quarta-feira, 8 de julho de 2015

FNLA - MPLA - UNITA


FNLA - MPLA - UNITA

FNLA

A partir do final da década de 40 surgiram, no norte de Angola, vários movimentos com o objectivo comum de se oporem ao sistema colonial. Tiveram, de início, características messiânicas e base tribal, destacando-se o movimento encabeçado pelo «profeta» Simão Toco, que anunciou o fim da miséria e nova mensagem divina. Embora detido pelas autoridades em 1949, as suas ideias estenderam-se entre os bacongos emigrados no então Congo Belga, que vieram a criar em 1956, a Aliança do Povo Zombo (ALIAZO). Este movimento converteu-se, em 1962, no Partido Democrático de Angola (PDA).

Mas foi outro movimento, de características similares, que esteve na base da sublevação da Baixa do Cassange, em Janeiro de 1961. O movimento, que, de alguma forma, colheu de surpresa as autoridades portuguesas, iniciou-se com uma greve dos trabalhadores da Companhia Cotonang, como forma de protesto contra o atraso no pagamento de salários, mas transformou-se rapidamente em protesto da população contra o cultivo obrigatório de algodão e as duras condições de trabalho.

Em todo o movimento, desempenhou papel de destaque António Mariano, que pertencia a uma seita católica e cujo o nome ficou ligado à insurreição, conhecida como «Guerra da Maria». os habitantes da região queimaram as sementes, destruíram ou interromperam vias de comunicação, mataram gado, invadiram armazéns e missões católicas, expulsaram os brancos, mas não utilizaram armas. Para reprimir este movimento, as autoridades socorreram-se de unidades do Exército e da Força Aérea presentes em Angola, que atacaram os grevistas de 24 de Janeiro a 2 de Março, transformando a acção num desproporcionado massacre de populações, cujo número de vítimas nunca se conheceu com exactidão.

Contudo, a organização que viria a dar consistência ao nacionalismo bacongo foi a União dos Povos do Norte de Angola (UPNA), criada em Julho de 1954, em Leopoldville, com a finalidade de influenciar a sucessão do rei do Congo, Pedro VII, que morreu nesse ano. A UPNA pretendia que o futuro monarca fosse mais independente das autoridades portuguesas, apresentando como candidato Holden Roberto aparentado com o antigo rei. Entre os seus apoiantes encontravam-se os bacongos angolanos emigrados no Congo Belga e nas missões protestantes, numa das quais ele próprio fora educado. Mas o Governo e a Igreja Católica tinham outro candidato, António da Gama, que tomou o nome de António III. A facção derrotada iniciou, então, uma onda de agitação independentista, que alcançou o seu ponto mais alto ao longo de 1956-57.Mas como neste último ano morreu António III, as autoridades portuguesas preferiram deixar vago o trono, para mitigar o nacionalismo que nova designação poderia provocar.

A UPNA tinha como objectivo programático a independência do antigo reino do Congo, em que se incluía Cabinda. Com esta ideia, Holden Roberto foi, em Dezembro de 1958, ao congresso dos povos africanos realizados em Acra. Perante a vitalidade da ideia do pan-africanismo ficou convencido da necessidade de diluir a componente tribal do seu partido, o que o levou a mudar-lhe o nome para UNIÃO DOS POVOS DE ANGOLA (UPA). A partir de então, a UPA transformou-se no movimento nacionalista mais bem organizado e aquele que maiores simpatias congregava. Iniciou então um processo de implantação em áreas de maior dimensão, com o objectivo de se estender a todo o país. Em Luanda, a maior parte dos seus apoiantes, que não podiam deixar de ser clandestinos, como de resto os de todos os outros movimentos, eram protestantes. Mas tinha também a simpatia de destacados católicos, como o Cónego Manuel Mendes das Neves.

Nestes meios nacionalistas sentiu-se a necessidade imperiosa de oposição ao sistema colonial, logo a seguir às primeiras independências africanas, mas especialmente a seguir à do Congo Belga, em Julho de 1960. Foi aliás, na sequência deste sentimento, que se planeou o assalto a duas prisões em Luanda: a Casa de Reclusão Militar e o Forte de São Paulo, com o intuito de libertar alguns presos nacionalistas.

