segunda-feira, 9 de maio de 2016

A IMPORTÂNCIA DO DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM NA IDADE PRÉ-ESCOLAR

INTRODUÇÃO

No presente trabalho abordaremos sobre a importância do desenvolvimento da linguagem na idade pré-escolar, que adota-se na infância da criança, sabendo que é o momento no qual a criança inicia o desenvolver dessa comunicação, realizada através do choro, gestos, fala, dentre outras formas de expressão, acções dessa natureza poderão reportar a novas conquistas da criança pequena através da comunicação desenvolvida.
Entre os 2 e 3 anos as crianças começam a adquirir os primeiros fundamentos de sintaxe, começando assim a se preocupar com as regras gramaticais. Usam, para tanto, o que chamamos de super – regularização, que é uma aplicação das regras gramaticais a todos os casos, sem considerar as excepções. É por isso que a criança quer comprar “pães”, traze-los nas “mães”. Aos 6 anos a criança fala utilizando frases longas, tentando utilizar correctamente as normas gramaticais.

















A IMPORTÂNCIA DO DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM NA IDADE PRÉ-ESCOLAR

A linguagem das crianças intriga linguistas e estudiosos do assunto. Sendo assim crianças do século XII, por exemplo, apesar de crianças como as de hoje não brincavam com os mesmos brinquedos, nem sentiam, nem pensavam, nem se vestiam como as crianças de hoje. E, certamente as crianças deste século terão características muito diferentes das de hoje. É interessante que assim surge um questionamento: se as crianças de antigamente eram diferentes das de hoje certamente as de amanhã também serão.
A aquisição da linguagem tenta explicar entre outras coisas o fato de as crianças, por volta dos 3 anos, serem capazes de fazer o uso produtivo  - de suas línguas”. Com base nisso tentarei aqui expor alguns pontos importantes de aquisição da linguagem pela criança. Desde pequenos já existe a comunicação, mas esta não é feita por meio oral. A linguagem é um sistema de símbolos culturais internalizados, e é utilizada com o fim último de comunicação social. Assim como no caso da inteligência e do pensamento, o seu desenvolvimento passa também por períodos até que a criança chegue a utilização de frases e múltiplas palavras.
Ao nascer, a criança não entende o que lhe é dito. Somente aos poucos começa a atribuir um sentido ao que escuta. Do mesmo modo acontece com a produção da linguagem falada. O entendimento e a produção da linguagem falada evoluem. Existem diferentes tipos de linguagem: a corporal, a falada, a escrita e a gráfica. Para se comunicar a criança utiliza, tanto a linguagem corporal (mímica, gestos, etc.) como a linguagem falada. Lógico que ela ainda não fala, mas já produz linguagem.
O desenvolvimento da linguagem se divide em dois estádios:  Pré – linguístico, quando o bebé usa de modo comunicativo os sons, sem palavras ou gramática; e o linguístico, quando usa palavras. No estádio pré – linguístico a criança, de princípio, usa o choro para se comunicar, podendo ser rica em expressão emocional. Logo ao nascer este choro ainda é indiferenciado, porque nem a mãe sabe o que ele significa, mas aos poucos começa a ficar cheio de significados e é possível, pelo menos para a mãe, saber se o bebé está
Chorando de fome, de cólica, por estar se sentindo desconfortável, por querer colo etc. è importante ressaltar que é a relação do bebé com sua mãe, ou com a pessoa que cuida dele, que lhe dá elementos para compreender seu choro. Além do choro, a criança começa a produzir o arrulho, que é a emissão de um som gutural, que sai da garganta, que se assemelha ao arrulho dos pombos. O balbucio ocorre de repente, por volta dos 6-10 meses, e caracteriza – se pela produção e repetição de sons de consoantes e vogais como “ma – ma – ma – ma”, que muitas vezes é confundido com a primeira palavra do bebé.

No desenvolvimento da linguagem, os bebés começam imitando casualmente os sons que ouvem, através da ecolalia. Por exemplo: os bebés repetem repetidas vezes os sons como o “da – da – da”, ou “ma – ma – ma – ma”. Por isso as crianças que têm problema de audição, não evoluem para além do balbucio, já que não são capazes de escutar.
Por volta dos 10 meses, os bebés imitam deliberadamente os sons que ouvem, deixando clara a importância da estimulação externa para o desenvolvimento da linguagem. Ao final do primeiro ano, o bebé já tem certa noção de comunicação, uma ideia de referência e um conjunto de sinais para se comunicar com aqueles que cuidam dele. O estádio linguístico está pronto para se estabelecer. Sendo assim, contando com a maturação do aparelho fonador da criança e da sua aprendizagem anterior, ela começa a dizer suas primeiras palavras.
A fala linguística se inicia geralmente no final do segundo ano, quando a criança pronuncia a mesma combinação de sons para se referir a uma pessoa, um objecto, um animal ou um acontecimento. Por exemplo, se a criança disser acho quando vir a água na mamadeira, no copo, na torneira, no banheiro etc., podemos afirmar que ela já esta falando por meio de palavras. Espera – se que aos 18 meses a criança já tenha um vocabulário de aproximadamente 50 palavras, no entanto ainda apresenta características da fala pré – linguística e não revela frustração se não for compreendida.
Na fase inicial da fala linguística a criança costuma dizer uma única palavra, atribuindo a ela no entanto o valor de frase. Por exemplo, diz ua, apontando para porta de casa, expressando um pensamento completo; eu quero ir para rua. Essas palavras com valor de frases são chamadas holófrases. Chomsky defende a ideia de que a estrutura da linguagem é, em grande parte, especificada biologicamente (nativista). Skinner afirma que a linguagem é aprendida inteiramente por meio de experiência (empirista). Piaget consegue chegar mais perto de uma compreensão do desenvolvimento da linguagem que atenda melhor a realidade observada. Segundo ele tanto o biológico quanto as interacções com o mundo social são importantes para o desenvolvimento da linguagem (integracionista).

