quinta-feira, 29 de outubro de 2015

A ÉTICA E A MORAL

INTRODUÇÃO
Este trabalho fala sobre a ética e a moral que são elementos determinantes num indivíduo sociologicamente e que demonstram a forma de como ele pode se proceder numa sociedade. Eles são tidos como sinónimos, podendo isso ser explicado por uma relação intrínseca entre os dois. O desenvolvimento a seguir busca, ao invés de propor definições absolutas, expor ideias diversas que nos levam a perceber várias diferenças entre o conceito de ética e o de moral, junto com a percepção da definição de ambas.


A ÉTICA E A MORAL
Filosofia da Ética e Moral
A Filosofia Moral distingue entre ética e moral. Ética tem a ver com o "bom": é o conjunto de valores que apontam qual é a vida boa na concepção de um indivíduo ou de uma comunidade. Moral tem a ver com o "justo": é o conjunto de regras que fixam condições equitativas de convivência com respeito e liberdade. Éticas cada qual tem e vive de acordo com a sua; moral é o que torna possível que as diversas éticas convivam entre si sem se violarem ou se sobreporem umas às outras. Por isso mesmo, a moral prevalece sobre a ética.
No terreno da ética estão as noções de felicidade, de carácter e de virtudes. As decisões de qual propósito dá sentido à minha vida, que tipo de pessoa eu sou e quero vir a ser e qual a melhor maneira de confrontar situações de medo, de escassez, de solidão, de arrependimento etc., são todas decisões éticas.
No terreno da moral estão as noções de justiça, acção, intenção, responsabilidade, respeito, limites, dever e punição. A moral tem tudo a ver com a questão do exercício do direito de um até os limites que não violem os direitos do outro.
As duas coisas, claro, são indispensáveis. Sem moral, a convivência é impossível. Sem ética, é infeliz e lamentável. Diz-se que quem age moralmente (por exemplo, não mentindo, não roubando, não matando etc.) faz o mínimo e não tem mérito, mas quem não age moralmente deixa de fazer o mínimo e tem culpa (por isso pode ser punido). Por outro lado, quem age eticamente (sendo generoso, corajoso, perseverante etc.) faz o máximo e tem mérito, mas quem não age eticamente apenas faz menos que o máximo e deixa de ter mérito, mas sem ter culpa (por isso não pode ser punido, mas, no máximo, lamentado).

