sexta-feira, 7 de julho de 2017

A EDUCAÇÃO EM ANGOLA

INTRODUÇÃO
A República de Angola pela sua história e geografia é um país de África, parte do seu território se encontra localizada na África Central e a maior parte na África Austral. É resultado de um longo processo de desenvolvimento endógeno com largas influências externas e seculares. Constituída como nação livre e soberana a 11 de Novembro de 1975, o que a coloca entre as mais jovens repúblicas africanas.
Sua rica e longa história se divide em três grandes períodos desequilibrados quanto ao tempo de vigência, mas que carrega cada um deles características próprias e diferenciadas, a saber: - Pré-colonial, (da formação dos estados à fundação da colónia) - Colonial (da fundação da colónia à independência nacional) - Pós-colonial (da independência nacional aos nossos dias).
Esta periodização da História de Angola não difere em muito com a maioria das histórias nacionais em África, uma vez que quase todos os Estados africanos actuais embora sejam pela sua configuração geográfica construção das potências coloniais europeias eles existiram antes da presença colonial europeia em África não com as denominações nem as configurações que apresentam hoje como Estados soberanos, mas como sociedades independentes, com formações políticas e económicas diversificadas. Alguns destes Estados, como Kongo, Mali, Songhai entre outros ficaram fragmentados entre vários países actuais, enquanto que na sua maioria constituíram um aglutinar de vários povos num mesmo espaço geográfico.
O presente trabalho o foi r concebido e elaborado com o objectivo fundamental de conhecer as linhas características do Sistema de Educação antes, durante e depois da independência.