O SISTEMA DA LINGUAGEM INFANTIL

O sistema da linguagem tem uma complexidade que envolve a rede de neurónios distribuída entre várias regiões cerebrais. Em contacto com os sons do ambiente, a fala inclui múltiplos sons que ocorrem simultaneamente, em várias frequências e com rápidas transições entre estas. O ouvido tem de sintonizar este sinal auditivo complexo, recodificá-lo e transformá-lo em impulsos eléctricos, os quais são conduzidos por células nervosas à área auditiva do córtex cerebral, no lobo temporal. Este reelabora os impulsos, transmite-os às áreas da linguagem e armazena a versão do sinal acústico por certo período de tempo. Desta forma a linguagem deve ser concebida no contexto da interacção social, não simplesmente como meio de transmissão de informação, mas sim como projecção das próprias pessoas, veículo de trocas, de relações, como meio de representação e comunicação. A linguagem é, por um lado, um meio de interacção, de relação e de construção do conhecimento; e, por outro lado, algo que a criança precisa conhecer e dominar.
A partir do momento em que a criança fala e se comunica com adultos ou outras crianças, ela está se expressando por meio da linguagem oral. No entanto, as diversas instituições concebem a linguagem e a maneira como as crianças aprendem de formas bem distintas. Umas consideram o aprendizado da linguagem oral como um processo natural, que ocorre em função da maturação biológica. Outras, ao contrário, concordam que a intervenção directa do adulto é necessária e determinante para a aprendizagem da criança.

LINGUAGEM COMO MEIO DA INTERACÇÃO SOCIAL DA CRIANÇA

Actualmente, novas vertentes, baseadas na análise de produções das crianças e das práticas correntes, têm apontado novas direcções no que se refere ao ensino e à aprendizagem da linguagem oral e escrita, considerando a perspectiva da criança que aprende. Com base na aquisição do conhecimento pela criança de forma activa e não receptiva, há uma transformação substancial na forma de compreender como uma criança aprende a falar, a ler e a escrever.
Por meio da linguagem oral, a criança se comunica e expressa os seus pensamentos, influenciando outras crianças e estabelecendo relações umas com as outras. Tudo é contextualizado, ou seja, as palavras só têm sentido em enunciados e textos que significam e são significados por situações. A linguagem não é apenas vocabulário, lista de palavras ou sentenças soltas, mas sim um meio eficaz de comunicação e interacção social.Além disso, a linguagem é dinâmica, com variantes regionais, diferenças nos graus de formalidade e nas convenções do que se pode e deve falar em determinadas situações comunicativas. Quanto mais as crianças puderem falar em situações diferentes, como contar o que lhes aconteceu em casa, contar histórias, dar um recado, explicar um jogo ou pedir uma informação, mais poderão desenvolver suas capacidades comunicativas de maneira significativa.

DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM ORAL

 Desde os primeiros dias, o bebé emite sons articulados que revela o seu esforço para se comunicar com os outros. Estes os interpretam, dando sentido à comunicação do bebé. Quando os adultos falam com o bebé, eles tendem a utilizar uma linguagem simples, breve e repetitiva, que facilita o desenvolvimento da linguagem e da comunicação. Por outro lado, às vezes eles o expõem à linguagem oral em toda sua complexidade, como por exemplo, ao trocar as fraldas, o adulto fala: “Você está molhado? Eu vou te limpar, trocar a fralda e você vai ficar sequinho e gostoso!”.
Além da fala, a comunicação pode acontecer por gestos, sinais e até linguagem corporal, que dão significado e apoiam a linguagem oral dos bebés. Dessa forma, a criança aprende a verbalizar por meio da apropriação da fala do outro. Esse processo refere-se à repetição, pela criança, de fragmentos da fala do adulto ou de outras crianças, utilizados para resolver problemas em função de diferentes necessidades e contextos nos quais se encontre.Por exemplo, um bebé de sete meses pode engatinhar em direcção a uma tomada e, ao chegar perto dela, ainda que demonstre vontade de tocá-la, pode apontar para ela e menear a cabeça expressando assim, à sua maneira, a fala do adulto. Gradativamente, o bebé passa a incorporar a palavra “não” associada a essa acção, que pode significar um conjunto de ideias como: não se pode mexer na tomada; mexer aí é perigoso; entre outras.Com o passar do tempo, a criança se expressa melhor, dizendo o que gosta e o que não gosta, o que quer e o que não quer fazer e a fala passa a ocupar um lugar privilegiado como instrumento de comunicação. Esse desenvolvimento vai ampliando os recursos intelectuais, porém as falas infantis são, ainda, produto de uma perspectiva muito particular, de um modo próprio de ver o mundo.

DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM ESCRITA

Em nossa sociedade, desde os primeiros dias de vida, a criança está exposta ao mundo das letras, em permanente contacto com a linguagem escrita. Dessa forma a criança passa a descobrir o aspecto funcional da comunicação escrita, desenvolvendo interesse e curiosidade por essa linguagem. Diante do ambiente de letramento em que vivem, as crianças podem fazer, a partir de dois ou três anos de idade, uma série de perguntas, como “O que está escrito aqui?”, ou “O que isto quer dizer?”, indicando sua reflexão sobre a função e o significado da escrita, ao perceberem que ela representa algo.
No entanto, para aprender a escrever, a criança terá de lidar com dois processos de aprendizagem paralelos: o que a escrita representa e como. Além disso, a criança deve ter contacto com os mais diversos textos presentes em seu Quotidiano, para que possa construir sua capacidade de ler, bem como desenvolver a capacidade de escrever autonomamente. Muitas crianças utilizam-se de livros, revistas, jornais, gibis, rótulos, entre outros, para “ler” o que está escrito. Não é raro observar crianças muito pequenas, que têm contacto com material escrito, folhear um livro e emitir sons e fazer gestos como se estivessem lendo. Ou seja, as crianças elaboram uma série de ideias e hipóteses provisórias antes de compreender o sistema escrito em toda sua complexidade.








CONCLUSÃO

Sobre o trabalho realizado chegamos a conclusão que o desenvolvimento da linguagem na idade pré-escolar e a ludicidade da linguagem Oral e Escrita na Educação Infantil é uma fase para a aprendizagem junto às crianças da pré-escola e destacam-se suas características estimuladoras da imaginação e desenvolvimento da linguagem na infância a partir de temas do ensino de ciências e periodizando a utilização do jogo e das brincadeiras infantis. O uso de cantigas de roda e contos infantis contribuíram para o desenvolvimento da linguagem e resgataram a cultura popular pouco valorizada no mundo pós-moderno recheado de informações superficiais destinadas ao público infantil e veiculadas na televisão, rádio, internet, etc.



