração, o olhar, a expressão e a mente também contribuem para preservação da saúde, do bem-estar pessoal e social, para ampliação de possibilidades de exercer autonomia e de transformar o contexto em que se vive.




BIBLIOGRAFIA

Bernardino Luís, Vicente Maria e Silva Maria (2011) Manual de Enfermagem Pediátrica.
Diário da República I Série - N.º 254 de 10 de Novembro 2010 - Regime jurídico da carreira de enfermagem.
Diário da República I Série - N.º 91 de 15 de Maio 2014 despacho n.º 1114/14 - programa nacional de humanização da assistência na saúde
Fernandes Almenesilda e Karila Ana (2009) Manual do Estagiário em Enfermagem.
Figueiredo Abílio (2004) Ética e Formação em Enfermagem.
Ministério da Saúde ( MINSA), Diário da Republica 1ª Série nº 91, 15 de Maio de 2014, Despacho nº 1114/14. Humanização no Serviço Nacional de Saúde- Angola.



VIDA E OBRA DE ALGUNS FILÓSOFOS

introdução
Expressar a experiência real em palavras é um desafio temível até para grandes escritores. Tão séria é essa dificuldade que para vencê-la foi preciso inventar toda uma gama de géneros literários, dos quais cada um suprime partes da experiência para realçar as partes restantes. 
É argumentável que a filosofia nasce com o primeiro ser capaz de elaborar uma linguagem e raciocínios complexos. Como só conhecemos a espécie humana capaz de fazer tal coisa, podemos dizer, por enquanto – ao menos até descobrirmos algum outro ser capaz de tais tipos de raciocínios -, que a filosofia nasce com o ser humano. Pode parecer um pouco presunçosa essa afirmação, mas não é. Aparentemente a filosofia nasce quando o primeiro problema filosófico é formulado.

