segunda-feira, 27 de julho de 2015

A FAMÍLIA E A SUA IMPORTÂNCIA NA RELAÇÃO DO ADOLESCENTE

INTRODUÇÃO

No presente trabalho podremos falar sobre a família e a sua importância na relação do adolescente. Sendo assim podemos dizer que a família, desde os tempos mais antigos, corresponde a um grupo social que exerce marcada influência sobre a vida das pessoas, sendo encarada como um grupo com uma organização complexa, inserido em um contexto social mais amplo com o qual mantém constante interação. O grupo familiar tem um papel fundamental na constituição dos indivíduos, sendo importante na determinação e na organização da personalidade, além de influenciar significativamente no comportamento individual através das ações e medidas educativas tomadas no âmbito familiar.
A FAMÍLIA E A SUA IMPORTÂNCIA NA RELAÇÃO DO ADOLESCENTE

A adolescência é uma fase evolutiva na vida do ser humano onde se busca uma nova forma de visão de si e do mundo; uma reedição de todo desenvolvimento infantil visando definir o caráter social, sexual, ideológico e vocacional. 
Esse processo evolutivo ocorre dentro de um tempo individual e de forma pessoal em que o adolescente se vê envolvido com as manifestações de seus impulsos intuitivos exteriorizados através de suas condutas nem sempre aceitas como normais pela sociedade. 
Podemos dizer que adolescência é sinônimo de crise, pois o adolescente, em busca de identidade adulta, passa para o período “turbulento” (variável segundo o seu ecossistema (sócio-familiar). 
Essa fase poderia ser definida como correspondente à positiva elaboração da posição depressiva. 
A esta crise, provocada pela ampla e profunda desestruturação em todos os níveis da personalidade, segue-se um processo de reestruturação, passando por ocasiões nas formas de exprimir-se ao longo dos anos. 
O eixo central dessa reestruturação é o processo de elaboração dos lutos gerados pelas três perdas fundamentais desse período evolutivo: 
1. Perda do corpo infantil: 
Nessa fase, o adolescente vive com muita ansiedade as transformações corporais ocorridas a partir da puberdade, as quais exigem dele uma reformulação de seus mundos interno e externo. Muitas vezes, as restrições familiares e sociais para controlar esses impulsos, ameaçam tanto o seu desenvolvimento que chega a causar retardo em seu crescimento e no aparecimento natural das funções sexuais próprias dessa fase. 
2. Perda dos pais da infância: 
Os pais, antes idealizados e supervalorizados, passam a ser alvo de críticas e questionamentos. Dessa forma, o adolescente busca figuras de identificação fora do âmbito familiar. 
Nesta fase, se caracteriza a dependência/independência dos filhos em relação aos pais e vice-versa; é o momento em que o adolescente busca substituir muitos aspectos da sua identidade familiar por outra mais individual. 
3. Perda da identidade e do papel sócio-familiar infantil: 
Da relação de dependência natural do convívio da criança com os pais, segue-se uma confusão de papéis, pois o adolescente, não sendo mais criança e não sendo ainda um adulto, tem dificuldades em se definir nas diversas situações de sua cultura.
No caminho para a sua independência, sentindo-se ora inseguro, ora temeroso, busca o apoio do grupo, que tem importante função, pois facilita o distanciamento dos pais permitindo novas identificações. Para atingir a fase adulta, o adolescente deverá fazer uma síntese de todas essas identificações desde a infância. Essa perdas se elaboram realizando-se verdadeiros processos de luto, psicanaliticamente falando. O adolescente exterioriza os seus conflitos e formas de elaboração de acordo com as suas possibilidades e as do seu meio, com as suas experiências psico-físicas, ocorrendo o que chamamos de “patologia normal da adolescência”. 
A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA NO PROCESSO ADOLESCER