BIBLIOGRAFIA






















ÍNDICE




A IMPORTÂNCIA DO OUTRO NA TRANSMISSÃO E APROPRIAÇÃO DO CONHECIMENTO E NA CONSTRUÇÃO DA CONSCIÊNCIA DE SI E DO MUNDO

INTRODUÇÃO
As concepções da tradição filosófica, e de algumas correntes da psicologia, segundo as quais a consciência é uma realidade individual, derivada da introspecção do mundo íntimo e subjectivo, dão origem à ideia de que o sujeito toma consciência de seu próprio eu antes de tomar consciência do alter eu. A consciência seria uma "entidade" primitiva e essencialmente individual e a consciência do eu seria adquirida por intuição, introspecção ou experiência directa, enquanto o outro eu seria conhecido por analogia ou por projecção do primeiro sobre o segundo.  O estado inicial da consciência, na concepção walloniana, é confuso e nebuloso, pois sujeito e realidade exterior se confundem. A simbiose afectiva com o outro cede progressivamente, pela influência do meio e das interacções sociais, e a distinção entre o eu e o não-eu, inicialmente categorias indiferenciadas, dá-se através de um processo que ocorre no sentido da socialização para uma crescente individuação. A primeira categoria a se recortar é, para Wallon, a da consciência do eu e a segunda a do não-eu. Wallon não admite, portanto, a concepção piagetana de autismo e egocentrismo, como etapas do desenvolvimento infantil, pois essa concepção supõe a passagem de uma consciência individual (egocêntrica) para uma consciência social. "Não há autismo e depois egocentrismo: sistema fechado que deverá mais tarde abrir-se às exigências da compreensão recíproca em meio social" (Wallon, p. 150). Para Wallon, o indivíduo é essencialmente social, desde a origem, em função "desse estranho essencial que é o outro" (p. 156). A distinção entre o eu to não-eu resulta de uma "bipartição mais íntima entre dois termos que não poderiam existir um sem o outro, apesar de ou porque antagónicos, um que é uma afirmação de identidade consigo mesmo e o outro que resume o que é preciso expulsar dessa identidade para a conservar".




A IMPORTÂNCIA DO OUTRO NA TRANSMISSÃO E APROPRIAÇÃO DO CONHECIMENTO E NA CONSTRUÇÃO DA CONSCIÊNCIA DE SI E DO MUNDO

A imagem do outro é sempre algo impactante, comentários, opiniões e criticas surgem em diversos contextos (familiar, social, profissional, ou seja, nas relações). O conceito de certo e errado são formas relativas de ver, cada pessoa é única carrega intrinsecamente sua história.

Desde a infância a figura do outro é presença constante, como um espelho reflecti conceitos e preconceitos, sobrecargas composta de significados que ditam o melhor caminho a seguir. Ocorre que muitos indivíduos anulam-se e terminam assumindo os outros dentro de si, neste momento não são mais seus pensamentos e desejos que imperam, mas os dos outros.

Pensar por si, agir por si, dá ao sujeito ampla autonomia, ao mesmo tempo em que insere uma responsabilidade maior. Talvez seja esse o grande dilema psicossocial, pois ao adoptar uma postura mais individual, admitindo suas escolhas, consequentemente o indivíduo passa a ser mais vulnerável as criticas e opiniões alheias, essas nem sempre positivas e construtivas.

É importante entender que as pessoas vão compreender e opinar segundo suas historias de vida. A auto – avaliação ajuda neste processo de interdependência, saber separar o eu do outro do seu próprio eu auxilia a perceber que apesar das semelhanças pessoais cada ser é único.

Não existe uma pessoa igual à outra, o modo, a forma e o contexto existencial são distintos. Cada um vivencia de acordo com os conteúdos emocionais internos. Ao assumir as verdades alheias o sujeito exclui ou deixa de lado um caminho de possibilidades.

Cada pessoa tem sua trilha, seus sonhos e desejos, quando uma censura entre em seu psiquismo, consequentemente há perdas. Ao terciarizar seu espaço sentimental, emocional e relacional, menos espaço sobrará para o crescimento pessoal, a auto-aceitação torna-se quase nula, afinal o outro é mais importante que eu e estará sempre em primeiro lugar.

 Acreditar que é capaz de ascender iniciando um processo de auto-avaliação e consequentemente de auto-aceitação contribui para melhor valorização pessoal, saber lidar com as criticas é entender que somos os únicos capazes de um julgamento mais preciso a nosso próprio respeito.

Uma critica positiva é sempre aquela despida de emoção, de sentimentos de inveja, ciúme ou cobiça. O ato da auto-escuta minuciosa fornece ao indivíduo recursos que o auxiliam em seu desenvolvimento e maturidade, bem como o ajuda a perceber quais pontos devém ser tocados e trocados. 
Vale salientar que o verdadeiro crescimento ocorre quando o sujeito consegue tomar consciência de si mesmo.

Há tantas lacunas a serem preenchidas, tantos labirintos a serem desvendados e ainda diante deste complexo emaranhado mental existe um espaço cativo referente à opinião, afirmação e julgamento dos outros.

Nesta simbiose relacional é notória a luta que muitos desempenham para fazer valer o seu Eu, as suas escolhas, seus pensamentos livres de interferências estranhas. Ainda assim, muitos vivem do lado de lá, preocupados com o que os outros vão falar.

O outro não deve ser visto como uma extensão e sim como parte no processo de crescimento, desenvolvimento e evolução.
O LIMITE DO EU É O OUTRO
Encontramos comummente nas pessoas a fantasia de que elas estão preparadas para suportar o sofrimento apenas até certo limite. Este limite, arbitrariamente estipulado por elas, é concebido de tal forma que, em seu imaginário, a cota de suplício que o ultrapasse é prevista e antecipada como algo que as destruiria. Assim, elas alimentam a fantasia de terem vindo ao mundo munidas com uma espécie de fusível que queimaria se a situação “esquentasse” demais.

A reflexão sobre a fantasia do fusível invisível nos leva a inquirir sobre o porquê de as pessoas alimentarem um medo tão extremo das situações limites que elas estipulam arbitrariamente para si mesmas. Por que elas acreditam que a ocorrência destas situações poderia levá-las ao colapso.

