sábado, 5 de setembro de 2015

Projecto de Pesquisa - os elementos da avaliação contínua

INTRODUÇÃO
O presente trabalho tem como principal finalidade abordar sobre, avaliação contínua como método no processo de ensino – aprendizagem. No 1º ciclo do ensino secundário, sendo o ponto crucial de reflexão a respeito do projecto, no que concerne a aplicação do mesmo com base no caso identificado pelo qual o projecto foi elaborado. Visto que nos tempos modernos, tornou-se evidente que o grau de aprendizagem está relacionado com a avaliação como método de ensino utilizado, está também relacionado com o conteúdo, os objectivos de ensino – aprendizagem, as experiências dos estudantes.
Uma vez, que avaliação destina – se a apurar os conhecimentos dos alunos, a sua aptidão para a investigação e a prática jurídica, o seu espírito crítico, a sua capacidade de elaboração pessoal e de solução de problemas, bem como o seu domínio da exposição escrita e oral.
A avaliação é actividade pedagógica inseparável do ensino teórico e prático.
A avaliação é um processo contínua de pesquisa que visa interpretar os conhecimentos habilidades e atitudes dos estudantes, tendo em vista as mudanças esperadas no comportamento a fim de que haja condições de decidir sobre alternativas do planeamento do trabalho do professor e da escola. Isto é segundo a afirmação do Piletti onde vai basear – se o projecto aquando da avaliação continua que realiza – se em sob turmas, cada uma das quais com o máximo de 25 e, excepcionalmente, de 30 estudantes.
 TEMA DO PROJECTO DE PESQUISA
Avaliação contínua na Escola do Iº Ciclo do Ensino Secundário nº 2068.
TÍTULO DO PROJECTO DE PESQUISA
Avaliação contínua como um método no processo de ensino – aprendizagem, caso concreto da instituição escolar n.º 2068 em Luanda – Ramiro.
FORMULAÇÃO DO PROBLEMA DO PROJECTO DE PESQUISA
Quais são os elementos da avaliação continua como um método no processo de ensino – aprendizagem, caso concreto da instituição escolar n.º 2068 em Luanda – Ramiro.
FORMULAÇÃO DE HIPÓTESES DO PROJECTO DE PESQUISA
·                O aumento de insatisfação de estudantes a nível da sala de aula.
·                A falta de aplicação do conhecimento pedagógico e metodológico ao longo da sua formação.
DELIMITAÇÃO DO TEMA DO PROJECTO DE PESQUISA
O presente tema em abordagem é de carácter referencial aquando do caso concreto da instituição escolar nº 2068 que está localizada na Província de Luanda, Município de Belas, Comuna de Ramiro.
O estudo será feito na instituição escolar n.º 2068 em Luanda – Ramiro.
RELEVÂNCIA DO TEMA DO PROJECTO DE PESQUISA
A crescente capacidade humana de modificar ou determinar suas condições de vida tem sido responsável pelo contínuo progresso e crença no futuro. Desenvolver esta capacidade tem sido um dos objectivos permanentes da educação. Mas desde a Revolução Industrial, e de forma mais intensa desde as revoluções subsequentes, a ânsia humana pelo progresso se tornou mais persistente e deliberada. É neste contexto que a educação para o progresso e desenvolvimento emergiu com um dos principais objectivos da educação.
A educação sendo um direito para todos os cidadãos, constitui um processo que visa preparar o indivíduo para as exigências da vida política, social cultural e até económica. Durante vários séculos e abrangeu os dias de hoje o sucesso e o insucesso da aprendizagem do aluno são determinados pela realização de provas escritas que de facto não permite sempre ao professor conhecer as potencialidades e capacidades dos estudantes.
A situação na instituição escolar n.º 2068, mas concretamente na 7ª classe é um caso dramático e preocupante muitas delas transformaram – se em autênticos antros de vícios e de maus exemplos, onde alguns professores, de educadores, se converteram em sedutores, corruptores e vendedores de notas e certificados, condenando os alunos à preguiça mental e a ignorância perene. Mas então o que é que está na base desta condenação dos alunos claro que é porque os professores não valorizam a avaliação continua como um método de ensino. E constatou-se que até aqui ainda existe professor que as suas aulas não é administrada com base no plano de aulas, e que caso de género em que leva alguns docentes darem as suas aulas sem planificar o que é necessário para os decentes, e partir da mesma criar uma avaliação entorno dos mesmos alunos. Desta feita compreendo de que esse processo deve merecer as maiores reflexões uma vez que a avaliação continua como método é praticamente parte integrante no processo de ensino e aprendizagem capaz de fornecer ao professor informação sobre determinada virtude e impacto do seu trabalho feito através da existência dos alunos no cumprimento dos objectivos.                                                                        
O professor deve sentir-se transformado para que posteriormente transformar os seus alunos de potenciais em convictos de indiferentes e insensíveis a vibrantes e conscientemente actuantes. Sendo a escola a base para socialização do aluno é necessário que a educação como o processo de ensino e aprendizagem tem de ter uma forma de avaliação continua como método adequado para se saber melhor a capacidade de assimilação do aluno, visto que permite identificar a relação existente entre a compreensão da matéria na teoria e pratica, pois que se um professor não avaliar bem o aluno automaticamente o aluno também pode igualmente fazer o mesmo visto que o aluno tem sempre a tendência de imitar o professor principalmente as coisas uma avaliação feita numa vertente negativa por ele praticada o qual lhe serve como fonte de inspiração. Afinal mente como conseguir êxito nesta importante tarefa de formação e transformação de mentalidade, assim sendo devem então ser formados os alunos e avaliado, para desenvolverem com êxito esta sua tarefa tão delicada, por isso que é necessário fazer seminários para que o futuro professores venham efectivamente a constituir-se em divulgadores convictos e convincentes do comportamento positivo. 
