sexta-feira, 3 de junho de 2016

a auto estima

INTRODUÇÃO

A melhor percepção para auto-estima é a saúde emocional e mental através da valorização pessoal. Por que valorização? Porque qualquer desequilíbrio emocional ou mental (que não seja realmente físico como uma doença mental), provém de uma semente de desvalorização pessoal. É no próprio no conceito que se tem de si mesmo que nasce ou morre a auto-estima. O conceito de auto-estima são as ideias que temos sobre nós mesmos. O principal objectivo deste trabalho é conheçer as principais características que permitem a definição da alta e da baixa auto-estima. Para compreender seus estados de ânimo, é imprescindível aprender a importância da auto-estima no seu desenvolvimento e crescimento pessoal.





AUTO-ESTIMA

A auto-estima é o julgamento, a apreciação que cada um faz de si mesmo, sua capacidade de gostar de si. O caminho mais viável para uma auto-avaliação positiva é o autoconhecimento. Conhecer seu próprio eu é fundamental, pois implica ter ciência de seus aspectos positivos e negativos, e valorizar as virtudes encontradas. Este diálogo interior requer um voltar-se para si mesmo, a determinação de empreender essa jornada rumo à essência do ser, deixando um pouco de lado o domínio do ego.
Esse reconhecimento subjetivo torna o indivíduo mais apto a enfrentar os obstáculos e desafios do cotidiano, uma vez que agora ele conhece seu potencial de resistência e a intensidade de sua coragem e determinação. Assim ele pode evitar as armadilhas que caracterizam a baixa auto-estima, tais como a insegurança, a inadaptação, o perfeccionismo, as dúvidas, as incertezas, a falta de confiança na sua capacidade, o medo de errar, a busca incessante de reconhecimento e de aprovação, entre outros. Fortalecido, o sujeito pode resistir aos fatores que provocam a queda na auto-estima – crítica e autocrítica, culpa, abandono, rejeição, carência, frustração, vergonha, inveja, timidez, insegurança, medo, raiva, e tantos outros.

AUTO-ESTIMA ALTA

O facto de cada pessoa decidir melhorar a auto estima, amplificar a sua auto-confiança e estimular a sua motivação pessoal, podem melhorar substancialmente a forma como se vê a si mesma e a sua forma de agir perante os outros muda substancialmente. A auto estima elevada, traz um novo sentido à vida e consequentemente melhora o humor da pessoa de forma substancial. É possível que já seja do seu conhecimento como melhorar a sua auto estima e talvez já ponha em prática algumas destas formas de estar, e tenha atitudes inerentes a quem tem uma auto-estima elevada. Apesar de estes comportamentos já  fazerem parte naturalmente das suas interacções com a vida, e com as outras pessoas, certifique-se se realmente existirá algo que poderá melhorar ainda mais a sua auto estima e aprimorar a sua atuação com o mundo que o rodeia . No entanto se ainda não aderiu a este tipo de comportamentos, talvez seja agora uma boa oportunidade de repensar a sua forma de estar, agir pensar e sentir. Libertar-se de toda a negatividade que a limita.


Comportamentos para conquistar uma auto-estima elevada

1.                  Cumprimentar os outros com um sorriso e olha-los directamente nos olhos. Um sorriso e o contacto visual directo transmite aos outros confiança, este é um comportamento que reflecte uma auto-estima elevada.
2.                  Ao atender o telefone, faça-o de forma  agradável, seja no trabalho ou em casa, e ao fazer uma chamada, procure dar o seu nome antes de solicitar a pessoa que pretende. Apresentando o seu nome na sua apresentação, demonstra que é uma pessoa com auto-respeito, o que reflecte auto-estima.
3.                  É importante mostrar sempre a apreciação real de um presente ou de um elogio. Não se deve desvalorizar nem minimizar ou contornar as expressões de afecto ou a honra que os outros nos dirigem. A capacidade de aceitar ou receber é uma marca universal de um indivíduo com auto-estima elevada.
4.                  Não se gabar. É quase um paradoxo que a modéstia autêntica é realmente parte da capacidade de graça receber elogios. – As pessoas que se gabam das suas próprias façanhas, demanda especial ou atenção estão simplesmente a ter uma tentativa de se edificar aos olhos dos outros e isso é porque eles não percebem como de facto já são dignos de respeito. Este comportamento demonstra uma enorme falta de auto-estima e cria alguma repulsa aos que escutam quem se auto-vangloria.
5.                  Não fazer dos problemas o cenário central de sua conversa. Fale positivamente sobre sua vida e do progresso que você está tentando fazer. Esteja ciente de qualquer pensamento negativo, e tomar conhecimento de quantas vezes você se queixa.Quando você ouvir a si mesmo criticar alguém – e isso inclui auto-crítica – encontrar uma maneira de ser útil, em vez de críticas.
6.                  Responder a momentos difíceis e momentos deprimentes, aumentando o seu nível de actividade produtiva. Quando a auto-estima é desafiada, não se sentam ao redor e ser vítima de “paralisia por análise.”
7.                  Optar por ver os erros e rejeições como oportunidades para aprender e uma forma de alcançar sabedoria, logo mais proximidade de uma auto-estima elevada.
Mesmo que até ao dia de hoje tenha tido um comportamento muito negativa sobre si mesmo, é sempre possível começar uma nova etapa e decidir agora que quer obter o que acredita que merece e decidir ter novos comportamentos de auto-valorização que espelhem uma auto estima elevada. É necessário termos consciência que todas as experiências negativas e dolorosas, podem inegavelmente, ser o inicio de uma estrutura interna e ser a base sólida sobre a qual podemos construir um futuro sucesso e realizações.

A AUTO-ESTIMA BAIXA

A Baixa Auto-Estima  é uma característica das pessoas que se sentem inadequadas para enfrentar os desafios da vida, não acreditam nos seus potenciais e capacidade de dar resposta às questões da vida. Tem uma estrutura emocional pouco sólida que origina o pessimismo e a negatividade.

Falta de sentido de auto-valorização e respeito-próprio.

Uma pessoa com baixa auto-estima é um ser sem senso básico de respeito por si mesmo, desvaloriza-se e não se sente merecedor de amor e respeito por parte dos outros. Um exemplo muito simples de uma falta de respeito por si mesmo, uma pessoa que fume é uma pessoa que faz mal a si mesma, que não hesita em prejudicar-se e causar danos irreversíveis ao seu próprio corpo, também uma pessoa que se permita conviver com pessoas que a desvalorizem e maltratem psicologicamente é uma pessoa que não se respeita e não tem qualquer senso de auto-valorização.

A falta de Auto-Estima resulta da ausência do Auto-Conhecimento

Uma pessoa com baixa Auto-Estima, é uma pessoa, também sem auto-conhecimento, não tem noção de si mesma, do que merece, sem consciência de onde estão as barreiras denunciam que se estão a deixar abusar pelos outros. Uma pessoa com auto-estima (o que é?) sabe o que merece e quando alguém pisa o limite do razoável  manifesta-se e não dá qualquer oportunidade que abusem da confiança.

Desvalorização pessoal

Uma pessoa com baixa Auto-estima, desvaloriza o que sente e nas escolhas que faz no dia-a-dia mostra que não acredita ser feliz, ter um emprego melhor, ter um bom ordenado, etc. É muito comum ouvirmos dizer da boca de uma pessoa com baixa Auto-estima, “a mim bastava-me apenas ter o suficiente para os gastos”, há uma crença que quem tem dinheiro é má pessoa, como se o facto de merecerem ter um bom emprego, um bom ordenado as tornasse más pessoas, não tendo a consciência se tiverem muito dinheiro podem criar projectos de caridade e de ajuda ao próximo.

