segunda-feira, 9 de maio de 2016

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA NAS ESCOLAS

INTRODUÇÃO
O presente trabalho destina a falara sobre a educação física bem como a sua importância nas práticas desportivas e nesse contexto definimo-la como um conjunto de actividades físicas planejadas e estruturadas, que estuda e explora a capacidade física e a aplicação do movimento humano. O objectivo é melhorar o condicionamento físico e a saúde dos praticantes, através da execução de exercícios físicos e actividades corporais. Ela é também uma disciplina que visa o aperfeiçoamento, controle e manutenção da saúde do corpo e da mente do ser humano. Consiste em um conjunto de actividades físicas planejadas e estruturadas para promover o condicionamento físico de crianças, jovens e adultos através da prática de diferentes modalidades desportivas. As aulas de Educação Física são orientadas por um profissional formado no curso superior de Educação Física, cujas matérias estão ligadas essencialmente às Ciências Biológicas e da Saúde. O profissional sai com preparação para o ensino pedagógico e para actuar principalmente em ambientes escolares.




A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA NAS ESCOLAS

Muita gente acredita, ainda hoje, que as aulas de Educação Física Escolar são apenas um momento de lazer e desconcentração nas escolas. E, por isso, não se dá a devida importância a essa que é uma disciplina essencial no currículo escolar, já que é responsável pelo desenvolvimento motor das crianças. Além disso, o exercício físico ainda é capaz de combater diversas doenças relacionadas ao sedentarismo, como obesidade, diabetes e problemas cardíacos. Deve, portanto, ser praticado sempre - na escola e em casa.
O desenvolvimento motor é parte de todo o comportamento humano. O desenvolvimento cognitivo, o desenvolvimento afectivo e o desenvolvimento motor estão relacionados.
A escola é único lugar em que nós podemos garantir que todas as crianças terão um tempo dedicado à instrução. E as aulas de Educação Física na escola são diferentes do simples ato de brincar no quintal de casa porque elas são instrutivas. Ensinam como as crianças podem mover o corpo. É o único lugar onde elas estão sendo instruídas o tempo inteiro. Inclusive o ideal seria que as crianças tivessem mais do que apenas uma ou duas aulas de Educação Física na escola por semana. O ideal seriam três vezes, mesmo que por um período mais curto - em vez de ter período de 50, 60 minutos, poderiam ter três períodos de meia hora. Isso faria com que as crianças se mexessem mais e o exercício físico se tornaria parte da vida delas. O professor de Educação Física na escola é uma pessoa extremamente importante na comunidade escolar”,
Todos nós sabemos da importância de fazer uma atividade física e de se manter ativo. Mas isto deve ser trabalhado já na infância, aliando a educação física à educação moral e intelectual, formando o indivíduo como um todo.
Infelizmente muitos professores ainda desperdiçam o tempo da aula, dando uma bola aos alunos para que eles joguem futebol, vôlei, enfim, ou o que acharem melhor. Há muitos profissionais que não se preocupam em motivar os alunos. Não planejam as aulas e não tem um objetivo ou finalidade pré-determinada da aula. A educação física não se resume a correr, brincar, jogar bola, fazer ginástica...
A educação física deve sim, integrar o aluno na cultura corporal de movimento, mas de uma forma completa, transmitir conhecimentos sobre a saúde, sobre várias
modalidades do mundo dos esportes e do fitness, adaptando o conteúdo das aulas à individualidade de cada aluno e a fase de desenvolvimento em que estes se encontram. É uma oportunidade de desenvolver as potencialidades de cada um, mas nunca de forma seletiva e sim, incluindo todos os alunos no programa.
Os alunos não devem acreditar que a aula de educação física é apenas uma hora de lazer ou recreação, mas que é uma aula como as outras, cheia de conhecimentos que poderão trazer muitos benefícios se inseridos no cotidiano. Mas, para que estes benefícios sejam notados é essencial manter uma regularidade nas atividades e desta forma, a meu ver, a aula de educação física deveria ocorrer pelo menos 3x por semana.
As aulas devem ser dinâmicas, estimulantes e interessantes. Os conteúdos precisam ter uma complexidade crescente a cada série acompanhando o desenvolvimento motor e cognitivo do aluno. Precisa existir uma relação teórica-prática na metodologia de ensino.
O professor tem de inovar e diversificar, pois o campo de trabalho envolve muitas atividades que podem ser trabalhadas com os alunos como jogos, competições, dança, música, teatro, expressão corporal, práticas de aptidão física, jogos de mímica, gincanas, leituras de textos, trabalhos escritos e práticos, dinâmica em grupo, uso de tv, dvd, etc. O campo é muito amplo. Basta o professor ser responsável, ter seriedade e muita criatividade. Um trabalho bem feito deve estimular a longevidade com qualidade. 
Qual a importância da Educação Física na vida dos estudantes?
Dificilmente há alguma matéria tão adorada e aguardada dentre os alunos do que a Educação Física Escolar. Todavia, nós pais de alunos e eles mesmos (os alunos) provavelmente não sabem quais são os benefícios e a real importância da Educação Física.
