segunda-feira, 9 de maio de 2016

a escola é um contentor capaz de receber quaisquer categoria

INTRODUÇÃO
o presente trabalho refere-se à escola e alguns aspectos relevantes de acordo a sua espécie. Neste caso podemos definir a escola como uma instituição concebida para o ensino de alunos sob a direcção de professores. A maioria dos países têm sistemas formais de educação, que geralmente são obrigatórios. Nestes sistemas, os estudantes progridem através de uma série de níveis escolares e sucessivos. Os nomes para esses níveis nas escolas variam por país, mas geralmente incluem o ensino fundamental (ensino básico) para crianças e o ensino médio (ensino secundário) para os adolescentes que concluíram o fundamental. Uma instituição onde o ensino superior é ensinado, é comummente chamada de faculdade ou universidade. Além destas, os alunos também podem frequentar outras instituições escolares, antes e depois do ensino fundamental. A pré-escola fornece uma escolaridade básica para as crianças mais jovens. As profissionalizantes, faculdades ou seminários podem estar disponíveis antes, durante ou depois do ensino médio. A escola também pode ser dedicada a um campo particular, como uma escola de economia ou de música, por exemplo. Há também escolas particulares, que podem ser exclusivas para crianças com necessidades especiais, quando o governo não as fornecer, tais como escolas religiosas, ou as que possuem um padrão mais elevado de qualidade de ensino, ou buscam fomentar outras realizações pessoais. Escolas para adultos incluem instituições de alfabetização, de treinamento corporativo, militar e escolas de negócios.