Desvalorizar as qualidades em prol das limitações

Uma pessoa de Baixa auto-estima valoriza os seus “defeitos” e desvaloriza as suas qualidades, e também não aceita bem os elogios e não se sente merecedora de presentes. É comum afirmarem que gostam mais de dar do que receber. Podem ter um grande medo de expor as suas ideias com receio do ridículo e da desaprovação.

Características das pessoas com baixa Auto-Estima

§  Ausência de credibilidade em si mesma.
§  Assume culpas por tudo o que lhe acontece, achando-se vitima do mundo e que todos estão contra si.
§  Tenta sempre justificar-se e encontrar um culpado para tudo.
§  Baixo rendimento, não acreditam que tem capacidade para conquistar uma boa vida e não agem para evoluir.
§  Não cria objectivos de realização emocional, pessoal e profissional.
§  Ignora as suas aptidões sociais adequadas para resolver situações de conflito (submissão ou agressividade excessiva)
§  Não tem iniciativa para actividades de realização pessoal e profissional, sempre com a desculpa da falta de tempo.
§  Medo de não serem aprovadas social e profissionalmente, não tem consciência do seu valor.
§  Vê-se através dos olhos dos outros, quando lhe dizem “és boa pessoa” ficam felizes e quando a chamam de “incompetente, sente-se miserável. O facto de não ter a consciência do seu valor, acha que são o que os outros dizem sobre si.
§  Muitas vezes pessoas muito qualificadas e competentes não conseguem a realização pessoal e profissional  por não terem consciência do seu valor e não terem força interior para se apresentarem adequadamente e assim saber passar com objectividade as suas competências e habilidades.
§  Nos relacionamentos é muito comum a submissão ou então a manipulação como uma forma de manifestação da baixa auto-estima.



CONCLUSÃO

Há caminhos que se pode seguir para elevar a auto-estima. Um deles, talvez o mais importante, já foi citado, o autoconhecimento. Também é necessário cuidar da aparência física, para que se tenha prazer de olhar no espelho, saber valorizar nossas qualidades, deixando de super estimar os defeitos, aprender com as vivências experimentadas ao longo da vida, saber desenvolver por si mesmo amor e carinho, ouvir a intuição e acreditar que se tem o merecimento de ser feliz, de ser amado, bem como desfrutar os prazeres mais simples da vida, mas que efectivamente nos fazem felizes. Assim o indivíduo receberá mais tranquilamente os elogios e afectos, e aprenderá a retribuí-los, diminuirá sua ansiedade, terá mais coerência em seus sentimentos, que estarão sintonizados com seu discurso, não terá tanta necessidade de receber a aprovação alheia, será mais flexível, sua autoconfiança crescerá, bem como seu amor próprio, sua produtividade profissional será incrementada e, acima de tudo, ele sentirá uma intensa paz interior.





BIBLIOGRAFIA

_________ A auto-estima elevada. Disponível em: http://www.tratamentodadepressao.org/1055-auto-estima-elevada-comportamentos-aumentam-auto-estima/. Acesso aos 28 de Maio de 2016

_________ A auto-estima baixa. Disponível em: http://www.tratamentodadepressao.org/635-baixa-auto-estima-caracteristicas/. Acesso aos 28 de Maio de 2016



