segunda-feira, 6 de março de 2017

a humildade

INTRODUÇÃO
Humildade significa  terra fértil, vem  da palavra húmus que significa : solo sobre nós. É a qualidade das pessoas que procuram se manter no nível dos outros, ninguém é pior ou melhor do que os outros, todos estamos no mesmo nível de dignidade, de cordialidade, respeito, simplicidade e honestidade. Humildade é assumir, seus direitos e obrigações, erros e culpas  sem resistir,agir diferente disto, é uma arrogância e uma negação da sua origem. A humildade é uma virtude humilde, porque quem se vangloria da sua, na realidade pode ter falta dela. É um sentimento adquirido lentamente pelo trabalho interior ou provocado pelo conhecimento, que existe um ser superior ao mesmo.





A HUMILDADE
Humildade vem do latim humilitas, e é a virtude que consiste em conhecer as suas próprias limitações e fraquezas e agir de acordo com essa consciência. Refere-se à qualidade daqueles que não tentam se projectar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas. A Humildade é considerada pela maioria das pessoas como a virtude que dá o sentimento exacto do nosso bom senso ao nos avaliarmos em relação às outras pessoas. Características como cordialidade,  respeito,  simplicidade e honestidade, embora sejam frequentemente associadas à humildade, são independentes. Portanto, quem as possui não precisa necessariamente ser humilde.
A humildade é um sentimento de extrema importância, porque faz a pessoa reconhecer suas próprias limitações, tem modéstia e ausência de orgulho. A humildade consta em praticamente todos os textos da Biblia, onde diz-se que "quem se humilha será exaltado, e quem se exalta será humilhado”. Exemplos de pessoas humildes na história: Jesus Cristo, Ghandi, Madre Paulina, Rei Davi, Madre Tereza de Calcutá.
Muito confundida com a Modéstia, sendo esta o sentimento de velar-se quanto às qualidades intelectuais e morais (em oposição a um exibicionismo vaidoso).
Diz-se que a humildade é uma virtude de quem é humilde; quem se vangloria mostra simplesmente que humildade lhe falta. É nessa posição que talvez se situe a humilde confissão de Albert Einstein quando reconhece que “por detrás da matéria há algo de inexplicável”.
Uma das características de Jesus Cristo foi a humildade, pois a Bíblia diz que Ele "sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz".
As religiões tendem a associar a humildade ao reconhecimento da superioridade divina. Todos os seres humanos são iguais aos olhos de Deus, devendo agir e comportar-se como tal. Porem somente a religião, não define o assunto humildade ou o que é ser humilde.
·                     Para o budismo, a humildade é a consciência que se tem do caminho a levar para se libertar do sofrimento.
·                     Do ponto de vista da filosofia,  Immanuel Kant afirma que a humildade é a virtude central da vida, uma vez que dá uma perspectiva apropriada da moral.
·                     Para Friedrich Nietzsche, em contrapartida, a humildade é uma falsa virtude que dissimula as desilusões que uma pessoa esconde dentro de si.
·                     Walber Luidhy afirma que " Nossa humildade é testada todos os dias, a partir de nossas atitudes e acções".
Para além das diferenças em termos de conceito, as pessoas partilham da mesma visão sobre a humildade como sendo a característica que levam as pessoas a realizarem uma acção sem proclamar os seus resultados. Suponhamos, por exemplo, que um homem joga bem futebol e que é humilde, este não deverá apresentar-se aos outros na qualidade de “melhor jogador” nem como sendo “o jogador que sempre marcou a diferença graças ao seu talento”.
Humildade também não significa ter de se rebaixar para as outras pessoas, mas sim reconhecer e admitir suas falhas.
De modo paradoxal, é a virtude cristã de humildade e não o ideal moderno liberal democrático de tolerância que está verdadeiramente aberta à alteridade do estrangeiro. Pois a humildade cristã cultiva um amor para o particular numa maneira que não nega o estrangeiro ao esconder de si mesmo suas próprias tentações à coerção, seu próprio desejo para o poder, sua propensão a pecar.
Ao focar o sentido e a aplicação do conceito de humildade dentro do cristianismo, tentaremos indicar os recursos disponíveis à própria tradição para ir de uma compreensão puramente espiritual sobre o assunto, a uma compreensão mais doutrinal, o que pode, consequentemente,
gerar uma receptividade maior à verdade das outras tradições religiosas. Ao mesmo tempo em que ela mesma é uma condição para o diálogo, a atitude da humildade doutrinal pode também surgir como resultado do diálogo. E, de forma breve, iremos também nos referir ao modo sobre o qual o diálogo com o budismo pode lançar uma luz nova sobre o entendimento cristão da humildade.
Humildade e doutrina
Ao mesmo tempo em que a humildade representa, em primeiro lugar, uma virtude espiritual, ou uma função da relação entre o crente e Deus, ela também define a relação do crente para com a doutrina própria do cristianismo. Na medida em que as definições doutrinais foram consideradas como expressões permanentes e imutáveis da verdade suprema, passou-se a entender a fé como a submissão humilde da própria vontade e juízo aos ensinamentos da tradição. A partir da perspectiva de compreensão tradicional de proposição da verdade, a humildade passa a ser, então, também uma atitude que se toma com respeito às verdades doutrinais. Embora a tradição católica reconheça certa hierarquia de verdades.