vida e obra de alguns filósofos
PARMÉNIDES
Nascido por volta do ano de 515 a.C., na cidade de Eleia, ao sul da Magna Grécia (Itália), Parménides é considerado pelos historiadores da Filosofia como o pensador do imobilismo universal.
Em seu poema, Parménides narra o que disse ter ouvido das musas que por uma carruagem puxada por corsas, conduzem-no à luz da verdade (alethéia). A verdade é, pois, o caminho do pensamento, já que o ser, o que existe é tudo aquilo que pode ser pensado. Dessa forma, o que não é, o não ser, o que não existe, não pode ser pensado nem, portanto, dito, sendo este um caminho ilusório.
A via da verdade é o pensamento que Parménides identifica com o ser. Mas o ser para existir tem de ser dito, logo, há uma identidade entre SER, PENSAR E DIZER. Sendo a verdade exclusiva dos deuses, entre os mortais há a via da opinião (dóxa), causada pelas ilusões dos nossos sentidos.
Hoje podemos dizer que a ontologia (estudo sobre o ser) de Parménides refere-se a uma lógica material, como se o discurso estivesse compactado à experiência física. Assim, podemos ver porque ele disse que “o ser é, o não ser não é”. O filósofo apontava para unicidade do ser acreditando que toda forma de movimento era ilusória (e só Newton, no séc. XVIII, com a física conseguiu resolver esse problema!).
Parménides julgava o ser uno, imóvel, indestrutível, ingénito (isto é, incriado, não nascido, não gerado) e eterno. Segundo seu modo de pensar, o não ser, o nada não existe e não pode ser nem dito nem pensado. Portanto, o ser não pode ter surgido, porque ou teria surgido do nada, o que é impossível, ou teria surgido de outro ser, justificando que o ser já era e sempre será; logo, é eterno. Nem também o ser pode se movimentar, pois se se altera (o movimento em grego era tido como deslocamento, crescimento, diminuição e alteração) será outro ser, mesmo continuando a ser e, por isso, dois seres são impensáveis, apenas um ser é pensável. E se não foi criado, nem gerado, também não pode ser destruído, já que se destruído, algo ficará e assim permanecerá sendo.
Por mais que se possa acreditar que Parménides seja o iniciador da lógica, sua lógica ainda é vinculada à ontologia, isto é, ao ser, não podendo ser considerada formal. Em linguagem moderna, poderíamos dizer que Parménides fala da MATÉRIA, amorfa, de modo geral e que tudo o que existe é matéria, não podendo existir o vácuo nem o vazio. E que apesar das suas mudanças em vários elementos, substâncias, coisas e pessoas, ela, a matéria, é o princípio uno e total, causa de toda a realidade.
Pode-se também pensar que a filosofia de Parménides, isto é, a do imobilismo universal ou teoria do repouso absoluto, foi usada pelas tradições religiosas (principalmente a cristã) para descrever Deus e o céu. Notem que, em geral, os mortos são enterrados com máximas que dizem: “Aqui jaz (repousa) fulano...”. Deus seria esse princípio Uno e Todo sem partes divididas ou vazias que deveria ser compreendido, através do pensamento, como princípio de todo o conhecimento. É também interessante notar como a identidade entre SER e PENSAMENTO e LINGUAGEM, de Parménides também associa-se com a tradição do Antigo Testamento. Neste, Deus se revela como o VERBO. Em grego, o verbo é o LÓGOS, é palavra, discurso e razão. E se para Parménides o lógos é também o pensar e o ser, então é a divindade que fala e que fornece a base para conhecermos, isto é, a via da verdade é a razão, o lógos divino. Por isso, Parménides concebe o ser de forma circular, pois é, entre os gregos, a forma da perfeição.
DEMÓCRITO
O filósofo materialista Demócrito, assim como seu mestre Leucipo, seguiu o caminho da filosofia racionalista científica e é reconhecido como o filósofo grego que mais contribuiu para o desenvolvimento da posição atomista. Como não havia distinção clara entre filosofia e ciência na Grécia do século IV a.C., e como a posição atomista de Demócrito é muito semelhante aos desenvolvimentos do século XIX, acerca da compreensão da estrutura atómica, Demócrito é mais reconhecido como cientista do que filósofo, sendo considerado por autores modernos como o pai da ciência como a conhecemos hoje.
Como materialista, as perguntas que Demócrito se fazia eram direccionadas a entender quais circunstâncias causaram determinado evento, sem preocupar-se com o propósito ao qual o evento serve, o que é uma questão mais teleológica, aquela que trata da causa final, mais comum em filósofos como Platão e Aristóteles. A posição defendida por Demócrito era a de que tudo é resultado das leis naturais e portanto as questões da física podem ser explicadas por meio da compreensão da mecânica do mundo, interacções entre elementos físicos, regidos pelas leis naturais.
Derivando de sua posição materialista geral, a posição de Demócrito acerca da natureza dos objectos do mundo dava conta de que tudo é composto de partículas indestrutíveis, entre as quais existe espaço vazio. Embora sejam geometricamente divisíveis, estas partículas são fisicamente indivisíveis, infinitas em quantidade e sempre estiveram em movimento. Quanto ao que hoje conhecemos como "peso atómico", a posição de Demócrito ainda é discutida, devido a pouca informação, mas se sabe que a sua posição comportava uma variedade de formas e tamanhos de átomos, chegando a afirmar directamente a existência de átomos mais pesados que outros.
Esta variedade de átomos seria importante para explicar a diferença de solidez dos objectos no mundo. Demócrito utilizou os sentidos humanos para oferecer analogias que nos possibilitassem ter uma imagem dos átomos, distinguindo-os em formas, tamanhos e a maneira como se agrupam. Os átomos de Demócrito são sólidos inertes que interagem uns com os outros mecanicamente, alguns são pontiagudos, outros são lisos, escorregadios, e outros mais rígidos, quanto às conexões, supunha-se que possuíam ganchos e encaixes para possibilitar que se agrupassem. Por esta descrição, especialmente de sua forma de agrupação, podemos dizer que, a despeito do nome, os átomos de Demócrito são mais semelhantes ao conceito moderno de molécula do que ao conceito moderno de átomo. Embora moléculas sejam fisicamente divisíveis.
Quanto a sua origem, a posição atomista, como era comum aos materialistas da região de Mileto, deriva da simples observação e estudo da natureza. Lucrécio, em seu De rerum natura, explica as origens da posição atomista apelando para analogias como rochas que se desfazem com o tempo e terra que se torna lama ao entrar em contacto com a água, este tipo de fenómeno teria levado filósofos como Demócrito a pensar que a mecânica do mundo seria baseada em decaimento e combinação. Ao mesmo tempo, observa-se a renovação da natureza, especialmente nos fenómenos relacionados a nascentes e crescimento de árvores, o que faz pensar que deve haver algo de perpétuo, algo indestrutível que subjaz estes objectos aos quais temos acesso e permite a renovação.
Embora tenha se dedicado aos aspectos mecânicos do mundo, historiadores posteriores consideram que Demócrito foi o filósofo que estabeleceu a estática como um campo de estudo, escrevendo relevantes trabalhos teóricos acerca da poesia e belas artes, embora nenhum destes trabalhos tenha sobrevivido até os dias actuais.