Este projecto de pesquisa procura responder os componentes que constituem a avaliação contínua como um factor decisivo na tomada de determinada decisão no processo de ensino sendo um caso concreto na instituição escolar nº 2068 em Luanda – Ramiro.
Logicamente o professor deve ter vários métodos de avaliação do aluno para possível mudança aquando da avaliação contínua como método e fazer melhor escolha de um método avaliativo que se corresponde com a capacidade, criatividade e desenvolvimento cognitivo, intelectual do aluno na sala de aula.
OBJECTIVO GERAL DO PROJECTO DE PESQUISA  
Reflectir a avaliação continua como um método indispensável no processo de ensino – aprendizagem. Caso concreto da instituição escolar nº 2068 em Luanda – Ramiro.
OBJECTIVOS ESPECIFICOS DO PROJECTO DE PESQUISA
·                    Desenvolver harmoniosamente as capacidades, intelectuais dos alunos em detrimento da avaliação contínua como método, para determinação do nível psicológico, cognitivo do aluno. Caso concreto da instituição escolar nº 2068 em Luanda – Ramiro.
·                Dinamizar a avaliação continua como método inesquecível no processo de ensino – Aprendizagem. Caso concreto da instituição escolar nº 2068 em Luanda – Ramiro.
·                Promover o desenvolvimento da consciência da avaliação contínua como método, crucial no processo de ensino e aprendizagem. Caso concreto da instituição escolar nº 2068 em Luanda – Ramiro.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DO PROJECTO DE PESQUISA
Educação (cit. Nérici, I, G – educação Ensino – Ibrasa, p.10) é o processo que visa desenvolver as virtualidades do indivíduo, em contacto com a realidade, a fim de leva-lo a actuar na mesma com conhecimento, eficiência e responsabilidade, tendo em vista atender as necessidades e aspirações da criatura humana, de natureza pessoal, social e transcendental.
Educação segundo nº1 do artigo 1º constitui um processo que visa preparar o indivíduo para exigências da vida política, económica e social do país e que se desenvolve na convivência humana, no ciclo familiar, nas relações de trabalho nas instituições de ensino e de investigação científica – técnica nos órgãos de comunicação social, nas organizações filantrópicas e religiosas e através de manifestações culturais.
O sistema da educação é o conjunto de estruturas e modalidades, através das quais se realiza a educação, tendentes a formação harmoniosa e integral do indivíduo, com vista à construção de uma sociedade livre, democrática, de paz e progresso social.
A luz da constituição da República de Angola segundo artigo 35º nos seus nº 6 até o nº 7 e o seu artigo 79º em conformidade com a Lei nº 13/01 de 31 de Dezembro artigo 1º e 2º nº3, alega que a educação constitui um processo que visa preparar o indivíduo para as exigências da vida política, económica e social, do país e que se desenvolve na convivência humana, no circulo familiar nas relações de trabalho, nas instituições de ensino e de investigação científica – técnica nos órgãos de comunicação social, nas Organizações comunitárias nas organizações filantrópicas. (Constituição Nacional, 2001)
Com base nos procedimentos da instituição é importante termos em conta modo da avaliação contínua termos alguma ideia e percepção de como tem sido desenvolvida a educação crianças e jovens nas nossas comunidades rurais. A educação nessas comunidades é essencialmente uma educação não formal.
A educação formal pode ser resumida como aquela que está presente no ensino escolar institucionalizado, cronologicamente gradual e hierarquicamente estruturado, a que tem lugar nas escolas, colégios e instituições de ensino superior, tendo currículos e regras de certificação claramente definidos. A educação mas formal, porém, define – se como processo de aprendizagem social que, normalmente, se realiza fora dos quadros do sistema formal de ensino onde a criança, o jovem adquire e acumula conhecimentos, através de experiencia diária em casa, no trabalho e no lazer (Kundongende, 2013, p. 51).
A avaliação contínua, ser feita com base os parâmetros educacionais como a educação atempada;
A educação tradicional investe muito no desenvolvimento educacional, no sentido em que desde criança começam mostrar o que é bom e o que é mau. Preparam desde hoje o homem de amanhã. Daí que todos os adultos conhecem as normas e procedimentos que conduzem a vida social. “ pau não endireitado, enquanto verde, já não pode sê-lo depois de seco, a criança não ensinada em pequena, quando crescida, não te obedece.
Companhia como avaliação contínua no processo de ensino – aprendizagem, a educação tradicional dá muita importância a companhia. Já lá diz o ditado português: diz – me com quem tu andas e dir-te-ei quem és. As crianças desde cedo acompanham a mãe e o pai e aprendem nesse caminhar tudo o que os padrões exigem. A teia de relações entre irmãos e companheiros da mesma idade ou mais velhos constituem a escola da vida onde se aprendem as regras de jogo das hierarquias etárias e da lei do mais forte. Talvez, por isso, seja tão apetecido ter um irmão a quem carregar ou a/em quem mandar, ou um companheiro com quem aprender. (Kundongende, 2013, p.56)
A educação é o trabalho da consciência, logo, leva muito tempo, porque trata-se de transformação e não de simples mudança. A mudança é um salto, uma operação mecânica, mas a transformação é um processo muito complexo. A consciência é o que de mais complexo há na natureza, portanto lidar com ela é de uma complexidade do mesmo nível.