No século passado a Educação Física teve uma forte influencia dos militares (ditadura militar entre 1964 e 1985) onde o principal objetivo da Educação Física era criar um atleta, ou seja, a busca continua pelo desempenho esportivo e pela vitória. Isso ocorreu devido a constante resistência e passeatas que estudantes faziam na época, tornando o esporte um meio de desmobilização e alienação. Oras, quem não se lembra da vitória do Brasil na copa do mundo em 1970, onde o publico em geral comemorava enaltecida o tricampeonato mundial enquanto prisões, torturas e assassinatos aconteciam de forma obscura e silenciosa.
Tal metodologia esportista beneficiava integralmente os esportes na escola (futebol, vôlei, basquete, handebol, etc) onde muitas vezes os alunos menos habilidosos e os com sobrepeso (chamados gordinhos) eram deixados de lado. Isso se reflete até os dias atuais para alguns professores e consequentemente para os próprios alunos. Quando algum aluno ou pai de aluno é indagado quanto ao que a Educação Física deve ensinar, não é difícil surgir a resposta que a Educação Física é a pratica e o ensino dos esportes na escola.
Todavia Educação Física é muito mais do que o esporte. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), referencia criada pelo governo federal para padronizar o ensino no país, estipula que a Educação Física deve abordar os esportes, as lutas (karate, capoeira, judô, etc), ginásticas, atividades expressivas e rítmicas(dança, teatro, etc) e o conhecimento para o corpo (noções básicas do sistema muscular, ósseo, digestivo, importância da boa alimentação, entre muitos outros).
Percebe-se então que a Educação Física aborda diversos temas e não somente o esporte, mas alem disso, a visão e objetivo da Educação Física mudou. Hoje podemos definir que o objetivo da Educação Física é auxiliar o aluno no seu desenvolvimento físico, social e cognitivo.
Abordando os benefícios físicos que a Educação Física Escolar proporciona, podemos destacar o controle do peso corporal (o sobrepeso e a obesidade), melhora da capacidade cardiorrespiratória (o aluno tem mais fôlego ao praticar exercícios físicos), mais força e resistência muscular e aumento da densidade óssea (os ossos se tornam mais resistentes). Esses benefícios por si só já corroborariam a importância da Educação Física nas escolas, pois atualmente o sobrepeso e a obesidade infantil estão se tornando cada vez mais comuns em todo o mundo, causando varias doenças na vida adulta (diabetes, hipertensão, colesterol alto, etc).
Mas alem dos benefícios físicos, temos os benefícios sociais. Através da Educação Física Escolar os alunos aprendem a melhorar o convívio com os colegas da sala, respeitando-os, levando esse respeito com os semelhantes para toda a vida. Aprendem que não existe somente a competitividade, tão presente nos esportes, mas alem dele, existe a cooperação no próprio esporte e também através dos jogos cooperativos (assunto este que será apresentado numa próxima matéria) os quais o importante é cooperar para alcançar um objetivo comum. Não somente, a Educação Física proporciona o aumento da auto estima, diminui a probabilidade do jovem se envolver com distúrbios comportamentais, delinquência juvenil e as drogas que literalmente arrasam a vida do aluno e da sua família.
Por ultimo mas não menos importante, temos os benefícios cognitivos. Graças a Educação Física Escolar os alunos melhoram a capacidade de atenção, concentração, tempo de reação e raciocínio lógico, pois quando o jovem pratica alguma atividade física ele não trabalha apenas o corpo, mas também a mente. O aluno precisa ter concentração e atenção para se equilibrar em uma perna, para tocar uma bola ao seu companheiro, precisa ter um tempo de reação rápido para dominar uma bola, para auxiliar o colega a alcançar um objetivo em comum e ter um raciocínio lógico para saber o que fazer em seguida.
Portanto, todos estes benefícios irão auxiliar o aluno por toda a vida, desde a ter uma vida saudável, evitando doenças na vida adulta e terceira idade, à manter o respeito e a cooperação tão necessária na vida profissional e pessoal, assim como o raciocínio lógico e tempo de reação otimizada para ajuda-lo nas decisões da vida. Por todos esses fatores, podemos concluir que a Educação Física é muito maior do que imaginamos e é de grande importância para a vida do aluno e para seu futuro.
O Desporto para jovens e crianças
O desporto para crianças e jovens é hoje organizado e orientado tendo como modelo a prática desportiva dos adultos. Quer isto dizer que os vícios próprios do desporto para os adultos, invadem hoje a prática desportiva dos mais jovens. Um olhar mais atento sobre o desporto para jovens permite-nos verificar um quadro profundamente negro, alicerçado em atitudes incorrectas de treinadores, atletas e pais. É normal verem-se pais a dirigirem todo o tipo de impropérios aos árbitros, treinadores que tratam as crianças como se estas fossem profissionais e jovens atletas utilizando um vocabulário de todo reprovável. Estes acontecimentos fazem-nos levantar algumas questões às quais importa responder:
·         Quais os objectivos do desporto para jovens?