PITÁGORAS

Pitágoras de Samos foi um dos grandes filósofos pré-socráticos e matemáticos da Grécia Antiga.
Segundo ele “tudo é número”, frase que indica uma explicação para a realidade e tudo que existe no mundo. A ele foi atribuído o uso e criação dos termos “filósofo” e “matemática”.

Biografia

Pitágoras nasceu na ilha grega de Samos, na costa jônica, em 570 a.C. Desde pequeno começou a ser educado em sua cidade natal, estudando matemática, astronomia, música, literatura e filosofia.
Foi orientado na cidade grega de Mileto por um dos maiores filósofos pré-socráticos: Tales de Mileto.
No entanto, suas ideias revolucionárias para a época o levaram a ser perseguido. Nesse momento, mudou-se para Crotona (sul da Itália) região conhecida como Magna Grécia.
Foi ali que fundou uma escola de caráter místico-filosófico que ficou conhecida como Escola Pitagórica”.
Entretanto, foi perseguido novamente, deixando Crotona e partindo para o Egipto, onde ao observar as pirâmides, criou o Teorema de Pitágoras.
O filósofo faleceu em Metaponto, na região sul da Itália, em 490 a.C. com aproximadamente 80 anos.

Pitagorismo

Segundo Pitágoras, os números são a base da vida na terra. Mediante suas ideias surge o Pitagorismo (ou Escola Pitagórica), sendo os pitagóricos seus seguidores, dos quais se destacam: Temistocleia, Filolau de Crotona, Arquitas de Tarento, Alcmeão e Melissa.
Na escola, ele ministrou aulas nas áreas matemática (aritmética e geometria), astronomia, música, filosofia, política, religião e moral.
Segundo o matemático grego, os números representavam a harmonia e a ordem, ou seja, eram considerados a essência de todas as coisas.
Essa teoria de Pitágoras surgiu da observação entre a harmonia dos acordes musicais.
Os pitagóricos acreditavam que essa concepção não era meramente matemática, mas também mística e espiritual.
Nesse sentido, eles desenvolveram uma concepção espiritual da existência humana, donde a alma é libertada do corpo após a morte.
Ou seja, eles acreditavam na reencarnação e no desenvolvimento das virtudes humanas enquanto a alma estava aprisionada ao corpo durante a vida.
Como resultado, os homens poderiam reencarnar numa forma de existência mais elevada, conforme as virtudes conquistadas durante a trajectória terrena.
Além do famoso "Teorema de Pitágoras", os pitagóricos descobriram os números figurados e os números perfeitos.
Na área da astronomia, Pitágoras também avançou com questões sobre a esfericidade do planeta Terra e o deslocamento dos astros utilizando conceitos matemáticos.
Essa teoria baseada num cosmo harmónico ficou conhecida como “Teoria da Harmonia das Esferas”.

Teorema de Pitágoras

Um dos mais importantes teoremas da geometria é o Teorema de Pitágoras. É representado pela fórmula (c²= a²+b²) sendo seu enunciado descrito da seguinte maneira:
“No triângulo rectângulo, composto por um ângulo interno de 90° (ângulo recto), a soma dos quadrados de seus catetos corresponde ao quadrado de sua hipotenusa.”

Frases

Segue abaixo algumas frases sobre o pensamento de Pitágoras:
·                     O universo é uma harmonia de contrários.”
·                     A Evolução é a Lei da Vida, o Número é a Lei do Universo, a Unidade é a Lei de Deus.”
·                     A matemática é o alfabeto com o qual Deus escreveu o universo.”
·                     Observa o teu culto a família e cumpre teus deveres para com teu pai, tua mãe e todos os teus parentes. Educa as crianças e não precisarás castigar os homens.”
·                     O filósofo não é dono da verdade, nem detém todo conhecimento do mundo. Ele é apenas uma pessoa que é amiga do saber.”
·                     Os animais dividem connosco o privilégio de ter uma alma.”