Podemos ter muitas pessoas nascidas, muitos prédios, estradas em pouco tempo e na qualidade que pretendemos, porque é mais simples controlar a sua qualidade e mesmo com ajuda de meios tecnológicos avançados. O mesmo já não acontece com a transformação da consciência que deve ser vista de dois pontos de vista: filogenético e Ontogenético, vendo o homem que nasce, cresce e se desenvolve, estando sujeito a influência do meio em que vive, das pessoas, da socialização. Filogenético é termos em conta a evolução da consciência social, das gerações, vendo as mutações de geração em geração. Estes dois pontos são os que os professores devem levarem em conta na avaliação contínua como método de ensino – aprendizagem.
O que é necessário é que as novas gerações de professores sejam formadas dentro desses parâmetros e compreendam o papel que lhes estará destinado como formadores de consciências.
Para se levar a cabo esta tarefa não podem a escola e o professor avançar sozinhos. É preciso a participação e a conjugação de vários esforços da sociedade em geral, particularmente da família.
O professor ao ensinar encontra alunos que, como cidadãos, estão ligados ao seu meio, ao seu passado, à sua família, amigos, colegas e outros membros da sociedade e pertence, assim, a um grupo social. Ele está ligado a este pela comunidade de interesse, assimila a sua ideologia e os seus valores morais e culturais. Numa palavra, desde o começo até à altura que chega as mãos do professor, ele está em estreita comunicação com os outros, numa colectividade a que vinculam múltiplas relações.
Sendo assim o professor na implementação da avaliação continua como método deve ter em conta estes aspectos ligados ao meio social, familiar (as condições financeiras condicionam o desenvolvimento intelectual aquando da pouca assimilação da matéria dada pelo docente).
Há um divorcio na maioria dos casos entre a escola e a vida pratica real dos jovens. Professores há que, ao ensinarem os alunos, fazem no como se nenhuma relação tivesse com a nossa realidade social, com a nossa vida, a nossa existência real. Os alunos aprendem de cor as leis, definições, conceitos, categorias, etc., sem reflectirem para quê lhes pode servir este conhecimento, não conseguindo levar à prática, à vida real e concreta, não actuando, não agindo em conformidade com ela. Com isso, não é possível criarem – se algumas convicções e quando algumas se criam, não se tornam firmes nem duradoiras. Trata-se de uma disciplina da escola e para o professor. Para o aluno trata-se de obter uma nota para poder passar, transitar de classe e conseguir o diploma para ser exibido.
A avaliação deve ser feita com base no meio, visto que o meio é a fonte directa dos seus pensamentos, conhecimentos, experiências, estado de ânimo e motivações e inspiração dos actos. A consciência não pode ser nunca outra coisa que não seja o ser consciencializado.
O carácter e o comportamento do aluno são determinados pelas condições sociais em que vive, o professor deve sempre fazer a avaliação levando em consideração no que tange as mesmas condições sociais e não somente psicológicas se for assim pode se ocasionar a mutilação do aluno. (Kundongende, 2013, p.93-94 e 95)
Segundo (Piletti, 2010, p. 188) a avaliação é um processo contínuo de pesquisas que visa interpretar os conhecimentos, habilidades e atitudes dos alunos, tendo em conta as mudanças esperadas no comportamento a fim de que haja condições de decidir sobre alternativas do planeamento do trabalho do professor e da escola. É afirmação do Piletti que vai basear este projecto, de que a avaliação deve ser de carácter contínuo para fornecer ao professor a condição de decisão, já que há muitos factores que podem influenciar no rendimento do aluno.
A avaliação funciona como base de todo o processo de ensino – aprendizagem, pois, além de permitir fazer a verificação dos resultados conseguidos, é a ferramenta que possibilita regular todo este processo (Inglês, 2006,p. 62). Para a mesma autora diz que:
A avaliação constitui o último passo do processo de ensino – aprendizagem porque ela funcionará quer para o professor, quer para o aluno, como um instrumento que lhes irá permitir fazer a sua própria análise dos resultados obtidos com o trabalho realizado.
Com a implementação da avaliação contínua permite conhecer as características do aluno em todas as suas dimensões com o fim de se verificar onde se enquadram as suas características dentro das necessidades educativas do aluno (Correia, 2010, p. 136). A avaliação está presente em todo o processo de aprendizagem (Freitas, Sole, & Pereira, 2010).
Assim se processa o papel decisivo do meio na formação da personalidade do aluno. A essência social do aluno na qualidade de homem consiste na essência daqueles fenómenos sociais que ele assimila processo da sua actividade vital e que se exprime no seu comportamento.
A questão complica – se quando, como acontece hoje, sob a influência de diversas circunstâncias o aluno não aprendeu atitudes e valores positivos.
As modificações essenciais do meio social ocasionam também modificações correspondentes nas características das pessoas. Mas a tese sobre o papel determinante do meio social na formação da essência social do aluno não diminui a importância da actividade da pessoa, nem o êxito da acção educativa, do papel do professor.
