sábado, 14 de janeiro de 2017

controlo da qualidade de água

INTRODUÇÃO

A água, para além da importância que tem na sustentabilidade da vida humana é o mais importante meio transmissor de energia, conhecido e utilizado pelo Homem.
Desde o consumo e utilizações directas que o homem lhe dá, passando pela sua importância nos mais variados processos industriais e nas técnicas mais comuns presentes no nosso dia-a-dia para melhorar as nossas condições de conforto, a água necessita de adequado acondicionamento, conforme as características que apresenta no ponto de utilização e das necessidades do utilizador.
A Tecnologia de Tratamentos de Água tem respondido ao longo dos tempos à evolução das necessidades de acondicionamento da água. Sendo uma área de conhecimento, quase que transversal às várias actividades profissionais técnicas, não é por vezes devidamente compreendida pelos profissionais envolvidos nas áreas de projecto, conservação e manutenção de instalações técnicas.
Este trabalho tem como objectivo fornecer a todos estudantes envolvidos na Análise e tratamento de água e alimentos em que a água desempenhe papel relevante, os conhecimentos fundamentais das diversas técnicas de tratamentos de água.






CONTROLO DA QUALIDADE DA ÁGUA

Conceitos

O controlo da qualidade é feito no momento em que a água entra na estação, estendendo-se até as residências, onde existe um monitoramento através de colectas nas residências, escolas, creche e hospitais, realizadas semanalmente, sendo que a potabilidade da água tem de estar de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde).
Ao contrário do que muitos imaginam, a água é uma substância muito complexa. Por ser um excelente solvente, até hoje ninguém pode vê-la em estado de absoluta pureza.
Quimicamente sabe-se que, mesmo sem impurezas, a água é uma mistura de 33 substâncias distintas.
A água pura é um líquido incolor, inodoro, insípido e transparente. Entretanto, por ser um óptimo solvente, nunca é encontrada em estado de absoluta pureza, contendo várias impurezas que vão desde alguns miligramas por litro na água de chuva a mais de 30 mil miligramas por litro na água do mar. Dos 103 elementos químicos conhecidos, a maioria é encontrada de uma ou outra forma nas águas naturais.
O dióxido de carbono existente na atmosfera e também no solo, como resultado da decomposição da matéria orgânica, dissolve-se na água, aumentando ainda mais a qualidade de solvente da mesma.
A natureza e a composição do solo, sobre o qual ou através do qual a água escoa, determinam as impurezas adicionais que ela apresenta, facto agravado pelo aumento e expansão demográfica e actividades económicas na indústria e agricultura, fazendo com que não se considere segura nenhuma fonte de água superficial, sendo obrigatória uma outra forma de tratamento.
A molécula de água é formada por dois átomos de hidrogénio adjacentes a um átomo de oxigénio. Cada ligação O–H resulta da associação de um electrão do átomo de hidrogénio com um electrão do átomo de oxigénio. É este tipo de ligação, designada covalente, que confere à molécula uma estabilidade excepcional.

Geometria da molécula de água

Em termos de geometria, a molécula não é linear, mas sim angular: os dois átomos de hidrogénio encontram-se sobre dois eixos que formam um ângulo de 104,5º entre si, a uma distância de 0,96 Å do núcleo do átomo de oxigénio situado no centro da molécula. Por outro lado a distribuição das cargas é assimétrica, daí que a água possua um forte momento dipolar, que está na origem do seu grande poder enquanto solvente.
As moléculas de água mantêm permanentemente o seu aspecto, variando somente a sua configuração espacial em função das condições de temperatura e pressão e, consequentemente, do seu estado físico: sólido, líquido ou gasoso.
A energia requerida para separar as moléculas de água é muito superior à exigida por outros compostos químicos comuns, o que transmite ao vapor de água um elevado conteúdo energético tornando-o um meio eficaz de energia, utilizado nas mais variadas operações industriais e domésticas.
A água liberta mais calor na sua congelação que outros compostos vulgares. Perante qualquer variação da sua temperatura, a água absorve ou liberta mais calor que a maior parte das substâncias, pelo que é efectiva a sua acção como veículo de transferência de calor.
O aproveitamento prático destas características é reforçado com o facto de a água ser a única substância que se pode apresentar dentro das condições ambientais normais, em qualquer dos seus três estados: sólido (gelo), líquido (água) ou gasoso (vapor de água).
Todo o sistema de controlo de qualidade está integrado à Secção de Operação e Tratamento com responsável técnico profissionalmente habilitado.
Rotineiramente são feitas as seguintes análises físico-químicas no Laboratório.
a) Diariamente a cada duas horas são analisados os seguintes parâmetros:
- PH, Cloro residual, Flúor, Turbidez, Cor.
b) uma vez por semana são analisados os seguintes parâmetros:
- Alcalinidade, CO2, Alumínio, Ferro Total, Dureza, Cloretos, Matéria Orgânica.
c) Anualmente são realizados análises semestrais de metais pesados:
- Cobre, cromo, cianeto, fenol, zinco, e manganês.
d) Para realização das análises de pesticidas, cuja frequência é semestral, o SAAE contrata um laboratório particular, para verificar a presença dos seguintes parâmetros:
- Trialometanos, Clorofenois, Dodecacloro, DDT(todos), Benzeno, Endringama B.H.C(lindano), Pentaclorofenol, Endosulfan, aldrimetoxicloro e Clordano e demais parâmetros recomendados pela portaria  2.914/2011 - MS.
e) Rotineiramente são feitas no laboratório do SAAE as análises bacteriológicas, ou seja, microbiológicas, através do método Colilert, que obtém o resultado em 24 horas.

