segunda-feira, 9 de maio de 2016

a iniciação fenomenal e a circuncisão

Introdução
O presente trabalho da cadeira de antropologia social e cultural, com o tema a iniciação fenómena e a circuncisão tem como objectivo mostrar as comunidades  e algumas regiões que a cultura africana especialmente Angolana ainda respeitam as tradições.
No que se refere ao resgate e manutenção dos valores que referem a identidade dos Angolanos enquanto Bantu. Num país como este caracterizado pela diversidade cultural e por diferenças de desenvolvimento social entre o urbano e o rural.
A cultura Bantu representa a marca específica da comunidade em Angola em particular no contexto rural
Essa cultura é caracterizada por regime de patriacado e gerontocracia, com vida na comunidade, onde os jovens de ambos os sexos são sujeitos a rituais de passagem a vida adulta.
A cultura tradicional africana foi sendo alterado por introdução de elementos de corrente da colonização e agora da globalização cultural, produzindo-se a sua descaracterização mas a persistência dos rituais de iniciação, no meio rural tem ajudado a reafirmar os valores culturais tradicionais o que contribuiu para a preservação dos traços da identidade  locais, onde aprendemos que a iniciação é uma escola em que a mulher aprende todas actividades domésticas, como cuida do marido, cuidar da casa dos filhos e dos parentes onde descrevemos o acto da puberdade como a capacidade valor e estima como procriadora evivificadora deve a transformação, onde falaremos sobre o fenómeno da circuncisão na qual definimos como a remoção do prepúcio ou da pele que cobre a grande do pénis.
A cultura tal como definida por Tylor (Lev - Stauss 1985: pag. 397), inclui toda a conduta social empregnada de significado, isto é um modo de vida colectivamente parfilhada e enteriorizada pela comunidade.




Estes trabalho consta na análise do ritual de iniciação de jovens é a função que este desempenha no interior de um grupo, sob a hipotese de que o mesmo colabora para a a formação profissional ou cultural do grupo fixando valores e reafirmando crenças, este riso implica, para além da recrusão física da jovem moça em determinado espaço da casa em um periodo de espaço aprndizado onde aprende a cozinhar com a mãe e outras mulheres do grupo.
o ritual feminino de iniciação, desempenha um importante papel social, pois é o momento social que revela tanto a detenção quando a separação entre o mundo infantil e o mundo adulto.
É um rito de passagem entre nascer mulher e tornar-se mulher.
Esta magnitude do rito de iniciação fenomeno consta, tendo em vista a centralidade da figura femnina na organização socio-espacial daquela comunidade, preparandoa jovem mulher para a vida adultao matrimónio e a maternidade.
Tal recrusão pareceu-me a primeira vista, um sacrifíci, talvezaté mesmo uma pertencia, mas logo percebeu-se que alí se daria a construção social da mulher.
De acordo com Van Gennep (1977: pag. 26) toda alteração na situação de um indivíduo implica aí acções e reações que devem ser regulamentadas e vigiadas a fim da sociedade geral não sofrer nenhum constragimento ou dano. O próprio facto de viver exige assagens sucessivas de uma sociedade a outra ou de uma situação social a outra de modo que a vida individual consiste em uma sucessão de etapas.
Com base na obra "( A obscura formação de uma imagem mulher iniciação de Shorter 1989), pode se entender o reto de iniciação como de corrente da maturação, anunciada pela nenarca.




Os países onde se praticam o acto de iniciação ou excepção

Os rituias de passagem a iniciação da rapariga pubere desapareceram ou ficaram reduzidos, em Angola é feita por vários grupos como:
·         Nganguela;
·         Tchokwe
·         Nhaneka Humbe
·         Ambo
Em África existem outros países como:
Sudão, Djibuti, Guiné Bissau, Arábia Saudita, Guiné Conacri, Árabes Unidos, Ngéria, Mali, Costa do Marfim e outros povos da África oriental assim como a Etiopia.
Cerca de 140 milhões de mulheres sofrem com as consequencias de mutilação genital feminina, diz a O.M.S
A prática acontece principalmente em África em medio tendo a Guiné e o Kénia com o caso mais preocupantes pois são os únicos que exigem a excisão a todas as mulheres .
A mutilação ou clitoritonia é uma iniciação pela qual a jovem alcança o estatuto social de mulher.
Pois alguns povos pensam que assim se prpícia a fertilidade e se favorecem o relacionamento sexual procurando uma maior submissão da mulher ao mutilar a sua sexualidade e refrear qualquer excitação.. A mulher converte-se num projecto e num laboratório de filhos sem efectividade nem carinho de esposa e assume sozinha a responsabilidade de uma mulher adulta. Este aspecto do problema explica vigorosamente por si só que a jovem aceite o sofrimento da excisão.




