sexta-feira, 7 de julho de 2017

DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA SENSORIAL VISUAL



ÍNDICE



INTRODUÇÃO


A visão é responsável por cerca de 75% de nossa percepção. Resumindo de forma extremamente sintética o ato de ver é o resultado de três ações distintas: operações óticas, químicas e nervosas. O órgão responsável pela captação da informação luminosa/visual e transformá-la em impulsos a serem decodificados pelo sistema nervoso é o olho, sendo ele um instrumento altamente especializado e delicadamente coordenado, e cada uma de suas estruturas desempenha um papel específico na transformação da luz, se transformando no sentido da visão.
Toda a entrada de luz do meio externo até chegar à retina, faz parte do sistema ótico, propriamente dito. A sensibilização da retina se faz quimicamente, a luz convertida em impulsos elétricos, é transportada através do nervo ótico até o córtex. No presente trabalho temos como objectivo principal falar sobre o desenvolvimento do sistema sensorial visuale doenças causadas pela visão.





DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA SENSORIAL VISUAL

Os sistemas sensorial e perceptivo são, certamente, restrições estruturais do indivíduo ao movimento e a outras atividades, tal como a leitura. Essa discussão do desenvolvimento do sistema sensorial é a base para a exploração do desenvolvimento perceptomotor e do equilíbrio.
Sensação é a atividade neural disparada por um estímulo que ativa um receptor sensorial e que resulta em impulsos nervoso sensoriais que se deslocam através para o cérebro.
Percepção é um processo de múltiplos estágios que ocorre no cérebro e que inclui seleção, processamento, organização e integração da informação recebida dos sentidos.
O Desenvolvimento Visual:
A visão desempenha um papel principal na maioria das performances de habilidades. Para entendermos melhor esse papel, precisamos examinar as mudanças em três aspectos da visão relacionadas à idade:
ü    Acuidade
ü    Acomodação
ü    Sensibilidade de contraste
A acuidade, a acomodação e a sensibilidade de contraste indicam o quão detalhada a informação visual se apresenta.
Visão na Infância
Durante o primeiro mês de vida, o sistema visual oferece à criança uma visão funcionalmente útil, mas não refinada, em um nível de aproximadamente 5% da eventual acuidade do adulto. A resolução de detalhe do recém-nascido permite que ele diferencie características faciais a 20 polegadas de distância (50,8 cm); além disso, ele provavelmente não pode ver objetos claramente. Esse nível de acuidade reflete o tamanho relativamente pequeno do olho da criança (resultando em uma imagem de tamanho pequeno), bem como a imaturidade da fóvea (sobretudo dos cones) e do córtex visual.

Acuidade é a nitidez da visão.
A Fóvea é a região central da retina que é repleta de cones.
Cones são os fotorreceptores que proporcionam visão finamente detalhada e colorida.
Os recém nascidos não controlam muito bem a acomodação, ainda assim, podem ajustar o foco na direção adequada para objetos próximos. Eles cometem mais erros do que os adultos, mas alcançam níveis adultos aos 3 ou 4 meses de idade e respondem como os adultos pelo 10º mês.
Acomodação é a ação dos músculos ciliares para mudar a curvatura das lentes dos olhos (figura 10.1) para ver objetos a distâncias variadas.
A acuidade visual trata da resolução de detalhe sob condições de alto contraste, enquanto a sensibilidade de contraste trata da resolução em vários níveis de iluminação. A sensibilidade de contraste em recém-nascidos é pobre se comparada à dos adultos, mas suficiente para detectar muitos objetos. A melhoria é rápida nos primeiros 6 meses.
Sensibilidade de contraste é a capacidade para resolver visualmente estruturas espaciais, variando de refinada a bruta, em vários níveis de contraste.
A acuidade visual, acomodação e sensibilidade de contraste são rapidamente aperfeiçoadas no início da infância.
                
Muitas crianças têm astigmatismo, ou visão deslocada, devido a uma curvatura imperfeita da córnea. Todavia, esse fenômeno parece ser passageiro, e sua incidência decai quando as crianças estão entre 6 e 18 meses de idade.
Em torno de 6 meses, então, os sistemas motores da criança estão prontos para começar a locomoção auto-impulsionada, o sistema visual percebe detalhes adequados que o auxiliam nessa tarefa. Da perspectiva ecológica, a visão é um outro sistema que deve se desenvolver a um nível adequado para facilitar a locomoção.