Não se pode pensar no indivíduo, no caso o adolescente, desvinculado de sua inserção do meio ambiente. O adolescente é produto do meio que o circunda e o processo universal da adolescência é vivido de maneira diversa nas diferentes culturas.
Na adolescência a família é o primeiro grupo de referência. Seus padrões, sua dinâmica e valores moldam o pensamento desde a infância. A família, enquanto estrutura primeira da vida de uma pessoa, possibilita as relações da criança com objetos externos, assumindo juntamente com os fatores constitucionais, grande importância para o destino do indivíduo. 
A despeito de qualquer referencial, para que o processo da individuação seja adequado, é de extrema importância que o bebê tenha tido condições de ir constituindo, em seu mundo interno, imagos de mãe e de casal parental seguros e carinhosos. Esses são os alicerces dos quais dependem a auto-estima, a confiança em si mesmo e no mundo. 
Se houve durante a infância o problema de baixa auto-estima, ele se tornará intenso na puberdade onde a menina precisará, reactivamente, desesperadamente de alguém por quem se sinta amada; buscará uma figura com a qual possa simbiotizar-se, como forma de repetir a relação fracassada com a mãe. Para que o processo de individuação seja levado a bom termo, é necessário que o bebê vivencie um casal parental adequado, capaz de amar o filho. Alguns bebês não conseguem introjetar essas figuras parentais suficientemente boas; outros, não tiveram a oportunidade real de tê-las. Há, nesta questão, inúmeros fatores ambientais e constitucionais.
Como consequência, teremos meninas fragilizadas tendo em seu mundo interno objetos lábeis e inseguros e, dessa forma, problemas sérios de auto-estima. Nesse processo se desenrola a trama edipiana e a falta de auto-estima, de objetos internos fortes dificultará a competição com a mãe rival e, posteriormente, poderá identificar-se com ela. Por outro lado, a descrença na capacidade de ser amada pelo pai e, no futuro, por qualquer outro homem, poderá fixar-se.
Por outro lado, as relações estabelecidas entre pais e filhos dentro deste modelo de família são marcadas pelas diferenças entre as gerações.
Assim, frente a tais alterações, a tendência atual da família moderna é ser cada vez mais simétrica na distribuição dos papéis e obrigações, ou seja, uma família marcada pela divisão entre os membros do casal referente às tarefas domésticas, aos cuidados com os filhos e às atribuições externas, sujeita a transformações constantes, devendo ser, portanto, flexível para poder enfrentar e se adaptar às rápidas mudanças sociais.



CONCLUSÃO

Depois da pesquisa feita, deu-se a concluir que no que tange à função social da família com o adolescente, o maior equilíbrio está na transmissão da cultura de uma dada sociedade aos indivíduos, bem como na preparação dos mesmos para o exercício da cidadania. Sendo assim, é a partir do processo socializador que o adolescente elabora sua identidade e sua subjetividade, adquirindo, no interior da família, os valores, as normas, as crenças, as idéias, os modelos e os padrões de comportamento necessários para a sua atuação na sociedade. As normas e os valores que introjetamos no interior da família permanecem connosco durante toda a vida, atuando como base para a tomada de decisões e atitudes que apresentamos no decorrer da fase adulta. Além disso, a família continua, mesmo na etapa adulta, a dar sentido às relações entre os indivíduos, funcionando como um espaço no qual as experiências vividas são elaboradas.



BIBLIOGRAFIA

A família e a sua importância na relação do adolescente. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/pe/v12n2/v12n2a05. Acessado aos 27 de Julho de 2015.


FUTEBOL DE SALÃO (O PASSE, REMATE E DIMENSÕES DO CAMPO)

INTRODUÇÃO

O presente trabalho destina-se a focalizar sobre questões do futebol de salão que por sua vez podemos dizer que é um futebol adaptado para prática em uma quadra esportiva por times de 5 jogadores. Nele estão contidas várias regras, mas dentre elas nós simplesmente poderemos falar do passe, remate e dimensões do campo. Sendo assim as variedades contidas na prática deste tipo de desporto, faz com que muitos atletas simpatizam com o mesmo (desporto) atendendo as dimensões do campo e o mínimo cansaço que podem causar devido as dimensões do campo.





FUTEBOL DE SALÃO

O futebol de salão, é um desporto que exige habilidade. O espaço curto da quadra, somado ao peso maior da bola (em comparação com a bola de campo) e a rapidez com que se é praticado fazem dele um desporto em que os competidores têm de possuir domínio de força e noção de peso da bola. Para que as jogadas e o objetivo de se fazer sejam alcançados, é necessário que haja controlo dos fundamentos do futebol de salão.
Fundamentos são as práticas básicas que devem ser aprendidas para se executar o futebol de salão. Os fundamentos básicos são: chute, passe, condução, domínio, drible e finta. Existem mais fundamentos que esses mas que pedem, como pré-requisito, o conhecimento dos fundamentos já citados. Alguns como antecipação, marcação, proteção de bola e posicionamento são aprendidos com mais tempo de prática do desporto. Isso sem falar que existem fundamento específico para a posição de goleiro, como reflexo, posição de defesa com as mãos e com os pés e a forma correta de cair, entre outros.