ÍNDICE



segunda-feira, 30 de maio de 2016

A HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL

A HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL
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TALYCARMONA@GMAIL.COM  (RESPONDO POR LÁ)
SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO
1 INTRODUÇÃO
O Serviço social peregrinou pelos séculos na busca por sua especificidade e campo de atuação. Foi usado pela burguesia em sua gênese no século XIX, buscando atender somente seus próprios interesses, alienando e subjugando o proletariado. Neste trabalho será analisada a gênese do Serviço Social enquanto profissão com estruturação metodológica e teórica em nosso país, já que em seus primórdios era utilizada como simples ajuda ao pobre e carente pelos mais ricos. Desta maneira sua formação no Brasil não se dará de forma diferente, já que as escolas de Serviço Social basearam-se nos ideais europeus de assistencialismo financiados pelos burgueses e apoiados pela igreja Católica.
2 O SURGIMENTO DO SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL
O Serviço Social no Brasil tem suas origens na primeira metade do século XX, com suas raízes cristãs de assistencialismo, a igreja Católica controlava todo processo de ajuda ao próximo e benefícios aos menos favorecidos, sendo patrocinada pela ordem burguesa vigente. Com o surgimento do Capitalismo na Europa, a gênese deste ideal assistencialista encontra-se embasada na contradição fundamental que demarca a sociedade capitalista burguesa, mais precisamente no Brasil, onde a produção é cada vez mais social e a apropriação do trabalho, suas condições e seus resultados, são cada vez mais privadas, assumindo distintas roupagens nesta época. Igualmente, tem-se neste modo de produção, mediante o trabalho alienado e suas relações sociais antagônicas, garantidas tanto a reprodução das condições de exploração e apropriação da riqueza produzida quanto de seus mecanismos ideológicos. A profissão do Serviço Social, que participa dessa reprodução da sociedade, é historicamente determinada, sendo a atuação dessa categoria articulada de maneiras distintas na conjuntura social, política e econômica do Brasil.
Em uma ordem cronológica dos acontecimentos e evolução do Serviço Social no Brasil, observa-se a grande interferência católica neste percurso longo, árduo e mecânico de evolução desta profissão. No ano de 1922 a igreja Católica organizou a I Conferência de Ação Católica dando assim um salto em direção aos ideais assistencialistas de ordem cristã e exigida por Deus. Dez anos mais tarde, em 1932 o Brasil contou com a visita de Adele de Loneux, trazendo novos ideais europeus acerca do Serviço Social por meio de diversas conferências que fez pelo país e ao retornar para a Bélgica levou consigo duas brasileiras, Maria Kiehl e Albertina Ramos, que aos se formarem sob influência européia, voltaram ao país e fundaram a Escola de Serviço Social de São Paulo. Neste mesmo ano criou-se também o Centro de Estudos da Ação Social (CEAS) ? sendo considerado uma importante evolução para o Serviço Social no Brasil.
Ao governo brasileiro, enquanto detentor do poder público cabia a responsabilidade de regular os excessos e promover uma vida digna à população, principalmente neste período conturbado da história do país com o crescimento dos grandes centros, o pleno desenvolvimento do Capitalismo e sua implantação no Brasil com a construção de fábricas, gerando no país um forte e expressivo êxodo rural, superlotando as cidades e continuando o mesmo processo de urbanização e detereorização do proletariado, como na Europa e Estados Unidos. 
Ajudar e solucionar estes graves problemas da população carente, revoltada e oprimida transformou-se em questão política, pois inúmeras greves explodiram neste período. Assim o governo, juntamente com os burgueses brasileiros e a igreja Católica uniram-se para tentar sufocar a voz do povo, proporcionando "acalentos" para os trabalhadores e suas famílias, criando consensos, onde na ilusão de ajudar aos pobres estaria a solução para a crise.
Por se haver instalado os ideais comunistas e liberais no país, a igreja Católica viu seus valores sagrados como, a moral, a ordem e o poder ameaçados. Como ao Estado cabia a função de promover a paz e aniquilar a desordem nas relações sociais e o fantasma do comunismo ameaçava o capitalismo no Brasil, o Estado criou sindicatos, instituições assistenciais, com o apoio da igreja Católica e financiamento dos burgueses. Com a criação do Centro de Ação social de São Paulo, cabia ao mesmo a responsabilidade de formar os membros que estudavam a doutrina da igreja fundamentando sua ação em sua lei, para auxílio ao proletariado e suas respectivas famílias tornando mais eficiente a atuação das então formadas trabalhadoras sociais, fortalecendo e unindo a coordenação e os esforços nas diferentes atividades e obras de cunho social por eles patrocinados e mantidos.
Ainda em 1932 foi ministrado o curso intensivo de filantropia para formação social de moças, promovido pelas cônegas de Santo Agostinho, onde estas apelaram para a criação de uma organização que atendesse os necessitados. As trabalhadoras sociais da época eram moças ricas e de famílias abastadas que lidavam diretamente com proletariado da época, geralmente das próprias empresas da família. Assim a culminância do Serviço Social era adaptar o homem ao meio que vivia e o meio ao homem, mas estas trabalhadoras sociais ainda não observavam de maneira crítica e consciente o seu trabalho e sua intervenção na sociedade, a sistematização e teorização da profissão, alienando a população e iludindo-se com a idéia de que serviam em amor ao próximo, segundo o que pregava a igreja.
Em 1935 criou-se a lei n.º 2.497 para a formação do Departamento de Assistência Social do Estado. O presidente da república neste período era o Sr. Getúlio Vagas, que foi considerado o "pai dos pobres" e a "mãe dos ricos", criou leis em benefício aos trabalhadores, já que sua política social era forte e assistencialista. No ano seguinte foi criado o Departamento de Assistência Social do Estado de São Paulo, ampliando um pouco mais os horizontes destes profissionais e formando mais pessoal, pois a demanda da época era muito grande.
O Curso Intensivo de Assistência Social, solicitado pelo Estado, formava assistentes sociais para atuarem em determinadas instituições estatais, regulamentando no mercado o trabalhador e contendo a exploração da força de trabalho, racionalizando a assistência, reforçando e centralizando a sua participação. Do mesmo modo regulando as iniciativas particulares, apoiando as instituições coordenadas pela igreja, adotando técnicas e formação técnica especializada, desenvolvidas a partir daquelas instituições particulares.
O Estado incentivava a formação técnica institucionalizando sua progressiva transformação em profissão legitimada dentro da divisão sócio-técnica do trabalho. Com a adaptação dessa formação técnica, os cursos adotavam novas orientações e tomavam novos e expansivos rumos. Entretanto, atualmente o Serviço Social ainda peregrina por indagações das mais diversas e pela busca de sua especificidade.
No ano de 1937 no Rio Janeiro houve a criação do Instituto de Educação Familiar e Social, pois a questão social passou por uma transição, de caso de polícia para uma questão política. No Rio de Janeiro neste mesmo ano criou-se a Escola Técnica de Serviço Social com um convênio firmado entre o CEAS e o departamento de Serviço Social do Estado em 1939, organizando os centros familiares. Em 1940 realizou-se o curso de preparação em trabalho social, visando melhor treinar, orientar e nortear os trabalhadores sociais da época.
O ano de 1942 foi de grande importância para a consolidação do Serviço Social no Brasil, com a criação da LBA ? legião brasileira da assistência. Os Estados Unidos da América neste período proporcionavam bolsas de estudos para assistentes sociais brasileiros, que com sua volta ao país introduziram o processo de Serviço Social de casos, marcando uma mudança na visão dos assistentes sociais do país, pois estes anteriormente tinham sua visão social voltada para os ideais franceses de assistência médico-social.
No ano de 1945 o Congresso Pan Americano foi um evento que aproximou os assistentes sociais de todo continente americano para debaterem sobre os novos rumos tomados pelo Serviço Social no continente.
A criação da Associação Brasileira de Escolas de Serviço Social - ABESS, e a Associação Brasileira de Assistentes Sociais - ABAS, em 1946 abria um pouco mais a visão dos assistentes sociais, pois a teorização da profissão mudou os rumos da assistência prestada, ampliou os horizontes dos assistentes sociais retirando dos mesmos a concepção mascarada de assistencialismo ao carente e implementou as políticas públicas de bem-estar da população excluída e confinada às margens da sociedade.
O I Congresso Brasileiro de Serviço Social São Paulo em 1947, explicou o Serviço Social como uma "atividade destinada a estabelecer, por processos científicos e técnicos, o bem-estar social da pessoa humana, individualmente ou em grupo, e constitui o recurso indispensável à solução cristã e verdadeira dos problemas sociais". (VIEIRA, 1977, p. 143).
O II Congresso Pan Americano de Serviço Social no Rio de Janeiro em 1949 foi um marco na evolução do Serviço Social em nosso país como um congresso de larga escala. Com este misto de ideais americanos e franceses de assistência médico-hospitalar que enfocava também a família do trabalhador, apresentava, portanto uma característica paternalista na obtenção de benefícios matérias, na gratuidade dos medicamentos, alimentos, auxilio em espécie ou no encaminhamento a obras sociais que podiam melhor atendê-los. Essa atitude paternalista de auxílio se estende até os dias atuais em nosso país com o benefício do programa Bolsa-Família e suas variadas vertentes.
Em 1960 o relatório brasileiro para a X Conferencia Internacional de Serviço Social, observa que a expressão SERVIÇO SOCIAL no Brasil tem duas vertentes, a primeira o Serviço Social é apresentado como sinônimo de entidade e obra onde todos os auxílios prestados eram gratuitos como, hospitais, ambulatórios designados e etc, designados como serviços sociais. A segunda era de método por onde as pessoas, os grupos, ou as comunidades são ajudadas por profissionais formados que destinavam a observar seus interesses e promover meios para solucionar os seus problemas ou satisfazê-los.
A principal tarefa destes assistentes sociais era prestar assistência material, prevenir a "desorganização" e a "decadência" das famílias operárias, a regularização legal das famílias, conseguindo para elas empregos, abrigos provisórios, trabalhando para a formação moral e criação de fichários dos assistidos para que a visita e o auxílio não se repetissem, na ilusão de que o Serviço Social traria uma mudança radical à vida destas famílias atendidas, já que as mesmas estavam em um estado de "anormalidade", porque ser pobre não era um problema social, mas uma vergonha individual que deveria ser vencida pelo trabalho. A pobreza era um desajuste, uma doença social. Estes assistentes ainda não possuíam uma visão critica de Serviço Social, ainda tinham idéias retrógradas, centradas nos problemas do ajustamento individual.
O I Congresso Brasileiro de Serviço Social e o Seminário de Araxá debateram sobre a teorização do serviço social que passou do campo da recreação ao da educação de adultos - terapia de grupo. O serviço social de abordagem comunitária, aceitava os ideais americanos, que chocavam-se com os ideais de ação social europeus, com a publicação de livros e seminários, despertaram a atenção dos assistentes sociais para o trabalho em comunidades. Adequaram cada caso a sua especificidade.
Com o passar dos anos o assistente social tem se destacado como o profissional mais qualificado para elaborar e executar políticas de bem-estar social, cabendo ao mesmo promover uma melhor inserção socioeconômica de indivíduos, famílias e grupos nas sociedades em que vivem, buscando nos próprios participantes a solução ou a minimização dos problemas sociais que os afetam. O conhecimento deste profissional está baseado nas técnicas adquiridas ao longo do seu processo de formação, fazendo com que os indivíduos analizados tornem-se mais independentes, seguros e conscientes das suas próprias capacidades e atitudes, ao contrário dos profissionais pioneiros que,
"Não tinha a criticidade necessária para avaliar as situações e adequar o Serviço Social a estas. A criticidade apareceu aos poucos, não pela avaliação formal das situações em si, mas pela constatação de que os esforços não respondiam aos resultados desejados. Não houve nunca, senão em experiência limitada, um estudo científico avaliador do Serviço Social." (VIEIRA, 1977, p. 156).
Como decorrer dos anos a prática de assistência social se espalhou por todo o mundo, sendo hoje muito importante para a sociedade como um todo, espera-se uma postura ética do assistente social e tal perspectiva reforça a preocupação com a qualidade dos serviços prestados, como o respeito aos usuários, investindo na melhoria dos programas institucionais, na rede de abrangência dos serviços públicos, reagindo contra a imposição de crivos de seletividade no acesso aos atendimentos. Volta-se para a formulação de propostas, ou contra propostas, de políticas institucionais criativas e viáveis, que alarguem os horizontes indicados, zelando pela eficácia dos serviços prestados. Enfim, requer uma nova natureza do trabalho profissional, que não recusa as tarefas socialmente atribuídas a este profissional, mas lhes atribui um tratamento teórico-metodológico e ético-político diferenciado.
Assim, se o assistente social trabalha em determinadas condições objetivas, não tendo trabalhos e recursos, tais contextos revelam a importância do comportamento ético-político no exercício da profissão para a definição de suas possibilidades de atuação e das estratégias para enfrentamento das forças sociais em confronto, para tanto, a competência teórica é iniludível. Partindo do pressuposto que o homem é um ser social que valora e que a ética social permeia a ética profissional, pode-se dizer que a ética no Serviço Social esteve intimamente vinculada aos projetos societários e à ideologia a qual a profissão esteve vinculada na sua trajetória. Esta reflexão é fundamental, porque representa uma tomada de decisão em relação à realidade, uma revisão da realidade na sua totalidade, apontando para alternativas que levem a uma sociedade humana, ao exercício da plena liberdade e ao desaparecimento de formas de alienação e opressão. Sendo o objetivo desta profissão uma efetiva luta contra as desigualdades sociais, as degradações das condições de vida e das diversas e múltiplas faces da violência em nossa sociedade.
Para tanto, exige-se uma atuação crítica e competência teórica dos assistentes sociais de modo que possam desmistificar o cotidiano e suas relações retificadas pela sociedade capitalista, buscando construir estratégias que superem os limites impostos à cidadania, tendo como objetivos a justiça social e a democracia para a melhoria de vida de toda a sociedade, sendo este o objetivo principal dessa tão digna e honrosa profissão.
REFERÊNCIAS