 

DOENÇAS CAUSADAS PELA VISÃO

As doenças da visão, também chamadas de doenças oftalmológicas, são as afecções que afetam o sistema visual, levando à diminuição da acuidade visual, podendo, ocasionalmente, resultar em perda total da visão.
A redução da acuidade visual tem origem, especialmente, em defeitos de refração, que podem ser corrigidos, como:
·                     Miopia: é quando o olho encontra-se anatomicamente maior do que o normal, fazendo com que o raio luminoso não alcance a retina, resultando na formação da imagem antes desta.
·                     Hipermetropia: é quando o olho encontra-se anatomicamente menor do que o normal, levando à formação da imagem após a retina, fazendo com que o indivíduo tenha dificuldade de enxergar de perto.
·                     Astigmatismo: habitualmente é resultante de uma curvatura desigual da córnea, levando a uma visão distorcida, pois uma parte da imagem é formada na retina, enquanto outras partes formam-se antes ou depois dessa estrutura. Pode ocorrer isoladamente ou em associação com outros defeitos de refração.
·                     Presbiopia: é a perda da acomodação visual devido à idade, resultando da perda da elasticidade progressiva do cristalino.
Outras afecções que causam certo desconforto ou levam à redução da acuidade visual, mas que habitualmente não causam perda total da visão, quando devidamente tratadas, são:
·                     Ceratocone;
·                     Conjuntivite;
·                     Moscas volantes;
·                     Olho seco;
·                     Pterígio;
·                     Terçol;
·                     Deslocamento de retina;
·                     Blefarite.
Dentre outras afecções que acometem o globo ocular e que podem levar à perda de visão, encontram-se:
Nos adultos:
·                     Catarata;
·                     Retinopatia diabética;
·                     Glaucoma;
·                     Doenças maculares;
Nas crianças:
·                     Catarata congênita;
·                     Glaucoma congênito;
·                     Estrabismo;
·                     Ambliopia;
·                     Retinoblastoma;
·                     Doenças ligadas à prematuridade;
·                     Doenças genéticas (por exemplo, daltonismo);
·                     Doenças metabólicas.
O diagnóstico precoce das doenças oftalmológicas, assim como a realização de uma terapêutica adequada são imprescindíveis para a diminuição da morbidade das doenças que acometem a visão.


CONCLUSÃO

Com base no que foi apresentado, diz-se que a contribuição do desenvolvimento do sistema periférico (da retina) no surgimento de funções visuais básicas pode explicar apenas parcialmente as melhorias do comportamento visual, indicando que as mudanças ocorridas no cérebro também são importantes. 
Sendo assim a experiência sensorial em relação ao mundo exterior pode influenciar a forma como o cérebro estabelece conexões após o nascimento; experiências visuais são essenciais para que a visão do bebê possa desenvolver-se normalmente – uma situação do tipo “usar ou perder”; e que o tratamento de doenças oculares infantis comuns deve ter início muito mais cedo do que preconizam as práticas padronizadas.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

_________________ Desenvolvimento do sistema sensorial visual. Disponível em: ucbweb.castelobranco.br/webcaf/.../Desenvolvimento_do_Sistema_Sensorial.doc. Acesso aos 10 de Junho de 2017
Clínica dos Olhos Vila Maria. Doenças oculares. Disponível em: http://www.covm.com.br/doencasoculares.html. Acesso aos 11 de Junho de 2017

Infoescola. Doença dos olhos. Disponível em: http://www.infoescola.com/doencas/doencas-dos-olhos/. Acesso aos 12 de Junho de 2017.

A Liderança e Suas Principais Teorias

                        A Liderança e Suas Principais Teorias
                                                                                              
                                                                                                   Roberto Cesar Sganzerla

Resumo
O presente texto procura retratar a evolução conceitual do tema Liderança sob o ponto de vista de diferentes escolas e autores.

Palavras-Chave:
Liderança, Comportamento Organizacional, Recursos Humanos

Introdução
Antes de desenvolver a análise da origem da teoria da Liderança, selecionaram-se trechos trazidos pela professora Cecília Whitaker Bergamini:
Liderança é ‘o comportamento de um indivíduo quando está dirigindo as atividades de um grupo em direção a um objetivo comum’ (Hemphill & Coons, 1957,p.7).

Liderança é ‘um tipo especial de relacionamento de poder caracterizado pela percepção dos membros do grupo no sentido de que outro membro do grupo tem o direto de prescrever padrões de comportamento na posição daquele que dirige, no que diz respeito à sua atividade na qualidade de membro do grupo’(Janda, 1960, p.35).

Liderança é ‘uma influência pessoal, exercida em uma situação e dirigida através do processo de comunicação, no sentido do atingimento de um objetivo específico ou objetivos’ (Tannenbaum, Weschler & Massarik, 1961, p. 24).

Liderança é ‘uma interação entre pessoas na qual uma apresenta informação de um tipo e de tal maneira que os outros se tornam convencidos de que seus resultados serão melhorados caso se comporte da maneira sugerida ou desejada’ (Jacobs, 1970, p.232).

Liderança é ‘o início e a manutenção da estrutura em termos de expectativa e interação’ (Stogdill, 1974, p.411).

Liderança é ‘o incremento da influência sobre e acima de uma submissão mecânica com as diretrizes rotineiras da organização’(Katz & Kahn, 1978, p. 528).

Liderança é ‘o processo de influenciar as atividades de um grupo organizado na direção da realização de um objetivo’ (Rouch & Behling, 1984 p.46)

Seguindo a mesma autora:
"Dois elementos parecem ser comuns a todas essas definições. Em primeiro lugar, elas conservam o denominador comum de que a liderança esteja ligada a um fenômeno grupal, isto é, envolva duas ou mais pessoas. Em segundo lugar, fica evidente tratar-se de um processo de influenciação exercido de forma intencional por parte de líder sobre seus seguidores”.