2. Objectivos que se completam em África
O esforço pelo abandono da mutilação genital feminino alegando vários factos como a mutilação genital feminina e necessárias para que as mulheres tenham filhos normais alegando ainda que o clítoris mata os bebés ao bebé ao tocar-lhes quando nascem e que e que uma mulher não excisada não é fiel ao seu marido, crenças como essas são passadas há séculos de geração a geração são elas que alimentam a prática da mutilação genital feminina, uma prática que ajuda a definir a cultura e a identdade de que a mantém.
Em Angola existem regiões da Huíla tendo o ritual  de iniciação feminina ou chamada "Efiko" acto considerado errado pela Igreja Católica, medida esta que prejudique a essência do ritual.
Ritos de iniciação feminina remoçã parcial ou fatal do clítores para evitar o intercurso sexual da mulher na cultura Bantu mostra o lugar ocupado pela mulher naquela sociedade e a visão que as mesmas têm de sexualidade feminina. É um ritual sacrificial de iniciação de carácter machista, uma vez que a sociedade negra Bantu é de carácter hiero-antropocentrico e que tal costume se define a regular a relação conjugal homem mulher e casamento. Nota-se ainda que mais do que nunca cresce a consciencia de que a excisão da mulher se põe como um problema para a sua saúde física e psicológica.
Ritos e Puberdade
No seu livro cultura tradicional Bantu, Raúl Altuna (1985: 279) situa a prática da excessão entre os ritos de celebração da puberdade. Esta constituiria uma das fases da iniciação a vida comunitária. A excisão é a cerimónia inaugurada dos ritos de puberdade. Sem ela a mulher não se vai "fazendo", completado realizando,
Fala-se ainda que nestas regiões a mulher adulta não iniciada ou não gerada por esses ritos, é um indivíduo não apreciado e a sua condição de "associais", os equipará a um ser estranho a comunidade.




Ritual de iniciação
A vida é uma constante passagem de etapas partindo da biologia e da altura. Tendo o seu início com o nascimento e finda com a morte. Essas passagens são quase sempre sempre marcados por cerimónias e rituais que VAN GENNEP(1977) chamou de ritos de passagem.
Embora de modos destentos os ritos de iniciação são manifestações comuns a um grande número de sociedades.
 Onde a separação é marcada pelo recolhimento da jovem na ocasião de sua primeira menstruação, ficando parte do convívio social. A transição é caracterizada por interveções no organismo da reclusa.
conveccionou-se chamar de puberdade a fase da vida em que ocorrem o estirão do crrscimento a especialização das funções sexuais, reprodutivas e uma serve de mudança psicologica.
De igual forma nas raparigas os ritos de iniciação feminina também são realizadas quando uma rapariga atinge seu perfil, durante as danças rituais as raparigas encontram-se maravilhosamente adornadas com maquilhagem e penteados tradicionais.
Neste ritual a ruptura inmene é mecanico  e é feita por uma mulher idosa com os dedos ou utilizando um pequeno instrumento. Na Costa Oriental de África as jovens são desfloradas com ajuda de um tambo.




Iniciação das meninas puberes
Em Angola a iniciação é praticada por vários grupos Ganguela, Tchokwe, Nhaneka - Humbe, Ambo, a menina devendo ser iniciada quando lhe aparece a primeira menstruação, em alguns grupos iniciam-nas antes e noutras depois de passar dois anos ou mais, durando meses. Assim as instruiam e preparavam para as funções femininas, noutros normalmente duram poucos dias apenas três u quatro, normalmente são realizadas nas aldeias e em casa paterna. Os rituais de iniciação a menina deve apresentar-se virgem nestes ritos, de contrario que exações e paga uma indemnização, além de atrair a vergonha para sua mãe, responsável pela sua educação.
Se uma menina Kuanhama dava a luz antes a "Efundula" (ritos iniciatórios) pronunciava a morte do soberano.
A iniciação feminina conserva o nosso significado profundo em todos grupos.
É considerado um rito de maturidade, incorporação da idade adulta e responsável.
a tradução Kuanhama (Angola) no dia da "efundula", as meninas bebem uma cerveja especial, misturada com drogas, em que se inclui um pouco de esperma de um circuncidado de um grupo.
Nos olufuko kwamatwi (Norte de Angola), esta prática é executada por uma anciã prepara uma cerveja com droga na qual retira uma porçao em uma taça, nela um circusiso lava o seu membroviril tres vezes a menina, que desconhecetal prática, bebe um gole o resto a mãe vai determinando pelo baixo ventre da jovem até chegar a um enxada que lhe colocarão a baixo dos membros inferiores todos estes ritos estão relacionados com os ministérios de nascimento, descoberta da mulher como criadora de vida apta para casamento.
De acordo com Gransci (1996), a cultura é um meio persuasivo utilizado pelas elites (neste caso os mais - velhos), para promover o consentimento com o qual se garante a conformidade do comportamento e atribuição de sentido fazendo com que os actores sociais sejam aceites como membros de grupo.




