sexta-feira, 28 de agosto de 2015

O texto narrativo detalhado

INTRODUÇÃO
O presente trabalho aborda questões relacionadas à narrativa, sabendo que tradicionalmente, entende-se por texto como um conjunto acabado de enunciados escritos ou frases que constituem um todo e se apresentam visualmente estruturados e impressos num suporte tipográfico. Deste modo o presente artigo está desenvolvido com subtítulos chaves como as categorias do texto narrativo bem como a classificação do narrador, detalhados de acordo a sua formação na língua portuguesa.






A NARRATIVA
A Narrativa é um tipo de texto que esboça as acções de personagens num determinado tempo e espaço. A estrutura do texto narrativo é composta de:
·         Apresentação
·         Desenvolvimento
·         Clímax
·         Desfecho.
Maioritariamente é escrito em prosa e é caracterizado por narrar uma história, ou seja, contar uma história através de uma sequência de várias acções reais ou imaginárias
AS CATEGORIAS DO TEXTO NARRATIVO
Autor: É a entidade física responsável pela produção do texto. Ou seja, é um ser animado e humano.
Narrador: É aquele que conta a história. Ou seja, é um personagem de papel.
Narratório: É com quem o narrador dialoga.
Obs: Não se confunde com o leitor. O narrador simula que o narratório seja um leitor de carne e osso. Algumas vezes o narratório é representado por um plural (várias pessoas, por um homem, uma mulher, uma criança), etc.
Personagem: É a entidade humana ou não, que desencadeia ou sofre a acção.
Principal ou Protagonista: Intervém mais frequentemente na acção, sendo
a sua caracterização mais pormenorizada. Ou seja desempenha o papel mais
importante na história.
Secundária: Apresenta - se menos ligada aos acontecimentos principais ou ligada à acontecimentos menos importantes. Ou seja, desempenha um papel de menor relevo.
Figurante: Não intervém na acção servindo para preencher um determinado espaço. Ou seja, não desempenha qualquer papel específico; a sua existência é importante para tomar a história mais parecida com a realidade (mais verosímil).
Acção, Intriga ou História: São acontecimentos simultâneos ou sucessivos, reais ou imaginados, ocorrendo no texto a semelhança do que se passa na vida. Ou seja, é todo e qualquer acontecimento que ocorre na narrativa.
Narrativa ou Composição:
Aberta: Não informa no leitor acerca do final da história ou das destinadas personagens. Ou seja, acção não resolvida; a sorte final das personagens não é revelada.
Fechada: O leitor fica a conhecer o final da história ou destino dos personagens. Ou seja, acção resolvida até ao pormenor.
Espaço: É o lugar em que a personagem se movimenta ou decorrem os acontecimentos.
Físico: Espaço objectivo, mais ou menos amplo, aberto ou fechado objecto de descrição do narrador. Ou seja, é o lugar onde decorre a acção.
Psicológico: Espaço subjectivo de interioridade da personagem, ligado ao sonho, memória, à imaginação...
Social: Espaço de intervenção crítica, reflectindo características culturais, económicas, políticas e sociais. Ou seja, meio social a que pertencem e onde se movem as personagens.
Tempo: É o momento em que se situa a personagem ou decorrem os acontecimentos. Ou seja, é o momento em que decorre a acção.
Cronológico: Tempo objectivo contando em dias, meses, anos. Ou seja, marca da personagem do tempo: dia, mês, ano...
Psicológico: Tempo subjectivo vivido interiormente pela personagem. Ou seja, tempo vivido pela personagem.
Histórico: É o tempo que faz, podendo estar relacionado com a vivência da personagem. Ou seja, enquadramento histórico da acção.
Caracterização ou Retrato:
Físico: Descrição do aspecto exterior: corpo, vestuário, rosto, idade, nome...
Psicológico ou Moral: Maneira de ser, carácter, temperamento, sentimentos, emoções, etc.
Directa: A própria personagem refere as suas características.
Indirecta: O narrador põe a personagem em acção, cabendo ao leitor, através do seu comportamento e/ou da sua fala traçar o seu retrato.
CLASSIFICAÇÃO DO NARRAUOR
O narrador pode ser participante ou não. Quer dizer ele pode ser uma personagens ou apenas uma voz que conta os factos. Assim, Quanto a presença, o narrador pode ser:
Autodiegético: A narração é feita na 1ª pessoa, nomeadamente de carácter autobiográfico, e o narrador assume o papel de personagem principal ou protagonista. Este participa nos acontecimentos.
Homodiegético: A narração também é feita na 1ª pessoa, mas o narrado assume - se apenas como personagem secundária dos acontecimentos. Este não participa nas acções como protagonista.
Heterodiegético: A narração é feita na 3ª pessoa, dado que o narrador não participa nos acontecimentos nem interfere na história.
Quanto à Ciência, isto é, quanto aquilo que sabe, o narrador pode ser:
Focalização Omnisciente: O narrador revela um acontecimento absoluto da história, isto é, quer dos acontecimentos, quer das motivações. Ou seja, devassa o interior das personagens. Sabe o que irá acontecer, logo sabe mais que personagens.
Focalização Interna: O narrador adopta o ponto de vista de uma ou mais personagens, daí resultando uma diminuição de conhecimento. Narra os factos tal como eles foram vistas por essa personagem.
Focalização Externa: O narrador é um simples observador. Ou seja, o seu conhecimento limita - se ao que é observável do exterior: descreve o espaço, narra os acontecimentos, mas não penetra no interior das personagens. Sabe, apenas o que vê, sabe menos que as personagens.