O aluno não fica indiferente perante o profundo nexo desses factos. Na realidade acolhe e vive acontecimentos passados como se fossem do presente adopta uma atitude nitidamente critica de tal forma que, mesmo numa avaliação com base numa leitura amena, a convicção pessoal do professor e sua capacidade de transmitir esta convicção aos seus alunos é um factor educativo primordial.
Não existem meios prontos e preparados de antemão que permitam convencer os alunos num momento da avaliação contínua da instituição escolar nº 2068 a sua própria experiencia de vida e de professor deve sugerir como conseguir este efeito.
Não devem os alunos ter a menor dúvida a respeito da sinceridade e idoneidade do professor. Para tal, ele tem de demonstrar autoridade, competência científica e disciplina sem as quais não se concebe a formação necessária e avaliação continua indispensável
Uma das premissas fundamentais para que a lição do professor seja realmente convincente é o conhecimento profundo da matéria, o trabalho incansável de conhecimento e pesquisa indispensável para ele permanecer na vanguarda da ciência e dos conhecimentos que transmite.
Ao mesmo tempo, os conhecimentos do professor, por mais profundos e variados que sejam, sempre são incompletos e insuficientes.
O professor precisa de analisar e fomentar com frequência a discussão com os alunos sobre as contradições e as dificuldades da vida não só à escola da sociedade em geral, mas também numa escola mais estreita, todos esses aspectos são necessários para que se faça uma avaliação contínua que possa ser baseada nas qualidades psicológicas do próprio professor e não somente em torno das qualidades psicológicas dos alunos com base a assimilação da matéria. A convicção do professor e a sinceridade das suas palavras são o recurso inicial mais certo para despertar o interesse pessoal dos alunos. Sem despertar, desenvolver e consolidar o interesse pessoal dos alunos. De cada aluno, em relação à vida, é impossível conseguir a transformação dos conhecimentos que ele recebe em convicções morais que são a verdadeira energia, o combustível para as acções e comportamentos morais na avaliação. (Kundongende, 2013, p. 98 à 99)
O aluno ganha as suas formas de comportamento, de pensar e de sentir, graças a esta influência. Isto exige conhecimento de psicologia e pedagogia aos quais o professor deve fazer recurso para poder compreender determinadas atitudes e tomadas de posição dos seus alunos, e saber orientá-los convenientemente. Estas mudanças nestas idades fazem despertar num adolescente a tendência de discutir e aplicar a sua inteligência a tudo que lhe surge. O professor deve saber orientar cientificamente os alunos de modo a educar a sua forma de se exprimir, orientar o seu raciocínio e fazer da sua expressão ainda imatura e imperfeita uma linguagem correctamente estruturada, levar o seu pensamento perscrutador a analisar autonomamente os fenómenos e as situações da vida.
Princípios e métodos pedagógicos de avaliação, a discrição a seriedade do processo evidencia-se sobretudo na discrição. Cavaco Silva dizia que prefere discrição nos actos e visibilidade nos resultados. É exactamente isto que perdura no processo pedagógico tradicional. Os actos educativos são geralmente em ciclos fechados, mas os efeitos são observados na vida prática.
Os principais métodos utilizados na avaliação contínua são:
1.         Observação (os rapazes e raparigas aprendem tudo o que os adultos fazem)
2.         Experimentação (através da imitação)
3.         Explicativo (no jango os mais velhos explicam aos jovens os perigos da vida)
4.         Conversação (os adultos conversam constantemente com os jovens).
 O método de ensino tem para o professor a mesma importância que o telescópio para um astrónomo e o microscópio para um biológico.
Portanto, tem que ser também o professor do futuro que forma o homem do futuro, ou seja, o formador do novo cidadão tem que ser ele primeiro o novo no que tange o enquadramento do contexto actual pedagógico de avaliação continua (Kundongende, 2013, p. 56- 57 à 100).
Segundo o Regulamento de Avaliação da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa, no seu artigo 2º n.º 1 diz que a avaliação refere-se exclusivamente a cada aluno, sendo este um carácter individual.
Já o nº 2 diz que só são admitidos a provas de avaliação os alunos que tenham a sua situação de frequência escolar regularizada.
Artigo 3.º fala sobre a avaliação por disciplina, nº1 diz que avaliação é feita por disciplina, anual ou semestral, em que o aluno esteja inscrito.
O nº 2 diz que as disciplinas anuais de carga horária reduzida têm o mesmo valor que as cadeiras semestrais.
O nº 3 diz que é nula qualquer prova de avaliação realizada por aluno não inscrito.
Artigo 4.º fala sobre o sistema de avaliação, diz que a avaliação faz-se através de:
a)        Sistema A de avaliação contínua durante o ano ou o semestre, completado por exame final;
b)        Sistema B, de apenas exame final.
Artigo 5.º fala sobre avaliação contínua. Diz que avaliação contínua assenta no diálogo pedagógico ao longo das aulas, tendo como pressuposto a participação assídua, interessada e activa dos alunos.
Artigo 8.º fala sobre avaliação em disciplinas atrasadas no seu nº 1 diz que, na medida do possível é assegurada avaliação contínua em disciplinas em que os alunos não tenham obtido aprovação no ano ou nos anos anteriores.
Artigo 12.º fala sobre resultado da avaliação no seu nº 1 diz que, avaliação é sempre expressa em classificação numérica, numa escola de vinte valores.
No nº2 diz que as classificações numéricas têm as seguintes correspondências:
·                    0 a 6, Mau
·                    7 a 9, Medíocre
·                    10 a 13, Suficiente
·                    14 a 15, Bom
·                    16 a 17, Bom com distinção
·                    18 a 20, Muito Bom, com distinção.