PLATÃO

Fundador da Academia de Atenas, Platão, aluno de Sócrates e professor de Aristóteles, é um dos filósofos gregos mais conhecidos e estudados até os dias actuais, especialmente por sua obra ter sobrevivido praticamente intacta mais de 2400 anos, o que não aconteceu com a grande maioria de seus contemporâneos.
Muito importante para a história da filosofia, Platão é responsável por termos acesso ao pensamento de diversos filósofos da Grécia antiga, como Sócrates, seu mestre, Heráclito, Parménides e Pitágoras. Platão foi ainda o introdutor do método de diálogo em filosofia e com sua obra A República fundou a filosofia política ocidental.
Os personagens dos diálogos de Platão tratam de diversos temas em praticamente todas as áreas da vida, privada ou pública, entre os principais temas encontramos, a política, arte, religião, justiça, medicina, vício e virtude, crime e castigo, sofrimento e prazer, sexualidade e a natureza humana, amor e sabedoria, entre outros.
Platão foi um dos filósofos mais conscientes do modo como a filosofia deveria ser concebida e qual deveria ser seu escopo e quais ambições poderia aspirar o filósofo. De fato, Platão pode ser considerado o inventor do tema da filosofia, aquilo de que ela de fato trata, tendo a filosofia como um rigoroso e sistemático exame dos assuntos éticos, políticos, metafísicos e epistemológicos através de um método distintivo.
A Platão frequentemente se atribui uma posição filosófica que actualmente seria descrita como racionalista, parte de uma definição de raciocínio como uma operação mental discursiva, pautada pela lógica, e utilizando proposições para extrair conclusões; realista, em relação à existência de universais, as formas ideais; idealista, com sua teoria das ideias, na qual a verdadeira realidade estaria no mundo das ideias, sendo acessível apenas à razão; e dualista, concepção baseada na existência de duas substâncias irredutíveis uma a outra. Embora estas posições não tenham sido completamente desenvolvidas por Platão, suas ideias iniciais inspiraram a formação destas posições filosóficas, a tal ponto que, por exemplo, o realismo, na forma apresentada acima, é hoje conhecido como "Realismo Platónico".
A Teoria das Formas, também frequentemente referida como Teoria das Ideias, é um dos mais importantes desenvolvimentos filosóficos de Platão, de acordo com esta teoria, as formas abstractas, aquelas não-materiais, possuem o tipo mais elevado e fundamental de realidade, mesmo não possuindo existência física estas formas são substanciais e imutáveis. O mundo material mutável que conhecemos através da sensação teria existência secundária e dependente das formas, também chamadas "ideias". Alguns autores chamaram estas formas de "essências puras" que sustentam a existência do mundo material. Platão defendeu a existência de uma conexão metafísica, portanto abstracta, entre a maneira como procuramos ter acesso às formas, descrevendo tal procura, bem como as dificuldades inerentes a este processo, em sua Alegoria da caverna, na obra República.
Autores como Stephen Körner, consideraram a adesão às ideias de Platão como uma tendência natural para os estudiosos da matemática, esta posição é evidenciada pela grande adesão de importantes nomes da matemática ao pensamento platónico, entre eles Sir Bertrand Russell, A. N. Whitehead, Gottlob Frege, Kurt Gödel, Georg Cantor, entre outros. Também na física existe uma arraigada tradição platónica, começando com Galileu Galilei e se estendendo até Werner Heisenberg, Roger Penrose, Stephen Hawking, entre outros importantes nomes da física contemporânea.
Para além de sua grande relevância para a filosofia e ciência, Platão também foi importante para o processo de racionalização da fé cristã, em grande medida através de sua influência sobre o filósofo e teólogo Agostinho, um dos mais importantes da história da cristandade.

