quarta-feira, 23 de setembro de 2015

interacção gravitacional


INTRODUÇÃO
O presente trabalho fala sobre a interacção gravitacional que por sua vez os subtítulos são especificados no desenvolvimento do trabalho. Sendo assim a abordagem sobre a intervenção gravitacional reflecte-se em sentidos físicos que as experimentações dos cientistas físicos e os estudos feitos por eles foram evoluindo até aos dias de hoje. Neste contexto o presente artigo está composto por elementos pré-textuais, elementos textuais e o elemento pós-textual, onde nos elementos textuais é feita a abordagem do tema em síntese consequentemente os seus subtemas.


A INTERACÇÃO GRAVITACIONAL
Nos séculos que seguiram a descoberta newtoniana até o início do século XX, a condição da acção gravitacional ser instantânea, era entendida como uma propriedade “natural” igual às suas outras características. O fato de não ser observável não produzia nenhum desconforto de princípio para os cientistas. Em verdade, nem sequer era possível formular uma tal questão: o tempo não aparecia como um ingrediente importante no modo newtoniano de descrever a acção gravitacional. Somente sua acção sobre um corpo estava associada a uma variação temporal. O tempo aparecia como uma variável importante ao se acompanhar o movimento de um corpo sob a força gravitacional, mas não era listado entre as características desta força. Foi somente ao final do século XIX e inicio do século XX que a instantaneidade da força gravitacional começou a ser entendida como um verdadeiro problema, uma dificuldade associada ao modo newtoniano de descrever este campo de força. Para entendermos essa mudança de atitude devemos nos referir à revolução feita na física ao começo do século XX, por vários cientistas dentre os quais podemos citar H. Poincaré, H. A. Lorentz e A. Einstein, entre outros. Esta mudança foi sintetizada por Einstein no que chamou de teoria da relatividade especial. Neste caso define-se a interacção gravitacional como uma força do tipo que surge em pares, assim, um corpo tanto atrai quanto é atraído por todos os outros corpos do Universo, com uma força que é directamente proporcional às massas envolvidas e inversamente proporcional ao quadrado das distâncias envolvidas. Estes pares de forças são chamados de interação gravitacional, por que sua natureza é gravítica, e o resultado é um comportamento complexo, descrito por vectores cujo módulo é calculado instantaneamente pela equação:
F = G M m / d²
TEORIA GEOCÊNTRICA DE PTOLOMEU E TEORIA HELIOCÊNTRICS DE COPÉRNIO
Teoria geocêntrica de Ptolomeu
A  teoria geocêntrica é uma teoria a respeito do sistema cosmológico, segundo a qual a Terra seria o centro do Universo.
Na Grécia Antiga, Aristóteles (384 a.C. - 322 a.C.) já defendia a idéia de que o Universo seria um enorme círculo finito, sendo que a Terra estaria no centro desse círculo. Para ele, existiriam 9 esferas girando em torno da Terra.
No século II d.C. um astrónomo, geógrafo e matemático chamado de Cláudio Ptolomeu, baseado na trigonometria, afirmava que ao redor da Terra giravam a Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno, exactamente nessa ordem.
Ainda segundo Ptolomeu, cada planeta girava ao longo de um círculo pequeno chamado epiciclo. Portanto, cada planeta teria seu próprio epiciclo. O centro do epiciclo (de cada planeta) se moveria em um círculo maior, ao qual denominou como deferente, sendo que a Terra ficaria posicionada um pouco afastada do centro do referente.
Para Ptolomeu a Terra não estava no centro do deferente. O deferente, alias, seria um círculo excêntrico em relação à Terra. Com a ideia do equante, Ptolomeu buscou explicar o fato dos planetas não se movimentarem de forma uniforme.
Além dessas teorias, Ptolomeu observou o movimento lunar e elaborou tabelas a esse respeito, que foram utilizadas séculos depois por Nicolau Copérnico.
O Almagesto é a principal obra de Ptolomeu. É composta por um conjunto de 13 livros, traduzidos em aproximadamente 500 páginas, que trata de assuntos como:
- Astronomia esférica.
- Teoria solar.
- Teoria lunar.
- Teoria planetária.
- Eclipses.
- Estrelas fixas.
