sábado, 14 de janeiro de 2017

crise na adolescencia

INTRODUÇÃO

Discutir, construir e implementar a execução de medidas socioeducativas é um desafio complexo e constante, colocado no quotidiano, para todos os atores sociais envolvidos no processo de trabalho com jovens autores de actos infraccionais.
Sistematizar a prática desenvolvida pelo serviço social em um Centro de Socioeducação que executa a medida socioeducativa de internação é uma opção voltada ao relato de um trabalho colectivo e democrático na busca, muitas vezes na contramão do sendo comum social, pela consolidação de direitos: direito a aprendizagem, direito a reconstrução da realidade, direito a percepção de si como sujeito de possibilidades. Concomitantemente busca-se a preparação do jovem para o retorno e o convívio social, a partir da construção de um projecto de vida desconexo de práticas delitivas.
Deste modo, além de actividades do dia-a-dia no atendimento directo ao adolescente desenvolvidas pelo serviço social, destacaremos a consolidação de uma iniciativa voltada ao desenvolvimento do protagonismo da crise na adolescência. Uma iniciativa vinculada a uma perspectiva ética e política – que pressupõe o fortalecimento da identidade de cada individuo em um processo de construção quotidiano e concreto orientado por uma concepção de cidadania.





CRISE NA ADOLESCÊNCIA

A adolescência é uma extraordinária etapa na vida de todas as pessoas. É nela que a pessoa descobre a sua identidade e define a sua personalidade. Nesse processo, manifesta-se uma crise, na qual se reformulam os valores adquiridos na infância e se assimilam numa nova estrutura mais madura.
A adolescência é uma época de imaturidade em busca de maturidade. Mas… como é difícil para os pais este novo período na educação dos filhos! No adolescente, nada é estável nem definitivo, porque se encontra numa época de transição.
Vejamos, pois, em que consiste a adolescência e o que é a maturidade; quais são as mudanças que os adolescentes costumam sofrer, bem como as fases pelas quais vão passando, para podermos ter atitudes positivas que favoreçam a superação dessa crise.
O caminho básico que os pais devem seguir é o da compreensão, com o devido respeito e carinho que merece cada um dos adolescentes.
A adolescência é este período no qual uma criança se transforma em adulto. Não se trata apenas de uma mudança na altura e no peso, nas capacidades mentais e na força física, mas, também, de uma grande mudança na forma de ser, de uma evolução da personalidade.
Devido a velocidade das mudanças psicológicas e corporais, compreendemos a adolescência como um momento de travessia onde conflitos, emoções e angústias encontram-se à flor da pele. É tempo de quebra dos ideais infantis, queda das figuras parentais como modelo de perfeição, confrontos com verdades pré-estabelecidas, descobertas sexuais que produzem insegurança e desejos ambíguos.
A sociedade exige que o adolescente se defina no campo sexual e profissional numa etapa da vida em que culminam questionamentos importantes para a construção paulatina de sua identidade. Na contramão das necessidades características desta fase, há uma grande pressão social para que o futuro profissional entre no mercado de trabalho cada vez mais cedo. Contudo, constatamos um crescente fracasso escolar, jovens completamente perdidos apesar do arsenal informativo disponível nos dias de hoje.
A impossibilidade de elaborar tantas transformações pode gerar manifestações de carácter patológico como nos casos de toxomania, depressão, transtornos alimentares, delinquência e actos suicidas. Uma ajuda profissional pode ser fundamental na construção de saídas mais criativas para o sofrimento na adolescência.
Estas fases etárias representam uma ruptura com as formas de comportamento e privilégios típicos da infância e a aquisição de características e competências que capacitam a pessoa a assumir deveres e papéis adultos. Elas são impulsionadas, por um lado, pelas mudanças físico-fisiológicas iniciadas na puberdade e, por outro lado, pelas mudanças de comportamentos induzidas socialmente.
Dentre as crises que marcam a adolescência, as de identidade e autonomia costumam ser as mais importantes. Por um lado, o adolescente sente necessidade de definir-se como pessoa, sem ser um mero seguidor dos modelos adultos à sua volta; por outro, quer agir por si mesmo. É-lhe mais importante sentir-se como autor dos próprios actos, que agir racionalmente. Essa é a razão de muitas atitudes de oposição aos mais velhos e mesmo de rebeldias. Embora essas crises possam tornar o adolescente uma pessoa difícil de lidar, e até mesmo um ser anti-social, elas preparam-no para a vida adulta e em geral eles emergem delas mais amadurecidos e ponderados.