CONCLUSÃO
Contudo, a narrativa tem uma estrutura básica e característica, que, apesar de não ser absoluta, deve ser seguida na medida do possível. Essa estrutura não impede que muitas vezes o texto narrativo seja recheado com trechos descritivos e dissertativos. Sendo assim é importante que a sua estruturação seja correcta no sentido de decorrência sem intervenientes.




BIBLIOGRAFIA
A narrativa. Disponível em: http://www.jurisway.org.br/v2/pergunta.asp?idmodelo=9879. Acesado aos 28 de Agosto de 2015.
Firmino Alfredo Kukundala (Professor). Sebenta de língua portuguesa. Ensino básico e secundário, p 72, 73,74.


texto narrativo

Texto narrativo
Maioritariamente escrito em prosa, o texto narrativo é caracterizado por narrar uma história, ou seja, contar uma história através de uma sequência de várias ações reais ou imaginárias. Essa sucessão de acontecimentos é contada por um narrador e está estruturada em introdução, desenvolvimento e conclusão. Ao longo dessa estrutura narrativa são apresentados os principais elementos da narração: espaço, tempo, personagem, enredo e narrador.
Principais elementos da narração
Espaço: O espaço se refere ao local onde se desenrola a ação. Pode ser físico (no colégio, no Brasil, na praça,…), social (características do ambiente social) e psicológico (vivências, pensamento e sentimentos do sujeito,…).
Tempo: O tempo se refere à duração da ação e ao desenrolar dos acontecimentos. O tempo cronológico indica a sucessão cronológica dos fatos, pelas horas, dias, anos,… O tempo psicológico se refere às lembranças e vivências das personagens, sendo subjetivo e influenciado pelo estado de espírito das personagens em cada momento.
Personagens: São caracterizadas através de qualidades físicas e psicológicas, podendo essa caracterização ser feita de modo direto (explicitada pelo narrador ou por outras personagens, através de autocaracterização ou heterocaracterização) ou de modo indireto (feita com base nas atitudes e comportamento das personagens).
As personagens possuem diferentes importâncias na narração, havendo personagens principais e personagens secundárias. As personagens principais desempenham papéis essenciais no enredo, podendo ser protagonistas (que deseja, tenta, consegue) ou antagonistas (que dificulta, atrapalha, impede). As personagens secundárias desempenham papéis menores e podem ser coadjuvantes (ajudam as personagens principais em ações secundárias) ou figurantes (ajudam na caracterização de um espaço social).
Podem ser dinâmicas, apresentando diferentes comportamentos ao longo da narração (personagem modelada ou redonda), bem como estáticas, não se modificando no decorrer da ação (personagem plana). Há ainda personagens que representam um grupo específico (personagem-tipo).
Enredo: Também chamado de intriga, trama ou ação, o enredo é composto pelos acontecimentos que ocorrem num determinado tempo e espaço e são vivenciados pelas personagens. As ações seguem-se umas às outras por encadeamento, encaixe e alternância.
Existem ações principais e ações secundárias, mediante a importância que apresentam na narração. Além disso, o enredo pode estar fechado, estando definido e conhecido o final da história, ou aberto, não havendo um final definitivo e conhecido para a narrativa.
Narrador: O narrador é o responsável pela narração, ou seja, é quem conta a história. Existem vários tipos de narrador:
Narrador onisciente e onipresente: Conhece intimamente as personagens e a totalidade do enredo, de forma pormenorizada. Utiliza maioritariamente a narração na 3.ª pessoa, mas pode narrar na 1.ª pessoa, em discurso indireto livre, tendo sua voz confundida com a voz das personagens, tal é o seu conhecimento e intimidade com a narrativa.
Narrador personagem, participante ou presente: Conta a história na 1.ª pessoa, do ponto de vista da personagem que é. Apenas conhece seus próprios pensamentos e as ações que se vão desenrolando, nas quais também participa. Tem conhecimentos limitados sobre as restantes personagens e sobre a totalidade do enredo. Este tipo de narração é mais subjetivo, transmitindo o ponto de vista e as emoções do narrador.
Narrador observador, não participante ou ausente: Limita-se a contar a história, sem se envolver nela. Embora tenha conhecimento das ações, não conhece o íntimo das personagens, mantendo uma narrativa imparcial e objetiva. Utiliza a narração na 3.ª pessoa.
Nos textos narrativos, é através da voz do narrador que conhecemos o desenrolar da história e as ações das personagens, mas é através da voz das personagens que conhecemos as suas ideias, opiniões e sentimentos. A forma como a voz das personagens é introduzida na voz do narrador é chamada de discurso.