A EDUCAÇÃO EM ANGOLA
A educação antes da independência
Desde 1926 a 1941 muito pouco se fez pela formação da população indígena. Até 1930 o sistema de educação para indígenas contava apenas com um número perto de 2000 alunos distribuídos entre as “escolas-oficinas” e “escolas rurais”. Em 1937 estes tipos de escolas foram extintos e no seu lugar surgiram as escolas elementares de arte e ofícios. Nunca foi preocupação do regime colonial português a questão da educação da população indígenas. Para eles os negros africanos não possuíam capacidades intelectuais mercê de uma educação. Os negros deveriam servir para o trabalho que exigia a força física.
A missão do regime colonial português era de formar homens para o trabalho pois que assim entendiam os ideólogos portugueses, como podemos ver no discurso que segue: A ideia de uma educação dos negros é, portanto absurda não só perante a história como também perante a capacidade mental dessas raças inferiores. Só com um lento e longo cruzamento com sangue mais fecundo poderá gradualmente ir transformando-as; e é exatamente isso o que de um modo espontâneo e natural veio sucedendo desde a uma idade em que ainda os europeus se não preocupavam com a África.
No período anterior ao ano de 1975 toda história de educação em Angola está naturalmente vinculada à história de educação em Portugal por esta razão a ascensão de Salazar em Portugal trouxe pequenas mas marcantes mudanças em Angola no domínio da educação, foi implementado um sistema educativo por muitos considerado de “Apartheid na educação” com separação clara de educação para brancos e educação para negros. Para a população negra considerada “indígena” foi implementado um sistema de educação que não ia para além da 2ª classe e era feito na maior parte das vezes não em menos de quatro anos. Pois dois anos calendários ou mais valiam um ano escolar. Este processo vai durar até início da década de 40 do século XX.
A educação durante da independência
Com o início da luta armada pela libertação de Angola no ano de 1961, Portugal adoptou medidas políticas e sociais que mais se aproximavam a inserção social dos indíginas à sociedade colonial. A primeira destas medidas foi a abolição do estatuto de indiginato que dividia a população local em “assimilados” e “indíginas”. Todos passaram a ser considerados “cidadãos”. A segunda destas medidas foi a extinção das escolas do ensino de adaptação que eram exclusivas para negros e unificou-se o sistema de ensino. Estabeleceu-se um ensino primário de quatro anos antecedido de um ano pré escolar.
Foram criadas escolas preparatórias de dois anos intermediando o ensino primário do liceal. Igualmente foram fundados em várias regiões do país institutos profissionais de nível médio e finalmente ainda no ano de 1962 foi criado o ensino superior em Angola. Todas estas mudanças no sistema de ensino angolano tiveram como pano de fundo as reivindicações políticas manifestadas no ano de 1961 sob diferentes formas de resistência à ocupação colonial. De 1962 a 1973 registra-se um aumento de cerca de 500% da população estudantil no ensino primário e secundário. Foi o periodo de maior inserção populacional no sistema de ensino colonial.
Apesar de tudo estava-se muito longe de se resolver o problema de analfabetismo. Será neste clima que Angola chega à sua independência em 1975 com uma herança colonial de 85% da população analfabeta. Apesar das políticas de gratuidade e acessibilidade ao ensino, depois da independência nacional a educação foi novamente tomada como instrumento de “ideologização” da sociedade angolana. O slogan político “Angola é um só povo e uma só nação” cabia apenas no domínio da política, porque o país nunca foi um único povo e tão pouco uma única nação. Era um conjunto (e continua a ser) de diferentes povos com tradições cuturais diferenciadas entre eles (pese embora a intensão do regime colonial português de silenciar as culturas africanas), falantes de linguas diferentes e com uma história que até mesmo no periodo colonial não era comum para todos os povos de Angola.
A educação apôs a independência
Com a assinatura dos acordos de Bicesse,20 em 1991, e as alterações políticas e económicas que se seguiram, houve, novamente, uma intenção de reestruturar o sistema educativo, extinguindo sobretudo “muito do [seu] teor ideológico-partidário” (Zau, 2009, p. 279). Com o fim do monopólio estatal, registou-se um pouco por todo o país, com especial enfoque para as cidades capitais de província, a abertura de instituições de ensino privado. Os colégios passaram a ser uma alternativa à escola pública que, para além das múltiplas deficiências até então registadas, ainda se deparava com longos períodos de greve dos professores. A política de “ensino gratuito para todos” conheceu, desse modo, o seu término, sendo obrigatório o pagamento de taxas administrativas para a frequência escolar.
O reacendimento do conflito armado em 1992 teve um impacto negativo directo nas zonas urbanas, conduzindo o sector da educação à ruptura. Em 1997 “mais de um milhão e meio de crianças estavam fora do sistema escolar” (Angola, 1997, p. 44), as taxas de escolarização eram muito baixas e o analfabetismo apresentava-se, uma vez mais, elevado, bem como os índices de reprovação. A entrada no novo milénio trouxe novas políticas para o sector da educação em Angola.
Depois da Cimeira do Milénio,21 Angola iniciou um “processo profundo de revisão das políticas e estratégias que regulavam o sector” (PNUD-Angola, 2002, p. 26), que conduziram à elaboração da Estratégia integrada para a melhoria do sistema de educação (2001-2015) (Angola, 2001a) e à aprovação da Nova Lei de Bases do Sistema de Educação, lei n. 13/2001 (Angola, 2001b). Esses dois documentos estabeleceram as reformas a serem implementadas em todo o sistema educativo. Tendo como meta o ano de 2015,22 seriam implementadas em três fases, começando com a fase de emergência (2001-2002) e prosseguindo com a estabilização (2002-2006) e a expansão (2006-2015) (Angola, 2001a; PNUD-Angola, 2002). A estratégia integrada para a melhoria do sistema de educação (2001-2015) (Angola, 2001a) tem funcionado, até hoje, como um guia de orientação para o governo de Angola, que se comprometeu em cumprir os ODM, nomeadamente, o segundo objectivo: atingir o ensino básico universal.
Dando continuidade a esse propósito, a Nova Lei de Bases do Sistema de Educação, lei n. 13/2001 (Angola, 2001b) institucionalizou a democraticidade, a gratuitidade do ensino primário e a língua portuguesa como língua base do sistema de educação, que se estrutura em três níveis: primário, secundário e superior. O ensino primário23 passou a compreender seis anos, integrando o antigo ensino de base do II nível (5ª e 6ª classes) e proporcionando, desse modo, ao aluno, uma continuidade dos estudos por mais tempo.
O ensino primário deve ser frequentado a partir dos seis anos e seu término é previsto para os 11 anos. No entanto, em virtude dos condicionalismos já apontados, a maioria das crianças entra tardiamente no sistema de ensino, acabando também por terminá-lo mais tarde. O IBEP: inquérito sobre o bem-estar da população (Angola, 2010, p. 4), realizado em 2009, mostrou que o ensino primário tinha nesse ano uma taxa de ocupação por crianças entre 12 e 17 anos na ordem dos 58,5%. Esse factor representa um atraso para a própria criança, uma vez que, na mesma sala, se encontram crianças de idades muito variadas. O ensino secundário foi estruturado em dois níveis: o I nível (7ª, 8ª e 9ª classes) e o II nível (10ª, 11ª e 12ª classes), seguindo-se o ensino superior.
Em relação ao ensino superior, verificámos que os objectivos que foram traçados para esse nível de ensino não se concretizaram, levando mesmo a um retrocesso no que toca à sua expansão e oferta de formação. Apesar de todos os condicionalismos e dificuldades de acesso à educação, verifica-se, durante o período de construção do Estado socialista, uma valorização do papel da escola e da educação. Quer esta fosse ministrada “debaixo de uma árvore”, quer numa sala de aulas, o importante era todos terem acesso à educação.
Com o fim da guerra em 2002, Angola pôde finalmente implementar as reformas aprovadas em 2001 e dar seguimento aos objectivos que se propôs cumprir (ODM). Nos últimos anos, verificou-se uma melhoria no acesso à educação e à alfabetização, traduzido pelo aumento do número de alunos a frequentar um estabelecimento de ensino. Em relação ao ensino superior, constatou-se um aumento da oferta, tanto pública como privada. Angola parece finalmente estar a cumprir um dos objectivos a que se propôs quando da independência: disponibilizar educação e formação a todos os angolanos. No entanto, o percurso ainda se apresenta longo e as dificuldades a ultrapassar são inúmeras. Mas, a olhar pelos esforços depreendidos e pela vontade dos angolanos em aprenderem, rapidamente esses obstáculos serão ultrapassados.



