terça-feira, 29 de setembro de 2015

ESTRUTURA DO PROJECTO DE INVESTIGAÇÃO


INTRODUÇÃO

O presente trabalho aborda questões relacionadas sobre o projecto de investigação, bem como a sua estruturação e o perfil do pesquisador. Mostra que é grande a necessidade da formação de estudantes capazes de seleccionar as informações e de realizar pesquisas. Neste sentido abordar sobre estes parâmetros remete-nos numa análise profunda sobre o tema que nos leva a um sentido de coerência por parte da interpretação da matéria.



CONCEITO DO PROJECTO DE INVESTIGAÇÃO

Um projecto de investigação é um procedimento científico destinado a obter informação e formular hipóteses sobre um determinado fenómeno social ou científico. O primeiro passo consiste em expor o problema, com a formulação do fenómeno a investigar.
Na etapa seguinte, é necessário estabelecer os objectivos, isto é, estipular aquilo que se pretende conhecer por intermédio da investigação. Depois, é a vez da hipótese, que se formula como teoria a averiguar durante o projecto de investigação. O investigador deve incluir a justificação, que consiste em apontar as razões para estudar o problema.
O quadro teórico e de referência num projecto de investigação consiste em incluir citações e exemplos de outras investigações. Funciona como referência geral do tema a tratar, com dados que permitem entendê-lo com mais facilidade.
Chegando ao momento do trabalho de campo, começa-se a obter dados quantitativos e qualitativos do tema. É caso para dizer que este é o momento fulcral da investigação, durante o qual se procede a experiências, testes ou inquéritos, na medida do necessário, com vista a obter informações.
Finalmente, chega a vez da estruturação do trabalho e da sua redacção final. Deste modo, a investigação pode ser apresentada em diversos capítulos, com a introdução e uma conclusão, entre outros segmentos.
Convém destacar que todo o projecto de investigação consta num plano de trabalho ou de actividades, para o qual se prevê a duração do processo investigativo. Neste sentido, o investigador trabalha de acordo com um cronograma que deve respeitar e cumprir.

ESTRUTURA DO PROJECTO DE INVESTIGAÇÃO

As fontes bibliográficas, ou seja, os livros e artigos científicos são indispensáveis para a elaboração de um trabalho académico/científico.
A colecta nas fontes de informação do que foi publicado sobre o tema pesquisado fornece embasamento ao trabalho. É sempre necessário revisar a literatura especializada.
Quando se for escrever um trabalho académico/científico, deve primeiro determinar bem o assunto da pesquisa, seleccionar palavras-chave para fazer a busca bibliográfica nas bases de dados, levantar o material bibliográfico, ler o material, resumir as informações importantes e iniciar o planejamento da elaboração de seu trabalho.
Um trabalho científico é estruturado da seguinte forma: introdução, desenvolvimento e conclusão.
http://www2.fm.usp.br/gdc/docs/biblioteca_141_img_orientacao_elaboracao.jpg
Sessões de um trabalho científico
Para organizar as três fases do trabalho científico é necessário observar as sessões abaixo de acordo com as normas solicitadas para o trabalho que está desenvolvendo (ABNT, ISO, Vancouver, etc.). Vejamos a seguir uma definição rápida de cada parte do trabalho.

Título

Deve reflectir o conteúdo do trabalho, visa equilíbrio entre concisão e abrangência, transmite uma boa mensagem com um mínimo de palavras, atrai o leitor a se interessar pelo seu trabalho.
O título é uma das últimas etapas da redacção do trabalho, pois é no momento final que o autor tem uma visão geral do trabalho. Deve ser escrito em torno de uma ideia central e deve conter a mensagem que se quer transmitir, deve ser bem escolhido, específico e objectivo, e atrair a atenção do leitor.
Evitar abreviaturas, siglas e acrónimos no título.

Nome de autores

 Ao publicar um trabalho os autores devem adoptar sempre a mesma forma de citação de seus nomes, facilitando dessa forma a pesquisa de seus trabalhos.

Palavras-chave

Palavras-chave ou “Keywords” são usadas para indexação dos textos científicos em bases de dados facilitando a recuperação dos artigos em pesquisas bibliográficas.
Devem ser indicadas pelos autores de três a no máximo oito palavras. Devem ser escolhidas cuidadosamente, pois permitem a localização do assunto por quem está interessado na pesquisa de um tema específico.

Resumo

Após ler o título é o resumo que vai levar o leitor a se interessar pelo trabalho todo. O resumo deve ser curto e inteligível para os leitores, apresentar os pontos relevantes do trabalho e ressaltar os principais tópicos: objectivos, limites da pesquisa, metodologia utilizada, principais resultados e conclusões.
Ao escrever o resumo, os autores não devem esquecer que, provavelmente, essa será a primeira parte do trabalho a ser lida. O resumo deve ser bem estruturado, e guardar relação com o título e com o conjunto de palavras-chave. Deve ter entre 250 palavras até no máximo 500.
Redacção do resumo: usar sequência de frases concisas e objectivas; usar verbo na terceira pessoa do indicativo; não usar parágrafos; não incluir referências, abreviaturas, fórmulas ou equações; evitar termos ou frases que não contenham informações relevantes; evitar adjectivos; não emitir julgamentos de valor, críticas ou comentários pessoais.

INTRODUÇÃO

A introdução é o primeiro tópico de um trabalho científico, é o encaminhamento do leitor para uma visão preliminar do assunto que será objecto da pesquisa. Expõe o que já foi publicado sobre o tema destacando a relevância e o interesse da pesquisa desenvolvida. Traz informações para que o leitor compreenda e avalie o trabalho. Deve esclarecer as intenções do autor, os objectivos do estudo, enunciar o tema, o problema, sua hipótese, desenvolvimento de raciocínio que será adoptado, definir e caracterizar o material, o sistema, o fenómeno que analisou e ainda justificar e embaçar por que está realizando este estudo, deve trazer citações bibliográficas.
Na introdução é possível além de propor hipóteses, tratar da metodologia usada quando precisa ser explicada ou justificada, antecipar resumidamente os principais resultados e conclusões do trabalho.