Mutilação sexual
Dentro do contexto fenomenal fala-se normalmente da mutilação sexual excisão ou clitoristomia, realizado em alguns países Árabes Unidos como Oman, Egipto, Sudão, etc. em África negra são paticadas na Nigéria, Mali, Guiné, Costa do Marfim e Kénia
A clitoritomia é uma operação dolorosa e cruel, exterpam clitoris com uma faca candente, com pedaço de vidro, com uma lâmina de barbear, com uma faca de silex. Essa operação muitas vezes também cortam os pequenos e grandes lábios da vulva e são realizadas por mulheres especializadas, e que em alguns ugares aplicam urtega como dolorosa anestesia, e são praticadas quando a jovem chega a puberdade e a alguns grupos de 8 ou 9 anos de idade.
Em alguns lugares como na Etiópia pensam que é uma medida higiénica, com sequencias morias positivas que garantem a feminilidade.
A  mutilação ou excisão que consiste na amputação do clítores da mulher de modo a que esta não possa sentir prazer durante o acto sexual.
Existindo ainda uma forma de mutilação genital chamada de "infibulação", que consiste na costura na costura dos lábios vaginais ou do clítoris. A sua prática ocarreta sérios riscos de saúde para mulher custurando a cavidade vaginal deixando apenas um espaço mínimo para a passagem da urina e do fluxo menstrual.
Em regra a prática da mutilação ocorre durante as vestividades culturais e não leva em conta cuidados de higiene, pois alguns dos instrumentos utilizados não são esterilizados, pondo em causa as infecções nos órgãos reprodutores internos e também no sistema urinário, dificultando na eliminação da urina e por vezes complicações no parto, tendo ainda dificuldades e dor nas relações sexuais, para além de consequencias Psicológicas (depressão medo de ter relações sexuais, dentre outras).




Consequencia da mutilação feminina
- Ma mulher apois o ato da mutilação não senti afecto nem carinho de esposa.
- Elimina o prazer sexual da mulher (isto é a mulher torna-se simplesmente num laboratório de fazer filhos e de satsfazer só o seu marido.
- A mulher acarreta um problema psicologico por toda sua vida.
- A mutilação pode causar a morte, isto no acto da esterpação do clítoris a mulher muta das vezes não aguenta a dor e acaba por falecer.
- A mutilação pode causar também traumatismo irreparável a mulher.




Circuncisão
Definimos circuncisão como uma porção que remove o prepúcio uma pele que cobre a glande do pénis. É um termo oriundo do latim, que significa cortar ao redor esta prática é realizada há mais de 5 mil anos.
A circuncisão masculina é o tipo mais praticado desde do sec. XIX, alguns especialistas dizem ou diz-se que a remoção da pele favorece a masturbação e a prática de actos sexuais. A prática regular de hábitos de higiene estão substituindo os benefícios da cirurgia.
Um possível motivo para circuncisão é que em muitas culturas represente o início da puberdade é um momento especial, demonstrando a entrada do jovem na vida adulta.
Na região das Lundas a circuncisão ou Mukanda
Este actos preparatórios são feitos nos rapazes de dez aos catorzes vão para Mukanda, onde são submetidos a circuncisão e onde lhes são ministrados todos os ensinamentos referentes as canções, musicais, dança da etnia, bem como os trabalhos de artesanato.
Quando em uma aldeia ou grupo da aldeia há dois ou três rapazes com idade de serem circuncisados os pais combinam com o "Gunga - Mukanda" operador cm o seu "tchefungundj" (ajudante) com o "tchekolokolo" (professor e enfermeiro), qual o dia que será inevada a festa que precede a mukanda.
Antigamente, este pagamento eram feitos em animais domesticos, bebidas e pulseiras de metal, hoje são feitos em dinheiro.
N a época da puberdade os rapazes devem entrar na comunidade dos adultos, submeter-se ao ritual de passagem conhecido pelo nome de Mukanda. Este inicia-se pela operação de circuncisão executada pelo Ngunga Mukanda, circuncisor. Mukanda designa "o campo cercado por uma vedação e que compreende as palhotas redondas feitas com silvas num lugar desbravado pelos novos circuncisos da mesma aldeia.
Durante este periodo da iniciação, estes chamados fundadji (Seng. Kandandje) vivem aí afastados das famílias durante um ou dois anos (antigamente dois a tres anos), sobre a guarda dos ou chamados yekolokolo, que funcionam como padrinhos ajudando-o na operação, curando-o e guiando no decurso do todo o ritual, ensinando a fábricar máscaras e prevé as suas necessidades.
Este acto englobam diversos espíritos ancetrais, mahamba que protege o makunda. Antepassado lunda que fez nascer este ritual e que é invocado para curar os circuncidados. Ele está representado a entrada do campo, formadas por duas estacas e por uma ravessa de madeira, na qual estão suspenso dois aneis de palhas entrelançadas. Em seguida vem o hamba mukula espírito propício a fecundidade nas mulheres que dá força aos iniciados "tundandji" é um ramo fendido da árvore mukula plantada na terra com as extremidades dos seus dois ramos tencadas no solo para formar um arco.
Dentro do ritual mukanda a comunidade a comunidade suporta as despesas bastantes elevadas que a passagem comporta que são as máscaras tendo como as máscaras "Kalewa" que dão o sinal de partida e de regresso das criançasaos seus lares e prevendo as mães da sua chegada, já que estas não podem, em rincípio vê-los pois rigorosamente nenhuma mulher pode enrar no campo Mukanda.
Pois somente uma mulher idosa de nome nacitwa, coze os alimentos dos circuncisos, próximo do lugar do seu retiro, sendo atribuído o nome Nakaimbo que significa mulher corajosa e boa.
Durante este espaço de tempo, o circuncisor, acompanhado da máscara, parte para a floresta a procura de remédios de circunstâncias e corta uma árvore jovem. No pé deste é enterrado os remédios, misturados com sangue de um galo sacrificado, cuja cabeça será picada no cume da árvore sem ramo, esta cerimónia é celebrada diante da sua casa ou no cercado na presença dos chefes e dos anciões da aldeia, destina-se a preservar os futuros operados da prática de feitiçaria.
A circuncisão tem lugar de manhã cedo, após os tundandje, que passaram a noite no cercado, próximo da aldeia e dão-lhes de beber um remédio usangui. Este é feito pelos fundandje e pela Nacifwa num almofariz para alimentos. Este remédio serve para impedir que os tundandji pensem nas suas mães e de emagrecer muito durante a Mukanda. A partir daquele momento os jovens terão de contar com eles próprios e só beberão a água que procurem.
Enquanto se pratica a circuncisão e até que um tiro assinale o fim da operação, as mães dos rapazes, para que tudo corra bem, sugam o dedo indicador com o qual elas recolheram, no ribordo do almofariz, um pouco de remédio cisangu.
Após o tempo necessário ou quando a cerimónia está prestes a acabar eles aprendem a dançar, e quando aprendem o nganga mukanda decide o regresso ao lar, as crianças fazem as trajes que irão vestirna festa, feita de fibras batidas e uso chapeu mukuku, usando também cinta com anéis.
Na véspera do seu regresso à aldeia dançam como na altura da sua partida, ao nascer do dia e com ajuda da argila rituais branca e vermelha, as pinturas no corpo, dissimulam a suapersonalidade e assim os preservar de todo o malefício, o circuncisor e as crianças tenhem o rosto coberto por argila branca, pemba, sinal, de inocencia, em seguida respondem ao apelo feito no tambor grave Shina pelo pelo professor de dança que conduz a orquesta cantendo e batendo as varas uma contra outra, para mostrar o seu talento dançam rodeados das suas famílias que atraem os seus chapeus mukuku o dinheiro destinado a pagar no dia seguinte os circuncidados vão lavar-se ao rio e as trajes e os chapeus são queimados após o acto as crianças mostram a honra de regresso e que agora tornaram-se membros activos da comunidade.




