sábado, 14 de janeiro de 2017

benefícios do abacate

image: http://www.mundoboaforma.com.br/wp-content/uploads/2016/01/abacate-620x330.jpg
INTRODUÇÃO
Conhecido como abacate em Português, pêra de jacaré ou avocado em Inglês, aguacate ou palta em Espanhol, o abacate é um fruto, mas normalmente nos referimos a ele como um legume, uma vez que é muito utilizado em pratos salgados. O abacate é um fruto que traz muitos benefícios à nossa saúde. Para conseguir todos os benefícios, é importante incluir o abacate em uma dieta equilibrada: não adianta substituir as refeições por porções do fruto. Os efeitos no controlo do diabetes, colesterol e prevenção do reumatismo podem ser verificados depois de dois a três meses de consumo diário. Uma alerta, porém, como o abacate é muito calórico não devemos comer mais que três colheres por dia. Na base deste assunto relembra-se que o presente artigo fala sobre os benefícios do abacate assim com forme diz o tema, baseando-se aos aspectos nutritivos e vitaminosos.







BENEFÍCIOS DO ABACATE
As frutas podem auxiliar no processo de emagrecimento e proporcionar saciedade em momentos inoportunos. Enquanto a maioria delas é rica em carboidratos, o abacate é composto, em sua maior parte, por gorduras.
A princípio, essa característica pode parecer ruim, e por isso diversas pessoas evitam o seu consumo e excluem o abacate da lista de frutas permitidas em uma dieta, apenas pela fama criada sobre seu alto valor calórico, abrindo mão dos diversos benefícios do abacate para a saúde e boa forma.
Entretanto, os lipídeos presentes no abacate são muito saudáveis e a fruta pode ser uma ótima opção na estruturação de uma dieta balanceada.
Agora nós iremos esclarecer os benefícios do abacate para a nossa saúde, para que serve, quais as suas principais propriedades e você poderá compreender que de vilão ele não tem nada, muito pelo contrário, ele poderá melhorar sua qualidade de vida e ainda ajudar a manter a boa forma.
O abacate
O abacate é uma fruta originária do México e América Central, pertencente à espécie Persea americana. Hoje, graças às hibridizações, e milhares de anos de cultivo, existem inúmeras variedades da fruta, cujos principais produtores na actualidade são México, Chile, Estados Unidos, Indonésia, República Dominicana, Colômbia, Peru, Brasil, China e Guatemala.
Externamente, o abacate é verde vivo e conforme amadurece se torna mais escuro, quase preto. A polpa é verde-clara ou amarelada e tem textura cremosa. No interior encontramos um grande caroço, que é a semente do abacate.
Propriedades do Abacate
Um abacate pequeno, com 150g de polpa (1 xícara aproximadamente), fornece 240 calorias, 22g de gorduras, 13g de carboidratos, 3g de proteínas e 10g de fibras. Conseguimos perceber, portanto, que o abacate não é uma fruta de baixa carga calórica, mas o seu diferencial está na composição de suas gorduras. Quase 70% das gorduras encontradas no abacate são monoinsaturadas, a maioria de ácido oleico, e o restante é composto por gorduras poli-insaturadas (ômega-6 e ômega-3) e saturadas (ácido palmítico).
A sua proporção entre ômega-6 e ômega-6 é de mais de 10:1. Acredita-se que um desbalanceamento nessas proporções seja responsável por causar inflamação e algumas doenças. Autoridades em saúde de diversos países recomendam uma razão de 5:1, até 2:1 pode ser encontrado. Assim, apesar dos benefícios do abacate e das gorduras monoinsaturadas, para compensar a ingestão de ômega-6 presentes no abacate é importante buscar fontes ricas em ômega-3.
A quantidade de fibras presente no abacate também impressiona. 10g correspondem a 40% de toda a quantidade de fibra recomendada diariamente.
Além dos macronutrientes, o abacate contém uma variedade muito grande de vitaminas e minerais. Destacam-se as vitaminas do complexo B, vitamina C, vitamina A, vitamina E, vitamina A, cobre, manganês, magnésio, fósforo, potássio e zinco.
Valores calóricos
O valor calórico do abacate é alto? Sim, mas é importante refletir sobre as escolhas feitas para suas refeições; analise os alimentos selecionados para sua alimentação e busque substituições funcionais a seu organismo.
O abacate contém em média 180 calorias em 100 gramas. Ele possui gorduras? Sim, mas são gorduras boas. São as gorduras monoinsaturadas, fundamentais para controlar o colesterol e reduzir as triglicérides. Ele ainda é indicado para o tratamento de doenças cardiovasculares e prevenção das mesmas.
Antioxidantes carotenoides
A fruta auxilia na absorção de licopeno e betacaroteno, pois os carotenoides são solúveis na gordura que o abacate pode oferecer. Eles poderão auxiliar e preservar as células de seu corpo. Esse benefício pode ser obtido a partir da inserção de pelo menos 150 gramas de abacate em tradicionais saladas. Esse resultado também pode ser conquistado com a adesão do óleo de abacate, que você pode adquirir em lojas de produtos naturais.
Abaixo você poderá conhecer os principais antioxidantes carotenoides contidos no abacate:
·         Alfacaroteno;
·         Betacaroteno;
·         Betacriptoxantina;
·         Luteína;
·         Neoxantina;
·         Violaxantina;
·         Zeaxantina.
Fonte rica de nutrientes e vitaminas 
O abacate é um tesouro de vitaminas e nutrientes importantes para o equilíbrio de um organismo. Ele é rico em sais minerais como Potássio, Ferro, Cálcio e Magnésio. Você poderá usufruir de diversos benefícios do abacate, que veremos mais abaixo, através das vitaminas A, C, E, K e vitaminas de complexo B.
Para que serve o abacate
O abacate é muito consumido na forma fresca, batido com leite ou amassado, muitas pessoas acrescentam açúcar ou limão. Já no exterior, a forma mais popular de uso do abacate é em receitas salgadas – a mais comum é na preparação da guacamole, um molho de origem mexicana que além de abacate leva também cebolas, tomates, coentro, suco de limão e outros temperos.
Pode ainda ser utilizado como substituo de óleos e gorduras em algumas receitas, passado em pães e torradas, na preparação de sanduíches e para dar um toque especial em saladas.
Incluir o abacate na alimentação pode trazer inúmeros benefícios devido à sua composição nutricional, rica em gorduras “amigas” e fitonutrientes saudáveis.
Existem muitos benefícios do abacate, vejamos a seguir quais são eles.
Benefícios do abacate para a saúde e boa forma
1. Aumenta a absorção de Carotenoides
Muitos alimentos possuem pigmentos de coloração vermelha ou alaranjada em sua composição, que são os chamados carotenoides. Exemplos são batata-doce, mamão, cenoura, manga, espinafre, beterraba e brócolis.
No organismo humano, os carotenoides atuam como antioxidantes e precursores da vitamina A, que é essencial para a saúde ocular. Por ser lipossolúvel, a absorção dessas substâncias é potencializada pela presença de gorduras na refeição, porém, os alimentos que as contêm são muito pobres em lipídicos. Assim, pesquisadores estudaram a associação entre a absorção de carotenoides presentes naturalmente nos alimentos à ingestão conjunta de abacate.
O abacate é rico em gorduras saudáveis e potencializou a absorção dos carotenoides em 2 a 6 vezes em comparação à refeição sem abacate. Além da absorção, o abacate indicou melhorar também a conversão dos carotenoides em vitamina A.
Além disso, o próprio abacate contém carotenoides. O mais abundante é a crisantemaxantina, mas também são encontrados neoxantina, transneoxantina e luteína, como foi visto mais acima.
Podemos concluir, portanto, que além das suas propriedades intrínsecas, o abacate pode nos ajudar a extrair o melhor de outros alimentos também, melhorando a absorção desses compostos vegetais.
2. Poder anti-inflamatório
Você que convive com inchaços, desconfortos e vermelhidões devido a artroses, reumatismos e gotas, frequentemente é aconselhado por médicos a adoptar uma dieta regular para auxiliar no tratamento, não é verdade? Então tente adicionar o abacate a suas refeições. Ele será muito eficiente nos resultados e reduzirá os impactos em sua saúde e no corpo.
O benefício pode ser reconhecido pelo efeito positivo do abacate sobre o colesterol HDL, considerado colesterol bom, responsável pela protecção das artérias, e não pela destruição dessas. Ele pode auxiliar na dilatação das artérias e em diversas mudanças corporais benéficas para o funcionamento equilibrado e regular de seu organismo. Esse benefício do abacate é proporcionado pela vitamina E, que induz as gorduras a assumirem poder anti-inflamatório.
A artrite é uma doença inflamatória que afecta muitas pessoas e leva à dor intensa nas articulações e outros problemas. Os componentes do abacate, como as gorduras monoinsaturadas, fitoesteróis, vitaminas E e C, além dos carotenoides, ajudam a combater a inflamação causada pela artrite melhorando a qualidade desses pacientes.