CONCLUSÃO
Associada aos processos históricos, a evolução da educação em Angola conheceu muitos constrangimentos que condicionaram sua evolução positiva e seu melhor desempenho. Se por um lado a política colonial limitava a progressão escolar dos angolanos (não brancos), criando barreiras, por outro, o processo de transição para se eliminar esses condicionalismos apresentou-se difícil e com muitos sobressaltos.
Os objectivos inicialmente traçados pelo governo angolano para serem postos em prática depois da independência – ensino universal, gratuito e obrigatório – depararam-se com sérios entraves, colocando mesmo em questão a sua viabilidade. O início da guerra civil, o elevado número de alunos, sobretudo nas zonas urbanas, a degradação das infra-estruturas, a falta de material escolar, a baixa formação académica e profissional dos professores, os salários pouco atractivos são alguns dos factores apontados para o decréscimo da qualidade da oferta educativa, bem como para a baixa taxa de aproveitamento escolar ao longo dos últimos 42 anos.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ERMELINDA LIBERATO. A história da educação em Angola. Universidade Agostinho Neto, Luanda, Angola, 2014






A CÓLERA

INTRODUÇÃO
A cólera costuma ser adquirida através do consumo de água contamina, e a sua diarreia, nos casos graves, é muito mais intensa do que os quadros de diarreia que a maioria das pessoas costuma ter de tempos em tempos. Na cólera, a quantidade de líquido perdida nas fezes é tão grande e ocorre em espaço de tempo tão curto, que se o paciente não receber tratamento em tempo hábil, ele pode desenvolver um quadro de desidratação grave e choque hipovolêmico em apenas 12 a 24 horas.



A CÓLERA
A SITUAÇÃO DA CÓLERA EM ÁFRICA
O cólera está se espalhando pelo centro e oeste da África, numa das maiores epidemias da história da região, com mais de 85 mil infectados e ao menos, 2.466 mortos em um ano, conforme informações das Nações Unidas.
A doença se expande rapidamente através da água nos países e nas fronteiras, o que gera "um nível inaceitavelmente alto" de mortalidade, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
- O tamanho dos focos mostra que a região está enfrentando uma das maiores epidemias de sua história- informou a porta-voz da Unicef, Marixie Mercado, em uma entrevista coletiva em Genebra.
Nove de dez distritos de Camarão não reportam os casos e o número de mortos na República Democrática do Congo supera os 5%, afirmou Marixie.
A doença, frequentemente relacionada com o consumo de alimentos ou água contaminada, provoca diarréia severa e vômitos, o que torna as crianças, principalmente as pequenas, mais vulneráveis à morte por desidratação. As crianças com má alimentação correm ainda mais riscos.
A SITUAÇÃO DA CÓLERA EM ANGOLA
Os dados constam de um balanço sobre a epidemia de cólera em 2013 elaborado pela DNSP e enviado à agência Lusa.
Segundo o documento, a taxa de mortalidade em 2013 foi de 3,3%, inferior a do ano 2012 que foi de 6%.
Os casos reportados no ano passado tiveram maior incidência na província do Cunene, com 57,8%, seguindo-se as províncias da Huíla com 21,6% e o Uíje com 4,2%, realça o boletim.
Angola regista surtos de cólera há vários anos, com períodos em que chegou a registar quase 70 mil casos e mais de dois mil mortos.
Para o combate da doença, as autoridades sanitárias têm apostado sobretudo nas campanhas de sensibilização viradas para as regras de higiene e na distribuição de água potável.