Adicionando Hollander (1978):
“O processo de liderança normalmente envolve um relacionamento de influência em duplo sentido, orientado principalmente para o atendimento de objetivos mútuos, tais como aqueles de um grupo, organização ou sociedade. Portanto, a liderança não é apenas o cargo do líder, mas também requer esforços de cooperação por parte de outras pessoas.”

A partir desses recortes que serviram como uma reflexão inicial, pode-se então analisar e discutir o tema proposto.

1. Liderança, a arte de ser humano
John K. Clemens e Douglas F.. Mayer escreveram, em 1987, um livro publicado em português sob o título  Liderança, o toque clássico, no qual dizem:
“Não é surpreendente que livros como As Vidas dos Homens Ilustres...ofereçam ricas perspectivas sobre liderança. Afinal, os problemas centrais para uma liderança efetiva – motivação, inspiração, sensibilidade e comunicação pouco mudaram nos últimos 3.000 anos. Esses problemas foram enfrentados pelos Egípcios quando construíram as pirâmides, por Alexandre quando criou seu império e pelos gregos quando lutaram contra os troianos. Liderança é um conceito escorregadio e ilusório, que deixa perplexos mesmo os cientistas sociais. Após estudar mais de 3.000 livros e artigos sobre liderança, escritos ao longo dos últimos 40 anos, certo pesquisador conclui que não se sabe muito mais a respeito desse assuntos hoje em dia do que se sabia quando toda a confusão teve início”
.
Segundo Bergamini (1994):
“Isso quer dizer que a liderança tem sido investigada desde há muito e como tal é justo que apresente inúmeras interpretações. É desejável lembrar que a diferença entre as interpretações se traduziu em pontos de vistas que não são necessariamente opostos, mas que, de certa forma, propõem enfoques complementares uns aos outros. É o conjunto de todos eles que oferece uma visão mais completa sobre o assunto”

Portanto, liderar é a própria arte de ser humano. Acredita-se que a palavra liderança tenha aparecido por volta do ano 1300 da era cristã, embora o termo venha sendo mais empregado nos últimos 200 anos, sobretudo, na língua inglesa. Se a preocupação com a liderança é tão antiga quanto a história da escrita, é bom que se proponha, mesmo que de maneira sucinta, uma revisão parcial daquilo que já foi estudado, não somente para que se tenha idéia das principais teorias existentes, mas para que não se cometa o engano de adotar como verdadeiras certas suposições que hoje, após anos de pesquisas, já comprovaram ultrapassadas.

Para tanto, trataremos de algumas das principais teorias da liderança vistas através de dois enfoques distintos: Teorias da liderança com foco no líder e teorias da liderança com enfoques situacionais.

1.1. Foco no Líder
As primeiras abordagens da problemática da liderança centraram-se na definição de líder e na procura das qualidades comuns a todos os líderes. Nessa linha, podem ser consideradas duas teorias: a teoria dos Grandes Homens e a teoria dos Traços.

·         Teoria do Grande Homem - Aceita a idéia de líderes natos. Supunha-se que de tempos em tempos apareceriam homens geniais destinados a exercer profunda influência na sociedade.

Warren Bennis (2001) comenta:
 “Em um momento se pensou que as habilidades da liderança eram inatas. Ninguém se torna um líder, e sim nasce com esta condição, ....A esta concepção de liderança se poderia denominar de Teria do Grande Homem”. Para ela, o poder se encarnava em uma reduzida quantidade de pessoas cuja herança e destino as convertia em líderes. Os indivíduos do tipo adequado poderiam liderar, todos os demais deveriam ser liderados. Ou se tinha essa característica ou não se tinha. Nem o aprendizado nem o desejo, por grandes que fossem, poderiam alterar o destino de um indivíduo."

Todo nascimento traz um líder, depende dessa pessoa agarrar as oportunidades. Ghandi não nasceu com grande eloqüência e tampouco era um reconhecido comunicador, mas mudou-se, cresceu, e se tornou um grande líder, porque acreditava no que pensava. Portanto, líderes não nascem, a menos que aceitemos que todos os que nascem podem ser líderes.

·         Teoria dos Traços - Basicamente semelhante à do Grande Homem, defende que a posse de certos traços de caráter e de personalidade permitiria a certos homens acesso ao poder. Dessa forma, julgava-se ser possível encontrar traços de personalidade universais nos líderes que os distinguiam dos não-líderes. Bryman (1992) retrata três grandes tipos de traços que a literatura trata, fatores físicos, habilidades características e aspectos de personalidade. O que interessava aos pesquisadores da época era poder eleger dentre certos atributos quais os que melhor definiriam a personalidade do líder. Segundo Bergamini (1994):
“O enfoque dos traços predominou até a década de quarenta, tendo como grandes contribuintes para o seu sucesso as pesquisas desenvolvidas pelos testes psicológicos muito incrementados a partir de 1920 ate 1950..Stogdill e Mann serviram-se dos resultados das pesquisas disponíveis acerca de liderança que datavam de 1904 a 1948, encontrando aproximadamente 124 projetos voltados a esse tipo de enfoque no estudo da liderança. Com revisão desses projetos foi possível chegar a um resultado que permitiu listar aproximadamente 34 traços de personalidade considerados como características típicas da amostragem dos líderes eficazes....Alguns exemplos dos traços encontrados são: sociabilidade e habilidades interpessoais, auto-confiança, ascendência e domínio, participação nas trocas sócias, fluência verbal, equilíbrio emocional e controle, busca de responsabilidade e outros”.