A ESCOLA E A CIDADANIA
Nossas sociedades desenvolvidas não vão muito bem, sem falar da sociedade planetária, que se encontra em estado lastimável: miséria, desnutrição, desigualdades, dominações,
sociedade dividida, temos o direito de incitar mais firmemente o sistema educacional   exclusões e  fundamentalismos diversos,  barbáries e  regimes  totalitários em  todos os cantos,  guerras, tráficos  de   armas   e  de  drogas   em  larga   escala,   comércio de mulheres   e   turismo  sexual, poluição atmosférica, esgotamento dos recursos naturais.
Nada disso aconteceria, é o que se diz e o que se ouve, se a escola "fizesse o seu trabalho": educar as novas gerações,  torná-las "responsáveis",  dar-lhes o sentido da comunidade e da partilha, restaurar a proibição à violência.
Quem não desejaria que â escola  fosse a  redentora dos  pecados da  sociedade? É preciso lembrar,  no entanto,  que  a escola  está na  sociedade,   é  fruto dela,   é de onde extrai   seus recursos. Sua "autonomia relativa" não a torna um santuário à margem do mundo, nem um superego. Não se pode exigir que ela preserve ou inculque valores que uma parte da sociedade vilipendia ou só respeita da boca para fora.
É claro que, em uma a   se   situar  do  lado da   cidadania   e  da   comunidade,   e  não do  cinismo  e  do individualismo,  a  trabalhar  para desenvolver  uma  identidade e competências cidadãs.  Não podemos exigir que o faça, além de tudo, sem renunciar a nada.
Se não levar em conta os limites da educação e a variedade de expectativas em relação ao sistema educacional, o hino à cidadania mediante a escolarização é uma dupla hipocrisia, um discurso oco, uma forma ilusória de se livrar do problema real do vínculo social e do respeito às regras da vida em comunidade.
Todo pai e todo professor devem fazer a pergunta: “Para que servem as escolas?”. É claro que a família e a escola não são as únicas instituições com propósitos que devemos questionar, mas são um caso especial. As famílias, como tal, têm um papel único, que é o de reproduzir sociedades humanas e fornecer condições que possibilitem suas inovações e mudanças. Quanto às escolas, sem elas, cada geração teria que começar do zero ou, como as sociedades que existiram antes das escolas, permanecer praticamente inalterada durante séculos.
Há, no entanto, motivos mais específicos para se perguntar: “Para que servem as escolas?” hoje em dia. Desde a década de 1970, educadores radicais e muitos sociólogos críticos questionam o papel das escolas e as vêem de maneira bem negativa. Devo argumentar que, apesar de terem um fundo de verdade que não devemos esquecer, essas críticas são fundamentalmente equivocadas. Mais recentemente, John White, o filósofo da educação, deu uma resposta crítica, mas explicitamente positiva a essa pergunta (White, 2007).
Entretanto, como nas críticas negativas, ao deixar de explicitar o que é específico no papel das escolas, White não nos leva muito longe.
Portanto, inicio este capítulo revendo esses dois tipos de resposta. Em seguida, passo a explorar as implicações de uma abordagem alternativa que situa as escolas como instituições com o propósito específico de promover a aquisição do conhecimento. Por várias razões diferentes, a questão do conhecimento e o papel das escolas na sua aquisição têm ido negligenciados tanto por aqueles que tomam decisões no campo político, quanto pelos pesquisadores educacionais, especialmente os sociólogos da educação. Para os primeiros, uma ênfase na aquisição do conhecimento diverge dos propósitos mais instrumentais que têm cada vez mais apoio dos governos. Para muitos pesquisadores educacionais, uma ênfase no conhecimento mascara o ponto até o qual os detentores do poder definem o que conta como conhecimento.
As Vantagens de Permanecer na Escola
As Vantagens de Permanecer na Escola apresenta os benefícios da escola aos alunos através de cinco momentos, que incluem um jogo de tabuleiro, análise de gráficos, elaboração de um orçamento, planejamento de carreira e um debate. O Programa é desenvolvido em sala de aula, através de cinco períodos de 45 minutos consecutivos (um turno). Totalmente sem custos para a escola ou para os alunos, As Vantagens de Permanecer na Escola é apresentado por voluntários com vivência de negócios, treinados pela Junior Achievement.
A ESCOLA COMO ESPAÇO DE SOCIALIZAÇÃO DA CULTURA EM DIREITOS HUMANOS
"A educação, de um modo geral, visa oferecer condições de acesso e de ampliação de cidadania mediante práticas educativas de sistematização dos conhecimentos socialmente acumulados pela humanidade. Tais práticas são formalizadas no âmbito da escola cuja função primordial é a construção de conhecimentos gerais que permitam aos educandos apropriarem-se dos bens culturais historicamente produzidos pela sociedade" (SILVEIRA, NADER & DIAS, 2007).
Assim, a escola tem como função social sistematizar e disseminar os conhecimentos historicamente elaborados e compartilhados por uma determinada sociedade. Por isso, os processos educativos em geral e, principalmente aqueles que ocorrem em seu interior, constituem-se em dinâmicas de socialização da cultura. 
Nesta direção, podemos afirmar que educação comporta processos socializadores, porque civilizatórios, de uma cultura em Direitos Humanos com capacidade de formar os sujeitos na perspectiva de se tornarem agentes de defesa e de proteção dos direitos humanos. 
Obviamente, estamos falando de uma educação que privilegia os processos educativos que tenham como objetivo formar cidadãos críticos e atuantes numa determinada sociedade. Uma educação que não discrimina, que promove o diálogo, a solidariedade, o respeito mútuo, a tolerância, e, sobretudo, a autonomia e a  emancipação dos sujeitos envolvidos. 
Enquanto espaço de socialização da cultura, a escola constitui-se no lócus privilegiado de um conjunto de atividades  que, de forma metódica, continuada e sistemática, responde pela formação inicial da pessoa, permitindo-lhe posicionar-se frente ao mundo. 
As interações sociais que se desenvolvem neste espaço formativo ajudam crianças e adolescentes a compreenderem-se a si mesmo e aos seus outros sociais, enquanto sujeitos sociais e históricos, produtores de cultura e, assim, oportuniza a construção da base inicial para a vivência efetiva de sua cidadania.  
A cultura de direitos passa, necessariamente, por um efetivo diálogo entre saberes e práticas humanizadoras que conferem sentidos e significados à participação efetiva de todos os envolvidos no processo educativo que se desenrola na escola. Daí a importância da educação em Direitos Humanos. 
Com base no Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (2006), a escola, no âmbito específico de sua atuação, pode contribuir para a realização de ações educativas que visem fomentar/estimular/promover a cultura dos direitos humanos mediante o exercício de práticas educativas de promoção e fortalecimento dos direitos humanos no espaço escolar, ajudando a construir uma rede de apoio para enfrentamento de todas as formas de discriminação e violação dos direitos.
Com o objetivo de combater atitudes e comportamentos intolerantes e de discriminação contra grupos e/ou pessoas vulneráveis ou em situação de risco pessoal e social, a escola pode incluir, no seu currículo, temáticas que discutam questões relativas à diversidade sociocultural (gênero, raça/etnia, religião, orientação sexual, pessoas com deficiências, entre outras).
A escola pode, ainda, adotar/implementar projetos e programas educacionais e culturais, com o apoio das redes de  assistência e de proteção social, que visem à promoção de uma cultura de paz e de prevenção e enfrentamento das diversas formas de violência.
Compete à escola, local por excelência de sistematização dos conhecimentos produzidos pela humanidade, implementar e desenvolver uma pedagogia participativa e democrática, fundada na dialogicidade e na historicidade do ser humano, que inclua conteúdos, procedimentos, valores, atitudes e comportamentos orientados para a compreensão, promoção e defesa dos direitos humanos, bem como para a sua reparação em caso de violação. 
Para tanto, é fundamental que a educação em direitos humanos seja incluída no projeto político-pedagógico de cada unidade escolar, de forma a contemplar ações fundadas nos princípios de convivência social, participação, autonomia e democracia. 
A concretização da educação em direitos humanos nas escolas torna-se factível na medida em que este espaço possa estimular, propor, apoiar e elaborar propostas de natureza artístico-culturais que visem ao combate de toda forma de preconceito, de intolerância e de discriminação no espaço escolar. Valorizar as diversas manifestações culturais, de cunho artístico, religioso e desportivo dos variados grupos que compõem a sociedade brasileira pode ser uma das formas de a escola contribuir para a efetivação da cultura dos direitos humanos.
No planejamento de ensino, a ênfase da educação em  direitos humanos precisa levar em consideração conteúdos e atividades que visem desenvolver nas crianças e adolescentes atitudes, condutas e ações que favoreçam/fortaleçam comportamentos cooperativos, dialógicos e participativos. 
A escola deve privilegiar o exercício do diálogo como forma de resolver pequenos conflitos e de ajustar pontos de  vistas distintos. Ao negociar, no grupo, a adequação do seu ponto de vista, crianças e adolescentes tomam contato com outras formas de pensar, de sentir e de agir, levando-os a relativizarem seu próprio pensamento acerca do problema em questão, desenvolvendo o espírito de cooperação e de solidariedade entre eles mediante fortalecimento de atitudes de respeito ao colega e ao bem comum.
A tarefa de educar para/em os direitos humanos impõe à escola processos de qualificação de seu corpo docente. Isto porque, a realização de projetos educativos em direitos humanos supõe um conjunto de ações de natureza crítica e criativa, capazes de desencadear   4 uma reflexão sobre a realidade existente, com o objetivo de redignificá-la, recriá-la e reinventá-la na direção da construção de processos humanizadores de emancipação, empoderamento e autonomia dos sujeitos envolvidos. 
Para tanto, faz-se necessário investimento na formação do professor de modo a garantir que sejam contempladas as dimensões da complexidade e da diversidade intrínseca ao processo de educar em Direitos Humanos. Para tornar efetiva a cultura escolar que tem como princípio norteador a educação para os Direitos Humanos é fundamental que o educador em Direitos Humanos seja um agente promotor e disseminador desta cultura.


CONCLUSÃO
Neste contexto verifica-se que a escola é o ponto de partida para aprendizagem científica, visto que é habitual desde pequeno enfrentar uma determinada escola. Então, ela recebe muitos e diversos elementos humanos com diferentes categorias de (lixo) categoria devido os diversos locais de ensino e de aprendizagem que em muitas das vezes na aplicação prática não condiz com a realidade do local de trabalho. este aspecto é muito relevante buscando assim a probabilidade de encarar a escola como um local de ensino-aprendizagem e de bons hábitos e costumes. No entanto é importante que elas sejam preservadas para servir como um ponto de ensino-aprendizagem das gerações futuras.



BIBLIOGRAFIA
________ Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Escola. Acessado aos 17 de Novembro de 2014.
_________ Disponível em:
http://www.proceedings.scielo.br/scielo.php?pid=MSC0000000082005000200082&script=sci_arttext. Acessado aos 17 de Novembro de 2014.
Adelaide Alves Dias: Educação Social, Campinas, vol. 28, n. 101, p. 1287-1302, set./dez. 2007. Disponível em <http://www.cedes.unicamp.br>. Acessado aos 17 de Novembr de 2014.