De Leopoldville, onde estava exilado, Holden Roberto desaconselhou este projecto, sobretudo porque em Luanda, e torno da UPA, se movimentava apreciável número de mulatos, que não eram da confiança de Holden Roberto. Mas também porque ele desejava iniciar a guerra com uma insurreição de grandes proporções, já em preparação para a zona Bacongo, onde as raízes da UPA eram muito profundas. Contudo, os conspiradores de Luanda não só não detiveram a mobilização, como aceleraram a sua execução, a fim de aproveitar a presença na cidade de dezenas de jornalistas estrangeiros atraídos pelo assalto ao paquete SANTA MARIA, que poderiam vir a sensibilizar o mundo para a situação colonial portuguesa. Entre cerca de uma centena de participantes na acção, o núcleo principal era formado por protestantes ligados à UPA, havendo também estudantes católicos do seminário de São Domingos e alguns simpatizantes do MPLA e de outros grupos, porque o conceito destas militâncias não era então muito rígido.

O ataque iniciou-se na noite de 4 de Fevereiro. O balanço oficial de vítimas foi de cerca de 40 assaltantes e de 7 polícias, já que as forças portuguesas, recuperadas da surpresa inicial neutralizaram com facilidade o ataque realizado com «catanas e varapaus». Nos dias seguintes, e em especial no dia do funeral dos polícias mortos, os colonos brancos e as forças militarizadas desencadearam violenta repressão nos bairros negros de Luanda, que durou cerca de um mês. Curioso foi que o MPLA, cuja direcção estava exilada em Conacri, reivindicou a acção, enquanto a UPA se remeteu ao silêncio.

O conselho de segurança da ONU foi convocado para apreciar os acontecimentos de 4 de Fevereiro. A UPA, assessorada por conselheiros americanos, pretendeu aproveitar a oportunidade para conseguir as simpatias mundiais para a sua causa, o que levou a preparar uma sublevação geral de grande parte da região norte de Angola, incluindo São Salvador, Uije, Dembos, Luanda e Cuanza Norte. Nesta zona, a partir de 15 de Março, elementos da UPA e os seus seguidores destruíram tudo o que encontraram pela frente: fazendas, postos administrativos, destacamentos policiais; atacaram brancos e negros, crianças e mulheres, numa onda nunca vista de chacinas e assassínios.

As vítimas cifraram-se em cerca de 1.000 brancos e de 6.000 negros. Esta actuação da UPA não só contribuiu para um profundo movimento de revolta dos colonos brancos, como deu ao Governo Português o argumento final de que necessitava para envolver o país numa guerra sem quartel contra qualquer movimento ou expressão nacionalista. Demonstrou também a ausência, no seio da UPA, de qualquer ideologia moderna, evidenciando-se a sua natureza tribal. De facto, os bacongos não conseguiram, nem sequer tentaram, o apoio, ou ao menos a neutralidade, dos trabalhadores negros contratados das fazendas do Norte, fundamentalmente constituídos por ovimbundos e ganguelas provenientes do Centro de Angola.

À dureza e barbaridade tribal, as forças portuguesas responderam implacavelmente. Em 9 de Agosto, o exército entrava em Nambuagongo, proclamada antes a capital dos revoltosos. Antes do fim do ano, incompreensivelmente, alguns responsáveis portugueses davam as hostilidades por terminadas.

Em conclusão, a UPA, ao ser a primeira organização a iniciar as hostilidades em grande escala, mobilizando milhares de seguidores, acabou por conseguir grande apoio internacional, desde os Estados Unidos até vários países africanos. Para corrigir a sua conotação tribal, a UPA transformou-se em Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) em Março de 1962, integrando o PDA. Pouco depois constituiu o Governo Revolucionário de Angola no Exílio (GRAE), que no fim de 1963, tinha sido reconhecido pela OUA e por 32 países africanos


MPLA

Ao mesmo tempo que surgiam os movimentos messiânicos e tribalistas do Norte de Angola, constituíram-se em Luanda várias organizações políticas clandestinas, de forma geral por iniciativa de angolanos que tinham acedido ao estatuto de assimilados. O primeiro foi o Partido da Luta Unida dos Africanos de Angola (PLUA) em 1953, seguindo-se-lhe o Partido Comunista de Angola (PCA), em 1955. Estes dois grupos acabaram por se fundir, em Dezembro de 1956, dando lugar ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). Em 1958, surgiu o Movimento para a Independência Nacional de Angola (MINA). Que também se integrou no MPLA.