3. Reduz estresse
O abacate contém uma substância chamada glutationa, a qual reduz os efeitos do cortisol, hormônio característico do estresse. O excesso desse hormônio também dificulta o processo de redução de peso. A glutationa também beneficia a desintoxicação de seu organismo e melhora o funcionamento de seu fígado, fazendo assim da melhor eliminação de toxinas mais um dos benefícios do abacate.
4. Melhora a saúde cardiovascular
Incluir o abacate a uma dieta balanceada tem mostrado ser eficaz na prevenção e combate a diversas doenças cardiovasculares, melhorando os níveis de colesterol ruim (LDL) e diminuindo o nível de estresse oxidativo na corrente sanguínea.
Um dos factores que contribuem para esses benefícios do abacate é a sua composição lipídica, como as gorduras monoinsaturadas, especialmente o ácido oleico, que representa 68% da gordura presente na fruta e em muitas pesquisas foi associado a efeitos benéficos sobre a saúde cardiovascular, além de melhorar a função cerebral e proporcionar um melhor crescimento e renovação das células. Essa concentração aproxima a composição do abacate a óleos muito saudáveis como o azeite de oliva.
Outros componentes muito importantes são os fitoesteróis, que incluem o beta-sitosterol, campesterol e estigmasterol. Eles têm um papel anti-inflamatório importante, o que também beneficia a prevenção de complicações vasculares.
Outras substâncias importantes são os antioxidantes que incluem os carotenoides, vitamina E e vitamina C e outros componentes com efeito anti-inflamatório, as catequinas e procianidinas, que são flavonoides.
Acredita-se que esses benefícios possam ser obtidos através do consumo regular de aproximadamente uma xícara ou uma unidade pequena de abacate e sempre associado a uma dieta adequada, equilibrando a quantidade e qualidade das gorduras ingeridas.
5. Anti-câncer
A substância responsável por esse poder é a glutationa, já descrita anteriormente. Ela é capaz de agir como bloqueadora de pelo menos 30 agentes cancerígenos distintos. 