O sistema geocêntrico também é conhecido por sistema Ptolomaico, afinal, a teoria de Ptolomeu foi aceita e defendida, inclusive pela Igreja Católica, por aproximadamente 1400 anos. Durante toda a Idade Média, o sistema geocêntrico foi defendido pelos estudiosos. Nessa época não era consenso a ideia de que a Terra seria chata. Somente com as ideias Iluministas, o sistema geocêntrico começou a ser contestado, e depois foi substituído pelo modelo heliocêntrico.
Teoria heliocêntrica de Copérnico
A teoria do modelo heliocêntrico, a maior teoria de Copérnico, foi publicada em seu livro, De revolutionibus orbium coelestium ("Da revolução de esferas celestes"), durante o ano de sua morte, 1543. Apesar disso, ele já havia desenvolvido sua teoria algumas décadas antes.
O livro marcou o começo de uma mudança de um universo geocêntrico, ou antropocêntrico, com a Terra em seu centro. Copérnico acreditava que a Terra era apenas mais um planeta que concluía uma órbita em torno de um sol fixo todo ano e que girava em torno de seu eixo todo dia. Ele chegou a essa correcta explicação do conhecimento de outros planetas e explicou a origem dos equinócios correctamente, através da vagarosa mudança da posição do eixo rotacional da Terra. Ele também deu uma clara explicação da causa das estações: O eixo de rotação da terra não é perpendicular ao plano de sua órbita.
Em sua teoria, Copérnico descrevia mais círculos, os quais tinham os mesmos centros, do que a teoria de Ptolomeu (modelo geocêntrico). Apesar de Copérnico colocar o Sol como centro das esferas celestiais, ele não fez do Sol o centro do universo, mas perto dele.
Do ponto de vista experimental, o sistema de Copérnico não era melhor do que o de Ptolomeu. E Copérnico sabia disso, e não apresentou nenhuma prova observacional em seu manuscrito, fundamentando-se em argumentos sobre qual seria o sistema mais completo e elegante. Da sua publicação, até aproximadamente 1700, poucos astrónomos foram convencidos pelo sistema de Copérnico, apesar da grande circulação de seu livro (aproximadamente 500 cópias da primeira e segunda edições, o que é uma quantidade grande para os padrões científicos da época). Entretanto, muitos astrónomos aceitaram partes de sua teoria, e seu modelo influenciou muitos cientistas renomados que viriam a fazer parte da história, como Galileu e Kepler, que conseguiram assimilar a teoria de Copérnico e melhorá-la. As observações de Galileu das fases de Vénus produziram a primeira evidência observacional da teoria de Copérnico. Além disso, as observações de Galileu das luas de Júpiter provaram que o sistema solar contém corpos que não orbitavam a Terra.
O sistema de Copérnico pode ser resumido em algumas proposições, assim como foi o próprio Copérnico a listá-las em uma síntese de sua obra mestra, que foi encontrada e publicada em 1878.
As principais partes da teoria de Copérnico são:
·                     Os movimentos dos astros são uniformes, eternos, circulares ou uma composição de vários círculos (epiciclos).
·                     O centro do universo é perto do Sol.
·                     Perto do Sol, em ordem, estão Mercúrio, Vênus, Terra, Lua, Marte, Júpiter, Saturno, e as estrelas fixas.
·                     A Terra tem três movimentos: rotação diária, volta anual, e inclinação anual de seu eixo.
·                     O movimento retrógrado dos planetas é explicado pelo movimento da Terra.
·                     A distância da Terra ao Sol é pequena se comparada à distância às estrelas.
Se essas proposições eram revolucionárias ou conservadoras era um tópico muito discutido durante o vigésimo século. Thomas Kuhn argumentou que Copérnico apenas transferiu algumas propriedades, antes atribuídas a Terra, para as funções astronómicas do Sol. Outros historiadores, por outro lado, argumentaram a Kuhn, que ele subestimou quão revolucionárias eram as teorias de Copérnico, e enfatizaram a dificuldade que Copérnico deveria ter em modificar a teoria astronómica da época, utilizando apenas uma geometria simples, sendo que ele não tinha nenhuma evidência experimental.
LEI DA GRAVITAÇÃO UNIVERSAL
A fim de entender o movimento planetário, Isaac Newton, renomado físico inglês, se fundamentou no modelo heliocêntrico de Nicolau Copérnico para basear seus estudos.