OBJETIVOS

Devem descrever de maneira clara e sucinta a finalidade da pesquisa, com especificação dos aspectos que serão abordados.
Os objectivos orientarão a redacção não só da metodologia, mas, sobretudo, dos resultados, da discussão e conclusão, devem ser definidos de forma que facilite a leitura e permita uma avaliação fácil e rápida.
Recomenda-se na redacção utilizar os verbos no infinitivo.
Para facilitar a redacção do objectivo, algumas perguntas ajudam, tais como:
·                    Qual é a hipótese do trabalho?
·                    O que se pretende analisar?
·                    O que se propõe demonstrar?

REVISÃO DA LITERATURA

A revisão da literatura é uma apresentação do histórico da evolução científica, do assunto abordado no trabalho, por citações e comentários da literatura considerada relevante na investigação científica. Existe a tendência de limitar apenas aos trabalhos mais importantes, mais directamente ligados à pesquisa desenvolvida, dando-se ênfase ao que se publicou recentemente.
Em um artigo científico não é possível apresentar uma ampla revisão sobre o assunto, deve-se citar os trabalhos mais significativos para colocar o leitor a par do assunto.
Para monografias, dissertações e teses podem-se apresentar uma revisão ampla sobre o assunto, pois a redacção do texto pode ser mais exaustiva, fazendo uma análise crítica de vários trabalhos publicados sobre o assunto.
Deve-se fazer a citação de trabalhos relevantes publicados sobre o assunto abordado, mencionando os pontos importantes dos trabalhos identificados, é importante que as ideias dos autores pesquisados sejam sempre indicadas pelas citações bibliográficas.
Recomenda-se na redacção da revisão utilizar os verbos no pretérito perfeito.
Para a redacção da revisão da literatura podem ser feitas as perguntas:
·                    Quem estudou o assunto?
·                    Quais foram as principais descobertas?
·                    Quais são as principais opiniões dos autores?
·                    Em que ponto está o conhecimento sobre o assunto hoje?

MÉTODOS

O tópico que inclui materiais e métodos ou casuística e métodos, deve permitir a reprodução de todo ou parte do trabalho por outro pesquisador que queira reproduzir este trabalho utilizando a mesma metodologia.
Tratando-se de trabalho experimental, deve-se descrever o seu desenho experimental, o que foi feito com o material utilizado na pesquisa e relatar em ordem cronológica detalhada, como foram tratados.
Se a pesquisa envolver humanos, deverá ser informado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, critérios de selecção, inclusão, exclusão se estão de acordo com a Declaração de Helsinki, autorização dos pacientes.
Informar se foi aplicado um projecto piloto para desenvolver a pesquisa utilizando a metodologia.
Quando houver pacientes nas pesquisas não colocar as iniciais dos mesmos, desta forma fica preservado o anonimato, é recomendado colocar um número para identificar os mesmos na pesquisa.
Deve-se utilizar na redacção dos métodos os verbos no passado.
A parte referente aos métodos no trabalho deve responder totalmente à pergunta: Como foi feito?

RESULTADOS

Apresentar os resultados de maneira organizada e lógica, fornecer ao leitor as informações mais representativas, extrair os dados mais relevantes e essenciais dos resultados obtidos e apresentar em um quadro coerente do panorama identificado.
Os resultados quantitativos devem ser apresentados através de tratamentos estatísticos.
É comum o uso de figuras e tabelas para ilustrar os dados apresentados de maneira a facilitar a compreensão dos resultados obtidos.
Seguir uma sequência adequada que induza o leitor a tirar suas conclusões sobre os resultados encontrados, manter uma constância na sequência nas descrições.
Os resultados devem ser descritivos e objectivos.
E responder adequadamente a pergunta: O que foi observado?

DISCUSSÃO

A discussão deve ser argumentativa, ter um carácter mais subjectivo, pode apresentar os pontos a favor ou contra as ideias dos autores que estudaram o mesmo assunto.
Pode-se também analisar, interpretar, criticar e comparar os resultados da sua pesquisa com os já existentes sobre o assunto na literatura citada; discutindo possíveis implicações, significados e razões para concordância ou discordância em relação a outros autores. A principal finalidade é mostrar as relações entre os fatos observados e demonstrar o significado dos resultados obtidos.
Deve responder à pergunta: O que se pode concluir dos resultados?

CONCLUSÕES

A conclusão consiste na interpretação dos argumentos ou dos elementos mencionados no desenvolvimento do trabalho, não admite nenhuma ideia, fato ou argumento novo.
Deve ser breve, exacta, concisa; ser decorrente da pesquisa; formulada para responder aos objectivos propostos no trabalho.
A qualidade básica de todo trabalho científico é a objectividade, portanto são os fatos ou ideias apresentados que levaram às conclusões apresentadas.
Se o trabalho não for conclusivo recomenda-se colocar Considerações Finais.


REFERÊNCIAS

As referências formam o conjunto de indicações precisas e minuciosas que permite a identificação de um documento citado no todo ou em parte durante o trabalho académico/científico. Uma referência deve oferecer os elementos fundamentais para a identificação e localização da obra citada: autoria, título, editora, ano, título da revista, informar o endereço electrónico quando disponível. Todas as referências citadas no texto deverão estar listadas no capítulo de referências seguindo as normas de acordo com a orientação dada pela faculdade ou pela publicação seleccionada para submissão do trabalho. Estas normas apresentam diferenças entre si. É possível aprender mais sobre referências consultando: “Guia de apresentação de dissertações, teses e monografias da FMUSP e também “Diretrizes para apresentação de dissertações e teses da USP: documento eletrônico e impresso” (Parte I – ABNT, Parte II – APA, Parte III – ISO, Parte IV – Vancouver) da USP na Biblioteca Digital de Dissertações e Teses – BDTD (www.teses.usp.br, clique em Directrizes).