·         Qual a importância dos pais na obtenção dos objectivos?
O Desporto de jovens de ter como objectivos fundamentais:
    A aquisição de valores, pois o desporto é um contexto propício a essas aquisições.
Benefícios do desporto
Realizar exercício físico, seja em que idade for, pode trazer um conjunto de benefícios, não só a nível físico, como psíquico e social.
A nível físico é sabido que o desporto ajuda no combate à obesidade, reduz o risco de doenças cardiovasculares, fortalece músculos, ossos e articulações.
A nível psíquico, eleva a auto- estima dos praticantes, pois este desenvolve um conjunto de habilidades que antes não possuía e melhora o seu aspecto físico, tendo consequentemente uma melhor imagem de si.
A nível social, o Desporto assume-se como um lugar privilegiado para se realizarem laços sociais de amizade, permitindo a partilha de sentimentos e dando ao indivíduo a sensação de pertença a um grupo.
ÁREAS DE ACTUAÇÃO DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA
O profissional de Educação Física pode trabalhar com:
• Condicionamento físico
Auxiliando na realização de exercícios individuais como personal trainer, ou em clubes, academias de ginástica ou empresas para melhorar a saúde física das pessoas.
• Performance
Orientando atletas e equipes esportivas nos treinos e preparação para competição, de forma individual ou como parte de equipes multidisciplinares compostas por médicos, psicólogos e fisioterapeutas, entre outros profissionais. 
• Ensino
Dando aulas nos ensinos fundamental e médio (desde que tenha licenciatura em Educação Física)
• Recreação
Coordenando atividades recreativas a hóspedes em hoteis e navios, ou associados de spas, clubes e condomínios
• Grupos especiais
Instruindo e acompanhando gestantes, idosos, adultos e crianças deficientes, cardíacos e doentes
• Terceiro setor
Desenvolvendo e implantando projetos sociais através do esporte
• Turismo ecológico
Coordenando atividades ao ar livre, como rapel, escalada, trekking, montanhismo, exploração de cavernas, entre outras.
A importância da prática desportiva
A prática de esportes pode reduzir consideravelmente os riscos de doenças, além de contribuir para uma melhor formação do corpo. Para muitos, serve como busca de um corpo perfeito, já outros acreditam que as atividades físicas são as melhores armas para a manutenção de uma vida relativamente saudável. É importante praticar atividade física regular desde a infância, mas o bem-estar do organismo ficou em segundo plano para muitas pessoas que vivem a constante busca de uma aparência ideal.
De acordo com especialista em medicina esportiva e vereador Silvoney Salles, até mesmo nos primeiros anos de vida já existe a necessidade de praticar algum esporte. Ele afirma: “O ato de engatinhar é muito importante na infância, pois ajuda a fortalecer a estrutura óssea e muscular do bebê”. Salles acrescenta ainda que, durante a adolescência e idade adulta, caminhar e nadar continuam sendo as melhores atividades para quem deseja se exercitar de uma forma correta.
Na adolescência, os benefícios da prática de atividades físicas, muitas vezes, são substituídos por lesões, problemas nos ossos e músculos devido à forma muito intensa com que muitos jovens passam a se exercitar. Nessa fase, os adolescentes praticam esportes populares de alto impacto, como futebol, voleibol, basquete e musculação de forma exagerada e inadequada em muitos casos. O profissional de educação física André Castro afirma que tem sido muito difícil controlar a vontade dos jovens adolescentes quanto à prática esportiva. “Eles querem ter resultados rápidos e por isso fazem os exercícios de forma agressiva, nada a ver com o que nós costumamos passar para eles”, completa o professor.
Essa ansiedade também afeta muitas pessoas na idade adulta que buscam, de repente, bons resultados para o corpo através da prática de atividades físicas. “É muito comum em meu consultório pacientes que nem alcançaram a terceira idade apresentando problemas de artrose e outros relacionados ao excesso de atividade física”, afirma Salles. Por isso o instrutor de educação física André Castro afirma que a melhor forma de se obter bons resultados através de atividades físicas é praticar com o máximo de moderação. “Não só do ponto de vista estético, como também fisiológico, os melhores resultados vêem através de uma atividade regular e, principalmente, moderada”, salienta.
Atividade ideal
Na tentativa de se obter bons resultados em relação à saúde sem que haja danos ao organismo, existem várias dúvidas sobre a atividade física ideal independente do biótipo de cada indivíduo. Para o especialista em medicina esportiva Silvoney Salles, o simples ato de caminhar é a prática mais indicada para qualquer idade. “Caminhar informalmente continua sendo ainda o melhor esporte, ajuda a relaxar ao mesmo tempo em que o corpo se mantém em plena atividade”, completa.
A dona de casa Marice Bezerra, de 48 anos, costuma caminhar pelas manhãs e acredita ser esta a atividade mais adequada ao seu modo de vida, isso após sofrer com problemas nas articulações do corpo. “Depois que comecei a caminhar passei a fazer outras actividades com maior êxito e já não me preocupo mais com as dores causadas pela artrose”.