Analisando então o movimento dos planetas, Newton apresentou uma explicação, na qual mostrava que esse movimento era baseado em uma atração entre os corpos, nesse caso, entre os planetas.
Segundo Newton:
• O Sol atrai os planetas;
• A Terra atrai a Lua;
• A Terra atrai todos os corpos que estão perto dela.
Depois de analisar esses fatos, Newton, numa tentativa de resumir esses conceitos, os chamou de força gravitacional. Ou seja, existe uma força que atrai todos os corpos, estejam eles no espaço ou na Terra.
Tais forças são grandezas vetoriais, porque possuem módulo, direcção e sentido.
A representação matemática da lei da gravitação universal é:
http://www.brasilescola.com/upload/e/lei%20da%20gravitacao%20universal.jpg
Onde:
F = intensidade da força gravitacional
G = constante de gravitação universal, cujo valor é 6,67.10-11 Nm²/kg²
M e m = massa dos corpos analisados
d = distância
Através da equação apresentada por Isaac Newton, a fim de analisar as forças que atuam na Terra e em suas proximidades, devemos lembrar que em sua Terceira Lei, Newton fala sobre a acção e a reacção. Baseados então nessa questão, vemos que a atracão entre os corpos deve ser mútua para que haja equilíbrio entre eles, ou seja, a Terra atrai a Lua, mas, em contrapartida, a Lua também atrai a Terra, com mesma intensidade, mesma direcção, porém com sentido contrário. O mesmo acontece com os demais corpos já citados.
CONSTANTE GRAVITACIONAL UNIVERSAL
A constante de gravitação universal, também chamada de constante newtoniana da gravitação, constante gravitacional universal, constante de Newton ou constante gravitacional (símbolo: G), é uma constante física de carácter universal que figura na lei da gravitação universal de Isaac Newton.
Segundo a lei da gravitação universal, aparte considerações vetoriais aqui não relevantes, a força de atracão entre dois corpos édiretamente proporcional à cada uma de suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância que as separa. A constante de gravitação universal é a constante que permite se escrever essa relação de proporcionalidade em forma de uma igualdade:
 F = G \frac{m_1 m_2}{r^2}
Assim como outras constantes físicas, um dos principais papeis da constante de gravitação universal G é estabelecer a correição da lei física associada no que tange às unidades e à análise dimensional. Em unidades adotadas no Sistema Internacional de Unidades, seu valor expressa a atração gravitacional, em newtons, que verifica-se experimentalmente existir entre dois objetos de massa um quilograma cada, quando separados pela distância de um metro. O melhor valor aceito atualmente é: G = 6,674287 \times 10^{-11} \quad m^{3} kg^{-1} s^{-2} com incerteza na última casa decimal. A unidade apresentada junto ao valor numérico da constante é por vezes escrita, de forma equivalente, como Nm2/kg2.
A constante de gravitação universal G não deve ser confundida com g (em minúscula), que é o símbolo normalmente associado à variável que representa a intensidade da aceleração da gravidade terrestre junto à superfície do planeta, ou outro astro, quando explicitamente especificado. Em termos de Gg expressa-se como  g = \frac {G M}{r^2} onde M e r representam nesse caso a massa e o raio do astro esférico. Para a Terra tem-se que a aceleração da gravidade vale por volta de g = 9,81 m/s2.
Valor verdadeiro convencional para a constante de gravitação universal
Actualmente o CODATA (CODATA, 2008)[2] recomenda para a constante de gravitação universal o valor de: G = 6,674 28(67) \times 10^{-11} \quad m^{3} kg^{-1} s^{-2} .
Este é o melhor valor estimado experimentalmente para a constante de gravitação universal, conhecido também como valor verdadeiro convencional (de uma grandeza).
Como sabe-se da teoria das medidas, toda medida experimental apresenta incerteza intrínseca que deve figurar junto à expressão da medida, e a constante da gravitação não é exceção. Porém essa é hoje conhecida com mais do que satisfatória precisão para quase todos os fins práticos e teóricos.
As medições de G
Outra estimativa de autoridade é dada pela International Astronomical Union.