Em suma, as teorias apresentadas com foco no líder - a do Grande Homem e a Teoria dos Traços - ocuparam durante bastante tempo os estudiosos e investigadores dos fenômenos de liderança e, apesar das suas pesquisas terem redundado em fracasso, essa posição encontra-se ainda muito difundida no senso comum. De fato, seria bastante otimista pensar que podiam existir apenas líderes natos, bem como traços de personalidade consistentes e próprios de todos os líderes, fossem eles líderes como Hitler, Madre Tereza de Calcutá, Bin Laden ou Ghandi. Os diversos estudos parecem ter concluído apenas vagamente que certas características como inteligência, extroversão são, auto-segurança e empatia, tendiam a estar relacionadas com o desenvolvimento e manutenção de posições de liderança. Mas para além de inconsistentes, os dados não estabelecem uma distinção clara entre caracteres inatos e adquiridos. Por outro lado, essas teorias sustentam que o líder nato ou o possuidor de determinados traços seria capaz de exercer espontaneamente e imediatamente a liderança, o que vai de encontro à natureza dinâmica das relações humanas. Essas teorias ignoram também os fatores situacionais e, embora especificassem traços que quase todos os líderes possuíam, a verdade é que temos que reconhecer que esses mesmos traços são freqüentemente possuídos por um grande número de não-líderes. Entretanto, e embora essas teorias tendam hoje a serem rejeitadas, é de algum modo evidente que os atributos pessoais particulares aumentam a probabilidade de que certas pessoas assumam, com maior freqüência, papéis de liderança nos vários grupos em que participam.

1.2. Enfoques situacionais
Segundo Fiedler (1967):
“Volumosa pesquisa feita especialmente sob condições reais de vida tem mostrado bem consistentemente, todavia, que a personalidade do líder é somente um dos fatores que determina o desempenho do grupo. O líder que se desempenha bem em um grupo ou sob um conjunto de condições pode não sair-se bem em outros grupos, em outras tarefas ou sob outras condições”.

Então, as teorias de enfoques situacionais exploram as variáveis que cercam o processo de liderança, sendo esses, portanto, enfoques mais abrangentes do que os vistos anteriormente.

·         Teoria das Trocas - A partir de 1964, Hollander busca na Teoria das Trocas encontrar o equilíbrio entre líder e liderado. Segundo esse enfoque, o surgimento de um líder não se dá unicamente pelo seu tipo de personalidade, mas tem relação com outros fatores, tais como as normas em uso pelos grupos. Esses valores grupais é que irão eleger como importantes certas características da personalidade do líder. Para Hollander, a aceitação do líder e sua permanência como tal depende de quanto ele seja considerado como facilitador do atendimento dos objetivos almejados pelo grupo liderado. Segundo Bergamini (1994):
“Com a Teoria das Trocas de Hollander, o papel desempenhado pelos subordinados no processo de liderança começa a despontar como um elemento que pode favorecer a formação eficaz desse vínculo. Até então, os estudos vigentes somente dirigiam sua atenção às características que tipificavam os líderes” (Bergamini, C. W.,1994).

Portanto, a partir dessa teoria, mais uma variável é acrescida às condições básicas: a eficácia do exercício da liderança, que é a percepção que os liderados possuem da figura do líder.

·         Abordagem situacional de Liderança - Na sua forma mais simples, a tese situacional defende a idéia de que a situação faz surgir o líder necessário e conveniente; ou seja, os grupos escolheriam o líder ou líderes adaptados às suas necessidades. Mas essa posição seria demasiado finalista e restritiva; pois, em vez de pretender que a liderança seja um ato passivo, a teoria situacional afirma que o líder hábil pode adaptar-se e antecipar-se às necessidades dos elementos do seu grupo. Segundo Tannenbaum, Weschler e Massarik (1961):
"Liderança é a influência interpessoal, exercida na situação e dirigida através do processo de comunicação humana, com vista à obtenção de um ou diversos objetivos específicos"

Como se vê, a liderança é encarada como um fenômeno social que ocorre exclusivamente em grupos sociais. É definida como função de três elementos:
q  do indivíduo (personalidade, caráter, capacidade de realização, etc.)
q  do grupo (estrutura das inter-relações individuais no grupo, atitudes, necessidades, etc.)
q  da situação (exigências das situações, objetivos, ambiente envolvente do líder e do grupo, etc.)
Essa abordagem situacional da liderança procura, assim, integrar os elementos válidos das várias abordagens de um problema que se revelou demasiado complexo para que possa ser explicado por uma abordagem restrita, qualquer que ela seja.