6. Controle do colesterol
O abacate proporciona o aumento do colesterol HDL, considerado o colesterol bom, e a redução do colesterol LDL, o colesterol ruim. Ele reduz a quantidade do hormônio beta-sitosterol e é capaz de inibir a absorção do colesterol dietético.
7. Fluxo intestinal regular
Sabemos que um intestino com fluxo regular é mantido com o consumo de muitos alimentos funcionais. O bom funcionamento do intestino é mais um dos benefícios do abacate, vindo das fibras contidas no fruto.
8. Inibe o apetite e emagrece
Os benefícios do abacate se estendem à perda de peso. Ele é extremamente rico em fibras, uma porção de 150g contém 10g desse nutriente que é essencial em dietas para emagrecimento, pois ajuda no funcionamento intestinal, confere saciedade por um tempo prolongado e ainda ajuda a reduzir picos de glicose e os níveis de colesterol sanguíneo.
Uma pesquisa publicada no Nutrition Journal mostrou que pessoas que comeram metade de um abacate junto com a refeição do almoço tiveram 40% menos vontade de comer algumas horas depois. A inclusão de guacamole aos pratos das principais refeições também parece ter esse efeito.
As gorduras monoinsaturadas, que são abundantes no abacate, são associadas à redução da gordura abdominal, que é a mais perigosa em termos de fator de risco para o desenvolvimento de doenças relacionadas ao sobrepeso.
O abacate ainda contém baixa quantidade de carboidratos, além de ter um índice glicêmico bastante baixo. Isso evita picos de glicemia e insulina, cujo resultado rebote, após o armazenamento da glicose como glicogênio ou gordura, é o desencadeamento de mais fome.
Assim, apesar da alta concentração de gorduras e calorias, ao adicionar o abacate a uma dieta adequada, ele irá te ajudar na perda de peso. Mas exige-se prudência em sua ingestão. Indica-se o consumo máximo de meio abacate por dia.
9. Regula a menstruação
Você pode utilizar o abacate para regular seu ciclo menstrual. Indica-se a ingestão de chás feitos com as flores por exemplo; você pode consumir em torno de 2 a 4 vezes durante o dia. Um ciclo menstrual sob controle proporcionará também a redução dos efeitos da TPM (tensão pré-menstrual).
10. Melhora a visão
Existem benefícios do abacate para a saúde de sua visão proporcionados pela vitamina A contida no fruto.
11. Proporciona melhor saúde a seus cabelos
Há benefícios do abacate também aos seus cabelos, você poderá livrar-se dos incómodos de caspas, proporcionar força a eles e ainda auxiliar na prevenção de calvice.
12. Sono garantido
O abacate pode ser o aliado que você buscava para conquistar as noites perfeitas de sono que precisava. As vitaminas de complexo B como a B3 são capazes de equilibrar os hormônios responsáveis pelo equilíbrio de substâncias responsáveis pelas actividades cerebrais do sono. O ácido fólico também alimenta neurotransmissores responsáveis pela saúde do sono.
13. Evita o envelhecimento precoce e trata a pele
O poder dos antioxidantes pode reduzir os efeitos maléficos causados pelos radicais livres à pele. A renovação constante das células oferece mais vitalidade e saúde aos seus tecidos. Sua pele poderá permanecer mais tempo hidratada e cheia de nutrientes. O óleo de abacate é muito procurado por esses benefícios do abacate.
Você com certeza já viu inclusive receitas de máscaras caseiras de abacate para uma pele mais bonita. Isso se deve ao fato de que os nutrientes presentes na fruta, como as gorduras boas e as vitaminas ajudam a manter a hidratação da pele, a vitalidade e elasticidade. O ácido oleico ajuda a reduzir a irritação e vermelhidão da pele e melhorar a sua capacidade de reparação. A ingestão adequada desse ácido graxo ajuda a regular a produção de sebo pela pele, melhorando quadros de acne e pele oleosa.
Vitamina E e carotenoides ajudam a evitar os danos oxidativos que levam à formação de rugas e linhas de expressão, e a vitamina C participa na produção de colágeno e elastina, os principais componentes estruturais da pele.

14. Ajuda na construção de massa muscular
Quando comparado às outras frutas, o abacate se destaca por oferecer 2 gramas de proteínas em 100 gramas da fruta. Como sabemos, as proteínas são fundamentais para o ganho de massa magra e hipertrofia.
Um estudo submeteu por 3 semanas dois grupos a dois tipos de dieta, uma rica em gorduras saturadas (ácido palmítico) e a outra rica em gorduras monoinsaturadas (ácido oleico) que continham as mesmas quantidades de calorias. O resultado demonstrou que a disposição para actividade física foi quase 14% maior no grupo que seguiu a dieta rica em ácido oleico. Eles mantiveram um metabolismo mais acelerado após as refeições. Assim, o abacate ainda pode fornecer uma energia extra, a partir de fontes lipídicas muito saudáveis, para os treinos intensos requeridos para a construção de músculos.
O consumo regular desse tipo de gordura também está associado a uma melhora na síntese de testosterona e hormônio do crescimento, dois factores importantes para a síntese proteica na musculatura, inclusive para mulheres.
Se você buscar o ganho de massa magra, pode então adicionar o abacate ao seu plano alimentar, mas lembre-se de controlar o consumo.
15. O abacate ajuda a regular o metabolismo da glicose
Como já citamos, o abacate contém uma baixa carga de carboidratos e um baixo índice glicêmico, o que minimiza a geração de picos de glicemia e insulina e por si só já são factores que fazem com que ele seja um óptimo alimento para portadores de diabetes ou mesmo para não diabéticos que querem se beneficiar da manutenção de baixos níveis de açúcar no sangue. A presença de altas quantidades de fibras também é um factor que ajuda nesse controle.
Estudos mais profundos ainda são necessários, mas algumas pesquisas apontam uma redução nos níveis de insulina e melhor regulação da glicemia depois de uma refeição com o consumo de abacate.
Também está sob investigação a acção de um poliol presente no abacate chamado perseitol, que, ao contrário dos açúcares comuns, leva a uma supressão da liberação de insulina na corrente sanguínea.
Além disso, o abacate é rico em vitamina K, que tem papel fundamental na coagulação sanguínea. Estudos indicam que pessoas que ingerem mais dessa vitamina têm chances 19% menores de desenvolver diabetes. Os voluntários foram acompanhados por 10 anos.
Algumas Dicas ao Consumir Abacate
·         Os fitonutrientes do abacate estão mais concentrados em partes que geralmente não comemos, que são a casca e a semente, ou caroço. Na parte da polpa mais próxima à casca podemos encontrar mais nutrientes do que nas partes centrais, por isso recomenda-se que ao descascar, seja aproveitada o máximo possível essa polpa próxima à casca. Uma forma de fazer isso é descascando com as mãos, como uma banana. Para isso, basta cortar o abacate longitudinalmente em quatro partes e depois puxar a casca com o indicador e o polegar. Isso irá preservar boa parte da polpa que tem uma coloração mais escura e é rica em fitonutrientes presentes também na casca.
·         Pessoas com alergia ao látex devem consultar um médico antes de consumir abacate, pois há o risco de hipersensibilidade também à fruta.
·         O abacate verde deve ser mantido à temperatura ambiente. Para acelerar o amadurecimento, pode ser colocado em um saco ou envoltório de papel.
·         Ao amadurecer, o abacate fica com a casca mais escura e macio ao ser levemente pressionado.
·         As frutas maduras devem ser mantidas na geladeira. Se já estiver cortada, é interessante manter em um recipiente fechado e pingar algumas gotas de vinagre ou limão na superfície para evitar a oxidação da polpa.
·         Ao adicionar o abacate a receitas quentes, recomenda-se que seja preparado com a menor temperatura e menor tempo possível, para evitar os danos da alta temperatura aos ácidos graxos saudáveis.
·         De forma geral, os abacates menores tendem a ser mais ricos em gordura do que os maiores.



CONCLUSÃO
O abacate é uma fruta que traz muitos benefícios à nossa saúde.   Para conseguir todos os benefícios, é importante incluir o abacate em uma dieta equilibrada: não adianta substituir as refeições por porções da fruta.
Os efeitos no controle da diabetes, colesterol e prevenção do reumatismo podem ser verificados depois de dois a três meses de consumo diário. Um alerta, porém: como o abacate é muito calórico não devemos comer mais que três colheres por dia.