Ética e Moral: Dois Conceitos de Uma Mesma Realidade

A confusão que acontece entre as palavras Moral e Ética existem há muitos séculos. A própria etimologia destes termos gera confusão, sendo que Ética vem do grego “ethos” que significa modo de ser, e Moral tem sua origem no latim, que vem de “mores”, significando costumes.
Esta confusão pode ser resolvida com o esclarecimento dos dois temas, sendo que Moral é um conjunto de normas que regulam o comportamento do homem em sociedade, e estas normas são adquiridas pela educação, pela tradição e pelo quotidiano.  Durkheim explicava Moral como a “ciência dos costumes”, sendo algo anterior a própria sociedade.  A Moral tem carácter obrigatório.
Já a palavra Ética, Motta (1984) defini como um “conjunto de valores que orientam o comportamento do homem em relação aos outros homens na sociedade em que vive, garantindo, outrossim, o bem-estar social”, ou seja,  Ética é a forma que o homem deve se comportar no seu meio social.
A Moral sempre existiu, pois todo ser humano possui a consciência Moral que o leva a distinguir o bem do mal no contexto em que vive. Surgindo realmente quando o homem passou a fazer parte de agrupamentos, isto é, surgiu nas sociedades primitivas, nas primeiras tribos. A Ética teria surgido com Sócrates, pois se exigi maior grau de cultura. Ela investiga e explica as normas morais, pois leva o homem a agir não só por tradição, educação ou hábito, mas principalmente por convicção e inteligência. Vásquez (1998) aponta que a Ética é teórica e reflexiva, enquanto a Moral é eminentemente prática. Uma completa a outra, havendo um inter-relacionamento entre ambas, pois na acção humana, o conhecer e o agir são indissociáveis.
Em nome da amizade, deve-se guardar silêncio diante do ato de um traidor? Em situações como esta, os indivíduos se deparam com a necessidade de organizar o seu comportamento por normas que se julgam mais apropriadas ou mais dignas de ser cumpridas. Tais normas são aceitas como obrigatórias, e desta forma, as pessoas compreendem que têm o dever de agir desta ou daquela maneira. Porém o comportamento é o resultado de normas já estabelecidas, não sendo, então, uma decisão natural, pois todo comportamento sofrerá um julgamento. E a diferença prática entre Moral e Ética é que esta é o juiz das morais, assim Ética é uma espécie de legislação do comportamento Moral das pessoas. Mas a função fundamental é a mesma de toda teoria: explorar, esclarecer ou investigar uma determinada realidade.
A Moral, afinal, não é somente um ato individual, pois as pessoas são, por natureza, seres sociais, assim percebe-se que a Moral também é um empreendimento social. E esses actos morais, quando realizados por livre participação da pessoa, são aceitas, voluntariamente. Pois assim determina Vasquez (1998) ao citar Moral como um “sistema de normas, princípios e valores, segundo o qual são regulamentadas as relações mútuas entre os indivíduos ou entre estes e a comunidade, de tal maneira que estas normas, dotadas de um carácter histórico e social, sejam acatadas livres e conscientemente, por uma convicção íntima, e não de uma maneira mecânica, externa ou impessoal”.
CONCLUSÃO
Concluindo, a Ética e Moral são os maiores valores do homem livre. Ambos significam “respeitar e venerar a vida”.  O homem, com seu livre arbítrio, vai formando seu meio ambiente ou o destruindo, ou ele apoia a natureza e suas criaturas ou ele subjuga tudo que pode dominar, e assim ele mesmo se torna no bem ou no mal deste planeta. Deste modo, Ética e a Moral se formam numa mesma realidade.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1.                  SILVA, José Cândido da; SUNG, Jung Mo. Conversando sobre ética e sociedade. 7. ed. Petrópolis: Vozes, 2000.
2.                  CAMARGO, Marculino. Fundamentos da ética geral e profissional. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 1999.
3.                  VÁSQUEZ, Adolfo Sánchez. Ética. 18. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.
4.                  GUSMÃO, Paulo Dourado de. Introdução à Ciência do Direito. Rio de Janeiro: Forense, 1972.
5.                  VENOSA, Sílvio de Salvo. Introdução ao Estudo do Direito. São Paulo: Atlas, 2004.
6.                  MOTTA, Nair de Souza. Ética e vida profissional. Rio de Janeiro: Âmbito Cultural, 1984.

A CRISE ECONÓMICA EM ANGOLA


INDICE



INTRODUÇAO

A crise económica de 2015 em Angola provocará inevitavelmente um forte ajuste na cotação do Dólar e outras moedas fortes como o Euro, queira o futuro governo ou não. No caso da inteligência prevalecer, esse reajuste se dará de forma oficial. A continuar a política de se tapar o sol com a peneira, que temos visto nos últimos anos, o reajuste se dará através do câmbio negro.