CONCLUSÃO
Concluí que a humildade é única alternativa construtiva em face da atitude tradicional e religiosa, a virtude da humildade desempenha um papel central na maioria das tradições religiosas e, nas religiões monoteístas, a atitude da humildade define uma determinada relação com Deus, concebido como um Deus Criador, fonte de toda bondade e verdade, o que torna todas as tentativas humanas de autoglorificação e orgulho.








BIBLIOGRAFIA

A humildade. Disponível em: http://www.hottopos.com/videtur17/pieper.htm.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

RESPONSABILIDADES DO DELEGADO E SUBDELEGADO

ÍNDICE
INTRODUÇÃO.. 1
RESPONSABILIDADES DO DELEGADO E SUBDELEGADO.. 2
Perfil do Aluno. 2
A eleição do delegado e subdelegado. 2
Estatuto de Delegado de Turma. 2
Funções do Delegado de Turma. 3
Funções do Subdelegado. 3
Direitos Específicos do delegado e subdelegado de turma. 3
Deveres Específicos do delegado e subdelegado de turma. 3
Mandato. 4
CONCLUSÃO.. 5
BIBLIOGRAFIA.. 6



INTRODUÇÃO
O presente trabalho fala sobre as responsabilidades do delegado e subdelegado numa sala de aulas. Para os alunos adolescentes, a participação na vida da escola, é sobretudo enquadrada nos âmbitos das actividades e projectos de turma, que constitui o particular objectivo da formação cívica e encontra a sua operacionalização máxima nas assembleias de turma. Sendo assim é evidente que saibamos minimamente as operacionalizações de um delegado e de um subdelegado numa determinada turma.




