sexta-feira, 10 de março de 2017

A TEORIA DA GESTALT

INTRODUÇÃO

O presente trabalho abordaremos sobre “A teoria da gestalt” em que por sua vez, Hoje adoptada no mundo inteiro significa um processo de dar forma ou configuração. Gestalt significa uma integração de partes em oposição à soma do "todo". A palavra Gestalt tem origem alemã e surgiu em 1523 de uma tradução da Bíblia, significando "o que é colocado diante dos olhos, exposto aos olhares".
A Psicologia da Gestalt originou-se como uma teoria da percepção que incluía as relações entre a forma do objecto e os processos do indivíduo que o recebe. Foi uma reacção às abordagens atomistas que reduziam a percepção aos processos mentais ou conteúdos mentais. A Psicologia da Gestalt teve sua origem na Alemanha. Como muitos movimentos científicos importantes, a psicologia da forma (gestalt) nasceu de uma rebelião contra a ciência estabelecida na época. Por se oporem à tradição académica da psicologia mais antiga (psicologia experimental), a gestalt era conhecida como uma psicologia de protesto.



A TEORIA DA GESTALT

A gestalt  (guès) (do alemão Gestalt, "forma"), também conhecida como gestaltismo  (gues),  teoria da forma,  psicologia da gestalt,  psicologia da boa forma e leis da gestalt, é uma doutrina que defende que, para se compreender as partes, é preciso, antes, compreender o todo. Refere-se a um processo de dar forma, de configurar "o que é colocado diante dos olhos, exposto ao olhar". A palavra gestalt tem o significado "de uma entidade concreta, individual e característica, que existe como algo destacado e que tem uma forma ou configuração como um de seus atributos".
A gestalt, ou psicologia da forma, surgiu no início do século XX e, diferente da gestalt-terapia, criada pelo psicanalista berlinense Fritz Perls  (1893-1970), trabalha com dois conceitos: superssoma e transponibilidade. O psicólogo austríaco Cristian von Ehrenfels apresentou esses critérios pela primeira vez em 1890, na Universidade de Graz. Um dos principais temas trazido por ela é tornar mais explícito o que está implícito, projectando na cena exterior aquilo que ocorre na cena interior, permitindo assim que todos tenham mais consciência da maneira como se comportam aqui e agora, na fronteira de contacto com seu meio. Trata-se de seguir o processo em curso, observando atentamente os “fenómenos de superfície” e não mergulhando nas profundezas obscuras e hipotéticas do inconsciente – que só podem ser exploradas com a ajuda da iluminação artificial da interpretação.
De acordo com a teoria gestáltica, não se pode ter conhecimento do "todo" por meio de suas partes, pois o todo é outro, que não a soma de suas partes: ". 'A+B' não é simplesmente '(A+B) ‘, mas sim, um terceiro elemento 'C', que possui características próprias". Segundo o critério da transmissibilidade, independentemente dos elementos que compõem determinado objecto, a forma é que sobressai: as letras r, o, s, a não constituem apenas uma palavra em nossas mentes: "evocam a imagem da flor, seu cheiro e simbolismo - propriedades não exactamente relacionadas às letras." Um dos seus principais representantes foi Max Wertheimer  (1880-1943). Wertheimer demonstrou que quando a representação de determinada frequência não é transposta se tem a impressão de continuidade e chamou o movimento percebido em sequência mais rápida de "fenómeno phi". A tentativa de visualização do movimento marca o início da escola mais conhecida da psicologia da gestalt e seus pioneiros, além de Wertheimer, foram Kurt Koffka (1886-1941); Kurt Lewin (1890-1947); e Wolfgang Köhler (1887-1967). Em 1913, a Academia Prussiana de Ciências instalou, na ilha de Tenerife, nas Canárias, uma estação para estudo do comportamento do macaco.  Wolfgang Köhler foi nomeado, então, director da estação - ainda muito jovem e com quase nenhuma experiência em biologia e psicologia de animais. Suas pesquisas, pioneiras com antropoides, enfatizaram que "não só a percepção humana, mas também nossas formas de pensar e agir funcionam, com frequência, de acordo com os pressupostos da Gestalt. Os seus experimentos comprovaram que os chimpanzés têm condições de resolver problemas complexos, como conseguir alimentos que estão fora do seu alcance.
Paralelamente às pesquisas contemporânea da biologia celular, que atribuem uma importância capital às funções da membrana de qualquer célula viva, concomitantemente barreira de protecção e lugar privilegiado de trocas, os trabalhos dos gestaltistas têm enfatizado o papel real e metafórico da pele, que nos protege, nos delimita e nos caracteriza, mas constitui, ao mesmo tempo, um órgão privilegiado de contacto e de trocas com nosso meio, através das terminações nervosas sensoriais e de suas miríades de poros. O gestalt-terapeuta procede da superfície para o fundo - isso não significa que ele permaneça na superfície. Na realidade, a experiência confirma que a Gestalt atinge, mais facilmente do que as abordagens de suporte essencialmente verbal, as camadas profundas arcaicas da personalidade - aliás, constituídas no período pré-verbal do desenvolvimento da pessoa.