A CRISE ECONOMICA NACIONAL

Actualmente falamos na crise económica de 2015 em Angola , não como uma possibilidade, mas sim como um fato consumado dependendo apenas de data exata para acontecer.
Não se trata mais de indagar se a crise econômica irá acontecer ou não em 2015, pois essa questão já foi esclarecida, trata-se agora de saber quando ela terá início e qual será a sua dimensão.
Em Angola a crise provocada pela descida do preço do petróleo e consequentes dificuldades no pagamento de salários está a atingir cerca de 200 empresas portuguesas, sobretudo do sector da construção. O embaixador angolano em Portugal, João Marcos Barrica, confirmou que centenas de emigrantes portugueses estão a deixar Angola. O governador do Banco Nacional de Angola veio dizer que o próximo semestre será melhor do que os meses anteriores, numa tentativa de acalmar os trabalhadores e empresas estrangeiras que têm meses de salários em atraso. Em causa está a descida do preço do crude que obrigou o país, até aqui vista como o El Dourado, a rever o orçamento geral do Estado e a cortar nas despesas.
Desde então, muitas têm sido as notícias que dão conta das dificuldades em honrar os compromissos financeiros. No início desta semana, o embaixador angolano em Portugal, João Marcos Barrica, confirmou que centenas de emigrantes portugueses estão a deixar Angola por causa da crise que atinge cerca de 200 empresas portuguesas, nomeadamento no sector da construção.
Em entrevista à RFI, o presidente do comité executivo do LIDE-Grupo de Líderes empresariais em Angola, Filipe Lemos reconhece as dificuldades de algumas empresas portuguesas que estão mesmo a dispensar trabalhadores estrangeiros e a recrutar trabalhadores locais, por serem mão de obra mais barata. " Quem faz grandes investimentos em Angola é o Estado e a maior parte das empresas portuguesas trabalham com o Estado...sabemos que existem várias empresas que não conseguem suportar esta crise por mais tempo... e estão a recrutar trabalhadores locais em detrimento dos estrangeiros". 
A crise está também a atingir a comunidade cubana. Segundo o jornal português Expresso, o governo terá autorizado o Banco Nacional de Angola a recorrer às  reservas cambiais, para pagar os salários dos médicos, professores e engenheiros cubanos, evitando assim o êxodo. O semanário avança ainda que o atraso nos pagamentos aos cooperantes cubanos ronda os 300 milhões de dólares, e estaria na origem da recente visita a Angola do vice-presidente cubano Ricardo Cabrisas.
Sobre esta questão o presidente do comité executivo do LIDE, refere que os cubanos sempre souberam responder às dificuldades que o país atravessou e acredita que há soluções para resolver este problema. "Não acredito que o pessoal cubano larguem Angola por causa desta crise. Nós já passámos por outras crises .... e os cubanos sempre ficaram do lado dos angolanos".
Filipe Lemos reconhece ainda que é neste momentos de crise que as pessoas devem tentar procurar outras oportunidades."Angola está neste momento numa fase de diversificação da sua economia, para que a economia não seja tão dependente do sector petrolífero... há pessoas que já começam a encontrar outros motivos de interesses para investir em Angola"
A questão agora é saber qual será o tamanho dacrise econômica de 2015 e de que forma ela irá impactar os diversos setores da economiae também as finanças das pessoas.

Os motivos para a crise econômica de 2015

Tirando o governo atual, qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento de economia e finanças, vê tranquilamente os sinais da crise por todos os lados. Não precisa nem ler revistas e relatórios de consultorias especializadas, basta fazer suas compras mensais em qualquer supermercado, concorda?
Um dos principais impactos da crise econômica de 2015 sobre a vida das pessoas e negócios das empresas será a retomada da inflação em um ritmo acelerado, principalmente no primeiro semestre. A inflação já está ai há muito tempo e vem sendo tratada com leniência e maquiada através de artifícios contábeis que não se sustentarão por muito tempo.Após as eleições, independentemente de quem venha a ganhar, preços básicos da economia, como luz e combustíveis precisarão sofrer um reajuste monstruoso para compensar os reajustes que não foram dados para conter de forma artificial os índices inflacionários atuais. É o “tarifaço” que vem sendo comentado por candidatos e dado como certo por analista econômicos.

CONCLUSAO

Em suma Talvez seja o momento de retardar alguns investimentos, adiar decisões estratégicas que envolvam expansão de negócios onerosas e esperar para que se tenha uma visão melhor do que está para vir por ai. É certo que o Brasil não vai parar, mas certamente observaremos uma redução do nível de actividade económica maior ainda do que a que já estamos sentindo nos últimos meses.