O PASSE, REMATE E DIMENSÕES DO CAMPO

O passe

Talvez o fundamento mais importante, é o mais executado num jogo de futsal. Consiste, basicamente, de passar a bola para outro jogador. Para realiza-lo é necessário que se tenha visão de jogo para saber onde está seu companheiro e precisão para acertar na direção e na força necessária para que seu passe não seja interceptado. O passe pelo chão é o mais utilizado nesse desporto pela rapidez exigida: pelo chão a bola “corre” mais rápido e por isso tem menor possibilidade de ser roubada pelo adversário. Existe também o passe pelo alto que, apesar de demorar mais tempo para alcançar seu destino, tem sua trajetória no alto e por isso tem menor possibilidade de ser interceptado. Existem diversas variações de passe como o “passe de letra”, passe de peito, de cabeça, de calcanhar e todos que a criatividade permita inventar.
Existem algumas classificações para o passe. Quanto á sua trajetória ele pode ser rasteiro, meia altura ou parabólico. A sua distância pode ser curto (de até 4 de um jogador até outro) médio (de 4 à 10 metros) e longo (acima de 10 metros). Quanto à sua execução pode ser interno, externo (trivela), solado (com a parte de baixo do pé), de bico e de calcanhar. 
Outro fundamento bastante importante para desenvolvimento o jogo é o domínio. Esse, consiste em conseguir interromper a trajetória da bola de forma que ela fique sob seu controle. É um requisito muito exigido, já que os passes são rápidos e, por isso, mais difíceis de serem dominados. A não ser o braço, todas as outras partes do corpo podem ser usadas para o domínio da bola. Como a maioria dos passes são feitos pelo chão, o domínio com os pés deve ser bastante trabalhado. Existe o que se chama de “controle da bola”, que é a capacidade de manter a bola no ar, chamada também de “embaixadinha”. É uma prática interessante para melhorar o domínio, já que essa prática exige que se tenha noção do peso da bola e da força necessário para levanta-la, logo, uma facilidade maior de domínio de bola.
Para correr pela quadra tendo a bola sob domínio é realizado o fundamento de condução. Pode ser executado em linha reta (retilíneo) ou mudando de direção (zigue-zague). Com os pés, pode ser feito coma parte interna ou externa do pé, sendo que com a parte da frete (bico da chuteira) tem-se pouco controle da bola e, portanto, é pouco utilizado. Nesse fundamento é importante que se tente deixar a bola o mais perto possível do condutor, para que se seja mais difícil do adversário conseguir tomar a bola. Além disso, quando a boal esta perto dos pés, conforme se avança pela quadra e os marcadores chegam, a mudança de direção coma  bola pode ser feita mais rápido e assim executar um outro fundamento: o drible.
O drible e a finta são fundamentos parecidos: ambos consistem em passar por um marcador tendo, no final da jogada, a bola em sua posse. A diferença entre os dois é que o drible é feito com a posse de bola no início do lance, já a finta é feita sem a posse bola, e é chamada também de drible de corpo. Exigem, dependo do lance, velocidade, técnica, criatividade, força e ginga. São vários os dribles possíveis e muitos nomes eles recebem: elástico, chapéu, caneta são alguns dos dribles executados numa partida, lembrando que a cada um pode ter nomes diferentes em cada região. É um dos fundamentos mais valorizados para jogadores que joguem de forma ofensiva, para que passem por seus marcadores e possam fazer o fundamento de finalizar: o chute.