O MPLA foi desde o primeiro momento, uma organização nacional, e ainda que a sua principal base da apoio tenha sido a etnia umbundo, que se estendia de Luanda a Malanje, contou sempre com apoios noutros grupos tribais.

Aglutinou, além disso, elementos da pequena burguesia negra e mestiça e dos sectores operários. Contrariamente à FNLA, tinha uma ideologia mais definida e, com o tempo, evidenciou-se a sua raiz marxista. O crescimento do MPLA foi lento, ainda mais quando, em Março de 1959 e Junho de 1960, ficou praticamente decapitado pela prisão de muitos dos seus escassos quadros no chamado «processo dos 50». Neste processo foram incriminados 57 nacionalistas, alguns à revelia, dos quais 20 por pertencerem ao MPLA, destacando-se nestes o padre Joaquim Pinto de Andrade e Agostinho Neto. Nessa altura, a cúpula dirigente ficou constituída por Mário de Andrade, como presidente, e Viriato da Cruz, como secretário-geral, os quais, em face da situação, decidiram transferir a direcção do movimento de Luanda para Conacri, donde viriam a reivindicar a acção do 4 de Fevereiro, num desejo de demonstrar, tanto para fora como para o interior do movimento, que a luta devia continuar.

Em Outubro de 1961, após a independência do ex-Congo Belga, o MPLA transferiu as suas estruturas para Leopoldville, por estar mais próximo de Angola. Politicamente, o partido tentou a aproximação à UPA, por esta ser, então, a força nacionalista hegemónica.

Esta estratégia veio, contudo, a falhar inteiramente, em especial porque a UPA se transformou em FNLA no início de 1962, e porque este partido constituiu o GRAE, acções que consolidaram a imagem de Holden Roberto e impuseram a sua política como a única via independentista de Angola. O MPLA atravessou um período de marasmo e contradições, nunca se conseguindo libertar da condição de partido de muitos generais e poucos soldados.

A situação em Leopoldville veio a agravar-se com a chegada de Agostinho Neto, em Julho de 1962, que havia fugido de Portugal. Já nomeado presidente honorário do MPLA, depois da sua detenção em Junho de 1960, chegou disposto a integrar-se na cúpula do partido, mas as suas ideias «presidencialistas» acabaram por se chocar com a direcção, o que viria a provocar a demissão de Mário de Andrade.

Em Dezembro de 1962, com o intuito de ultrapassar as suas divisões internas, o movimento realizou uma conferência, mas esta não só não conseguiu a unidade, como agravou as divergências, de resto em consonância com os fracassos do movimento no terreno, incapaz de penetrar solidamente em Angola.

Em Julho de 1963, a OUA criou uma comissão de reconciliação com a missão de aproximar o FNLA ao MPLA, mas acabaria ela própria por propor aos membros da OUA o reconhecimento do GRAE como a única organização representativa angolana, em face das divisões do MPLA. Neto e os seus seguidores culparam, por esta resolução da OUA, o trabalho fraccionário de Viriato da Cruz e do sector minoritário do movimento, que, aliás, tinha já sido expulso. Mas como um mal nunca vem só, Agostinho Neto, que tinha encabeçado a direcção com a promessa de incrementar a luta armada, acabou por não conseguir, tanto pela política de obstrução da FNLA, como por acção do Governo de Lisboa. Holden Roberto não queria competidores em solo bacongo, para além de se apresentar com o exclusivo da luta anticolonial, pelo que era essencial impedir a penetração do MPLA pela fronteira norte. Portugal, por seu lado, conseguiu de alguma forma comprometer o Governo Congolês na neutralização do MPLA, com a ameaça, sempre em jogo, do corte de saída do cobre pelo caminho de ferro de Benguela.

Por estas e outras razões, o MPLA acabou por ser expulso do Congo-Brazzaville, onde, desde Agosto de 1963, se havia instalado um governo marxista, mais próximo do seu ideário. A partir daqui, o movimento podia aceder, com facilidade, à fronteira de Cabinda, onde se iniciou a sua actividade militar no ano seguinte.


UNITA

A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) foi formalmente criada em Março de 1966, no interesse de Angola, no lugar de Tchocué do Mungai, distrito do Moxico, mas a data de criação do terceiro movimento de libertação de Angola é menos importante do que a evolução política do seu inspirador e principal dirigente, Jonas Malheiro Savimbi.