SANTO AGOSTINHO

Principal filósofo do período da filosofia conhecido como Patrística, Agostinho de Hipona ou Santo Agostinho foi um filósofo da idade média cujo trabalho ajudou a fundar as bases da filosofia adoptada pela Igreja Católica, bem como levantar questões que influenciaram a toda a história posterior da filosofia. Surge como um reformulador da filosofia patrística, praticada nos primeiros séculos do cristianismo, explorando temas que estavam além das questões do platonismo cristão, corrente filosófica mais popular nos primeiros anos da Patrística. Até Agostinho os filósofos cristãos defendiam que o fundamento e a essência da vida deveriam ser a fé, particularmente, a fé cristã. A partir da fé os homens tomariam decisões importantes em suas vidas e realizariam os julgamentos morais, para a razão era legada a actuação na vida cotidiana, em decisões menores e rotineiras.
Agostinho, por outro lado, conhecedor da filosofia por traz de diversas religiões e muito bem versado em filosofia geral, buscava na razão a justificativa para a fé. Se de um lado entendia que a fé era fundamental, e nunca pretendeu que a razão a subjugasse, de outro entendia que era preciso algo além da própria fé para levar os homens descrentes a considerá-la, utilizando a si mesmo como exemplo, uma vez que nunca foi particularmente inclinado ao cristianismo até encontrar-se com Ambose de Milão e reavaliar-se, convertendo-se em seguida. Entre os muitos tópicos nos quais trabalhou, explorou a questão da liberdade humana, na forma do livre arbítrio, defendendo que a Graça Divina seria o elemento garantidor da liberdade. Formulou ainda a doutrina do pecado original e a teoria da guerra justa.
Como o inovador da filosofia patrística, Agostinho também utilizou-se de argumentos cépticos, especialmente em sua refutação à corrente filosófica conhecida como académicos. Em sua De Genesi ad literam, defendeu o conhecimento natural e a razão, ao afirmar que, se passagens da bíblia cristã contradizem a ciência ou a razão, estas passagens devem ser reinterpretadas como metáforas estendidas, não como história. Sua justificação é a de que a razão teria sido dada por Deus que, sendo benevolente, não daria aos homens uma razão enganadora que fosse inclinada a contradizer a bíblia, por mero capricho ou erro.
No que concerne a sua teoria do conhecimento, contrariando Platão, Agostinho defendeu que o testemunho de outras pessoas, mesmo quando não nos traz uma informação verdadeira ou passível de verificação, pode nos trazer novos conhecimentos. De acordo com Gareth Matthews, Agostinho desenvolveu ainda o "argumento a partir da analogia a outras mentes" como solução padrão para o problema das outras mentes, antecipando um debate que seria levado a cabo, com mais enfase, por Descartes, séculos depois.
Segundo Agostinho, os cristão deveriam ser filosoficamente e pessoalmente pacifistas. Isto significa dizer que os cristãos deveriam defender a paz, optando por ela por princípio, sempre que possível, mas permite que, quando não for possível estabelecer a paz, faça-se a guerra. Entendeu que uma postura pacifica perante um mal que apenas poderia ser parado pela violência é um pecado, uma vez que permite a perpetuação deste mal. Nestes casos os cristãos deveriam considerar que uma guerra só é justa se seu objectivo for a manutenção da paz, havendo um comprometimento duradouro com a mesma. Ainda, a guerra não pode ser preventiva, mas apenas defensiva, com o objectivo de restaurar a paz, nunca de atacar aqueles que tem potencial para violar a paz, pois isto seria equivalente a punir antes do crime. Uma vez que nenhum humano é capaz de, com absoluta certeza, garantir que um crime de fato ocorrerá é injusto punir antes que o crime ocorra. Da mesma forma, a guerra só é justa quando defensiva.





CONCLUSÃO
A importância dos filósofos equivale à própria importância da Filosofia, para a história.
Os filósofos, e a Filosofia, contribuem em várias áreas do conhecimento: Lógica, ética, política, epistemologia, cosmologia, sociologia, antropologia, psicologia, matemática, física, etc. A filosofia não só sustenta estas e muitas outras ciências, como também possui ferramentas capazes de criticar qualquer forma de conhecimento já inventado pelo homem.  Os filósofos são mestres em questionar e investigar a realidade, mesmo quando esta aparece como óbvia e inquestionável. Os filósofos influenciam nosso modo de ver o mundo (quer queiramos ou não, somos, no ocidente, profundamente influenciados por Platão, Aristóteles e muitos outros). 





BIBLIOGRAFIA
PIRES, Herculano. Os Filósofos. 2ª Edição - Maio de 2001
MONDIN, Battista. Introdução à Filosofia: Problemas, sistemas, autores, obras. 15ª Edição, SP, 2004.



DELINQUÊNCIA JUVENIL NO MUNICÍPIO DO TALATONA


Introdução

A delinquência juvenil é um dos problemas que preocupa o município de talatona  e faz com que as autoridades procurem soluções para se acabar com os casos de jovens envolvidos em crimes.
Em talatona , como em qualquer município  desenvolvido ou em desenvolvimento, há infelizmente bastantes jovens em conflito com a lei, pelo que é oportuno que as entidades competentes prestem a atenção necessária para evitar que muitos adolescentes tenham condutas perturbadoras da ordem pública.