O remate

O remate é o ato de bater na bola com os pés de objetivando um destino. Esse destino pode ser tirar a bola de jogo, acertar outro jogador e, claro, acertar o gol. Esse mesmo objetivo pode ser feito pela cabeça (cabeçada) ou com outras partes do corpo (por exemplo com o peito). O chute defensivo (aquele que buscar afastar o perigo do ataque adversário) é feito de forma mais instintiva, portanto não exige grande técnica. Já o ofensivo (busca fazer o gol) requer percepção do posicionamento do goleiro adversário, noção de força, precisão e habilidade. Pode ser, assim como o passe, feito com a parte interna no pé, com a externa ( trivela), com o peito do pé, calcanhar e bico. Geralmente se busca chutar próximo a trave para dificultar a defesa do goleiro, mas outras técnicas, como chutar no “contra-pé” do goleiro, por cobertura ou colocado, também são importantes para uma boa finalização.
Para o goleiros, além do requisitos já citados, é necessário algumas habilidades especiais. Reflexo (rápida reação diante um chute), posicionamento, saída do gol e outros. As defesas são executadas com qualquer parte do corpo, mas principalmente com as mãos e com os pés. As mão são mais exigidas em chutes de meia altura e mais altos. Os pés para chutes rasteiros e fortes. Existe também o “encaixe” em que se segura a bola com as mãos, sem largar. Já a defesa chamada “espalmada” é a intervenção a chutes mais no canto do gol e difíceis de serem seguradas, então usa-se as mãos para desviar a bola da direção do gol. A escolha de qual dessa se fazer depende da velocidade e da força do chute, mas a mais segura é o encaixe, já que não dá oportunidade do adversário recuperar a posse de bola.
Existem ainda outros fundamentos que são aprendidos com mais prática desse desporto como as técnicas de marcação, antecipação, roubadas de bola, posicionamento, proteção de bola e outros.

Dimensões do campo

Dimensões: a quadra de jogo será um retângulo de comprimento máximo de 42 m e o mínimo de 25 m e a largura de máximo de 22 m e mínimo de 15 m.

As linhas demarcatórias da quadra, na lateral e no fundo, deverão estar afastadas 1 (um) metro de qualquer  obstáculo (rede de proteção, tela, grade ou parede)

Para partidas oficiais nacionais a quadra deverá ter um comprimento mínimo de 30 metros e uma largura mínima de 17 metros.

 Para partidas oficiais internacionais a quadra deverá ter um comprimento entre 38 e 42 metros e uma largura entre 18 e 22 metros.

Marcação da quadra: Todas as linhas deverão ser bem visíveis, com 08 cm de espessura; o centro da quadra será marcado com pequeno círculo de 10 cm de diâmetro e ao redor dele um outro círculo de 03 m de raio.

Área de meta: em quadra de 17 m de largura a área de meta será de 06 m e menor de 17 m será de 04 m.

Penalidade máxima: A uma distância de 06 m do ponto central da meta será marcado um pequeno círculo de 10 cm de raio.

Nos quatro cantos da quadra, no encontro das linhas laterais com as linhas de meta serão demarcadas ¼ (um quarto) de círculo com 25 centímetros de raio de onde serão cobrados os arremessos de canto. O raio de 25 centímetros partirá do vértice externo do ângulo formado pelas linhas lateral e de meta até o extremo externo da nova linha. A distância de 5 (cinco) metros do ponto central da meta em ângulo reto com a linha de meta, deverá ser marcado uma linha tracejada de 60 (sessenta) centímetros, paralela a linha de meta, para demarcar a distância mínima em que o goleiro poderá ficar na cobrança dos tiros livres sem barreira.

Tiro livre sem barreiras: À distância de 10 m do ponto central da meta será marcado um sinal de onde serão cobrados os tiros livres sem barreiras.

Zona de substituições: É o espaço determinado na linha lateral, do lado onde se encontra a mesa de anotações e cronometragem iniciando a uma distância de 05 m para cada lado partindo da linha divisória do meio da quadra. Para cada zona haverá um espaço de 05 m. Por entre as linhas de 80 cm os atletas deverão entrar e sair da quadra por motivo das substituições.

Meta: As metas são formadas por dois postes verticais separados em 03 metros entre eles e ligados por um travessão horizontal cuja medida livre interior estará a 02 m do solo. A largura e espessura dos postes serão de 8 cm e quando roliços terão o diâmetro de 8 cm. Sua confecção poderá ser de madeira, plástico, ferro ou material similar.

Perpendiculares as linhas de meta e para fora da superfície de jogo, deverá ser marcada uma linha de 40 cm, a uma distância de 5 (cinco) metros da união da parte externa das linhas laterais com as linhas de meta, para regular a distância que os atletas devem permanecer por ocasião da cobrança dos tiros de canto e laterais.