Savimbi, filho de pastor protestante, recebeu a educação primária em várias missões evangélicas e, apesar de posteriormente ter frequentado colégios católicos, cedo revelou ideias anti colonialistas, o que lhe permitiu, nos anos que passou como estudante em Lisboa ( 1958-1960), contactar com a UPA através da rede que as organizações protestantes tinham em Portugal, e que se encarregava de tirar do país os africanos que quisessem aderir a FNLA, partido que era então o mais representativo de Angola.

Exilado em Paris, Savimbi trabalhou para a FNLA, de que chegou a ser secretário-geral em 1961. No ano seguinte, quando se constituiu o GRAE, foi nomeado ministro dos negócios estrangeiros, mas em Julho de 1964 abandonou o cargo e o partido, por divergências com Holden Roberto. Tem-se referido, embora sem provas concludentes, que nesta época Savimbi terá tentado aproximar-se do MPLA, embora certo que, ao longo dos anos, sempre orientou a sua acção no sentido de dispor de uma força própria de que fosse o incontestado dirigente.

A UNITA viria a iniciar a sua actividade no interior de Angola, no distrito de Moxico, contando com apoios da população ovimbundo, que representa cerca de 40% da população de Angola. Embora estabelecendo cumplicidades com agentes do planalto, não conseguiu montar aí a guerrilha, nem tão-pouco viria a implantar-se nos meios urbanos. Embora o número dos seus quadros fosse sempre muito reduzido, conseguiu alguma audiência a nível externo, em especial da China e do Egipto. Teve também alguns apoios por parte da Zâmbia, mas nunca conseguiu construir uma retaguarda firme, como foi a do PAIGC em Conacri, ou da FRELIMO, na Tanzânia. A UNITA realizou a primeira acção armada em Setembro de 1966, em Lucusse e Calunga, prosseguindo com um ataque a Teixeira de Sousa, no natal do mesmo ano.

Em Março de 1967, atacou a linha de caminho de ferro de Benguela, importante para as Forças Armadas Portuguesas, mas fundamental também para o trânsito de mercadorias da Zâmbia. O incidente acabou por se traduzir em crescentes dificuldades de utilização, por parte da UNITA, do território zambiano, facto que, contudo, não impediu que a guerrilha penetrasse no distrito do Bié e que fossem realizadas acções na estrada Luso - Gago Coutinho e ao sul de Gago Coutinho, entre as suas bases e a fronteira.

A UNITA surge, assim, como opositora do MPLA pelo controlo do Leste do território angolano, o que se traduziu em sucessivos confrontos entre os dois movimentos. Foi então que surgiu a oportunidade de entendimentos com as autoridades militares Portuguesas, com base no combate contra o MPLA, que estava então empenhado em alargar a sua acção militar na zona, onde actuava desde 1966.

Até 1970, não tinha sido possível ao Exército Português responder com eficácia ao alastramento da guerrilha no leste de Angola. O MPLA havia chegado ao planalto do Bié, planeando penetrar até ao mar, para dividir Angola em duas metades, e é então que o comando militar Português procura uma solução para toda a zona leste, o que vem a incluir um acordo de cessar-fogo com a UNITA, concretizado em 1972. Este acordo assegurava a Savimbi a utilização de extensa área nos rios Lungué-Bungo, ao sul do caminho de ferro de Benguela, zona onde o exército Português não entraria, a troco do combate que ele deveria fazer ao MPLA e do fornecimento de informações militares; as autoridades portuguesas comprometiam-se também a fornecer alguma logística e material. Os contactos com o exército português estabeleceram-se por intermédio dos madeireiros portugueses que trabalhavam na área de refúgio da UNITA e nas florestas do Moxico, pelo que as diligências efectuadas ficaram conhecidas pelo nome de código de Operação Madeira. Estes acordos mantiveram-se até 1973, quando Costa Gomes e o seu comandante da zona leste, Bettencourt Rodrigues, deixaram Angola.

Os seus substitutos iniciaram, em Setembro de 1973, um ataque às posições de Savimbi, por dois motivos: porque o entendimento dos novos comandantes não se conformava com a situação criada e porque a UNITA, uma vez diminuída a acção dos grupos rivais, queria estender a sua zona de acção ao planalto central. Contudo, em Fevereiro de 1974, os militares portugueses e os guerrilheiros da UNITA iniciaram novos contactos para repor a situação existente anteriormente, embora, quando se deu o 25 de Abril, não se tivesse chegado formalmente ao restabelecimento do cessar-fogo.