Bibliografia

www.ie.ufrj.br/images/pos-graducao/ppge/FernandoFerraz.pdf









a burocracia


A Teoria das Organizações de Max Weber

Weber e a Burocracia
A partir da década de 1940, as críticas feitas à Teoria Clássica (pelo seu mecanicismo) e à Teoria das Relações Humanas (por seu romantismo), revelaram a falta de uma teoria mais sóbria, sólida e abrangente, e que orientasse o administrador através de outro ângulo. Devido à sua importância na época, as organizações atraíram a atenção de diversos estudiosos e pesquisadores que se interessavam pelos seus inúmeros processos e métodos, havendo dentre eles, um economista alemão, chamado Max Weber (1864-1920). Weber foi um importante sociólogo, jurista, historiador e economista alemão, sendo também considerado um dos fundadores do estudo sociológico moderno.
Seu trabalho foi tão importante, que diversos outros autores retomaram suas pesquisas e estudos ao longo dos anos. De acordo com Weber, as pessoas orientam as suas acções para uma ordem semelhante, uma vez que seus desempenhos individuais são guiados por normas colectivas e legitimadas. Para ele, uma ordem não é apenas uma forma de codificação de normas convencionais, elas constituem (em termos amplos), um conjunto de normas sociais dominantes. Ainda segundo Weber, as organizações formais se baseiam em leis que as pessoas acreditam serem racionais e adequadas aos objectivos comuns, ou seja, que agem de acordo com os seus interesses e não os desejos arbitrários de alguém.
Desenvolvimento da Teoria burocrática

Devido à fragilidade e a imparcialidade das Teorias Clássica e das Relações Humanas, muitos autores consideram a Teoria das Organizações mais ampla e completa. Na época existia a necessidade de um modelo que fosse capaz de caracterizar todas as variáveis envolvidas, bem como o comportamento dos seus membros, e que não fosse aplicável somente a fábrica, mas a todas as formas de organização. Juntando essa necessidade com o crescimento das organizações, ficava claro que as teorias existentes não eram suficientes para responder à situação, por isso, a partir das descobertas do trabalho de Weber as empresas começaram a aplicar o sistema burocrático e seu novo modelo proposto.
De acordo com Weber, qualquer sociedade, organização ou grupo que se baseie em leis racionais é burocracia. Uma de suas frases mais conhecidas é a de que "a organização é uma estrutura sistémica, um grupo organizado e estável de meios adequados a fins". Entretanto, ainda segundo ele, nem todos os grupos sociais são organizações, uma vez que esses grupos se dividem em duas grandes categorias: os primários e secundários.
> Grupos Sociais Primários:  São também chamados de informais, no qual predominam as relações pessoais. Fazem parte desse grupo as famílias, amigos e certos grupos de interesse social ou profissional. Podem ser caracterizados por contactos directos e indirectos, pois geralmente perduram por um longo tempo. É importante salientar, que neste tipo de grupo as pessoas entram e saem voluntariamente.
> Grupos Sociais Secundários:  Essa categoria abrange os grupos formais, já que neles as pessoas possuem uma relação social regida por regulamentos explícitos e categóricos. Tais regulamentos baseiam-se em normas de direito e obrigações para seus integrantes (regras e normas). É o caso de todos os tipos de organizações. Vale ressaltar que neste tipo de grupo existe a definição de objectivos, do uso de recursos e da divisão do trabalho.
Todos os grupos possuem os elementos que definem as organizações, alguns formais regidas por regulamentos e outras informais regidas pelas relações pessoais. Entretanto, apesar dos grupos primários eventualmente se comportarem como organizações, eles não são considerados organizações formais permanentes (empresa ou instituição), visto que podem se diluir com o passar do tempo. As organizações informais não são entidades mecânicas, elas são relacionamentos e interacções que se desenvolvem naturalmente entre as pessoas. Por outro lado, as organizações formais são as relações profissionais entre as pessoas, planejada no sentido de facilitar o alcance de um objectivo central para a organização.
Características das organizações Formais/Burocráticas
Para Max Weber, a burocracia é a organização eficiente por excelência, e para conseguir esta eficiência, a burocracia precisava detalhar antecipadamente e nos mínimos detalhes como as coisas deveriam acontecer. Segundo o autor, as organizações formais apresentam três características principais, que as distinguem dos grupos informais ou primários, são elas: a formalidade, a impessoalidade e o profissionalismo.
> Formalidade:  São as normas e regulamentos explícitos que constituem as organizações. São chamadas de leis, que estipulam os direitos e deveres dos participantes (controle). No geral, a organização é ligada por normas e regulamentos previamente estabelecidos que definem seu modo de funcionamento. Percebe-se também, que neste aspecto a organização conta com um carácter formal em seu meio de comunicação e procedimentos.
> Impessoalidade:  Essa característica são as relações entre as pessoas que integram as organizações burocráticas. Geralmente são governadas de acordo com os cargos que ocupam, e pelos direitos e deveres desses cargos. É importante ressaltarmos, que a distribuição das actividades da organização também é feita de modo impessoal, ou seja, é realizada de acordo com os termos dos cargos e funções, e não das pessoas envolvidas.
> Profissionalismo:  Os cargos de uma burocracia oferecem aos seus ocupantes uma carreira, formação e meios de vida. Sua escolha fica dependente das qualificações do participante. Uma organização burocrática estabelece os cargos segundo os princípios de hierarquia que a regem. Ela também fixa regras e normas para o desempenho do cargo e escolhe seus integrantes de acordo com a competência técnica que possuem.
Categorias e Modelos das organizações