Construção: Seu piso será de madeira, material sintético ou cimento sem declives ou depressões.

·                    Local para representantes:

·                    Local para atletas reservas e comissão técnica:

·                    Placar ou mostrador e cronômetro eletrônico.

Quadra de Futsal Fig. 1 – Representação de um campo de futebol salão.

CONCLUSÃO

A pesquisa feita deu-se por concluir que, para praticar o futebol salão, deve-se seguir muitas regras dentro do campo. É evidente de que o futebol de salão, é um tipo de desporto muito recreativo e populacional praticado por quase toda parte do mundo. Devido às dimensões do campo é muito fácil praticá-lo, visto que há menos cansaço e o objectivo principal de marcar golo fica ainda mais fácil. A abordagem deste trabalho foi muito útil, atendendo o aperfeiçoamento da matéria e esperamos que nas aulas de Educação Física, como também noutros lugares, tenhamos privilégio de praticar este deporto que acaba por ser muito importante na manutenção da saúde física do ser humano.




BIBLIOGRAFIA

O futebol salão e as dimensões do campo. Disponível em: http://tudodefutsal.blogspot.com/. Acessado aos 26 de Julho de 2015.
O futebol salão. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Futebol_de_sal%C3%A3o. Acessado aos 26 de Julho de 2015.



ÍNDICE



sexta-feira, 24 de julho de 2015

Teoria Psicossocial do Desenvolvimento em Erik Erikson

Teoria Psicossocial do Desenvolvimento em Erik Erikson


Erikson propõe uma concepção de desenvolvimento em oito estágios psicossociais, perspectivados por sua vez em oito idades que decorrem desde o nascimento até à morte, pertencendo as quatro primeiras ao período de bebê e de infância, e as três últimas aos anos adultos e à velhice, cada estágio é atravessado por uma crise psicossocial entre uma vertente positiva e uma negativa.
Erikson dá especial importância ao período da adolescência, devido ao fato ser a transição entre a infância e a idade adulta, em que se verificam acontecimentos relevantes para a personalidade adulta.
Na Teoria Psicossocial do Desenvolvimento, este desenvolvimento evolui em oito estágios. Os primeiros quatro estágios decorrem no período de bebê e da infância, e os últimos três durante a idade adulta e a velhice.
Cada estágio contribui para a formação da personalidade total (princípio epigenético), sendo por isso todos importantes mesmo depois de se os atravessar.
O núcleo de cada estágio é uma crise básica, que existe não só durante aquele estágio específico, nesse será mais proeminente, mas também nos posteriores a nível de consequências, tendo raízes prévias nos anteriores.
A formação da identidade inicia-se nos primeiros quatro estágios, e o senso desta negociado na adolescência evolui e influencia os últimos três estágios.
Erikson perspectivava o desenvolvimento tendo em conta aspectos de cunho biológico, individual e social.
A teoria psicossocial em análise enfatizava o conceito de identidade, a qual se forma no 5º estágio, e o de crise que sem possuir um sentido dramático está presente em todas as idades, sendo a forma como é resolvida determinante para resolver na vida futura os conflitos. 
Esquema de Desenvolvimento de Erik Erickson
1. Confiança  X  Desconfiança  (até um ano de idade)
Durante o primeiro ano de vida a criança é substancialmente dependente das pessoas que cuidam dela, requerendo cuidado quanto à alimentação, higiene, locomoção, aprendizado de palavras e seus significados, bem como estimulação para perceber que existe um mundo em movimento ao seu redor. O amadurecimento ocorrerá de forma equilibrada se a criança sentir que tem segurança e afeto, adquirindo confiança nas pessoas e no mundo. 
2. Autonomia  X  Vergonha e Dúvida   (segundo e terceiro ano)
Neste período a criança passa a ter controle de suas necessidades fisiológicas e responder por sua higiene pessoal, o que dá a ela grande autonomia, confiança e liberdade para tentar novas coisas sem medo de errar. Se, no entanto, for criticada ou ridicularizada desenvolverá vergonha e dúvida quanto a sua capacidade de ser autônoma, provocando uma volta ao estágio anterior, ou seja, a dependência. 
3. Iniciativa  X  Culpa (quarto e quinto ano)
Durante este período a criança passa a perceber as diferenças sexuais, os papéis desempenhados por mulheres e homens na sua cultura (conflito edipiano para Freud) entendendo de forma diferente o mundo que a cerca. Se a sua curiosidade “sexual” e  intelectual, natural, for reprimida e castigada poderá desenvolver sentimento de culpa e diminuir sua iniciativa de explorar novas situações ou de buscar novos conhecimentos.
4. Construtividade  X  Inferioridade (dos 6 aos 11 anos)
Neste período a criança está sendo alfabetizada e freqüentando a escola, o que propicia o convívio com pessoas que não são seus familiares, o que exigirá  maior sociabilização, trabalho em conjunto, cooperatividade, e outras habilidades necessárias. Caso tenha dificuldades o próprio grupo irá criticá-la, passando a viver a inferioridade em vez da construtividade. 
5. Identidade  X  Confusão de Papéis (dos 12 aos 18 anos)
O quinto estágio ganha contornos diferentes devido à crise psicossocial que nele acontece, ou seja, Identidade Versus Confusão. Neste contexto o termo crise não possui uma acepção dramática, por  tratar-se de a algo pontual e localizado com pólos positivos e negativos.
6. Intimidade  X  Isolamento (jovem adulto)
Nesse momento o interesse, além de profissional, gravita em torno da construção de relações profundas e duradouras, podendo vivenciar momentos de grande intimidade e entrega afetiva. Caso ocorra uma decepção a tendência será o isolamento temporário ou duradouro. 
7. Produtividade  X  Estagnação  (meia idade)
Pode aparecer uma dedicação à sociedade à sua volta e realização de valiosas contribuições, ou grande preocupação com o conforto físico e material. 
8. Integridade  X  Desesperança (velhice)