As hormonas na crise do adolescente

Diferentes estudos demonstram que nesta fase o cérebro não se encontra totalmente desenvolvido e evidenciam as mudanças que ocorrem nas diferentes estruturas cerebrais. São mudanças que, sequencialmente e paulatinamente vão permitir a passagem de um cérebro infantil a um cérebro maduro.
Neste processo podemos referir: O Crescimento e reorganização de algumas estruturas cerebrais; o processo gradual de mielinização e consequente mudança na condução dos impulsos; o processo de amadurecimento que se inicia nas regiões posteriores, áreas com função sensorial; o amadurecimento na fase final das regiões pré-frontais; integração funcional entre diferentes partes do córtex; cristalização de competências motoras; expansão da substância branca e maior eficácia das funções do córtex pré-frontal.
As regiões frontais são as responsáveis pelas tomadas de decisão. Como iniciam o seu amadurecimento na adolescência, explica parcialmente por que esses jovens agem de uma  forma tão inconsequente em algumas circunstâncias.
O desenvolvimento do cérebro não é afectado, como é de senso comum, negativamente por "descargas” de hormonas. Estas têm contudo a sua acção no desenvolvimento do adolescente.
A preparar a adolescência temos a puberdade, fase na qual se identifica o papel importante do cérebro. A hipófise estimulada pelo hipotálamo segrega duas hormonas (FSH e LH) que vão por sua vez permitir a libertação das hormonas sexuais (estrogénio e testosterona). Os harmónios esteróides influenciam o comportamento adolescente que é em simultâneo espelho e motor do desenvolvimento cerebral.
O cérebro adolescente apresenta-se muito sensível à dopamina, neurotransmissor que activa os circuitos de gratificação. Este facto ajuda a explicar a velocidade de aprendizagem dos jovens, a sua extraordinária capacidade de resposta para a recompensa e as reacções intensas face aos sucessos e aos fracassos.
Assumir riscos nesta fase da vida tem um valor adaptativo muito ligado à vontade do adolescente querer saber quem é e como é.
O cérebro é muito sensível a sinais de aprovação e rejeição. A ocitocina, hormona à qual o cérebro do jovem também se mostra muito sensível, é impulsionadora de relações sociais sobretudo com pares e integração em grupos. Relações gratificantes levam, graças a um mecanismo de retroacção, à libertação dessa hormona.
Situações de rejeição conduzem, pelo contrário, à activação de circuitos neuronais da dor. Para o evitar, há a procura de convívio com pares e situações de prazer.
Nas situações atrás referidas está presente a possibilidade de todos os seres humanos através da Educação, da relação com os outros e das suas próprios decisões criarem experiências que de uma forma importante deixam marcas e produzem mudanças decisivas nos padrões de conexões neuronais do cérebro.
O cérebro do adolescente distingue-se pelas características associadas a crises mas sobretudo pela sua fantástica plasticidade. Obrigar ou esperar comportamentos de adulto no adolescente será o mesmo que inibir um crescimento saudável e estruturado.
A adolescência define-se como um período perfeitamente normal e desejável de reorganização do cérebro.
Comportamentos identificados como críticos não são os únicos expressos pelos adolescentes. Perante eles, os pais (e outros adultos) não sabem como reagir e exibem desconforto muito pelo grau de perigosidade que lhes atribuem. Finalmente, podemos dizer que as crises da adolescência existem mas quando acontecem resultam de influências sociais assim como de experiências e atitudes individuais de um ser naturalmente ainda vulnerável. Elas não são por si só negativas. São o espelho do cérebro adolescente.

ALTERAÇÕES QUE SUCEDEM NAS DIFERENTES ETAPAS DA ADOLESCÊNCIA

A puberdade ou adolescência inicial (11 a 14 anos)
– Nasce a intimidade (o despertar do próprio “eu”).
– Crise de crescimento físico, psíquico e maturação sexual.
– Não há ainda consciência daquilo que se está a passar.
– Conhece pela primeira vez as suas limitações e fraquezas, e sente-se indefeso perante elas.
– Desequilíbrio nas emoções, que se reflecte na sensibilidade exagerada e na irritabilidade de carácter.
– “Não sintoniza” com o mundo dos adultos.
– Refugia-se no isolamento ou no grupo de companheiros de estudo, ou integra-se num grupo de amigos.