As organizações são definidas de acordo com seu tipo de poder, que consequentemente caracteriza também o tipo de obediência (ou contrato psicológico) que exercem. De acordo com Etzioni, famoso cientista social e estudioso das ideias de Max Weber, o tipo ideal do autor aplicava-se somente às empresas e governos, não abrangendo todas as organizações. Weber considerava as organizações como unidades sociais com objetivos específicos e singulares. Por outro lado, para Etzioni, existem três tipos de organizações:
1 - Coercitivas:  No primeiro tipo, enquadram-se as organizações nas quais o controle era exercido por meio de força física e da coerção, e que possuía participantes de nível mais baixo, que estavam impedidos de sair livremente (não existe livre arbítrio). Nessa categoria estão: as prisões, os campos de concentração, etc. Sua principal característica era a ameaça, a violência e o uso real de força.
2 - Utilitárias:  Essas organizações controlam seus participantes por meio, principalmente, da remuneração, da recompensa e do benefício. Considera-se como organizações utilitárias as empresas de negócios, que possibilitam a satisfação intrínseca do cargo, além de prestígio e da estima aos participantes (boa perspectiva de carreira). Neste tipo o poder baseia-se no controle dos incentivos económicos.
3 - Normativas:  São as organizações religiosas, políticas ou de cunho ideológico (alto envolvimento moral e motivacional). Ao contrário das organizações coercitivas e utilitárias, as do tipo normativo dependem do comprometimento dos seus participantes, não havendo a necessidade de coerção ou remuneração. Para elas o poder se baseia em um consenso sobre os objectivos e métodos que praticam.
Etizioni ainda considerava a existência de organizações com dupla estrutura de obediência (organizações híbridas), ou dual compliance. Também existiram pesquisas que permitiram a identificação de modelos alternativos ao tipo ideal proposto por Weber. Na década de 60 por exemplo, dois pesquisadores ingleses, Burns e Stalker complementaram as ideias de Weber, sintetizando dois modelos de organização: a mecânica e a orgânica.
1 - Mecanicista:  (organizações burocráticas)  O tipo mecanicista é o modelo que ajusta-se à condições ambientais estáveis. Suas tarefas são especializadas e precisas e sua hierarquia é muito bem definida. No geral, se baseiam na hierarquia e no comando, e possuem um ciclo de actividades rotineiras que se repetem de maneira indefinida. O tipo mecanicista corresponde à burocracia legal-racional de Weber.
2 - Orgânico:  (organizações flexíveis) Esse tipo é adaptado à condições ambientais instáveis, ou seja, que não são familiares à organização. Suas tarefas passam por mudanças constantes e sua natureza é cooperativa e interactiva, o que cria um alto nível de comprometimento com as metas da organização. Esse tipo se baseia no conhecimento e na consulta e possui uma hierarquia flexível, facilitando a amplitude de comando.
Vantagens e Disfunções da Burocracia
Max Weber viu inúmeras razões para explicar o avanço da Teoria Burocrática sobre as outras formas de associação. Para ele, sua teoria proporcionava uma maior racionalidade sobre as acções dos participantes e objectivos da organização, ajudando na precisão e rapidez das actividades, decisões, deveres e obrigações. Ele acreditava que a Teoria das Organizações também reduzia o atrito entre os participantes, pois melhorava a subordinação devido os regulamentos e as leis que possuíam. Segundo seu conceito, a burocracia é a organização por excelência, já que procura os meios mais eficientes para atingir as metas da organização.
Contudo, nem todos compartilhavam da mesma ideia do autor. Alguns pesquisadores da época categorizaram diversas disfunções (problemas e falhas) provocadas pela organização burocrática. As disfunções segundo Perrow, Roth e Merton, que discordaram do tipo ideal de burocracia weberiana, podem ser observadas na figura acima. Apesar das críticas, o cientista social Charles Perrow, por exemplo, defendeu a burocracia como um factor importante para a racionalização da estrutura organizacional. Segundo ele, as disfunções da burocracia eram apenas consequências do fracasso de uma burocracia mal adequada.
Conclusão - A Teoria das Organizações de Max Weber