HISTÓRIA

Origens

Max Wertheimer  (1880-1943),  Wolfgang Köhler  (1887-1967) e Kurt Koffka  (1886-1940) foram os criadores das leis da gestalt. Wertheimer pôde provar experimentalmente que diferentes formas de organização perceptiva são percebidas de forma organizada e com significado distinto por cada pessoa. Como pode ser visto nas figuras do Cubo de Necker e do Vaso de Rubin. O todo é maior do que a soma das partes que o constituem. Por exemplo: uma cadeira é mais do que quatro pernas, um assento e um encosto. Uma cadeira é tudo isso, mas é mais que isso: está presente na nossa mente como um símbolo de algo distinto de seus elementos particulares.
Em uma série de testes, Wertheimer demonstrou que pode ser realizada uma ilusão visual de movimento de um determinado objecto estacionário se este for mostrado em uma sucessão rápida de imagens. Assim, se consegue uma impressão de continuidade. Ele chamou este movimento percebido em sequência mais rápida de "fenómeno phi" (o cinema é baseado nessa ilusão de movimentos a imagem percebida em movimento, na realidade, são conjuntos de imagens fixas (frames) projectadas na tela durante 1 segundo. Devem existir ao menos 24 fotogramas por segundo, ou 24 quadros por segundo).
Escola "dualista" de Graz
A tentativa de visualização do movimento marca o início de outra escola da psicologia da Gestalt: a Escola de Graz ou "corrente dualista" (Áustria). Esta identificou dois processos distintos na percepção sensorial: um, a sensação, a percepção física pura dos elementos de uma configuração (o formato de uma imagem ou as notas de uma música), próprio ao objecto percebido; e o outro, a representação, que seria um processo "extrassensorial" através do qual os elementos, agrupados, excitam a percepção e adquirem sentido (a forma visual ou a melodia da música), que já é particular do trabalho mental do homem.


Laboratório de 1913
Em 1913, a Academia Prussiana de Ciências instalou, na ilha de Tenerife, nas Canárias, uma estação para estudo do comportamento do macaco. Wolfgang Köhler foi nomeado, então, director da estação - ainda muito jovem e com quase nenhuma experiência em biologia e psicologia de animais. Suas pesquisas pioneiras com antropoides enfatizaram que não só a percepção humana, mas também nossas formas de pensar e agir funcionam, com frequência, de acordo com os pressupostos da Gestalt da reorganização perceptiva.
Observou-se que ato cognitivo corresponde a uma reestruturação do conhecimento anterior (informações disponíveis na memória) tal como posteriormente estudada pelos construtivistas a exemplo de Piaget. Medidas da estimulação eléctrica cortical em gatos e os seus clássicos experimentos com chimpanzés (empilhando caixotes para alcançar alimentos) comprovaram que estes têm condições de resolver problemas relativamente mais complexos do que os experimentos de contornar um obstáculo e abrir fechaduras para fuga, aproximando-se da inteligência humana.
A Gestalt-terapia na França e na Europa
A história da gestalt na França começou no início dos anos 1970, quando, mais ou menos simultaneamente, vários psicólogos franceses trouxeram, de uma estadia nos Estados Unidos, experiências, técnicas, métodos e perguntas. Podemos citar, em 1970: Jacques Durand-Dassier, Serge e Anne Ginger; depois, em 1972: Jean-Michel Fourcade; em 1974, Claude e Christine Allais, Jean-Claude See, Jean Ambrosi e o americano Max Furlaud.
A gestalt francesa já tinha um retrospecto antes de 1975, mas cada um desses terapeutas trabalhava isoladamente, em geral até ignorando a existência de seus colegas. Seria preciso esperar o ano de 1981 e a criação da Societé Française de Gestalt (S.F.G.) - iniciativa de Serge Ginger – para que essas diversas pessoas, e outras, recém-chegadas, se encontrassem, em geral pela primeira vez, e trocassem suas experiências. Este ano, 1981, marcou uma virada na história da gestalt na França, que saiu então da sombra e da "semiclandestinidade": várias formações profissionais de Gestalt-clínicos ou Gestalt-terapeutas foram instaladas quase simultaneamente, vindo somar-se aos cursos oferecidos há pouco na França por uma equipe de profissionais do Centro Internacional de Gestalt de Quebec, dirigido por Ernest Godin (formação depois paralisada). A École Parisiènne de Gestalt (E.P.G.) do I.F.E.P.P., com Serge e Anne Ginger, foi primeira formação promovida por franceses. A E.P.G. formou, nesse tempo, cerca de 300 clínicos em gestalt, de 12 nacionalidades.
Foi criado o Centre de Croissance et d'Humanisme Appliqué, em Nantes, com Janine Corbeil, de Montreal (formação depois paralisada). Depois, no ano seguinte, uma formação em Paris, com Marie Petit e Hubert Bidault, no Centre d'Evolution (formação depois paralisada). E uma outra, associando o Instituto de Gestalt deBordeaux (Jean-Marie Robine) e o de Grenoble (Jean-Marie e Agnès Delacroix). Todos esses institutos asseguraram uma formação teórica e prática de 500 a 600 horas, distribuídas geralmente por três ou quatro anos.

FUNDAMENTOS TEÓRICOS

Segundo a Gestalt, existem quatro princípios a ter em conta para a percepção de objectos e formas: a tendência à estruturação, a segregação figura-fundo, a pregnância ou boa forma e aconstância perceptiva.
Outros conceitos dessa teoria são superssoma e transponibilidade. Superssoma refere-se a ideia de que não se pode ter conhecimento de um todo por meio de suas partes, pois o todo é maior que a soma de suas partes: "(...) 'A + B' não é simplesmente '(A + B)', mas sim um terceiro elemento 'C', que possui características próprias".Já segundo o conceito da transponibilidade, independentemente dos elementos que compõem determinado objecto, a forma se sobressai. "(...) Uma cadeira é uma cadeira, seja ela feita de plástico, metal, madeira ou qualquer outra matéria-prima."

Sete fundamentos básicos

Tendência dos elementos de acompanharem uns aos outros; Mantém o movimento para uma direcção: pontos, linhas, planos, cores etc; Ocorre quando o olho completa o movimento através de um objecto e continua para outro.
Os sete fundamentos básicos da Gestalt - muito usado hoje em dia em profissões como designarquitetura etc - são:
·         Segregação: desigualdade de estímulo; gera hierarquia: importância e ordem de leitura.
·         Semelhança: elementos da mesma cor e forma tendem a ser agrupados e constituir unidades. E estímulos mais próximos e semelhantes, possuem a tendência de serem mais agrupados.
·         Unidade: um elemento se encerra nele mesmo; vários elementos podem ser percebidos como um todo.
·         Proximidade: elementos próximos tendem a ser agrupados visualmente: unidade de dentro do todo.
·         Pregnância: é a lei básica da percepção da gestalt.
·         Simplicidade: Tendência à harmonia e ao equilíbrio visual.
·         Fechamento: formas interrompidas: preenchimento visual de lacunas.