No nº3 diz que a classificação inferior a 10 valores é considerada classificação negativa.
Artigo 13.º fala sobre a unidade de avaliação, no seu nº1 diz que, avaliação continua realiza-se em sob turmas, cada uma das quais com o máximo de 25 e, excepciona mente, de 30 alunos.
Artigo 14.º fala sobre o serviço nas unidades de avaliação, no seu nº1 diz que compete ao regente da disciplina a direcção do serviço nas sob turmas.
No nº2 diz que o serviço é cometido a assistentes estagiários e, a título excepcional, na falta de uns e outros, a monitores coordenados por assistentes.
Artigo 15.º fala sobre a distribuição do serviço, o mesmo artigo diz que, a distribuição do serviço nas sob turmas é feita até oito dias do início das aulas teóricas nas diversas disciplinas, sendo afixada nos locais de estilo e transmitida aos serviços escolares.
Artigo 16.º fala sobre, o trabalho em unidades de avaliação, no seu nº 1 diz que, o trabalho em sob turmas abrange a exposição e a discussão de temas, o comentário de textos, a apreciação de relatórios, a resolução de casos práticos, e, necessariamente, a realização de um teste escrito obrigatório e um optativo numa disciplina semestral e de dois testes obrigatórios e um optativo numa disciplina anual.
No seu nº 2 diz que, são incentivados trabalhos em grupo, sem prejuízo do carácter meramente individual da avaliação.
Artigo 17.º fala sobre, o plano de trabalho, no seu nº1 diz que no início das aulas de sob turmas, o regente da disciplina em conjunto com os assistentes e assistentes estagiários em serviço na mesma e com o acordo prévio do professor coordenador, elabora o plano de trabalho das sob turmas, de forma a assegurar a harmonização de métodos de ensino e avaliação.
No seu nº 2 diz que o plano é distribuído aos alunos, por escrito, conjuntamente com o programa e a indicação da bibliografia fundamental da disciplina.
Artigo 18.º fala sobre, a assiduidade, no seu nº1 diz para que um estudante tenha classificação de avaliação de contínua numa disciplina tem de estar presente em dois terços das aulas efectivamente ministradas nas respectivas sob turmas.
No seu nº2 diz que, não se considera falta a não comparência a aula que se inicie dez minutos depois da hora prevista.
No seu nº3 diz que, em cada disciplina e em cada sob turma existe uma folha de presenças dos alunos, devidamente assinada em cada aula pelo respectivo docente ou monitor.
Artigo 21.º fala sobre, classificações da avaliação contínua, no seu nº1 dizem que, as classificações de avaliação contínua em cada disciplina e em cada turma são determinadas em reunião de todos os docentes aí em serviço, presidida pelo professor coordenador.
No seu nº 2 diz que, as classificações sejam superiores ou inferiores a 10 valores, constam de pauta assinada pelo professor coordenador e são entregues nos serviços escolares até ao último dia das aulas do semestre ou do ano lectivo, (REGULAMENTO AVALIAÇÃO, 2003).
No seu nº3 diz que, as entregues até às 12 horas são afixadas no próprio dia e as entregues até às 17 horas no dia imediato.
O artigo 22.º fala sobre, passagem ao sistema B, no seu nº1 diz aluno que não obtiver classificação igual ou superior a 10 valores na avaliação contínua passará ao sistema B.
Já no seu nº2 diz que os serviços escolares tomam conhecimento da passagem ao sistema B através da entrega da pauta referida no n.º 2 do artigo 21.º
O artigo 23.º fala sobre, número de aulas de sob turma, no seu n.º 1 diz que até ao termo do semestre ou do ano lectivo, os professores coordenadores informam o Conselho Directivo do número de aulas leccionadas em cada sob turma da respectiva disciplina.
O n.º2 diz que se por qualquer causa excepcional, não forem leccionadas dois terços das aulas os seus alunos serão admitidos a prova oral se obtiverem classificação, pelo menos, igual ou superior a 5 valores na prova escrita e serão dispensados da prova oral se na prova escrita obtiverem classificação igual ou superior a 12 valores.
Já no seu n.º3 diz que no caso previsto no número anterior, não podem ser dadas notas de avaliação contínua, (REGULAMENTO DE AVALIA, 2003).
METODOLOGIA DE PROJECTO DE PESQUISA
A metodologia é parte de uma ciência que estuda os métodos aos quais ela própria recorre. Segundo o (Azevedo & Azevedo, p. 29) A observação é a técnica por excelência para estudar fenómenos através das manifestações comportamentais. A observação pode ser vista de duas formas, a participada e a não participada.
Método é um procedimento, ou seja um conjunto de processos necessários para alcançar os fins de uma investigação (Graf, 2012).
A pesquisa é uma actividade voltada para a solução de problema utilizado um método para investigar e analisar essas soluções buscando também algo novo no processo de conhecimento. É procurar uma informação que não se sabe e que se precisa saber, (Martins, 2004, p. 139).
RESULTADOS ESPERADOS DO PROJECTO DE PESQUISA
Tendo em conta a elaboração do projecto de pesquisa aquando da sua implementação na instituição escolar n.º 2068, nesta ordem de ideia são esperados os seguintes resultados tais como:
1º) Resultado esperado, a dinamizada a avaliação contínua como método no processo de ensino – aprendizagem, no primeiro (1º) ciclo do ensino secundário.
2º) Resultado esperado, melhorado o sistema de avaliação contínua como método, no processo de ensino – aprendizagem, no primeiro (1º) ciclo do ensino secundário.
3º) Resultado esperado, aumentado o índice de satisfação nos alunos da 7ª classe da instituição escolar n.º 2068 em Luanda – Ramiro, em detrimento da boa consideração da avaliação contínua como método de ensino – aprendizagem, por parte dos docentes e discentes.