Considera-se que a grande contribuição de Max Weber para a Teoria das Organizações foi a identificação e hierarquização das estruturas de autoridade. Ao fazê-lo, o autor identificou as razões do desenvolvimento das organizações burocráticas e o seu avanço sobre as demais, além das características que chamou de "tendências variáveis da burocracia". Apesar das críticas e disfunções constatadas na sua teoria, é verdade que as organizações actuais não conseguem fugir do conjunto de características que Weber atribui à burocracia e que acabam se revelando indispensáveis para seu funcionamento. Apesar disto as pessoas passaram dar o nome de burocracia aos defeitos do sistema, o que contrapõe a visão do autor.
Para ele a burocracia moderna não se trata apenas de uma forma avançada de organização administrativa racional, mas sim uma forma de dominação legal. É importante ressaltarmos que a Teoria das Organizações  (Burocracia) de Max Weber, não somente "abriu as portas" para a melhoria nas estruturas organizacionais públicas e privadas, como também, ofereceu uma contribuição consistente para o desenvolvimento da estrutura administrativa em nosso país, pois ajudou a combater as práticas patrimonialistas que atrasavam o avanço da administração pública brasileira. E ainda podemos dizer, que sua teoria contribuiu de forma consistente para a compreensão da natureza das organizações sociais e humanas.

25 DE ABRIL DE 1974


INTRODUÇÃO

Neste trabalho a abordagem principal centraliza-se na história portuguesa que na era no ultimato da colonização deu-se um marco histórico que é até aos dias de hoje uma data inesquecível pelos portugueses. Sendo assim é importante dizer que o objectivo principal deste trabalho é falar sobre o 25 de Abril de 1974 e a queda do regime salazarista em Portugal e o fim Da guerra colonial.





25 DE ABRIL DE 1974

Os militares golpistas, auto denominados Movimento das Forças Armadas – MFA – são comandados, secretamente, a partir do Quartel da Pontinha, em Lisboa, por Otelo Saraiva de Carvalho, um dos principais impulsionadores da acção.
A par das movimentações em Lisboa no 25 de Abril de 1974, também no Porto os militares tomam posições. São ocupados o Quartel-General da Região Militar do Porto, o Aeroporto de Pedras Rubras e as instalações da RTP na cidade invicta.
Aos homens da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, comandados por Salgueiro Maia, coube o papel mais importante: a ocupação do Terreiro do Paço e dos ministérios ali instalados. A coluna de blindados vindos da cidade ribatejana chega a Lisboa ainda o dia não tinha despontado, ocupa posições frente ao Tejo e controla, sem problemas aquela importante zona da capital.
Mais tarde Salgueiro Maia desloca parte das suas tropas para o Quartel do Carmo onde está o chefe do governo, Marcelo Caetano, que acaba por se render no final do dia com apenas uma exigência: entregar as responsabilidades de governação ao General António Spínola, oficial que não pertencia ao MFA, para que “o poder não caía nas ruas”. O Presidente do Conselho, que anos antes tinha sucedido a Salazar no poder, é transportado para a Madeira e daí enviado para o exílio no Brasil.
Ao longo do dia 25 de Abril de 1974, os revoltosos foram tomando outros objectivos militares e civis e, pese embora tenham existido algumas situações tensas entre as forças fiéis ao regime e as tropas que desencadearam o golpe, a verdade é que não houve notícia de qualquer confronto armado nas ruas de Lisboa.
O único derramamento de sangue teve lugar à porta das instalações da PIDE (Polícia de Investigação e Defesa do Estado) onde um grupo de cidadãos se manifestava contra os abusos daquela organização e alguns dos agentes que se encontravam no interior abriram fogo, atingindo mortalmente 4 populares. Podemos concluir que o 25 de Abril de 1974 foi um golpe relativamente pacifico.
Por detrás dos acontecimentos do 25 de Abril de 1974 estão mais de 40 anos de um regime autoritário, que governava em ditadura e fazia uso de todos os meios ao seu alcance para reprimir as tentativas de transição para um estado de direito democrático.
A censura, a PIDE e a Legião e a Mocidade Portuguesas são alguns exemplos do que os cidadãos tinham de enfrentar no seu dia-a-dia. Por outro lado, a pobreza, a fome e a falta de oportunidades para um futuro melhor, frutos do isolamento a que o país estava votado há décadas, provocaram um fluxo de emigração que agravava, cada vez mais, as fracas condições da economia nacional.
Mas a gota de água que terá despoletado a acção revolucionária dos militares que, durante tantos anos tinham apoiado e ajudado a manter o regime, foi a guerra colonial em África. Com 3 frentes abertas em outros tantos países, Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, os militares portugueses, passada mais de uma década, começavam a olhar para o conflito como uma causa perdida.
Internacionalmente o país era pressionado para acabar com a guerra e permitir a auto-determinação das populações das colónias. A falta de armas nas forças portuguesas era proporcional ao aumento de meios dos movimentos independentistas. Os soldados portugueses morriam às centenas a milhares de quilómetros de casa.
Todos estes factores contribuíram para um descontentamento crescente entre as forças armadas, sobretudo entre os oficiais de patentes inferiores, o que levou à organização e concretização de um golpe militar contra o regime do Estado Novo.
25 de Abril de 1974 ficará, para sempre, na história como o dia em que Portugal deu os seus primeiros passos em direcção à democracia. O 25 de Abril de 1974 ficou para sempre marcado na História de Portugal.