Trata-se de uma das constantes físicas cujo valor é menos preciso. A massa do Sol, como é calculada a partir desta constante é, portanto, também calculada com alguma incerteza. A primeira medição do seu valor foi efectuada por Henry Cavendish, na sua obra Philosophical Translations, de 1798. A força gravitacional é relativamente fraca. Como exemplo, duas massas de 3000 kg colocadas com seus centros de gravidade a uma distância de 3 metros uma da outra atraem-se com uma força de de aproximadamente 67 micronewtons. Essa força é aproximadamente igual ao peso de um grão de areia. O erro na medição de G é muito alto para ser usado, por exemplo, em estudos sobre a gravidade. Por isso, costuma-se usar o valor de GM, sendo M um corpo celeste.
Para a Terra, temos:  \mu = GM = ( 398 600.4418 \plusmn 0.0008 ) \ \mbox{km}^{3} \ \mbox{s}^{-2}.
MASSA INERCIAL E MASSA GRAVITACIONAL
Massa inercial
Newton usou o termo quantidade de matéria como sinónimo de massa. Esta noção intuitiva de massa de um corpo não é actualmente correcta, o termo "quantidade de matéria" aplica-se em química com outro sentido. Mais precisamente, podemos dizer que massa inercial de um corpo é uma medida da inércia desse corpo. E quanto maior for a massa de um corpo, maior é a sua inércia ou seja maior é a oposição do corpo em modificar o seu estado de repouso.
 Exemplo: é mais difícil fazer arrancar um vagão (Fig.1a) do que mantê-lo em movimento (Fig.1b).
http://luisperna.com.sapo.pt/images/inercia.jpg
Fig. 1a                                      Fig. 1b
Para medirmos a massa inercial de um corpo utiliza-se um processo dinâmico baseado na definição dessa grandeza: aplica-se uma força de intensidade conhecida, F, determina-se o valor da aceleração, a, que essa força comunica ao corpo e divide-se o valor da força pelo valor da aceleração, http://luisperna.com.sapo.pt/images/massa.2.gif.
Para quantificar o conceito de massa, temos que definir um padrão. No sistema de unidades internacionais (SI), a unidade de massa é o quilograma (kg). O padrão de massa escolhido é um cilindro de platina iridiada, com 39 mm de diâmetro e 39 mm de altura, que existe no Instituto Internacional de Pesos e Medidas em Sèvres, nas proximidades de Paris, cuja massa é definida exactamente como sendo 1 kg.
O termo massa e peso, são frequentemente confundidos um com o outro, mas é importante distingui-los. Massa é uma propriedade intrínseca do corpo (é a medida da inércia desse corpo). O peso, por outro lado, é uma força, isto é, a força que a Terra (força gravítica) exerce sobre o corpo. Para perceber melhor esta diferença, suponha que se leva um objecto para a Lua. Lá o objecto pesa apenas um sexto do peso medido na Terra, mas a massa continua a ser a mesma. Isto deve-se ao facto da gravidade lunar ser menor do que a terrestre. O corpo terá a mesma massa, mas terá menor inércia na Lua do que na Terra. Isto significa que é mais fácil tirá-lo do repouso lá do que cá.
Massa gravitacional
Massa gravitacional de um corpo corresponde à sua propriedade característica e cujo valor é proporcional à força com que ele é atraído gravitacionalmente para outro.
No Universo, todos os corpos têm a propriedade de se atraírem uns aos outros por forças que obedecem à Lei da Atracção Universal de Newton.
http://luisperna.com.sapo.pt/images/massa.1.gif
Com G = 6,670 x 10-11 Nm2kg-2.
Atribui-se esta propriedade geral da atracção, manifestada pelos corpos, à existência de outra propriedade dos mesmos, a chamada massa gravitacional.
Quadro que realça algumas das diferenças entre as duas grandezas massa
Diferenças entre massa inercial e massa gravitacional
 Massa inercial de um corpo (mi)
Massa gravitacional de um corpo (mg)
Noção da grandeza
É uma grandeza cujo valor mede a inércia do corpo.
É uma grandeza cujo valor é proporcional à força gravitacional com que o corpo é atraído para outro.
Medição da grandeza
 Mede-se com com o corpo em movimento sob a acção de uma força conhecida, relacionando esta com a medida da aceleração correspondente (processo dinâmico).
Mede-se com o corpo em repouso numa balança (processo estático).
Relação entre a grandeza e o seu contributo para o movimento
A maior massa inercial corresponde maior resistência às forças actuantes, sendo assim menor o contributo da massa para o movimento.