Durante a primeira infância, nos encontramos em situação de total dependência daqueles que cuidam de nós. A dependência do outro, neste momento, é real. Sem o cuidado de outras pessoas, a criança não pode sobreviver. Mas, a dependência real torna-se também afectiva. Na medida em que aprendemos a reconhecer no outro a fonte de nossa existência e sobrevivência, aprendemos a amá-lo por isso. Entretanto, uma vez que o objecto deste amor é significado como o fundamento de nossa existência, o outro adquire o status de sede do nosso próprio eu. E mesmo quando crescemos, nos tornamos adultos e a dependência inicial e real perde a validade, o outro não perde sua condição inicial. Com efeito, se o outro adquire, inicialmente, o status de sede do eu, então este outro se torna o próprio eu ou, colocado mais adequadamente, ele se torna idêntico ao eu. E se o eu constrói o seu ser na forma da identidade com o outro, é teoricamente impossível que o outro perca sua posição de primazia na relação com o eu sem que o eu deixe de ser eu. A identidade do eu passa a ser o outro. É na relação com ele que esta identidade é construída, elaborada e amadurecida por toda a vida; uma relação conflituosa por princípio, porquanto ela se sustenta num paradoxo: O eu busca a si mesmo no outro de si mesmo – ou seja, busca a si mesmo naquilo que o nega por princípio. E este ‘outro de si mesmo’ é o próprio eu, uma vez que não há eu além dos limites do outro.

Quando ainda somos bebés, as pessoas que cuidam de nós são o nosso mundo. Com o desenvolvimento da consciência, passamos a distinguir não apenas entre estas pessoas e o mundo, mas as pessoas entre si, e também as pessoas de animais e objectos, e todos estes elementos em conjunto são ora distinguidos de uma noção abstracta do mundo, ora identificados como sendo o próprio mundo. Entretanto, a distinção entre pessoas e mundo não é absoluta. Ela opera de maneira que as pessoas com as quais nos relacionamos se tornem nosso mundo, e o mundo se torne nosso outro; outro este que implícita ou explicitamente adquire uma forma personificada. Em nossa cultura, a forma explícita de personificação do mundo é, geralmente, ‘Deus’. Quando o sujeito não expressa nenhuma crença religiosa, a personificação do mundo permanece implícita ou inconsciente. Mas, ela pode ser reconhecida nas exigências que, nos momentos de crise, pacientes ateus dirigem ao mundo e à vida; exigências que denotam uma relação entre pessoas entre um eu e seu outro.

Assim, o outro no qual buscamos nossa identidade, e no qual reconhecemos o fundamento de nossa existência, são as pessoas, o mundo, a vida. Por isso, a ausência deste outro representa nosso não-ser, ou a impossibilidade de nossa sobrevivência. E, porquanto o outro não é representado apenas pelas pessoas, mas também pelo mundo e pela vida, sua ausência não significa apenas o distanciamento físico daqueles que amamos. Uma vez que nossa relação com o mundo e com a vida é baseada naquilo que esperamos tanto de um quanto da outra, a relação com outras pessoas em geral também é fundamentada em certas exigências, ou naquilo que esperamos que elas sejam ou façam. E na medida em que na relação com as pessoas que amamos o abandono aparece como a principal forma da ausência, na relação com o mundo e com a vida a morte adquire papel fundamental. Morrer significa abandonar o mundo e ser abandonado pela vida.

Porém, se a identidade do eu representa um paradoxo, o desenvolvimento desta identidade também será paradoxal: Quanto maior o progresso da identificação do eu com o outro, maior a consciência do eu em sua distinção deste mesmo outro. Ou seja, é no processo de identificação com o outro que o eu desenvolve a consciência de si mesmo, a consciência de sua individualidade, ou a consciência de sua diferenciação com as demais pessoas e o mundo. É a condição em que se encontra a consciência de individualização do eu frente ao outro que determinará a natureza e a flexibilidade dos limites toleráveis de sofrimento que ele estabelecerá para si mesmo.

O limite que o eu estabelece arbitrariamente para si mesmo sobre a cota de sofrimento que ele crê ser capaz de suportar está relacionado à sua dependência afectiva com o outro. Na esfera de sua identidade, quanto menor a capacidade de o eu se distinguir conscientemente do outro, maior será a dependência afectiva na relação com ele e mais restritos os limites de ausência que ele acredita ser capaz de tolerar. Na prática, pacientes pouco individualizados sofrem por antecipação frente a possibilidades a que todos nós estamos sujeitos, tais como a de perder entes queridos, falhar no emprego ou no exercício de actividades diversas, não alcançar determinados objectivos pessoais e profissionais, etc. Estas são situações desagradáveis para qualquer um. A diferença é que, no imaginário destes pacientes, algumas ou muitas delas representam possibilidades intoleráveis.





CONCLUSÃO
Portanto, a ocorrência de situações limites pré-estabelecidas pelos pacientes pode representar uma oportunidade de desenvolvimento da consciência de individualização. Na ausência do outro, o eu não encontra jamais a destruição de si mesmo que ele tanto teme. Pelo contrário, nesta ausência reside a possibilidade de ele encontrar um si mesmo mais individualizado e mais fortalecido. A falta do outro não representa a ausência absoluta dele na relação com o eu. Na medida em que a relação entre eu e outro é paradoxal, é na falta do outro que reside a possibilidade de o eu encontrar a identidade mais plena com ele. Porém, esta é uma possibilidade que, para ser concretizada, depende da disposição do eu em se deixar estar na falta. Se ele não aprende a se deixar estar na falta e a transitar por ela, ele não aprende enxergar a individualização que já está nela implícita. Do contrário, a rejeição inflexível e intransigente da falta e do sofrimento no qual ela se manifesta pode levar o paciente à ansiedade, à depressão ou ao desespero.




BIBLIOGRAFIA
·         Almeida, S. F. C. Temas em Psicologia, O lugar da afectividade e do desejo na relação ensinar-aprender. 1,31-44. 1993.