Um dos mais importantes costumes das tradições de Angola
O rito de puberdade (iniciação da puberdade). Neste rito rapazes e raparigas que chegaram a idade apropriada são iniciadas na fase adulta das suas vidas. Este rito é destinado principalmente a preparar os jovens para os respectivos papeis como adultos. Esses ritos são elaborados com duração de pelo menos várias semanas e terminadas com dia de festa para a toda a comunidade nos ritos de iniciação masculina, muitas vezes incluem instruções sobre questões sexuais, a fim de preparar estes rapazes para o seu eminente papel conjugal e outras tarefas que a vida adulta irá de exigir deles.
A maior dos ritos de iniciação exige que os rapazes sejam submetidos a um teste de coragem e fortaleza, uma prova de sobrevivência durante a qual devem ficar sozinhos na floresta durante determinado período de tempo.
A dança com máscaras e outras características importantes dos ritos de iniciação dos rapazes, principalmente com os iniciados cokwe e são ensinados a arte da escultura da máscara da preparação, onde uma das máscaras usadas neste ritual é a popular máscara das Dausa, Mwana Pwo usadas pelos dançarinos masculinos durante os rituais de puberdade.




Conclusão
Após os estudos realizados sobre o conceito de iniciação feminina e a circuncisão tendo como predominância a educação tradicional no meio rural condicona o futuro das raparigas, uma vez que estas condiciona o futuro das raparigas, uma vez que estas, na sequencia dos ritos de iniciação, são forçadas a abandonar precocemente a escola, porque após cumprida dessa obrigação, a mulher prepara-se para o casamento e a maternidade, encontrando reduzida a oportunidade de participação e ntervenção social deixando aos homens a prerrogativa de decidir, pois segundo Altuna (1985), a mulher adulta não iniciada é um indivíduo não apreciado, escluido, destituído de estatuto ou seja, uma vergonha para a comunidade e que a sua prática não tem cumprido com o direitoconsultidinário, ela tem sido contra a ética que se aponta ao respeito mútuo e contra a dignidade da pessoa humana.




Bibliografia
Rual Altuna - Cultura tradicional Bantu - Angola, 1985
Ester Man - Etnografia do Sudoeste de Angola - Lisboa junta de informação 1960 - V1.
VANGENNEP (1977, Pág. 26) Ritos de passagens
Shorte 1989
Sofia Pereira Madeira - Ritual Feminino de iniciação
Tylor - Apuv - Stauss - 1985: pág. 397




Anexos


 