CRONOGRAMA DE ACTIVIDADE DO PROJECTO DE PESQUISA
ACTIVIDADES
Abril
Maio
Junho
Recolha de Informações
3ºsem

×
4ºsem

×
1ºsem
2ºsem
3ºsem
4ºsem
1ºsem
2ºsem
3ºsem
4ºsem
Tratamento dos Dados


×
×
×
×




Correcção do projecto pelo Orientador






×
×
×

Reelaboração do projecto








×
×
Entrega do projecto ao orientador.









×

Aprovação do projecto pelo orient.
























REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Angola, R. (2010). Constituição Luanda: Imprensa Nacional.
Freitas, M, L, Solé, G. S, & Pereira, S. (2010). Metodologia de História. Luanda: Plural Editores.
Graf, A. V. (2012). Manual para elaboração de Projecto de Pesquisa das Faculdades Integradas de Itapetininga. São Paulo: Itapetininga.
Inglês, R.(2006). Guia do Professor. História 7ª Classe. Luanda: Texto Editores.
Piletti, C. (2010). Didáctica Geral (24 ed.). São Paulo: Ática.
Lisboa, (2003). Regulamento de Avaliação.

Kundongende, (2013). Crise e Resgate dos Valores Morais, Cívicos e Culturais na Sociedade Angolana. 

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

A Importância da Educação Pré-Escolar Em Angola

ASSUNTO: A Importância da Educação Pré-Escolar Em Angola

O processo pelo que o ser humano se torna membro do seu grupo e hoje, em dia, um processo complexo que passa por várias fases técnico-formais, que definem o crescimento e desenvolvimento humano.
         A educação pré-escolar, entendida no contexto de socialização da criaça constitui aquela fase que proporciona à criança o esqueleto cultural para se definir como ser humano em crescimento.
         Toda a educação pré-escolar dada à criança é de extrema importância, uma vez que é sobre ela que se baseia o resto do crescimento e desenvolvimento do homem. Além disso, os aspectos técnico-formais respondem a essa importânciano nsentido de levar o ser humano ao crescimento consciente.
         O atendimento à criança de 0-6 anos, designando-se ou fazendo parte do processo de desenvolvimento da primeira infância é uma tarefa de tamanha importância que não só envolve o grupo básico, a família, mas também as instituições macrossociológicas onde a infância é alvo de educação e cuidados.
         O trabalho que apresentamos ao Ministério da Assistência e Reinserção Social temk como objectivo colocar à responsabilidade do MINARS toda à actividade pedagógica e educativa, assistencial e orientativa, esperando que seja lançada a possibilidade de qualidade3 de educação a prestar as crianças de Angola, tomadas na sua heterogenidade existencial.
         Neste contexto é importante informar aos pais, as comunidades e o público em geral quanto as formas e importância de se proporcionar as crianças a participação em experiências de aprendizagem verdadeiramente estimulantes, duarante os primeiros 5 anos de vida.
         “A educação nda primeira infância é a que se estende desde o nascimento até a entrada para a escola obrigatória. É dispensada na família e em todos os estabvelecimentos que recebe em um ou outro momento e por razões diversas as crianças que ainda não estão submetidas a escolaridade obrigatória”.
         O nosso país, hoje mais do que nunca encara a problemática da educação na primeira infância no âmbito de uma visão alargada de educação, o que pressupõe estar em concordância com a definição das Nações Unidas com o conceito de educação de primeira infância, reforçando esta responsabilidade com base legal na implementação da lei nº 25/12 de 22 de Agosto, Lei sobre a Protecção e Desenvolvimento Integral da Criança, e assim como Os 11 Compromissos com a Criança, visando um Futuro Melhor da Criança, onde no Compromisso nº 4 reflecte a Educação da Primeira Infância.
         É de realçar que a partir de 1978, começaram a chegar em Angola as primeiras equipes de especialistas cubanos em educação pré-escolar, que conosco coperaram na formação de quadros, elaboração de materiais, normas e apoio a organização e funcionamento das instituições de infância, assim como a formação e orientação pedagógica do trabalho educativo.  
         Também outro parceiro importante de realçar é a fundação CALOUSTE GULBENKIAN, que o governo através do Ministério da Educação e o Ministério da Assistência e Reinserção Social foi firmado um acordo de coperação, no âmbito do desenvolvimento da educação e cuidados na primeira infância e melhoria da formação dos técnicos de infância, mais tarde daria lugar à reformulação dos currículos de formação de educadores, quer do nível básico como do nível médio e de outros programas que visam ao desenvolvimento da criança tendo em atenção, os domínios, afectivo-social, psicomotor e cognitivo intelectual.
         O educador é um elemento influente e agente socializante fora do lar. Razão pela qual os educadores e os pais, são os adultos cujos valores e atitudes em relação as crianças se deveram complementar, e deveram trabalhar em colaboração estreita nos centros de infância, centros de educação comunitária e centro infantil comunitário, para garantir o bem-estar e social da criança.
         Termino reflectindo convosco um extrato da sua Excelência O Engº José Eduardo dos Santos.
“Criança Prioridade Absoluta”
“Pôr a criança na agenda nacional como prioridade absoluta, considerando que ela representa o futuro de Angola que poderá estar comprometido se todos, Governo e Sociedade, não assumir o compromisso de garantir os seus direitos imediatamente...”

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

a Excisão

Introdução

Com o intuito de abordar “A Excisão," que é um ritual sacrificial de iniciação. No entanto, nota-se que, mais do que nunca, cresce a consciência de que a excisão da mulher se põe como um problema para a sua saúde física e psicológica. Desde os anos 80 essa prática foi denunciada pela Organização das Nações Unidas (ONU), que estimava em 70 milhões as mulheres mutiladas. De lá para cá proliferam denúncias que chegam aos ouvidos da comunidade internacional praticamente de modo esporádico e tímido, sem organização de luta. No entanto, a excisão continua nos" bastiões tradicionais" que defendem o paradigma de"identidade imutável" e enclausurado no esquema do poder patriarcal que explora a mulher africana. No decorrer do nosso trabalho, procuraremos centrar as nossas atenções "A Excisão como Iniciação Sexual e Religiosa em Mulheres Negra Bantu," retratando os seguintes subtemas: o conceito de excisão, os objectivos do nosso trabalho, a classificação dos tipos de excisão, as causa, os ritos de puberdade, a iniciação das meninas púberes, as mutilações sexuais, o significado sacrificial, o simbolismo religioso eficaz da iniciação, as consequências físicas e o papel da sociedade face a excisão.

Epígrafe

Se a cultura fere o seu corpo, por que preserva -Ia?
A excisão começa quando uma rapariga se aproxima da maturidade. É
drogada e submetida a mutilações na presença do grupo familiar. A operação é praticada por uma mais velha com a ajuda de uma lâmina de bambu. Consiste no corte do hímen à entrada da vagina e separação dos lábios, expondo completamente o clítoris.