Características psicológicas da adolescência

Ø    O adolescente nesta etapa vive no seu mundo interior. Para conhecer a própria personalidade, as suas ideias e ideais, compara-se com o mundo dos outros.
Ø    Dá impressão de apatia devido a preocupação repousada e reflexiva pelos próprios estados anímicos.
Ø    Esta interiorização abarca também as esferas intelectuais, filosóficas e estéticas, enchendo a sua vida com estas teorias.
As características mais próprias deste período, são:
·                    Crescente consciência e conhecimento do “eu”.
·                    Nascimento da independência.
·                    Adaptação progressiva aos núcleos sociais da família, escola e comunidade em geral.
Ø    O espírito de independência cresce rapidamente, mas é imaturo ainda e manifesta-se com brusquidão e agressividade.
Ø     Independência e liberdade são a sua constante exigência.
Ø    Opõe-se, portanto, a que o tenham sujeito ou lhe perguntem sobre os seus assuntos, projectos, amigos com quem anda, ou a que se imiscuam na sua vida privada.
Ø    É capaz de albergar sentimentos de rancor, vingança e violência, embora de modo esporádico e sejam pouco duradoiros.
Ø    Manifesta uma grande preocupação por pormenores e gestos que observa na pessoa a quem imita e idealiza.
Ø    Interessa-lhe e procura conhecer a própria personalidade, mas é mais observador em relação à dos outros, tanto dentro como fora do núcleo familiar.
Ø    Aos 16 anos, o adolescente é já um pré-adulto, possui uma mente mais segura, porque está melhor ordenada e controlada.
Ø    Manifesta uma maior confiança em si mesmo e uma autonomia mais arraigada.
Ø    Em geral, domina perfeitamente as próprias emoções, possuindo um maior equilíbrio.
Ø    Valoriza mais os motivos pessoais dos outros, sejam colegas ou adultos, e pensa mais neles, pois apercebe-se de que o segredo da sua própria felicidade se encontra relacionada com a vida dos outros.
Ø    Sente-se mais livre e independente do que aos 15 anos, por isso já não o preocupa tanto esta exigência.
Ø    Conduta social em relação com a vida escolar
Ø    Aos 15 anos, em geral, manifestam uma atitude hostil para com a escola, vão contra as exigências e normas rígidas.
Ø    Revoltam-se às vezes contra a autoridade, em geral, não individualmente mas em grupo.
Ø    Entre os 15 e os 16 anos, começam-se a interessar novamente pelo estudo sempre que for interessante e vital para a sua experiência o conteúdo instrutivo, como por exemplo a Religião, as Ciências Sociais, etc.
Ø    Integram-se na comunidade escolar, participando nas actividades que a escola oferece.
Ø    Às vezes a vida escolar converte-se em válvula de escape, em meio para afrouxar as ataduras familiares.
Ø    No âmbito escolar, põem-se de manifesto certas diferenças individuais, académicas e sociais, relacionadas com a capacidade de liderança, o talento e as atitudes intelectuais.
Ø    Atitudes das pessoas implicadas na sua educação
Ø    É necessária uma atitude de abertura e de conhecimento das fases desta idade, para evitar atitudes inadequadas para com os filhos, o endurecimento da autoridade e o não reconhecer ao adolescente qualquer tipo do direito. Isto, unido à conduta do próprio adolescente, provoca choques violentos.
Ø    Deve-se aceitar a emancipação progressiva dos filhos, e incluso favorecê-la, para os ajudar a serem livres e a manifestarem-se como tais.
Ø    A existência da crise tem a sua origem num problema afectivo, por isso temos de favorecer no adolescente a criação de vínculos familiares, ambientais, (amor a Deus, à Pátria).
Ø    Devem sentir-se realizados numa actividade ou numa coisa, aspirando sempre a algo, isto é, devem ter um ideal, fé. Também é importante o relacionarem-se com a família, o grupo, etc…
Ø    Convém saber que estas crises passam com o tempo e que tudo volta a normalizar-se, o que não significa que se deixe de actuar e não se procure orientar positivamente o desenvolvimento dessas crises de modo a que não deixem conflitos na personalidade do jovem.
Ø    É muito inseguro, procura a orientação e o conselho de pessoas alheias à sua vida familiar; assim, os educadores encontram um campo propício para uma acção de formação mais profunda.
Ø    Precisam de uma mão compreensiva para os ajudar no esforço de esclarecer e definir os seus pensamentos e estados anímicos, coisa que é difícil para ele e o faz cair em estados depressivos.
Ø    Às vezes convém tratá-lo com a mesma frieza ou indiferença com que se comporta, para que repare na sua própria atitude.
Ø    As formas mais extremas de desafio exigem um guia habilidoso, bem como prudência nas medidas de controlo mais estritas que se pretendam utilizar.
Ø    Temos de passar a ser “observadores participantes” na vida dos adolescentes.
Ø    Devemos ajudá-los a encontrar a forma de se expressarem nas diversas actividades, e procurar que o ensino seja estimulante e interessante, senão podem cair no desleixo e na apatia perante o estudo.
Ø    Recordando as tensões e inquietações da nossa própria adolescência, estaremos em condições de ajudar os jovens e de sermos mais compreensivos para com eles.
Ø    Devemos inculcar-lhes o respeito pelos pontos de vista alheios e o sentido da realidade.