SISTEMA DE CONTROLO DA QUALIDADE DA ÁGUA

Dispositivo de monitoramento e manutenção da pressão de acordo com a norma. O Pleno garante que a água necessária para uma óptima funcionalidade do tanque de expansão seja fornecida o tempo todo. Se o nível cai abaixo do mínimo necessário, a água é inserida automaticamente no sistema. Ele monitora e controla electronicamente a reposição de água e garante máxima segurança.

Principais características

Limitação de reposição de água

Limitação automática da água de reposição com o auxílio da unidade de controle BrainCube da Pneumatex

Controle BrainCube

Auto-otimização com função de memória (PI, PI6, PI9)

Descrição técnica

Aplicação:

Sistemas de aquecimento, água gelada e solar.

Ambientes:

Fluxo de entrada: água fresca
Fluxo de saída (Consumidor): Fluido do sistema não agressivo e não tóxico.
Adição de até 50% agente anticongelante.
Pressão:
Pressão mínima admissível, PSmín: 0 bar

Temperatura:

Temperatura máxima admissível, TS: 65°C (P, PI), 30°C (PI 6, PI 9) 
Temperatura mínima admissível, TSmin: 0°C 
Temperatura ambiente máxima admissível, TU: 40°C

Tensão de alimentação:

230V / 50-60Hz

Classe de proteção:

Pleno P: IP 65
Pleno PI: IP 54

Material:

Pleno PI 9.1: Caixa de protecção em metal de alta qualidade.
Pleno PI 6.1, 6.2: Caixa de protecção em metal de alta qualidade com alças.

Aprovações:

Pleno PI (sem bomba): CE-testados de acordo com as exigências das directivas do estado.
Pleno PI (com bombas): CE-testados de acordo com as exigências das directivas do estado.

PARÂMETROS UTILIZADOS NA ANÁLISE DA ÁGUA

A água que se encontra na natureza jamais é pura. À medida que percorre o seu ciclo, a água absorve impurezas que reflectem a composição da atmosfera e da crosta terrestre e, retém inúmeras substâncias que advém da poluição do Homem. A presença de certas impurezas na água leva a que a qualidade passe a estar na ordem do dia a par da quantidade.
A água é um recurso renovável que cobre mais de 70% da superfície do planeta. Porém água de qualidade, compatível com usos exigentes de elevados padrões de qualidade, por exemplo água potável, é um recurso finito e cada vez mais caro.
Por outro lado, a água é um excelente meio de transferência de energia e é por isso utilizada em vários tipos de indústria e com diversos fins. Por exemplo, grandes quantidades de água são usadas para refrigeração industrial e institucional. Também aqui, a qualidade da água assume uma enorme importância. A presença de determinadas impurezas pode dar origem a sérios problemas operacionais, causados pela formação de depósitos, corrosão de metais e crescimento microbiológico e que, como consequência, levam à redução da eficiência operacional e aumentam os custos de manutenção.
Um programa de tratamento de água eficaz e bem projectado e o controlo físico-químico e bacteriológico podem reduzir muitos desses problemas.
A qualidade de água exigida pela indústria depende do uso pretendido. Água de pureza ultra-elevada é necessária aos sistemas de geradores de vapor de alta pressão, por exemplo, enquanto concentrações de impurezas relativamente altas podem ser toleradas em águas usadas em sistemas de refrigeração abertos de recirculação.
A avaliação da qualidade da água, quer ao nível da água de consumo, quer ao nível industrial, é geralmente baseada na medição de parâmetros físico-químicos e bacteriológicos que permitem o controlo das acções imediatas de condução do programa de tratamento.
De entre os parâmetros físico-químicos que caracterizam a qualidade das águas iremos de seguida descrever alguns que de uma forma rápida nos dão informação precisa da qualidade da água.
pH
O pH permite determinar se uma água é neutra, ácida ou básica (alcalina) e em que grau. A molécula de água, H2O, dissocia-se em iões H+ e OH-, que reagem com outros componentes dissolvidos na água, podendo um deles ficar em excesso. Quando há uma maior quantidade de iões H+, a água é dita ácida, caso contrário, a água é básica. No caso de estarem em proporções iguais, temos uma água neutra. A escala usada para medir o pH é logarítmica e vai de 0 a 14, sendo 7 o valor da água neutra. Os valores inferiores a 7 correspondem a águas ácidas e os valores superiores a 7 a águas alcalinas.
O valor de pH da água tem influência em muitas reacções químicas que ocorrem no seio de si mesma e não só. Por exemplo, uma água com pH inferior a 6,0 é corrosiva para os metais. É também o pH que influência/controla igualmente os tratamentos químicos em águas de alimentação de caldeiras, torres de refrigeração, etc.
pH Unidade: Escala Sorensen
Instalação
Vm
VM
Água de consumo humano
6,5
9,5
Circuitos fechados
9,0
11,0
Torres de Refrigeração
7,5
9,0
Geradores de Vapor
11,0
12,5
Água de piscina
7,2
7,6
O denominador comum da maior parte dos problemas da água é a dureza, que se expressa pela soma das concentrações de sais de cálcio e magnésio na água. Existem dois tipos de dureza da água: a temporária e a permanente. A temporária resulta da presença dos bicarbonatos de cálcio e magnésio. A permanente está relacionada com a presença de outros sais de cálcio e magnésio, usualmente os sulfatos e cloretos.
A soma da dureza temporária e permanente é conhecida como dureza total da água e é expressa em mg/L de CaCO3. A água descrita como dura tem muitos minerais dissolvidos, especialmente cálcio e magnésio, e não constitui um risco para a saúde mas sim um problema para os equipamentos industriais e domésticos. Por exemplo, o carbonato de cálcio forma um depósito que lentamente reduz a eficiência da transferência de calor para a água. Quando isso ocorre em grandes caldeiras, o depósito causa super-aquecimentos locais no metal da caldeira, resultando no rompimento dela.
Dureza total Unidade: mg/l CaCO3
Instalação
Vm
VM
Água de consumo humano
----
500
Circuitos fechados
----
54
Torres de Refrigeração
----
300
Geradores de Vapor
-----
90
O termo alcalinidade surge do comportamento alcalino de algumas águas, devido à função dos bicarbonatos, carbonatos e hidróxidos que contêm. Como tal, a alcalinidade indica-nos a concentração destes constituintes.
http://www.aguaciclo.pt/images/sampledata/aguaciclo/alcalinidade.png
O esquema mostra que a alcalinidade total é igual à soma dos três tipos de alcalinidade: do ião bicarbonato (HCO3-), ião carbonato (CO32-) e ião hidróxido (OH-).
O teste da fenolftaleína é utilizado para determinar a alcalinidade da solução. Por exemplo, se a alcalinidade da fenolftaleína for superior a metade da alcalinidade total, então na água não existem iões bicarbonatos.
A condutividade é a capacidade de uma solução aquosa conduzir corrente eléctrica. Esta capacidade depende da presença de iões, da sua concentração e mobilidade e, da temperatura da amostra na altura da leitura. A sua determinação permite obter uma estimativa rápida do conteúdo de sólidos de uma amostra (TDS – “Total Dissolved Salts”).
S/cmmCondutividade Unidade:
Instalação
Vm
VM
Água de consumo humano
----
400
Circuitos fechados
----
6000
Torres de Refrigeração
----
1500
Geradores de Vapor
4000
8000