Através de uma correta utilização dos tipos de discurso, a narrativa poderá assumir um caráter mais ou menos dinâmico, mais ou menos natural, mais ou menos interessante, mais ou menos objetivo,… Existem três tipos de discurso, ou seja, três formas de introdução das falas das personagens na narrativa:
·         discurso direto é caracterizado por ser uma transcrição exata da fala das personagens, sem participação do narrador.
·         discurso indireto é caracterizado por ser uma intervenção do narrador no discurso ao utilizar as suas próprias palavras para reproduzir as falas das personagens.
·         discurso indireto livre é caracterizado por permitir que os acontecimentos sejam narrados em simultâneo, estando as falas das personagens direta e integralmente inseridas dentro do discurso do narrador.
Estrutura narrativa
Os textos narrativos são estruturados em introdução, desenvolvimento e conclusão.
Introdução: A introdução se refere à situação inicial da história. Também chamada de apresentação, é nesta parte da narração que são apresentados os principais elementos da narração: espaço, tempo, personagens, enredo e narrador. Ficamos sabendo quem, quando e onde.
Desenvolvimento: Durante o desenvolvimento do enredo, ocorrem conflitos, ou seja, acontecimentos que quebram o equilíbrio apresentado na introdução, modificando essa situação inicial. Ficamos sabendo o quê e como. No desenvolvimento ocorre também o momento mais tenso e emocionante da história - o clímax.
Conclusão: Também chamada de desfecho, desenlace ou epílogo, a conclusão é a parte da narração em que se resolvem os conflitos (positiva ou negativamente). Fica evidenciada a relação existente entre os diferentes acontecimentos, sendo apresentadas suas consequências.
Exemplo de excerto de texto narrativo:
“E ele, caminhando devagar sob as acácias, sentia no sombrio silêncio as pancadas desordenadas do seu coração. Subiu os três degraus de pedra – que lhe pareciam já de uma casa estranha. (…) Ali ficou. Melanie, com o xale na mão, veio dizer-lhe que a senhora estava na sala das tapeçarias… Carlos entrou. (…) E correu para ele, arrebatou-lhe as mãos, sem poder falar, soluçando, tremendo toda.” (Os Maias, Eça de Queirós)

Fonte: http://www.normaculta.com.br/texto-narrativo/

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Funções da linguagem

INTRODUÇÃO

Neste presente trabalho hei-de abordar sobre funções da linguagem que o homem como um ser se comunica com outro ser utilizando conjunto de signos (sinais, símbolos, gestos…). Dentro destas funções correspondem seis, das quais cita-se como: emotiva, apelativa, referencial, fática, poética e metalinguística. Sendo assim o presente trabalho foi elaborado de acordo a abordagem de cada função da linguagem, fazendo com que a percepção de cada uma das funções seja desenvolvida de acordo aos aspectos exigidos na língua portuguesa.