APLICAÇÕES NA ARTE

De acordo com a gestalt, a arte se funda no princípio da pregnância da forma. O importante é perceber a forma por ela mesma; vê-la como "todos" estruturados, resultados de relações. A Gestalt após sistemáticas pesquisas, apresenta uma teoria nova sobre o fenómeno da Percepção. Segundo esta teoria o que acontece no cérebro não é idêntico ao que acontece na retina. A excitação cerebral não se dá por pontos isolados, mas por extensão. A primeira sensação já é de forma, já é global e unificada. O postulado da gestalt no que se refere as relações psicofisiológicas pode ser definido como: todo processo consciente, toda forma psicologicamente percebida, está estreitamente relacionada com as forças integradoras do processo fisiológico cerebral.
A hipótese da gestalt para explicar a origem dessas forças integradoras, é atribuir ao sistema nervoso central, um dinamismo autorregulador que, à procura de sua própria estabilidade, tende a organizar as formas em todos coerentes e unificados. Essas organizações, originárias da estrutura cerebral, são espontâneas, independente da nossa vontade. Na realidade, a "psicologia da gestalt" não tentou integrar os fatos da motivação com os fatos da percepção e esta foi a grande contribuição de Frederick Perls e que deu origem a gestalt-terapia.
A tendência à estruturação, por exemplo, explica como os diferentes povos distinguem grupos de estrelas e reconhecem constelações no céu; a configuração ideal mais conhecida é a proporção áurea dos arquitetos e geômetras gregos, o que explica muitas das formas que se tornam agradáveis aos olhos humanos. As empresas de publicidade e os criadores de signos visuais (marcas) são grandes usuários da descoberta dos símbolos e de seu poder de atracção (pregnância). Vários artistas se utilizaram das ilusões de óptica. Muitas delas são explicadas pela lei da segregação da figura e fundo, a exemplo das obras de Escher e Salvador Dalí ou dos discos ópticos de Marcel Duchamp. A ilusão de perspectiva e a proposição cubista de criação de uma cena com (sob) múltiplos pontos de vista também são explicados pela teoria da gestalt.

Gestalt-terapia

A partir da teoria da gestalt e da psicanálise, o médico alemão Fritz Perls (1893-1970) desenvolveu uma forma de psicoterapia de orientação gestáltica. A gestalt-oterapia ou terapia gestalt orienta-se segundo o conceito que o desenvolvimento psicológico e biológico de um organismo se processa de acordo com as tendências inatas desse organismo, que tentam adaptá-lo harmoniosamente ao ambiente. A prática psicoterapêutica é, normalmente, realizada em grupo e, ao longo das suas sessões, destaca-se a realização de um conjunto de exercícios sensório-motores (que trabalham as áreas sensoriais e motoras do nosso corpo) e meditativos (de relaxamento). Estes exercícios pretendem, principalmente, que os indivíduos descubram novas forças existentes em si, para poderem ultrapassar as suas dificuldades. A gestalt-terapia, apesar da coincidência de nome, não está directamente ligada à psicologia da gestalt. Ela foi criada pelo médico alemão Frederick Perls  (1893-1970) em 1951. Perls atuou como psicanalista até 1941, mas sua formação é muito eclética e passou por importantes psicanalistas como Otto Fenichel e Karen Horney. Passou também por Wilhelm Reich e foi assistente de Kurt Goldestein, que pertencia ao grupo da psicologia da gestalt, e foi muito influenciado pela filosofia fenomenológica. Provavelmente, dessa relação, veio a inspiração para o nome da corrente.
Com a aproximação da Segunda Guerra Mundial, Perls foi obrigado a se exilar e escolheu a África do Sul para morar, onde fundou o Instituto Sul-Africano de Psicanálise. No final da década de 1940imigrou para os Estados Unidos e, lá, lançou a primeira publicação em gestalt-terapia. Apesar da experiência psicanalítica de Perls, a gestalt-terapia está muito mais próxima da fenomenologia que dos princípios de psicanálise. Em primeiro lugar, a gestalt-terapia não trabalha com o conceito de inconsciente, que é central na psicanálise. O que importa para essa corrente é o aqui-agora. A centralidade no presente, ao contrário da psicanálise, que busca no passado a elucidação do trauma, é a pedra de toque da gestalt-terapia. De acordo com Naranjo (1980), são três os princípios gerais da gestalt-terapia: "Valorização da realidade: Temporal (presente versus passado ou futuro); Valorização da tomada de consciência e aceitação da experiência; Valorização do todo ou responsabilidade". A partir da teoria da gestalt e da psicanálise, o médico alemão Fritz Perls (1893-1970) desenvolveu uma forma de psicoterapia de orientação gestáltica. A gestaltoterapia ou terapia gestalt orienta-se segundo o conceito que o desenvolvimento psicológico e biológico de um organismo se processa de acordo com as tendências inatas desse organismo, que tentam adaptá-lo harmoniosamente ao ambiente. A prática psicoterapêutica é, normalmente, realizada em grupo e ao longo das suas sessões destaca-se a realização de um conjunto de exercício sensório-motores (que trabalham as áreas sensoriais e motoras do nosso corpo) e meditativos (de relaxamento).