CONCLUSÃO

O monitoramento e a avaliação da qualidade das águas superficiais e subterrâneas são factores primordiais para a adequada gestão dos recursos hídricos, permitindo a caracterização e a análise de tendências em bacias hidrográficas, sendo essenciais para várias actividades de gestão, tais como: planejamento, outorga, cobrança e enquadramento dos cursos de água.
A avaliação da qualidade das águas superficiais em um país de dimensões continentais como o Brasil é dificultada pela ausência de redes estaduais de monitoramento em algumas Unidades da Federação e pela heterogeneidade das redes de monitoramento existentes no País (número de parâmetros analisados, frequência de colecta).






BIBLIOGRAFIA

___________________ A química da água. Disponível em: http://www.aguaciclo.pt/index.php/quimica-agua. Acesso aos 05 de Outubro de 2016.



ÍNDICE






contrato especial rural

ÍNDICE
INTRODUÇÃO.. 1
CONTRATO ESPECIAL RURAL.. 2
Antecedente histórico. 2
Conceitos. 2
Princípios fundamentais. 3
CONTRATO RURAL.. 4
Regulamentação. 4
CONCLUSÃO.. 5
BIBLIOGRAFIA.. 6

 
INTRODUÇÃO
O Direito do Trabalho tem na relação empregatícia a sua categoria básica. É a partir desta que se constroem princípios, institutos e regras essenciais desse ramo jurídico. Portanto, o Direito do Trabalho é o Direito dos empregados, e não de todo o género dos trabalhadores. Isso significa que inúmeras categorias ficam sem o amparo deste estuário especializado, circunstância que sucede, aos trabalhadores autónomos, aos eventuais, aos servidores públicos estatutários e aos estagiários. Por outro lado, há categorias de trabalhadores, que embora tecnicamente são sejam empregados, recebem guarida do Direito do Trabalho, não pela natureza da relação, mas, sim, por força de expressa determinação legal. Tal o que acontece, por exemplo, com os avulsos.
O presente estudo trata de verificar a racionalização do Contrato Especial Rural nos trâmites do Direito do Trabalho com acentuações jurídicas, tendo em vista a afinidade entre o contrato de emprego e os contratos de trabalho advindos dos diversos estuários do Direito.