DEFINIÇÃO DA CÓLERA
Infecção intestinal aguda, causada pela enterotoxina do Vibrio cholerae, podendo se apresentar de forma grave com diarreia aquosa e profusa, com ou sem vómitos, dor abdominal e cãibras. Esse quadro, quando não tratado prontamente, pode evoluir para desidratação, acidose, colapso circulatório, com choque hipovolêmico e insuficiência renal. Mais frequentemente, a infecção é assintomática ou oligossintomática, com diarreia leve. A acloridria gástrica agrava o quadro clínico da doença. O leite materno protege as crianças. A infecção produz aumento de anticorpos e confere imunidade por tempo limitado (em torno de 6 meses).
PERÍODO DE INCUBAÇÃO
O período de incubação da cólera varia entre 18 horas e 5 dias, após os quais os sintomas começam abruptamente.
AGENTE ETIOLÓGICO DA DOENÇA
Vibrio cholerae O1, biotipo clássico ou El Tor (sorotipos Inaba, Ogawa ou Hikogima), toxigênico, e, também, o O139. Bacilo gram-negativo, com flagelo polar, aeróbio ou anaeróbio facultativo, produtor de endotoxina.
MODO DE TRANSMISSÃO
Ingestão de água ou alimentos contaminados por fezes ou vômitos de doente ou portador. A contaminação pessoa a pessoa é menos importante na cadeia epidemiológica. A variedade El Tor persiste na água por muito tempo, o que aumenta a probabilidade de manter sua transmissão e circulação.
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
Com todas as diarreias agudas.
EXAMES LABORITORIAL
O V. cholerae pode ser isolado a partir da cultura de amostras de fezes de doentes ou portadores assintomáticos. A colecta do material pode ser feita por swab retal ou fecal, fezes in natura ou em papel de filtro.
TRATAMENTO
A cólera pode ser tratada de forma simples e eficiente ao repor imediatamente os fluidos e sais perdidos com a diarréia. Pacientes podem ser tratados com solução para reidratação oral.
Casos mais graves de cólera podem requerer reposição de fluidos intravenosa. Com reidratação rápida, menos de 1% dos pacientes com cólera morre. Antibióticos diminuem a duração da doença e abrandam sua severidade, mas eles não são tão importantes quanto a reidratação. Pessoas que tiverem diarréia forte e vômito em lugares onde há ocorrência de cólera devem procurar ajuda médica imediatamente.
REIDRATAÇÃO
O objetivo dessa terapia é repor os líquidos e eletrólitos perdidos usando uma solução simples de sais para reidratar os pacientes, chamada de SRO. A solução de SRO está disponível como um pó que pode ser dissolvido em água fervida. Sem a hidratação necessária, cerca de metade das pessoas com cólera morrem. Com o tratamento, o número de mortes cai para menos de 1%.
FLUIDOS INTRAVENOSOS
Durante uma epidemia de cólera, a maioria das pessoas pode ser reidratada via oral, mas quando a desidratação atingiu níveis ainda mais graves, o paciente pode precisar de fluidos intravenosos para sobreviver.
ANTIBIÓTICOS
Embora os antibióticos não sejam parte essencial do tratamento de cólera, alguns desses medicamentos podem reduzir tanto a quantidade quanto a duração da diarreia relacionada à cólera.
SUPLEMENTOS DE ZINCO
A investigação demonstrou que o zinco pode diminuir e encurtar a duração da diarreia em crianças com cólera. Por isso, pediatras podem indicar o uso de suplementos de zinco para alguns casos da doença em crianças.
MEDICAMENTOS PARA CÓLERA
Os medicamentos mais usados para o tratamento de cólera são:
Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.
PROFILAXIA/PREVENÇÃO
A cólera é uma doença rara em países industrializados. Nesses lugares, os poucos casos que ainda são registrados são de pessoas que viajaram para áreas endêmicas ou que se alimentaram de fontes contaminadas de água e comida, principalmente as que vêm de países com altos riscos de desenvolver a doença.
Se você estiver viajando para áreas de cólera endêmica, o risco de contrair a doença é extremamente baixo se você seguir algumas precauções:
  • Lavar as mãos com água e sabão frequentemente, especialmente depois de usar o banheiro e antes de manipular alimentos. Se possível, desinfete as mãos com álcool.
  • Beba apenas água potável, de preferência água engarrafada.
  • Alimente-se de comidas completamente cozidas e quentes.
  • Evite alimentos que se come crus, como peixes e mariscos de qualquer tipo.
  • Atenha-se a frutas e legumes que você pode mesmo pode preparar e descascar, como bananas, laranjas e abacates.
  • Desconfie de laticínios, incluindo sorvetes, que muitas vezes podem ser feitos com leite não pasteurizado.
VACINA
Hoje em dia, já existem doses de vacina disponíveis para cólera. Esta é, de longe, a forma mais eficaz de evitar a infecção. As vacinas existentes, no entanto, não são aplicadas rotineiramente na população, pois oferecem proteção relativa e de curta duração.