AS VIRTUDES DO BOM PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA
Motivação – Se escolheu a profissão certa estará sempre de bem com a vida passando isso para todos. Profissional motivado não perde o cliente de vista. Está sempre procurando saber se ele precisa de ajuda e como anda a busca dos objetivos pessoais. Ao cliente desanimado cabe o elogio certo e sutil. É preciso “tato” para fazer isso.

Atenção – Significa estar atento a tudo e a todos na sala de aula. Alguns clientes são mais tímidos e o profissional deve ter sabedoria para perceber quando um deles precisa de ajuda e tem vergonha de perguntar. A pior situação é vermos profissionais dando atenção apenas “algumas” clientes. Todos estão pagando pelo serviço oferecido pela academia e o profissional é empregado dela.
Estímulo – Algumas pessoas são naturalmente menos perseverante do que outras. Mais uma vez é preciso “tacto” do profissional para dar uma injecção de ânimo no cliente, seja modificando o programa e/ou fazendo um planeamento estratégico de comprometimento com ele mesmo.
Exemplo – Já dizia minha avó e a de vocês também: “O exemplo vem de cima”. O profissional não precisa ser um atleta, mas deve se comportar adequadamente à carreira tanto na frente do cliente como longe dele. O profissional de Educação Física está sendo visto e observado por todos e em todo lugar. Todos querem imitá-lo.
Compreensão – Nem todo dia o cliente está a fim de “malhar” forte. O profissional precisa ser bastante esperto para perceber isso. Um bom “papo” ou apenas saber ouvir pode resolver, assim como um alongamento passivo e/ou alguns toques de shiatsu e massagem. O profissional deve sempre fazer cursos que agreguem valor ao seu trabalho.
Paciência – Toda profissão exige essa qualidade. Nem todo cliente sabe mexer naquelas máquinas de musculação. Nem todos “pegam de cara” uma coreografia de step. Nem todos gostam de academia e só se matricularam por recomendação médica. Tem cliente que pergunta a mesma coisa todo dia. Paciência. São “ossos do ofício”. Basta responder de má vontade para ele ir embora e nunca mais voltar.
Dedicação – Só vence em qualquer profissão quem se dedica. A de Educação Física lida com o público e dele depende para sobreviver. Todos nós temos problemas, mas na hora do atendimento o cliente não pode saber e ele está ali para resolver o dele e da melhor forma possível.
Orientação – A execução correta dos exercícios deve ser uma constante. O novato pelos motivos óbvios. O veterano pela tendência a relaxar que é próprio de qualquer cidadão. Logo, o bom profissional nunca descansa.
Amizade – Qualquer trabalho flui melhor quando existe confiança mútua desenvolvida através da amizade. Claro, nem todo cliente é bem humorado e o relacionamento é muito difícil, mas faz parte do ofício tentar conquistá-lo.
Resultados – É isso que o cliente busca. Se não conseguiu de uma forma tente de outra. São inúmeras as opções no campo da saúde. O profissional limitado perde cliente e campo na profissão. Porque alguns vencem e outros não?
Respeito – É o princípio de tudo e educação vem de berço. Respeitar para ser respeitado antes de reclamar da profissão.
Atendimento – Atender bem as pessoas é uma obrigação, mas quem faz isso por prazer cresce na profissão e vive muito mais feliz. Felicidade contagia.
Outros aspectos relevantes
O professor de educação física:
  • dedica-se à preparação física de educandos jovens e adultos, também à preparação física e mental (individual e coletiva) de atletas e desportivas.
  • encarrega-se da direção técnica de equipes desportivas.
  • trabalha para recuperação e a reabilitação psicomotora de atletas.
  • realiza exames biométricos nas instituições de ensino.
  • interpreta e ensina as técnicas desportivas.
  • assiste os atletas nas competições esportivas.
  • organiza, dirige e promove os esportes de sua especialidade.
  • organiza e planeja associações desportivas, atléticas ou grêmios.
  • faz pesquisas no campo do esporte.





CONCLUSÃO
Por fim, a regularidade traz mais benefícios à saúde do que a intensidade da actividade física. Você terá que encontrar algo capaz de mexer com seus pulmões e seu coração, praticando com frequência. O ideal seriam 30 minutos diários de actividade. Contudo, você pode optar pela prática duas ou três vezes por semana. Lembre-se de que você deve buscar uma orientação individual com um médico. É importante a educação física por que nos releva a um contexto físico - corporal do dia-a-dia.





BIBLIOGRAFIA


A IMPORTÂNCIA DO DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM NA IDADE PRÉ-ESCOLAR

INTRODUÇÃO

No presente trabalho abordaremos sobre a importância do desenvolvimento da linguagem na idade pré-escolar, que adota-se na infância da criança, sabendo que é o momento no qual a criança inicia o desenvolver dessa comunicação, realizada através do choro, gestos, fala, dentre outras formas de expressão, acções dessa natureza poderão reportar a novas conquistas da criança pequena através da comunicação desenvolvida.
Entre os 2 e 3 anos as crianças começam a adquirir os primeiros fundamentos de sintaxe, começando assim a se preocupar com as regras gramaticais. Usam, para tanto, o que chamamos de super – regularização, que é uma aplicação das regras gramaticais a todos os casos, sem considerar as excepções. É por isso que a criança quer comprar “pães”, traze-los nas “mães”. Aos 6 anos a criança fala utilizando frases longas, tentando utilizar correctamente as normas gramaticais.

















A IMPORTÂNCIA DO DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM NA IDADE PRÉ-ESCOLAR

A linguagem das crianças intriga linguistas e estudiosos do assunto. Sendo assim crianças do século XII, por exemplo, apesar de crianças como as de hoje não brincavam com os mesmos brinquedos, nem sentiam, nem pensavam, nem se vestiam como as crianças de hoje. E, certamente as crianças deste século terão características muito diferentes das de hoje. É interessante que assim surge um questionamento: se as crianças de antigamente eram diferentes das de hoje certamente as de amanhã também serão.
A aquisição da linguagem tenta explicar entre outras coisas o fato de as crianças, por volta dos 3 anos, serem capazes de fazer o uso produtivo  - de suas línguas”. Com base nisso tentarei aqui expor alguns pontos importantes de aquisição da linguagem pela criança. Desde pequenos já existe a comunicação, mas esta não é feita por meio oral. A linguagem é um sistema de símbolos culturais internalizados, e é utilizada com o fim último de comunicação social. Assim como no caso da inteligência e do pensamento, o seu desenvolvimento passa também por períodos até que a criança chegue a utilização de frases e múltiplas palavras.
Ao nascer, a criança não entende o que lhe é dito. Somente aos poucos começa a atribuir um sentido ao que escuta. Do mesmo modo acontece com a produção da linguagem falada. O entendimento e a produção da linguagem falada evoluem. Existem diferentes tipos de linguagem: a corporal, a falada, a escrita e a gráfica. Para se comunicar a criança utiliza, tanto a linguagem corporal (mímica, gestos, etc.) como a linguagem falada. Lógico que ela ainda não fala, mas já produz linguagem.
O desenvolvimento da linguagem se divide em dois estádios:  Pré – linguístico, quando o bebé usa de modo comunicativo os sons, sem palavras ou gramática; e o linguístico, quando usa palavras. No estádio pré – linguístico a criança, de princípio, usa o choro para se comunicar, podendo ser rica em expressão emocional. Logo ao nascer este choro ainda é indiferenciado, porque nem a mãe sabe o que ele significa, mas aos poucos começa a ficar cheio de significados e é possível, pelo menos para a mãe, saber se o bebé está
Chorando de fome, de cólica, por estar se sentindo desconfortável, por querer colo etc. è importante ressaltar que é a relação do bebé com sua mãe, ou com a pessoa que cuida dele, que lhe dá elementos para compreender seu choro. Além do choro, a criança começa a produzir o arrulho, que é a emissão de um som gutural, que sai da garganta, que se assemelha ao arrulho dos pombos. O balbucio ocorre de repente, por volta dos 6-10 meses, e caracteriza – se pela produção e repetição de sons de consoantes e vogais como “ma – ma – ma – ma”, que muitas vezes é confundido com a primeira palavra do bebé.