CONTRATO ESPECIAL RURAL
Antecedente histórico
Nas civilizações antigas é possível verificar a existência de contratos. Tudo porque nessa época remota da história o homem vivia em comunidade com seu semelhante. O direito primitivo se estabelecia pelo costume e tradições chamados de leis consuetudinárias, estas regulavam os contratos e eram concebidos naquele tempo como acordos realizados, ou seja, verdadeiros pactos. Tal situação ocorria mediante as condições que o homem se deparava e diante das dificuldades que enfrentavam.
Formas específicas de contratos foram identificadas na antiga Mesotâmia, a partir das leis escritas, primeiros enunciados conhecidos acerca dos contratos. Estas leis eram chamadas de Leis de Eshnunna. promulgadas provavelmente entre 05 anos de 1825 c 1787 a.C., período que realizavam compra, venda arrendamento de bens e empréstimos a juros, ou seja, tratava-se de um povo que vivia do comércio.
Conceitos
Trabalho rural: é a actividade económica de cultura agrícola, pecuária, reflorestamento e corte de madeira; nele se inclui o primeiro tratamento dos produtos agrários em natural sem transformação de sua natureza, tais como o beneficiamento, a primeira modificação e o preparo dos produtos agropecuários e hortifrutigranjeiros e das matérias-primas de origem animal ou vegetal para posterior venda ou industrialização e o aproveitamento dos seus produtos oriundos das operações de preparo e modificação dos produtos em natural acima referidos.
Trabalhador rural: é toda pessoa física que, em propriedade rural ou prédio rústico, prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste, mediante salário.
Empregador rural: é a pessoa física ou jurídica, proprietária ou não, que explora actividade agro-económica, em carácter permanente ou temporário, directamente ou através de propostos e com auxílio de empregados; equipara-se a empregador rural aquele que executar serviços de natureza agrária mediante utilização do trabalho de outrem, como o empreiteiro e o subempreiteiro.
Segundo Vivanco, citado por José Braga, em sua obra literária, “contrato rural é a relação jurídica rural convencional que consiste no acordo de vontade comum destinado a reger os direitos e obrigações dos sujeitos intervenientes na actividade agrária, com relação a coisas e serviços agrários”.
Já para Benedito F. Marques, “contrato agrário devem ser entendidas todas as formas de acordo de vontade que se celebrem, segundo a lei, para o fim de adquirir, resguardar, modificar ou extinguir direitos vinculados à produtividade da terra”.
Dá análise destes dois conceitos, podemos dizer que, toda relação jurídica exercida por particulares que se referem à produtividade da terra, trata-se do contrato agrário.
Comunidades rurais: comunidades de famílias vizinhas ou compartes que, nos meios rurais, têm os direitos colectivos de posse, de gestão e de uso e fruição dos meios de produção comunitários, designadamente, dos terrenos rurais comunitários por elas ocupados e aproveitados de forma útil e efectiva, segundo os princípios de auto-administração e auto gestão, quer para sua habitação, quer para o exercício da sua actividade, quer ainda para a consecução de outros fins reconhecidos pelo costume e pelo presente diploma ou seus regulamentos.
Os terrenos rurais comunitários são os terrenos utilizados por uma comunidade rural segundo o costume relativo ao uso da terra, abrangendo, conforme o caso, as áreas complementares para a agricultura itinerante, os corredores de transumância para o acesso do gado a fontes de água e a pastagens e os atravessadouros, sujeitos ou não ao regime de servidão, utilizados para aceder à água ou às estradas ou caminhos de acesso aos aglomerados urbanos.
Princípios fundamentais
a) Princípio da propriedade originária da terra pelo Estado;
b) Princípio da transmissibilidade dos terrenos integrados no domínio privado do Estado;
c) Princípio do aproveitamento útil e efectivo da terra;
d) Princípio da taxatividade;
e) Princípio do respeito pelos direitos fundiários das comunidades rurais;
f) Princípio da propriedade dos recursos naturais pelo Estado;
g) Princípio da não reversibilidade das nacionalizações e dos confiscos.

CONTRATO RURAL
Regulamentação
O contrato de trabalho rural em Angola encontra-se regularizado no seu Artigo 30.º da lei geral do trabalho que sobrepõem o seguinte:
Aos contratos de trabalho especiais aplicam-se as disposições comuns desta lei, com as excepções e especialidades estabelecidas nos artigos seguintes e em legislação específica.
1. O contrato de trabalho rural por tempo determinado não carece de ser reduzido a escrito, sendo as situações em que é lícita a sua celebração reguladas segundo os usos da região, salvo nos casos em que o trabalhador seja deslocado, por ter a sua residência habitual em região diversa daquela onde se situa o centro de trabalho.
2. A duração do trabalho rural não pode exceder a 44 horas semanais, calculadas em termos médios em relação à duração do contrato, se inferior a um ano, ou em termos médios anuais, em caso contrário. Em função das necessidades das culturas, actividades e condições climatéricas, o período de trabalho normal pode ser variável, desde que não exceda as 10 horas diárias e as 54 horas semanais.
3. O horário de trabalho fica sujeito, com as necessárias adaptações, ao disposto no número 2 do artigo 117º. 4. As férias anuais são gozadas em data a fixar por acordo, mas sempre dentro dos períodos em que o horário de trabalho, dentro da variabilidade referida no número 2 deste artigo, não exceda 44 horas semanais.
5. A pedido do trabalhador, o salário pode ser pago, até ao limite de 50% do seu valor, em bens produzidos ou géneros alimentícios de primeira necessidade, com aplicação do disposto nos artigos 173.º e 175.º.
6. O regime do contrato de trabalho rural pode ser alargado por decreto regulamentar aos trabalhadores doutras actividades, estreitamente ligadas à agricultura, silvicultura e pecuária, ou à pesca, desde que o exercício de tais actividades esteja dependente das condições climáticas ou seja de natureza sazonal.