VIEIRA, Balbina Ottoni. História do Serviço Social: Contribuição para a construção de sua teoria. Rio de Janeiro: Agir, 1977.




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Estou lançando o curso "INSTRUMENTAIS TÉCNICOS DO ASSISTENTE SOCIAL" que visa capacitar todos os Assistentes Sociais para elaboração de toda a documentação técnica necessária para atuação profissional, que querem melhor se preparar para atuar no mercado de trabalho com mais habilidade.


O curso acontecerá com várias turmas ao longo de 2013 e 2014 e é totalmente a distância; você faz a pré-inscrição e logo te envio o arquivo virtual com o conteúdo do estudo do módulo I.

O conteúdo Programático do curso é:


UNIDADE 1. Competência Teórico-metodológica, Autonomia e Compromisso Ético-profissional: UNIDADE 2. Elaborando Encaminhamento:

UNIDADE 3. Estudo Social:
ASPECTOS CONSIDERADOS NA ELABORAÇÃO DO ESTUDO SOCIAL

UNIDADE 4. Entrevista Técnica:IMPORTANCIA, VANTAGENS, LIMITAÇÕES.

TIPOS DE ENTREVISTAS
Andamento e condução da entrevista
Formulação das Perguntas
Estímulo a Respostas Completas
Registro das Respostas
Conclusão da Entrevista
VISITA DOMICILIAR

UNIDADE 5. Relatório Social:
Alguns procedimentos que podem facilitar a elaboração do relatório:
TIPOS DE RELATÓRIO

UNIDADE 6: Parecer Técnico:

UNIDADE 7. Laudo Social: Diferença entre relatório e laudo
Estrutura do laudo social

UNIDADE 8. Perícia Técnica-Social: ESTUDO SOCIAL OU PERÍCIA TÉCNICA-SOCIAL
DIFERENCIANDO: Estudo Social, Perícia Técnica, Relatório Social, Laudo Técnico.




segunda-feira, 9 de maio de 2016

experiências familiares

Introdução


Hoje em dia são vários os problemas que afectam as nossas famílias entre os quais destacamos a droga, o alcoolismo, a prostituição, e a delinquência. Face a esses problemas sociais, as crianças são, provavelmente as que mais sofrem, tendo em conta as dificuldades dos pais em acompanhar os filhos no seu desenvolvimento psicossocial.
A família considerada como a célula da sociedade torna-se a primeira responsável pela educação das crianças e a principal interessada no seu bem-estar, deve vendo tomar parte activa no desenvolvimento psicossocial daquelas e conduzi-las para melhor integrar na sociedade.
No entanto como é sabido a socialização das crianças não é uma tarefa exclusiva das famílias. Há um envolvimento do Estado bem como das organizações da sociedade civil que em colaboração com as famílias podem contribuir para o desenvolvimento psicossocial das mesmas. Segundo Oliveira (1955), a socialização não acontece por mero acaso, há todo um processo que se inicia no seio da família e posteriormente alarga-se para fora dela. Esse processo deve ser conduzido de modo que as crianças ao fazerem parte de novos grupos sociais adquiram e incorporem os padrões do meio onde quer que se encontram.
Na sociedade actual, as crianças frequentam creches e jardim-de-infância cada vez mais cedo, que são as duas instituições que ocupam cada vez mais o lugar de privilégio no processo de socialização das crianças. Neste caso, ao jardim-de-infância cabe desempenhar o seu papel de agente socializador da criança fora do seu meio familiar e estar preparado para atender prontamente as crianças que viveram ou vivem, em condições sociais e económicas difíceis, diminuindo a probabilidade de elas virem a ser mal sucedidas futuramente no plano emocional, afectivo e educativo.
No presente trabalho, pretendemos compreender a problemática do desenvolvimento psicossocial das crianças, no seio familiar e em outros meios sociais.


Factores que Influenciam o Desenvolvimento da Criança

 