RESPONSABILIDADES DO DELEGADO E SUBDELEGADO
Perfil do Aluno
Normalmente o aluno deve procurar ser:
·         Disciplinado, por reconhecer que a disciplina é um meio indispensável ao seu progresso e ao dos outros;
·         Cuidadoso no seu trabalho, por reconhecer que este é um valor integrante da dignidade da pessoa humana;
·         Responsável nas suas opções e atitudes;
·         Um agente de transformação no mundo, introduzindo nele valores humanos e cristãos.
Dada a importância dos cargos de delegado e subdelegado, a eleição dos mesmos deverá ser precedida de uma actividade de turma, preparada pelo Coordenador de Turma, com os objectivos de informar aos alunos sobre o papel destes na sala de aulas.
A eleição do delegado e subdelegado
·         São eleitores a totalidade dos alunos da turma;
·         O voto é presencial e secreto;
·         Considera-se eleito delegado o aluno que obtiver o maior número de votos;
·         Considera-se eleito subdelegado o aluno que obtiver o segundo maior número de votos;
·         Em caso de empate, proceder-se-á a um novo escrutínio entre os alunos nessa situação;
·         A eleição do delegado e subdelegado será realizada no início do ano letivo;
·         O mandato dos representantes de turma é de um ano letivo. 
Estatuto de Delegado de Turma
·         O Delegado de Turma é o representante da turma no conjunto do colégio.
·         Qualidades do Delegado de Turma:
·         Saber ouvir as opiniões dos colegas e não fazer prevalecer a sua sobre as da maioria.
·         Ter à vontade para falar com a Turma e em Conselho de Delegados.
·         Saber transmitir fielmente os assuntos tratados em reuniões.
·         Ter a disponibilidade necessária para desempenhar a sua função.
·         Não esperar recompensa pelo serviço prestado à Turma.
·         Ter espirito de iniciativa.
·         Ser criativo e perseverante no seu trabalho.
Funções do Delegado de Turma
·         Encontrar-se com a Turma antes de cada Conselho de Delegados para ouvir os problemas e aspirações da Turma.
·         Registar com clareza o que ouviu e ler à Turma o que vai apresentar no Conselho de Delegados.
·         Participar na reunião de Conselho de Delegados
·         Encontrar-se com a Turma para comunicar as conclusões do Conselho de Delegados.
·         Fazer-se substituir nas Reuniões do Conselho de Delegados sempre que, por alguma razão, não possa estar presente.
·         Ser o porta-voz da turma.
·         Elaborar um relatório trimestral da turma.
·         Participar ativamente na vida do colégio, promovendo e colaborando em iniciativas do interesse da comunidade educativa.
Funções do Subdelegado
·         Colaborar com o delegado no desempenho das respectivas funções;
·         Substituir o Delegado de Turma sempre que este esteja ausente;
·         Colaborar com o Delegado de Turma sempre que necessário;
·         Acompanhar o Delegado em todos os actos que permitam a presença de ambos.
Direitos Específicos do delegado e subdelegado de turma
O delegado e o subdelegado de turma têm o direito de solicitar a realização de reuniões da turma com o respectivo diretor de turma ou com o professor titular, para apreciação de matérias relacionadas com o funcionamento da turma, sem prejuízo do cumprimento das atividades letivas.
Deveres Específicos do delegado e subdelegado de turma
·         Representar a Turma, juntamente com o subdelegado quando para tal efeito for convocado;
·         Coordenar as reuniões que determinam as matérias a abordar em Reunião de Turma;
·         Colaborar na manutenção de um ambiente agradável na sala de aula, em cooperação com os colegas e professores;
·         Ter um bom comportamento, de modo a servir de modelos de alunos conscientes dos seus deveres e direitos; 
·         Servir de elementos de união da turma que representam, sendo conhecedores da opinião geral da turma, sobre os assuntos escolares; 
·         Tentar manter-se informados de todos os problemas existentes, que afetem a turma, na sua totalidade ou a individualidade dos elementos, assim como os que afetem a escola;
·         Manter a turma informada dos problemas existentes quer tenham ou não implicações na turma;
·         Ser mais um elemento de ligação permanente entre a turma e o diretor de turma, bem como entre esta e os órgãos de gestão da escola; 
·         Estar presente nas reuniões da escola, para as quais tenham sido convocados;
·         Contribuir, em colaboração com os colegas e professores, para a resolução de problemas disciplinares ocorridos com a turma;
·         Anotar, pela turma, todas as ordens de serviço destinadas aos alunos e que sejam lidas na sala de aula; 
·         Incentivar a turma a participar em todas as atividades curriculares e extracurriculares;
Mandato
1. O mandato de delegado e subdelegado de turma decorre até ao fim do ano lectivo.
2. O delegado e o subdelegado de turma perdem o seu mandato quando:
a) Se dá inicio a um novo ano lectivo;
b) A pedido do próprio e devidamente fundamentado, perante a turma e o coordenador de turma;
c) Por proposta justificada de, pelo menos, dois terços dos alunos;
d) Por proposta justificada do coordenador de turma/coordenador pedagógico.
3. Quando o delegado ou subdelegado de turma cessam o mandato, procede-se a uma nova eleição.
CONCLUSÃO
Conforme visto acima, ao delegado e ao subdelegado de turma compete-os representar os colegas da turma nos órgãos e nas estruturas em que participe, comunicar ao coordenador de turma as opiniões dos colegas sobre assuntos relevantes relacionados com a vida da turma, colaborar com o coordenador de turma na análise e resolução de eventuais situações problemáticas verificadas na turma, transmitir informações à turma, colaborar com os professores da turma na realização de pequenas tarefas que promovam o bom funcionamento das aulas e das demais actividades educativas. É também importante que se opte no sentido de cumprimentos dos preceitos de ordem e limpeza da sala de aula por todos alunos da turma, ajudar e aconselhar os colegas sempre que estes o solicitem.
BIBLIOGRAFIA
_______________ O perfil do delegado de turma. Disponível em: http://www.csdoroteia.edu.pt/perfil_aluno_delegado.htm. Acesso aos 20 de Fevereiro de 2017.
______________ O delegado e o subdelegado de turma. Disponível em: http://www.agrupamentomartimdefreitas.com/site/index.php?option=com_content&view=article&id=49:perfil-do-delegado&catid=75. Acesso aos 20 de Fevereiro de 2017.