Se o envelhecimento ocorre com  sentimento de produtividade e valorização do que foi vivido, sem arrependimentos e lamentações sobre oportunidades perdidas ou erros cometidos haverá integridade e ganhos, do contrário, um sentimento de tempo perdido e a  impossibilidade de começar de novo trará tristeza e desesperança.

os factores que influenciam a personalidade

INTRODUÇÃO

O presente trabalho trata sobre os factores que influenciam a personalidade sendo pode-se definir personalidade como o conjunto de características psicológicas que determinam os padrões de pensar, sentir e agir, ou seja, a individualidade pessoal e social de alguém. A formação da personalidade é processo gradual, complexo e único a cada indivíduo. O termo é usado em linguagem comum com o sentido de "conjunto das características marcantes de uma pessoa", de forma que se pode dizer que uma pessoa "não tem personalidade"; esse uso no entanto leva em conta um conceito do senso comum  e não o conceito científico aqui tratado.

A PERSONALIDADE

Estudando as muitas teorias da personalidade desde Freud no inicio do séc. XX é os contemporâneos do séc. XXI. Pode-se concluir que não existe a teoria da personalidade certa ou errada, sabemos que o campo da personalidade é marcado mais pelo caos do que pela certeza, mais pelas diferenças do que concordâncias. Abaixo segue algumas concepções de vários protagonistas da teoria da personalidade ou teorias das personalidades.
A Personalidade é produto da organização dinâmica de diferentes componentes. Aquela, diz respeito a um determinado conjunto de características pessoais, coerentes e persistentes do indivíduo, apelando à sua própria maneira de agir e de pensar tal como à sua diferenciação.
A influência dos inúmeros factores condicionantes da nossa personalidade, ( tal como os que citaremos: Hereditariedade, Meio social e Experiências pessoais ), variam nos diversos indivíduos e nas diferentes fases do ciclo da vida.

HEREDITARIEDADE

O padrão genético do indivíduo, estabelecido no momento da concepção, influencia as características da personalidade que cada Ser desenvolverá.
Na determinação do temperamento de um Ser Humano, podemos evidenciar inúmeras variações no organismo individual no que respeita, por exemplo, à constituição física e ao  funcionamento dos sistemas nervoso e endócrino que são em grande parte, influências hereditárias.
O papel da hereditariedade no desenvolvimento e comportamento dos Seres Humanos é um assunto de grande relevo, podendo o estudo do caso concreto dos Gémeos ser um dos métodos mais eficazes na análise do papel da hereditariedade. Na generalidade, concluí-se que comparativamente às semelhanças físicas e intelectuais, é nas características da Personalidade que a semelhança é menor   ( factores biológicos ).
Além disso, os factores somáticos (orgânicos), como a altura e o peso, o funcionamento dos órgãos dos sentidos, podem afectar o desenvolvimento e alteração da personalidade.
Concluímos ainda que, as primeiras teorias da Personalidade (teorias dos tipos), dão maior ênfase ao papel dominante dos factores biológicos e das influências hereditárias na composição da Personalidade. Por outro lado, referem-se ao papel do Meio Social e das Experiências Pessoais como dependentes e estritamente subordinadas face a outros factores, colocando-as em segundo plano.
Mais tarde, a psicanálise de Freud evidenciará a componente biológica na construção da Personalidade assim como as formas de perturbação a que o nosso sistema estará sujeito nesta  evolução construtiva.  