BIBLIOGRAFIA
Patrícia Leite: Os benefícios do abacate. Disponível em: http://www.mundoboaforma.com.br/15-beneficios-do-abacate-para-que-serve-e-propriedades/. Acesso aos 19 de Setembro de 2016.




banana

Banana
Nomes populares: Banana, pacoba, pacova, inajá.
Vitaminas A, B e C são alguns dos nutrientes presentes na banana. A presença de três tipos diferentes de açúcares naturais, sacarose, frutose e glicose, fazem com que seja uma ótima fonte de energia para o organismo, fornecendo 90 calorias a cada 100 gramas. Essa é uma fruta perfeita para abaixar o nível da pressão sanguínea por ter uma alta quantidade de potássio e uma pequena de sal. Também é rica em fibras dietéticas, o que ajuda bastante na digestão. Além disso, ajuda no fortalecimento dos ossos por causa do Cálcio e do Magnésio presentes. Como é rica em Ferro, previne a anemia já que o mineral auxilia na produção de hemoglobina. A banana também tem o benefício de reduzir estresse e depressão e melhora a visão graças a Vitamina A e ao betacaroteno. Ainda contém diversos outros sais minerais como Manganês, Zinco, Fluoreto.
Para quem busca a manutenção do peso, a banana é ideal quando consumida sem exageros. Sua grande quantidade de fibras alimentares ajuda a manter uma sensação de saciedade e seu baixo índice calórico ajuda uma pessoa a manter a forma. Além de crua, pode ser preparada frita, cozida e assada, também podendo ser adicionada a batidas com leite e com cereais matinais. A adição de aveia à banana amassada a deixa deliciosa e ainda mais nutritiva. É excelente também consumir banana após atividades físicas por repor os nutrientes.
Existem diferentes tipos de banana: nanica, maçã, prata, da terra. Todas contêm, basicamente, as mesmas propriedades nutricionais. O que as diferencia é o sabor, aroma e textura. Além de ser consumida, a banana e a bananeira têm um uso medicinal. As flores da árvore podem ser usadas para bronquite e quando cozidas para ajudar a diabetes. As folhas, em compressas, podem também auxiliar quando há queimaduras.


autoestima

INTRODUÇÃO

A auto-estima é o julgamento, a apreciação que cada um faz de si mesmo, sua capacidade de gostar de si. O caminho mais viável para uma auto-avaliação positiva é o autoconhecimento. Conhecer seu próprio eu é fundamental, pois implica ter ciência de seus aspectos positivos e negativos, e valorizar as virtudes encontradas. Este diálogo interior requer um voltar-se para si mesmo, a determinação de empreender essa jornada rumo à essência do ser, deixando um pouco de lado o domínio do ego.

AUTO-ESTIMA

A auto-estima é um sentimento; que a criança não nasce com auto-estima, mas que tal sentimento pode ser desenvolvido durante a vida da pessoa; que, como qualquer outro sentimento, ela é o produto de contingências de reforçamento, contingências essas que os pais podem apresentar para a criança, desde que devidamente orientados sobre como fazê-lo.
Que contingências produzem, então, auto-estima? A auto-estima é o produto de contingências de reforçamento positivo de origem social. Assim, sempre que uma criança se comporta de uma maneira específica, e os pais a consequenciam com alguma forma de atenção, carinho, afago físico, sorriso (cada uma dessas manifestações por parte dos pais pode ser chamada de reforço social generalizado positivo ou consequência positiva), estão usando contingências de reforçamento positivo, estão gratificando o filho.
Por outro lado, toda vez que uma criança se comporta e os pais a repreendem, a criticam, se afastam dela, não a tocam, nem conversam com ela (cada uma dessas manifestações por parte dos pais pode ser chamada de estímulo aversivo ou consequência negativa), estão usando contingências coercitivas ou punindo o filho. A primeira condição aumenta a auto-estima, a segunda a diminui. O uso de contingências reforçadoras positivas apresenta várias vantagens:
1. Fortalece os comportamentos adequados do filho que são consequenciados dessa forma;
 2. Produz maior variabilidade comportamental, pode-se dizer que a criança fica mais criativa;
3. Desenvolve comportamentos de tomar iniciativa;
4. Produz sentimentos bons, tais como satisfação, bem-estar, alegria, auto-estima etc..
O fundamental para o desenvolvimento da auto-estima é o reconhecimento que os pais expressam ao filho pelos seus comportamentos. Assim, é importante salientar o você na frase que explicita o elogio e não apenas o comportamento: “Você me deixou feliz com seu boletim” é muito melhor que “As notas do seu boletim me deixaram feliz” etc.. Note que em todas as frases há um elogio, uma forma de reforçamento positivo social; no entanto, algumas frases destacam a pessoa que emitiu o comportamento. É esse tipo de comunicação que melhor desenvolve a auto-estima, uma vez que dá destaque à pessoa e não ao comportamento.
O reconhecimento do outro não desenvolve, como se poderia imaginar, dependência na pessoa que foi elogiada. Pelo contrário, sentindo-se amada pelo outro, ela aprenderá a amar a si mesma, e, a partir deste processo de vivência comportamental, vai se diferenciando das outras pessoas e se tornando independente: ela se ama, aprende que é bom ser amada pelo outro, mas não precisa ser amada por ninguém em particular (pois se precisasse, então, existiria a dependência).
A pessoa com boa auto-estima aprende a exercitar o auto-reconhecimento: discrimina que é capaz de emitir comportamentos e que é capaz de produzir consequências reforçadoras para ela (por exemplo, pensamentos que explicitam auto-reconhecimento poderiam ser: “Eu sabia que ia dar certo: planejei com cuidado todos os detalhes da festa. Foi um sucesso, super divertida.”; “Tenho treinado com afinco para a maratona. Meu tempo na prova foi um prémio merecido pelo meu esforço.”). Ela é livre do outro para produzir o que é bom para ela (embora possa ter com o outro o que for bom para ambos, mas sem dependência). Ela promove para si mesma o que é bom para ela, simplesmente porque se ama.
Os pais não deveriam, no entanto, esperar pela ocorrência dos comportamentos desejáveis, mas participar directa e activamente do processo de modelagem e instalação de tais repertórios comportamentais. Assim, é essencial que as consequências reforçadoras sejam dadas também sem que os pais prestem atenção às contingências. Na prática, isso significa que qualquer comportamento pode ser conseqüenciado, excepto aqueles muito inadequados, que oferecem perigo para a criança ou para pessoas que a cercam.