A evolução dos computadores

A Evolução dos Computadores
              
  Primeira Geração (1945-1959)
A primeira geração de computadores modernos tinha como principal característica o uso de válvulas eletrônicas, possuindo dimensões enormes. Eles utilizavam quilômetros de fios, chegando a atingir temperaturas muito elevadas, o que frequentemente causava problemas de funcionamento. Normalmente, todos os programas eram escritos diretamente na linguagem de máquina. Existiram várias máquinas dessa época, contudo, o ENIAC foi a mais famosa delas.
Características principais da primeira geração:
· Circuitos eletrônicos e válvulas;
· Uso restrito;
· Precisava ser reprogramado a cada tarefa;
· Grande consumo de energia;
· Problemas devido à muito aquecimento.
                       Segunda Geração (1959-1964 )
Na segunda geração, houve a substituição das válvulas eletrônicas por transístores, o que diminuiu em muito o tamanho do hardware. A tecnologia de circuitos impressos também foi criada, assim evitavam que os fios e cabos elétricos ficassem espalhados por todo lugar. É possível dividir os computadores desta geração em duas grande categorias: supercomputadores e minicomputadores.
Várias linguagens foram desenvolvidas para os computadores da segunda geração, como Fortran, Cobol, Algol.
Características principais da segunda geração:
· Início do uso comercial;
· Tamanho gigantesco;
                 · Capacidade de processamento muito pequena;
· Substituição das válvulas eletrônicas por transistores.
Terceira Geração (1964-1970)
Os computadores desta geração foram conhecidos pelo uso de circuitos integrados, ou seja, permitiram que uma mesma placa armazenasse vários circuitos que se comunicavam com hardwares distintos ao mesmo tempo. Desta maneira, as máquinas se tornaram mais velozes, com um número maior de funcionalidades. O preço diminuiu consideravelmente
O IBM 360/91 lançado em 1967 foi um grande sucesso de vendas. Esta máquina já trabalhava com dispositivos de entrada e saída modernos para a época, como discos e fitas de armazenamento, além da possibilidade de imprimir todos os resultados em papel.
Características da terceira geração:
· Surgem os CI (Circuitos Integrados);
· Diminuição do tamanho;
· Maior capacidade de processamento.
                           Quarta Geração (1971 até hoje)
A quarta geração é conhecida pelo advento dos microcomputadores e computadores pessoais, com a redução drástica do tamanho e preço das máquinas. As CPUs atingiram o incrível patamar de bilhões de operações por segundo, permitindo que muitas tarefas fossem implementadas agora. Os circuitos acabaram se tronando ainda mais integrados e menores, o que permitiu o desenvolvimento dos microprocessadores. Quanto mais o tempo foi passando, mais fácil ficou comprar um PC. Nesta era, os softwares e sistemas se tornaram tão importantes quanto o hardware.
Características da quarta geração:
· Surgem os softwares integrados;
· Processadores de Texto;
· Planilhas Eletrônicas;
· Gerenciamento de Banco de Dados;
· Gráficos;
Gerenciadores de Comunicação


A HISTÓRIA DOS COMPUTADORES

INTRODUÇÃO
Computador é uma máquina capaz de variados tipos de tratamento automático de informações ou processamento de dados. Um computador pode possuir inúmeros atributos, dentre eles armazenamento de dados, processamento de dados, cálculo em grande escala, desenho industrial, tratamento de imagens gráficas, realidade virtual, entretenimento e cultura.
No passado, o termo já foi aplicado a pessoas responsáveis por algum cálculo. Em geral, entende-se por computador um sistema físico que realiza algum tipo de computação. Existe ainda o conceito matemático rigoroso, utilizado na teoria da computação.
Assumiu-se que os computadores pessoais e laptops são ícones da Era da Informação1 ; e isto é o que muitas pessoas consideram como "computador". Entretanto, actualmente as formas mais comuns de computador em uso são os sistemas embarcados, pequenos dispositivos usados para controlar outros dispositivos, como robôs, câmeras digitais ou brinquedos.