CONCLUSÃO
Todos os contratos rurais regem-se à Lei Geral do Trabalho no seu artigo nº 30, as quais serão obrigatoriamente aplicadas em todo território nacionais irrenunciáveis os direitos e vantagens nelas instituídos. No decorrer do trabalho, podemos identificar que o contrato em geral teve uma evolução legislativa considerável o que favorece a sociedade. Da mesma forma, os contratos rurais também têm significativas mudanças com o advento do Estatuto da Terra.
Após a análise dos principais aspectos do contrato de espacial rural, pode-se concluir que apesar de ter uma determinada finalidade - exploração da terra – e de ser regido por um regulamento, apresenta peculiaridades significativas, conforme estudado, que determinam qual tipo de contrato deverá ser usado.




BIBLIOGRAFIA
Projecto Portal do Governo: Lei Geral do Trabalho – Contrato de trabalho rural. PDF Pág. 18 – Luanda – Angola.
BRAGA, José,  Introdução ao Direito Agrário.  Ed. Cejup, Belém, 1991. p. 140

MARQUES, Benedito Ferreira.  Direito Agrário.  AB Ed., Goiânia, 1998. p. 273.

cancro da mama [estudo de caso]

ÍNDICE
INTRODUÇÃO.. 1
FORMULAÇÃO DO PROBLEMA.. 2
OBJECTIVOS.. 2
JUSTIFICATIVO.. 3
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.. 4
Conceito. 4
Anatomia. 4
Epidemiologia. 5
Fisiopatologia. 5
Factores de risco. 6
O peito normal 7
Sintomas do cancro da mama. 7
Tipos de cancro da mama. 7
Cancro da mama Não Invasor 8
Cancro Invasor 8
Outros tipos de cancro da mama. 8
Diagnóstico do Cancro da mama. 8
TRATAMENTO DE CANCRO DA MAMA.. 9
Cirurgia. 9
Radioterapia. 9
Terapêutica Sistémica. 10
Hormonoterapia. 10
Quimioterapia. 10
MÉTODO DE INSTRUMENTO.. 11
BIBLIOGRAFIA.. 12
CONOTAÇÃO.. 13




INTRODUÇÃO
O cancro é uma das doenças mais frequentes nas sociedades ocidentais. Apesar dos avanços científicos relacionados com a genética e a imunologia que oferecem novas e promissoras possibilidades no domínio da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento, tem-se verificado, um aumento da incidência do cancro. Este aumento exponencial da doença oncológica resulta de múltiplos factores, encontrando-se relacionado com o aumento e envelhecimento da população e alterações nos hábitos de vida. Estimativas da Organização Mundial de Saúde, apontam para um aumento exponencial das doenças oncológicas a nível mundial, nas próximas duas décadas, duplicando de 10 para 20 milhões o número de novos casos que serão anualmente diagnosticados.



FORMULAÇÃO DO PROBLEMA
O cancro da mama é uma neoplasia maligna que se desenvolve no tecido das células mamárias, caracterizado pelo crescimento desordenado das células epiteliais. O cancro da mama é mais frequente nas mulheres, apresentando um aumento da incidência nos países europeus. Esta tendência deve-se em muito à eficiência dos rastreios que têm permitido detectar maior número de casos, mas também a uma maior exposição a factores de risco, principalmente alimentação pouco saudável e vida sedentária. Frente esta questão coloca-se a presente pergunta de problema: Qual o impacto dos efeitos secundários dos diferentes tratamentos na qualidade de vida e nas actividades de vida diárias, nas mulheres com cancro da mama?
OBJECTIVOS
Objectivo geral:
O principal objectivo da presente revisão bibliográfica é fazer uma abordagem abrangente do cancro da mama, nomeadamente compreender a sua epidemiologia, fisiopatologia, diagnóstico e tratamento. De uma forma mais pormenorizada, será abordado o tratamento com hormonoterapia e a quimioterapia do cancro da mama, assim como a investigação nos novos tratamentos pela indústria farmacêutica.
Objectivo específico:
·         Saber qual o tipo de tratamento que mais influenciou a qualidade de vida;
·         Identificar quais os efeitos secundários que mais influenciam a qualidade de vida da doente com cancro da mama;
·         Identificar quais as dimensões da qualidade de vida que estão mais afectadas, na perspectiva da doente;
·         Saber qual a informação recebida e qual a importância da mesma na perspectiva da mulher com cancro da mama, para a sua qualidade de vida;


JUSTIFICATIVO
Para a concretização dos objectivos propostos realizou-se uma revisão bibliográfica, que consistiu na selecção, análise e interpretação de dados recolhidos na literatura científica, tendo-se realizado a síntese da informação relevante para a abordagem terapêutica do cancro da mama. As fontes de informação utilizadas foram livros especializados recentes, bibliotecas virtuais como a internet, normas de orientação clínica publicadas por associações internacionais e fontes de informação primária, artigos científicos, tendo-se utilizado bases de dados como a pesquisa via web.



FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Conceito
O corpo é campo de biliões de pilhas minúsculas. Normalmente, as pilhas crescem e multiplicam em uma forma firmemente regulada. As pilhas Novas forem feitas somente quando e onde são necessários. Quando o cancro ocorre ciclo de crescimento das pilhas' vai haywire fazendo os multiplique incontroladamente. As Pilhas assentam bem em células cancerosas devido a dano ao ADN. Isto conduz à formação de uma protuberância que possa ser benigna ou não-cancerígeno ou agressiva ele seu crescimento - maligno ou cancerígeno denominado.
O Cancro da mama é um tumor maligno que comece nas pilhas do peito. Um tumor maligno é capaz de invadir tecidos circunvizinhos ou do espalhamento ou de reproduzir-se por metástese às áreas distantes do corpo. A doença ocorre quase inteiramente nas mulheres, mas os homens podem obtê-la, demasiado.  
Anatomia
A mama é uma glândula mamária que está presente em ambos os sexos mas na mulher encontra-se mais desenvolvida complementando o seu desenvolvimento na gravidez, período pós-natal e durante a lactação. A mama de uma mulher adulta é constituída por glândulas produtoras de leite na frente da parede torácica. Cada mama assenta no músculo peitoral maior, suportado por ligamentos do esterno, os ligamentos suspensores de Cooper. Cada mama contém 15 a 20 lobos cobertos por uma quantidade considerável de tecido adiposo. Os lobos formam uma massa cónica, com o mamilo situado no vértice. Cada lobo possui um único canal galactófora, que por sua vez o canal dilata e toma a forma de um fuso, para formar o seio galactóforo, onde se acumula o leite produzido.
O canal, que se segue ao seio galactóforo e que drena seu lobo, subdivide-se para formar canais mais pequenos, cada um dos quais drena um lóbulo. No interior de cada lóbulo, os canais ramificam-se e tornam-se ainda mais pequenos. Em fase de secreção, as terminações destes canalículos, dilatam-se em sacos secretores, designados alvéolos. Por sua vez o leite flui dos lóbulos através dos ductos até ao mamilo (centro de uma área escura de pele, a aréola). A mama envolve também vasos linfáticos, na qual transportam a linfa, terminando nos gânglios linfáticos (nas axilas, acima do clavícula e no peito.
Epidemiologia
Desde de 1950,que a incidência do cancro da mama, no sexo feminino tem vindo a aumentar em muitos dos países de menor risco, bem como nos países ocidentais de alto risco. As taxas de incidência do cancro da mama do sexo feminino na União Europeia aumentaram 72% entre 1975-1977 e 2008-2010. Durante as últimas décadas verificou-se o aumento da incidência do cancro da mama nos países mais desenvolvidos e com maior poder económico (Finlândia, Bulgária, Rússia, Estónia, Lituânia), este fato deveu-se à existência de maior percentagem de exposição a factores de risco. A crescente incidência, nesta patologia pode ser explicada, pela tendência de uma exposição mais frequente a factores de risco do cancro da mama, como por exemplo: baixa paridade, uso de terapia pós-menopáusica, obesidade e inactividade física. Adicionalmente, a promoção do auto exame e do rastreio também contribuíram para o aumento da incidência.
A incidência do cancro da mama aumenta com a idade e, aproximadamente, 8 em cada 10 casos, são diagnosticados acima dos 50 anos de idade. Em 2010, no Reino Unido, cerca de 10.000 mulheres com 50 anos foram diagnosticadas com cancro da mama, mas 80% de todos os diagnósticos estavam na faixa etária superior a 50 anos, e 45% foram diagnosticados em mulheres com idade superior a 65 anos.
Fisiopatologia
O cancro da mama tem origem numa disfunção celular, que se caracteriza por processo de multiplicação e crescimento desordenado das células epiteliais. O perfil genómico demonstrou elevada importância na caracterização dos subtipos do cancro da mama invasivos, nomeadamente a identificação do receptor de estrogénio (RE), receptor de progesterona (RP), e de Human Epidermal growth factor Receptor 2 (HER2) nas células neoplásicas.