As vertentes da auto-estima

A auto-estima se forma ao longo da infância, com base na educação e no tratamento recebido dos familiares, amigos e professores. É muito importante o ambiente, o contexto em que a criança cresce, pois este meio pode edificar ou destruir a confiança do infante em si mesmo. Se os pais tornam a criança um ser dependente, ela pode se tornar imbuída de falsas crenças, o que contribui para sua baixa auto-estima. Segundo a psicologia, a auto-estima pode abranger o que se chama de crenças auto-significantes – “Eu sou inteligente/ignorante” -, emoções auto-significantes agregadas – segurança/insegurança – e traços de comportamento. Ela pode ser um aspecto definitivo da personalidade ou um estado emocional passageiro.
Se a criança tem uma capacidade inata para o aprendizado e é produtiva na escola, isto contribui automaticamente para sua auto-estima. Nessa relação com a esfera educativa, incluindo o relacionamento com os colegas, vê-se este sentimento se desenvolver bem cedo. Neste momento a criança é facilmente influenciada e moldada pelos que a cercam, especialmente os pais, que são para ela o modelo de comportamento, a imagem em que ela se reflecte. Assim se formam os elos de amor ou de ódio, que reflectirão imediatamente na formação da sua auto-estima. Se os filhos crescem em um ambiente depreciativo, em meio a zombarias e ironias, sua auto-imagem será naturalmente inferior. Esse mesmo padrão pode se repetir na escola e com o círculo de amigos, o que reforçará este sentimento.
Há caminhos que se pode seguir para elevar a auto-estima. Um deles, talvez o mais importante, já foi citado, o autoconhecimento. Também é necessário cuidar da aparência física, para que se tenha prazer de olhar no espelho, saber valorizar nossas qualidades, deixando de super estimar os defeitos, aprender com as vivências experimentadas ao longo da vida, saber desenvolver por si mesmo amor e carinho, ouvir a intuição e acreditar que se tem o merecimento de ser feliz, de ser amado, bem como desfrutar os prazeres mais simples da vida, mas que efectivamente nos fazem felizes. Assim o indivíduo receberá mais tranquilamente os elogios e afectos, e aprenderá a retribuí-los, diminuirá sua ansiedade, terá mais coerência em seus sentimentos, que estarão sintonizados com seu discurso, não terá tanta necessidade de receber a aprovação alheia, será mais flexível, sua autoconfiança crescerá, bem como seu amor-próprio, sua produtividade profissional será incrementada e, acima de tudo, ele sentirá uma intensa paz interior.



A AUTO-ESTIMA RESUMIDAMENTE

1. Auto-estima é um sentimento aprendido e desenvolvido durante a vida da pessoa;
2. Auto-estima é produzida por uma história de reforçamento positivo social, em que a pessoa tem seus comportamentos reforçados pelo outro;
3. Auto-estima decorre de relações inter-pessoais em que a pessoa, e não apenas seus comportamentos, é reconhecida pelo outro como reforçadora;
4. Auto-estima passa a ser mantida e desenvolvida pela própria pessoa, à medida que ela aprende com o outro o auto-reconhecimento e a observar seus comportamentos e as consequências reforçadoras positivas que eles produzem;
5. Auto-estima só se desenvolve a partir da inserção da pessoa num contexto social e esse desenvolvimento é proporcional à capacidade do meio social (dos pais, família etc.) de prover reforçadores positivos para seus membros (filhos, por ex.);
6. Auto-estima se desenvolve quando os pais têm como prioridade o filho e não os comportamentos do filho; assim sendo, reforçam comportamentos que lhe são reforçadores, mas também comportamentos dos filhos, que, mesmo não produzindo reforçadores para os pais, são importantes para os filhos;
7. Auto-estima se desenvolve quando os pais reforçam os comportamentos do filho sem atentar para as contingências;
8. Auto-estima se desenvolve, exclusivamente, a partir de contingências sociais reforçadoras positivas amenas. Punições, contingências coercitivas em geral ou contingências muito intensas não contribuem para desenvolver auto-estima;

CONCLUSÃO

Concluindo diz-se que a auto-estima está associada à possibilidade da pessoa de sentir-se livre, de sentir-se amada, de tomar iniciativas e de apresentar criatividade (variabilidade comportamental que produz reforços positivos). Essa possibilidade é criada pelas contingências positivas e amenas fornecidas pelos pais.




BIBLIOGRAFIA

HÉLIO JOSÉ GUILHARDI: Auto-estima, autoconfiança e responsabilidade. 2009



ÍNDICE



TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS

ÍNDICE
INTRODUÇÃO.. 1
TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS.. 2
As teorias construtivistas. 2
Epistemológica genética (Piaget) 4
A psicogénese da escrita (Ferreiro) 7
Pensamento e linguagem (Vygotsky) 9
CONCLUSÃO.. 11
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.. 12



INTRODUÇÃO

Construtivismo é uma das correntes empenhadas em explicar como a inteligência humana se desenvolve partindo do princípio de que o desenvolvimento da inteligência é determinado pelas acções mútuas entre o indivíduo e o meio. A ideia é que o homem não nasce inteligente, mas também não é passivo sob a influência do meio, isto é, ele responde aos estímulos externos agindo sobre eles para construir e organizar o seu próprio conhecimento de forma cada vez mais elaborada.
Dessa forma pode-se dizer que o conhecimento consiste numa reestruturação de saberes anteriores, mais que na substituição de conceitos por outros. A passagem de uma didáctica centrada na transmissão do conhecimento para outra baseada na sua construção não nasce de um dia para outro. Assim, as abordagens construtivas para qual contribuíram os trabalhos de Piaget, Vygotsy, Ferreiro e outros, domina este conjunto com intuito de melhor percepção no que tange à teoria construtivista.