APLICAÇÕES NA GESTÃO DE EMPRESAS

A análise gestalt é passível de incorporação na gestão das empresas. No seminário realizado a 20 de Junho de 2012 no Instituto de Estudos Superiores Financeiros e Fiscais sobre o tema "Pós-Capitalismo – Sociedade do Conhecimento", o doutor Amândio Silva transmite a ideia de que as empresas são mais do que uma simples adição dos seus diferentes sectores. Importa, ao gestor, ser capaz de olhar, avaliar e gerir de acordo com os padrões e configurações que detecta. A visão do todo, da forma que sobressai, é o elemento chave para a condução de uma gestão empresarial de sucesso, pois só assim é possível identificar a completa dimensão física, cultural e emocional da organização. Algo que a análise individualizada a cada sector se mostra incapaz de percepcionar.

CRÍTICAS SOBRE A GESTALT

Embora a Gestalt seja considerada por muitos como um consenso, alguns cientistas apontam fraquezas nessa teoria. Segundo o autor Johan Wagemans e seus colegas cientistas, a Gestalt possui alguns aspectos que poderiam ser esclarecidos:
A Gestalt defende que as leis da percepção nascem com o ser humano ao invés de serem aprendidas com o passar dos anos. No entanto, estudos recentes com observadores adultos mostraram que a experiência passada pode influenciar a forma como percebemos a diferença entre a figura e o seu fundo. Peterson & Skow-Grant (2003) também compartilham dessa crítica. Wertheimer, um dos fundadores da teoria Gestalt também falou sobre a influência da “experiência passada”, mas o que ele disse não tem o mesmo sentido utilizado por outras correntes da psicologia. Para ele, a experiência prévia da pessoa não consegue alterar os princípios gerais da percepção (Luccio, 2011), mas não é isso que vemos acontecer na prática, quando mostramos uma imagem ambígua (com mais de uma interpretação) para diferentes pessoas.
A teoria gestaltista nem sempre se verifica na prática
Um dos pilares da Gestalt é a teoria do campo eléctrico, teoria que foi considerada morta e enterrada em 1950. A Gestalt oferece meras demonstrações, usando estímulos muito simples ou confusos, formulando leis com pouca precisão, ou adicionando “leis” para cada factor que parecesse ter alguma influência na percepção. Para evitar criar leis demais foi proposta uma lei principal, chamada de Lei da Pragnanz, mas sua explicação foi deixada “confusa” de propósito: “a organização psicológica será sempre tão BOA quanto as condições permitirem”. Sobre esse assunto, Bruce & Green (1990) escreveram: “algumas das suas “leis” de organização perceptiva hoje parecem vagas e inadequadas. O que significa uma “boa” ou “simples” forma, por exemplo?”. Os próprios gestaltistas admitem que este conceito é subjetivo (Koffka, 1975). Se observarmos a natureza, poucos objetos naturais tem uma estrutura regular. A maioria não tem forma ou tem uma forma imperfeita, de modo que poucos objetos têm uma “boa forma” de modo a serem “melhores” do que outros (Luccio, 2011).
Todorovic (2008) explica ainda que, embora a Gestalt seja coberta de alguma forma na literatura científica como em Kubovy & van der Berg (2008), ainda resta detalhar como é que diferentes princípios gestaltistas interagem entre si e quais irão ser mais fortes em quais situações.



CONCLUSÃO

Depois a pesquisa concluímos então que na psicologia da Gestalt é uma das tendências teóricas mais coerentes e coesas da história da Psicologia. Seus articuladores se preocuparam em construir não só uma teoria consistente, mas também uma base metodológica forte, que garantisse a consistência teórica. Gestalt é um termo alemão de difícil tradução. O termo mais próximo em português seria forma ou configuração, que não é muito utilizado por não corresponder exatamente ao seu real significado em Psicologia. No final do século passado muitos estudiosos procuravam compreender o fenômeno psicológico em seus aspectos naturais (principalmente no sentido da mensurabilidade). A Psicofísica estava em voga.




BIBLIOGRAFIA

·         ARHHEIM, RudolfArte e Percepção Visual - Uma Psicologia Da Visão Criadora. Editora: Thomson Pioneira.
·         ENGELMANN (Org.) Psicologia (coleção grandes cientistas sociais). SP, Ática, 1978.
·         KOFFKA, W. Princípios da Psicologia da Gestalt. Cultrix, SP.
·         KOHLER, W. Psicologia da Gestalt. Itatiaia. Belo Horizonte, 1980.
·         MARX, M & HILLIX, W. Sistemas e Teorias em Psicologia. SP, Cultrix.
·         PIAGET, Jean. Psicologia da inteligência. SP, Forense.


IMPORTÂNCIA DAS TICs

INTRODUÇÃO
No presente trabalho abordaremos sobre a importância das TICs em que por sua vês o tema “A importância das TICs” foi-nos dado a escolher de um lote de temas relacionados com as TIC pelo professor, embora não tenha sido este o tema inicialmente escolhido. Este trabalho tem como objecto aprofundar o tema de tal modo que nos permita, por um lado, conhecer e reflectir sobre a importância das tecnologias de informação e comunicação actualmente e, por outro lado, imaginar como serão daqui a  centenas de anos. Assim, abordaremos alguns sub-temas que nos parecem ser de grande importância para assim explicarmos a sua utilidade diária. Para cada um dos sub-temas procurámos através dos meios disponíveis (enciclopédias, Internet, livros, etc.) dar a informação possível para o melhor conhecimento deste tema.
Esperamos alcançar os nossos objectivos fazendo um trabalho completo e interessante.