PERFIL DO PESQUISADOR

A educação contemporânea não deve se limitar a formar alunos para dominar determinados conteúdos, mas sim que saibam pensar, reflectir, propor soluções sobre problemas e questões actuais, trabalhar e cooperar uns com os outros. A escola deve favorecer a formação de seres críticos e participativos, conscientes de seu papel nas mudanças sociais. O pesquisador executa, cuida do método, cumpre o planejado, tem um bom cronograma, busca os objectivos, é organizado e comedido e com um esforço apenas razoável constrói um perfil de competente. As tecnologias da informação e comunicação favorecem uma nova postura frente ao processo ensino-aprendizagem, que já não se satisfaz mais com a informação transmitida pelo professor, mas prioriza o conhecimento construído pelos alunos. Saber pesquisar e seleccionar as informações para, a partir delas e da experiência, construir o conhecimento, tornou-se uma real necessidade da actual sociedade. Toda cultura científica deve começar por uma catarse intelectual e afectiva e que devemos duvidar, questionar tudo que nos chega e o que temos dentro como saber. Apresenta o espírito científico como uma característica do ser que esteja apto a construir o conhecimento científico.

CONCLUSÃO

Depois da pesquisa feita chega-se então a conclusão de que o mundo actual, é caracterizado pelas mudanças e conquistas científicas e tecnológicas em um ritmo vertiginoso. Não pode atribuir unicamente à escola a função de informar e educar o cidadão, pois essa apresenta uma habitual inércia e características específicas em seu ritmo educacional. É importante que nas a sermos formados nesta área de Serviço Social, saibamos os parâmetros da elaboração do projecto de investigação, proporcionando melhores ênfases na aquisição dos nossos conhecimentos.


BIBLIOGRAFIA

Conceito de Projecto de Pesquisa. Disponível em: http://conceito.de/projecto-de-investigacao. Acessado aos 28 de Setembro de 2015.
Estrutura de um projecto de investigação. Disponível em: http://www2.fm.usp.br/biblioteca/mostrahp.php?origem=biblioteca&xcod=Elabora%E7%E3o%20de%20trabalho%20acad%EAmico&dequem=Paginas%20Internas%202. Acessado aos 29 de Setembro de 2015.
A FORMAÇÃO DO ALUNO PESQUISADO. Disponível em: http://www.senept.cefetmg.br/galerias/Arquivos_senept/anais/terca_tema1/TerxaTema1Artigo12.pdf. Acessado aos 29 de Setembro de 2015.



A informatica na sociedade angolana

INTRODUÇÃO
Neste trabalho falarei sobre a Informática em Angola tenho a dizer que em Angola cada dia que passa, a informática vem adquirindo cada vez mais relevância na vida das pessoas. Sua utilização já é vista como instrumento de aprendizagem e sua ação no meio social vêm aumentando de forma rápida entre as pessoas. Cresce o número de famílias que possuem em suas residências um computador. Esta ferramenta está auxiliando pais e filhos mostrando-lhes um novo jeito de aprender e ver o mundo. Quando se aprende a lidar com o computador novos horizontes se abrem na vida do usuário.