CRISE DE IDENTIDADE NA ADOLESCÊNCIA

Época de medos e insatisfações

Primeiro, a adolescência se torna visível no corpo. Depois da estranheza do processo de se transformar em adulto, o adolescente entra em crise. Precisa encontrar uma identidade de acordo com seus valores, e é neste momento que surgem os medos e as mudanças.
As tensões internas fazem parte das modificações da própria adolescência, o incremento das pressões instintivas. Aquelas de factor externo referem-se à relação do adolescente com as exigências da família e da sociedade. E é aí que surge a identificação com os grupos, a necessidade de ser diferente, as insatisfações.
As insatisfações relacionadas ao corpo são as que mais afectam os adolescentes. Cerca de 70% das meninas com o índice de massa corporal considerado normal se dizem insatisfeitas com a própria imagem. A insatisfação consigo no período da adolescência é um dos factores de risco para a depressão e para os transtornos alimentares, como a anorexia e a bulimia.
– Adolescência é produto de uma história. Se as experiências infantis foram predominantemente boas, o adolescente entra mais fortalecido psiquicamente nesta etapa e supera melhor sua crise vital. É importante que os pais estarem atentos e darem suporte afectivo aos filhos. A tendência é que o filho supere a crise naturalmente, com a ajuda do tempo.
Além da época propícia para os conflitos internos, outras questões podem contribuir para o desenvolvimento da depressão, como a ausência afectiva da família, a genética, brigas em casa e factores de estresse ambientais (como situações de abuso físico e a perda dos pais).

Busca pelo grupo

Pertencer a um grupo possibilita experimentar a vida sem os pais, geralmente considerados “antiquados”, e pessoas que não entendem nada do que está acontecendo. Por estarem vivendo um momento de mudanças e de buscas, os adolescentes experimentam coisas exageradas, como saias muito curtas, cabelos coloridos, linguagem vulgar etc. Uma das intenções dessa comunicação por meio do corpo é chocar os adultos – essa busca de oposição pode ser uma maneira de encontrar o próprio limite.
Os pais devem se preocupar nesta fase quando não há mais possibilidade de comunicação com o adolescente, quando os valores familiares não são mais eficientes.
– Adoptar um estilo ou outro não é um problema. Pais devem ficar atentos quando o sofrimento toma conta da vida.

Tristeza ou depressão

Durante a adolescência, é natural que ocorram momentos de intensa turbulência, onde os sentimentos de exclusão e de desamparo tornam-se o pano de fundo dos acontecimentos. Os desencantos amorosos, as traições dos melhores amigos e a decepção são os cenários que podem trazer tristeza, mas, apesar de cicatrizarem em poucos dias, preparam os adolescentes para a vida adulta.
O que caracteriza quadros depressivos nesta faixa etária é o estado de espírito irritado, tristonho ou atormentado que compromete as relações familiares, as amizades e o rendimento escolar. Na ausência de tratamento, os episódios de depressão duram em média oito meses. Antes da puberdade, o risco de apresentar depressão é o mesmo para meninos ou meninas. Mais tarde, ele se torna duas vezes maior no sexo feminino. A prevalência da enfermidade é alta: depressão está presente em 1% das crianças e em 5% dos adolescentes.

Sinais de alerta

Diagnosticar a depressão em adolescentes não é tarefa fácil, pois pode ser confundida com a tristeza, típica em alguns momentos da fase. Os pais precisam ficar atentos quando o filho adolescente demonstra sintomas frequentes e associados de humor irritado, perda de energia, apatia, desinteresse, retardo psicomotor, sentimento de desesperança e culpa, perturbações do sono ou excesso de sono, alterações de apetite e peso, isolamento, dificuldade de concentração, prejuízo no desempenho escolar, baixa auto-estima, queixas físicas (dor de barriga, dores de cabeça). Além disso, problemas graves de comportamento, com uso de álcool e drogas, e tentativas de suicídio são também sinais de alerta sobre a depressão. A família deve conversar com o adolescente e, caso os sintomas sejam evidentes, deve-se buscar ajuda profissional – o tratamento é feito com medicação e psicoterapia (ou terapia comportamental).

Agressão ao próprio corpo

Quando o adolescente machuca o próprio corpo, ele procura testá-lo, mas também dominá-lo. Esse corpo já é maltratado pela irrupção da puberdade, com todas as transformações externas e internas que nós conhecemos. Os pais devem ficar atentos quando os filhos apresentam sinais de mutilação. O acto que prejudica a saúde põe em risco a vida e a integridade do corpo. A família deve ajudar a adolescente a entender o problema e pedir ajuda de profissionais se necessário.