CONCLUSÃO
Consequentemente, a base do tratamento da cólera deve ser sempre uma hidratação agressiva, de forma a compensar o grande volume de líquidos perdidos nas fezes. Idosos e crianças são os grupos sob maior risco de terem complicações pela desidratação.
Se o paciente não tiver vómitos, a hidratação pode ser feita por via oral, de preferência com os soros de reidratação oral, que contêm as quantidades de electrólitos e glicose adequadas para o tratamento das diarreias. Se não houver soro de reidratação disponível, o quadro pode ser inicialmente tratado com o soro caseiro, até que o soro de reidratação oral possa ser adquirido em uma farmácia ou posto de saúde.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
__________ Minha vida: A cólera. Disponível  em: http://www.minhavida.com.br/saude/temas/colera

MINISTÉRIO DA SAÚDE: DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS. 8ª edição revista, BRASÍLIA – DF, 2010

A ÁGUA

INTRODUÇÃO
O presente trabalho insere-se na pesquisa qualitativa sobre a água. No entanto consta plano das actividades pedagógicas da disciplina de Saúde colectiva, no curso de Enfermagem da 11ª classe. Sendo é importante dizer que O corpo humano não trabalha nem sobrevive sem água, pois esta é importantíssima para que os seus mecanismos funcionem.
Na verdade, todas as células e funções dos órgãos que compõem toda a nossa anatomia e fisiologia dependem da água para o seu funcionamento. A água é um dos elementos mais essenciais à saúde e é tão importante que o nosso organismo possui um sistema específico para gestão da quantidade de água, a fim de evitar a desidratação e assegurar a sobrevivência. Daí a sensação de sede que sentimos que nos leva a beber água.