Nair Rios Azevedo: Atmosfera Moral da Escola: A promoção do desenvolvimento ético. Rio de Janeiro, 2010.

sábado, 14 de janeiro de 2017

CARACTERÍSTICAS DO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

ÍNDICE
INTRODUÇÃO.. 1
CARACTERÍSTICAS DO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA.. 2
6 meses. 2
7 Meses. 2
8 Meses. 2
9 Meses. 2
10 meses. 2
Características e actividade de estimulação. 3
CONCLUSÃO.. 4
BIBLIOGRAFIA.. 5







INTRODUÇÃO
Desenvolvimento humano é um processo de crescimento e mudança a nível físico, do comportamento, cognitivo e emocional ao longo da vida. Em cada fase surgem características específicas. As linhas orientadoras de desenvolvimento aplicam-se a grande parte das crianças em cada fase de desenvolvimento. No entanto, cada criança é um indivíduo e pode atingir estas fases de desenvolvimento mais cedo ou mais tarde do que outras crianças da mesma idade, sem se falar, propriamente, de problemáticas.
O conceito de criança e infância é uma noção mutável ao longo da história. Várias sociedades possuem sua ideia do que vem a ser criança. Este conhecimento depende de factores como: classe social, religiosidade, cultura e educação. As crianças desde bebés necessitam ter uma rotina bem planejada, estruturada e organizada para o seu melhor desenvolvimento por lhe proporcionado conforto, segurança, maior facilidade de organização, espaço temporal, e a liberta do sentimento de estresse que uma rotina desestruturada pode causar a criança.





CARACTERÍSTICAS DO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA
6 meses
Aos seis meses, os bebés aprendem os brinquedos com as mãos e passam-nos de uma mão para outras sentam-se apoiados.
7 Meses
O bebé com sete meses de idade gosta de sentar-se mais também de estar deitado de costas.
Levanta as pernas e ________ os pés, e leva-os a boca e morde-os, com o seu primeiro dente.
8 Meses
Com 8 meses o bebé gosta de pôr-se de braços atiram e agitam juntamente coisas. Procuram o brinquedo que atirou para sorri com alegria ao ver o seu retrato no espelho.
9 Meses
Bebé com 9 meses gosta de mover-se Olá e por vezes gatinhar apanha coisas colocar objectos   uns sobre outros, diz blá blá e faz meiguices são Prazeres desta idade
10 meses
Aos 10 meses o bebé gostar de actividade motora violento depois sentado brinca inclina-se toda para  diante e reergue-se de novo.



Actividade de estimulação
Idade
Características de desenvolvimento
Actividade de estimulação
6 meses
Já há aumento corporal, já senta, já engatinha, quando lhe chamam já olha, já interagi com a mãe e irmãs, já ri, já chora quando a fralda está molhada.
Gosta de ouvir músicas suaves, gosta de brinquedos que gritam, gosta de ver coisas coloridas.
7 meses
Já se levanta, já senta, já fala papa e mamã, já conhece a família de casa, já interage com os irmãos, já quero brincar com os brinquedos já sabe quando lhe tratam mal, já ri quando é bem tratado.
Gosta de fazer barulho com os brinquedos, gosta de banhar e gosta de ser embalado
8 meses
Já se vira bem, já fica em pé, já percebe que está sozinho, já sente a ausência dos pais, já sorri grande alegria ao ver o retrato no espelho, ao ver a mãe.
Gosta de comer, gosta de brincar.
9 meses
Anda, já pula, já se move bem, fala bla-bla, faz meiguice, já se junta a outras crianças, já fica triste, já sorri quando lhe fazem uma brincadeira.
Gosta de actividades motoras, gosta de dançar e participar.
10 meses
Já anda pelas paredes, já há aumento da altura, já chama papa e mamã, já conhece os irmãos, já faz gripinhas, sorri por qualquer coisa, quando gritam com ele ficam triste.
Gosta de bater noutras coisas






CONCLUSÃO
Concluindo, a criança conquista através da percepção todo o universo que a cerca, sente necessidade de explorar o espaço, porque é o momento em que o desenvolvimento da habilidade “andar” está no auge e a fala atinge uma verdadeira importância. Neste estágio o termo projectivo está relacionado ao funcionamento mental que está florescendo na criança. E um período em que se utilizam actos motores para auxiliar a exteriorização do pensamento.
Porém, as instituições de ensino infantil precisam ser um espaço aconchegante e seguro proporcionando à criança uma infância mais voltada para o agora e não pensando nela como “adultos em miniaturas”.
Toda criança precisa ser estimulada em seu desenvolvimento, no sentido da aquisição de habilidades motoras, mentais e sociais básicas, como engatinhar, sorrir, piscar os olhos, andar, reconhecer cores e sons, entre outras.






BIBLIOGRAFIA

·         Manual de Apoio de Curso de Vigilante de Infância