ADOLESCÊNCIA E FORMAÇÃO DA IDENTIDADE EM ERIK ERIKSON

Erickson defende que a energia activadora do comportamento é de natureza psicossocial, integrando não apenas factores pulsionais biológicos e inatos, como a libido, mas também factores sociais, aprendidos em contextos histórico-culturais específicos.
Desenvolvimento psicossocial é sinónimo de desenvolvimento da personalidade e decorre ao longo de oito estágios que, no seu conjunto, constituem o ciclo da vida. Cada estágio corresponde à formação de um aspecto particular da personalidade
Um dos conceitos fundamentais na teoria de Erickson é o de crise ou conflito que o indivíduo vive ao longo dos períodos por que vai passando, desde o nascimento até ao final da vida. Cada conflito tem de ser resolvido positiva ou negativamente pelo indivíduo.
resolução positiva traduz-se numa virtude, que é um ganho psicológico, emocional e social: uma qualidade, um valor, um sentimento, em suma, uma característica de personalidade que lhe confere equilíbrio mental e capacidade de um bom relacionamento social.
Se a resolução da crise for negativa, o indivíduo sentir-se-á socialmente desajustado e tenderá a desenvolver sentimentos de ansiedade e de fracasso. Contudo, numa fase posterior, a pessoa pode passar por vivências que lhe refaçam o equilíbrio e o compensem, reconstruindo-lhe o seu auto-conceito.
O conceito de crise é desenvolvido, sublinhando as incertezas e indagações do adolescente no sentido de descobrir quem é e de definir o que virá a ser no futuro. A resposta à inquietação do adolescente só é conseguida pela tomada de consciência de si, do seu ego e de que está apto a assumir a sua verdadeira identidade.
Neste trajecto repleto de interrogações pode necessitar de uma ou várias moratórias, antes da integração de todos os “eus” num conceito de si como ser único e disposto a arcar com as responsabilidades inerentes à construção do seu projecto existencial de vida.
Apesar de ter de ser feita interiormente pelo próprio indivíduo, a construção da identidade necessita do contributo das pessoas significativas com que o adolescente convive. Estas funcionam como um modelo de identificação. Por outro lado, funcionam como um espelho que lhe devolve a imagem que a sociedade tem a seu respeito.
Em termos da constatação da personalidade, Erickson considera a adolescência como a fase mais crítica do ciclo vital. Porém, a crise da identidade pode ocorrer em qualquer fase da vida do indivíduo, manifestando-se por sentimentos incomodativos que se evidenciam por um mal estar típico de quem “não se sente bem na sua pele”.
Erik Erickson afirmava que um indivíduo tinha de construir a sua personalidade durante a adolescência, porém essa construção não era feita de um mesmo modo para todos os adolescentes, ou seja, não era feita de um modo padronizado e linear. Durante esta fase da vida há sempre procura de algo mais, há crises, indecisões, situações conflituosas que têm de ser resolvidas de um modo ou de outro.
Como se sabe, os adolescentes não têm sempre o mesmo tipo de atitudes, ou seja, vacilamos entre vários tipos de identidade, transitando de uns para outros.
Uma vez construída a personalidade, isso não confere um carácter rígido à personalidade, continuando o indivíduo a reorganizar, a cada momento, os elementos integrantes da sua personalidade, ajustando-a, portanto às diversas circunstâncias, do quotidiano, que nos vão surgindo.
Erickson coloca as dimensões institucional, sociocultural, histórica e biológica em interacção, no entre cruzamento dessas influências, Erickson elaborou oito etapas de desenvolvimento psicossocial para representar momentos diferentes de investimento da energia psíquica. É uma etapa que impele o indivíduo a uma redefinição da própria identidade, ao avaliar sua inserção no plano espaço-temporal, integrando o passado, com suas identificações e conflitos, ao futuro, com suas perspectivas e antecipações. Erickson insiste na necessidade de o adolescente fazer uma integração de seu passado e futuro, através de um processo de recapitulação e antecipação.

O DESAFIO DO SERVIÇO SOCIAL NA CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA CRIANÇA, ADOLESCENTE E FAMÍLIA

Um dos grandes desafios no âmbito do atendimento ao adolescente é o processo de exclusão ou inclusão social das famílias carentes, vivenciado nas triagens realizadas pelo Serviço Social. A importância do profissional de Serviço social com o Adolescente estão ligadas no sentido de nivelar o conhecimento de todos a respeito dos conceitos básicos que envolvem a questão da criança e o adolescente em um sentido amplo, discutindo assim seus direitos, deveres e obrigações a serem cumpridas.
Também é a função do Estado, juntamente com os outros órgãos da sociedade, desenvolver programas em diversas áreas, como educação, saúde, que tenha como objectivo o desenvolvimento da criança e do adolescente, pondo a salvo de qualquer risco, descriminação, trabalho desumano, exploração de qualquer espécie, etc.
O profissional do serviço social trabalha no desenvolvimento e aplicação de políticas sociais, cujo objectivo é retirar as crianças e adolescentes, das condições desumanas, que estão envolvidos, e desenvolver com estes um trabalho de socialização, de mudança de vida, não só para eles, mas também para sua família.
Ao desenvolver, um trabalho para crianças e adolescentes (políticas publicas) é fundamental que o trabalho seja realizado também com a família, uma vez que muitos problemas que atingem as crianças têm origem da própria família, por questões de violência domésticas, pobreza, abandono, etc.
Sendo assim sabemos que os adolescentes não tem conhecimento dos seus direitos, garantidos por lei, não tem acesso a essas informações, e quem as tem, por interesses próprios, os negam, e outros se omitem. A maioria das famílias angolanas, também não conhecem os seus direitos, e muitas vezes são enganados, por falta de informação, por falta de alguém que lhe mostre o que e seu, os seus direitos, e os ajude auxilie, na busca destes.
O trabalho do assistente social, nas questões do adolescente são vários, consiste na conscientização, na busca da implementação dos direitos, e no desenvolvimento de políticas publicar em prol destas pessoas, que são submetidas as condições sobre humana de sobrevivência, isto porque, muitos por interesses mesquinhos, exploram menores, para obter grandes lucros, mesmo sabendo que estão acabando com a vida de uma criança, acabando com um sonho.
Enfim, o trabalho do profissional do serviço social, no que se refere aos problemas envolvendo a criança e o adolescente, não é fácil, uma vez que a luta desse profissional, que é liberdade dos indivíduos, sem exploração dos menores pelo homem, não é fácil, vai contra o interesse de uma parte da sociedade, que ganha que cresce em cima do sofrimento do outro.
Muito já se foi feito, e mais poderá ser feito ainda, e quem sabe um dia veremos uma Angola, onde os adolescente não são explorados, e sim estudando e desenvolvendo fisicamente e intelectualmente sem sacrificar a sua vida.