No desenvolvimento da linguagem, os bebés começam imitando casualmente os sons que ouvem, através da ecolalia. Por exemplo: os bebés repetem repetidas vezes os sons como o “da – da – da”, ou “ma – ma – ma – ma”. Por isso as crianças que têm problema de audição, não evoluem para além do balbucio, já que não são capazes de escutar.
Por volta dos 10 meses, os bebés imitam deliberadamente os sons que ouvem, deixando clara a importância da estimulação externa para o desenvolvimento da linguagem. Ao final do primeiro ano, o bebé já tem certa noção de comunicação, uma ideia de referência e um conjunto de sinais para se comunicar com aqueles que cuidam dele. O estádio linguístico está pronto para se estabelecer. Sendo assim, contando com a maturação do aparelho fonador da criança e da sua aprendizagem anterior, ela começa a dizer suas primeiras palavras.
A fala linguística se inicia geralmente no final do segundo ano, quando a criança pronuncia a mesma combinação de sons para se referir a uma pessoa, um objecto, um animal ou um acontecimento. Por exemplo, se a criança disser acho quando vir a água na mamadeira, no copo, na torneira, no banheiro etc., podemos afirmar que ela já esta falando por meio de palavras. Espera – se que aos 18 meses a criança já tenha um vocabulário de aproximadamente 50 palavras, no entanto ainda apresenta características da fala pré – linguística e não revela frustração se não for compreendida.
Na fase inicial da fala linguística a criança costuma dizer uma única palavra, atribuindo a ela no entanto o valor de frase. Por exemplo, diz ua, apontando para porta de casa, expressando um pensamento completo; eu quero ir para rua. Essas palavras com valor de frases são chamadas holófrases. Chomsky defende a ideia de que a estrutura da linguagem é, em grande parte, especificada biologicamente (nativista). Skinner afirma que a linguagem é aprendida inteiramente por meio de experiência (empirista). Piaget consegue chegar mais perto de uma compreensão do desenvolvimento da linguagem que atenda melhor a realidade observada. Segundo ele tanto o biológico quanto as interacções com o mundo social são importantes para o desenvolvimento da linguagem (integracionista).

O SISTEMA DA LINGUAGEM INFANTIL

O sistema da linguagem tem uma complexidade que envolve a rede de neurónios distribuída entre várias regiões cerebrais. Em contacto com os sons do ambiente, a fala inclui múltiplos sons que ocorrem simultaneamente, em várias frequências e com rápidas transições entre estas. O ouvido tem de sintonizar este sinal auditivo complexo, recodificá-lo e transformá-lo em impulsos eléctricos, os quais são conduzidos por células nervosas à área auditiva do córtex cerebral, no lobo temporal. Este reelabora os impulsos, transmite-os às áreas da linguagem e armazena a versão do sinal acústico por certo período de tempo. Desta forma a linguagem deve ser concebida no contexto da interacção social, não simplesmente como meio de transmissão de informação, mas sim como projecção das próprias pessoas, veículo de trocas, de relações, como meio de representação e comunicação. A linguagem é, por um lado, um meio de interacção, de relação e de construção do conhecimento; e, por outro lado, algo que a criança precisa conhecer e dominar.
A partir do momento em que a criança fala e se comunica com adultos ou outras crianças, ela está se expressando por meio da linguagem oral. No entanto, as diversas instituições concebem a linguagem e a maneira como as crianças aprendem de formas bem distintas. Umas consideram o aprendizado da linguagem oral como um processo natural, que ocorre em função da maturação biológica. Outras, ao contrário, concordam que a intervenção directa do adulto é necessária e determinante para a aprendizagem da criança.

LINGUAGEM COMO MEIO DA INTERACÇÃO SOCIAL DA CRIANÇA

Actualmente, novas vertentes, baseadas na análise de produções das crianças e das práticas correntes, têm apontado novas direcções no que se refere ao ensino e à aprendizagem da linguagem oral e escrita, considerando a perspectiva da criança que aprende. Com base na aquisição do conhecimento pela criança de forma activa e não receptiva, há uma transformação substancial na forma de compreender como uma criança aprende a falar, a ler e a escrever.
Por meio da linguagem oral, a criança se comunica e expressa os seus pensamentos, influenciando outras crianças e estabelecendo relações umas com as outras. Tudo é contextualizado, ou seja, as palavras só têm sentido em enunciados e textos que significam e são significados por situações. A linguagem não é apenas vocabulário, lista de palavras ou sentenças soltas, mas sim um meio eficaz de comunicação e interacção social.Além disso, a linguagem é dinâmica, com variantes regionais, diferenças nos graus de formalidade e nas convenções do que se pode e deve falar em determinadas situações comunicativas. Quanto mais as crianças puderem falar em situações diferentes, como contar o que lhes aconteceu em casa, contar histórias, dar um recado, explicar um jogo ou pedir uma informação, mais poderão desenvolver suas capacidades comunicativas de maneira significativa.

DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM ORAL

 Desde os primeiros dias, o bebé emite sons articulados que revela o seu esforço para se comunicar com os outros. Estes os interpretam, dando sentido à comunicação do bebé. Quando os adultos falam com o bebé, eles tendem a utilizar uma linguagem simples, breve e repetitiva, que facilita o desenvolvimento da linguagem e da comunicação. Por outro lado, às vezes eles o expõem à linguagem oral em toda sua complexidade, como por exemplo, ao trocar as fraldas, o adulto fala: “Você está molhado? Eu vou te limpar, trocar a fralda e você vai ficar sequinho e gostoso!”.
Além da fala, a comunicação pode acontecer por gestos, sinais e até linguagem corporal, que dão significado e apoiam a linguagem oral dos bebés. Dessa forma, a criança aprende a verbalizar por meio da apropriação da fala do outro. Esse processo refere-se à repetição, pela criança, de fragmentos da fala do adulto ou de outras crianças, utilizados para resolver problemas em função de diferentes necessidades e contextos nos quais se encontre.Por exemplo, um bebé de sete meses pode engatinhar em direcção a uma tomada e, ao chegar perto dela, ainda que demonstre vontade de tocá-la, pode apontar para ela e menear a cabeça expressando assim, à sua maneira, a fala do adulto. Gradativamente, o bebé passa a incorporar a palavra “não” associada a essa acção, que pode significar um conjunto de ideias como: não se pode mexer na tomada; mexer aí é perigoso; entre outras.Com o passar do tempo, a criança se expressa melhor, dizendo o que gosta e o que não gosta, o que quer e o que não quer fazer e a fala passa a ocupar um lugar privilegiado como instrumento de comunicação. Esse desenvolvimento vai ampliando os recursos intelectuais, porém as falas infantis são, ainda, produto de uma perspectiva muito particular, de um modo próprio de ver o mundo.

DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM ESCRITA

Em nossa sociedade, desde os primeiros dias de vida, a criança está exposta ao mundo das letras, em permanente contacto com a linguagem escrita. Dessa forma a criança passa a descobrir o aspecto funcional da comunicação escrita, desenvolvendo interesse e curiosidade por essa linguagem. Diante do ambiente de letramento em que vivem, as crianças podem fazer, a partir de dois ou três anos de idade, uma série de perguntas, como “O que está escrito aqui?”, ou “O que isto quer dizer?”, indicando sua reflexão sobre a função e o significado da escrita, ao perceberem que ela representa algo.
No entanto, para aprender a escrever, a criança terá de lidar com dois processos de aprendizagem paralelos: o que a escrita representa e como. Além disso, a criança deve ter contacto com os mais diversos textos presentes em seu Quotidiano, para que possa construir sua capacidade de ler, bem como desenvolver a capacidade de escrever autonomamente. Muitas crianças utilizam-se de livros, revistas, jornais, gibis, rótulos, entre outros, para “ler” o que está escrito. Não é raro observar crianças muito pequenas, que têm contacto com material escrito, folhear um livro e emitir sons e fazer gestos como se estivessem lendo. Ou seja, as crianças elaboram uma série de ideias e hipóteses provisórias antes de compreender o sistema escrito em toda sua complexidade.








CONCLUSÃO

Sobre o trabalho realizado chegamos a conclusão que o desenvolvimento da linguagem na idade pré-escolar e a ludicidade da linguagem Oral e Escrita na Educação Infantil é uma fase para a aprendizagem junto às crianças da pré-escola e destacam-se suas características estimuladoras da imaginação e desenvolvimento da linguagem na infância a partir de temas do ensino de ciências e periodizando a utilização do jogo e das brincadeiras infantis. O uso de cantigas de roda e contos infantis contribuíram para o desenvolvimento da linguagem e resgataram a cultura popular pouco valorizada no mundo pós-moderno recheado de informações superficiais destinadas ao público infantil e veiculadas na televisão, rádio, internet, etc.



BIBLIOGRAFIA






















ÍNDICE




A IMPORTÂNCIA DO OUTRO NA TRANSMISSÃO E APROPRIAÇÃO DO CONHECIMENTO E NA CONSTRUÇÃO DA CONSCIÊNCIA DE SI E DO MUNDO

INTRODUÇÃO
As concepções da tradição filosófica, e de algumas correntes da psicologia, segundo as quais a consciência é uma realidade individual, derivada da introspecção do mundo íntimo e subjectivo, dão origem à ideia de que o sujeito toma consciência de seu próprio eu antes de tomar consciência do alter eu. A consciência seria uma "entidade" primitiva e essencialmente individual e a consciência do eu seria adquirida por intuição, introspecção ou experiência directa, enquanto o outro eu seria conhecido por analogia ou por projecção do primeiro sobre o segundo.  O estado inicial da consciência, na concepção walloniana, é confuso e nebuloso, pois sujeito e realidade exterior se confundem. A simbiose afectiva com o outro cede progressivamente, pela influência do meio e das interacções sociais, e a distinção entre o eu e o não-eu, inicialmente categorias indiferenciadas, dá-se através de um processo que ocorre no sentido da socialização para uma crescente individuação. A primeira categoria a se recortar é, para Wallon, a da consciência do eu e a segunda a do não-eu. Wallon não admite, portanto, a concepção piagetana de autismo e egocentrismo, como etapas do desenvolvimento infantil, pois essa concepção supõe a passagem de uma consciência individual (egocêntrica) para uma consciência social. "Não há autismo e depois egocentrismo: sistema fechado que deverá mais tarde abrir-se às exigências da compreensão recíproca em meio social" (Wallon, p. 150). Para Wallon, o indivíduo é essencialmente social, desde a origem, em função "desse estranho essencial que é o outro" (p. 156). A distinção entre o eu to não-eu resulta de uma "bipartição mais íntima entre dois termos que não poderiam existir um sem o outro, apesar de ou porque antagónicos, um que é uma afirmação de identidade consigo mesmo e o outro que resume o que é preciso expulsar dessa identidade para a conservar".