Conceito

Excisão: são todos os procedimentos envolvendo total ou parcial remoção dos órgãos genitais femininos exteriores ou outras lesões para os órgãos genitais
femininos por razões culturais, de modo a que seja impossível às mulheres
posteriormente obter prazer sexual.

Objectivos

·         Defender a liberdade da mulher africana nos seus diversos aspectos;
·         Promover de forma clara a sua saúde é, certamente, um compromisso urgente e relevante.

Classificação dos Tipos de Excisão

·         A OMS e a Unicef classificaram os seguintes tipos de excisão: A excisão do prepúcio;
·         A excisão do clítoris;
·         A excisão dos órgãos genitais externos;
·         A excisão que inclui práticas como piercing, inserção de substâncias corrosivas ou ervas na vagina.

Causas
A excisão é defendida como prática tradicional pelas seguintes causas:
·         Psico-sexuais - o clítoris são considerados um órgão agressivo; protecção da castidade; a crença de que uma mulher não mutilada não pode dar à luz.
·         Religiosos - são resultados da crença que é exigida pela fé islâmica (apesar de também ser praticados por católicos, protestantes, coptas, animistas e não crentes).
·         Sociológicas - são actos de iniciação e passagem para a idade adulta.
·         Higiénicos (saúde) - os órgãos genitais femininos exteriores são sujos.


Ritos de Puberdade

A excisão é cerimónia inaugural dos ritos de puberdade. Portanto, sua prática deve ser entendida como rito da fase de puberdade, como iniciação à vida da comunidade.

Sem ela a mulher não se vai fazendo, completando, realizando. Só a excisão
a situa no lugar religioso e social exacto, torna-a apta para as suas responsabilidades e lhe permite movimentar-se com eficácia pirâmide vital interactiva.

A mulher guarda no maior sigilo o que viveu; há referência mítico-misticos
que desconhecemos, que utilizam linguagem e nome cifrados, esotéricos, que nunca se revelam ao profano. As iniciações das meninas para a vida comunitária, os
chamados"ritos de iniciação na puberdade," além de se apresentarem como os mais
chamativos desta cultura, revestem-se dum claro significado e da mais vistosa
exterioridade.

A mulher adulta não iniciada, não gerada por esses ritos, é um indivíduo não
apreciado; carece do estatuto de gente; permanece excluído da comunidade.


Iniciação das Meninas Púberes

Os ritos de passagem e iniciação da menina púbere não têm quase relevo nas
sociedades matrilineares. Ou desapareceram, ou ficaram reduzidos a insignificantes ritos simbólicos.

Em Angola, por exemplo, a iniciação é praticada por vários grupos: Ganguela,
Tshokwe, Nhaneka-Humbe, Ambó. A menina deve ser iniciada quando lhe aparece a primeira menstruação. Em alguns grupos, iniciam-nas antes e, outros, depois de passar dois anos ou mais; associam-nas, ainda, ao contrato matrimonial. A cerimónia única é realizada nas aldeias e na casa paterna.

A menina deve apresentar-se virgem nestes ritos, do contrário sofre
vexações e paga uma indemnização, além de atrair a vergonha para a sua mãe,
responsável por sua educação. Antes, podiam ser mortas com uma lança.
Se aparecer grávida, a desonra assume a maior gravidade. se uma menina
kwanyama dava à luz antes da efundula (os ritos iniciatórios), prenunciava a morte do soberano. O nascimento dum menino cuja mãe não passou por estes ritos é um indício muito funesto.

Entre os kwanyama (Angola), no segundo dia da "efundula" as meninas
bebem uma cerveja especial, misturada com drogas, em que inclui um pouco de esperma de um circuncidado de outro grupo, já que eles não praticam a circuncisão. No olukufo dos kwamatwi (norte de Angola), a mestra anciã prepara uma cerveja com drogas da qual retira uma porção em uma taça; nela, um circunciso lava o seu membro viril três vezes. A menina, que desconhece estas práticas, bebe um gole. O resto a mãe vai derramado pelo baixo-ventre da jovem ate chegar a uma enxada que lhe colocaram abaixo dos membros inferiores.

Todos os ritos femininos estão sempre relacionados com o mistério do
nascimento e da fertilidade. A menina fica apta para o casamento e para a sua missão fundamental: ser mãe. Os ritos de puberdade definem oficial e publicamente a sua capacidade, valor e estima como procriadora vivificadora. Porque se transformou, também ontologicamente, recebe o estatuto social, jurídico e religioso de mulher adulta e para a comunidade. A ruptura do hímen é prova da feminilidade adulta. Pode-se chamar"ritos de nubilidade" visto que procura sobretudo a preparação e disponibilidade imediata para o casamento. Durante os ritos, o ventre e a região púbica são tatuadas. Atribuem à tatuagem um poder
fecundante e, sobretudo, afrodisíaco. A menina aprende durante a sua iniciação que ela é antes de mais um campo vaginal destinado a ser fecundado pelo homem.

Mutilações Sexuais

Normalmente, as mutilações sexuais são realizadas por mulheres, na
intimidade da iniciação familiar. Os kikuyu, povo bantu do Kénia, parece que são os únicos que exigem inexoravelmente a excisão de todas as mulheres. A clitoritomia é uma iniciação pela qual a jovem alcança o estatuto de mulher. Nenhum kikuyu se casará com uma mulher não iniciada e, inclusive, é magicamente perigoso relacionar-se sexualmente com que não sofreu a excisão.