·         Teoria  Contingencial ou do Comportamento - foi elaborada a partir daquilo que Fiedler denomina de medida LPC (Least Prefered Coworker) da personalidade do líder. Muito da estrutura teórica adotada por ele tomou como base os estudos de campo desenvolvidos pela Universidade de Illinois a partir de 1951. Começando com um grande número de dimensões estudadas, esse número foi reduzido para duas dimensões independentes a serem consideradas. Embora a terminologia possa ser variada, foi possível distinguir a existência de dois tipos básicos de estilos de líder: aquele que pode ser considerado com orientado para a tarefa e  aquele  que é orientado para relacionamento.
      Em meados do século XX, e após amplos estudos realizados no âmbito da pesquisa dos comportamentos de liderança, uma idéia alternativa começou a ganhar forma. A liderança começou a ser vista como a maneira de proceder derivada da relação existente entre o líder e outras pessoas do grupo. Assim, passa-se a considerar que não é a posse de certos traços que contribui para o sucesso dos líderes, mas, antes, a sua capacidade em adequar os comportamentos às exigências das diversas situações. Mas na verdade mostrava-se difícil demonstrar a existência de uma relação consistente entre padrões de liderança e desempenho do grupo. Por outro lado, é um fato que a maioria das pessoas desempenha na sua vida papéis de liderança em situações diferentes. Ganha assim forma a Abordagem Contingencial de liderança. Segundo Fiedler (1967):
“O ponto mais importante dessa teoria é que a eficácia da liderança depende tanto da situação em que o grupo se encontra quanto do líder. Se a teoria está certa, isso significa que um programa que envolva somente os aspectos de personalidade do líder ou somente os aspectos situacionais da organização está fadada ao fracasso. Um estilo de liderança não é em si mesmo melhor ou pior do que outro, nem tampouco existe um tipo de comportamento em liderança apropriado para todas as condições. Dessa forma, quase todo mundo poderia ser capaz de ter sucesso como líder em algumas situações e quase todo mundo está apto a falhar em outras. Caso queiramos melhorar o desempenho organizacional, devemos lidar não somente com o estilo do líder, mas também com os fatores que promovem a influência sobre ele” (Fiedler, F. E. , 1967)

Portanto, tornar-se um líder capaz e eficaz, a despeito de ser possível a todos, não parece que será conseguido simplesmente com programas de treinamento de poucas semanas, tampouco mudanças comportamentais reais serão conquistadas em seminários de poucas horas. Como já dizia meu professor James A. Tucker (Psicologia Educacional, University of Tennesse, USA), o aprendizado leva tempo.

Teoria Caminho-Objetivo (Path-Goal) - Dentro do enfoque contigencial, surge mais uma teoria ressaltando a importância do liderado como um reduto motivacional dentro do processo da liderança. A teoria Caminho-Objetivo (Path-Goal) é pouco conhecida no Brasil, mas muito valorizada dentro dos contextos americano, canadense e europeu. Segundo Smith, P. B. & Peterson, M. F.(1989):.
“A teoria do Caminho-Objetivo muito claramente deriva das teorias que se baseiam na expectância, que se tornaram populares no campo do comportamento organizacional nos anos 60 (por exemplo, Vroom, 1964). Na sua essência, ela propõe que os subordinados farão aquilo que desejarem os líderes, caso eles façam duas coisas. Primeiro, devem assegurar que os subordinados compreendam como atingir os objetivos do líder. Segundo, esses líderes devem prever que os subordinados cheguem aos seus objetivos pessoais nesse processo (House, 1971). A tarefa do líder é, então, diagnosticar a função do ambiente e selecionar aqueles comportamentos que assegurarão que os subordinados estejam motivados ao máximo no sentido dos objetivos organizacionais”

Então, segundo essa teoria, os subordinados se sentirão motivados cada vez mais motivados com o comportamento do líder, na medida em que esse mesmo comportamento comprovar, de forma objetiva, que traz uma contribuição decisiva em favor do atendimento das expectativas desses liderados.

Conclusões
Segundo Bennis (2001):
“Assim  como o amor, a liderança continuou a ser algo cuja existência todo mundo conhecia, mas que ninguém sabia definir. Tem se aparecido e desaparecido muitas outras teorias sobre liderança. Algumas se concentravam no líder. Outras se concentravam na situação. Nenhuma resistiu a prova do tempo”.

Depois desta rápida revisão de algumas das principais teorias da liderança e de suas escolas, não há como descrever estilos de comportamento do líder propondo que algum desses comportamentos seja melhor ou mais indicado para se atingir a eficácia como líder. Assim como não é possível priorizar os comportamentos em liderança segundo seus graus de eficácia, não se domina também o conjunto complexo daquelas variáveis situacionais ou ambientais que têm peso suficiente para determinar condições que favoreçam este ou aquele estilo de liderança. No entanto, aquilo que se pode perceber a partir do exame da experiência prática é que líderes diferentes atingiram sua eficácia de maneiras particulares e em situações também especiais.

Após analisar os processos de liderança a partir de diversos ângulos, podemos concluir que não se justifica afirmar que esses teóricos se contradizem, pelo contrário, se complementam, nos oferecendo assim uma visão mais clara sobre o tema liderança.