A correspondência entre Savimbi e as autoridades portuguesas viria a ser publicada na revista AFRIQUE-ASIE, com o título de «la longue trahision de l' unita», no n.º61, de 3 de Julho de 1974, em artigo anónimo, mas da autoria de Aquino de Bragança.

http://www.uc.pt/cd25a/wikka.php?wakka=intervns1/#upa/fnla

A INFLUÊNCIA DAS ACTIVIDADES HUMANAS NA QUALIDADE DO AR ATMOSFÉRICO



INTRODUÇÃO
                 
Neste trabalho abordamos o tema sobre o ar atmosférico e as influencias humanas a seu respeito tanto seja negativa ou positiva.
A atmosfera é uma mistura de gases inodora, insipida incolor.Pode parecer ar, mas a verdade é que possui uma estrutura complexa, com varias camadas.
A poluição atmosférica tem antingido niveis altamente preocupantes sobre tudo nos paises mais evoluidos e industrializados.Este tipo de poluição afecta os seres vivos que necessitam de ar para respirarem .
Sera mesmo sensato pedir aos paise em vias de desenvolvimento que reduzam as suas emissões de substânçias poluentes quando são os paises desenvolvidos os que mais contribuem para o estado actual da poluição atmosférica.


INFLUÊNCIA DAS ACTIVIDADES HUMANAS NA QUALIDADE DO AR ATMOSFÉRICO

A atmosféra é uma  mistura de gases inodora, insipida incolor.Pode parecer ar,mas a verdade é que possui uma estrutura complexa,com varias camadas.
O ar atmosférico é constituido por (azoto,oxigénio,dioxido de carbono, vapor de água,hidrogénio e gases raros.
A atmosféra não é homogénea, é constituida por uma serie de camadas aprocimadamente eféricas e cada uma com a sua propria caractéristica.
O ser humano tem vindo a danificár a atmosféra ao longo do tempo a sua evolução técnologica, levou a construção de fabricas, carros dos quais emitem quantidades elevadas de gáses que poluem o ar e danificam a atmosféra terrestre.
A poluição é uma influencia humanas, respectivamente á sua produção de quimicos etc. Essa poluição baseia-se na deposição no ambiente de substançias toxicas.
A poluição atmosférica tem antingido niveis altamente preocupantes sobre tudo nos paises mais evoluidos e industrializados.Este tipo de poluição afecta os seres vivos que necessitam de ar para respirarem .
A poluição assume na actualidade um carácter global. Deixou de ser um problema local ou regional para adquirir uma dimensão mundial.Cientificamente, está provado que se verifica um transporte de poluentes de uma região para outra, de um continente para outro, o que nos leva a encarar a poluição como um fenómeno global e não apenas como um problema localizado.
O imenso volume de ar existente pode levarnos a pensar que independentemente da quantidade e da qualidade de substânçias que lancemos para a atmosesfera, esta ira manter-se inalterável. Isto não é verdade nos estamos a prejudicar gravemente a atmosféra e claro a nós proprios obviamente.
Desde o desenvolvimento das industrias e do aparecimento do motor de combustão interna tem-se intensificado a produção de algumas substânçias, muitas delas tóxicas que têm modificado de alguma forma a modificção quimica do ar,detorioando-o consideravelmente.
O monoxido e o dioxido de carbono ,óxidos de enxofre,nitrogénio,chumbo os fluorcarbonetos (CFCs) e os processos industriais são o prinçipais, agentes poluentes que afetam a qualidade do  ar particularmente nas grandes cidades que provocam o aquecimento global e a diminuição da camada de ozono, as chuvas açidas etc..
A camada de ozono é muito importante a palavra “ozono” provem do grego ozein, que significa “ mau cheiro”, por causa do forte odor que este gás exala quando em alta concentração.
Apesar da sua reduzidissima quantidade, o ozono assume um papel fundamental na sobrevivência da humanidade.Ele absorve grande parte das radiações ultravioletas, impedindo que estas atimjam a superfície terrestre em quantidades muito elevadas.
Na decada de 1980, confirmou-se que o ozono estava a ser progressivamente destruido pela constante rarefacção da camada onde este importante gás se concentra. Estudos divulgados na década de 1990 pela organização das nações unidas para o ambiente , indicavam a redução de apenas 1%  na espessura da camada de ozono era sufciente para a radiação ultra viloeta cegar 100 mil pessoas por cataratas aumentar os casos de cancro na pele 3%.
Na decada de 1980 os cientistas começaram a suspeitar  que os clorofluorcarbonetos (CFCs) da indústria de refrigeração fossem uma das causas prinçipais para a diminuição da camada de ozono.
Face a essa ameaça ,mais de 60 países assinaram a 16 de setembro de 1987 o protcolo de Monte Real sobre substãnçias que destrõem a camada de ozono. Numa primeira fase, o protocolo de monte real foi assinado por 46 paíse, tendo sido ajustado várias vezes nos anos seguintes.
Nos países em vias de desenvolvimento como no caso de Angola, a cidificção do ambiente resulta fundamentalmente da emissão de dioxido de azoto para atmosfera através dos fogos florestais e dos hidrocarbonetos emitidos pela vegetção das florestas tropicais.
Sera mesmo sensato pedir aos países em vias de desenvolvimento que reduzam as suas emissões de substânçias poluentes quando são os paises desenvolvidos os que mais contribuem para o estado actual da poluição atmosférica.
Se o ser humano continuar a produzir estas quantidades de ar a camada de ozono continuara a ficar com um maior desgaste de ano após ano e havera uma subida relativamente as temperaturas o que causara o descongelamento dos polos glaciáres.
O descongelamento dos polos glaçiares, tanto do polo norte ,comu do polo sul ira provocar a subida dos niveis medios da agua a nivél mundial, em 2030 preve-se que 20% dos icebergs pasem do estado sólido para o estado liquido.
Cabe a todus os humanos cuidar do ambiente e o preservar para que a próxima geração possa desfrutar tanto quanto nós do maravilhoso e unico em toda a galáxia ,o planeta azul.