A INFORMATICA NA SOCIEDADE ANGOLANA
Eles tantas vezes como os necessitam. A educação é uma ferramenta essencial na materialização das reformas que serão necessários programarem na área dos recursos humanos, para resolver as contradições que nos expõe a nova sociedade. O desenvolvimento do sector de Informação enfatiza a necessidade de gerar e proporcionar ferramentas teóricas e metodológicas no processo de ensino e aprendizagem a distancia como espinha dorsal, que permitam trabalhar em função de traçar políticas nacionais em matéria de informação. Estas deverão ser formuladas em correspondência com o plano de desenvolvimento socioeconômico, tendo em conta os novos adiantamentos e as condições específicas de desenvolvimento do país. As Políticas nacionais de informação e telecomunicação a distancia constituem uma tarefa dos governos, baseando-se em BORRÁS, I. (1997) em seu artigo intitulado "Tecnologias de telecomunicação e educação a distancia " já que só estes podem, de uma óptica macro-social, permitir que estas se executem em prol dos benefícios que delas se derivem. A estratégia de informatização da sociedade angolana até no século X, parte da concepção de que não estavam desenvolvidas as tecnologias de informação. Resultante da necessidade de um enfoque harmônico e integral, que incorpore a geração de recursos de informação com conteúdos nacionais e estrangeiros e desenvolva a produção, distribuição e uso de bens e serviços, orientados a pôr a informação e o conhecimento em função do desenvolvimento, em que deveriam aplicares estas tecnologias. Em consequência, a necessidade de uma Política nacional de Informação está evidenciada na citada estratégia.
De facto é vantajosa à política nacional de informação e telecomunicação a distancia, em conformidade com a realidade angolana, uma vez que o país necessita de recursos humanos capacitados e abalizados em quase todos os sectores da vida política e social para implementação do referido processo. Para estabelecer uma estratégia para a introdução das TIC no ensino é necessário conhecer e divulgar as vantagens que nos reportam estas tecnologias no processo de ensino e aprendizagem, quais são os problemas mais comuns que se apresentam neste processo de introdução e os róis que desempenharão os professores e os estudantes. Um papel protagónico, representa o professor que passará de transmissor da informação á avaliador e estratégia em situações de aprendizagem. Os docentes terão que possuir habilidades de coordenador de projectos de equipe, sendo capazes de organizar o currículo segundo as necessidades e interesses dos estudantes, criando um entorno colaborativo para a aprendizagem. Deve-se motivar a criação de grupos de aprendizagem conjunta, que permita ao estudante trabalhar em comum para alcançar objetivos na sua maturação e êxitos pessoais com o programa do governo, ensino para todos ate ao nível médio e expansão das redes de comunicação a todo país. Facto constatado com maior realce na província de Cabinda. Verificando-se porém nas restantes províncias do país, municípios e comunas em que estudantes de diversos níveis acadêmicos ainda não conseguem abrir uma página web para as suas investigações, inaproveitado as múltiplas vantagens da internet uma vez que a temos como foco da biblioteca econômico-eletrônica onde os estudantes quase encontram toda sua solução. Este tipo de actividade não deve ser limitado a uma sala de aula concreta, centro ou comunidade. Os estudantes devem experimentar tarefas de resolução de problemas, ou melhor, de resolução de dificuldades emergentes antes de problemas preestabelecidos que são relevantes para os postos de trabalho contemporâneos e futuros. Muito se pode falar sobre o emprego das TIC para propósitos educativos, pode estar também afetado pelas diferenças individuais que possui todo ser humano e por suas atitudes inovadoras no processo pedagógico.
Estas diferenças incluem o nível de ansiedade e experiência no uso de computadores, isto elevaria o grau de motivação dos professores e estudantes. Entende-se por outro lado que o uso das TIC faz com que para alem de termos numerosas bibliotecas centralizadas em determinadas regiões, com vários PC (computadores portátil) ligados a um cabo com rede seriam solucionados todos os problemas bibliotecários. Nossos graduados universitários devem possuir habilidades para adquirir conhecimentos empregando tecnologias computacionais, para aplicá-las em suas necessidades, para atracar as conclusões judiciosas, para desenvolver trabalho em grupo e para desempenhar-se em uma comunidade global. Esta necessidade está dada em razão da importância socioeconômica que a informação reveste para o desenvolvimento, atendendo a Política nacional sobre a mesma, como o acordo da acção nacional em torno da geração, organização, comunicação e assimilação da informação que o país requer para modernizar seus processos de desenvolvimento e afincar a direção do progresso.
Requere-se uma política nacional para assegurar a execução e o funcionamento harmonioso dos recursos, serviços e sistemas de informação, e para favorecer o desenvolvimento e aproveitamento racional da infra-estrutura de informação em seu conjunto. A existência de uma Política nacional de informação garante um enfoque de integração, incumbe à optimização de recursos materiais, financeiros e humanos. Isto possibilita que a produção e distribuição eficiente, de informação, satisfaça as exigências da população. Nesta ordem propicia que as atividades produtivas, de investigação, de comercialização e de serviços, elevem a qualidade do seu processo de decisões pela vinculação crescente que tem a informação ao mesmo. Isto o faz mais racional, o qual repercurte na eficiência e competitividade de todos os sectores da vida econômica e social dos angolanos; permite a exportação de bens e serviços de informação em condições competitivas e favorece dar a conhecer o mundo á realidade nacional. A Política Nacional de Informação constitui um instrumento transcendental em favor de converter a informação em um recurso estratégico. A gerencia, eleva a eficiência da economia, embolsa o desenvolvimento da cultura nacional e contribui para defesa de Angola, todo o qual redunda em seu desenvolvimento socioeconômico, na inserção vantajosa no contexto regional e internacional e na elevação da qualidade de vida da sociedade angolana.
INFORMAÇÃO
A Informática vem adquirindo cada vez mais relevância no cenário educacional nacional. A sua utilização como instrumento de aprendizagem e a sua acção no meio social vem aumentando de forma rápida entre nós. Nesse sentido, a educação vem passando por mudanças estruturais e funcionais frente a essa nova tecnologia.
EMPREGABILIDADE
Actualmente nenhuma empresa pode ficar sem o auxílio da informática. É através dela, que tudo é resolvido. O mundo está informatizado, A informática talvez seja a área que mais influenciou o curso do século XX. Se hoje vivemos na Era da Informação, isto deve-se ao avanço tecnológico na transmissão de dados e às novas facilidades de comunicação, ambos impensáveis sem a evolução dos computadores.
PROCURA
A informática é um campo cada vez mais significativo na vida das pessoas e nas empresas. O grau de dependência dos produtos e serviços gerados em seu torno, assumiu uma escalada global de permanente evolução. Pensar no seu desenvolvimento e aplicação às necessidades prementes do mercado angolano é necessariamente avançar para o investimento em instituições capazes de formar profissionais competentes e à altura das exigências e expectativas das empresas e das famílias.Tendo em vista o futuro, e no pressuposto de que este curso continuará a ser um dos pilares fundamentais do instituto, está prevista a sua revitalização curricular a partir de algumas medidas que, uma vez concretizadas, poderão assegurar uma melhoria da qualidade do mesmo.
A IMPORTÂNCIA DA INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO
Hoje é possível encontrar o computador nos mais variados contextos: empresarial, acadêmico, domiciliar, o computador veio para inovar e facilitar a vida das pessoas. Não se pode mais fugir desta realidade tecnológica. E a educação não pode ficar para trás, vislumbrando aprendizagem significativa por meio de tecnologias. As escolas precisam sofrer transformações frente a essa “nova tecnologia” e assim constituir uma aprendizagem inovadora que leva o indivíduo a se sentir como um ser globalizado capaz de interagir e competir com igualdade na busca de seu sonho profissional.
O ensino por meio da tecnologia ainda é bastante questionado. Muitas escolas no passado introduziam em seu currículo o ensino da Informática com o pretexto da modernidade. As dúvidas eram grandes em relação a professores e alunos. Que professores poderiam dar essas aulas? Em princípio, contrataram técnicos que tinham como missão ensinar Informática. Uma outra dúvida pairava entre os educadores: O que ensinar nas aulas de informática?
Com o passar do tempo, algumas escolas, percebendo o potencial dessa ferramenta, introduziram a Informática educativa em seus currículos, que, além de promover o contato com o computador, tinha como objetivo a utilização dessa ferramenta como instrumento de apoio às matérias e aos conteúdos lecionados.
Vivemos em um mundo tecnológico, onde a Informática não pode ser vista como meramente “mais uma tecnologia”. É uma “nova tecnologia” que oferece transformação pessoal, além de favorecer a formação tecnológica necessária para o futuro profissional na sociedade. Dessa forma devemos entender a Informática não como uma ferramenta neutra que usamos simplesmente para apresentar um conteúdo. Devemos ter a percepção que, quando a usamos como conhecimento, estamos sendo modificados por ela e nos transformando em pessoas melhores e mais capacitadas para o mercado de trabalho.