A HISTÓRIA DOS COMPUTADORES
A Primeira Geração
J.P. Eckert e John Mauchly, da Universidade da Pensilvânia, inauguraram o novo computador em 14 de fevereiro de 1946. O ENIAC era mil vezes mais rápido do que qualquer máquina anterior, resolvendo 5 mil adições e subtrações, 350 multiplicações ou 50 divisões por segundo. E tinha o dobro do tamanho do Mark I: encheu 40 gabinetes com 100 mil componentes, incluindo cerca de 17 mil válvulas eletrônicas. Pesava 27 toneladas e media 5,50 x 24,40 m e consumia 150 kW. Apesar de seus inúmeros ventiladores, a temperatura ambiente chegava às vezes aos 67 graus centígrados. Executava 300 multiplicações por segundo, mas, como foi projetado para resolver um conjunto particular de problemas, sua reprogramação era muito lenta. Tinha cerca de 19.000 válvulas substituídas por ano. Em 1943, antes da entrada em operação do ENIAC a Inglaterra já possuía o Colossus, máquina criada por Turing para decifrar os códigos secretos alemães. Possuía 2.000 válvulas, coincidentemente o mesmo número proposto por Zuse alguns anos antes.
O ENIAC. Em 1945 Von Neumann sugeriu que o sistema binário fosse adotado em todos os computadores, e que as instruções e dados fossem compilados e armazenados internamente no computador, na seqüência correta de utilização. Estas sugestões tornaram-se a base filosófica para projetos de computadores. (Atualmente pesquisam-se computadores "não Von Neumann", que funcionam com fuzzy logic, lógica confusa). A partir dessas idéias, e da lógica matemática ou álgebra de Boole, introduzida por Boole no início do século XIX, é que Mauchly e Eckert projetaram e construíram o EDVAC, Electronic Discrete Variable Automatic Computer, completado em 1952, que foi a primeira máquina comercial eletrônica de processamento de dados do mundo. Eles haviam tentado isso com o BINAC, computador automático binário, de 1949, que era compacto (1,40 x 1,60 x 0,30 m) o suficiente para ser levado a bordo de um avião, mas que nunca funcionou a contento. O EDVAC utilizava memórias baseadas em linhas de retardo de mercúrio, bem mais caras e lentas que os CRTs, mas também com maior capacidade de armazenamento. Wilkes construiu o EDSAC, Electronic Delay Storage Automatic Calculator em 1949, que funcionava segundo a técnica de programas armazenados.
O primeiro computador comercial de grande escala foi o UNIVAC, UNIVersal Automatic Computer, americano, de 1951, que era programado ajustando-se cerca de 6.000 chaves e conectando-se cabos a um painel. A entrada e saída de informações era realizada por uma fita metálica de 1/2 polegada de largura e 400 m de comprimento. Ao todo, venderam-se 46 unidades do UNIVAC Modelo I, que eram normalmente acompanhados de um dispositivo impressor chamado UNIPRINTER, que, sozinho, consumia 14.000 W. Outro foi o IBM 701, de 1952, que utilizava fita plástica, mais rápida que a metálica do UNIVAC, e o IBM 704, com a capacidade fenomenal de armazenar 8.192 palavras de 36 bits, ambos da IBM. Na Inglaterra surgem o MADAM, Manchester Automatic Digital Machine, o SEC, Simple Electronic Computer, e o APEC, All-Purpose Electronic Computer. Entre 1945 e 1951, o WHIRLWIND, do MIT, foi o primeiro computador a processar informações em tempo real, com entrada de dados a partir de fitas perfuradas e saída em CRT (monitor de vídeo), ou na flexowriter, uma espécie de máquina de escrever (Whirlwind quer dizer redemoinho). Em 1947 Bardeen, Schockley e Brattain inventam o transístor, e, em 1953 Jay Forrester constrói uma memória magnética.
Os computadores a transistores surgem nos anos 50, pesando 1 50 kg, com consumo inferior a 1.500 W e maior capacidade que seus antecessores valvulados.
A Segunda Geração
Era a segunda geração. Exemplos desta época são o IBM 1401 e o BURROUGHS B 200. Em 1954 a IBM comercializa o 650, de tamanho médio. O primeiro computador totalmente transistorizado foi o TRADIC, do Bell Laboratories. O IBM TX-0, de 1958, tinha um monitor de vídeo de primeira qualidade, era rápido e relativamente pequeno, possuía dispositivo de saída sonora e até uma caneta óptica. O PDP-1, processador de dados programável, construído por Olsen, virou sensação no MIT: os alunos jogavam Spacewar! e Rato-no-labirinto, através de um joystick e uma caneta óptica. Em 1957 o matemático Von Neumann colaborou para a construção de um computador avançado, o qual, por brincadeira, recebeu o nome de MANIAC, Mathematical Analyser Numerator Integrator and Computer. Em janeiro de 1959 a Texas Instruments anuncia ao mundo uma criação de Jack Kilby: o circuito integrado. Enquanto uma pessoa de nível médio levaria cerca de cinco minutos para multiplicar dois números de dez dígitos, o MARK I o fazia em cinco segundos, o ENIAC em dois milésimos de segundo, um computador transistorizado em cerca de quatro bilionésimos de segundo, e, uma máquina de terceira geração em menos tempo ainda.
A Terceira Geração
A terceira geração de computadores é da década de 60, com a introdução dos circuitos integrados. O Burroughs B-2500 foi um dos primeiros. Enquanto o ENIAC podia armazenar vinte números de dez dígitos, estes podem armazenar milhões de números. Surgem conceitos como memória virtual, multiprogramação e sistemas operacionais complexos. Exemplos desta época são o IBM 360 e o BURROUGHS B-3500.
Em 1960 existiam cerca de 5.000 computadores nos EUA. É desta época o termo software. Em 1964, a CSC, Computer Sciences Corporation, criada em 1959 com um capital de 100 dólares, tornou-se a primeira companhia de software com ações negociadas em bolsa. O primeiro minicomputador comercial surgiu em 1965, o PDP-5, lançado pela americana DEC, Digital Equipament Corporation.
Dependendo de sua configuração e acessórios ele podia ser adquirido pelo acessível preço de US $ 18,000.00. Seguiu-se o PDP-8, de preço ainda mais competitivo. Seguindo seu caminho outras companhias lançaram seus modelos, fazendo com que no final da década já existissem cerca de 100.000 computadores espalhados pelo mundo. Em 1970 a INTEL Corporation introduziu no mercado um tipo novo de circuito integrado: o microprocessador. O primeiro foi o 4004, de quatro bits. Foi seguido pelo 8008, em 1972, o bastante difundido 8080, o 8085, etc. A partir daí surgem os microcomputadores. Para muitos, a quarta geração surge com os chips VLSI, de integração em muito larga escala. As coisas começam a acontecer com maior rapidez e freqüência. Em 1972 Bushnell lança o vídeo game Atari. Kildall lança o CP/M em 1974. O primeiro kit de microcomputador, o ALTAIR 8800 em 1974/5. Em 1975 Paul Allen e Bill Gates criam a Microsoft e o primeiro software para microcomputador: uma adaptação BASIC para o ALTAIR. Em 1976 Kildall estabelece a Digital Research Incorporation, para vender o sistema operacional CP/M. Em 1977 Jobs e Wozniak criam o microcomputador Apple, a Radio Shack o TRS-80 e a Commodore o PET. A planilha Visicalc (calculador visível) de 1978/9, primeiro programa comercial, da Software Arts. Em 1979 Rubinstein começa a comercializar um software escrito por Barnaby: o Wordstar, e Paul Lutus produz o Apple Writer. O programa de um engenheiro da NASA, Waine Ratliff, o dBASE II, de 1981. Também de 1981 o IBM-PC e o Lotus 1-2-3, de Kapor, que alcançou a lista dos mais vendidos em 1982.
Os Sinclair’s. eram computadores minúsculos concebidos por John Sinclair, professor na Universidade de Cambrige no U.K.. Inicialmente concebido para utilização pelos estudantes da Universidade de Cambrige começou a ser comercializado, em Portugal, circa 1980 com um preço aproximado de 12.500$00. Existia uma versão em kit para montagem que era comprada aproximadamente por 9.000$00 A CPU compreendia um processador Zilog Z80A de 8 bit a 3,25 MHZ, uma memória que compreendia uma ROM e uma RAM e uma ULA. A ROM, com 8K de capacidade, armazenava de modo permanente os programas, tabelas etc. necessários ao funcionamento do sistema e um interpretador para a linguagem de programação BASIC. A RAM compreendia uma área de trabalho disponível para o utilizador de 1K mas, era extensível até 16K. Na caixa de plástico alojava-se ainda um subsistema de comunicações para ligação em série a periféricos denominado SCL (Sinclair Computer Logic), uma unidade para entrada e saída de som, um codificador de imagens para TV. Num rasgo aberto na parte traseira da caixa de plástico existia um conector onde se podia ligar uma impressora minúscula que usava um rolo de papel especial. O computador era fornecido com um cabo para ligação ao televisor e outro para ligação a um gravador de "cassettes" musical (norma Philips). O transformador de corrente elétrica alterna para contínua era adquirido em separado. Os programas e dados eram gravados em fita K7 magnética e eram também lidos a partir dela. O teclado não dispunha de teclas. Os caracteres ASCII eram impressos numa membrana. Esta tecnologia e a falta de ventilação da unidade de alimentação elétrica eram as causas principais de avarias que enviavam o ZX81 para o caixote do lixo. Foi um computador muito popular devido ao seu baixo preço de venda.
A Quarta Geração (1981-1990)
Surgiram em decorrência do uso da técnica dos circuitos LSI (Large Scale Integration) e VLSI (Very Large Scale Integration). Nesse período surgiu também o processamento distribuído, o disco ótico e houve então uma grande difusão do microcomputador, que passou a ser utilizado para processamento de texto, cálculos auxiliados, etc.
1982 - Surge o 286 Usando memória de 30 pinos e slots ISA de 16 bits, já vinha equipado com memória cache, para auxiliar o processador em suas funções. Utilizava ainda monitores CGA em alguns raros modelos estes monitores eram coloridos mas a grande maioria era verde, laranja ou cinza. o 1985 - O 386 Ainda usava memória de 30 pinos, porém devido ás sua velocidade de processamento já era possível rodar softwares gráficos mais avançados como era o caso do Windows 3.1, seu antecessor podia rodar apenas a versão 3.0 devido à baixa qualidade dos monitores CGA, o 386 já contava com placas VGA que podiam atingir até 256 cores desde que o monitor também suportasse essa configuração. o 1989 - O 486 DX A partir deste momento o coprocessador matemático já vinha embutido no próprio processador, houve também uma melhora sensível na velocidade devido o advento da memória de 72 pinos, muito mais rápida que sua antepassada de 30 pinos e das placas PCI de 32 bits duas vezes mais velozes que as placas ISA.
Os equipamentos já tinham capacidade para as placas SVGA que poderiam atingir até 16 milhões de cores, porém este artifício seria usado comercialmente mais para frente com o advento do Windows 95. Neste momento iniciava uma grande debandada para as pequenas redes como, a Novel e a Lantastic que rodariam perfeitamente nestes equipamentos, substituindo os "micrões" que rodavam em sua grande maioria os sistema UNIX (Exemplo o HP-UX da Hewlett Packard e o AIX da IBM). Esta substituição era extremamente viável devido à diferença brutal de preço entre estas máquinas. A Quinta Geração (1991-até hoje) As aplicações exigem cada vez mais uma maior capacidade de processamento e armazenamento de dados. Sistemas especialistas, sistemas multimídia (combinação de textos, gráficos, imagens e sons), banco de dados distribuídos e redes neurais, são apenas alguns exemplos dessas necessidades. Uma das principais características dessa geração é a simplificação e miniaturização do computador, além de melhor desempenho e maior capacidade de armazenamento.
Tudo isso, com os preços cada vez mais acessíveis. A tecnologia VLSI está sendo substituída pela ULSI (Ultra Large Scale Integration). O conceito de processamento está partindo para os processadores paralelos, ou seja, a execução de muitas operações simultaneamente pelas máquinas. A redução dos custos de produção e do volume dos componentes permitiram a aplicação destes computadores nos chamados sistemas embutidos, que controlam aeronaves, embarcações, automóveis e computadores de pequeno porte. São exemplos desta geração de computadores, os micros que utilizam a linha de processadores Pentium, da INTEL.
1993 - Surge o Pentium As grandes mudanças neste periodo ficariam por conta das memórias DIMM de 108 pinos, do aparecimento das placas de video AGP e de um aprimoramento da slot PCI melhorando ainda mais seu desempenho. o 1997 - O Pentium II. o 1999- O Pentium III. o 2001 - o Pentium 4 Não houveram grandes novidades após 1997, sendo que as mudanças ficaram por conta dos cada vez mais velozes processadores.