IMPORTÂNCIA DAS TICS
Há pouco mais de 50 anos surgiu o primeiro transístor, ou como é conhecido, "chip", objecto esse que ninguém sabia que ia revolucionar o nosso mundo. Este objecto evoluiu, contribuindo para o desenvolvimento da tecnologia.
A palavra TIC (tecnologias da informação e comunicação) tem consequência das seguintes palavras:
·         Informática – tratamento automático de informação em computadores;
·         Tecnologias de informação – processo de tratamento central e comunicação da informação, através do hardware e software;
·         Tecnologias de informação e comunicação – transmissão de informação através de redes de computadores e meios de comunicação.
O objectivo das TIC é promover a cultura e a formação essencial ao desenvolvimento da sociedade da informação e propor uma visão estratégica.
As TIC é um processo muito utilizado em casa, trabalho, entre outros. Últimamente é estudado nas escolas e utilizado por mais de metade do Mundo. Por exemplo, num telejornal, a informação é transmitida, sendo muito útil e vista por muita gente. Esta informação chega a muitos lugares, graças às redes de computadores e meios de comunicação. A informação para ser útil e correctamente utilizada e recebida, tem que ser precisa, completa, flexível, fiável, clara e actual. Só assim quem a recebe pode usufruir desta.
ÁREAS DAS TECNOLOGIAS DA COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO
1 - Computadores – máquina que serve para receber e processar informação. Dentro deste assunto temos a informática (aplicação de computadores para o processamento de informação) e a Burótica (informação de um escritório). Estes dois processos são utilizados na educação, comércio, medicina e num escritório, sendo muito úteis.
2 - Comunicação – efeito de comunicar, partilhar e participar.  Existem dois meios de comunicação através das tecnologias; as telecomunicações (comunicação à distância, via televisão, rádio, satélite, etc.) e telemática (comunicação mais informática (videoconferências)).
3 – Controlo e automação – transformação de um processo manual em automático. Este processo é utilizado na robótica (ciência que estuda a projecção e construção de robots) por exemplo, nas linhas de montagem de carros; e na CAD--CAM (desenho e fabrico de peças controladas por computadores).
Todos estes processos são importantes na nossa sociedade, como puderam constatar seguidamente.
A IMPORTÂNCIA DAS TIC NA SOCIEDADE
As TIC são utilizadas pelos organismos da administração pública, empresas, famílias e indivíduos.
A rápida difusão das TIC exerce mutações no modo de vida das sociedades. Assume importância na vida colectiva e individual actual.
A tecnologia tem origem na sociedade, exercendo uma influência decisiva no seu desenvolvimento. A sociedade portuguesa tem usufruído dessas tecnologias, na administração pública, central e local e na estrutura empresarial portuguesa.  
A vantagem da difusão das TIC contribuiu para simplificar processos administrativos e proporcionar a redução dos custos que lhe estão associados. Contribuindo também a agilização do relacionamento com os cidadãos e empresas.
A principal forma de interacção com os cidadãos e a tecnologia é a existência de canais direccionados para sugestões e reclamações on-line, pagamentos e preenchimento de formulários/declarações.
As TIC são importantes em muitos sectores, como iremos explicar seguidamente.



O uso das TIC na administração pública local
O contributo das TIC para a desburocratização e transparência aumenta a melhoria do bem-estar e da qualidade de vida do cidadão.
Os resultados relativo à disponibilização de serviços on-line e à qualidade da sua prestação demonstram claramente que Portugal esta ainda a dar os primeiros passos na importância do papel das TIC enquanto instrumento potenciador da mudança e promotor da modernização pelos serviços administrativos, na cidadania e da racionalidade económica.
O uso das TIC na educação
A utilização das tecnologias da informação e comunicação (TIC), no sistema educativo deve visar um horizonte de actuação dos professores que não se limita à simples melhoria da eficácia do ensino tradicional ou à mera utilização tecnológica escolar, através dos meios informáticos. As TIC têm um papel profundo na educação. Elas proporcionam:
·         Novos objectivos para a educação que emergem uma sociedade de informação e da necessidade de exercer uma cidadania participativa, critica e interveniente;
·         Novas concepções acerca da natureza dos saberes, valorizando o trabalho cooperativo;
·         Novas vivências e práticas escolares, através do desenvolvimento de interfaces entre escolas e instituições, tais como bibliotecas, museus, associações de apoio à juventude, entre outros;
·         Novas investigações cientificas em desenvolvimento no ensino superior, entre outros.
È indispensável ter presente a utilização das TIC na educação porque estas consistem em escolarizar as actividades que têm lugar na sociedade, procurando adapta--las aos seus objectivos.
As TIC, na educação, permitem uma compreensão profunda do mundo em que vivemos enriquecendo o conhecimento.

O uso das TIC pelas empresas
Todas as empresas usufruem das TIC para controlar o fabrico, as acções, a gestão, entre muitas actividades. Os computadores gerem grandes complexos e efectuam cálculos em segundos que demorariam muitos anos para os humanos, sendo estes usados para controlar electricidade, redes telefónicas, satélites e até a bolsa, controlando e movendo assim milhares de euros.
Actualmente todas as empresas são compostas à base de computadores, reduzindo assim o número de trabalhadores e trabalho, exemplo da robótica e CAD--CAM.
O uso das TIC nos meios de transporte
Um exemplo da sofisticada tecnologia presente no nosso dia-a-dia é o controle de tráfego aéreo, que seria impossível gerir sem ajuda da tecnologia e das comunicações.
Os aviões estão sempre controlados através de complexos radares em conjunto com os operadores de controlo que atrás de complexos sistemas informáticos "guiam" os aviões para as pistas correctas sendo avisados pelos sistemas quando existe algum
perigo. Os computadores efectuam os cálculos necessários evitando que haja alguma colisão entre aviões.
Este sistema é também utilizado nos metros e nos comboios onde os sistemas tecnológicos disponíveis auxiliam os humanos facilitando o seu trabalho.
O uso das TIC no dia-a-dia
Actualmente, quando queremos falar com alguém, recorremos sempre os meios de comunicação. Entre eles destacam-se o telefone, fax, e-mail, entre outros. Estes meios são mais eficazes e rápidos em comparação com a carta.