A IMPORTÂNCIA DO OUTRO NA TRANSMISSÃO E APROPRIAÇÃO DO CONHECIMENTO E NA CONSTRUÇÃO DA CONSCIÊNCIA DE SI E DO MUNDO

A imagem do outro é sempre algo impactante, comentários, opiniões e criticas surgem em diversos contextos (familiar, social, profissional, ou seja, nas relações). O conceito de certo e errado são formas relativas de ver, cada pessoa é única carrega intrinsecamente sua história.

Desde a infância a figura do outro é presença constante, como um espelho reflecti conceitos e preconceitos, sobrecargas composta de significados que ditam o melhor caminho a seguir. Ocorre que muitos indivíduos anulam-se e terminam assumindo os outros dentro de si, neste momento não são mais seus pensamentos e desejos que imperam, mas os dos outros.

Pensar por si, agir por si, dá ao sujeito ampla autonomia, ao mesmo tempo em que insere uma responsabilidade maior. Talvez seja esse o grande dilema psicossocial, pois ao adoptar uma postura mais individual, admitindo suas escolhas, consequentemente o indivíduo passa a ser mais vulnerável as criticas e opiniões alheias, essas nem sempre positivas e construtivas.

É importante entender que as pessoas vão compreender e opinar segundo suas historias de vida. A auto – avaliação ajuda neste processo de interdependência, saber separar o eu do outro do seu próprio eu auxilia a perceber que apesar das semelhanças pessoais cada ser é único.

Não existe uma pessoa igual à outra, o modo, a forma e o contexto existencial são distintos. Cada um vivencia de acordo com os conteúdos emocionais internos. Ao assumir as verdades alheias o sujeito exclui ou deixa de lado um caminho de possibilidades.

Cada pessoa tem sua trilha, seus sonhos e desejos, quando uma censura entre em seu psiquismo, consequentemente há perdas. Ao terciarizar seu espaço sentimental, emocional e relacional, menos espaço sobrará para o crescimento pessoal, a auto-aceitação torna-se quase nula, afinal o outro é mais importante que eu e estará sempre em primeiro lugar.

 Acreditar que é capaz de ascender iniciando um processo de auto-avaliação e consequentemente de auto-aceitação contribui para melhor valorização pessoal, saber lidar com as criticas é entender que somos os únicos capazes de um julgamento mais preciso a nosso próprio respeito.

Uma critica positiva é sempre aquela despida de emoção, de sentimentos de inveja, ciúme ou cobiça. O ato da auto-escuta minuciosa fornece ao indivíduo recursos que o auxiliam em seu desenvolvimento e maturidade, bem como o ajuda a perceber quais pontos devém ser tocados e trocados. 
Vale salientar que o verdadeiro crescimento ocorre quando o sujeito consegue tomar consciência de si mesmo.

Há tantas lacunas a serem preenchidas, tantos labirintos a serem desvendados e ainda diante deste complexo emaranhado mental existe um espaço cativo referente à opinião, afirmação e julgamento dos outros.

Nesta simbiose relacional é notória a luta que muitos desempenham para fazer valer o seu Eu, as suas escolhas, seus pensamentos livres de interferências estranhas. Ainda assim, muitos vivem do lado de lá, preocupados com o que os outros vão falar.

O outro não deve ser visto como uma extensão e sim como parte no processo de crescimento, desenvolvimento e evolução.
O LIMITE DO EU É O OUTRO
Encontramos comummente nas pessoas a fantasia de que elas estão preparadas para suportar o sofrimento apenas até certo limite. Este limite, arbitrariamente estipulado por elas, é concebido de tal forma que, em seu imaginário, a cota de suplício que o ultrapasse é prevista e antecipada como algo que as destruiria. Assim, elas alimentam a fantasia de terem vindo ao mundo munidas com uma espécie de fusível que queimaria se a situação “esquentasse” demais.

A reflexão sobre a fantasia do fusível invisível nos leva a inquirir sobre o porquê de as pessoas alimentarem um medo tão extremo das situações limites que elas estipulam arbitrariamente para si mesmas. Por que elas acreditam que a ocorrência destas situações poderia levá-las ao colapso.