Por mais que tentemos, longe ainda está de se ter esgotado o assunto e de se poder definir ou explicar plenamente o fenômeno da  liderança. Como escreveram Warren Bennis e Burt Nanus, em 1985, no livro Leaders: “É como se à liderança também se aplicasse o que uma vez dissera Braque em relação à arte: Na arte, o único que interessa é o que não se pode explicar”.

Bibliografia
Bennis, W. & anus, B, Líderes – Estrategias para um liderazgo eficaz  (ed. 2001), Barcelona, Ediciones Paidós Ibérica S. A., 1985.
Bergamini, C. W., Liderança – Administração do Sentido (1O ed.), S. P., Editora Atlas S. A., 1994.
Bryman, A., Carisma and Leadership in organizations, London, SAGE Publications, 1992.
Clemens, J. K. & Mayer, D. F., Liderança: Um toque clássico, S. P., Editora Best Seller, 1989.
Fiedler, F. E., A theory of a Leadership effectiveness, N. Y., Mc-Graw-Hill Book Company, 1967.
Hemphill, J. K., & Coons, A. E., Development of the leader behavior description questionnaire, in R. M. Stogdill & A. E. Coons (eds.), Leader behavior: Its description and measurement, Columbus, OH: Bureau os Busines Research, Ohaio State University, 1957.
Hollander, E. P., Leaders, Groups and Influence, N. Y., Oxford, University Press, 1964.
Janda, K. F., Towards the explication of concept of leadership in terms of concept of pawer, U. S. A., Human Relations, 1960.
Jacobs, T. O., Leadership and exchange in formal organizations, Alexandria, VA: Human Resources Organization, 1970.
Katz, D. & Kahn, R. L., Psicologia Social das Organizações, S. P., Editora Atlas S. A., 1966.
Smith, P. B., & Peterson, M. F., Leadership, organizations and culture, London, SAGE Publications, 1989.
Stogdill, R. M., Handbook of leadership, N. Y., MacMillan/ Free Press, 1974.





Roberto Cesar Sganzerla é mestrando em liderança pela Unisa Business School, SP & Andrews University, USA; realiza consultorias e palestras em todo o país,  nas áreas de comunicação e marketing.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Ambiente Metamórfico, Factores Metamórficos, Tipos de Metamorfismo

Introdução
Neste trabalho que tem como os seguintes temas que são, Ambiente Metamórfico, Factores Metamórficos, Tipos de Metamorfismo onde ao desenrolar da mesma, abordaremos dos seguintes subtemas a citar: Ambiente Metamórfico, Os Limites Metamórficos, Transformações Metamórficas, Factores de Metamorfismo, Definição de metamorfismo, Tipos de metamorfismo, Auréola Metamórfica, Dinamometamorfismo, Metamorfismo de contacto, Metamorfismo regional,




Ambiente Metamórfico
Metamorfismo inclui o conjunto de processos de transformações mineralógicas, texturais e estruturais que ocorrem nas rochas, segundo condições físicas e químicas diferentes daquelas nas quais a rocha original se formou. Todas essas transformações ocorrem no estado sólido, ou seja, a rocha não passa por uma fase de fusão. Pressão e calor são as principais causas do metamorfismo; as mudanças resultantes (geralmente com desenvolvimento de novos minerais) são uma resposta termodinâmica a um ambiente grandemente alterado. São metamorfizadas rochas ígneas, sedimentares e mesmo metamórficas.

Os Limites Metamórficos
O metamorfismo realiza mudanças na assembleia mineral e textura nas rochas sedimentares, ígneas e mesmo metamórficas submetidas a temperaturas superiores a 200 oC e pressões superiores a 300 MPa (pressão exercida por alguns milhares de metros de rochas). O metamorfismo não se refere a mudanças causadas por intemperismo ou por diagênese porque esses processos ocorrem a temperaturas abaixo de 200 oC e pressões abaixo de 300 MPa. A pressão uniforme, confinante ou triaxial conduz a variações de volume dos minerais, obrigando-os a adquirirem uma estrutura cristalina mais compacta e pressões orientadas, diferenciais, dirigidas ou uniaxiais conduzem também a mudanças de forma dos minerais.
O metamorfismo é progressivo com o aumento da pressão e temperatura; com a diminuição da pressão e temperatura pode ocorrer o metamorfismo retrógrado. Existe naturalmente um limite superior ao metamorfismo, porque as rochas submetidas a temperaturas muito altas sofrem fusão e o metamorfismo ocorre no estado sólido. Devido a presença de água baixar o ponto de fusão das rochas, a água presente controla a temperatura na qual a fusão parcial húmida terá efeito e a quantidade de magma que será produzida. Em muitos lugares é possível encontrar evidência que a fusão iniciou-se em porções da rocha metamórfica rica em água, mesmo que rochas metamórficas adjacentes secas não mostrem sinal de fusão. Volumes compostos de rochas contendo componentes ígneos formados por pequena quantidade de fusão e rochas metamórficas são chamados migmatitos (mistura de rocha). Também alguns minerais apresentam ponto de fusão mais baixo que outros, de maneira que ocorre fusão parcial de rochas metamórficas. Outros minerais podem fundir parcialmente. O magma formado em função da alta pressão e menor densidade sobe até alcançar níveis mais rasos da crosta ou alcança a superfície. As reações metamórficas levam muito tempo para a sua realização em torno de milhares a milhões de anos.
Transformações Metamórficas
Modificações devido a Reações dos Constituintes Mineralógicos:
Reações entre os minerais ou destes com soluções, que estavam nos poros ou foram liberadas pelos minerais que sofrem desidratação. Ex: argilas transformam-se em micas, cloritas ou anfibólios.
Recristalização:
Um grão aumenta de tamanho ou modifica sua forma. Ex: arenito passa a quartzito, calcário  passa a mármore (cristais de calcita maiores).