CONCLUSÃO
Cheguei a conclusão de que o futuro computador quântico será lançada pela IBM que  anunciou a construção do mais avançado computador quântico do mundo. A novidade representa um grande passo em relação ao atual processo de fabricação de chips com silício que, de acordo com especialistas, deve atingir o máximo de sua limitação física de processamento entre 10 e 20 anos. O computador quântico usa, em lugar dos tradicionais microprocessadores de chips de silício, um dispositivo baseado em propriedades físicas dos átomos, como o sentido de giro deles, para contar números um e zero (qubits), em vez de cargas elétricas como nos computadores atuais. Outra característica é que os átomos também podem se sobrepor, o que permite ao equipamento processar equações muito mais rápido. "Na verdade, os elementos básicos dos computadores quânticos são os átomos e as moléculas", diz Isaac Chuang, pesquisador que liderou a equipe formada por cientistas da IBM, Universidade de Staford e Universidade de Calgary. Cada vez menores Segundo os pesquisadores da IBM, os processadores quânticos começam onde os de silício acabam. "A computação quântica começa onde a lei de Moore termina, por volta de 2020, quando os itens dos circuitos terão o tamanho de átomos e moléculas", afirma Chuang. A lei de Moore, conceito criado em 65 pelo co-fundador da fabricante de processadores Intel, Gordon Moore, diz que o número de transistores colocados em um chip dobra a cada 18 meses. Quanto maior a quantidade de transistores nos chips, maior a velocidade de processamento. Essa teoria vem se confirmando desde a sua formulação. Pesquisa O computador quântico da IBM é um instrumento de pesquisa e não estará disponível nos próximos anos. As possíveis aplicações para o equipamento incluem a resolução de problemas matemáticos, buscas avançadas e criptografia, o que já despertou o interesse do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.





REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
http://www.mansano.com/beaba/hist_comp.htm

http://webx.ubi.pt/~felippe/texts3/ahist_comput.pdf

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA NAS ESCOLAS

INTRODUÇÃO
O presente trabalho destina a falara sobre a educação física bem como a sua importância nas práticas desportivas e nesse contexto definimo-la como um conjunto de actividades físicas planejadas e estruturadas, que estuda e explora a capacidade física e a aplicação do movimento humano. O objectivo é melhorar o condicionamento físico e a saúde dos praticantes, através da execução de exercícios físicos e actividades corporais. Ela é também uma disciplina que visa o aperfeiçoamento, controle e manutenção da saúde do corpo e da mente do ser humano. Consiste em um conjunto de actividades físicas planejadas e estruturadas para promover o condicionamento físico de crianças, jovens e adultos através da prática de diferentes modalidades desportivas. As aulas de Educação Física são orientadas por um profissional formado no curso superior de Educação Física, cujas matérias estão ligadas essencialmente às Ciências Biológicas e da Saúde. O profissional sai com preparação para o ensino pedagógico e para actuar principalmente em ambientes escolares.




A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA NAS ESCOLAS

Muita gente acredita, ainda hoje, que as aulas de Educação Física Escolar são apenas um momento de lazer e desconcentração nas escolas. E, por isso, não se dá a devida importância a essa que é uma disciplina essencial no currículo escolar, já que é responsável pelo desenvolvimento motor das crianças. Além disso, o exercício físico ainda é capaz de combater diversas doenças relacionadas ao sedentarismo, como obesidade, diabetes e problemas cardíacos. Deve, portanto, ser praticado sempre - na escola e em casa.
O desenvolvimento motor é parte de todo o comportamento humano. O desenvolvimento cognitivo, o desenvolvimento afectivo e o desenvolvimento motor estão relacionados.
A escola é único lugar em que nós podemos garantir que todas as crianças terão um tempo dedicado à instrução. E as aulas de Educação Física na escola são diferentes do simples ato de brincar no quintal de casa porque elas são instrutivas. Ensinam como as crianças podem mover o corpo. É o único lugar onde elas estão sendo instruídas o tempo inteiro. Inclusive o ideal seria que as crianças tivessem mais do que apenas uma ou duas aulas de Educação Física na escola por semana. O ideal seriam três vezes, mesmo que por um período mais curto - em vez de ter período de 50, 60 minutos, poderiam ter três períodos de meia hora. Isso faria com que as crianças se mexessem mais e o exercício físico se tornaria parte da vida delas. O professor de Educação Física na escola é uma pessoa extremamente importante na comunidade escolar”,
Todos nós sabemos da importância de fazer uma atividade física e de se manter ativo. Mas isto deve ser trabalhado já na infância, aliando a educação física à educação moral e intelectual, formando o indivíduo como um todo.
Infelizmente muitos professores ainda desperdiçam o tempo da aula, dando uma bola aos alunos para que eles joguem futebol, vôlei, enfim, ou o que acharem melhor. Há muitos profissionais que não se preocupam em motivar os alunos. Não planejam as aulas e não tem um objetivo ou finalidade pré-determinada da aula. A educação física não se resume a correr, brincar, jogar bola, fazer ginástica...
A educação física deve sim, integrar o aluno na cultura corporal de movimento, mas de uma forma completa, transmitir conhecimentos sobre a saúde, sobre várias
modalidades do mundo dos esportes e do fitness, adaptando o conteúdo das aulas à individualidade de cada aluno e a fase de desenvolvimento em que estes se encontram. É uma oportunidade de desenvolver as potencialidades de cada um, mas nunca de forma seletiva e sim, incluindo todos os alunos no programa.
Os alunos não devem acreditar que a aula de educação física é apenas uma hora de lazer ou recreação, mas que é uma aula como as outras, cheia de conhecimentos que poderão trazer muitos benefícios se inseridos no cotidiano. Mas, para que estes benefícios sejam notados é essencial manter uma regularidade nas atividades e desta forma, a meu ver, a aula de educação física deveria ocorrer pelo menos 3x por semana.
As aulas devem ser dinâmicas, estimulantes e interessantes. Os conteúdos precisam ter uma complexidade crescente a cada série acompanhando o desenvolvimento motor e cognitivo do aluno. Precisa existir uma relação teórica-prática na metodologia de ensino.
O professor tem de inovar e diversificar, pois o campo de trabalho envolve muitas atividades que podem ser trabalhadas com os alunos como jogos, competições, dança, música, teatro, expressão corporal, práticas de aptidão física, jogos de mímica, gincanas, leituras de textos, trabalhos escritos e práticos, dinâmica em grupo, uso de tv, dvd, etc. O campo é muito amplo. Basta o professor ser responsável, ter seriedade e muita criatividade. Um trabalho bem feito deve estimular a longevidade com qualidade. 
Qual a importância da Educação Física na vida dos estudantes?
Dificilmente há alguma matéria tão adorada e aguardada dentre os alunos do que a Educação Física Escolar. Todavia, nós pais de alunos e eles mesmos (os alunos) provavelmente não sabem quais são os benefícios e a real importância da Educação Física.
No século passado a Educação Física teve uma forte influencia dos militares (ditadura militar entre 1964 e 1985) onde o principal objetivo da Educação Física era criar um atleta, ou seja, a busca continua pelo desempenho esportivo e pela vitória. Isso ocorreu devido a constante resistência e passeatas que estudantes faziam na época, tornando o esporte um meio de desmobilização e alienação. Oras, quem não se lembra da vitória do Brasil na copa do mundo em 1970, onde o publico em geral comemorava enaltecida o tricampeonato mundial enquanto prisões, torturas e assassinatos aconteciam de forma obscura e silenciosa.
Tal metodologia esportista beneficiava integralmente os esportes na escola (futebol, vôlei, basquete, handebol, etc) onde muitas vezes os alunos menos habilidosos e os com sobrepeso (chamados gordinhos) eram deixados de lado. Isso se reflete até os dias atuais para alguns professores e consequentemente para os próprios alunos. Quando algum aluno ou pai de aluno é indagado quanto ao que a Educação Física deve ensinar, não é difícil surgir a resposta que a Educação Física é a pratica e o ensino dos esportes na escola.
Todavia Educação Física é muito mais do que o esporte. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), referencia criada pelo governo federal para padronizar o ensino no país, estipula que a Educação Física deve abordar os esportes, as lutas (karate, capoeira, judô, etc), ginásticas, atividades expressivas e rítmicas(dança, teatro, etc) e o conhecimento para o corpo (noções básicas do sistema muscular, ósseo, digestivo, importância da boa alimentação, entre muitos outros).
Percebe-se então que a Educação Física aborda diversos temas e não somente o esporte, mas alem disso, a visão e objetivo da Educação Física mudou. Hoje podemos definir que o objetivo da Educação Física é auxiliar o aluno no seu desenvolvimento físico, social e cognitivo.
Abordando os benefícios físicos que a Educação Física Escolar proporciona, podemos destacar o controle do peso corporal (o sobrepeso e a obesidade), melhora da capacidade cardiorrespiratória (o aluno tem mais fôlego ao praticar exercícios físicos), mais força e resistência muscular e aumento da densidade óssea (os ossos se tornam mais resistentes). Esses benefícios por si só já corroborariam a importância da Educação Física nas escolas, pois atualmente o sobrepeso e a obesidade infantil estão se tornando cada vez mais comuns em todo o mundo, causando varias doenças na vida adulta (diabetes, hipertensão, colesterol alto, etc).