Factores de risco
Os factores de risco que podem aumentar a probabilidade de desenvolver cancro da mama incluem:
Sexo: é mais frequente no sexo feminino, constituindo 31% de todos os cancros invasivos nas mulheres e menos de 1% nos cancros do homem.
Idade: a incidência aumenta com a idade.
História pessoal e familiar de cancro da mama: o risco absoluto para doentes com um forte histórico familiar de cancro da mama foi de 2,0% e o risco relativo para a detecção do cancro de mama dada uma história pessoal foi de 1,42.
 Alterações genéticas: destaca-se alterações no cromossoma 17, onde se localiza o gene HER2 e, no cromossoma 13 onde se localiza o gene BRCA1, este último é um supressor tumoral. As mutações do gene BRCA-1 conferem um risco para toda a vida de 65 a 80% de cancro da mama hereditários.
Alterações da mama: mulher que apresente células mamárias anormais como hiperplasia atípica e carcinoma lobular in-situ tem aumentado risco de cancro da mama.
História reprodutiva: a nuliparidade e a primeira gravidez depois dos 30 anos aumenta o risco de ter cancro da mama.
Menarca precoce (antes dos 12 anos) e menopausa tardia (depois dos 55): longo período de tempo com a exposição a estrogénio aumenta risco.
Terapêutica hormonal de substituição: a toma de terapêutica hormonal de substituição durante cinco ou mais anos aumenta o risco.
Raça: maior incidência nas mulheres Caucasianas.
Radioterapia ao peito: radioterapia ao peito antes dos 30 anos aumenta o risco.
Densidade da mama: mulheres com tecido mamário denso têm maior probabilidade de desenvolver cancro da mama.
Obesidade depois da menopausa/ Dieta rica em gorduras: a ingestão de alimentos ricos em gordura animal e lacticínios ricos em gordura foi associado com um aumento de 33-36% no risco do cancro da mama.
Sedentarismo: a actividade física reduz o risco do cancro em 10-25%.
Bebidas alcoólicas: o álcool é um factor de risco, provavelmente por aumentar os níveis de estrógeno endógeno.
O peito normal
Os peitos de uma mulher são campo da gordura, do tecido (conexivo) de suporte e dos tecidos com as glândulas chamadas os lóbulos. Estes lóbulos são as glândulas do leite onde o leite materno é produzido. Estes são conectados ao bocal por uma rede de canais do leite.
Ambos Os peitos podem ser ligeira diferentes de se. Mudam ao longo da vida de uma mulher e sentem frequentemente diferentes em horas diferentes no mês devido às mudanças hormonais. Imediatamente antes dos períodos podem sentir que irregular e eles pode sentir mais macio, menor e mais relaxado como as idades da mulher.
Sob a pele, uma área do tecido do peito estende na axila (axilla). Isto é chamado a cauda do peito. As axila igualmente contêm uma colecção dos nós de linfa que são parte do sistema linfático. Há igualmente uns nós de linfa apenas ao lado do esterno e atrás das clavículas. Estes drenam os tecidos do peito e são afectados em doenças do peito e em circunstâncias inflamatórios. Os nós de linfa são conectados por uma rede das câmaras de ar linfáticas minúsculas. A Linfa corre através do sistema linfático.
Sintomas do cancro da mama
O Cancro da mama pode ter um número de sintomas mas geralmente mostras como uma protuberância ou engrossamento no tecido do peito. Outros sintomas comuns podem incluir a deformidade, as úlceras e a descarga do bocal.
Tipos de cancro da mama
Há diversas variedades de cancro da mama. Estes podem afectar as várias peças do peito. O Cancro da mama é dividido frequentemente em tipos não invasores e invasores.


Cancro da mama Não Invasor
O cancro da mama Não Invasor é sabido igualmente como pilhas in situ do cancro ou de carcinoma, ou pre-cancerígenos. Isto é visto nos canais do peito e não tem a capacidade para espalhar fora do peito. Este formulário do cancro mostra como uma protuberância no peito e é encontrado raramente geralmente em uma verificação rotineira acima com um mamograma. O tipo o mais comum de cancro não invasor é in situ de carcinoma ductal (DCIS).
Cancro Invasor
O cancro Invasor é mais agressivo e espalha fora do peito. O formulário o mais comum do cancro da mama é cancro da mama ductal invasor. Este tipo torna-se em torno dos canais do peito e esclarece-se aproximadamente 80% de todas as caixas do cancro da mama e é chamado às vezes “nenhum tipo especial”.
Outros tipos de cancro da mama
As variedades Menos comuns de cancro da mama incluem o cancro da mama lobular invasor, o cancro da mama inflamatório e a doença de Paget do peito.
Diagnóstico do Cancro da mama
O Cancro da mama está detectado na selecção rotineira usando mamogramas ou depois que uma protuberância do peito está continuada com investigações. Depois Que uma protuberância é encontrada que um ultra-som e um mamograma estão recomendados e uma amostra de tecido é tomada da protuberância usando a citologia Fina da aspiração da agulha (FNAC). Isto é analisado então para avaliar se as pilhas malignos estão presente e confirmam o diagnóstico do cancro.
O cancro está testado igualmente se contem os receptora da Hormona Estrogénica neste caso está denominado cancro do positivo do ER. Outros órgãos, abdómen, pulmões, cérebro, ossos etc. são examinados usando técnicas de imagem lactente como a varredura do CT e o MRI para detectar a propagação possível do cancro.