 A maior massa gravitacional corresponde maior força gravitacional, sendo assim maior o contributo da massa para o movimento em direcção aos outros corpos.
Definição matemática a partir da equação de definição.
http://luisperna.com.sapo.pt/images/massa.3.gif

http://luisperna.com.sapo.pt/images/massa.4.gif
mT = massa da Terra
A equivalência entre os valores das massas gravitacionais (medidos com balanças) e os valores das massas inerciais (medidos pelos quocientes das forças pelas acelerações), para os mesmos corpos, foi verificada experimentalmente, com precisão crescente, por Galileu, Newton e Bessel; mais tarde Eotvos, com a alta precisão de 10-8, e, recentemente por Dicke, com altíssima precisão de 10-11.
Em virtude da identidade massa inercial - massa gravitacional, futuramente passaremos a falar em massa sem especificar se se trata de uma ou de outra.
CONCLUSÃO
Depois da pesquisa feita, chega-se então a conclusão de que na interacção gravitacional o resultado é um comportamento complexo, descrito por vectores cujo módulo é calculado instantaneamente por uma equação específica. Viu-se também que as teorias geocêntricas e heliocêntricas, diferiam-se uma da outra devido o desenvolvimento dos estudos físicos. Contudo os outros elementos vistos complementaram os estudos sobre a interacção gravitacional.