A informática na óptica dos utilizadores é além de ser um grande avanço tecnológico do qual seria bom, todos terem acesso, mas também é muito usado e as vezes ate necessário no mercado de trabalho actual. Hoje em dia grande parte das empresas ou quase todas adoptam o uso de máquinas “Computadores” como principal fonte de trabalho.

IMPORTÂNCIA DA INFORMÁTICA
Além da parte de que o mercado de trabalho hoje em dia adopta essa tecnologia, o uso da informática faz parte de um novo aprendizado, uma nova evolução tecnológica da qual nos proporciona uma visão ampla. No caso do uso da internet á uma grande facilidade de resolver coisas (sem sair de casa) e uma visão do mundo actual através de noticias que estão disponíveis sempre para os utilizadores interessados e curiosos    
A Informática, conjunto de conhecimentos científicos e de técnicas que tornam possível o tratamento automático da informação por meio de computadores, sem dúvidas alguma está presente em todos os lugares onde a cada ano que passa ela cresce cada vez mais e vem sendo bastante exigida no mercado de trabalho, o ramo da informática está muito promissor e promete ser ainda mais. O mundo da informática é nada mais do que uma ciência que estuda as leis de informação, essa nova ciência é chamada de cibernética e é bastante complexa onde para uns é um verdadeiro paraíso, já para outros é impossível de saber tudo, mas a necessidade de ter pelo menos noções básicas de informática, o que faz com que muitas pessoas procurem por cursos para terem algumas noções, ao menos o básico de tal ciência.
Actualmente vivemos num mundo totalmente globalizado, onde a internet e os computadores servem para quase tudo o vemos no quotidiano, diversos trabalhos como por exemplo o de escrivão da polícia, podem ser facilitados com ajuda dessa tecnologia onde as máquinas de escrever antigas são substituídas por máquinas que tornam o trabalho mais rápido e eficiente. Assim por base dessas e por outras profissões onde o uso da informática é indispensável. Podemos ver a importância que ela tem para os utilizadores e para a sociedade, por isso em muitas escolas públicas de Angola foram implantadas aulas de informática básicas, para que os alunos cresçam de forma a dominarem tal tecnologia, para que eles possam assim estar facilitando um futuro ingresso no mercado de trabalho e ate mesmo uma forma de sustentabilidade futuramente. A tendência é que essa pratica se torne cada vez mais disponível e utilizável na maioria das profissões onde o tempo a eficácia podem ser aumentada de forma desproporcional, dando assim aos utilizadores profissionais uma ferramenta que facilitará seus trabalhos e os fará serem mais eficientes no que fazem. Portanto é indispensável a aprendizagem do uso de tal instrumento não somente com intuito de trabalho mas também para uma melhor convivência na sociedade globalizada que vivemos nos dias de hoje.
É importante perceber que o uso da electrónica digital apenas facilitou o trabalho no uso da informação, a necessidade do uso da informação sempre existiu
         Cursos de informática estão espalhados por toda Angola e pode ser encontrados em escolas particulares, ou através de panfletos de inclusão social que possibilita ensinar conceitos de informática a utilizadores que não têm condições de aprender em casa. 



CONCLUSÃO
Com este trabalho, podemos aprender e constatar que estão muito presentes na nossa vida e que mesmo o mais insignificante objecto, pode revolucionar o Mundo.
Este trabalho não foi difícil e achamos que, de uma maneira geral, o objectivo foi alcançado, contribuindo assim para que as pessoas comecem a reflectir sobre como a tecnologia nos afecta, mesmo que por vezes não a consigamos ver. Ela está sempre presente da mais simples à mais complexa, levando-nos a pensar o que o futuro nos guarda a nível de Tecnologias de Informação e Comunicação.



BIBLIOGRAFIA
wwwnelsondesousa.blogspot.com/.../importancia-da-informatica-na-opti...
aa-cienciasdacomputacao.wikidot.com/a-importancia-da-informatica-na-...


https://snnangola.wordpress.com/.../como-surgiu-a-internet-em-angola/
suzartinfosociety.blogspot.com/2008/03/importncia-da-informtica.html

hábitos democráticos

INTRODUÇÃO
Neste trabalho falaremos ou abordaremos sobre o hábitos e valores democráticos, começamos primeiro por definir a democracia, em que a Democracia é um regime político em que todos os cidadãos elegíveis participam igualmente — diretamente ou através de representantes eleitos — na proposta, no desenvolvimento e na criação de leis, exercendo o poder da governação através do sufrágio universal. Ela abrange as condições sociais, econômicas e culturais que permitem o exercício livre e igual da autodeterminação política.