Mas alem dos benefícios físicos, temos os benefícios sociais. Através da Educação Física Escolar os alunos aprendem a melhorar o convívio com os colegas da sala, respeitando-os, levando esse respeito com os semelhantes para toda a vida. Aprendem que não existe somente a competitividade, tão presente nos esportes, mas alem dele, existe a cooperação no próprio esporte e também através dos jogos cooperativos (assunto este que será apresentado numa próxima matéria) os quais o importante é cooperar para alcançar um objetivo comum. Não somente, a Educação Física proporciona o aumento da auto estima, diminui a probabilidade do jovem se envolver com distúrbios comportamentais, delinquência juvenil e as drogas que literalmente arrasam a vida do aluno e da sua família.
Por ultimo mas não menos importante, temos os benefícios cognitivos. Graças a Educação Física Escolar os alunos melhoram a capacidade de atenção, concentração, tempo de reação e raciocínio lógico, pois quando o jovem pratica alguma atividade física ele não trabalha apenas o corpo, mas também a mente. O aluno precisa ter concentração e atenção para se equilibrar em uma perna, para tocar uma bola ao seu companheiro, precisa ter um tempo de reação rápido para dominar uma bola, para auxiliar o colega a alcançar um objetivo em comum e ter um raciocínio lógico para saber o que fazer em seguida.
Portanto, todos estes benefícios irão auxiliar o aluno por toda a vida, desde a ter uma vida saudável, evitando doenças na vida adulta e terceira idade, à manter o respeito e a cooperação tão necessária na vida profissional e pessoal, assim como o raciocínio lógico e tempo de reação otimizada para ajuda-lo nas decisões da vida. Por todos esses fatores, podemos concluir que a Educação Física é muito maior do que imaginamos e é de grande importância para a vida do aluno e para seu futuro.
O Desporto para jovens e crianças
O desporto para crianças e jovens é hoje organizado e orientado tendo como modelo a prática desportiva dos adultos. Quer isto dizer que os vícios próprios do desporto para os adultos, invadem hoje a prática desportiva dos mais jovens. Um olhar mais atento sobre o desporto para jovens permite-nos verificar um quadro profundamente negro, alicerçado em atitudes incorrectas de treinadores, atletas e pais. É normal verem-se pais a dirigirem todo o tipo de impropérios aos árbitros, treinadores que tratam as crianças como se estas fossem profissionais e jovens atletas utilizando um vocabulário de todo reprovável. Estes acontecimentos fazem-nos levantar algumas questões às quais importa responder:
·         Quais os objectivos do desporto para jovens?
·         Qual a importância dos pais na obtenção dos objectivos?
O Desporto de jovens de ter como objectivos fundamentais:
    A aquisição de valores, pois o desporto é um contexto propício a essas aquisições.
Benefícios do desporto
Realizar exercício físico, seja em que idade for, pode trazer um conjunto de benefícios, não só a nível físico, como psíquico e social.
A nível físico é sabido que o desporto ajuda no combate à obesidade, reduz o risco de doenças cardiovasculares, fortalece músculos, ossos e articulações.
A nível psíquico, eleva a auto- estima dos praticantes, pois este desenvolve um conjunto de habilidades que antes não possuía e melhora o seu aspecto físico, tendo consequentemente uma melhor imagem de si.
A nível social, o Desporto assume-se como um lugar privilegiado para se realizarem laços sociais de amizade, permitindo a partilha de sentimentos e dando ao indivíduo a sensação de pertença a um grupo.
ÁREAS DE ACTUAÇÃO DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA
O profissional de Educação Física pode trabalhar com:
• Condicionamento físico
Auxiliando na realização de exercícios individuais como personal trainer, ou em clubes, academias de ginástica ou empresas para melhorar a saúde física das pessoas.
• Performance
Orientando atletas e equipes esportivas nos treinos e preparação para competição, de forma individual ou como parte de equipes multidisciplinares compostas por médicos, psicólogos e fisioterapeutas, entre outros profissionais. 
• Ensino
Dando aulas nos ensinos fundamental e médio (desde que tenha licenciatura em Educação Física)
• Recreação
Coordenando atividades recreativas a hóspedes em hoteis e navios, ou associados de spas, clubes e condomínios
• Grupos especiais
Instruindo e acompanhando gestantes, idosos, adultos e crianças deficientes, cardíacos e doentes
• Terceiro setor
Desenvolvendo e implantando projetos sociais através do esporte
• Turismo ecológico
Coordenando atividades ao ar livre, como rapel, escalada, trekking, montanhismo, exploração de cavernas, entre outras.
A importância da prática desportiva
A prática de esportes pode reduzir consideravelmente os riscos de doenças, além de contribuir para uma melhor formação do corpo. Para muitos, serve como busca de um corpo perfeito, já outros acreditam que as atividades físicas são as melhores armas para a manutenção de uma vida relativamente saudável. É importante praticar atividade física regular desde a infância, mas o bem-estar do organismo ficou em segundo plano para muitas pessoas que vivem a constante busca de uma aparência ideal.
De acordo com especialista em medicina esportiva e vereador Silvoney Salles, até mesmo nos primeiros anos de vida já existe a necessidade de praticar algum esporte. Ele afirma: “O ato de engatinhar é muito importante na infância, pois ajuda a fortalecer a estrutura óssea e muscular do bebê”. Salles acrescenta ainda que, durante a adolescência e idade adulta, caminhar e nadar continuam sendo as melhores atividades para quem deseja se exercitar de uma forma correta.
Na adolescência, os benefícios da prática de atividades físicas, muitas vezes, são substituídos por lesões, problemas nos ossos e músculos devido à forma muito intensa com que muitos jovens passam a se exercitar. Nessa fase, os adolescentes praticam esportes populares de alto impacto, como futebol, voleibol, basquete e musculação de forma exagerada e inadequada em muitos casos. O profissional de educação física André Castro afirma que tem sido muito difícil controlar a vontade dos jovens adolescentes quanto à prática esportiva. “Eles querem ter resultados rápidos e por isso fazem os exercícios de forma agressiva, nada a ver com o que nós costumamos passar para eles”, completa o professor.
Essa ansiedade também afeta muitas pessoas na idade adulta que buscam, de repente, bons resultados para o corpo através da prática de atividades físicas. “É muito comum em meu consultório pacientes que nem alcançaram a terceira idade apresentando problemas de artrose e outros relacionados ao excesso de atividade física”, afirma Salles. Por isso o instrutor de educação física André Castro afirma que a melhor forma de se obter bons resultados através de atividades físicas é praticar com o máximo de moderação. “Não só do ponto de vista estético, como também fisiológico, os melhores resultados vêem através de uma atividade regular e, principalmente, moderada”, salienta.
Atividade ideal
Na tentativa de se obter bons resultados em relação à saúde sem que haja danos ao organismo, existem várias dúvidas sobre a atividade física ideal independente do biótipo de cada indivíduo. Para o especialista em medicina esportiva Silvoney Salles, o simples ato de caminhar é a prática mais indicada para qualquer idade. “Caminhar informalmente continua sendo ainda o melhor esporte, ajuda a relaxar ao mesmo tempo em que o corpo se mantém em plena atividade”, completa.
A dona de casa Marice Bezerra, de 48 anos, costuma caminhar pelas manhãs e acredita ser esta a atividade mais adequada ao seu modo de vida, isso após sofrer com problemas nas articulações do corpo. “Depois que comecei a caminhar passei a fazer outras actividades com maior êxito e já não me preocupo mais com as dores causadas pela artrose”.