BIBLIOGRAFIA
Interacção gravitacional. Disponível em: http://www.on.br/ead_2013/site/conteudo/cap9-forcas/forca-gravitacional.html. Acessado aos 23 de Setembro de 2015.
Teoria Geocêntrica. Disponível: http://www.infoescola.com/astronomia/geocentrismo/. Acessado aos 23 de Setembro de 2015.
Teoria Heliocêntrica. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Nicolau_Cop%C3%A9rnico. Acessado aos 23 de Setembro de 2015.


HIGIENE CORPORAL DA CRIANÇA NO CENTRO INFANTIL

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

O presente trabalho faz abordagem sobre questões relacionadas sobre a higiene corporal da criança no centro infantil, sabendo que a higiene corporal é definida como ciência que visa à preservação da saúde e a preservação da doença, limpeza, asseio, etc., e também é tratada como condição para a vida saudável. A infância é uma das fases mais decisivas na construção de condutas e o centro infantil como uma instituição social é privilegiada pelo fato de poder desenvolver trabalhos sistematizados e contínuos. As crianças precisam responsabilizar-se com crescente autonomia por sua higiene corporal percebendo-a como fator de bem-estar e como valor da convivência social.



HIGIENE CORPORAL DA CRIANÇA NO CENTRO INFANTIL

A origem etimológica da palavra higiene vem do grego. É definida como ciência que visa à preservação da saúde e a preservação da doença, limpeza, asseio, etc. A higiene pessoal deve fazer parte dos hábitos diários da criança tanto em casa, quanto nos centros infantis e devem ser ensinados aos pequenos desde o inicio de seu desenvolvimento. As crianças precisam de orientação de como cuidar do próprio corpo, sendo essencial educar para a saúde contribuindo para a formação de bons hábitos e atitudes que irão fazer com que eles tenham uma vida saudável.
A infância é uma das fases mais decisivas na construção de condutas e o centro infantil como uma instituição social é privilegiada pelo fato de poder desenvolver trabalhos sistematizados e contínuos. Elas precisam responsabilizar-se com crescente autonomia por sua higiene pessoal percebendo-a como fator de bem-estar e como valor da convivência social.  Portanto, faz-se necessário contribuir com medidas práticas para que possam ter autonomia no cuidado com o corpo, como por exemplo: lavar as mãos antes das refeições e após as eliminações, limpeza de cabelos e unhas, higiene bucal e banho diário. É fundamental que elas conheçam bons hábitos, mas não basta apenas informá-los, é preciso trabalhar a aquisição desses hábitos, para que dessa forma possam desenvolvê-las.

Higiene corporal da criança

É durante a infância que se deve aprender a cuidar do próprio corpo. A responsabilidade de ensinar é dos pais, em primeiro lugar, mas a escola também tem a obrigação de apoiar essa fase tão importante da formação das crianças.
Em princípio, os pequenos devem conhecer o próprio corpo para entender a importância de cada hábito higiênico que vão adquirir. Os pais devem criar uma rotina, como: antes de se sentar à mesa, devem lavar as mãos; antes de se deitar, devem escovar os dentes e usar o fio dental. Com o tempo, eles vão se acostumar a essas atividades e vão fazê-las sem pensar.
Porém, eles devem entender o motivo de todas essas coisas. Os pais têm que conversar com seus filhos e esclarecer as razões dessas obrigações com a limpeza corporal, de forma simples e usando uma linguagem que eles entendam. É preciso dizer, por exemplo, que lavar e pentear os cabelos não permite que os piolhos se proliferem ou ainda que as cáries danificam os dentes. Então, devemos escová-los e usar fio dental várias vezes aos dias para evitar problemas.
Se na escola as crianças recebem apoio de maneira mais descontraída, ouvindo historinhas e assistindo a teatro de fantoches, elas captam a mensagem com mais precisão. Por isso os métodos pedagógicos devem chamar bastante atenção, nesse sentido.

O que a criança deve aprender sobre a higiene

Lavar as mãos antes das refeições, depois de usar o banheiro e quando chegar da rua. Até os quatro anos, os pais devem levar a criança para lavar as mãos. Depois dessa idade, podem apenas reforçar o recado, mas deixando que o façam. Lembre-se de ensinar cada passo – água, sabão, enxaguar e enxugar.
Pentear os cabelos. Para os meninos, essa tarefa é mais fácil; as meninas precisam de mais atenção, até pelo, menos sete ou oito anos de idade para lavá-los e penteá-los. O importante é ensinar desde cedo a pentear o cabelo ao acordar e depois do banho.
Tomar banho. É preciso que a criança tenha uma hora marcada para tomar o banho e seus utensílios (sabonetes, xampu, condicionador e toalhas) devem estar sempre ao seu alcance quando estão aprendendo a tomar banho sozinhas. Os pais devem mostrar a maneira certa de lavar as partes íntimas, os pés e todo o corpo. Elas precisam de auxílio até uns seis anos, quando podem exercer essa atividade totalmente sozinhas.