FUNÇÕES DA LINGUAGEM

Linguagem

Linguagem pode se referir tanto à capacidade especificamente humana para aquisição e utilização de sistemas complexos de comunicação, quanto à uma instância específica de um sistema de comunicação complexo. . O estudo científico da linguagem, em qualquer um de seus sentidos, é chamado linguística.
Actualmente, entre 3000 e 6000 línguas são usadas pela espécie humana, e um número muito maior era usado no passado. As línguas naturais são os exemplos mais marcantes que temos de linguagem. No entanto, ela também pode se basear na observação visual e auditiva, ao invés de estímulos. Como exemplos de outros tipos de linguagem, temos as línguas de sinais e a linguagem escrita. Os códigos e os outros tipos de sistemas de comunicação construídos artificialmente, tais como aqueles usados ​​para programação de computadores, também podem ser chamadas de linguagens. A linguagem, nesse sentido, é um sistema de sinais para codificação e de codificação de informações. A palavra portuguesa deriva do francês antigo langage. Quando usado como um conceito geral, a palavra "linguagem" refere-se a uma faculdade cognitiva que permite aos seres humanos aprender e usar sistemas de comunicação complexos.
A linguagem humana enquanto sistema de comunicação é fundamentalmente diferente e muito mais complexa do que as formas de comunicação das outras espécies, já que se baseia em um diversificado sistema de regras relativas à símbolos para os seus significados, resultando em um número indefinido de possíveis expressões inovadoras a partir de um finito número de elementos. De acordo com os especialistas, a linguagem pode ter se originado quando os primeiros hominídeos começaram cooperar, adaptando sistemas anteriores de comunicação baseado em sinais expressivos a fim de incluir a teoria da mente, compartilhando assim intencionalidade. Nessa linha, este desenvolvimento pode ter coincidido com o aumento do volume do cérebro, e muitos linguistas vêm as estruturas da linguagem como tendo evoluído a fim de servir a funções comunicativas específicas. A linguagem é processada em vários locais diferentes do cérebro humano, mas especialmente na área de Broca e na Área de Wernicke. Os seres humanos adquirem a linguagem através da interacção social na primeira infância. As crianças geralmente já falam fluentemente quando estão em torno dos três anos de idade.
O uso da linguagem tornou-se profundamente enraizado na cultura humana, além de ser empregada para comunicar e compartilhar informações. A linguagem também possui vários usos sociais e culturais, como a expressão da identidade, a estratificação social, a manutenção da unidade em uma comunidade e o entretenimento. A palavra "linguagem" também pode ser usado para descrever o conjunto de regras que torna isso possível, ou o conjunto de enunciados que podem produzir essas regras.
Todas as línguas contam com o processo de simbiose que relacionam um sinal com um determinado significado. Línguas faladas e línguas de sinais contém um sistema fonológico que regem a forma como os sons ou os símbolos visuais são articulados a fim de formar as sequencias conhecidas como palavras ou morfemas; além de um sistema sintáctico para reger a forma como as palavras e os morfemas são utilizados a fim de formar frases e enunciados. Línguas escritas usam símbolos visuais para representar os sons das línguas faladas, mas elas ainda necessitam de regras sintácticas que governam a produção de sentido a partir das sequências das palavras. As línguas evoluem e se diversificam ao longo do tempo. Por isso, sendo a língua uma realidade essencialmente variável, não há formas de falar intrinsecamente erradas. A noção de certo e errado tem origem na sociedade, não na estrutura da língua.
A história de sua evolução pode ser reconstruído a partir de comparações com as línguas modernas, determinando assim quais características as línguas ancestrais devem ter tido para as etapas posteriores terem ocorrido. Um grupo de idiomas que descendem de um ancestral comum é conhecido como família linguística. As línguas que são mais faladas no mundo actualmente pertencem à família indo-européia, que inclui línguas como o Inglês, o espanhol, o português, o russo e o hindi; as línguas sino-tibetanas, que incluem o chinêsmandarimcantonês e muitos outros; as línguas semíticas, que incluem o árabe, o amárico e o hebraico; e as línguas bantu, que incluem o suaíli, o Zulu, o Shona e centenas de outras línguas faladas em toda a África.


FUNÇÃO EMOTIVA

Esta função ocorre quando se destaca o emissor. A mensagem centra-se nas opiniões, sentimentos e emoções do emissor, sendo um texto completamente subjectivo e pessoal. A ideia de destaque do locutor dá-se pelo emprego da 1ª pessoa do singular, tanto das formas verbais, quanto dos pronomes. A presença de interjeições, pontuação com reticências e pontos de exclamação também evidenciam a função emotiva ou expressiva da linguagem. Os textos que expressam o estado de alma do locutor, ou seja, que exemplificam melhor essa função, são os textos líricos, as autobiografias, as memórias, a poesia lírica e as cartas de amor. Essa é a função emotiva.
Exemplo:
Pelo amor de Deus, preciso encontrar algo, nem que sejam cinco Kwanzas!

FUNÇÃO APELATIVA

A função apelativa é um recurso amplamente utilizado em textos que têm como intenção convencer o destinatário da mensagem.

A função apelativa da linguagem apresenta uma mensagem centrada no destinatário, cuja intenção principal é persuadi-lo.