1.    TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS
Dominar os conhecimentos históricos relacionados com a arte-educação é de fundamental importância como subsídio para uma acção transformadora no ensino e na aprendizagem da arte na actualidade.
A busca de propostas contemporâneas para tratar das questões do ensino-aprendizagem, nas instituições de ensino formal, vem sendo uma das principais preocupações dos arte-educadores brasileiros nas duas últimas décadas. Como afirma BARBOSA (1989, p. 14):
[...] um dos instrumentos de conscientização dos educadores poderá se constituir na análise do sistema educacional, que numa sociedade dependente, de acordo com Berger, "necessariamente tem que ser histórica", porque a análise histórica atravessa o processo de transformação, modernização e inovação do sistema educacional.
Ao analisar as tendências pedagógicas que influenciaram e continuam influenciando o ensino-aprendizagem da arte, teremos condições de escolher qual a prática educativa mais adequada como caminho a seguir neste novo milénio.
Para compreendermos e assumirmos melhor as nossas responsabilidades como professores de Arte, é importante saber como a arte vem sendo ensinada, suas relações com a educação escolar e com o processo histórico-social. A partir dessas noções poderemos nos reconhecer na construção histórica, esclarecendo como estamos actuando e como queremos construir essa nossa história. (FUSARI e FERRAZ, 1992, p. 20-21).
Muito já se escreveu sobre as tendências pedagógicas relacionadas à nossa prática em sala de aula, portanto, neste estudo não é intenção discuti-las aprofundadamente, mas sim retomá-las como base para a compreensão e reflexão sobre a situação em que se encontram o ensino e a aprendizagem da arte na actualidade.
1.1.       As teorias construtivistas
A aprendizagem construtivista é simplesmente o processo de ajustamento do nossos modelos mentais para incluir e organizar novas experiências.


Princípios do Construtivismo:

- A aprendizagem é uma procura de sentido. Como tal, deve começar com tópicos à volta dos quais o indivíduo esteja activamente interessado em construir sentido.
- O sentido requer a compreensão tanto do todo como das partes. As partes devem ser compreendidas no contexto do todo. Por isso a aprendizagem deve focar-se em conceitos primários e não em factos isolados.
- Para ensinar bem, o professor tem de compreender os modelos mentais que os alunos utilizam para interpretar o mundo e os pressupostos que estão por detrás desses modelos.
- O objectivo da aprendizagem é que o aluno construa o seu próprio sentido, não é memorizar as respostas “certas” e reproduzir o sentido de outra pessoa.
- Visto que a educação é inerentemente interdisciplinar, a única maneira válida de avaliar a aprendizagem é integrar o processo de avaliação no próprio processo de aprendizagem, assegurando que o aluno receba informação sobre a progressão na sua própria aprendizagem.
Estilos de Aprendizagem:
- Cada aluno define o seu próprio estilo de aprendizagem, aprendendo o que se quer, como e onde se quer;
- É através deste estilo pessoal de aprendizagem que adquirimos a experiência de vida;
- Centra-se no ser humano, na sua singularidade, nos seus motivos e nos seus interesses;
- A aprendizagem é determinada pelo melhor processo que cada indivíduo encontra para reter novos conhecimentos, novas experiências;
- Aprendizagem como algo espontâneo.
Princípios Psicopedagógicos:
- A preocupação central não deve ser com o ensino, mas sim com a aprendizagem numa perspectiva de desenvolvimento do aluno;
- Centrar a aprendizagem no aluno e nas suas necessidades, na sua vontade e nos seus sentimentos;
- Desenvolver no aluno a responsabilidade pela auto-aprendizagem e incutir-lhe o espírito de auto-avaliação;
- Centrar a aprendizagem em actividades e experiências significativas para o aluno;
- Desenvolver no seio do grupo relações interpessoais baseadas na empatia;
- Ensinar também a sentir e não apenas a pensar;
- Ensinar a aprender;
- Criar no seio do grupo uma atmosfera emocional positiva, que ajude o aluno a integrar novas experiências e novas ideias;
- Promover a aprendizagem activa, orientada para processos de descoberta, autónomos e reflectidos.
Técnicas de Ensino:
- Ensino individualizado;
- Discussões;
- Debates;
- Painéis;
- Simulações;
- Jogos de Papéis;
- Resolução de Problemas.
1.1.1.   Epistemológica genética (Piaget)
A teoria epistemológica de Jean Piaget sobre a aquisição de linguagem desenvolve-se na abordagem cognitivista construtivista, pois para ele o aparecimento da linguagem se dá na superação do estágio sensório-motor dependendo do desenvolvimento da inteligência da criança, com a união dos factores: conquista cognitivista e a inteligência sensória e motora surge na criança a possibilidade de adoptar símbolos, surgindo portanto, o desenvolvimento linguístico, já que para Piaget a linguagem é entendida como um sistema simbólico de representações.
As ideias de Piaget sobre a aquisição da linguagem são muito simples, apesar de terem revolucionado o estudo da linguagem como também do pensamento das crianças, seus estudos centravam-se apenas nas características das crianças, naquilo que ela têm e não, nas suas deficiências com relação aos adultos. Para ele assim como também para os behavioristas a criança adquire sua linguagem através de suas relações com o meio. O ponto forte de sua teoria é a revelação e a classificação de novos fatos, sempre evitando a generalização para não correr o risco da coexistência de duas posições opostas, da dualidade que ocorre em consequência da grande incompatibilidade entre as teorias. Piaget considera o egocentrismo, que para ele ocupa uma posição genética, como o elo de ligação de toda a característica lógica das crianças, como também uma estrutura intermediário entre o pensamento autístico e o pensamento dirigido.
Piaget relaciona a linguagem a cognição. Para ele a linguagem é adquirido através da experiência da criança com meio físico e de forma integracionista. Diferenciando dos empiristas, por acreditarem que a linguagem não construída por ela, mas, fora do organismo e também do interaccionismo de Vygotsky, que considera o adulto como criador da intenção comunicativa. Para Piaget,  "a criança como todo ser vivo tende a aumentar seu controle sobre o meio colocando-o a seu serviço",(MIZUKAMI: P.) mas isto "obedece a um grau de operatividade-moutora, verbal e mental - de acordo com nível do estágio de desenvolvimento", portanto em cada período a criança, desenvolve um grau maior de inteligência facilitando assim a linguagem ou seu melhoramento.
"Com efeito, nenhum conhecimento se deve somente às percepções, pois estas são sempre dirigidas e enquadrado por esquemas de acções. O conhecimento procede pois das acções, e toda acção que se repete ou se generaliza por aplicação ao novos objectos gera, por isso mesmo, um "esquema", ou seja, uma espécie de conceito práxico. A ligação fundamental constitutiva de todo o conhecimento não é, portanto, uma "simples associação" entre objectos mas a assimilação dos objectos ao esquema do individuo (Piattelli- Palmarini, 1983, p. 32).
O estudo psicogénese dos conhecimentos feitos por Piaget evidenciou a existência de estágios que parecem testemunhar a favor de uma construção continua de novidades no desenvolvimento. O qual a criança desenvolve capacidades necessárias para o estágio seguinte, provocando mudanças significativas no desenvolvimento.
O primeiro passo seria constituição de uma loja de acções, através de uma inteligência que trabalha a percepções (simbólicas) e das acções (motor) através dos deslocamentos do próprio corpo (período sensório-motor). É uma inteligência voltada para a prática. Já no final desse período sua linguagem vai da repetição de sílabas a palavra - frase ("água" para dizer que quer beber água) já que não representa mentalmente o objecto e as acções, pois para ele o objecto só existe se estiver no seu campo visual. Sua conduta social, neste período, é de isolamento e indiferenciação (o mundo é ela). Por isso é que a criança chora quando alguém esconde um brinquedo dela ou quando a mãe sai do seu campo visual.
O segundo é o Pré-operatório, onde dos dois anos a quatro anos, aproximadamente, surge a função dos sistemas de significação que permite o surgimento da linguagem. Podendo criar imagens mentais na ausência do objecto ou da acção, é o período do faz de conta, no jogo simbólico com a capacidade de formar imagens mentais transformar o objecto em outro que lhe traga prazer, satisfação, como por exemplo, brincar com uma caixa fazendo de conta que é um carrinho ou com uma escova de cabelo fazendo de conta que é um microfone. É também o período que ela dá alma aos objectos ("O meu carrinho está dormindo", "a minha boneca está comendo comidinha"). A linguagem está a nível de monólogo colectivo, ou seja, todas falam ao mesmo tempo sem fazer relações com a fala das outras, ou seja, dizem frases que não tem relação com a frase que a outra está dizendo. Daí a ideia de fala egocêntrica ou centralizada, conversa consigo mesmo, sem ter interacção comunicativa, pois não há preocupação com o interlocutor. Já dos 4 anos aos 7 anos, a criança deseja explicações para os fenómenos. É a "idade dos porquês", pois ela pergunta o tempo todo. Esse pensamento continua centrado no seu próprio ponto de vista quando a linguagem não mantém uma conversação longa, mas já é capaz de adaptar sua resposta às palavras do companheiro.
O terceiro período é dos 7 anos aos 12 anos, aproximadamente é o das operações concretas, a criança conhece e organiza o mundo de forma lógica ou operatória. Sua organização social é a de bando, podendo participar de grupos maiores, chefiando e admitindo. A conversação torna-se possível (já é uma linguagem socializada), pois a fala egocêntrica desapareceu devido o desejo de trabalhar com os outros, sem que no entanto possam discutir diferentes pontos de vista para que cheguem a uma conclusão comum.
O quarto período é o das operações formais, corresponde ao nível do pensamento hipotético-dedutivo que e o auge do desenvolvimento da inteligência. A partir desta estrutura de pensamento é possível o diálogo, que permite que a linguagem se dê a nível de discussão para chegar a uma conclusão.
Com base nos estudos feitos sobre a epistemologia de Piaget na Aquisição da Linguagem podemos concluir que a linguagem das crianças podem ser classificadas como egocêntrica, onde a criança pensa e fala por se própria sem se preocupar se o seu interlocutor está ou não entendendo e socializada quanto ela tenta estabelecer uma comunicação, ou seja, entender e ser entendida, isto porém depende da fase em que ela se encontra como também do meio a que interagem.
1.1.2.   A psicogénese da escrita (Ferreiro)
Nos últimos 20 anos nenhum nome teve tanta influência sobre a educação como o da psicolinguística Emília Ferreiro.  
Das obras de Emília a mais importante foi – psicogénese da Língua Escrita – não apresenta nenhum método pedagógico, mas revela os processos de aprendizagem da criança, levando a entender que puseram em questão os métodos tradicionais de ensino da leitura e da escrita.
Segundo Emília Ferreiro, a construção do conhecimento da leitura e da escrita tem uma lógica individual, na escola ou fora dela. No processo de aprendizagem a criança passa por etapas com avanços e recuos, até dominar o código linguístico. O tempo para o aluno transpor cada uma das etapas é bem variado. Duas consequências importantes a ser respeitada em sala de aula é respeitar a evolução de cada criança e compreender que o desempenho mais vagaroso não significa que a mesma seja menos inteligente. A aprendizagem não é provocada pela escola, mas pela própria mente das crianças, elas chegam a seu primeiro dia de aula com conhecimento.