Durante a primeira infância, nos encontramos em situação de total dependência daqueles que cuidam de nós. A dependência do outro, neste momento, é real. Sem o cuidado de outras pessoas, a criança não pode sobreviver. Mas, a dependência real torna-se também afectiva. Na medida em que aprendemos a reconhecer no outro a fonte de nossa existência e sobrevivência, aprendemos a amá-lo por isso. Entretanto, uma vez que o objecto deste amor é significado como o fundamento de nossa existência, o outro adquire o status de sede do nosso próprio eu. E mesmo quando crescemos, nos tornamos adultos e a dependência inicial e real perde a validade, o outro não perde sua condição inicial. Com efeito, se o outro adquire, inicialmente, o status de sede do eu, então este outro se torna o próprio eu ou, colocado mais adequadamente, ele se torna idêntico ao eu. E se o eu constrói o seu ser na forma da identidade com o outro, é teoricamente impossível que o outro perca sua posição de primazia na relação com o eu sem que o eu deixe de ser eu. A identidade do eu passa a ser o outro. É na relação com ele que esta identidade é construída, elaborada e amadurecida por toda a vida; uma relação conflituosa por princípio, porquanto ela se sustenta num paradoxo: O eu busca a si mesmo no outro de si mesmo – ou seja, busca a si mesmo naquilo que o nega por princípio. E este ‘outro de si mesmo’ é o próprio eu, uma vez que não há eu além dos limites do outro.

Quando ainda somos bebés, as pessoas que cuidam de nós são o nosso mundo. Com o desenvolvimento da consciência, passamos a distinguir não apenas entre estas pessoas e o mundo, mas as pessoas entre si, e também as pessoas de animais e objectos, e todos estes elementos em conjunto são ora distinguidos de uma noção abstracta do mundo, ora identificados como sendo o próprio mundo. Entretanto, a distinção entre pessoas e mundo não é absoluta. Ela opera de maneira que as pessoas com as quais nos relacionamos se tornem nosso mundo, e o mundo se torne nosso outro; outro este que implícita ou explicitamente adquire uma forma personificada. Em nossa cultura, a forma explícita de personificação do mundo é, geralmente, ‘Deus’. Quando o sujeito não expressa nenhuma crença religiosa, a personificação do mundo permanece implícita ou inconsciente. Mas, ela pode ser reconhecida nas exigências que, nos momentos de crise, pacientes ateus dirigem ao mundo e à vida; exigências que denotam uma relação entre pessoas entre um eu e seu outro.

Assim, o outro no qual buscamos nossa identidade, e no qual reconhecemos o fundamento de nossa existência, são as pessoas, o mundo, a vida. Por isso, a ausência deste outro representa nosso não-ser, ou a impossibilidade de nossa sobrevivência. E, porquanto o outro não é representado apenas pelas pessoas, mas também pelo mundo e pela vida, sua ausência não significa apenas o distanciamento físico daqueles que amamos. Uma vez que nossa relação com o mundo e com a vida é baseada naquilo que esperamos tanto de um quanto da outra, a relação com outras pessoas em geral também é fundamentada em certas exigências, ou naquilo que esperamos que elas sejam ou façam. E na medida em que na relação com as pessoas que amamos o abandono aparece como a principal forma da ausência, na relação com o mundo e com a vida a morte adquire papel fundamental. Morrer significa abandonar o mundo e ser abandonado pela vida.

Porém, se a identidade do eu representa um paradoxo, o desenvolvimento desta identidade também será paradoxal: Quanto maior o progresso da identificação do eu com o outro, maior a consciência do eu em sua distinção deste mesmo outro. Ou seja, é no processo de identificação com o outro que o eu desenvolve a consciência de si mesmo, a consciência de sua individualidade, ou a consciência de sua diferenciação com as demais pessoas e o mundo. É a condição em que se encontra a consciência de individualização do eu frente ao outro que determinará a natureza e a flexibilidade dos limites toleráveis de sofrimento que ele estabelecerá para si mesmo.

O limite que o eu estabelece arbitrariamente para si mesmo sobre a cota de sofrimento que ele crê ser capaz de suportar está relacionado à sua dependência afectiva com o outro. Na esfera de sua identidade, quanto menor a capacidade de o eu se distinguir conscientemente do outro, maior será a dependência afectiva na relação com ele e mais restritos os limites de ausência que ele acredita ser capaz de tolerar. Na prática, pacientes pouco individualizados sofrem por antecipação frente a possibilidades a que todos nós estamos sujeitos, tais como a de perder entes queridos, falhar no emprego ou no exercício de actividades diversas, não alcançar determinados objectivos pessoais e profissionais, etc. Estas são situações desagradáveis para qualquer um. A diferença é que, no imaginário destes pacientes, algumas ou muitas delas representam possibilidades intoleráveis.





CONCLUSÃO
Portanto, a ocorrência de situações limites pré-estabelecidas pelos pacientes pode representar uma oportunidade de desenvolvimento da consciência de individualização. Na ausência do outro, o eu não encontra jamais a destruição de si mesmo que ele tanto teme. Pelo contrário, nesta ausência reside a possibilidade de ele encontrar um si mesmo mais individualizado e mais fortalecido. A falta do outro não representa a ausência absoluta dele na relação com o eu. Na medida em que a relação entre eu e outro é paradoxal, é na falta do outro que reside a possibilidade de o eu encontrar a identidade mais plena com ele. Porém, esta é uma possibilidade que, para ser concretizada, depende da disposição do eu em se deixar estar na falta. Se ele não aprende a se deixar estar na falta e a transitar por ela, ele não aprende enxergar a individualização que já está nela implícita. Do contrário, a rejeição inflexível e intransigente da falta e do sofrimento no qual ela se manifesta pode levar o paciente à ansiedade, à depressão ou ao desespero.




BIBLIOGRAFIA
·         Almeida, S. F. C. Temas em Psicologia, O lugar da afectividade e do desejo na relação ensinar-aprender. 1,31-44. 1993.

·         Ribeirão Preto: Temas Psicológicos: Processos Sociais e Desenvolvimento Vol. 5. 1997.