O uso das TIC no trabalho
Como referido anteriormente, todas as empresas utilizam as novas tecnologias, estando estas presentes no trabalho. Elas são precisas quer para quem trabalhe, como para quem esta à procura deste. Hoje em dia, a maioria dos trabalhos é gerado a partir das novas tecnologias. As TIC promovem não só a globalização, mas também a criação de novos empregos e empresas, bem como novas formas de trabalho, organização, negociação e pagamento
O uso das TIC pelos indivíduos e famílias
A maioria das famílias, tem em casa um computador, e a maior parte de indivíduos já trabalho nestes.
Eles são muito úteis no âmbito de pesquisa, trabalhos, lazer e comunicação (Internet).
O uso das TIC na informação
A informação é útil para quem a possui, estando presente em todas as actividades que envolvem pessoas, processos, sistemas, recursos financeiros, tecnologias, entre outros.
As tecnologias da informação ajudam a humanizar a sociedade, reforçando o reconhecimento do valor do indivíduo. As tecnologias de informação são cada vez mais utilizadas como ponto de partida para o estudo do comportamento da sociedade actual.
Uma das características fundamentais das tecnologias de informação consiste no facto, de um único meio electrónico de comunicação suportar todo o tipo de informação possível de digitalizar, o que inclui desde os “tradicionais” documentos de texto, passando por imagens, áudio e vídeo.
A transmissão de informação é realizada em poucos segundos e é enviada para vários locais, ficando assim a ser útil para muita gente, temos o caso de um telejornal mencionado anteriormente.
As TIC desempenham um papel cada vez mais importante para o desenvolvimento do mundo.

CONCLUSÃO
Com este trabalho, podemos aprender e constatar que as TIC estão muito presentes na nossa vida e que mesmo o mais insignificante objecto, pode revolucionar o Mundo.
Este trabalho não foi difícil e achamos que, de uma maneira geral, o objectivo foi alcançado, contribuindo assim para que as pessoas comecem a reflectir sobre como a tecnologia nos afecta, mesmo que por vezes não a consigamos ver. Ela está sempre presente da mais simples à mais complexa, levando-nos a pensar o que o futuro nos guarda a nível de Tecnologias de Informação e Comunicação.



BIBLIOGRAFIA
_____________ Importancia das TICs recuperado em 14 de Junho de 2016


A GESTÃO DA SALA DE AULA

Introdução

No presente trabalho falaremos da gestão na sala de aula tema este que tem como objectivo encorajar e estabelecer o autocontrolo do estudante através de um processo de promoção das realizações e comportamento positivista do aluno.
Para alem da introdução, conclusão e referencias este trabalho trás outros subtemas tais como:
·         Definição de gestão da sala de aula
·         A comunicação na sala de aula
·         A influência das expectativas do professor
·         Exemplos de algumas expectativas relacionadas ao professor.
Foram utilizadas as seguintes bibliografia: livros de ciência da educação como “A psicologia da educação”, uso da internet onde nos baseamos em alguns artigos relacionados com o tema, alguns depoimentos de professores enfim.
O que nos difere de outros trabalhos da mesma natureza é a precisão e a objectividade para além da clareza de expormos este tema de extrema importância para nos educadores de infância também ocupando a categoria de professores.


A gestão da sala de aula

 

O clima e o funcionamento da sala de aula são influenciados pelas características do professor, pelas características dos estudantes (como as experiencias familiares, o temperamento, as competência linguísticas, as competências sociais e interpessoais) e pelas características do próprio contexto onde decorre a aula.
Numa sala de aula é extremamente importante que um professor seja capaz de “Gerir os seus alunos” de modo a criar um ambiente próprio à aprendizagem.