Exposta a questão da compreensão de desenvolvimento psicossocial, para uma compreensão integral desse processo, é necessário ver os factores que estão na origem desse desenvolvimento. Em Bento e Monteiro os factores influenciadores no desenvolvimento psicossocial de um ser Humano, são do tipo biológico, sociopsicológico e cultural.
Hereditariedade: Segundo Bento (2004) a abrange todas as influências biológicogeneticas transmitidas dos pais ás células que se fundem para formar o novo ser. Ainda na mesma linha de pensamento este autor afirma-nos que a hereditariedade consiste na herança individual que cada criança recebe de seus pais ao ser concebida.
Maturação Neuropsicologica: É considerada um outro factor importante que influi no desenvolvimento psicossocial. Ela se refere às mudanças determinadas internamente, tais como o tamanho do corpo, desenvolvimento dos órgãos, desenvolvimento de habilidade de arrastar-se, andar, correr, agarrar.
Factores Sociais: (Família, Escola, Grupo social, Comunidade Cultura.) Segundo Sousa (2008) a família desempenha um papel determinante nos primeiros anos de vida da criança. Todavia, o seu papel é insubstituível, neste sentido os valores e os conhecimentos adquiridos no núcleo familiar ajudam a criança a saber actuar e interiorizar os comportamentos cívicos de modo a preparar-se para viver e participar na sociedade a que pertence. Ela é considerada como primeiro contexto de socialização, o contexto em que a criança interage e participa de for ma quotidiana, onde recebem as primeiras influencias para avançar na construção de seu desenvolvimento social e pessoal. Ainda na perspectiva do mesmo autor a partir do nascimento, a criança é inserida num contexto familiar que torna responsável pelos cuidados físicos, pelo desenvolvimento psicológico, emocional, moral e cultural desta criança na sociedade. É a partir da família que a criança estabelece a ligação emocional próxima, intensa e duradoura sendo crucial para a socialização (revista Iber americana 1681).
Segundo a abordagem ecológica de Bronfenbrener (1979), para melhor compreendermos o desenvolvimento, devemos estudar a criança no contexto múltiplo ou seja devemos ter em conta os vários ambientes ou sistemas ecológicos nos quais ela se desenvolve. Por sua vez a teoria Ecológica, citado por Spodek (1998), designa esses ambientes como a família, a escola, a comunidade e a cultura, alegando de que são elementos interdependentes e influenciam mutuamente. Deste modo vê-se que o desenvolvimento da criança não pode ser realizado unicamente pelo grupo familiar, pela escola, pelo grupo social, pela comunidade ou pela cultura individualmente, mais sim sendo ela um processo está constantemente influenciada por um conjunto de factores.
Afinal, juntos a escola e a família são responsáveis pela formação do indivíduo.
Não se pode valorizar a escola em oposição à educação familiar e vice-versa. Nesta mesma linha, a escola também não deve ser vista isolada da comunidade, sendo ela, uma das responsáveis pela transformação dos indivíduos.
Com efeito, a criança quando entra na escola, possui já uma bagagem cultural transmitida e aprendida no seio da comunidade em harmonia com a família e o grupo social. Pimenta (1999) na perspectiva de Hobbs e Colab ‘1984 as famílias constituem o elemento fundamental no desenvolvimento de crianças saudáveis, competentes e responsáveis afinal, elas só conseguem exercer melhor as suas funções se tiverem o apoio forte e responsável da comunidade, pois esta fornece os suplementos formais e informais aos recursos da família. Partindo da ideia de Pimenta (1999), podemos afirmar que a escola não deve ignorar a comunidade específica que a rodeia, caso contrário a escola instala-se como um corpo estranho no seio da mesma e não cumpre o seu papel de educadora possuindo o seu estatuto próprio e regendo-se por determinadas normas sociais poderá que contrariar os valores que vigoram na própria comunidade onde se instalou.

Relação Escola e Cultura



Ao entrar na escola a criança encontra uma cultura diferente da cultura da casa, se atendermos ao que diz Pimenta (1999) quando afirma que a escola, enquanto instituição, possui uma cultura específica, onde o aluno vai encontrar um conjunto de hábitos, costumes valores e conhecimentos que uma vez complementam o que já possui e ainda depara com outros que desconhecem onde sentem a necessidade de estabelecer uma ligação com os quais já tinham aprendido. Para este autor a escola deve aproveitar a bagagem cultural das crianças que lhe são confiadas, transmitindo afecto, valoriza-las e imprimir uma nova dinâmica que irá acelerar e integrar, de modo equilibrado permitindo o seu desenvolvimento psicossocial. Para que se efective processo de desenvolvimento psicossocial, a cultura da escola deve tocar a criança como sujeito social e histórico, ou seja, inserida numa sociedade, o que irá marca-la profundamente.
Se esses factores de desenvolvimento psicossocial forem trabalhados em conjunto consegue-se abranger as mais importantes áreas de referência da criança. Todos são considerados como ambiente de formação e compartilhamento, e o (segundo como o elemento primordial na formação do individuo, pois é o núcleo mais particular e onde a criança aprende as regras básicas e os valores. (htt// www.webartigos. com consultada a 26/07/10)
Os educadores não só mantém com elas (as crianças) uma relação formativa no sentido de aquisição de novas aprendizagens sociais, como também é formativa a nível mais profundo pelo facto de afectar o desenvolvimento da própria capacidade de se relacionar de integrar a imagem social e a própria exigência do meio. Zabalza (1992)

Relações entre grupos sua Importância no Desenvolvimento da Criança


O jardim-de-infância é o espaço onde a relação da criança em grupo acontece de forma mais sistemática, contínua e intencional. Segundo Bento (2004) a criança necessita do outro para o seu desenvolvimento e aprendizagem é, através das interacções com o grupo que ela desenvolve e socializa, experimenta a cooperação, a amizade, a aceitação respeito. Por outro lado, Schaffer (2004) considera que as relações entre grupos de pares assumem para o desenvolvimento duas formas: social e intelectual. Parte do princípio de que a primeira tarefa básica da infância é estabelecer um sentido de identidade. Diz também que o auto conceito é primeiramente construído no contexto de relações de inicio com os pais e em seguida, cada vez mais com os pares.
Tendo em conta a idade das crianças do pré-escolar, considera-se importante, as formas como elas se relacionam umas com as outras pois isso condiciona a maneira como elas se vão sentir valorizadas pelos colegas.

Conclusão




Ao chegar ao fim este trabalho consideramos uma primeira caminhada de um tema muito complexo que exigiu muito esforço para a concretização de forma resumida.
As crianças nos primeiros anos de vida necessitam de alguns cuidados para poderem desenvolver-se precisam ser estimuladas desde muito cedo. Também necessitam crescer em espaços onde se sentem seguras e que tudo que se encontra ao redor lhes oferece segurança, amor e carrinho para um bom desenvolvimento psicossocial das mesmas.
Neste contexto, o seio familiar, o jardim – de – infância e outras instituições sociais desempenham uma tarefa super importante pelo qual moldam o carácter da criança de hoje, bem como o perfil do adulto de amanhã.













Referências Bibliográficas



·         Oliveira Maria Luz et Gabrito Belmiro Gil (1995) Sociologia 12º ano Texto Editora, LDA 1ª edição;
·         BENTO, Artur Monteiro (2004) Um novo olhar sobre a educação pré-escolar: a criança de 3 a 6 anos. Brasil Ri de Janeiro;
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curriculares para a educação pré-escolar, Lisboa, Departamento de Educação básico núcleo de educação pré escolar;

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A CRISE DO CATOLICISMO E AS IDEIAS REFORMISTAS


INTRODUÇÃO
Até ao século XVI, a Igreja Católica dominava por completo a sociedade europeia. Muitos membros do alto clero viviam no luxo e na opulência em contraste com o ideal de pobreza pregado por algumas ordens religiosas. A corrupção e a imoralidade eram frequentes entre os clérigos . Alguns humanista cristãos, como Erasmo de Roterdão, apelaram para uma profunda reforma da Igreja, que moralizasse a vida eclesiástica e reconduzisse o Cristianismo à sua pureza original. No entanto, os papas não se mostravam dispostos a aceitar as críticas. A rebelião de Martinho Lutero Em 1513, o papa Leão X enviou pregadores a muitos lugares, pedindo aos fiéis que contribuíssem com o dinheiro para as obras da Basílica de S. Pedro. Em troca dessa esmola, o Papa concedia-lhe uma bula de indulgências, isto é, um documento em que declarava o perdão das almas do purgatório em favor de quem fosse dada a esmola. Em 1517, Martinho Lutero, um monge alemão, tomou uma posição pública contra a doutrina em que se baseavam as indulgências, numa proclamação conhecida como as Noventa e Cinco Teses. Acabaria por ser excomungado pelo Papa e só a protecção de alguns príncipes alemães impediu que fosse condenado à morte na fogueira.