A garantia de saúde e a pureza

O papel de higiene na prevenção de doenças inflamatórias dos órgãos genitais externos é muito alta. A principal causa destas doenças é precisamente a inobservância das regras básicas de higiene pessoal. Tenha em mente que a área genital deve ser sempre limpo, seco e bem ventilado, além disso, não precisa evitar a hipotermia ou superaquecimento. Alguns lavar a criança como um todo, em qualquer caso, sem tocar os órgãos genitais, enquanto outros acreditam que a criança precisava de orelha a concerte lavados diariamente com sabão.
Sabão
Para a higiene dos órgãos genitais devem ser utilizados apenas os fundos especiais ou sabão da criança. O uso de sabonetes antibacterianos, econômicas e produtos para cuidados pessoais para adultos não são completamente aceitáveis para a higiene infantil.

Higiene bocal dental

Os educadores devem explicar a maneira correta de fazê-lo, como escovar a língua e de que forma usa-se o fio dental. Atenção: nos primeiros dias, fique olhando para ver se seu filho faz certo; depois o deixe fazer sozinho, mas fiscalize, veja se está bem feito. Depois de um tempo, quando vir que ele desempenha bem essa função, pode deixá-lo fazer totalmente sozinho.

Higiene da mão

- Lavar as mãos com água e sabonete em abundância e ensine as crianças a fazer o mesmo ao chegar à creche, antes das refeições, depois de ir ao banheiro ou de trocar a fralda e na volta do parque. A limpeza deve incluir as palmas, os dorsos, todos os dedos, as unhas e os punhos. 
- Para a secagem, dê preferência a toalhas de papel descartáveis. Se apenas as de tecido estiverem disponíveis, garanta que sejam para uso individual. Nesse caso, é fundamental que sejam trocadas com frequência a fim de serem lavadas e secas antes de serem usadas novamente. 
- Combine com todos os profissionais da creche envolvidos no preparo e na manipulação dos alimentos servidos que eles lavem as mãos em pias específicas para a tarefa. 
- Oriente a comunidade - o que inclui os pais dos bebês - a limpar as mãos ao entrar na creche, com água e sabão ou com álcool gel.
Os olhos 
Os olhos são órgãos muito delicados e que exigem cuidados especiais. Devem ser limpos com soro fisiológico e para isso deve utilizar compressas esterilizadas macias (uma para cada olho). O movimento de lavagem deve ser no sentido de dentro para fora, ou seja, do canto nasal para a orelha, num movimento único. É muito fácil um bebé desenvolver uma conjuntivite  (inflamação da conjuntiva ocular, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular - o branco dos olhos - e o interior das pálpebras), dado que o canal lacrimal, que se encontra no canto nasal do olho e drena as lágrimas e as secreções até ao nariz, é pequeno e entope com alguma frequência. Por outro lado, alguns bebés nascem com um aperto fisiológico do canal lacrimal (dacriostenose) e devido a isso, têm conjuntivites frequentes. Neste caso e se as conjuntivites forem frequentes e não melhorarem terá que procurar a ajuda de um Oftalmologista.
O ouvido 
O ouvido é um sistema extremamente complexo, o primeiro dos cinco sentidos que se desenvolve no feto e que lhe permite o primeiro contacto com o mundo. Há um ditado popular que diz que “não se deve pôr nada nos ouvidos que seja mais pequeno que… um cotovelo”. A utilização de cotonetes e outros objectos semelhantes constituem um risco porque estes não limpam, mas sim empurram a cera e compactam-na, formando rolhões espessos e duros que são difíceis de remover e que podem causar a oclusão do canal auditivo. Por outro lado, existe também o risco de, num movimento mais brusco poder furar-se o tímpano ou magoar-se o canal auditivo. A utilização dos aspiradores de secreções também pode não ser uma boa escolha pois além de provocarem dor, podem lesar o tímpano, se a pressão for demasiada. A cera que o canal auditivo externo produz é um óptimo mecanismo de defesa, e ajuda a proteger o ouvido médio e interno das infecções externas. Ao