·         Ribeirão Preto: Temas Psicológicos: Processos Sociais e Desenvolvimento Vol. 5. 1997.




a iniciação fenomenal e a circuncisão

Introdução
O presente trabalho da cadeira de antropologia social e cultural, com o tema a iniciação fenómena e a circuncisão tem como objectivo mostrar as comunidades  e algumas regiões que a cultura africana especialmente Angolana ainda respeitam as tradições.
No que se refere ao resgate e manutenção dos valores que referem a identidade dos Angolanos enquanto Bantu. Num país como este caracterizado pela diversidade cultural e por diferenças de desenvolvimento social entre o urbano e o rural.
A cultura Bantu representa a marca específica da comunidade em Angola em particular no contexto rural
Essa cultura é caracterizada por regime de patriacado e gerontocracia, com vida na comunidade, onde os jovens de ambos os sexos são sujeitos a rituais de passagem a vida adulta.
A cultura tradicional africana foi sendo alterado por introdução de elementos de corrente da colonização e agora da globalização cultural, produzindo-se a sua descaracterização mas a persistência dos rituais de iniciação, no meio rural tem ajudado a reafirmar os valores culturais tradicionais o que contribuiu para a preservação dos traços da identidade  locais, onde aprendemos que a iniciação é uma escola em que a mulher aprende todas actividades domésticas, como cuida do marido, cuidar da casa dos filhos e dos parentes onde descrevemos o acto da puberdade como a capacidade valor e estima como procriadora evivificadora deve a transformação, onde falaremos sobre o fenómeno da circuncisão na qual definimos como a remoção do prepúcio ou da pele que cobre a grande do pénis.
A cultura tal como definida por Tylor (Lev - Stauss 1985: pag. 397), inclui toda a conduta social empregnada de significado, isto é um modo de vida colectivamente parfilhada e enteriorizada pela comunidade.




Estes trabalho consta na análise do ritual de iniciação de jovens é a função que este desempenha no interior de um grupo, sob a hipotese de que o mesmo colabora para a a formação profissional ou cultural do grupo fixando valores e reafirmando crenças, este riso implica, para além da recrusão física da jovem moça em determinado espaço da casa em um periodo de espaço aprndizado onde aprende a cozinhar com a mãe e outras mulheres do grupo.
o ritual feminino de iniciação, desempenha um importante papel social, pois é o momento social que revela tanto a detenção quando a separação entre o mundo infantil e o mundo adulto.
É um rito de passagem entre nascer mulher e tornar-se mulher.
Esta magnitude do rito de iniciação fenomeno consta, tendo em vista a centralidade da figura femnina na organização socio-espacial daquela comunidade, preparandoa jovem mulher para a vida adultao matrimónio e a maternidade.
Tal recrusão pareceu-me a primeira vista, um sacrifíci, talvezaté mesmo uma pertencia, mas logo percebeu-se que alí se daria a construção social da mulher.
De acordo com Van Gennep (1977: pag. 26) toda alteração na situação de um indivíduo implica aí acções e reações que devem ser regulamentadas e vigiadas a fim da sociedade geral não sofrer nenhum constragimento ou dano. O próprio facto de viver exige assagens sucessivas de uma sociedade a outra ou de uma situação social a outra de modo que a vida individual consiste em uma sucessão de etapas.
Com base na obra "( A obscura formação de uma imagem mulher iniciação de Shorter 1989), pode se entender o reto de iniciação como de corrente da maturação, anunciada pela nenarca.




Os países onde se praticam o acto de iniciação ou excepção

Os rituias de passagem a iniciação da rapariga pubere desapareceram ou ficaram reduzidos, em Angola é feita por vários grupos como:
·         Nganguela;
·         Tchokwe
·         Nhaneka Humbe
·         Ambo
Em África existem outros países como:
Sudão, Djibuti, Guiné Bissau, Arábia Saudita, Guiné Conacri, Árabes Unidos, Ngéria, Mali, Costa do Marfim e outros povos da África oriental assim como a Etiopia.
Cerca de 140 milhões de mulheres sofrem com as consequencias de mutilação genital feminina, diz a O.M.S
A prática acontece principalmente em África em medio tendo a Guiné e o Kénia com o caso mais preocupantes pois são os únicos que exigem a excisão a todas as mulheres .
A mutilação ou clitoritonia é uma iniciação pela qual a jovem alcança o estatuto social de mulher.
Pois alguns povos pensam que assim se prpícia a fertilidade e se favorecem o relacionamento sexual procurando uma maior submissão da mulher ao mutilar a sua sexualidade e refrear qualquer excitação.. A mulher converte-se num projecto e num laboratório de filhos sem efectividade nem carinho de esposa e assume sozinha a responsabilidade de uma mulher adulta. Este aspecto do problema explica vigorosamente por si só que a jovem aceite o sofrimento da excisão.




2. Objectivos que se completam em África
O esforço pelo abandono da mutilação genital feminino alegando vários factos como a mutilação genital feminina e necessárias para que as mulheres tenham filhos normais alegando ainda que o clítoris mata os bebés ao bebé ao tocar-lhes quando nascem e que e que uma mulher não excisada não é fiel ao seu marido, crenças como essas são passadas há séculos de geração a geração são elas que alimentam a prática da mutilação genital feminina, uma prática que ajuda a definir a cultura e a identdade de que a mantém.
Em Angola existem regiões da Huíla tendo o ritual  de iniciação feminina ou chamada "Efiko" acto considerado errado pela Igreja Católica, medida esta que prejudique a essência do ritual.
Ritos de iniciação feminina remoçã parcial ou fatal do clítores para evitar o intercurso sexual da mulher na cultura Bantu mostra o lugar ocupado pela mulher naquela sociedade e a visão que as mesmas têm de sexualidade feminina. É um ritual sacrificial de iniciação de carácter machista, uma vez que a sociedade negra Bantu é de carácter hiero-antropocentrico e que tal costume se define a regular a relação conjugal homem mulher e casamento. Nota-se ainda que mais do que nunca cresce a consciencia de que a excisão da mulher se põe como um problema para a sua saúde física e psicológica.
Ritos e Puberdade
No seu livro cultura tradicional Bantu, Raúl Altuna (1985: 279) situa a prática da excessão entre os ritos de celebração da puberdade. Esta constituiria uma das fases da iniciação a vida comunitária. A excisão é a cerimónia inaugurada dos ritos de puberdade. Sem ela a mulher não se vai "fazendo", completado realizando,
Fala-se ainda que nestas regiões a mulher adulta não iniciada ou não gerada por esses ritos, é um indivíduo não apreciado e a sua condição de "associais", os equipará a um ser estranho a comunidade.