CONCLUSÃO

Nos voltando a socioeducação, claramente vinculada no quotidiano dos assistentes sociais ao seu projecto ético-politico, a compreendemos como praxis pedagógica que objectiva a preparação destes adolescentes para o convívio social na comunidade. Assim, e possível compreender este jovem como agente transformador do mundo, autor e construtor da sua própria historia, protagonista das suas acções que pode perceber-se como sujeito de direitos, deveres e possibilidades.
Com certeza o papel do serviço social diante da realidade destes dos adolescentes em crise extrapola a confecção de instrumentos técnico – operativos para subsidiar magistrados. Nosso trabalho depende de superação e reflexão constante sobre a relação com o judiciário, bem como, na busca pela reinserção social e comunitária de forma articulada com a rede objectivando a transformação da realidade social e concreta destes sujeitos.




REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ATKISON, Rita L. Introdução à psicologia de Hilgard. 13ª ed. Porto Alegre: Artmed Editora, 2002.
CLONINGER, Susan. Teorias da personalidade. Trad. Claudia Berliner. 1ª ed. São Paulo: Ed. Martins Fontes, 1999.
HALL, Calvin S.; LINDZEY, Gardner; CAMPBELL, John. Teorias da Personalidade. Trad. Maria Adriana Veríssimo Veronese. 4ª ed. Porto Alegre: Artmed Editora. 2000.



ÍNDICE
INTRODUÇÃO.. 1
1. CRISE NA ADOLESCÊNCIA.. 2
1.1. As hormonas na crise do adolescente. 3
2. ALTERAÇÕES QUE SUCEDEM NAS DIFERENTES ETAPAS DA ADOLESCÊNCIA    5
2.1. Características psicológicas da adolescência. 5
3. CRISE DE IDENTIDADE NA ADOLESCÊNCIA.. 8
3.1. Época de medos e insatisfações. 8
3.2. Busca pelo grupo. 9
3.3. Tristeza ou depressão. 9
3.4. Sinais de alerta. 10
3.5. Agressão ao próprio corpo. 10
4. ADOLESCÊNCIA E FORMAÇÃO DA IDENTIDADE EM ERIK ERIKSON.. 10
5. O DESAFIO DO SERVIÇO SOCIAL NA CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA CRIANÇA, ADOLESCENTE E FAMÍLIA.. 12
CONCLUSÃO.. 14
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.. 15



hereditariedade

Introdução
Cada ser humano tem características próprias, características que os tornam únicos. No entanto, para conseguirmos explicar este facto, temos que ter em conta dois aspectos fundamentais: o meio e a hereditariedade.
O património genético do indivíduo define-se na sua singularidade morfológica, fisiologia, sexual (ser homem ou mulher). Na determinação do temperamento estão as variações individuais do organismo, concretamente a constituição física (a cor da pele, dos olhos, do cabelo, etc.) e o funcionamento dos sistemas nervoso e endócrino, que são em grande parte hereditários.


















Hereditariedade

Podemos definir Hereditariedade, portanto, como o somatório de todas as características contidas no núcleo das células gaméticas, transmitidas a um indivíduo durante a fecundação. Podendo os descendentes ocultar ou manifestar as características herdadas, inscritas no material genético, mais precisamente pela expressão gênica dos cromossomos (molécula portadora dos caracteres biológicos de um ser vivo ou até mesmo um vírus).
Quando não expressa a característica, não significa dizer que foi apagado do genoma (conjunto de cromossomos de uma espécie), típico da população, ou seja, um indivíduo portador de um genótipo qualquer, mesmo tendo seu gene inactivo, transmite aos seus descendentes um fenótipo que ficou escondido na geração parental.