AS VIRTUDES DO BOM PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA
Motivação – Se escolheu a profissão certa estará sempre de bem com a vida passando isso para todos. Profissional motivado não perde o cliente de vista. Está sempre procurando saber se ele precisa de ajuda e como anda a busca dos objetivos pessoais. Ao cliente desanimado cabe o elogio certo e sutil. É preciso “tato” para fazer isso.

Atenção – Significa estar atento a tudo e a todos na sala de aula. Alguns clientes são mais tímidos e o profissional deve ter sabedoria para perceber quando um deles precisa de ajuda e tem vergonha de perguntar. A pior situação é vermos profissionais dando atenção apenas “algumas” clientes. Todos estão pagando pelo serviço oferecido pela academia e o profissional é empregado dela.
Estímulo – Algumas pessoas são naturalmente menos perseverante do que outras. Mais uma vez é preciso “tacto” do profissional para dar uma injecção de ânimo no cliente, seja modificando o programa e/ou fazendo um planeamento estratégico de comprometimento com ele mesmo.
Exemplo – Já dizia minha avó e a de vocês também: “O exemplo vem de cima”. O profissional não precisa ser um atleta, mas deve se comportar adequadamente à carreira tanto na frente do cliente como longe dele. O profissional de Educação Física está sendo visto e observado por todos e em todo lugar. Todos querem imitá-lo.
Compreensão – Nem todo dia o cliente está a fim de “malhar” forte. O profissional precisa ser bastante esperto para perceber isso. Um bom “papo” ou apenas saber ouvir pode resolver, assim como um alongamento passivo e/ou alguns toques de shiatsu e massagem. O profissional deve sempre fazer cursos que agreguem valor ao seu trabalho.
Paciência – Toda profissão exige essa qualidade. Nem todo cliente sabe mexer naquelas máquinas de musculação. Nem todos “pegam de cara” uma coreografia de step. Nem todos gostam de academia e só se matricularam por recomendação médica. Tem cliente que pergunta a mesma coisa todo dia. Paciência. São “ossos do ofício”. Basta responder de má vontade para ele ir embora e nunca mais voltar.
Dedicação – Só vence em qualquer profissão quem se dedica. A de Educação Física lida com o público e dele depende para sobreviver. Todos nós temos problemas, mas na hora do atendimento o cliente não pode saber e ele está ali para resolver o dele e da melhor forma possível.
Orientação – A execução correta dos exercícios deve ser uma constante. O novato pelos motivos óbvios. O veterano pela tendência a relaxar que é próprio de qualquer cidadão. Logo, o bom profissional nunca descansa.
Amizade – Qualquer trabalho flui melhor quando existe confiança mútua desenvolvida através da amizade. Claro, nem todo cliente é bem humorado e o relacionamento é muito difícil, mas faz parte do ofício tentar conquistá-lo.
Resultados – É isso que o cliente busca. Se não conseguiu de uma forma tente de outra. São inúmeras as opções no campo da saúde. O profissional limitado perde cliente e campo na profissão. Porque alguns vencem e outros não?
Respeito – É o princípio de tudo e educação vem de berço. Respeitar para ser respeitado antes de reclamar da profissão.
Atendimento – Atender bem as pessoas é uma obrigação, mas quem faz isso por prazer cresce na profissão e vive muito mais feliz. Felicidade contagia.
Outros aspectos relevantes
O professor de educação física:
  • dedica-se à preparação física de educandos jovens e adultos, também à preparação física e mental (individual e coletiva) de atletas e desportivas.
  • encarrega-se da direção técnica de equipes desportivas.
  • trabalha para recuperação e a reabilitação psicomotora de atletas.
  • realiza exames biométricos nas instituições de ensino.
  • interpreta e ensina as técnicas desportivas.
  • assiste os atletas nas competições esportivas.
  • organiza, dirige e promove os esportes de sua especialidade.
  • organiza e planeja associações desportivas, atléticas ou grêmios.
  • faz pesquisas no campo do esporte.





CONCLUSÃO
Por fim, a regularidade traz mais benefícios à saúde do que a intensidade da actividade física. Você terá que encontrar algo capaz de mexer com seus pulmões e seu coração, praticando com frequência. O ideal seriam 30 minutos diários de actividade. Contudo, você pode optar pela prática duas ou três vezes por semana. Lembre-se de que você deve buscar uma orientação individual com um médico. É importante a educação física por que nos releva a um contexto físico - corporal do dia-a-dia.





BIBLIOGRAFIA