CARACTERISTICAS
Não existe consenso sobre a forma correta de definir a democracia, mas a igualdade, a liberdade e o Estado de direito foram identificadas como características importantes desde os tempos antigos. Estes princípios são refletidos quando todos os cidadãos elegíveis são iguais perante a lei e têm igual acesso aos processos legislativos. Por exemplo, em uma democracia representativa, cada voto tem o mesmo peso, não existem restrições excessivas sobre quem quer se tornar um representante, além da liberdade de seus cidadãos elegíveis ser protegida por direitos legitimados e que são tipicamente protegidos por uma constituição.
Uma teoria sustenta que a democracia exige três princípios fundamentais: 1) a soberania reside nos níveis mais baixos de autoridade; 2) igualdade política e 3) normas sociais pelas quais os indivíduos e as instituições só consideram aceitáveis ​​atos que refletem os dois primeiros princípios citados.
O termo democracia às vezes é usado como uma abreviação para a democracia liberal, que é uma variante da democracia representativa e que pode incluir elementos como o pluralismo político, a igualdade perante a lei, o direito de petição para reparação de injustiças sociais; devido processo legalliberdades civisdireitos humanos; e elementos da sociedade civil fora do governo. Roger Scruton afirma que a democracia por si só não pode proporcionar liberdade pessoal e política, a menos que as instituições da sociedade civil também estejam presentes.
Em muitos países, como no Reino Unido onde se originou o Sistema Westminster, o princípio dominante é o da soberania parlamentar, mantendo a independência judicial. Nos Estados Unidos, a separação de poderes é frequentemente citada como um atributo central de um regime democrático. Na Índia, a maior democracia do mundo, a soberania parlamentar está sujeita a uma constituição que inclui o controle judicial.13 Outros usos do termo "democracia" incluem o da democracia direta. Embora o termo "democracia" seja normalmente usado no contexto de um Estado político, os princípios também são aplicáveis ​​a organizações privadas.
O regime da maioria absoluta é frequentemente considerado como uma característica da democracia. Assim, o sistema democrático permite que minorias políticas sejam oprimidas pela chamada "tirania da maioria" quando não há proteções legais dos direitos individuais ou de grupos. Uma parte essencial de uma democracia representativa "ideal" são eleições competitivas que sejam justas tanto no plano material, quanto processualmente. Além disso, liberdades como a políticade expressão e de imprensa são consideradas direitos essenciais que permitem aos cidadãos elegíveis serem adequadamente informados e aptos a votar de acordo com seus próprios interesses.


Também tem sido sugerido que uma característica básica da democracia é a capacidade de todos os eleitores de participar livre e plenamente na vida de sua sociedade. Com sua ênfase na noção de contrato social e da vontade coletiva do todos os eleitores, a democracia também pode ser caracterizada como uma forma de coletivismo político, porque ela é definido como uma forma de governo em que todos os cidadãos elegíveis têm uma palavra a dizer de peso igual nas decisões que afetam suas vidas.

O HÁBITO DEMOCRÁTICO

As tecnologias da informação e da comunicação se tornaram, nos dias de hoje, instrumentos essenciais de apoio à construção da democracia participativa, pois permitem ao cidadão tomar conhecimento de situações antes ocultas, participar e gerar espaços de participação, de diálogo e de reflexão social.
A cidadania bem informada é uma das fortes bases para uma democracia dinâmica, na qual as pessoas possam construir uma memória coletiva, com a busca constante e permanente da informação, com análise e divulgação dos dados observados, criando-se assim um círculo virtuoso de participação e sadia construção do espaço público.
O conceito de prestação de contas, para quem guarda as lições da sociologia e da história, pode ser encontrado na teoria da superioridade democrática da representatividade de John Locke. Esta teoria se baseia na noção de que somente é possível a prestação de contas, quando há uma perfeita distinção entre governantes e governados, uma vez que nos sistemas de democracia representativa o povo transfere o poder de decisão aos governantes, existindo a necessidade de haver mecanismos que obriguem os governantes a prestar contas do que fazem.
A transparência e o franco acesso à informação são a base de uma efetiva prestação de contas. Informação e transparência geram uma cultura de prestação de contas e consolidam a legitimidade dos que nos governam, pois criam um clima harmonioso de confiança e reciprocidade entre governos e sociedade.
Todos concordam que, quanto mais somos observados, melhor nos comportamos. É assim com crianças e com adultos. É por isso que devemos desenvolver uma cidadania fiscal sólida, competente e honesta, que assuma o papel e a responsabilidade de monitorar as ações do governo e de exigir que as autoridades prestem contas de seus atos. Esse comportamento reforça a representatividade e fortalece os vínculos que, necessariamente, devem existir entre governo e sociedade.

É claro que isto ressalta, cada vez mais, a necessidade de que a gestão pública seja transparente e honesta, pois, muitas vezes a prestação de contas se transforma em ato mecânico e formal, quando deveria ser uma atitude proativa e um sadio hábito democrático.
É importante que as organizações políticas adotem a transparência como regra de agir, pois isto contribuirá para a formação de quadros e de futuros governantes mais transparentes, com práticas de prestação de contas e formas de agir mais inclusivas para a cidadania. O cidadão, por sua vez, deve ser capaz de identificar seus governantes, saber quem é quem, conhecer suas competências e de exigir deles prestações de contas reais e efetivas, para que as responsabilidades não se dissolvam como a fumaça, por não se saber quem são os responsáveis.
PRINCÍPIOS E VALORES
Distinção entre princípios e valores 
Na proposição de Georg Henrik von Wright (apud ALEXY, 2012, p. 153) os conceitos práticos dividem-se em três grupos: i) os deontológicos: conceitos de dever, proibição, permissão e de direito a algo (deôntico básico: dever ou dever-ser); ii) os axiológicos (teleológicos): conceitos ligados à valoração do que é bom (os conceitos axiológicos são utilizados quando algo é classificado como bonito, corajoso, seguro, econômico, democrático, social, liberal ou compatível com o Estado de Direito); e iii) os antropológicos: são conceitos de vontade, interesse, necessidade, decisão e ação.
Com base na classificação apresentada, Robert Alexy afirma que os princípios são mandamentos de otimização (impõem um dever-ser) e por isso pertencem ao âmbito deontológico; os valores, por sua vez, pertencem ao âmbito axiológico.
A diferença entre princípios e valores é reduzida a um ponto: aquilo que no modelo de valores é prima facie o melhor, no modelo de princípios é prima facie o devido; e aquilo que no modelo de valores é definitivamente o melhor, no modelo de princípios é definitivamente o devido (ALEXY, 2012, p. 153).
Princípios e valores diferenciam-se, portanto, somente em virtude de seu caráter deontológico, no primeiro caso, e axiológico no segundo.