Ritual de iniciação
A vida é uma constante passagem de etapas partindo da biologia e da altura. Tendo o seu início com o nascimento e finda com a morte. Essas passagens são quase sempre sempre marcados por cerimónias e rituais que VAN GENNEP(1977) chamou de ritos de passagem.
Embora de modos destentos os ritos de iniciação são manifestações comuns a um grande número de sociedades.
 Onde a separação é marcada pelo recolhimento da jovem na ocasião de sua primeira menstruação, ficando parte do convívio social. A transição é caracterizada por interveções no organismo da reclusa.
conveccionou-se chamar de puberdade a fase da vida em que ocorrem o estirão do crrscimento a especialização das funções sexuais, reprodutivas e uma serve de mudança psicologica.
De igual forma nas raparigas os ritos de iniciação feminina também são realizadas quando uma rapariga atinge seu perfil, durante as danças rituais as raparigas encontram-se maravilhosamente adornadas com maquilhagem e penteados tradicionais.
Neste ritual a ruptura inmene é mecanico  e é feita por uma mulher idosa com os dedos ou utilizando um pequeno instrumento. Na Costa Oriental de África as jovens são desfloradas com ajuda de um tambo.




Iniciação das meninas puberes
Em Angola a iniciação é praticada por vários grupos Ganguela, Tchokwe, Nhaneka - Humbe, Ambo, a menina devendo ser iniciada quando lhe aparece a primeira menstruação, em alguns grupos iniciam-nas antes e noutras depois de passar dois anos ou mais, durando meses. Assim as instruiam e preparavam para as funções femininas, noutros normalmente duram poucos dias apenas três u quatro, normalmente são realizadas nas aldeias e em casa paterna. Os rituais de iniciação a menina deve apresentar-se virgem nestes ritos, de contrario que exações e paga uma indemnização, além de atrair a vergonha para sua mãe, responsável pela sua educação.
Se uma menina Kuanhama dava a luz antes a "Efundula" (ritos iniciatórios) pronunciava a morte do soberano.
A iniciação feminina conserva o nosso significado profundo em todos grupos.
É considerado um rito de maturidade, incorporação da idade adulta e responsável.
a tradução Kuanhama (Angola) no dia da "efundula", as meninas bebem uma cerveja especial, misturada com drogas, em que se inclui um pouco de esperma de um circuncidado de um grupo.
Nos olufuko kwamatwi (Norte de Angola), esta prática é executada por uma anciã prepara uma cerveja com droga na qual retira uma porçao em uma taça, nela um circusiso lava o seu membroviril tres vezes a menina, que desconhecetal prática, bebe um gole o resto a mãe vai determinando pelo baixo ventre da jovem até chegar a um enxada que lhe colocarão a baixo dos membros inferiores todos estes ritos estão relacionados com os ministérios de nascimento, descoberta da mulher como criadora de vida apta para casamento.
De acordo com Gransci (1996), a cultura é um meio persuasivo utilizado pelas elites (neste caso os mais - velhos), para promover o consentimento com o qual se garante a conformidade do comportamento e atribuição de sentido fazendo com que os actores sociais sejam aceites como membros de grupo.




Mutilação sexual
Dentro do contexto fenomenal fala-se normalmente da mutilação sexual excisão ou clitoristomia, realizado em alguns países Árabes Unidos como Oman, Egipto, Sudão, etc. em África negra são paticadas na Nigéria, Mali, Guiné, Costa do Marfim e Kénia
A clitoritomia é uma operação dolorosa e cruel, exterpam clitoris com uma faca candente, com pedaço de vidro, com uma lâmina de barbear, com uma faca de silex. Essa operação muitas vezes também cortam os pequenos e grandes lábios da vulva e são realizadas por mulheres especializadas, e que em alguns ugares aplicam urtega como dolorosa anestesia, e são praticadas quando a jovem chega a puberdade e a alguns grupos de 8 ou 9 anos de idade.
Em alguns lugares como na Etiópia pensam que é uma medida higiénica, com sequencias morias positivas que garantem a feminilidade.
A  mutilação ou excisão que consiste na amputação do clítores da mulher de modo a que esta não possa sentir prazer durante o acto sexual.
Existindo ainda uma forma de mutilação genital chamada de "infibulação", que consiste na costura na costura dos lábios vaginais ou do clítoris. A sua prática ocarreta sérios riscos de saúde para mulher custurando a cavidade vaginal deixando apenas um espaço mínimo para a passagem da urina e do fluxo menstrual.
Em regra a prática da mutilação ocorre durante as vestividades culturais e não leva em conta cuidados de higiene, pois alguns dos instrumentos utilizados não são esterilizados, pondo em causa as infecções nos órgãos reprodutores internos e também no sistema urinário, dificultando na eliminação da urina e por vezes complicações no parto, tendo ainda dificuldades e dor nas relações sexuais, para além de consequencias Psicológicas (depressão medo de ter relações sexuais, dentre outras).




Consequencia da mutilação feminina
- Ma mulher apois o ato da mutilação não senti afecto nem carinho de esposa.
- Elimina o prazer sexual da mulher (isto é a mulher torna-se simplesmente num laboratório de fazer filhos e de satsfazer só o seu marido.
- A mulher acarreta um problema psicologico por toda sua vida.
- A mutilação pode causar a morte, isto no acto da esterpação do clítoris a mulher muta das vezes não aguenta a dor e acaba por falecer.
- A mutilação pode causar também traumatismo irreparável a mulher.