A MEDIDA DO DESENVOLVIMENTO DE UMA ECONOMIA

A MEDIDA DO DESENVOLVIMENTO DE UMA ECONOMIA
Refere-se a Desenvolvimento económico, ao processo pelo qual ocorre uma variação positiva das variáveis quantitativas ( crescimento económico: aumento da capacidade produtiva duma economia medida por variáveis tais como: PIB, PNB ) , acompanhado de variações positivas  das  variáveis qualitativas ( melhorias nos aspetos relacionados com a qualidade de vida, educação, saúde, infraestruturas  e profundas mudanças da estrutura socioeconómica duma região e ou país, medidas pelos indicadores sociais tais como: IDH, IPH, Coeficiente de Gini, IDG, e outros ) .
O crescimento econômico se difere do desenvolvimento econômico em alguns aspéctos; pois, enquanto o crescimento econômico se preocupa apenas com questões quantitativas, como por exemplo, o PIB e o PNB, o desenvolvimento econômico aborda questões de caráter social, como o bem-estar, nível de consumo, IDH, taxa de desemprego, analfabetismo, qualidade de vida, entre outros.
Em suma, o desenvolvimento econômico é um processo pelo qual a renda nacional real de uma economia aumenta durante um longo período de tempo. A renda nacional real refere-se ao produto total do país de bens e serviços finais, expresso não em termos monetários, mas sim em termos reais: a expressão monetária da renda nacional deve ser corrigida por um índice apropriado de preço de bens e consumo e bens de capital. E, se o ritmo de desenvolvimento é superior ao da população, então a renda real per capta aumentará. O processo implica a atuação de certas forças, que operam durante um longo período de tempo e representam modificações em determinadas variáveis. Os detalhes do processo variam sob condições diversas no espaço e no tempo, mas, não obstante, há algumas características comuns básicas, e o resultado geral do processo é o crescimento do produto nacional de uma economia que, em si própria, é uma variação particular a longo prazo.

Como ocorre

O processo de desenvolvimento econômico supõe que ajustes institucionais, fiscais e jurídicos são necessários, incentivos para inovações, empreendedorismo e investimentos, assim como fornecer condições para um sistema eficiente de produção, circulação e distribuição de bens e serviços à população.
Uma analogia ajuda a entender o significado: quando uma semente se torna uma planta adulta está exercendo um potencial genético, em outras palavras, está desenvolvendo-se. Quando qualificado pelo adjetivo econômico, refere-se ao processo de produção de riqueza material, a partir do potencial dado pela disponibilidade de recursos humanos e naturais e uso de tecnologia. No campo crítico da economia, a palavra desenvolvimento vem normalmente acompanhada da palavra capitalista para mostrar que o desenvolvimento refere-se ao todo social. Esta noção está muito bem desenvolvida, em diversos capítulos do livro de COWEN, M. P. e SHENTON, R.W. (1996, Doctrines of Development. London: Routledge). Especificamente sobre o desenvolvimento capitalista há um verbete no Dicionário do Pensamento Marxista de Tom BOTTOMORE (1988).

Teorias
O desenvolvimento comercial e industrial na Europa provocou o estudo clássico de Adam Smith sobre a riqueza das nações e partir daí esse tema esteve sempre presente na evolução do pensamento econômico. O desenvolvimento industrial no século XIX da Grã-Bretanha, Estados Unidos e Alemanha levantou novas questões sobre as causas desse enriquecimento mas no século XX a taxa de desenvolvimento decaiu ao mesmo tempo em que surgia o confronto das nações liberais com o rápido desenvolvimento da Russia comunista.
Foram muitas as teorias voltadas para a promoção do desenvolvimento econômico. Como alternativa à crise de 1929, o economista inglês John Maynard Keynes formulou uma hipótese de que o Estado deveria interferir ativamente na economia: seja regulando o mercado de capitais, seja criando empregos e promovendo obras de infra-estrutura e fabricando bens de capital. Essas medidas caracterizaram-se por serem de curto-prazo enquanto economistas reconheciam um desenvolvimento econômico quando taxas como a da produção nacional mostrassem tendência ascendente a longo-prazo
Os keynesianos foram muito populares até os anos 1980 quando - em parte devido à crise do petróleo - o sistema monetário internacional entrou em crise. Tornou-se então evidente a inviabilidade da conversibilidade do dólar em ouro, ruiu o padrão dólar-ouro, com inflação e o endividamento dos Estados por um lado, e uma grande acumulação de excedente monetário líquido nas mãos dos países exportadores de petróleo por outro. Em vista disso, sobreveio uma mudança de enfoque na política económica.
Surge então a escola neoliberal de pensamento econômico, baseada na firme crença na Lei de Say, e cujos fundamentos já tinham sido esboçados em 1940 pelo economista austríaco Friedrich August von Hayek. Para corrigir os problemas inerentes à crise, os neoliberais pregavam a redução dos gastos públicos e a desregulamentação, de modo a permitir que as empresas com recursos suficientes pudessem investir em praticamente todos os setores de todos os mercados do planeta: tornar-se-iam empresas multinacionais ou transnacionais.