Definição

A gestão de sala de aula é o conjunto de técnicas e competências que permitem a um professor controlar os alunos de forma eficaz, de modo a criar um ambiente positiva de aprendizagem para todos os alunas ( Sternberg e Williams,2002).
Num contexto barulhento caracterizado por um ambiente hostil, onde se ignoram as regras e onde os alunos desafiam a autoridade do professor a aprendizagem não é a prioridade de ninguém. A gestão da sala de aula é apenas uma das funções do papel de liderança do professor, não se podendo separar das outras funções ( Arends,1995).
Associada à gestão da sala de aula, aparece muitas vezes a disciplina, encarada como o conjunto das acções iniciadas pelo professor para minimizar os problemas de comportamento dos alunos que as distracções e para criar um ambiente de aprendizagem eficaz ( Sternberg e Williams,2002).Actualmente, a indisciplina é uma preocupação de muitos professores, sendo vista como a violação de norma estabelecidas, o que, em contexto escolar, impede o dificulta o decorrer do processo de ensino-aprendizagem (SILVA,1999). Um professor eficaz é aquele que efectua uma boa gestão da sala de aula, nos seus amplos aspectos de modo a evitar os conflitos/problemas de comportamento.
Em salas bem geridas os professores detectam o problema de comportamento antes de perturbar a dinâmica da aula, sendo um número significativo de repreensões na sala de aula indicativo de que não esta a ser bem gerida. Neste sentido, Lasley (1989, criado por Goldstein,1995) definiu quatro objectivos que devem ser estipulados pelo professor, no sentido de evitar a indisciplina:
1.    Desenvolver um conjunto de regras passíveis, de implementação;
2.    Responder consistente e rapidamente ao comportamento inapropriado;
3.    Estruturar bem as actividades de modo a evitar comportamentos disruptivos:
4.    Responder aos alunos que manifesta comportamentos disruptivos sem se zangar e sem insultar.
Alguns autores têm sugerido diversas formas de gerir a sala de aula, umas preventivas, outras de gestão do comportamento inadequado e perturbador sendo algumas delas apresentadas de seguida.
Preparar bem as aulas e mantê-las interessantes: de todas as planificações realizadas pelos professores, a diária é a que tem recebido mas atenção. Normalmente os planos diários esquematizam o conteúdo a serem ensinados, as técnicas motivacionais a serem explorados, os passos e as actividades preconizadas, os materiais a utilizar e os processos de avaliação. Assim o professor ao preparar uma aula deve ter em atenção as características dos alunos adequando o nível de dificuldade. À semelhança do que propunha Bruner (1966/1999), os alunos devem ser confrontados com algum grau de incerteza, o que implica que uma tarefa não seja demasia fácil, pois pode levar a conclusões e desistências.
É consensual que as aulas interessantes promovem a atenção dos alunos e uma melhor aprendizagem. Professores monótonos, cujo tom de voz é constante e que mostra pouco entusiasmo pelos conteúdos abordados, “contagiam” os alunos. Do mesmo modo, um professor entusiasmado promove a aprendizagem e diminui os problemas de comportamento (Sternberg e Williams,2022).
Garantir que todos os alunos estão envolvidos: os alunos não podem continuar a ser receptores passivos, eles têm de interagir (Sanches,2001).o professor deve utilizar estratégias que promovam o envolvimento e atenção de todos alunos. A promoção da aprendizagem pela descoberta pode ser uma boa estratégia para manter os alunos envolvidos. Durante uma aula expositiva, por exemplo, se o professor colocar questões aos alunos, obedecendo sempre à mesma ordem, os alunos sabem à partida quem vai ser o próximo a responder. Se o professor colocar questões ou destinar tarefas aos alunos de forma aleatória, é provável que todos estejam mas atentos.
Estabelecer regras e procedimentos: nas salas de aula a definição de regras e procedimento pode evitar diversos problemas, construindo, por tanto, uma pratica preventiva da indisciplina. Arends (1995), define as regas como afirmações que especificam as coisas que se esperar que os alunos façam e não façam e define os procedimentos como as maneiras de levar acabo o trabalho e outras actividades. È essencialmente definir procedimentos, de modo a especificar como os alunos devem fazer as coisas e realizar as actividades necessárias para aprendizagem (por exemplo, especificam quais os recursos da biblioteca que os alunos podem utilizar, como proceder se quiserem ir a casa de banho, etc.).
 Em quanto os procedimento ensinam como se as coisas que se fizessem na sala de aula as regras aceitáveis e não aceitáveis na sala de aula (Sternderg em Willians,2002). As regras, bem como os procedimentos, devem adequar-se ao tipo de alunos, mas também ao contexto. Por exemplo, definir certas regras para a sala de aula, que vão contra as regras do funcionamento da escola, pode criar uma situação conflituosa e confusa, quer para os alunos, quer para os professores.
As regras definidas em sala de aula têm uma função pedagógica especifica embora limitadas por padrões gerais de conduta social e impregnadas de um conteúdo ético de origem social, as regras pedagógicas subordinam-se aos fins do processo pedagógico e da produção que ele pretende geral e são relativas se situações criadas em função de determinados modelos de intervenção pedagógica. Numa sala de aula são necessárias em geral poucas regras, sendo importante que o professor assegure a sua compreensão. Por isso discutir as regras com os alunos podem ser o primeiro passo para o seu cumprimento e escreve-las pode ser igualmente importante. O professor deve ser consistente no que diz respeito a exigência no cumprimento das regras e dos procedimentos, pois, se o não for, qualquer conjunto de regras ou procedimentos se dissolve rapidamente (Arends, 1995). Assim é necessário atribuir consequências adequadas e consistentes quando as regras são quebradas.
Organizar a sala: a estrutura da sala de aula é preponderante, como o número de alunos, a amplitude de competências dos diversos alunos da turma e a dimensão da sala espaço é, de facto, um aspecto importante para desencadear boas aprendizagens devendo ser adequado a cada actividade. Do mesmo modo, é importante que seja um espaço agradável, se for um local sujo, em mau estado, a vontade de la permanecer e de o estimar será reduzida. Um ambiente escolhedor e personalizado, que os alunos vejam como sendo seu, pode favorecer a aprendizagem o comportamento adequado.
Os professores não podem controlar na maioria das situações a quantidade de espaç9o disponível podendo, todavia, gerir aquele que esta disponível (Richardson,1995). Um dos objectivos da planificação diária visa a disposição e arrumação da sala de aula, sendo uma das decisões importante a disposição do mobiliário. Assim, as filas e colunas são adequadas em situações em que o professor pretende que os alunos foquem a sua atenção numa determinada direcção (por exemplo, a atenção de todos durante a exposição de um tema pelo professor); o círculo é útil para promover discussões (uma variante que pode ser eficaz é o semicírculo, pois permite que todos os alunos vejam o professor); e a organização em grupos é útil para debates, aprendizagem cooperativa e outras tarefas m pequeno grupo (Richardson,1995).
Gerir o tempo: criar um ambiente favorável à aprendizagem implica saber gerir bem o tempo. Neste sentido, é necessário que os professores comprienda que os tempos de aprendizagem efectiva são muito menor do que o tempo destinado pelo professor a aprendizagem, ou seja, os alunos envolvem-se activa e eficazmente nas tarefas de aprendizagem apenas durante uma parte do tempo disponibilizando pelo professor.Alguns autores sugerem que o professor pode aumentar o tempo de aprendizagem de qualidade(isto é, quando o aluno esta efectivamente a aprender) atravs das seguintes estratégias:
1.    Minimizar os tempos mortos entre as actividades;
2.    Preparar-se e organizar-se adequadamente;
3.    Di9sciplinar os alunos que causam problemas nas aulas e manter a ordem e o controle a sala de aula.
Lidar simultaneamente com múltiplas situações: numa a sala de aula, diversos acontecimentos ocorrem em simultâneo, sendo exigida a atenção do professor a um conjunto variado de ocorrência. Por exemplo se esta a trabalhar com um grupo terá de controlar com o olhar o trabalho do outro grupo, o que pode ser extremamente exigente. Há professores com esta capacidade, sendo que os que não têm, devem pratica-la.
Fazer critica construtivas e apreciações positivas: saber fazer criticas construtivas é essencial para uma boa gestão da sala de aula. Centrar a apreciação no comportamento e não na pessoa pode ser uma estratégia eficaz. Do mesmo modo, uma crítica a um comportamento desadequado deve ser transmitida calmamente, sem gritar e sem usar palavrões, explicando a razão da chamada de atenção e fornecendo uma alternativa positiva a esse comportamento. Um professor hipercrítico que esta constante mente a procurar erros dos alunos e que é pessimista, aumenta a probabilidade de os alunos revelarem comportamentos pouco adequados (Goldstein,1995) .De facto a forma como o professor vê e analisa as diversas situações que ocorrem na sala de aula, relacionadas também com as suas expectativas influencia a forma como reagem. As considerações positivas a cerca do estudante e a transmissão de expectativas positivas a cerca da sua capacidade para manter o bom comportamento ou alterar o comportamento desadequado podem ser elementos essenciais numa sala de aula.