A CRISE DO CATOLICISMO E AS IDEIAS REFORMISTAS
A base material da Igreja
A organização da Igreja Católica lembra uma combinação entre uma velha monarquia feudal e um moderno partido político. Na época do predomínio global do modo de produção capitalista, a Igreja Católica desempenha o papel de ideólogo coletivo a serviço da burguesia, influenciando 1,2 bilhão de pessoas em todos os continentes. Para levar a cabo essa tarefa reacionária, além do pessoal leigo que trabalha em seus órgãos e nas estruturas que ela controla, ela emprega um aparelho de mais de 400.000 sacerdotes (metade deles concentrada na Europa), 750.000 freiras, etc. Só nos EUA mais de um milhão de homens e mulheres trabalham para a Igreja Católica Romana, de uma forma
Os dados estatísticos mostram que a maioria dos católicos não comparece à Santa Missa semanal, e em muitos países a proporção de comparecimento está encolhendo. Na Itália em 1995-2000, 48% dos católicos adultos declararam que estavam seguindo este preceito fundamental, e em 2005-2008 apenas 36% o seguiam. Esses dados também não refletem a situação real. Por exemplo, uma pesquisa encomendada pelo próprio Vaticano em uma diocese na região central da Sicília, realizou uma contagem física, entre aqueles que disseram que iam à igreja todos os domingos (30%), de quantos iam na prática. O resultado mostrou que apenas cerca de metade deles (18%) iam realmente assistir à missa. Há também uma crescente hostilidade da opinião pública contra os privilégios eclesiásticos, especialmente escandalosos em tempos de crise e nos países de maioria católica, mas essa hostilidade também é significativa em países como os EUA, onde tais privilégios são compartilhados por uma grande variedade de denominações cristãs e outras organizações religiosas.
Combine tudo isso com a concorrência de Igrejas mais modernas e agressivas e então as ameaças à estabilidade do fluxo de caixa do Vaticano podem ser facilmente compreendidas. Isso tornou o Vaticano cada vez mais dependente do reinvestimento de seus recursos de capital em operações financeiras, explorando a possibilidade de usar o seu pequeno estado em Roma como um paraíso fiscal e como um lavador internacional de dinheiro.
Intrigas da corte
Em 2006, Joseph Ratzinger (nome real do Papa Bento XVI) escolheu o cardeal Tarcisio Bertone como seu novo secretário de Estado, ou seja, como seu primeiro-ministro. Bertone já tinha "trabalhado" com Ratzinger na Inquisição Romana, e eles foram aliados no conclave de 2005 (o conclave papal é o congresso de cardeais que elege o Papa). A partir dessa posição, ao longo dos anos ele acumulou notável poder que ele tem usado da forma mais imprudente contra as crescentes fileiras de seus inimigos dentro da corte papal. É no contexto de um forte conflito entre a facção de Bertone e os seus adversários na Cúria (como o Cardeal Sodano, o Cardeal Ruini e outros "Wojtylians" – Karol Wojtyla era o nome do Papa João Paulo II) que estourou o escândalo ‘Vatileaks’ (vazamento de documentos secretos do Vaticano). Este escândalo consistia em uma série de vazamentos sobre duas questões principais: a sujeira das finanças do Vaticano e a iminência de uma sucessão pontifícia.
Desde 2008 o Cardeal Bertone é o chefe do órgão dirigente do banco IOR. De lá, ele fez oposição a todas as tentativas por parte do banco central italiano e do Conselho da Europa para fazer o funcionamento da IOR menos opaco. Basicamente, no momento, qualquer um pode anonimamente abrir uma conta bancária lá usando um cúmplice clérigo como um procurador. Desde 2010 uma série de escândalos surgiu, expondo o IOR como um parceiro preferido de vários grandes bancos italianos e europeus em transações obscuras. Em dezembro de 2010, 23 milhões de euros pertencentes a um cliente anônimo do IOR foram congelados pelas autoridades italianas.
O desdobramento da crise econômica fez com que as autoridades bancárias ficassem menos dispostas a serem tolerantes com o modo de operação do IOR, que atuava com absoluta desregulamentação papal, livre de impostos e em total desrespeito às normas internacionais. A situação ficou tão ruim que levou as autoridades italianas a impor o desligamento de todos os caixas eletrônicos na Cidade do Vaticano. Rumores originados da Cúria Romana, e relatados pelo jornal diário La Repubblica, dizem que o bloqueio dos caixas eletrônicos e a renúncia de Bento XVI estão intimamente ligados. O mordomo defendeu-se dizendo que ele teria provocado o Vatileaks com o objetivo de proteger a Igreja e o próprio Papa do inimigo interno: a ganância e a corrupção ... e seu secretário de Estado. Vale a pena notar que o julgamento terminou com uma condenação, mas o pontífice perdoou o mordomo. Alguns explicam a abdicação de Ratzinger como uma medida extrema para desembaraçar a Cúria do aperto sufocante de Bertone. Não seria fácil demitir o secretário de Estado, e Ratzinger não parecia disposto a tanto, mas se o Papa sai então seu primeiro-ministro tem que sair junto, e ele pode não ser confirmado se o conclave instaurar um novo equilíbrio de poder. Aparentemente, Bertone está usando esses últimos dias antes de 28 de fevereiro - a data anunciada da abdicação - para colocar seus asseclas em posições-chave. E o que é bastante significativo, ele não perdeu tempo para conseguir que um novo grupo de Bertonianos obedientes assumissem a gestão do IOR. Tudo indica uma exacerbação da luta interna.
Muda o Papa, os problemas continuam
A eleição de Joseph Ratzinger representou um afastamento da linha de João Paulo II, que era baseada no ecumenismo, universalismo e uma tentativa de apelar mais para a juventude. Como marxistas, sabemos que a política de Karol Wojtyla não foi menos reacionária: o papa polonês abriu seu reinado sob a bandeira de um flagrante anticomunismo e da intolerância, e a falsa postura anticapitalista e anti-imperialista adotada após o colapso da URSS e durante a guerra no Iraque foi realmente utilizada para ocupar o espaço político à esquerda e atrair milhões de jovens para o solo estéril das manifestações de massa no Dia Mundial da Juventude, puxando-os para longe da luta contra o capitalismo. Esta manobra, no entanto, revelou seus limites com o chamado movimento antiglobalização, quando a tentativa católica de sequestrar o movimento produziu resultados muito escassos. Na realidade, o falso anticapitalismo de Wojtyla nem sequer conseguiu impedir o deslocamento para a esquerda na América Latina, e o ecumenismo não conseguiu desacelerar significativamente o avanço de outras religiões e seitas novas. Apesar das intenções de Wojtyla, sua alegada abertura não reverteu efetivamente a enfraquecida influência do dogma católico, e no final das contas ela simplesmente fez com que as numerosas ovelhas negras no rebanho católico seguissem as tendências predominantes. Para os cardeais presentes naquele conclave, a eleição de Ratzinger deve ter tido o gosto de café preto após uma noite de bebedeira.
A eleição deste teólogo alemão foi uma escolha obscurantista que implicava uma mudança de foco de volta para o núcleo duro dos verdadeiros crentes conservadores. Foi uma escolha provinciana destinada a cuidar dos gananciosos interesses da Igreja na Itália e das intrigas dentro da Cúria de Roma. Como podemos observar, esta linha também enfrentou grandes problemas e agora foi derrotada. Seu papado viu um fluxo interminável de escândalos vergonhosos, divisões dramáticas, e declarações reaccionárias. Já em seu sermão como Decano do conclave dos cardeais, antes de ser eleito, ele atacou a " ditadura do relativismo ", listando os inimigos ideológicos da fé cristã escondidos atrás da ameaça relativista, entre os quais o marxismo merecia ser mencionado em primeiro lugar. Com a palestra de Regensburg de 2006, além de lançar uma provocação contra os muçulmanos dando uma piscada para a intolerância religiosa, ele reviveu sua cruzada contra o relativismo, pregando a oposição medieval entre a razão da ciência e a razão da fé. Ele tentou enfraquecer ou até mesmo revogar as inovações introduzidas pelo Concílio Vaticano II e readmitiu quatro bispos tradicionalistas ultraconservadores cristãos, incluindo um que acabou por negar o Holocausto.
Ele herdou do papa anterior o enorme escândalo dos encobrimentos e da cumplicidade das chancelarias diocesanas e do Vaticano nos casos de estupros cometidos por sacerdotes, particularmente em crianças, e ele tratou esses casos com reticências e uma conspiração de silêncio (tudo isso está agora de novo pegando fogo com protestos em muitos países contra os cardeais passíveis de condenação ​​sendo admitidos no novo conclave). Ele confirmou a postura clerical mais obstinada sobre a contracepção, a prevenção da AIDS, o direito ao aborto, a eutanásia e a homossexualidade. Ele dogmaticamente rejeitou qualquer pedido de inovação na estrutura eclesiástica proveniente da periferia do clero mais preocupado com a crise de confiabilidade e a escassez de vocações.
O conclave de 2005 descobriu uma forma de sair do impasse entre Ratzinger e o jesuíta argentino Bergoglio graças a "traição" de alguns cardeais latino-americanos que optaram por mudar de lado e apoiar Ratzinger, quem sabe em troca de quê. A composição da casta dos cardeais é largamente favorável aos países que são financeiramente decisivos para a Igreja Católica. Apesar da proclamada visão global do cristianismo, 49 cardeais de um total de 209 são da Itália. A segunda nação mais representada é a dos EUA, apesar de ter apenas 19. O conjunto da América Latina só tem 30. Os consistórios realizados por Bento XVI reforçaram a alocação ítalo-cêntrica e eurocêntrica de cardeais. Este papa nomeou tantos cardeais que o próximo conclave terá uma maioria de cardeais escolhidos por ele. Qualquer tentativa de eleger um papa não europeu, para ser usado em países mais pobres com a mesma função política que Karol Wojtyla teve no leste europeu, vai enfrentar a oposição feroz dos poderosos lobbies italianos.