REFERENCIAL TEÓRICO
A ÁGUA
Conceito
Do latim “aqua”, a água é uma substância cujas moléculas são compostas por um átomo de oxigénio e dois átomos de hidrogénio. Trata-se de um líquido inodoro (sem odor), insípido (sem sabor) e incolor (sem cor) embora também se possa encontrar no seu estado sólido (quando está em gelo) ou no seu estado gasoso (vapor).
A água é o componente que aparece em maior abundância na superfície terrestre (cobre cerca de 71% da crosta terrestre). Forma os oceanos, os rios e as chuvas, para além de ser parte integrante de todos os organismos vivos. A circulação da água nos ecossistemas produz-se através de um ciclo que consiste na evaporação ou na transpiração (ressoar), na precipitação ou no deslocamento para o mar.
OS ESTADOS FÍSICOS DA ÁGUA
Na natureza, podemos encontrar a água em três estados físicos. O estado líquido é o mais comum, pois está mais presente em nosso dia a dia. É a água que bebemos, tomamos banho, lavamos roupa e louças e etc. Podemos encontrar, na natureza, a água neste estado nos mares, rios, lagos, riachos e etc.
No estado sólido, a água se apresenta na forma de gelo. Neste estado físico, ela é mais comum em regiões frias do continente com na Antártida e no Polo Norte. A água também pode passar do estado físico líquido para o sólido de forma artificial, ou seja, quando colocamos água no congelador de nossas geladeiras.
O estado gasoso, embora menos visível, também está muito presente em nossas vidas. A água é encontrada no estado gasoso após passar pelo processo de evaporação. Num dia de muito calor, por exemplo, a água dos rios, mares e até da roupa que estendemos no varal é transformada em vapor de água. Quando fervemos a água em casa, ela também muda do estado líquido para o gasoso, através do processo de ebulição.
FUNÇÕES ORGÂNICAS DA ÁGUA
No organismo, a água é solvente para várias substâncias, principalmente para os sais minerais. Por isso, é mais apropriado falar-se em equilíbrio hidroeletrolítico que simplesmente em equilíbrio hídrico, já que as alterações nas porcentagens da água são correlativas às alterações das concentrações minerais. A circulação, a digestão, a absorção e a excreção de várias substâncias são reguladas pela água. Em constante movimento de absorção e eliminação, ela hidrata, lubrifica estruturas orgânicas, regula a temperatura corporal, faz o transporte de nutrientes, elimina toxinas e repõe energias. Como a água é essencial à vida, quase todas as enfermidades se beneficiam de uma boa hidratação e sofrem os efeitos malévolos de uma hidratação deficiente.
As funções terapêuticas da água
Descontadas as crenças místicas sem bases científicas no poder da “cura pelas águas”, a água é um grande remédio. Antes do advento da síntese em grande escala das medicações, era comum o médico aconselhar a certos pacientes que passassem uma temporada numa “estação de águas”, como recurso terapêutico para muitas enfermidades. Na verdade, as fontes de água desses locais continham em solução sais minerais que actuavam favoravelmente em determinadas situações mórbidas.
Ainda hoje em dia as soluções de sais minerais em água, os soros fisiológicos, são as medicações mais prescritas nos hospitais. Além disso, os balneários com seus banhos colectivos são uma prática que vem desde os romanos e que, de certa forma, está substituída ainda hoje pelas piscinas, banheiras e ofurôs. De fato, o banho tem várias aplicações terapêuticas e além de criar um estado de ânimo agradável ajuda a regular a temperatura corporal e tem um efeito relaxante muscular.
Nos cálculos renais a água ajuda a diurese e facilita a eliminação deles; nas afecções inflamatórias broncopulmonares a água fluidifica o catarro e ajuda a expectoração; em muitas intoxicações a água acelera o processo de eliminação do tóxico. A imersão na água, usada na hidroterapia e na hidroginástica diminui o peso dos segmentos corporais e os atritos articulares dos exercícios, além de melhorar o equilíbrio. Tem-se ainda de considerar o fascínio exercido pela natação, sobretudo nas crianças. Subsidiariamente, a água contribui com a higiene corporal, tão importante para a manutenção da saúde.
Absorção e eliminação da água
O balanço hidroelectrolítico depende da captação e excreção de água e sais minerais. Toda água contida no organismo vem de fora e tem de ser ingerida ou administrada por via venosa. A água ingerida é fácil e quase totalmente absorvida e comendo qualquer alimento, principalmente frutas, chás, sucos, refrigerantes e sopas, o indivíduo está também ingerindo água, contida neles em grandes quantidades. Os principais eliminadores de água são os rins, através da urina, a pele através do suor e os pulmões, através da respiração.
A saliva e as lágrimas também actuam nesse processo. As crianças, sobretudo as recém-nascidas, são mais sensíveis à desidratação, em virtude de terem um menor peso corporal e de terem uma maior percentagem de água em seu organismo. Pessoas idosas também são mais susceptíveis à desidratação porque têm menos sensibilidade à sede e retêm menos água que os jovens.
CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS DA FALTA OU DO EXCESSO DE ÁGUA NO ORGANISMO
Chama-se desidratação à situação em que o organismo retém uma quantidade de água menor do que seria normal. Ela pode ser classificada como leve, moderada ou grave. As causas mais comuns da desidratação são a privação ou as perdas excessivas de água, como acontece se o indivíduo urina em excesso, no diabetes não controlado; nos indivíduos que tomam diuréticos inadequadamente; nas diarreias ou vómitos abundantes; nas grandes queimaduras e no excesso de suor quando o indivíduo é submetido a altas temperaturas ambientais ou a surtos febris intensos.
O excesso de água no organismo é chamado de intoxicação pela água ou hiper-hidratação. A hiper-hidratação ocorre quando a ingestão de água é maior que a sua eliminação, o que geralmente acontece por uma eliminação deficiente, uma vez que a quantidade de água que um indivíduo normal bebe por dia dificilmente excede a sua capacidade de excreção. Este excesso de água no organismo provoca uma diluição excessiva do sódio e de outras substâncias presentes na corrente sanguínea. Esse déficit de eliminação de água e sais minerais em geral se deve a uma queda de filtração renal e da fabricação da urina, como acontece nas doenças renais, cardíacas ou hepáticas. O órgão que primeiro sofre os efeitos da hiper-hidratação é o cérebro e se ela se instala repentinamente o paciente pode manifestar confusão mental, convulsões e coma.
COMO TRATAR A DESIDRATAÇÃO E A HIPER-HIDRATAÇÃO
A desidratação leve pode ser corrigida por uma medida simples: beber mais água ou, em crianças muito pequenas, mais leite materno. Beber água regularmente, mesmo sem sentir sede, é um hábito saudável. Afinal, a sede só se sente quando a água já está faltando! Mas por vezes, em casos mais graves, a água e os sais minerais têm de ser infundidos sob a forma de soro, por via endovenosa, geralmente em unidades de saúde. Se a desidratação for apenas moderada esse soro pode ser fabricado e administrado oralmente, em casa.
Embora o tratamento da hiper-hidratação dependa em parte da sua causa, em geral deve-se restringir o consumo de líquidos. Os médicos costumam prescrever diuréticos, mas eles são mais úteis no tratamento do excesso de volume sanguíneo circulante que na hiper-hidratação propriamente. Na hiper-hidratação a água em excesso se acumula no interior das células e não produz acúmulo de líquido, sendo pouco atingida pelos diuréticos.
OS PRINCIPAIS SINAIS E SINTOMAS DA FALTA OU DO EXCESSO DE ÁGUA NO ORGANISMO
Uma pessoa desidratada mostrará baixa pressão sanguínea, aumento da frequência cardíaca, pele pegajosa, urina muito concentrada, mucosas ressecadas, olhos afundados e ressequidos em virtude da diminuição das lágrimas, diminuição da sudorese e, nos bebés, a moleira afundada. Outros sintomas podem ser dores de cabeça, sonolência, tonturas, fraqueza, cansaço, confusão mental e choque e, por fim, perda de consciência, convulsões, coma e morte. Mesmo uma desidratação imperceptível pode gerar problemas de cólicas, flatulênciagases, prisão de ventre e outros sintomas. Os sintomas da hiper-hidratação podem ser confundidos com os sintomas da desidratação e são letargia, confusão, agitação e convulsões.
CUIDADOS COM A ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO
A maior parte do nosso organismo é constituído por água. Ela é vital para o bom funcionamento dos nossos órgãos e metabolismo. No entanto, se a água que consumimos não for de boa qualidade, ela pode transmitir diversas doenças. Por isso, o Ministério da Saúde é o órgão responsável por definir o padrão de potabilidade da água para consumo humano, que é aquela destinada à ingestão, preparação e produção de alimentos e à higiene pessoal e, portanto, deve ser fornecida à população com qualidade e quantidade suficiente, para que não ofereça riscos à saúde.
CONCLUSÃO
No presente trabalho sobre a água, conclui-se que a nossa dependência sobre ela vai além das necessidades biológicas: precisamos dela para limpar as nossas casas, lavar as nossas roupas e o nosso corpo. E mais: para limpar máquinas e equipamentos, irrigar plantações, dissolver produtos químicos, criar novas substâncias, gerar energia. É aí que está o perigo: a actividade humana muitas vezes comprometa a qualidade da água. Casas e indústrias podem despejar em rios e mares substâncias que prejudicam a nossa saúde. Por isso, escolher bem a água que bebemos e proteger rios, lagos e mares são cuidados essenciais à vida no planeta.





REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ABCMED, 2014. A importância da água para a saúde. Disponível em: <http://www.abc.med.br/p/vida-saudavel/517132/a+importancia+da+agua+para+a+saude.htm>. Acesso em: 7 jun. 2017.


DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA SENSORIAL VISUAL



ÍNDICE



INTRODUÇÃO


A visão é responsável por cerca de 75% de nossa percepção. Resumindo de forma extremamente sintética o ato de ver é o resultado de três ações distintas: operações óticas, químicas e nervosas. O órgão responsável pela captação da informação luminosa/visual e transformá-la em impulsos a serem decodificados pelo sistema nervoso é o olho, sendo ele um instrumento altamente especializado e delicadamente coordenado, e cada uma de suas estruturas desempenha um papel específico na transformação da luz, se transformando no sentido da visão.
Toda a entrada de luz do meio externo até chegar à retina, faz parte do sistema ótico, propriamente dito. A sensibilização da retina se faz quimicamente, a luz convertida em impulsos elétricos, é transportada através do nervo ótico até o córtex. No presente trabalho temos como objectivo principal falar sobre o desenvolvimento do sistema sensorial visuale doenças causadas pela visão.





DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA SENSORIAL VISUAL

Os sistemas sensorial e perceptivo são, certamente, restrições estruturais do indivíduo ao movimento e a outras atividades, tal como a leitura. Essa discussão do desenvolvimento do sistema sensorial é a base para a exploração do desenvolvimento perceptomotor e do equilíbrio.
Sensação é a atividade neural disparada por um estímulo que ativa um receptor sensorial e que resulta em impulsos nervoso sensoriais que se deslocam através para o cérebro.
Percepção é um processo de múltiplos estágios que ocorre no cérebro e que inclui seleção, processamento, organização e integração da informação recebida dos sentidos.
O Desenvolvimento Visual:
A visão desempenha um papel principal na maioria das performances de habilidades. Para entendermos melhor esse papel, precisamos examinar as mudanças em três aspectos da visão relacionadas à idade:
ü    Acuidade
ü    Acomodação
ü    Sensibilidade de contraste
A acuidade, a acomodação e a sensibilidade de contraste indicam o quão detalhada a informação visual se apresenta.
Visão na Infância
Durante o primeiro mês de vida, o sistema visual oferece à criança uma visão funcionalmente útil, mas não refinada, em um nível de aproximadamente 5% da eventual acuidade do adulto. A resolução de detalhe do recém-nascido permite que ele diferencie características faciais a 20 polegadas de distância (50,8 cm); além disso, ele provavelmente não pode ver objetos claramente. Esse nível de acuidade reflete o tamanho relativamente pequeno do olho da criança (resultando em uma imagem de tamanho pequeno), bem como a imaturidade da fóvea (sobretudo dos cones) e do córtex visual.