Circuncisão
Definimos circuncisão como uma porção que remove o prepúcio uma pele que cobre a glande do pénis. É um termo oriundo do latim, que significa cortar ao redor esta prática é realizada há mais de 5 mil anos.
A circuncisão masculina é o tipo mais praticado desde do sec. XIX, alguns especialistas dizem ou diz-se que a remoção da pele favorece a masturbação e a prática de actos sexuais. A prática regular de hábitos de higiene estão substituindo os benefícios da cirurgia.
Um possível motivo para circuncisão é que em muitas culturas represente o início da puberdade é um momento especial, demonstrando a entrada do jovem na vida adulta.
Na região das Lundas a circuncisão ou Mukanda
Este actos preparatórios são feitos nos rapazes de dez aos catorzes vão para Mukanda, onde são submetidos a circuncisão e onde lhes são ministrados todos os ensinamentos referentes as canções, musicais, dança da etnia, bem como os trabalhos de artesanato.
Quando em uma aldeia ou grupo da aldeia há dois ou três rapazes com idade de serem circuncisados os pais combinam com o "Gunga - Mukanda" operador cm o seu "tchefungundj" (ajudante) com o "tchekolokolo" (professor e enfermeiro), qual o dia que será inevada a festa que precede a mukanda.
Antigamente, este pagamento eram feitos em animais domesticos, bebidas e pulseiras de metal, hoje são feitos em dinheiro.
N a época da puberdade os rapazes devem entrar na comunidade dos adultos, submeter-se ao ritual de passagem conhecido pelo nome de Mukanda. Este inicia-se pela operação de circuncisão executada pelo Ngunga Mukanda, circuncisor. Mukanda designa "o campo cercado por uma vedação e que compreende as palhotas redondas feitas com silvas num lugar desbravado pelos novos circuncisos da mesma aldeia.
Durante este periodo da iniciação, estes chamados fundadji (Seng. Kandandje) vivem aí afastados das famílias durante um ou dois anos (antigamente dois a tres anos), sobre a guarda dos ou chamados yekolokolo, que funcionam como padrinhos ajudando-o na operação, curando-o e guiando no decurso do todo o ritual, ensinando a fábricar máscaras e prevé as suas necessidades.
Este acto englobam diversos espíritos ancetrais, mahamba que protege o makunda. Antepassado lunda que fez nascer este ritual e que é invocado para curar os circuncidados. Ele está representado a entrada do campo, formadas por duas estacas e por uma ravessa de madeira, na qual estão suspenso dois aneis de palhas entrelançadas. Em seguida vem o hamba mukula espírito propício a fecundidade nas mulheres que dá força aos iniciados "tundandji" é um ramo fendido da árvore mukula plantada na terra com as extremidades dos seus dois ramos tencadas no solo para formar um arco.
Dentro do ritual mukanda a comunidade a comunidade suporta as despesas bastantes elevadas que a passagem comporta que são as máscaras tendo como as máscaras "Kalewa" que dão o sinal de partida e de regresso das criançasaos seus lares e prevendo as mães da sua chegada, já que estas não podem, em rincípio vê-los pois rigorosamente nenhuma mulher pode enrar no campo Mukanda.
Pois somente uma mulher idosa de nome nacitwa, coze os alimentos dos circuncisos, próximo do lugar do seu retiro, sendo atribuído o nome Nakaimbo que significa mulher corajosa e boa.
Durante este espaço de tempo, o circuncisor, acompanhado da máscara, parte para a floresta a procura de remédios de circunstâncias e corta uma árvore jovem. No pé deste é enterrado os remédios, misturados com sangue de um galo sacrificado, cuja cabeça será picada no cume da árvore sem ramo, esta cerimónia é celebrada diante da sua casa ou no cercado na presença dos chefes e dos anciões da aldeia, destina-se a preservar os futuros operados da prática de feitiçaria.
A circuncisão tem lugar de manhã cedo, após os tundandje, que passaram a noite no cercado, próximo da aldeia e dão-lhes de beber um remédio usangui. Este é feito pelos fundandje e pela Nacifwa num almofariz para alimentos. Este remédio serve para impedir que os tundandji pensem nas suas mães e de emagrecer muito durante a Mukanda. A partir daquele momento os jovens terão de contar com eles próprios e só beberão a água que procurem.
Enquanto se pratica a circuncisão e até que um tiro assinale o fim da operação, as mães dos rapazes, para que tudo corra bem, sugam o dedo indicador com o qual elas recolheram, no ribordo do almofariz, um pouco de remédio cisangu.
Após o tempo necessário ou quando a cerimónia está prestes a acabar eles aprendem a dançar, e quando aprendem o nganga mukanda decide o regresso ao lar, as crianças fazem as trajes que irão vestirna festa, feita de fibras batidas e uso chapeu mukuku, usando também cinta com anéis.
Na véspera do seu regresso à aldeia dançam como na altura da sua partida, ao nascer do dia e com ajuda da argila rituais branca e vermelha, as pinturas no corpo, dissimulam a suapersonalidade e assim os preservar de todo o malefício, o circuncisor e as crianças tenhem o rosto coberto por argila branca, pemba, sinal, de inocencia, em seguida respondem ao apelo feito no tambor grave Shina pelo pelo professor de dança que conduz a orquesta cantendo e batendo as varas uma contra outra, para mostrar o seu talento dançam rodeados das suas famílias que atraem os seus chapeus mukuku o dinheiro destinado a pagar no dia seguinte os circuncidados vão lavar-se ao rio e as trajes e os chapeus são queimados após o acto as crianças mostram a honra de regresso e que agora tornaram-se membros activos da comunidade.




Um dos mais importantes costumes das tradições de Angola
O rito de puberdade (iniciação da puberdade). Neste rito rapazes e raparigas que chegaram a idade apropriada são iniciadas na fase adulta das suas vidas. Este rito é destinado principalmente a preparar os jovens para os respectivos papeis como adultos. Esses ritos são elaborados com duração de pelo menos várias semanas e terminadas com dia de festa para a toda a comunidade nos ritos de iniciação masculina, muitas vezes incluem instruções sobre questões sexuais, a fim de preparar estes rapazes para o seu eminente papel conjugal e outras tarefas que a vida adulta irá de exigir deles.
A maior dos ritos de iniciação exige que os rapazes sejam submetidos a um teste de coragem e fortaleza, uma prova de sobrevivência durante a qual devem ficar sozinhos na floresta durante determinado período de tempo.
A dança com máscaras e outras características importantes dos ritos de iniciação dos rapazes, principalmente com os iniciados cokwe e são ensinados a arte da escultura da máscara da preparação, onde uma das máscaras usadas neste ritual é a popular máscara das Dausa, Mwana Pwo usadas pelos dançarinos masculinos durante os rituais de puberdade.