Conclusão
Chegamos a conclusão de que o reformismo protestante mais tarde, Lutero estendeu as suas críticas à doutrina da Igreja Católica. Esta ensinava que o Homem só poderia alcançar a salvação eterna através da prática de boas obras e da mediação do clero. Para Lutero, no entanto, o fundamental era a fé .O homem salvava-se se tivesse fé, isto é, se acreditasse em Cristo e na sua palavra. Para isso, Lutero traduziu a Bíblia para alemão, de forma que cada crente a pudesse ler e interpretar livremente, sem precisar de ter o clero como intermediário. O culto devia limitar-se à leitura da Bíblia e ao cântico de hinos. Lutero reduziu os sacramentos, mantendo apenas o baptismo e a comunhão e aboliu o culto dos santos e da Virgem Maria. Defendeu a extinção das ordens monásticas, do celibato eclesiástico e estabeleceu que a igreja não deveria possuir propriedades. Isto levou muitos príncipes alemães a apoiar o luteranismo, seduzidos pela possibilidade de se apropriarem dos bens da Igreja Católica. As ideias reformistas de Martinho Lutero deram início à Reforma Protestante.

a escola é um contentor capaz de receber quaisquer categoria

INTRODUÇÃO
o presente trabalho refere-se à escola e alguns aspectos relevantes de acordo a sua espécie. Neste caso podemos definir a escola como uma instituição concebida para o ensino de alunos sob a direcção de professores. A maioria dos países têm sistemas formais de educação, que geralmente são obrigatórios. Nestes sistemas, os estudantes progridem através de uma série de níveis escolares e sucessivos. Os nomes para esses níveis nas escolas variam por país, mas geralmente incluem o ensino fundamental (ensino básico) para crianças e o ensino médio (ensino secundário) para os adolescentes que concluíram o fundamental. Uma instituição onde o ensino superior é ensinado, é comummente chamada de faculdade ou universidade. Além destas, os alunos também podem frequentar outras instituições escolares, antes e depois do ensino fundamental. A pré-escola fornece uma escolaridade básica para as crianças mais jovens. As profissionalizantes, faculdades ou seminários podem estar disponíveis antes, durante ou depois do ensino médio. A escola também pode ser dedicada a um campo particular, como uma escola de economia ou de música, por exemplo. Há também escolas particulares, que podem ser exclusivas para crianças com necessidades especiais, quando o governo não as fornecer, tais como escolas religiosas, ou as que possuem um padrão mais elevado de qualidade de ensino, ou buscam fomentar outras realizações pessoais. Escolas para adultos incluem instituições de alfabetização, de treinamento corporativo, militar e escolas de negócios.