Acuidade é a nitidez da visão.
A Fóvea é a região central da retina que é repleta de cones.
Cones são os fotorreceptores que proporcionam visão finamente detalhada e colorida.
Os recém nascidos não controlam muito bem a acomodação, ainda assim, podem ajustar o foco na direção adequada para objetos próximos. Eles cometem mais erros do que os adultos, mas alcançam níveis adultos aos 3 ou 4 meses de idade e respondem como os adultos pelo 10º mês.
Acomodação é a ação dos músculos ciliares para mudar a curvatura das lentes dos olhos (figura 10.1) para ver objetos a distâncias variadas.
A acuidade visual trata da resolução de detalhe sob condições de alto contraste, enquanto a sensibilidade de contraste trata da resolução em vários níveis de iluminação. A sensibilidade de contraste em recém-nascidos é pobre se comparada à dos adultos, mas suficiente para detectar muitos objetos. A melhoria é rápida nos primeiros 6 meses.
Sensibilidade de contraste é a capacidade para resolver visualmente estruturas espaciais, variando de refinada a bruta, em vários níveis de contraste.
A acuidade visual, acomodação e sensibilidade de contraste são rapidamente aperfeiçoadas no início da infância.
                
Muitas crianças têm astigmatismo, ou visão deslocada, devido a uma curvatura imperfeita da córnea. Todavia, esse fenômeno parece ser passageiro, e sua incidência decai quando as crianças estão entre 6 e 18 meses de idade.
Em torno de 6 meses, então, os sistemas motores da criança estão prontos para começar a locomoção auto-impulsionada, o sistema visual percebe detalhes adequados que o auxiliam nessa tarefa. Da perspectiva ecológica, a visão é um outro sistema que deve se desenvolver a um nível adequado para facilitar a locomoção.

 

DOENÇAS CAUSADAS PELA VISÃO

As doenças da visão, também chamadas de doenças oftalmológicas, são as afecções que afetam o sistema visual, levando à diminuição da acuidade visual, podendo, ocasionalmente, resultar em perda total da visão.
A redução da acuidade visual tem origem, especialmente, em defeitos de refração, que podem ser corrigidos, como:
·                     Miopia: é quando o olho encontra-se anatomicamente maior do que o normal, fazendo com que o raio luminoso não alcance a retina, resultando na formação da imagem antes desta.
·                     Hipermetropia: é quando o olho encontra-se anatomicamente menor do que o normal, levando à formação da imagem após a retina, fazendo com que o indivíduo tenha dificuldade de enxergar de perto.
·                     Astigmatismo: habitualmente é resultante de uma curvatura desigual da córnea, levando a uma visão distorcida, pois uma parte da imagem é formada na retina, enquanto outras partes formam-se antes ou depois dessa estrutura. Pode ocorrer isoladamente ou em associação com outros defeitos de refração.
·                     Presbiopia: é a perda da acomodação visual devido à idade, resultando da perda da elasticidade progressiva do cristalino.
Outras afecções que causam certo desconforto ou levam à redução da acuidade visual, mas que habitualmente não causam perda total da visão, quando devidamente tratadas, são:
·                     Ceratocone;
·                     Conjuntivite;
·                     Moscas volantes;
·                     Olho seco;
·                     Pterígio;
·                     Terçol;
·                     Deslocamento de retina;
·                     Blefarite.
Dentre outras afecções que acometem o globo ocular e que podem levar à perda de visão, encontram-se:
Nos adultos:
·                     Catarata;
·                     Retinopatia diabética;
·                     Glaucoma;
·                     Doenças maculares;
Nas crianças:
·                     Catarata congênita;
·                     Glaucoma congênito;
·                     Estrabismo;
·                     Ambliopia;
·                     Retinoblastoma;
·                     Doenças ligadas à prematuridade;
·                     Doenças genéticas (por exemplo, daltonismo);
·                     Doenças metabólicas.
O diagnóstico precoce das doenças oftalmológicas, assim como a realização de uma terapêutica adequada são imprescindíveis para a diminuição da morbidade das doenças que acometem a visão.


CONCLUSÃO

Com base no que foi apresentado, diz-se que a contribuição do desenvolvimento do sistema periférico (da retina) no surgimento de funções visuais básicas pode explicar apenas parcialmente as melhorias do comportamento visual, indicando que as mudanças ocorridas no cérebro também são importantes. 
Sendo assim a experiência sensorial em relação ao mundo exterior pode influenciar a forma como o cérebro estabelece conexões após o nascimento; experiências visuais são essenciais para que a visão do bebê possa desenvolver-se normalmente – uma situação do tipo “usar ou perder”; e que o tratamento de doenças oculares infantis comuns deve ter início muito mais cedo do que preconizam as práticas padronizadas.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

_________________ Desenvolvimento do sistema sensorial visual. Disponível em: ucbweb.castelobranco.br/webcaf/.../Desenvolvimento_do_Sistema_Sensorial.doc. Acesso aos 10 de Junho de 2017
Clínica dos Olhos Vila Maria. Doenças oculares. Disponível em: http://www.covm.com.br/doencasoculares.html. Acesso aos 11 de Junho de 2017

Infoescola. Doença dos olhos. Disponível em: http://www.infoescola.com/doencas/doencas-dos-olhos/. Acesso aos 12 de Junho de 2017.