Aborto provocado

Um aborto, abortamento ou interrupção da gravidez é a remoção ou expulsão prematura de um embrião ou feto do útero, resultando na sua morte ou sendo por esta causada. Isto pode ocorrer de forma espontânea ou induzida, provocando-se o fim da gestação, e consequente fim da atividade biológica do embrião ou feto, mediante uso de medicamentos ou realização de cirurgias.
O aborto induzido, quando realizado por profissionais capacitados e em boas condições de higiene é um dos procedimentos mais seguros da medicina atual. Entretanto, o aborto inseguro, feito por pessoas não-qualificadas ou fora de um ambiente hospitalar, resulta em aproximadamente 70 mil mortes maternas e cinco milhões de lesões maternas por ano no mundo. Estima-se que sejam realizados no mundo 44 milhões de abortos anualmente, sendo pouco menos da metade destes procedimentos realizados de forma insegura.
Aborto provocado
O aborto provocado é crime e pode ser punido. As complicações que podem ocorrer com a mulher após um aborto incluem:
  • Perfuração do útero
  • Retenção de restos da placenta
  • Infecção
  • Peritonite
  • Tétano
  • Septicemia
  • Esterilidade
  • Inflamações nas trompas e no útero
Além de trazer danos psicológicos, essa lista de complicações tende a aumentar com o tempo de gravidez. Quanto mais desenvolvido estiver o bebê, pior será para a mãe, mesmo se o aborto for realizado em clínicas especializadas.
Tipos de aborto
Existem 2 tipos de aborto, o induzido e o espontâneo. O aborto induzido é crime e não pode ser realizado legalmente no Brasil. Já o aborto espontâneo é aquele que ocorre de forma natural, devido a alguma complicação durante a gravidez.
Aborto espontâneo
O aborto espontâneo ocorre quando a gravidez é interrompida naturalmente porque há alguma alteração no bebê como má formação fetal ou incompatibilidade sanguínea com a mãe, por exemplo.
Nos casos de aborto espontâneo, a mulher deve imediatamente procurar um hospital para avaliar a necessidade de fazer uma curetagem (raspagem de toda a região uterina interna) e, assim, diminuir os riscos de infecção.
Remédios que podem causar aborto
Alguns exemplos de remédios que podem causar aborto são:
  • Misoprostol (Cytotec)
  • Danazol (Ladogal)
  • Clonazepan (Rivotril)
Estes medicamentos são contraindicados durante a gravidez, pelo risco de poder provocar o aborto ou danos ao feto não devem ser tomados durante a gravidez. Porém qualquer outro medicamento deve ser tomado apenas sob prescrição médica.
Plantas medicinais que podem provocar o aborto
Algumas plantas medicinais que podem provocar o aborto são:
  • Aloe vera, também chamada de Babosa, Catuaba, Angélica, Jarrinha
  • Arnica, Artemísia, também chamada de Losna, Sene, Mata pasto
  • Erva de Santa Maria, Canela, Lágrima de Nossa Senhora, Mirra
  • Copaíba, Trombeta, Cravo dos jardins, Erva grossa, Erva andorinha
  • Hera, Erva de Macaé, Azedaraque, Hortelã, Guaco, Noz moscada
  • Quebra pedra, Peônia, Jaborandi, Transagem, Erva de bicho, Beldroega
  • Pessegueiro, Romã, Cáscara sagrada, Ruibarbo, Salsaparrilha, Jurubeba, Ipê
Nenhuma destas plantas devem ser utilizadas durante a gravidez, pelo risco de poder provocar o aborto.

Outros métodos

No passado, diversas ervas já foram consideradas portadoras de propriedades abortivas e foram usadas na medicina popular.72 No entanto, o uso de ervas com a intenção abortiva pode causar diversos efeitos adversos graves e até mesmo letais, tanto para a mãe quanto para o feto, e não é recomendado pelos médicos.73
O aborto, às vezes, é tentado através de trauma no abdômen. O grau da força, se intensa, pode causar diversas lesões internas graves sem necessariamente induzir com sucesso a perda fetal.74 No Sudeste da Ásia, há uma tradição antiga de se tentar o aborto através de forte massagem abdominal.75
Métodos utilizados em abortos autoinduzidos não seguros incluem o uso incorreto de misoprostol e a inserção de materiais não cirúrgicos como agulhas e prendedores de roupas no útero. A utilização destes métodos não seguros raramente é observada em países desenvolvidos, onde o aborto cirúrgico é legal e disponível

Situações que podem justificar um aborto
No Brasil, as únicas situações que podem justificar um aborto induzido são:
  • Abuso sexual seguido de gravidez
  • Quando a gravidez põe em risco a vida da mãe
  • Doenças como anencefalia, mas sob orientação judicial