 Comunicação na sala de aula

 

O que se desenvolve na sala de aula, o que fazem e o que dizem os diferentes participantes é maioritariamente consequência de um processo de construção conjunta, isto é, os contextos de interacção são construídos pelas pessoas ao actuarem, e pelas acções dos participantes.
A sala de é o único contexto comunicativo no qual um dos participantes, o professor, formula perguntas continuamente cuja resposta já conhece; no qual a fala do professor ocupa mais tempo que a fala dos alunos, levando este a interpretar tal resposta.
Como em qualquer contexto a comunicação na sala de aula tem uma dimensão não-verbal muito importante: muito do que comunicamos, de forma intencional ou não, transparece da nossa linguagem corporal, do tom de voz e dos gestos (Stermberg e Williams, 2002). Como refere Postiq, o sorriso, o olhar, o franzir do sobrolho, o trejeito, os movimentos de cabeça, que aprovam ou desaprovam, os gestos da mão e dos dedos que designam os alunos e os convidam a exprimir-se ou a parar, as posturas corporais que 8indicam a surpresa, a expectativa, o interesse, a decepção, etc., são espontaneamente descodificados pelos alunos em sinais positivos, negativos ou neutros.
A comunicação professor-aluno é distribuída bastante irregularmente, centrando-se num pequeno grupo de estudantes. O professor deve ser um bom comunicador o que exige que a comunicação se faça em dois sentidos. Uma boa comunicação, no contexto de sala de aula, implica que os professores garanta a compreensão da mensagem por todos os estudantes. Por vezes, este objectivo não se atinge com facilidade, devido a diferença nos códigos linguísticos do professor e dos alunos. A linguagem do professor deve ser simples, coloquial, rica em imagens e em comparações (Antão, 1993). Contudo, a simplicidade não é sinónimo de superficialidade ou falta de rigor.
Para os estudantes perceberem a mensagem, é necessários que prestem atenção ao professor, o que nem sempre acontece. Antão (1993) fornece aos professores algumas sugestões práticas a este nível, como:
Ø  Não utilizar a voz com intensidade superior ao barulho provocado pelos alunos; se necessário fazer silencio até os alunos acalmarem;
Ø   Transmitir de uma forma lúdica, clara e directa as mensagens (por exemplo, dramatizar);
Ø  Introduzir voluntariamente um erro, para ver se os alunos o detectam (que deve ser sempre corrigido);
Ø  Dar aos alunos oportunidade para intervirem;
Ø   Utilizar piadas ou pequenas anedotas, que podem servir para descongestionar as aulas e para introduzir conceitos.

A influência das expectativas do professor

Muitas vezes, a representação que o professor cria acerca do estudante é baseada num processo de categorização, isto é, o professor atribui ao aluno certas características com base na sua ligação de categorização, isto é, o professor atribui ao aluno certas características com base na sua ligação a categorias socioeconómicas, socioculturais, étnicas, etc.
As expectativas do professor podem ser criadas com base:
1.    Na observação directa mútua;
2.     Na informação recebida;
3.    Na observação mútua continua.

A observação directa mútua é a fonte de informação imediata: aqulo que se observa nas primeiras aulas, nos primeiros encontros, nos corredores, etc. tem um peso importante nas representações que o professor cria do aluno (e vice versa). Contudo, muitas vezes, quando ocorre o primeiro encontro, quer os alunos quer os professores já obtiveram informações uns sobre os outros (informação recebida). Por exemplo o aluno recebe informações de colegas mais velhos acerca dos professores e os professores também já tem informações sobre as turmas, obtida através do contacto com outros professores, da consulta de documentos, etc.
As expectativas são transmitidas verbalmente, mas também através do tom de voz, da expressão facial, da postura, do contacto visual e de outros aspectos da linguagem corporal. Os professores desde o primeiro momento em contacto com os alunos já perspectiva algo deve é saber usar as suas expectativas de forma correcta para não afectar o aproveitam do aluno.



Conclusão


Desta feita através de um longo questionamento e argumento teórico sobre o tema chegamos a conclusão que como focamos anteriormente “Gerir é organizar, distribuir, estabelecer uma estrutura”, então a gestão na sala de aula deve ser feita do mesmo modo uma vez que o professo sendo o gestor deve contribuir para desenvolver nos alunos a capacidade de autocontrolo, para interiorizar algumas regas, que aumentem a aprendizagem. Ele deve também ser capaz de responsabilizar o aluno pela sua aprendizagem e pelo seu comportamento mais do que promover a mera obediência usando uma comunicação bastante clara, objectiva.