TRATAMENTO DE CANCRO DA MAMA
O tratamento do cancro da mama podem ser utilizados tanto no contexto neoadjuvante, adjuvante ou paliativo, a radioterapia, hormonoterapia, cirurgia e quimioterapia.
Cirurgia
A Cirurgia é uma das formas de tratamento mais comum no cancro da mama, tendo várias abordagens de acordo com a classificação do tumor:
a. Cirurgia conservadora (Tumorectomia): Excisão do tumor e de algum tecido circundante.
b. Mastectomia poupadora de pele: Remove-se a glândula mamária, poupando a pele que a reveste, de modo a facilitar a reconstrução mamária.
c. Mastectomia simples e total: Remoção de toda a mama, pele e mamilo com preservação dos músculos peitorais.
d. Mastectomia radical modificada ou Mastectomia de Patey: Remoção total da mama, pele e os gânglios axilares, preservando os músculos peitorais.
e. Mastectomia radical ou mastectomia radical de Halsted: Remoção total da mama, bem como os músculos peitorais, pele e os gânglios axilares. Apesar do sucesso terapêutico, este tipo de cirurgia era muito extensa, associada a um elevado risco de linfedema e deformação do peito e ombros. Por estes efeitos secundários este tipo de cirurgia não é utlizada atualmente (era utilizado essencialmente para tumores de estadio III). Os procedimentos cirúrgicos mais comuns incidem na mastectomia total e na cirurgia conservadora da mama seguida de radioterapia. A cirurgia conservadora é considerada a técnica cirúrgica alternativa à mastectomia na maioria das doentes com carcinomas ductais in situ (CDIS) e com carcinomas invasores em estados iniciais.
Radioterapia
A radioterapia tem demonstrado efeitos locais no cancro da mama, papel fundamental na terapêutica loco-regional, principalmente após cirurgia conservadora. Contudo, existem estudos que evidenciam que a eficácia da radioterapia no cancro da mama pode ser reduzida devido à falta de sensibilidade à apoptose celular, devido a hiperexpressão das proteínas Bcl-2 (B cell lymphoma proteína 2) e p53, pois actuam como inibidores da apoptose, em qualquer fase do ciclo celular.
Terapêutica Sistémica
·         Terapêutica Adjuvante
A terapêutica adjuvante é iniciada depois do tratamento principal, a cirurgia, diminuindo a incidência da disseminação da patologia. De acordo com o estudo Trialists, a terapia adjuvante para o cancro da mama pode aumentar a sobrevivência a longo prazo, prevenindo assim a recorrência da mesma.
·         Terapêutica Neoadjuvante
É um tratamento sistémico primário, usada na neoplasia avançada da mama, com o objectivo de diminuir o tamanho das neoplasias para possibilitar a realização da intervenção cirúrgica. A terapia neoadjuvante inclui quimioterapia e terapia hormonal. As mulheres com RE-negativo e HER2-positivo são as melhores candidatas a quimioterapia neoadjuvante.
Hormonoterapia
O tratamento preferencial do cancro da mama metastático com receptores hormonais positivos é a hormonoterapia.
Quimioterapia
A quimioterapia está indicada em caso de doença rapidamente progressiva ou muito sintomática. Os esquemas dos citostáticos disponíveis são os seguintes:
Capecitabina
Gemcitabina
Vinorelbina (oral e I.V)
Taxanos (Paclitaxel e Docetaxel)
5- FU (bólus ou contínuo)
Metotrexato (oral e I.V)
Mitoxantrona
Platinas (Cisplatina e Carboplatina)
Antraciclinas (Epirrubicina, Doxorrubicina ou Doxorrubicina lipossómica)

MÉTODO DE INSTRUMENTO
Trata-se de estudo prospectivo, transversal, exploratório e descritivo. A colecta foi realizada durante o tratamento mencionado. O instrumento de colecta de dados foi constituído de informações relativas à: identificação (iniciais, registo hospitalar e escolaridade), factores de risco (idade, antecedentes menstruais, obstétricos, pessoais e familiares, e hábitos de vida), conhecimento e utilização da mamografia. A verificação da relação entre conhecimento e realização das estratégias mencionadas, idade e escolaridade foi desenvolvida mediante a comparação simples das informações com base em frequências estatísticas.



BIBLIOGRAFIA
Ananya Mandal, DM: O cancro da mama. Brasil, 2007.
Joana Inácio Ribeiro: Carcinoma da mama: Estado-da-arte. Lisboa, 2014.
Portal de Oncologia, Português. O cancro da mama. Portal de Oncologia Português. [Online] 2016. [Citação: 24 de Outubro de 2016.] http://www.pop.eu.com/portal/publico-geral/tipos-de-cancro/cancro-da-mama/o-cancroda-mama.html.



CONOTAÇÃO

A partir das respostas obtidas e dos resultados do presente estudo, observamos que alguns factores de risco e protecção foram confirmados e outros refutados, o que pode ter sido ocasionado pela pequena população do estudo. O cancro da mama é um problema de saúde pública, pois apresenta uma alta incidência e mortalidade sobretudo na mulher. O rastreio do cancro da mama, permite o diagnóstico precoce, contribuindo para o aumento da incidência, no entanto a detecção precoce da patologia num amplo leque só pode aumentar substancialmente as hipóteses de sobrevivência. O elevado impacto familiar, social, económico e cultural desta doença são um desafio do ponto vista clínico e terapêutico. A optimização do tratamento é fundamental para a cura e a diminuição da mortalidade, bem como a melhoria da qualidade de vida do doente.