MEIO SOCIAL

A contribuição dos factores sociais no desenvolvimento e comportamento de um Ser Humano, encontram-se explícitos com maior profundidade no que se refere à psicologia social e do desenvolvimento, pelo que tentaremos de forma sucinta e resumida referir o seu contributo para a Personalidade. 
O meio social é constituído por famílias, grupos e cultura a que determinado indivíduo pertence. Este factor tem um papel fundamental na construção da Personalidade. Esta, forma-se sob um processo conjunto e cooperativo de diversos sistemas sociais da vida, tal como a família, o trabalho, a comunidade ou a escola.
Todo e qualquer processo de socialização em que sobretudo a família consciencializa  e assume um papel preponderante não só nas características, como na qualidade  de relações interactivas existentes (  indivíduo > família, amigos e em processos educativos  -  indivíduo   >  escolas ), são formas que marcam profundamente a Personalidade.
O ambiente e o clima em que se vive (hostil, violento, harmonioso,), influenciam também a Personalidade. 
“ Os psicólogos  têm procurado determinar o efeito relativo da hereditariedade e do ambiente no desenvolvimento da personalidade. Em geral, parece que quanto mais próximo é o relacionamento de duas pessoas, tanto mais provável é que as características da sua personalidade sejam as mesmas. Entretanto, esta tendência é afectada pelas circunstâncias ambientais. Assim, gémeos idênticos criados juntos têm mais probabilidade de mostrar padrões semelhantes do que os criados separadamente, mas mesmo estes têm mais probabilidade de ser semelhantes do que irmãos que não sejam gémeos. “  
As correntes da aprendizagem social e as correntes do comportamento social, salientam o importante papel dos estímulos do meio social e ambiental, dos modelos sociais e de processos de aprendizagem na evolução e construção da Personalidade. De todos os elementos que a condicionam, a teoria da aprendizagem social é aquela que exclui ou seja, atribui menor valor ao Mundo interior da pessoa. 
Algumas pesquisas têm sido feitas sobre as principais causas que estão na base do Stress . Para além de factores sociais é necessário identificar a influência da forma de agir, ser e sentir, de factores geográficos e climáticos. ( ex: Viver em ilhas desérticas ).

EXPERIÊNCIAS PESSOAIS

As experiências pessoais englobam as vivências pessoais de cada Ser Humano. Acontecimentos do dia-a-dia,  sonhos, atitudes e comportamentos são alguns exemplos.
Estes, cada vez mais se revestem de uma extrema importância para o desenvolvimento  emotivo e sensível na infância da pessoa na construção da Personalidade. 
“  (...) como é que a criança chega um dia, diante do seu espelho, ou do seu reflexo, a dizer  ‘ sou eu ‘, como é que ela toma, um dia, posse dela própria? “ 
René Zazzo 
Para uma adequada estruturação e organização da Personalidade, a qualidade de relações prematuras e premeditadas, tal como o processo de enraizamento de ligações existentes entre mãe/filho, parecem-nos essenciais a esta perfeita estruturação da Personalidade.
Citamos ainda algumas das consequências gravosas da carência e da privação de afectividade (  Ansiedade, automutilação  e comportamentos regressivos).  A morte poderá ser mesmo a etapa final.
O Ser Humano é dotado de capacidades, tais como: capacidades cognitivas, afectivas e linguísticas, a socialização, os processos de autonomia e de construção de valores em crianças. Estas capacidades influenciam um sem número de relações familiares, tal como a sua constante complexidade de entendimento e aprendizagem.
No contexto da personalidade infantil, muitos psicólogos pensam que a partir dos 2-3 anos de idade, começam por surgir indícios e manifestações concretas da afirmação do Ego – Personalismo, no indivíduo enquanto criança. A criança procura afirmar-se perante a família criando situações embaraçosas (ex: Dizer não constantemente ). Relacionamos ainda nesta fase, o facto de a criança utilizar a palavra Eu em vez de se referir a si na terceira pessoa. 
Na formação da Personalidade, a adolescência é uma etapa igualmente interessante e importante, pois identifica-se a necessidade de afirmação, a criação de identidade pessoal, de género e psicossocial. As situações de exagero, reflectem-se nesta fase da vida. O vestir, a defesa de ideias estruturadas e concretas e ainda a forma de expressão.
Como já foi referido sendo as experiências pessoais  ocorrências e acasos  ( mortes, mudanças habitacionais, divórcios, satisfações e frustações), são factores que demarcam a Personalidade dos detentores dessas vivências. 
A forma como tentamos superar e aceitar ou não, como pertences da nossa vida, condicionam também a Personalidade.