A QUEDA DO REGIME SALAZARISTA EM PORTUGAL E O FIM DA GUERRA COLONIAL

Quando Portugal se tornou membro da ONU em 1955, foi aconselhado a conceder a independência aos seus territórios africanos, no caso o território de Angola, contudo “Salazar” recusou a independência desses territórios afirmando que Portugal não possuía colónias e esses territórios eram parte integrante de Portugal assim como os seus habitantes eram portugueses. Pelo que, não se justificava a independência.
Face a esta recusa do Estado Novo  (regime de Salazar) em promover a descolonização iniciou-se na década de 1960 uma Luta Armada nas colónias portuguesas. Em Angola depois de um grande movimento reivindicativo e em resposta a todo tipo de discriminação (expropriação de terras, trabalhos forçados, pagamentos de impostos etc.), começava a grande revolta com os protestos dos trabalhadores da Baixa do Kassange à política colonial portuguesa que teve lugar à “4 de Janeiro de 1961”. Estes protestos, foram barbaramente repelidos ou reprimidos pelos portugueses com o uso de bombas mortíferas, perdendo a vida mais de 30 mil angolanos.
À 4 de Fevereiro de 1961 nacionalistas angolanos mobilizaram-se e atacaram instalações portuguesas em Luanda destacando-se a casa de reclusão.
As guerras coloniais levaram ao isolamento do regime, quer a nível interno, quer a nível internacional, conduzindo o regime a uma situação incomportável.
O arrastamento das guerras e o elevado número de vitimas iriam contribuir para a queda do regime do Estado Novo em 25 de Abril de 1974.







CONCLUSÃO

Com a revolução de 25 de Abril de 1974, os portugueses iniciaram o caminho da liberdade e da democracia e abandonaram a ideia do  império com a libertação das colónias portuguesas em África. Quem viveu esse dia jamais o esquecerá e aquilo que era para ser mais um dia normal transformou-se num marco histórico, com um impacto tremendo na vida de muitas pessoas.



BIBLIOGRAFIA

25 de Abril em Portugal. Disponível em: http://www.historiadeportugal.info/25-de-abril-de-1974/. Acesso aos 24 de Outubro de 2015.
Fim do regime salazarista. Disponível em: http://juniorzolua.blogspot.com/2011/04/1961-inicio-da-guerra-de-libertacao-de.html. Acesso aos 23 de Outubro de 2015.


ÍNDICE