Princípios como expressão deontológica dos valores
Há muitas objeções em relação às teorias dos princípios e dos valores e sobre a adoção de uma ou de outra no sistema jurídico constitucional.
Contudo, podemos sustentar que os princípios constituem expressão dos valores fundamentais que informam o sistema jurídico, conferindo harmonia e unidade às normas que o compõem. Os valores são dotados de menor normatividade que os princípios e as regras, mas podem ser utilizados como fonte de interpretação do sistema jurídico.
Os valores superiores adotados em dada sociedade política, ditados pelos reais fatores de poder, são a essência dos princípios consagrados constitucionalmente, dotando estes últimos de legitimidade normativa, para que sejam atingidos os fins almejados pela coletividade.
Os valores constitucionais apresentam conteúdo axiológico fundamentador da interpretação do ordenamento jurídico (“o que é melhor”), enquanto os princípios são construídos em linguagem normativa (deôntica), refletindo “o que é devido”, mas sem expressar a essência que torna a sua aplicação necessária.
Para Paulo Bonavides (2011, p. 43)
A unidade da constituição, na melhor doutrina do constitucionalismo contemporâneo, só se traduz compreensivelmente quando tomada em sua imprescindível bidimensionalidade, que abrange o formal e o axiológico, a saber, forma e matéria, razão e valor. 
Neste enfoque, os valores constitucionais, que são a base axiológica dos princípios, apresentam uma tríplice função: i) são o fundamento do ordenamento jurídico e informadores do sistema jurídico-político; ii) são orientadores dos fins a serem perseguidos na execução de atos públicos e particulares; e iii) constituem críticas de fatos ou condutas.

DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA
3.1 Aspectos históricos 
Na Grécia antiga (600 a 300 a.C.) foram desenvolvidas as primeiras concepções filosóficas do homem como valor universal e normativo. Encontramos no pensamento de Aristóteles a máxima de que o ser humano é livre porque é uma causa em si mesmo.
Durante esse período, a mais valia da existência humana é aferida por intermédio da verificação do grau de capacidade do indivíduo de atuar em prol do coletivo; quanto maior o engajamento e colaboração do cidadão com as questões da “polis”, maior a sua importância no contexto social.
Portanto, prevalecia a ideia de uma dignidade coletiva e não individual, ideia esta inerente à condição humana, até porque a sociedade grega se dividia em castas e os escravos não eram titulares de direitos civis.
A Roma Antiga, influenciada pela estrutura política dos povos gregos e etruscos, não se afastou muito da concepção do ser coletivo, dignificando a figura daquele que agia em prol dos interesses do império, muitas vezes relegando a condição humana individual a um segundo plano, como se verifica no tratamento que era dispensado aos escravos e aos cidadãos componentes de castas sociais inferiores.


Conceito de dignidade da pessoa humana
A dignidade humana deixou de ser uma mera manifestação conceitual do direito natural para se converter em um princípio autônomo, intimamente ligado à realização dos direitos fundamentais, visando a mais ampla proteção do ser humano. A pessoa humana é entendida como um bem e a dignidade é o seu valor.
Vários são os significados atribuídos pela doutrina brasileira à dignidade humana, dentre os quais destacamos: i) valor absoluto do sistema jurídico; ii) critério interpretativo das normas jurídicas; iii) direito fundamental em si mesmo; iv) direito ao livre desenvolvimento da personalidade humana; e v) referência filosófica sem valor normativo.
Apesar da divergência doutrinária, Ingo Wolfgang Sarlet (2002, p. 60) propõe-nos um conceito de dignidade da pessoa humana:
A dignidade da pessoa humana corresponde à qualidade intrínseca e distintiva de cada ser-humano que o faz merecedor do mesmo respeito e consideração por parte de Estado e da comunidade, implicando, neste sentido, um complexo de direitos e deveres fundamentais que assegurem a pessoa tanto contra todo e qualquer ato de cunho degradante e desumano, como venha a lhe garantir as condições existenciais mínimas para uma vida saudável, além de propiciar e promover a sua participação ativa e co-responsável nos destinos da própria existência e da vida em comunhão com os demais seres humanos. 
Ronald Dworkin (1998, pp. 307-308) lembra que a dignidade da pessoa humana
[...] possui tanto uma voz ativa quanto uma voz passiva e, que ambas encontram-se conectadas de maneira que é no valor intrínseco da vida humana, de todo e qualquer ser humano, que encontramos a explicação para o fato de que mesmo aquele que já perdeu a consciência da própria dignidade merece tela considerada e respeitada. 
A dignidade humana como parâmetro de interpretação jurídica 
Conforme vimos nas linhas anteriores, a dignidade da pessoa humana é um conceito indeterminado, tratando-se de um princípio não absoluto, mas que revela um conteúdo valorativo de natureza absoluta e que se impõe como ferramenta de interpretação das normas jurídicas.
A dignidade humana, em sua perspectiva principiológica, atua como um “mandado de otimização” (ALEXY, 2012, p. 108), ordenando que seja observada e realizada na maior medida possível, considerando as possibilidades fáticas e jurídicas existentes no caso concreto.
Por outro lado, não é o único princípio ou valor constitucional a ser utilizado como parâmetro de interpretação do sistema jurídico, mas, por força de sua proeminência axiológico-normativa, deve ser considerado a principal fonte da interpretação constitucional.