O processo inicial é considerado em função da relação entre método utilizado e o estado de maturidade ou de prontidão da criança. As dificuldades que a criança enfrenta, são dificuldades conceituadas a respeito da construção do sistema e pode-se dizer que as crianças reinventam esse sistema. Não é reinventar as letras ou números, mas compreende-se o processo de construção e suas regras de produção.
De acordo com a teoria exposta em Psicogênese da Língua Escrita, toda criança passa por quatro fases até sua alfabetização:
·                     pré-silábica: não consegue relacionar as letras com os sons da língua falada;
·                     silábica: interpreta de sua maneira, atribuindo valor a cada sílaba;
·                     silábico-alfabética: mistura a lógica da fase anterior com a identificação de cada sílaba;
·                     alfabética: domina o valor das letras e sílabas.
O processo de conhecimento da criança deve ser gradual dependendo de sua assimilação e de uma re-acomodação dos esquemas internos, que necessariamente levam tempo. É por utilizar esse sistema e não repetir o que ouvem, que as crianças interpretam o ensino que recebem. Nada mais revelador do funcionamento da mente de um aluno do que seus supostos erros, porque evidenciam como ele releu o conteúdo aprendido.
Emília Ferreiro critica a alfabetização tradicional, porque a prontidão das crianças para o aprendizado da leitura e da escrita por meio de avaliação de percepção e de motricidade (coordenação). O peso para o aspecto externo da escrita é excessivo, deixando de lado suas características como a compreensão da escrita e sua organização. Seguindo esse raciocínio o contacto da criança com a organização da escrita é adiado para quando ela for capaz de ler as palavras isoladas, embora a relação com os textos inteiros sejam enriquecida. Portanto a alfabetização também é uma forma de se apropriar das funções sociais da escrita.
Segundo Emília Ferreiro (1996, p.24) “O desenvolvimento da alfabetização ocorre, sem dúvida, em um ambiente social. Mas as práticas sociais assim como as informações sociais, não são recebidas passivamente pelas crianças.”
Actualmente, os professores definem o processo de alfabetização como sinónimo de uma técnica. Entretanto no processo de alfabetização inicial, nem sempre esses critérios são utilizados. Os professores ensinam da mesma maneira como aprenderam quando eram alunos, e não aceitam os erros que seus alunos cometem.
A autora defende, que de todos os grupos as crianças são as mais fáceis de alfabetizar e estão em processo contínuo de aprendizagem, enquanto os adultos já têm formas de conhecimento mais difíceis de modificar, ressalta.
Tradicionalmente, as decisões a respeito da prática alfabetizadora têm como foco a polémica sobre os métodos utilizados. A metodologia normalmente utilizada pelos professores parte daquilo que é mais simples, passando para os mais complexos.
Para Ferreiro & Teberosky (1985, p.18) a preocupação dos educadores tem-se voltado para a busca do melhor ou do mais eficaz dos métodos, levando a uma polémica entre dois tipos fundamentais: método sintético e método analítico.
O método sintético preserva a correspondência entre o oral e o escrito, entre som e a grafia. O que se destaca é o processo que consiste em partir das partes do todo, sendo as letras os elementos mínimos da escrita. O método analítico insiste no reconhecimento global das palavras ou orações.
Então para Emília Ferreiro, o que seria correcto é interrogar, ”através de que tipo de prática a criança é introduzida na linguagem escrita, e como se apresenta esse objecto no contexto escolar” (1985, p.30).
Existem práticas que levam a criança à convicção de que o conhecimento é algo que os outros possuem e que só se pode adquirir da boca destes, deixando assim, de ser participante da construção. Algumas práticas levam a pensar que o que existe para conhecer já foi estabelecido, como um conjunto de coisas que não serão modificados. Algumas práticas fazem com que a criança, fique sem a prática do conhecimento, como receptor daquilo que o professor ensina.
Ainda para Ferreiro ”nenhuma prática pedagógica é neutra. Todas estão apoiadas em certo modo de conceber o processo de aprendizagem e o objecto dessa aprendizagem” (1985,p.31). Então para que o professor seja eficaz deverá adaptar seu ponto de vista ao da criança.
1.1.3.   Pensamento e linguagem (Vygotsky)
Para Vygotsky, a aprendizagem sempre inclui relações entre as pessoas.
Segundo a tradição marxista, Vygotsky considera que as mudanças que ocorrem em cada um de nós têm suas raízes na sociedade e na cultura.
A relação do indivíduo com o mundo está sempre mediado pelo outro. Para fazer a mediação, o homem também se utiliza de instrumentos, como por exemplo o machado para o lenhador.
No campo psicológico, o homem também se utiliza de instrumentos, só que agora chamados de “signos” que por sua vez também são por Vygotsky chamados de “instrumentos psicológicos”.
O signo é uma marca externa que auxilia o homem em tarefas que exigem memória ou atenção. Ex: fazer uma lista de compras por escrito.
Com o tempo, a utilização de marcas externas vai dar lugar a processos internos de mediação, chamados de processo de internalização.
As possibilidades de operação mental não constituem uma relação directa com o mundo real fisicamente presente; a relação é mediada pelos signos internalizados que representam os elementos do mundo, libertando o homem da necessidade de interacção concreta com os objectos de seu pensamento.
Um dos instrumentos básicos que temos é a linguagem, onde Vygotsky trabalha com duas funções básicas: intercâmbio social-criação e utilização de sistemas de linguagem: que o homem utiliza para se comunicar com os seus semelhantes; e o pensamento generalizante, onde a linguagem ordena o real, agrupando todas as ocorrências de uma mesma classe de objectos, sob uma mesma categoria conceitual.
Antes de o pensamento e a linguagem se associarem, existe, uma fase pré-verbal e uma fase pré-intelectual. Após, os processos de desenvolvimento do pensamento e da linguagem se unem, surgindo assim o pensamento verbal e a linguagem intelectual. Podemos ainda dizer que é no significado da palavra que o pensamento e a fala se unem em pensamento verbal, mas não podemos nos esquecer que os significados continuam a ser transformados durante todo o desenvolvimento do indivíduo. Deste modo é a função generalizante da linguagem que a torna um instrumento do pensamento.
A partir das concepções descritas acima, Vygotsky construiu o conceito de zona de desenvolvimento proximal, que é a distância entre o nível de desenvolvimento real, que se costuma determinar através da solução independente de problemas pela criança, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado pela solução de problemas sob a orientação de um adulto, ou em colaboração com companheiros. Sendo assim diz-se que para Vygotsky, as relações entre aprendizagem e desenvolvimento são indissociáveis.
CONCLUSÃO
Mediante a reflexão sobre as tendências pedagógicas que influenciaram e continuam influenciando o ensino-aprendizagem, espera-se que o estudo abordado neste artigo possa ajudar os estudantes a entenderem-se como sujeitos do processo histórico, pois, ao mesmo tempo que fazem a história, são determinados por ela. Devem perceber que para interferir e transformar o presente é necessário conhecer e entender o passado. A compreensão da história lhes possibilitará uma acção transformadora no processo ensino-aprendizagem, e lhes dará subsídio para repensar as relações sociais existentes nas instituições, tanto de Educação Infantil.
Contudo, para alguns teóricos como Piaget, Vygotsy, construtivismo é uma teoria, que procura descrever os diferentes estágios pelos quais passam os indivíduos, no processo de aquisição de conhecimentos, de como se desenvolve a inteligência humana e de como o indivíduo se torna autónomo. Em busca de descobertas feitas pelas teses construtivistas, muito se tem escrito sobre como se poderia ser o processo de ensino fundamentado nessa teoria, há várias críticas sobre o construtivismo que advêm de uma tradução feita por alguns educadores para a pedagogia, objectivando justificar a adopção de determinados procedimentos no ensino.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARBOSA, Ana Mae. Recorte e colagem: influência de John Dewey no ensino da arte no Brasil. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1989.
FERREIRO, Emilia. Alfabetização em Processo. São Paulo: Cortez, 1996.
FERREIRO, Emilia. Reflexões sobre Alfabetização. São Paulo: Cortez, 2001.
FERREIRO, Emilia; Teberosk, Ana. A Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artes Medicas 1985.
FUSARI, Maria F. R.; FERRAZ, Maria H. C. T. Arte na educação escolar. São Paulo: Cortez, 1992.
LIMA, Lauro de Oliveira. Piaget Para Principiantes. 2. ed. São Paulo: Summus, 1980. 284 
MIZUKAMI, Maria da Graça Nicolelti. Editora Pedagógica e Universitária
SANTOS, Raquel. A aquisição da linguagem. FIORIN, José Luiz (org). Introdução à Lingüística I. Objetos teóricos. São Paulo. Contexto, 2002. pp. 211-224
VIGOTSKI, L. S. Pensamento e linguagem. Tradução de Jefferson Luiz Camargo. São Paulo: Martins fortes, 2000