Modificação Textural
Devido a deformação dos minerais, ocorre novo arranjo dos minerais, resultando em nova textura ou fábrica. Exemplo: xisto ou mármore.
Mudanças de Fase: Minerais adquirem forma diferente mais compacta
Rochas Metamórficas
 Toda rocha formada no estado sólido em resposta a pronunciada mudança de temperatura, pressão e ambiente químico, que tem lugar, em geral, abaixo das zonas de intemperismo, cimentação e diagênese.
Factores de Metamorfismo
Metamorfismo Conjunto de transformações mineralógicas, químicas e
estruturais que ocorrem no estado sólido, em determinadas
rochas, quando estas são sujeitas a certos fatores.
Metamorfismo
             Ocorre associado a certos contextos tectónicos: zonas de subducção; zonas de formação de cadeias montanhosas (orogénese).
5
Fatores de metamorfismo
As rochas metamórficas são:
¨ Importantes vestígios do passado da Terra permitem estudar: as condições a que foram sujeitas; as rochas iniciais que sofreram metamorfismo;
Rochas metamórficas:

¨ É possível encontrar vestígios de fósseis (deformados);
¨ Sendo complexas permitem estabelecer os limites dos continentes primitivos;
¨ Devido à forma como a sua estrutura se apresenta permite a queda e/ou conhecimento
considerados deslizamento de blocos rochosos; o estudo e de afloramentos metamórficos devem ser no âmbito do ordenamento do território/ocupação antrópica de zonas rochosas metamórficas. Transformações mineralógicas que caracterizam processo metamórfico

Fatores de metamorfismo

Alteram os minerais
Esmagamento devido à pressão

COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA
- Fusão de minerais
- Formação de novos minerais (minerais indicadores demetamorfismo)

Fator: Tempo

¨ É um dos fenómenos relevantes para a formação de rochas
metamórficas;
¨ Os fenómenos metamórficos ocorrem de forma muito lenta,
sendo os efeito do metamorfismo atingidos só ao fim de dezenas de milhões de anos.;
¨ Possibilita a reorganização mineralógica e os reajustamentos
texturais e estruturais das rochas;
¨ Quanto maior o tempo de duração e fatores: maior o aumento de pressão e temperatura maior o grau de metamorfismo atuação dos outros.

Fator: Pressão

¨ As rochas metamórficas são formadas a diferentesprofundidades;
¨ À medida que aumenta a profundidade as rochas são sujeitas a forças geradoras de estados de tensão;
¨ Uma das forças geradoras de tensão é a PRESSÃO;
¨ A 3Km de profundidade pode ocorrer metamorfismo, desde que a temperatura seja a ideal;


Fator: Tensão

¨ Resulta do peso exercido pela coluna de rochas suprajacentes e
pelos movimentos tectónicos;
¨ Modifica a estrutura, o arranjo dos minerais;
¨ A Tensão pode ser : Confinante ou fitotática Não litostática, dirigida ou orientada.

Tensão litostática ou confinante:

¨ Deve-se ao peso das camadas rochosas suprajacentes;
¨ Afeta o volume das rochas;
¨ É aplicada de igual modo em todas as direções diminuindo o
volume da rocha porque os seus minerais passam a ocupar
menos espaço;
¨ Aumenta com a profundidade;
Antes da compressão Depois da compressão
Tensão litostática ou confinante
¨ Provoca alterações nas redes cristalinas;
¨ Induz a formação de minerais com:
Mesma composição química estrutura cristalina diferente (mais compacta) - originando rochas mais densas (os átomos e iões ficam mais próximos na malha cristalina);
¨ As rochas sedimentares à medida que vão aprofundando ficam sujeitas a um aumento progressivo deste tipo de tensões;
Tensão não litostática ou dirigida.
¨ A atuação das forças não é igual em todas as direções;
¨ Ocorre apenas numa direção – Direção de esforço
¨ Corresponde às pressões exercidas por movimentos tectónicos
compressivas, distensivos e de cisalhamento;
Antes da compressão Depois da compressão