Quando escrevemos um texto, nossas intenções ficam evidentes. Para que isso aconteça, adequamos nossa linguagem para atender a um objectivo específico na comunicação. Por meio dela, podemos transmitir informações de maneiras diversas. As funções da linguagem estão centradas nos elementos da comunicação.
A função apelativa é facilmente identificada, pois sua linguagem é organizada para influenciar e persuadir o destinatário, fazendo uso de verbos no imperativo, pronomes na segunda pessoa e vocativos. Essa linguagem é comummente empregada na publicidade, já que sua principal intenção é vender determinado produto ou ideia para um grupo social específico.

FUNÇÃO REFERENCIAL

Transmite uma informação objectiva, expõe dados da realidade de modo objectivo, não faz comentários, nem avaliação. Geralmente, o texto apresenta-se na terceira pessoa do singular ou plural, pois transmite impessoalidade. A linguagem é denotativa, ou seja, não há possibilidades de outra interpretação além da que está exposta.
Em alguns textos é mais predominante essa função, como: científicos, jornalísticos, técnicos, didácticos ou em correspondências comerciais.
Por exemplo: “Bancos terão novas regras para acesso de deficientes”.

FUNÇÃO FÁTICA

A função fática ocorre quando o emissor deseja verificar se o canal de comunicação está funcionando ou se ele está sendo compreendido pelas pessoas que o ouvem:
ex: “ alô!”, “ entenderam?”.
é também a função empregada, quando no decorrer de uma conversa, emitimos sons:
ex: “ heim! “, “ hum-hum!”.
e além de ser utilizada para testar o canal, a função fática ocorre também quando o emissor quer iniciar uma comunicação:
ex: – olá! como vai? – perguntou o homem de olhos empapuçados
ou quando visa prolongar o contacto com seu receptor:
ex: – ela não desanima nunca…..você concorda? não acha?
ou quando deseja interromper o ato de comunicação:
ex: – qualquer dia, amigo, eu volto a te encontrar.
qualquer dia, amigo, a gente vai-se encontrar.
E em alguns casos, percebe-se que a única preocupação do emissor é manter o contacto com o destinatário ou testando o canal com frases do tipo: “veja bem” ou “olha…” ou “compreende?”. Essa preocupação com o contacto caracteriza-se função fática.
Um bom exemplo do emprego são as conversas no telefone pontuadas por expressão do tipo: “ esta me ouvindo?” ou “ sim…sei…”  em que se testa o canal (no caso, a linha telefónica).
Antes de começar um filme, pessoas dialogam com o espectador por alguns segundos, ou seja, também estão testando o canal, que no caso, sempre aparece uma tela  com cores diferenciadas e um apito toca, fazendo com que o espectador ajuste sua imagem e o volume para ter um bom filme.

FUNÇÃO METALINGUÍSTICA

As funções da linguagem são as finalidades dos elementos presentes nos actos de comunicação verbal. Elas desempenham diferentes atribuições nos actos de interacção verbal entre emissor e interlocutor e estão intrinsecamente relacionadas com a maneira com a qual nos comunicamos. Quando a preocupação do emissor está voltada para o próprio código, ou seja, para a própria linguagem, temos então o que chamamos de função metalinguística.
Quando o código é o centro da mensagem, dizemos que está presente a função metalinguística. O código, nos textos verbais, é a língua.

FUNÇÃO POÉTICA

O objectivo do emissor é expressar seus sentimentos através de textos que podem ser enfatizados por meio das formas das palavras, da sonoridade, do ritmo, além de elaborar novas possibilidades de combinações dos signos linguísticos. É presente em textos literários, publicitários e em letras de música.
Por exemplo: negócio/ego/ócio/cio/0.
Na poesia acima “Epitáfio para um banqueiro”, José de Paulo Paes faz uma combinação de palavras que passa a ideia do dia-a-dia de um banqueiro, de acordo com o poeta.



CONCLUSÃO

Contudo, conclui-se que as funções da linguagem são recursos de ênfase que actuam segundo a intenção do produtor da mensagem, cada qual abordando um diferente elemento da comunicação. Ela é, e sempre foi importante para a vida do homem na interacção comunicativa individual e colectivo. Destacando a brilhante ideia obtida pelo Professor, na qual nos dirigiu para que efectuássemos o presente trabalho, diga-se que é uma das formas muito essencial do ensino e aprendizagem, sabendo que deste sentido o aluno ou estudante aprofunda com derivados conhecimentos a matéria na qual lhe foi proporcionado ou dirigido para a pesquisa científica.




BIBLIOGRAFIA


A linguagem. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Linguagem. Acessado aos 27 de Agosto de 2015.
As funções de linguagem. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Fun%C3%A7%C3%B5es_da_linguagem. Acessado aos 27 de Agosto de 2015.



ÍNDICE