Bibliografia

__________ O aborto. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Aborto. Acessado aos 24 de Novembro de 2014.


ACTIVIDADES LÚDICAS A SEREM DESENVOLVIDAS NA COMUNIDADE DA LITERACIA

1. ACTIVIDADES LÚDICAS A SEREM DESENVOLVIDAS NA COMUNIDADE DA LITERACIA
1.1. O papel do educador
Para se ter dentro de instituições infantis o desenvolvimento de atividades lúdicas educativas, é de fundamental importância garantir a formação do professor e condições de atuação. Somente assim será possível o resgate do espaço de brincar da criança no dia-a-dia da escola ou creche.
"A esperança de uma criança, ao caminhar para a escola é encontrar um amigo, um guia, um animador, um líder - alguém muito consciente e que se preocupe com ela e que a faça pensar, tomar consciência de si de do mundo e que seja capaz de dar-lhe as mãos para construir com ela uma nova história e uma sociedade melhor". (ALMEIDA, 2004, p. 195)
No brincar espontâneo podemos registrar as ações lúdicas a partir da: observação, registro, análise e tratamento. Com isso, podemos criar para cada ação lúdica um banco de dados sobre o mesmo, subsidiando de forma mais eficiente e científica os resultados das ações. É possível também fazer o mapeamento da criança em sua trajetória lúdica durante sua vivência dentro de um jogo ou de uma brincadeira, buscando dessa forma entender e compreender melhor suas ações e fazer intervenções e diagnósticos mais seguros ajudando o indivíduo ou o coletivo. Com isso defini-se, a partir de uma escolha criteriosa, as ações lúdicas mais adequadas para cada criança envolvida, respeitando assim o princípio básico de individualidade de cada ser humano.
Já no brincar dirigido pode-se propor desafios a partir da escolha de jogos, brinquedos ou brincadeiras determinadas por um adulto ou responsável. Estes jogos orientados podem ser feitos com propósitos claros de promover o acesso a aprendizagens de conhecimentos específicos como: matemáticos, lingüísticos, científicos, históricos, físicos, estéticos, culturais, naturais, morais etc. E um outro propósito é ajudar no desenvolvimento cognitivo, afetivo, social, motriz, lingüístico e na construção da moralidade (nos valores). O educador tem como papel ser um facilitador das brincadeiras, sendo necessário mesclar momentos onde orienta e dirige o processo, com outros momentos onde as crianças são responsáveis pelas suas próprias brincadeiras.
É papel do educador observar e coletar informações sobre as brincadeiras das crianças para enriquecê-las em futuras oportunidades. Sempre que possível o educador deve participar das brincadeiras e aproveitar para questionar com as crianças sobre as mesmas. É importante organizar e estruturar o espaço de forma a estimular na criança a necessidade de brincar, também visando facilitar a escolha das brincadeiras. Nos jogos de regras o professor não precisa estimular os valores competitivos, e sim tentar desenvolver atitudes cooperativas entre as crianças. Que o mais importante no brincar é participar das brincadeiras e dos jogos.
A brincadeira permite à criança criar, imaginar e representar a realidade e as experiências por ela adquiridas. O bom brinquedo deve ser aquele com a qual a criança interage e que desperta sua imaginação. Uma boneca de pano, construída, quem sabe, por ela mesma, pode ser mais interessante do que uma boneca eletrônica, diante da qual ela se torna um mero espectador.
As atividades lúdicas fazem com que a criança aprenda com prazer, alegria, sendo relevante ressaltar que a educação lúdica está distante da concepção única de passatempo e de diversão. É de suma importância a utilização das brincadeiras e dos jogos no processo pedagógico, pois os conteúdos podem ser trabalhados por intermédio de atividades lúdicas contribuindo, dessa forma, para o crescimento global da criança.
Sabemos que a criança brinca porque gosta de brincar e, quando isso não acontece, alguma coisa pode não estar bem com ela. De modo geral, a criança traz consigo a inquietude da descoberta, da curiosidade e do querer aprender as coisas. Jogos e brincadeiras contribuem para o desenvolvimento motor, emocional e cognitivo da criança. É brincando com o mundo que ela aprende sobre ele e desenvolve a imaginação, a criatividade e a atenção. O brincar se torna cada vez mais importante na construção do conhecimento, oportunizando o prazer enquanto incorpora as informações e transforma as situações da vida real.