Conclusão

O ser humano tem vindo a danificar a atmosfera ao longo do tempo a sua evolução tecnológica, levou a construção de fábricas, carros dos quais emitem quantidades elevadas de gases que poluem o ar e danificam a atmosfera terrestre. Se o ser humano continuar a produzir estas quantidades de ar a camada de ozono continuara a ficar com um maior desgaste de ano após ano e haverá uma subida relativamente a temperaturas o que causara o descongelamento dos pólos glaciares.

ANGOLA DE 1975 ATÉ ACTUALIDADE


INTRODUÇÃO
Neste trabalho poderemos falar sobre Angola de 1975 até actualidade, e os principais movimentos de libertação nacional. Assim sendo dissemos que Angola é um país democrático que vive desde a sua independência os momentos de reconstrução embora viveu um tempo de conflito armado, que gerou algumas anomalias no sistema de equilíbrio social que causou alguns défices populacionais e que nos últimos dias vem lutando para a melhor maneira de viver os seus bons ofícios atendendo a questão de reconstrução e o programa de desenvolvimento nacional. Com este trabalho queremos mostrar de que é possível nos consentir-mos para o nosso desenvolvimento. Sendo assim conforme nos diz o tema poderemos então detalhar o tema que nos foi dado para melhor percepção.




ANGOLA DE 1975 ATÉ ACTUALIDADE
A república popular de Angola
A republica popular de Angola encontra-se no hemisfério sul, faz parte dos países que pertencem a África austral, a norte é limitada pela R. do Congo Brazaville e pela R.D.C. ; a Este pela Zâmbia; a sul pela Namíbia e oeste pelo oceano atlântico a sua extensão é de 1,246, 700 km2.
A republica popular de Angola estado que lutou bastante para a sua independência durante muitos anos, até que em 11-11-1975 consegue alcança-la embora com violações dos acordos de Mombaça e Alvor 1º por Portugal e depois por Agostinho Neto causando guerras civis e com isto a instabilidade politica, financeira e social.
A sua capital é Luanda foi fundada em 25-01-1575, sua língua oficial é o português, embora se fala mas línguas dentro do território angolano.
Por estar localizada na zona de transição entre África austral e central existem climas quentes nomeadamente tropical húmido, seco e desértico quente. O clima tropical húmido encontra-se na maior parte do pais já o tropical seco somente no sul do N´zetu e o tropical desértico no sudoeste do pais. É também um pais muito rico em termos de recursos naturais.
A construção do socialismo
Socialismo:   sistema sócio – político que se caracteriza pela apropriação dos meios de produção.
O socialismo surge em Angola quando os países independentes da África austral começaram a posicionar-se em função dos blocos existentes o socialismo e o capitalismos liderados pela ex URSS e os EUA, o socialismo em Angola começou quando o MPLA partido que viria a estar o no poder em 1975 passou a ser apoiado pela URSS na luta pela independência enquanto a UNITA era apoiada pelos EUA tudo isto para que as potencias obterem  mas países no seu bloco.
Na 3º reunião plenária do comité central do MPLA realizada em Outubro de 1956 o MPLA optou pela via do desenvolvimento socialista. Por isto Dr. António A. Neto na proclamação da independência de Angola em 11-11-1975 disse que Angola seria um pais popular nome que alterou-se em 1991 a quando da mudança da constituição para  Republica de Angola.
Em 12 de 1977 a quando do 1º congresso do MPLA em Luanda deu-se a transformação do partido em marxista leninista ( MPLA-PT).
O MPLA ao tomar o poder substituía administração colonial pelo socialismo.
Características: instalação do partido único, não existe poder legislativo, centralização do poder.
O conflito armado angolano, causas e consequências