contrário do que possa parecer ter cera não é sinónimo de falta de higiene. A cera é, além de um mecanismo de limpeza, um sinal de que o canal auditivo está a fazer bem uma das suas funções, que é manter-se permeável e limpo para que o som chegue bem à membrana do tímpano. A água que durante o banho possa entrar no ouvido do bebé também acaba por sair naturalmente. Quando muito, poder-se-á limpar a parte de fora do ouvido (a orelha e pavilhão auditivo) mas com muito cuidado para não causar lesões. A cera geralmente tem um aspecto amarelado e pegajoso mas se notar que apresenta outra cor, com aspecto viscoso e cheiro fétido poderá tratar-se de uma otite e aí deverá procurar ajuda médica.
O nariz
O nariz é um órgão muito vascularizado porque uma das suas funções é assegurar, mesmo nos dias mais frios, o aquecimento do ar que por ele passa. As paredes do nariz são constituídas por ossos, os cornetos, que são uns autênticos aquecedores de resistência. É devido a isso que quando fazemos um traumatismo nasal, mesmo que este seja pequeno, sangramos logo e o nariz incha. O nariz do bebé é particularmente sensível e, á nascença, vem preparado para um ar que não é o nosso (um ar sem poluição, sem ares condicionados e aquecimentos, com temperaturas e humidades naturais. Devido a isso, até se adaptar, fica inflamado e com secreções. Todos os bebés passam por isto, embora uns mais do que outros. Deve ter muito cuidado com a higiene do nariz. Tenha em atenção que se se magoarem as narinas, o bebé passará a respirar pior, além de se “encher” de ar quando mama, aumentando os soluços e as cólicas. Para limpar o nariz deve utilizar soro fisiológico para lubrificar e amolecer as secreções e, de seguida, limpar aquelas secreções que estão mesmo à beirinha, com a ajuda da ponta de uma toalha macia ou de um cotonete, mas sem o introduzir no nariz.
Portanto faz-se necessário contribuir com medidas práticas para que as crianças possam ter autonomia no cuidado com o corpo, como por exemplo, lavar as mãos antes das refeições e após as eliminações, limpeza de cabelos e unhas, higiene bucal e banho diário; favorecendo assim a saúde individual e coletiva. Deveríamos ter motivos desde criança até quando idosos em nos preocupar com a higiene do nosso corpo e só assim teríamos uma boa saúde e retardaríamos as doenças e a velhice precoce. Nestas circunstâncias, os espaços de Educação Infantil e seus educadores, são fontes inesgotáveis de conhecimento para as crianças, pois é através do ambiente e principalmente do educador que esta lhe acompanhando, que a criança recebe estímulos para elaborar suas Hoje podemos perceber pelas características e demandas da atual sociedade, que as tarefas de cuidar e de educar não podem ser dissociadas.




CONCLUSÃO

Em suma chegamos a conclusão que de acordo com os requisitos contidos as crianças no centro Infantil percebem que com o auxílio de um adulto responsável, elas conseguem desenvolver atividades como: cuidar da higiene do corpo.  É na fase da Educação infantil que as crianças passam a ter um melhor conhecimento acerca das partes do seu corpo. Com base neste contexto e através de esquemas orientados pelos conteúdos de ciências naturais como os de natureza e sociedade, pretendemos iniciar um estudo sobre como trabalhar a Higiene Pessoal na Educação Infantil.  É relevante saber que a curiosidade e a observação são características predominantes no perfil da criança em geral, essas características são evidenciadas principalmente nas crianças que estão na Educação Infantil. Portanto, com a interação cotidiana, a criança observa e busca compreender o mundo a sua volta, tanto no que diz respeito ao mundo físico como também o mundo social.



BIBLIOGRAFIA

BOGUS, C.M. et al. Cuidados oferecidos pelas creches: percepções de mães e educadoras. Rev. Nutr., 20(5):499-514, set./out., 2007.
NESTI, M.M.M.; GOLDBAUL, M. As creches e pré-escolas e as doenças transmissíveis. J Pediatr., 83(4):289-312, 2007.