Fator: Tensão

Tensão não-litostática
Tensão litostática
Textura foliada – Tensões dirigidas

Fator: Temperatura

¨ Afeta de forma significativa a composição mineralógica e a
textura das rochas;
¨ O aumento da temperatura provoca agitação dos átomos que
facilita as reações entre si.
¨ Para que ocorra metamorfismo a temperatura varia entre os
100 a 800ºC;
Maior agitação das partículasfacilita a ocorrência de reacções menor a viscosidade

Fator: Temperatura
Proveniência das fontes de calor
¨ Calor interno da Terra – remanescente da formação da Terra e
do decaimento dos minerais radioativos
Aumenta com a profundidade – gradiente geotérmico
 Alto – crista médias oceânicas, crosta e manto superior
 Baixo – zonas de subducção
¨ Calor fornecido pelas intrusões magmáticas
Invade as rochas encaixantes e provoca reações metamórficas;
¨ Calor produzido pelas fricções dos movimentos orogénicos
Fator: Fluídos
¨ Circulam no interior das rochas e são responsáveis por muitas
das alterações químicas e mineralógicas que ocorrem durante o metamorfismo;
¨ Reagem com as rochas trocando átomos e/ou iões podendo levar à substituição completa de um outro, alterando a composição podendo manter ou não o arranjo
original da rocha; transportam substâncias em solução; dissolvem inúmeras substâncias, facilitando e provocando reações.
Alguns possuem a capacidade de acelerar os processos
metamórficos;

Fator: Fluídos

¨ Durante o metamorfismo de uma rocha pode formação de fluidos provenientes da rocha original; ocorrer Argilito (rocha sedimentar) rocha rica em água (retida nos poros, ou fazendo parte da sua constituição; durante a sua metamorfização desidrata progressivamente, em função do aumento da pressão e da temperatura, originando um
fluido indutor do metamorfismo.
Definição de metamorfismo

• As rochas metamórficas resultam da transformação por reajustamento mineralógico e textural, realizada no estado sólido, de rochas ígneas, sedimentares e
metamórficas, quando sujeitas a novos parâmetros termodinâmicos, diferentes dos que presidiram à sua génese=> os minerais ficam instáveis, recombinam-se, adquirindo características compatíveis com o novo ambiente.



Tipos de metamorfismo
Impacto, contacto, regional, fundamento, ultramorfismo

Com base na intensidade de atuação dos fatores de metamorfismo consideram-se dois tipos de metamorfismo: Metamorfismo de Extensão Local, Metamorfismo de Extensão Regional

Metamorfismo Regional local: é representado essencialmente pelo metamorfismo de contacto
Típico em locais onde há atividade ígnea:
• Zona de convergência de placas (subducção)
• limite de placas divergentes
• zonas de orogenia (com atividade ígnea)
• locais com ascensão de plumas térmicas
Ocorre devido à ocorrência de intrusões magmáticas;

O factor de metamorfismo presente proveniente da intrusão magmática);
é a temperatura (origem no calor)

A elevada temperatura do magma e os fluidos que se libertam propagam-se às
rochas encaixantes da intrusão e alteram os seus minerais;

          É concêntrica em relação à intrusão magmática; a espessura e o seu grau de metamorfismo dependem:
• da temperatura da intrusão;
• da dimensão da intrusão;
• da susceptibilidade da rocha encaixante às alterações.
As auréolas podem ser de diferentes tamanhos (de centímetros a centenas de metros)

Auréola Metamórfica

A variedade de rochas resultantes depende do tipo de rocha encaixante, da quantidade de fluidos circulantes, da temperatura da intrusão, Calcário Arenito, Argilito, Intrusão, magmática, Auréola, metamórfica, Rochas, sedimentares, Rochas metamórficas, formadas, Calcário Mármore, Arenito Quartzito, Argilito Corneana, Corneana, Mármore, Quartzito, Mármore, Abrange grandes porções da crosta terrestre.
              Colisão entre duas placas continentais – associado à formação de montanhas
Colisão entre duas placas oceânicas – associado a arcos de ilhas vulcânicas Colisão entre uma placa oceânica e uma continental – associado a cordilheiras.

Dinamometamorfismo
Maturação de biológica
As teorias ligadas a maturação dão grande enfase ao papel activo do sistema biológico determinadas pelas hormonas do corpo.
Para distinguir a maturação de um determinado individuo precisamos apenas de fazer um acompanhamento sistemático sobre a sua atividade nervosa. A maturação depende muito do papel ativo orgânico de cada espécie.

Metamorfismo de contacto:

Limites convergentes de placas; Intrusões magmáticas;
Grande aumento de T e ligeiro aumento de P Formação de auréola de metamorfismo.

Metamorfismo regional:
É o mais abundante; Limites convergentes de placas continental-continental regiões de subducção Aumento gradual de P e T.
Causas do aumento da P e T

O aumento da pressão e temperatura pode ser consequência de três circunstâncias:
1. Calor interno da Terra
2. Peso das camadas suprajacentes
3. Tensões horizontais da litosfera.








Conclusão
Depois de muitas pesquisas chegamos a conclusão que quando as rochas são aquecidas pelo calor do magma ou compridas pelos movimentos de placas tectónicas as rochas são alteradas e transformam-se em novas rochas chamadas rochas metamórficas.