Conclusão
Após os estudos realizados sobre o conceito de iniciação feminina e a circuncisão tendo como predominância a educação tradicional no meio rural condicona o futuro das raparigas, uma vez que estas condiciona o futuro das raparigas, uma vez que estas, na sequencia dos ritos de iniciação, são forçadas a abandonar precocemente a escola, porque após cumprida dessa obrigação, a mulher prepara-se para o casamento e a maternidade, encontrando reduzida a oportunidade de participação e ntervenção social deixando aos homens a prerrogativa de decidir, pois segundo Altuna (1985), a mulher adulta não iniciada é um indivíduo não apreciado, escluido, destituído de estatuto ou seja, uma vergonha para a comunidade e que a sua prática não tem cumprido com o direitoconsultidinário, ela tem sido contra a ética que se aponta ao respeito mútuo e contra a dignidade da pessoa humana.




Bibliografia
Rual Altuna - Cultura tradicional Bantu - Angola, 1985
Ester Man - Etnografia do Sudoeste de Angola - Lisboa junta de informação 1960 - V1.
VANGENNEP (1977, Pág. 26) Ritos de passagens
Shorte 1989
Sofia Pereira Madeira - Ritual Feminino de iniciação
Tylor - Apuv - Stauss - 1985: pág. 397




Anexos


 

A MEDIDA DO DESENVOLVIMENTO DE UMA ECONOMIA

A MEDIDA DO DESENVOLVIMENTO DE UMA ECONOMIA
Refere-se a Desenvolvimento económico, ao processo pelo qual ocorre uma variação positiva das variáveis quantitativas ( crescimento económico: aumento da capacidade produtiva duma economia medida por variáveis tais como: PIB, PNB ) , acompanhado de variações positivas  das  variáveis qualitativas ( melhorias nos aspetos relacionados com a qualidade de vida, educação, saúde, infraestruturas  e profundas mudanças da estrutura socioeconómica duma região e ou país, medidas pelos indicadores sociais tais como: IDH, IPH, Coeficiente de Gini, IDG, e outros ) .
O crescimento econômico se difere do desenvolvimento econômico em alguns aspéctos; pois, enquanto o crescimento econômico se preocupa apenas com questões quantitativas, como por exemplo, o PIB e o PNB, o desenvolvimento econômico aborda questões de caráter social, como o bem-estar, nível de consumo, IDH, taxa de desemprego, analfabetismo, qualidade de vida, entre outros.
Em suma, o desenvolvimento econômico é um processo pelo qual a renda nacional real de uma economia aumenta durante um longo período de tempo. A renda nacional real refere-se ao produto total do país de bens e serviços finais, expresso não em termos monetários, mas sim em termos reais: a expressão monetária da renda nacional deve ser corrigida por um índice apropriado de preço de bens e consumo e bens de capital. E, se o ritmo de desenvolvimento é superior ao da população, então a renda real per capta aumentará. O processo implica a atuação de certas forças, que operam durante um longo período de tempo e representam modificações em determinadas variáveis. Os detalhes do processo variam sob condições diversas no espaço e no tempo, mas, não obstante, há algumas características comuns básicas, e o resultado geral do processo é o crescimento do produto nacional de uma economia que, em si própria, é uma variação particular a longo prazo.

Como ocorre

O processo de desenvolvimento econômico supõe que ajustes institucionais, fiscais e jurídicos são necessários, incentivos para inovações, empreendedorismo e investimentos, assim como fornecer condições para um sistema eficiente de produção, circulação e distribuição de bens e serviços à população.
Uma analogia ajuda a entender o significado: quando uma semente se torna uma planta adulta está exercendo um potencial genético, em outras palavras, está desenvolvendo-se. Quando qualificado pelo adjetivo econômico, refere-se ao processo de produção de riqueza material, a partir do potencial dado pela disponibilidade de recursos humanos e naturais e uso de tecnologia. No campo crítico da economia, a palavra desenvolvimento vem normalmente acompanhada da palavra capitalista para mostrar que o desenvolvimento refere-se ao todo social. Esta noção está muito bem desenvolvida, em diversos capítulos do livro de COWEN, M. P. e SHENTON, R.W. (1996, Doctrines of Development. London: Routledge). Especificamente sobre o desenvolvimento capitalista há um verbete no Dicionário do Pensamento Marxista de Tom BOTTOMORE (1988).

Teorias
O desenvolvimento comercial e industrial na Europa provocou o estudo clássico de Adam Smith sobre a riqueza das nações e partir daí esse tema esteve sempre presente na evolução do pensamento econômico. O desenvolvimento industrial no século XIX da Grã-Bretanha, Estados Unidos e Alemanha levantou novas questões sobre as causas desse enriquecimento mas no século XX a taxa de desenvolvimento decaiu ao mesmo tempo em que surgia o confronto das nações liberais com o rápido desenvolvimento da Russia comunista.
Foram muitas as teorias voltadas para a promoção do desenvolvimento econômico. Como alternativa à crise de 1929, o economista inglês John Maynard Keynes formulou uma hipótese de que o Estado deveria interferir ativamente na economia: seja regulando o mercado de capitais, seja criando empregos e promovendo obras de infra-estrutura e fabricando bens de capital. Essas medidas caracterizaram-se por serem de curto-prazo enquanto economistas reconheciam um desenvolvimento econômico quando taxas como a da produção nacional mostrassem tendência ascendente a longo-prazo
Os keynesianos foram muito populares até os anos 1980 quando - em parte devido à crise do petróleo - o sistema monetário internacional entrou em crise. Tornou-se então evidente a inviabilidade da conversibilidade do dólar em ouro, ruiu o padrão dólar-ouro, com inflação e o endividamento dos Estados por um lado, e uma grande acumulação de excedente monetário líquido nas mãos dos países exportadores de petróleo por outro. Em vista disso, sobreveio uma mudança de enfoque na política económica.
Surge então a escola neoliberal de pensamento econômico, baseada na firme crença na Lei de Say, e cujos fundamentos já tinham sido esboçados em 1940 pelo economista austríaco Friedrich August von Hayek. Para corrigir os problemas inerentes à crise, os neoliberais pregavam a redução dos gastos públicos e a desregulamentação, de modo a permitir que as empresas com recursos suficientes pudessem investir em praticamente todos os setores de todos os mercados do planeta: tornar-se-iam empresas multinacionais ou transnacionais.