Sistema de direitos e garantias fundamentais como instrumento de efetivação da dignidade humana
A criação de um sistema de direitos e garantias fundamentais e a sua inserção no núcleo intangível de uma constituição serve para instrumentalizar a correção das corrupções sistêmicas ocorridas na estrutura de organização estatal (LUHMANN, 2012, p. 79).
Os direitos fundamentais, por si só, refletem bens tutelados pelo sistema jurídico basilar de um Estado de Direito e as garantias deles decorrentes, por sua vez, são estabelecidas como complemento para a realização efetiva desses direitos, pois com eles guardam nexo de dependência. Essa é a lição de Jorge Miranda (1990, p. 88-89), que complementa:
Clássica e bem actual é a contraposição dos direitos fundamentais, pela sua estrutura, pela sua natureza e pela sua função, em direitos propriamente ditos ou direitos liberdades, por um lado, e garantias por outro. Os direitos representam só por si certos bens, as garantias destinam-se a assegurar a fruição desses bens; os direitos são principais, as garantias acessórias e, muitas delas, adjectivas (ainda que possam ser objecto de um regime constitucional substantivo); os direitos permitem a realização das pessoas e inserem-se directa e imediatamente, por isso, as respectivas esferas jurídicas, as garantias só nelas se projectam pelo nexo que possuem com os direitos; na acepção jusracionalista inicial, os direitos declaram-se, as garantias estabelecem-se. 
Podemos, então, concluir que as garantias constitucionais instrumentalizam a efetivação dos direitos fundamentais reconhecidos e deles decorrem diretamente, ambos os institutos tendo por objetivo tutelar, de forma ampla e por todos os prismas, a dignidade da pessoa humana.






VALORES CONSTITUCIONAIS DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO
No estudo da evolução do Estado moderno, verificamos que o Estado de Direito tem sua origem nas ideias liberais e foi concebido como forma de limitar o poder do soberano e garantir as liberdades individuais. Portanto, o Estado Liberal de Direito tem por características a submissão do poder político ao império da lei, a divisão dos poderes de forma independente e harmônica e o enunciado dos direitos individuais e suas garantias.
Com o objetivo de afastar o individualismo e o neutralismo do Estado Liberal, os movimentos sociais dos séculos XIX e XX levaram à consciência da necessidade de se buscar uma justiça social cunhada no conceito de Estado material de Direito e não no simples formalismo do Estado Liberal. Nasce, então, o Estado Social de Direito, em que o qualificativo “social” se refere à correção do individualismo clássico liberal pela afirmação dos chamados direitos sociais, na busca de realização dos objetivos de justiça social.

Princípios e valores explícitos e implícitos no sistema jurídico constitucional 
Na Constituição Federal brasileira de 1988, que sofreu influência das cartas constitucionais europeias já referidas, foi inserido no artigo 1º, inciso III, o princípio da dignidade da pessoa humana, como fundamento da República e do Estado Democrático de Direito que inaugurou.
A Constituição avançou significativamente rumo à normatividade do princípio da dignidade humana, quando o transformou em valor supremo da ordem jurídica. Nas palavras de Ingo Wolfgang Sarlet (2002, p. 89)
[...] a carta Constitucional Brasileira não traz apenas uma declaração de conteúdo ético e moral, mas uma norma jurídica – positiva com status constitucional, transformando a dignidade humana em um valor jurídico fundamental da comunidade. 
Previsões explícitas e implícitas 
Os princípios fundamentais expressos e positivados no artigo 1º da Constituição Federal devem ser considerados como estruturantes e fundamentadores do Estado, por expressarem as decisões políticas essenciais do constituinte originário em relação aos seus ideais e valores, utilizados como parâmetros existências. Por isso, não podem ser, em nenhuma hipótese, suprimidos do ordenamento, sob pena de descaracterizá-lo, levando à desintegração de todo o sistema constitucional.
Os direitos e garantias fundamentais individuais e sociais, previstos nos artigos 5º a 17 da Constituição Federal, traduzem princípios e valores explícitos de nosso ordenamento jurídico, com força normativa e que devem nortear a atuação do legislador infraconstitucional e dos aplicadores do direito em seus vários ramos, constituindo-se em verdadeiros instrumentos de concretização do princípio maior da dignidade da pessoa humana.
Por outro lado, encontram-se dispersos no texto constitucional outros princípios explícitos e implícitos, que também são reconhecidos pelo artigo 5º, § 2º, da Constituição Federal como essenciais à estrutura do Estado.
São exemplos de previsões implícitas do princípio da dignidade humana na Constituição Federal: i) artigo 170 (Princípios da ordem econômica – proporcionar existência digna a todos); ii) artigo 193 (Ordem social – visa realizar a justiça social); iii) artigo 205 (Educação como instrumento de desenvolvimento da pessoa para o exercício da cidadania e do trabalho); iv) artigo 226, § 7º (Planejamento familiar fundado nos princípios da dignidade humana e da paternidade responsável); e v) artigo 227 (Garantia da dignidade da criança, do adolescente e do jovem).




 BIBLIOGRAFIA
·         Rodrigo César Paes (org). Limites da Democracia. Contemporâneos - Revista de Artes e Humanidades, v. 1, p. 1-15, 2007. (ISSN 1982-3231)
·         Sharp, Gene. From Dictatorship to Democracy: A Conceptual Framework for Liberation (em inglês). 4ª ed. Estados Unidos: [s.n.], 2010. 93 p. 1 vol. vol. 1. 666 Página visitada em 2 de julho de 2013.