O FATOR PARENTAL

Freud foi o primeiro a enfatizar a influência dos pais na formação da personalidade dos filhos e praticamente todos os teóricos aceitam esse ponto de vista. Adler fala das conseqüências de uma criança não desejada ou rejeitada pode ter em sua personalidade. Esta rejeição citada por Adler pode causar a insegurança tornando-a raivosa e deficiente de auto-estima. Horney diz que a insegurança por falta de afeto pode ocasionar um sentimento de desampara na criança. Fromm por sua vez argumenta que quanto mais independente a criança for dos laços primordiais com os pais mais insegura será.
Cattel e Allport também concordam com o fator parental na formação da personalidade. Allport diz que a relação mãe-bebê é primordialmente de afeto e segurança, condições básicas para o desenvolvimento. Cattel via a infância como o período de formação mais importante, pois do comportamento de pai, mãe e irmão trará o caráter.
Maslow trouxe a importância de atender as necessidades básicas (fisiológicas das crianças) e a necessidade de sentir-se segura diante dos acontecimentos. A partir das idéias de Maslow, Rogers falou sobre a responsabilidade dos pais em oferecer consideração positiva incondicional para seus filhos.
Os comportamentos parentais podem determinar aspectos específicos na personalidade como necessidade de realização, auto- eficácia, autocontrole e o otimismo.
Mesmo com controvérsias a personalidade é formada por pais, colegas, genes ou alguma combinação fatores.

O FATOR DO DESENVOLVIMENTO

Freud acreditava que a personalidade era estabelecida até por volta dos cinco anos de idade e que depois seria muito difícil mudá-la. Os grandes teóricos da personalidade como Cattel, Allport, Erikson e Murray aceitam que os primeiros anos de vida são cruciais para o desenvolvimento da personalidade, mas não é determinante e, portanto pode ser modificado. E teóricos como Jung, Maslow, Cattel e Erikson observaram que a meia-idade era um período de importantes mudanças na personalidade. Se fossemos responder a pergunta: A personalidade muda? Poderíamos dizer que sim, pois algumas características permanecem estáveis enquanto outras permanecem mudando com o passar do tempo.
Alguns teóricos que defendem a influência de fatores genéticos sugerem que as mudanças ocorrem independentes do ambiente. Por outro lado outro grupo teórico acredita que mudamos em função do ambiente e a necessidade de adaptação ao meio social.
Um teórico contemporâneo dividiu as mudanças na personalidade na vida adulta em três níveis:
Traços de disposição: São características que permanecem estáveis ou imutáveis a partir dos 30 anos.
Preocupações pessoais: São os sentimentos, planos e objetivos conscientes que mudam frequentemente durante a vida.

CONCLUSÃO

Depois da pesquisa feita cheguei a conclusão de que o ser humano é diversificado de vários factores, sendo assim as suas influências determinam a personalidade humana. Contudo é de dizer que a pesquisa feita teve ênfases na obtenção de mais conhecimentos sobre a personalidade e os factores que o influenciam. Assim é de reconhecer a forma de como o nosso professor nos ordenou a fazer este trabalho de pesquisa de que é um dos métodos muito útil no sentido de ensino e aprendizagem do aluno.

BIBLIOGRAFIA


A personalidade. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Personalidade. Acessado aos 23 de Julho de 2015.



ÍNDICE