“O padrão genético estabelecido no momento da concepção influencia as características da personalidade que uma pessoa desenvolverá. De forma muito óbvia, o dano encefálico herdado ou os defeitos de nascença podem ter influência pronunciada sobre o comportamento da pessoa. Além disso, os factores somáticos (orgânicos) como altura, peso (…), o funcionamento dos orgãos dos sentidos,,e outros,,podem,,afectar,,o,,desenvolvimento,,da,,personalidade. “WITTIG, A., Psicologia Geral, McGraw-Hill, 1981, p.7 (adapt.)

Nós herdamos um conjunto de genes provenientes dos nossos progenitores. Designamos por genótipo o património hereditário com que fomos dotados. Contudo, as características de um indivíduo não dependem apenas do código genético que recebem aquando da sua concepção – ele sofre a influência do meio ambiente. Designamos por fenótipo todas as características fisiológicas e psicológicas que um indivíduo apresenta. O fenótipo corresponde à “aparência” do indivíduo, ao conjunto de traços que resulta da interacção entre genótipo e o meio.


O fenótipo é o resultado da acção concertada de dois factores:
- A informação genética;
- A influência do meio;

O genótipo pode contribuir para a possibilidade de desenvolver membros longos e grande massa muscular. Contudo, a subnutrição ou a falta de exercício impedirão o desenvolvimento das capacidades atléticas.

O Estudo da Hereditariedade Humana

O estudo das  árvores genealógicas foi utilizado durante muito tempo. Alguns investigadores têm analisado árvores cujos membros têm conhecidas capacidades  musicais. Ex: o compositor J. Sebastian Bach  A análise do ADN é uma técnica utilizada pela biologia molecular.

Os  estudos de gémeos são estudos comparativos que assumem duas formas ou modalidades – comparação entre as características psicológicas e os comportamentos de gémeos idênticos e de gémeos dizigóticos; comparação dessas características e comportamentos em gémeos idênticos educados separadamente.
O estudo de adopções é importante para se fazer comparações entre as características psicológicas das crianças adoptadas e as suas famílias biológicas e as famílias adoptivas.

A hereditariedade e a inteligência
Determinadas famílias, reuniam pessoas cujo trabalho reflectia um alto nível de inteligência.
Parentes mais próximos de indivíduos ilustres tinham tendência a ser mais bem sucedidos que os mais distantes Inteligência é determinada pela hereditariedade Relação entre QI e o nível socioeconómico, profissão dos pais, qualidade do meio familiar. Componente genética é um factor muito importante no desenvolvimento e capacidade intelectual.
Os cientistas descobriram há anos que traços como a cor dos olhos e a cor do cabelo são determinados por genes específicos codificados em cada célula humana. Hoje em dia a Teoria da Natureza leva as coisas um passo adiante afirmando que os traços mais abstratos como a inteligência, personalidade, agressão e orientação sexual também são codificados no DNA de um indivíduo.


Influência do meio ambiente

O meio social – família, grupos e cultura a que se pertence – desempenha um papel determinante na construção da  personalidade. A personalidade forma-se num processo interactivo com os sistemas de vida que a envolvem: a família, a escola, o grupo de  pares, o trabalho, a comunidade.
Uma personalidade é marcada por todo  o processo de socialização em que a família, sobretudo nos primeiros anos, assume um papel muito importante, pelas características e qualidade das  relações existentes e pelos estilos educativos.

Na actualidade, embora não se ignore a existência da influência genética, os defensores da teoria da educação acreditam que, em última análise, a mesma isolada não tem grande relevância – que os nossos aspectos comportamentais têm apenas origem a factores ambientais de nossa educação. Estudos sobre o comportamento infantil realçam a importância da influência do meio ambiente.

As primeiras experiências do psicólogo de Harvard BF Skinner, basearam-se no trabalho com pombos que desenvolveram a habilidade de dançar, fazer oitos, e jogar ténis. Hoje conhecido como o pai da ciência comportamental, finalmente
Conseguiu provar que o comportamento humano pode ser condicionado da mesma forma como acontece com os animais.

Um estudo na revista New Scientist sugere que sentido de humor é uma característica aprendida, influenciada pelo ambiente familiar e cultural, e não determinada geneticamente. Se o ambiente não desempenhasse um papel importante na determinação de traços de um indivíduo e comportamentos, em seguida,  os gémeos idênticos seriam, teoricamente, exactamente iguais em todos os aspectos, ainda que criados separados. Mas uma série de estudos demonstram que eles nunca são exactamente iguais, embora sejam muito semelhantes em muitos aspectos.