A ESCOLA E A CIDADANIA
Nossas sociedades desenvolvidas não vão muito bem, sem falar da sociedade planetária, que se encontra em estado lastimável: miséria, desnutrição, desigualdades, dominações,
sociedade dividida, temos o direito de incitar mais firmemente o sistema educacional   exclusões e  fundamentalismos diversos,  barbáries e  regimes  totalitários em  todos os cantos,  guerras, tráficos  de   armas   e  de  drogas   em  larga   escala,   comércio de mulheres   e   turismo  sexual, poluição atmosférica, esgotamento dos recursos naturais.
Nada disso aconteceria, é o que se diz e o que se ouve, se a escola "fizesse o seu trabalho": educar as novas gerações,  torná-las "responsáveis",  dar-lhes o sentido da comunidade e da partilha, restaurar a proibição à violência.
Quem não desejaria que â escola  fosse a  redentora dos  pecados da  sociedade? É preciso lembrar,  no entanto,  que  a escola  está na  sociedade,   é  fruto dela,   é de onde extrai   seus recursos. Sua "autonomia relativa" não a torna um santuário à margem do mundo, nem um superego. Não se pode exigir que ela preserve ou inculque valores que uma parte da sociedade vilipendia ou só respeita da boca para fora.
É claro que, em uma a   se   situar  do  lado da   cidadania   e  da   comunidade,   e  não do  cinismo  e  do individualismo,  a  trabalhar  para desenvolver  uma  identidade e competências cidadãs.  Não podemos exigir que o faça, além de tudo, sem renunciar a nada.
Se não levar em conta os limites da educação e a variedade de expectativas em relação ao sistema educacional, o hino à cidadania mediante a escolarização é uma dupla hipocrisia, um discurso oco, uma forma ilusória de se livrar do problema real do vínculo social e do respeito às regras da vida em comunidade.
Todo pai e todo professor devem fazer a pergunta: “Para que servem as escolas?”. É claro que a família e a escola não são as únicas instituições com propósitos que devemos questionar, mas são um caso especial. As famílias, como tal, têm um papel único, que é o de reproduzir sociedades humanas e fornecer condições que possibilitem suas inovações e mudanças. Quanto às escolas, sem elas, cada geração teria que começar do zero ou, como as sociedades que existiram antes das escolas, permanecer praticamente inalterada durante séculos.
Há, no entanto, motivos mais específicos para se perguntar: “Para que servem as escolas?” hoje em dia. Desde a década de 1970, educadores radicais e muitos sociólogos críticos questionam o papel das escolas e as vêem de maneira bem negativa. Devo argumentar que, apesar de terem um fundo de verdade que não devemos esquecer, essas críticas são fundamentalmente equivocadas. Mais recentemente, John White, o filósofo da educação, deu uma resposta crítica, mas explicitamente positiva a essa pergunta (White, 2007).
Entretanto, como nas críticas negativas, ao deixar de explicitar o que é específico no papel das escolas, White não nos leva muito longe.
Portanto, inicio este capítulo revendo esses dois tipos de resposta. Em seguida, passo a explorar as implicações de uma abordagem alternativa que situa as escolas como instituições com o propósito específico de promover a aquisição do conhecimento. Por várias razões diferentes, a questão do conhecimento e o papel das escolas na sua aquisição têm ido negligenciados tanto por aqueles que tomam decisões no campo político, quanto pelos pesquisadores educacionais, especialmente os sociólogos da educação. Para os primeiros, uma ênfase na aquisição do conhecimento diverge dos propósitos mais instrumentais que têm cada vez mais apoio dos governos. Para muitos pesquisadores educacionais, uma ênfase no conhecimento mascara o ponto até o qual os detentores do poder definem o que conta como conhecimento.
As Vantagens de Permanecer na Escola
As Vantagens de Permanecer na Escola apresenta os benefícios da escola aos alunos através de cinco momentos, que incluem um jogo de tabuleiro, análise de gráficos, elaboração de um orçamento, planejamento de carreira e um debate. O Programa é desenvolvido em sala de aula, através de cinco períodos de 45 minutos consecutivos (um turno). Totalmente sem custos para a escola ou para os alunos, As Vantagens de Permanecer na Escola é apresentado por voluntários com vivência de negócios, treinados pela Junior Achievement.
A ESCOLA COMO ESPAÇO DE SOCIALIZAÇÃO DA CULTURA EM DIREITOS HUMANOS
"A educação, de um modo geral, visa oferecer condições de acesso e de ampliação de cidadania mediante práticas educativas de sistematização dos conhecimentos socialmente acumulados pela humanidade. Tais práticas são formalizadas no âmbito da escola cuja função primordial é a construção de conhecimentos gerais que permitam aos educandos apropriarem-se dos bens culturais historicamente produzidos pela sociedade" (SILVEIRA, NADER & DIAS, 2007).
Assim, a escola tem como função social sistematizar e disseminar os conhecimentos historicamente elaborados e compartilhados por uma determinada sociedade. Por isso, os processos educativos em geral e, principalmente aqueles que ocorrem em seu interior, constituem-se em dinâmicas de socialização da cultura. 
Nesta direção, podemos afirmar que educação comporta processos socializadores, porque civilizatórios, de uma cultura em Direitos Humanos com capacidade de formar os sujeitos na perspectiva de se tornarem agentes de defesa e de proteção dos direitos humanos. 
Obviamente, estamos falando de uma educação que privilegia os processos educativos que tenham como objetivo formar cidadãos críticos e atuantes numa determinada sociedade. Uma educação que não discrimina, que promove o diálogo, a solidariedade, o respeito mútuo, a tolerância, e, sobretudo, a autonomia e a  emancipação dos sujeitos envolvidos. 
Enquanto espaço de socialização da cultura, a escola constitui-se no lócus privilegiado de um conjunto de atividades  que, de forma metódica, continuada e sistemática, responde pela formação inicial da pessoa, permitindo-lhe posicionar-se frente ao mundo. 
As interações sociais que se desenvolvem neste espaço formativo ajudam crianças e adolescentes a compreenderem-se a si mesmo e aos seus outros sociais, enquanto sujeitos sociais e históricos, produtores de cultura e, assim, oportuniza a construção da base inicial para a vivência efetiva de sua cidadania.  
A cultura de direitos passa, necessariamente, por um efetivo diálogo entre saberes e práticas humanizadoras que conferem sentidos e significados à participação efetiva de todos os envolvidos no processo educativo que se desenrola na escola. Daí a importância da educação em Direitos Humanos. 
Com base no Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (2006), a escola, no âmbito específico de sua atuação, pode contribuir para a realização de ações educativas que visem fomentar/estimular/promover a cultura dos direitos humanos mediante o exercício de práticas educativas de promoção e fortalecimento dos direitos humanos no espaço escolar, ajudando a construir uma rede de apoio para enfrentamento de todas as formas de discriminação e violação dos direitos.
Com o objetivo de combater atitudes e comportamentos intolerantes e de discriminação contra grupos e/ou pessoas vulneráveis ou em situação de risco pessoal e social, a escola pode incluir, no seu currículo, temáticas que discutam questões relativas à diversidade sociocultural (gênero, raça/etnia, religião, orientação sexual, pessoas com deficiências, entre outras).
A escola pode, ainda, adotar/implementar projetos e programas educacionais e culturais, com o apoio das redes de  assistência e de proteção social, que visem à promoção de uma cultura de paz e de prevenção e enfrentamento das diversas formas de violência.
Compete à escola, local por excelência de sistematização dos conhecimentos produzidos pela humanidade, implementar e desenvolver uma pedagogia participativa e democrática, fundada na dialogicidade e na historicidade do ser humano, que inclua conteúdos, procedimentos, valores, atitudes e comportamentos orientados para a compreensão, promoção e defesa dos direitos humanos, bem como para a sua reparação em caso de violação. 
Para tanto, é fundamental que a educação em direitos humanos seja incluída no projeto político-pedagógico de cada unidade escolar, de forma a contemplar ações fundadas nos princípios de convivência social, participação, autonomia e democracia. 
A concretização da educação em direitos humanos nas escolas torna-se factível na medida em que este espaço possa estimular, propor, apoiar e elaborar propostas de natureza artístico-culturais que visem ao combate de toda forma de preconceito, de intolerância e de discriminação no espaço escolar. Valorizar as diversas manifestações culturais, de cunho artístico, religioso e desportivo dos variados grupos que compõem a sociedade brasileira pode ser uma das formas de a escola contribuir para a efetivação da cultura dos direitos humanos.
No planejamento de ensino, a ênfase da educação em  direitos humanos precisa levar em consideração conteúdos e atividades que visem desenvolver nas crianças e adolescentes atitudes, condutas e ações que favoreçam/fortaleçam comportamentos cooperativos, dialógicos e participativos. 
A escola deve privilegiar o exercício do diálogo como forma de resolver pequenos conflitos e de ajustar pontos de  vistas distintos. Ao negociar, no grupo, a adequação do seu ponto de vista, crianças e adolescentes tomam contato com outras formas de pensar, de sentir e de agir, levando-os a relativizarem seu próprio pensamento acerca do problema em questão, desenvolvendo o espírito de cooperação e de solidariedade entre eles mediante fortalecimento de atitudes de respeito ao colega e ao bem comum.
A tarefa de educar para/em os direitos humanos impõe à escola processos de qualificação de seu corpo docente. Isto porque, a realização de projetos educativos em direitos humanos supõe um conjunto de ações de natureza crítica e criativa, capazes de desencadear   4 uma reflexão sobre a realidade existente, com o objetivo de redignificá-la, recriá-la e reinventá-la na direção da construção de processos humanizadores de emancipação, empoderamento e autonomia dos sujeitos envolvidos. 
Para tanto, faz-se necessário investimento na formação do professor de modo a garantir que sejam contempladas as dimensões da complexidade e da diversidade intrínseca ao processo de educar em Direitos Humanos. Para tornar efetiva a cultura escolar que tem como princípio norteador a educação para os Direitos Humanos é fundamental que o educador em Direitos Humanos seja um agente promotor e disseminador desta cultura.


CONCLUSÃO
Neste contexto verifica-se que a escola é o ponto de partida para aprendizagem científica, visto que é habitual desde pequeno enfrentar uma determinada escola. Então, ela recebe muitos e diversos elementos humanos com diferentes categorias de (lixo) categoria devido os diversos locais de ensino e de aprendizagem que em muitas das vezes na aplicação prática não condiz com a realidade do local de trabalho. este aspecto é muito relevante buscando assim a probabilidade de encarar a escola como um local de ensino-aprendizagem e de bons hábitos e costumes. No entanto é importante que elas sejam preservadas para servir como um ponto de ensino-aprendizagem das gerações futuras.



BIBLIOGRAFIA
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