É uma operação dolorosa e cruel, extirpam o clítoris com uma faca
candente, com pedaços de vidro, com uma lâmina de barbear, com uma faca de sílex ou um tição incandescente. Muitas vezes também cortam os pequenos e grandes lábios da vulva. A operação é feita por mulheres especializadas, que, em alguns lugares, aplicam urtigas como dolorosa anestesia. Costumavam faze-Ia quando a jovem chega a puberdade e, em alguns grupos, aos oito nove anos.
Alguns povos pensam que, desta forma, se propicia a fertilidade e se
favorece o relacionamento sexual. Entre os Nandi (Norte da República Democrática do Kongo), a crença geral é se as jovens não são iniciados, o seu clltoris se alongará e ramificará, e que os seus filhos serão anormais. Nestas condições é fácil de compreender a importância psicológica da iniciação. Se uma mulher não passa por ela, não chega a ser pessoa, fica incompleta e permanece criança.

A iniciação feminina nandi é um rito de maturidade, uma dramatização
da ruptura com a infância e o ingresso na condição de adulto. O órgão sexual é o símbolo da vida: cortá-lo é como que abrir as comportas para a vida, para que o seu caudal possa ter livre curso. Em outros lugares, com na Etiópia, pensam que é uma medida higiénica com consequência morais positivas que garante a feminilidade. Na Costa de Marfim, convencem-nas de que, de outra forma, não terão filhos.

Muitos grupos Bantu realizam a desfio ração da menina durante os ritos
de puberdade. Embora muitos outros apreciam a virgindade ate ao casamento. A ruptura do hímen, mecânica, é feita por uma mulher idosa com os dedos ou utilizado um pequeno instrumento. Na costa ocidental da África, as jovens são desfloradas com a ajuda de um bambu, que conservam dependurado da vagina por cerca de três meses. A volta da vulva coloca formigas que devoram as ninfas e o clítoris.

Significado Sacrificial

Alguns etnólogos viram na excisão um significado religioso sacrificial. O resgate e a propidação exigem sangue. Por isso, o indivíduo imola parte do seu ser,
oferece um sacrifício parcial em vez de se oferecer como vítima. A excisão, estaria
relacionada com a nova vida, como renascimento para uma vida superior mais dinâmica e poderosa. O sangue derramado substituiria os sacrifícios humanos aplicativos e propiciatórios.

Alguns psicanalistas têm dado as suas contribuições no que concerne ao
tema em questão, depois de analisarem os grupos Fingu e Tembum (Sudeste do Cabo - África do Sul), afirmam que"mutilação cirúrgica ou excisão deve ser considerada não só como prova de aptidão para o estado adulto e como uma iniciação a este estado, mas também como uma forma de sacrifício. Outros vêem no sangue derramado uma aliança com a terra.

Simbolismo religioso eficaz da iniciação

A iniciação parece ser em muitos aspectos com um sacramento que põe em
contacto como transcendente, quer porque lhe revela parte do sagrado (a iniciada conhece os mistérios), quer porque sacriliza o homem.

A iniciada deixa definitivamente uma existência profana para passar a outra
medularmente sacralizada; de natural passa a consagrado, já que é assumida pelos
antepassados, responsabiliza-se pela solidariedade, e mover-se-á para sempre dentro do circuito místico da participação vital. É preciso considerar a iniciação no Continente Negro mais como uma transformação lenta do indivíduo, como um trânsito progressivo da exterioridade à interioridade. A descoberta que a iniciada faz da sua realidade humana comunitária e dos fundamentais mítico religiosos da sua vida participada com variadíssimas potencialidades. A iniciação consegue na metanóia, consequência da emulação ontológica, da mudança substancial de personalidade que operou na jovem.


Consequências Físicas

As consequências físicas da excisão são as seguintes:
 Falecimento;
Hemorragias;
Infecções;
Dores agudas;
Formação de abcessos;
Quistos;
Hepatite B;
HIV/SIDA;
Retenção urinária;
Obstrução crónica das vias urinárias;
Complicações no trabalho de parto;
Infecção das vias urinárias;
Quelóides;
Infecção das vias genitais;
Ausência de cicatrização.


Papel da Sociedade face a Excisão

O papel ideal seria que toda a sociedade e particularmente os líderes de opinião
como são os parlamentares, as autoridades tradicionais e os responsáveis religiosos, bem como os médicos e os técnicos de saúde se mobilizasse para proteger as jovens de tais práticas que atentam contra a dignidade da mulher e deixam marcas duradouras na sua integridade física e moral e perturbam as relações entre homens e mulheres.


Conclusão

Depois de um árduo trabalho, Cheguei as seguintes conclusões:
A iniciação feminina é uma situação que, por estar carregada de emoção, mistério, dramaticidade e religiosidade, origina uma vivência psíquica que marca e determina para toda a vida da mulher negro-bantu. As meninas são mutiladas com pequenas lâminas de pedra, pedaços de vidros, com faca de sílex ou com um tição
incandescente. Muitas costumavam ficar defeituosas (físicas e psicologicamente) e a ausência de assepsia acarreta graves infecções que causam, por vezes, a morte. Alguns etnólogos viram nessa pratica um significado sacrificial.

As mutilações sexuais femininas tornaram-se um dos crimes mais ignóbeis contra a Humanidade, indica um documento do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Hoje, em um mundo mais aberto, consciente da valorização do ser humano e de seus direitos. A dignidade e a igualdade no género humano que o mundo pós-moderno prega descarta toda a possibilidade de a pratica de excisão da mulher possuir carácter regulada dentro da relação conjugal (homem e mulher).



Bibliografia

Revista de estudos da religião NQ 1/ 2006/pp. 116-129
Etnografia do sudeste de Angola. Lisboa (1960), vol.1.
Ruiz de Asua, Raul. Cultura Tradicional Bantu. Luanda-Angola: SAP, 1985.