Controversa hereditariedade e Meio ambiente

Há quem defenda que o nosso desenvolvimento é influenciado sobretudo pelo meio ambiente, ou principalmente pela hereditariedade. Porém, a hereditariedade não pode exprimir-se sem um meio apropriado, assim como o meio não tem qualquer efeito sem o potencial genético.  A forma como nos comportamos nasceu connosco, ou terá sido desenvolvida ao longo do tempo em resposta às nossas experiências?  Pesquisadores envolvidos em ambas as teorias (hereditariedade vs meio ambiente) concordam que a ligação entre um gene e o comportamento não é o mesmo que “causa e efeito”. Enquanto um gene pode aumentar a probabilidade de nos comportarmos de uma maneira particular, não faz as pessoas actuarem, o que significa que continuamos a ter de escolher quem vamos ser quando crescermos.

Por tudo  isto, podemos afirmar que a hereditariedade e o meio interagem, determinando o desenvolvimento orgânico, psicomotor, a linguagem a inteligência a afectividade, etc.


A hereditariedade influi de algum modo na agressividade infantil, mas, sem dúvida, o meio é o mais perturbante. O que falta internamente à criança é a capacidade e a habilidade para lidar com esse ambiente que a deixa com raiva, com medo e inseguras.



A Grande Influência do Meio

Família:  membros familiares com traços anti-sociais de conduta (principalmente os pais), pais que não respeitam a autonomia dos filhos ou que são demasiadamente controladores ou que rotulam seus filhos como agressivos são factores familiares que induzem à agressividade infantil.

Mídia:  os meios de comunicação de massa têm dividido opiniões sobre a influência que exercem na criança. Podemos encontrar programas com imagens que chegam a requintes de perversidade. Os video-jogos bélicos, os desenhos animados violentos que fascinam as crianças também podem influenciar.

Escolaridade:  a escola também pode influir no desenvolvimento ou na prevenção de problemas de conduta; o pessoal da escola pode avisar aos familiares quando detecta problemas nas crianças; a escola pode proporcionar programas de estímulo de habilidades sociais, resolução de conflitos entre os alunos ou buscar outras soluções aos problemas de cada aluno.

Condição Social: a maioria dos estudos procura relacionar o nível socioeconómico baixo com o desenvolvimento de problemas de conduta. Um desses estudos observou que a alta percentagem de crianças agressivas de pouca idade pertencia a um nível social mais baixo. Deve-se ter em conta, além disso, que esses factores diferem de uma família para outra, de forma que nem todas as famílias pertencentes a uma classe social mais baixa se caracterizam pelos mesmos padrões de conduta.


Idealizações Filosóficas

A questão da grande influência que o meio exerce sobre a criança já vem sendo discutida há tempos. O filósofo francês Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), considerado o “descobridor da criança”, considera, juntamente com outros filósofos, que a bondade é a tendência natural e inata do homem, que só é pervertido pela civilização e pelas injustiças sociais decorrentes. Ou seja, o homem nasce bom, e a sociedade limita-se a corrompê-lo.  
 Gregor Johann Mendel foi um monge agostiniano, botânico e meteorologista austríaco. Descobriu as leis da hereditariedade, hoje chamadas Leis de Mendel, que regem a transmissão dos caracteres hereditários.
Entre todos os estudiosos dos fenómenos da hereditariedade (ciência que estuda a transmissão de características de geração em geração), Mendel tem um lugar especial.

Durante sete anos, de 1856 a 1863, Mendel cruzou e produziu híbridos de plantas com características distintas – plantas altas com plantas anãs, ervilhas amarelas com ervilhas verdes e assim por diante. Observou com surpresa que tais características não são diluídas nem resultam em meio-termo, mas mantêm-se distintas: o rebento híbrido de uma planta alta e de uma anã era sempre alto, não de tamanho médio.

















Conclusão

De realçar, que vários são os exemplos que comprovam a controversa de uma interacção da hereditariedade e o meio. Um dos exemplos mais significativos é a inteligência – o nível intelectual mede-se através de testes de inteligência, que são apresentados sob a forma de Q.I. O Q.I, grau de inteligência, relaciona-se intimamente com o meio. Por exemplo, quando a criança está inserida num ambiente economicamente menos favorável, este é normalmente menos estimulante intelectualmente, daí que a criança tenha um Q.I mais baixo. Contudo, temos também uma situação inversa, dependendo da personalidade de cada um, visto que a mesma situação de pobreza, pode ser um estímulo para atingir um nível cognitivo mais alto que permita uma ascensão social e económica.
Não podemos, contudo, restringir ao meio a influência no desenvolvimento do Q.I em cada criança. A hereditariedade assume também uma importância crucial. O melhor exemplo é o caso dos gémeos homozigóticos. Existem estudos que comprovam que gémeos verdadeiros separados à nascença e criados em meios sócio-económicos diferentes, têm um Q.I. semelhante, bem como, outras características de hereditariedade genética, como sendo o temperamento, os gestos, predisposições intelectuais.









Referências bibliográficas

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