1.2. Tipos da actividade lúdica
Quanto ao tipo de actividades lúdicas existentes, são muitas, podemos citar:
  • Desenhar;
  • Brincadeiras;
  • Jogos;
  • Danças;
  • Construir colectivamente;
  • Leituras;
  • Softwares educativos;
  • Passeios;
  • Dramatizações;
  • Cantos;
  • Teatro de fantoches, etc.
As actividades lúdicas podem ser uma brincadeira, um jogo ou qualquer outra actividade que permita tentar uma situação de interacção. Porém, mais importante do que o tipo de actividade lúdica é a forma como é dirigida e como é vivenciada, e o porquê de estar sendo realizada. Toda criança que participa de actividades lúdicas, adquire novos conhecimentos e desenvolve habilidades de forma natural e agradável, que gera um forte interesse em aprender e garante o prazer. Na educação infantil, por meio das actividades lúdicas a criança brinca, joga e se diverte. Ela também age, sente, pensa, aprende e se desenvolve. As actividades lúdicas podem ser consideradas, tarefas do dia-a-dia na educação infantil.
De acordo com Teixeira (1995), vários são os motivo que induzi os educadores a apelar às actividades lúdicas e utilizá-las como um recurso pedagógico no processo de ensino-aprendizagem.  Segundo Schwartz (2002), a criança é auto-motivada para qualquer prática, principalmente a lúdica, sendo que tendem a notar a importância de actividades para o seu desenvolvimento, assim sendo, favorece a procura pelo retorno e pela manutenção de determinadas actividades.
Huizinga (1996), diz que numa actividade lúdica, existe algo “em jogo” que transcende as necessidades imediatas da vida e confere um sentido à acção.
Para  Schaefer (1994), as actividades lúdicas promovem ou restabelecem o bem estar psicológico da criança. No contexto de desenvolvimento social da criança é parte do repertório infantil e integra dimensões da interacção humana necessária na análise psicológica (regras, cadeias comportamentais, simulações ou faz-de-conta aprendizagem observacional e modelagem).
Toda a actividade lúdica pode ser aplicada em diversas faixas etárias, mas pode sofrer intervenção em sua metodologia de aplicação, na organização e no prover de suas estratégias, de acordo com as necessidades peculiares das faixas etárias. As atividades lúdicas têm capacidade sobre a criança de gerar desenvolvimento de várias habilidades, proporcionando a criança divertimento, prazer, convívio profícuo, estímulo intelectivo, desenvolvimento harmonioso, autocontrole, e auto-realização. O educador deverá propiciar a exploração da curiosidade infantil, incentivando o desenvolvimento da criatividade, das diferentes formas de linguagem, do senso crítico e de progressiva autonomia.  Como também ser activo quanto às crianças, criativo e interessado em ajudá-las a crescerem e serem felizes, fazendo das actividades lúdicas na educação Infantil excelentes instrumentos facilitadores do ensino-aprendizagem. As actividades lúdicas, juntamente com a boa pretensão dos educadores, são caminhos que contribuem para o bem-estar, entretenimento das crianças, garantindo-lhes uma agradável estadia na creche ou escola.  Certamente, a experiência dos educadores, além de somar-se ao que estou propondo, irá contribuir para maior alcance de objectivos em seu plano educativo.
As intuições infantis precisam ser acolhedoras, atraentes, estimuladoras, acessíveis ás crianças e ainda oferecer condições de atendimento ás famílias, possibilitando a realização de acções socioeducativas.
As crianças necessitam receber nas instituições de educação infantil:
  • Acções sistemáticas e continuadas que visam a fornecer informações;
  • Realizar vivências através de actividades lúdicas;
  • Aprimorar conhecimentos.
São vários os benefícios das actividades lúdicas, entre eles estão:
  • Assimilação de valores;
  • Aquisição de comportamentos;
  • Desenvolvimento de diversas áreas do conhecimento
  • Aprimoramento de habilidades;
  • Socialização.
1.3. O papel das actividades lúdicas no processo de desenvolvimento e aprendizagem
O jogo enquanto ferramenta de aprendizagem vai se desenvolver de forma positiva, se o educador souber trabalhar adequadamente com ele. É sabido que muitos vêem este tipo de actividade como actividade de disputa, onde há perdedores e ganhadores e uma grande parte dos docentes dissemina este conceito erróneo que se tem desta actividade. Quando se trabalha o corpo, a ludicidade e o jogo, desenvolvemos diversas potencialidades como a criatividade, o prazer, a interacção entre as pessoas, a cooperação, entre outras.
Devido o carácter sócio-histórico de Vygotsky, o qual aponta a brincadeira como uma actividade dominante na infância, em que através dela a criança expressa sua imaginação, conhece seu corpo e até mesmo cria suas próprias regras, verificamos que a brincadeira tem carácter essencial na formação e no desenvolvimento do indivíduo na sociedade. Todavia, constantemente nos deparamos com situações onde os jogos são relegados a um segundo plano.
O desenvolvimento da criança e seu consequente aprendizado ocorrem quando esta participa activamente: seja discutindo as regras do jogo, seja propondo soluções para resolvê-los. É de extrema importância que o professor também participe e que proponha desafios em busca de uma solução e de uma participação colectiva. O papel do educador neste caso será de mediador e este não delimitará mais a função de cada e nem como se deve jogar.
Outro teórico que percebe o jogo como actividade importante no desenvolvimento da criança, resultando em benefícios morais, intelectuais e físicos, é FROEBEL. Para este teórico, a falta de liberdade e a repressão repercutem negativamente, no que diz respeito ao estímulo da actividade espontânea, característica fundamental para o desenvolvimento.
Ele percebe o jogo como instrumento de ensino, no qual é possível trabalhar as diferentes disciplinas, tais como: Matemática, Ciências e outras. De acordo com Froebel:

“ Brincar é a fase mais importante da infância do desenvolvimento humano neste período-por ser a auto-ativa representação do interno a representação de necessidades e impulsos internos.” (FROEBEL, 1912, pp. 54-55)
Assim, semelhante ao pensamento de Vygotsky, que vê a interacção como acção que provoca intervenções no desenvolvimento da criança, Froebel, também concorda que os jogos interferem positivamente, pois no brincar a criança expõe sua capacidade representativa, o prazer e a interacção com outras crianças.
Desta forma, entendo que as actividades lúdicas cooperativas contribuem e oportunizam as crianças momentos de expressão, criação e de troca de informação, além de trabalhar a cooperação. Torna-se necessário também que o educador reavalie seus conceitos a respeito dessas actividades, principalmente com relação aos jogos, e que neste processo a criança tenha espaço para expressar sua fala, seu ponto de vista e suas sugestões. O professor ao propor algum tipo de actividade, deve deixá-lo à vontade, pois através da troca de experiências com outros colegas, da criatividade e busca de soluções, ele conseguirá construir seu próprio conhecimento.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

-  KISHIMOTO, Tizuko Morchida (org) – O Brincar e suas teorias – São Paulo: Ed. Pioneira, 2002. 

- SANTOS, Carlos António – Jogos e Actividades Lúdicas – Editora Spirit –1998. 

- VYGOTSKY, L. A Formação Social da Mente. São Paulo: Ed. Martins Fontes, 1984.

TEIXEIRA, Carlos E. J. A ludicidade na escola. São Paulo: Loyola, 1995.