DELINQUÊNCIA JUVENIL NO MUNICÍPIO DO TALATONA
A Delinquência juvenil  é um fenómeno que obriga a uma actuação transversal para a combater com maior eficiência, pois não é somente assunto de Polícia. É também de outros sectores da sociedade que podem, e devem desempenhar um papel importante na prevenção de delinquência , não devemos abordar sobre a delinquência Juvenil no município do talatona sem que definamos  alguns aspecto importante assim como saber o que é Juventude e município .
Juventude:: é um grupo social específico que se concentra numa fase de transição entre o fim da adolescência e o início da vida adulta. No entanto, do ponto de vista sócio – demográfico, pertence a uma faixa etária determinada, onde se prepara para entrar no mundo de trabalho e participar activamente e conscientemente na vida.
Município: É a autarquia local que visa a prossecução de interesses, própria da população residente na circunscrição/conselho, mediante órgãos representativos por ele eleitos.
A populações têm-se debruçado sobre as causas da delinquência juvenil no município do Talatona, e  tem criado as condições para impedir que os índices de criminalidade aumentem no na mesma região, com a adopção de medidas de prevenção da delinquência juvenil, mas também estudam as causas dos crimes praticados por jovens.
Segundo Orlando Jorge e virgínia santos ambos estudante do ensino superior  ISSS do Iº ano no curso de Serviço social  cá no município de Talatona afirmam que  os  factor económico e social, a pobreza, o desemprego, a instabilidade da comunidade, o consumo de drogas e do álcool, a desagregação familiar, o abandono escolar e o desrespeito às normas sociais da região  estão na base da delinquência juvenil independente no município de talatona , e o estado emocional, perspectiva , e conselhos de alguns praticante estão na base da delinquência juvenil dependente.
Para tratar do problema da delinquência juvenil é importante sensibilizar quadros que, pelos conhecimentos que têm, podem a ajudar a diminuir os índices de criminalidade.
Também é necessário que as várias entidades empenhadas no combate à criminalidade neste município juntem esforços para mais rapidamente poderem resolver os problemas da delinquência juvenil.
Composição por idades dos jovens reclusos
Em relação às idades dos jovens no Talatona  podemos observar que 11,1% têm menos de 16 anos de idade, 14,8% têm entre 18-19 anos, 13,5% têm entre 20-21 anos, 11,1% têm 22-23 anos, 12,3% têm entre 24-25 anos, 6,1% têm entre 26-27 anos, 11,1% têm de 28-29 anos, 6,1% têm de 30-31 anos, 4,9% têm de 32-33 anos, e 8,6% têm de 33-35 anos. Concluímos que mais de 50% dos jovens reclusos têm menos de 26 anos e 80% dos jovens reclusos têm menos de 30 anos.
É importante referir que as idades compreendidas entre 18-19, 20-21 e 24-25, são as mais propensas no cometimento de delitos. O nosso ponto de vista é que deve haver mais programas direccionados para os jovens, quer de carácter profissional, desportivo, religioso e recreativo com o objectivo de evitar o cometimento de diversos crimes .
Motivos e condições do cometimento do crime dos jovens delinquentes
Relativamente à questão porquê se encontra preso, constatou-se que homicídio se encontra em primeiro lugar dos casos, em segundo o roubo, em terceiro lugar a agressão, furto e burla em quarto lugar encontra-se o uso e posse de estupefaciente quinto lugar a violação que ocupa, e por último o negócio ilícito e . De uma maneira geral observa-se nestes jovens uma tendência à violência física.
Decorreu na manhã do dia 29 de Março, do corrente ano no Campo do Imbondeiro, junto ao Sunsil, bairro Benfica, o jogo de abertura do campeonato de futebol onze, sob o lema “Juventude e desporto no combate à delinquência juvenil”.
Uma realização feita pelo conselho Municipal de Juventude de Talatona  que tem vindo a incentivar de tal modo para que a juventude possa encontrar outros meios e formas de diversão para que não possam se perder em bebidas alcoólicas, drogas e até mesmo na delinquência, onde onde alguns munícipe reagiram de forma pusitiva dizendo que tem  de haver mas ocupação para os jovem que se encontram nestes estado como :workshops sobre a juventude, palestras,  mais desportos mais actividades cultural assim como a música teatro judos etc.


  
REFERENCIAS BIBILOGRAFICAS

______________Instituto Superior de Serviço Social do Talatona
______________Alguns munícipe da região do Talatona

________________ escola Filadelfia localizado neste mesmo município