Causas: influência  políticas das super potências em manter a hegemonia que atiçavam a guerra através dos movimentos de libertação e as ingerências sul-africanas e zairenses.
A  FNLA e a UNITA foram apoiados pelos países ocidentais liderados pelos EUA, enquanto o MPLA esteve ligado desde cedo a URSS . desde a luta armada contra o colonialismo português, rompeu os seus laços com o bloco comunista liderado pela china e com o movimento dos países não alinhados.
O conflito interno angolano se vai projectar e desenvolver no quadro da disputa entre as duas super potências.
Consequências: demográficas, houve muitas vitimas humanas durante os mas de 20 anos de guerra desde crianças, jovem, mulheres, etc., económicas causou impossibilidade do pais prosperar  economicamente pois as economias era centralizada na compra de armamentos, sócias: a sociedade ficou improdutiva.
A Republica de Angola
As alterações a lei constitucional introduzidas em Março de 1991, através da lei nº 12-91 destinaram-se principalmente a criação das premissas constitucionais necessárias a implementação da democracia pluripartidária, a ampliação do reconhecimento e garantias dos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos, assim como a consagração constitucional dos princípios basilares da economia de mercado.
Assim, a lei nº 23-92 de 16 de Setembro introduzia de forma genérica as seguintes alterações principais a lei constitucionais.
Alterava a designação de estado para república de Angola de órgão legislativo para a assembleia nacional  e retirava a designação popular da denominação dos tribunais.
No título II sobre direitos e deveres fundamentais introduziu alguns artigos novos, visando o reforço do reconhecimento e garantia dos direitos e liberdades fundamentais. Com base nos principais tratados internacionais sobre direitos humanos a que Angola já havia aderido.
No título III, sobre os órgãos do estado, introduziram-se alterações de fundo que levaram a reformulação de toda anterior redacção. O sentido da alteração era o da definição de Angola como estado democrático, de direito assente num modelo de organização do estado baseado na separação de funções e interdependências dos órgãos de soberania e num sistema político semi-presidencialista que reserva-se ao presidente da república um papel activo e actuante.
Introduziram-se de igual modo e no mesmo sentido substancias alterações na parte respeitante a administração da justiça, a organização jurídica e definiram – se os contornos essenciais do estatuto constitucional dos magistrados judiciais e do ministério publico.
A lei de revisão constitucional. Lei nº 23-92 de 16 de Setembro, foi aprovada pela assembleia do povo a 25 de Agosto de 1992.
As eleições de 1992
Como consequência da consagração constitucional da implantação da democracia pluripartidária e da assinatura a 31 de 05 de 1991, dos acordos de pais para Angola assinados entre a republica popular de Angola e a União Nacional para a Independência Total de Angola (Unita), realizaram-se entre 29 e 30 de Setembro de 1992 e pela 1º vez na história de Angola, eleições gerais multipartidárias assentes no sufrágio universal directo e secreto, sob os auspícios das nações unidas, para a escolha do presidente da republica e dos deputados da assembleia nacional.
As eleições gerais multipartidárias para a escolha do presidente da republica e dos deputados para o futuro parlamento processaram-se de29 á 30 de Setembro de 1992 nos termos previstos nos acordos e deveriam ter culminado com o processo negociado em Bicesse e constituir o inicio de uma nova era, de paz, convivência democrática, recuperação económica e social, reconstrução e aproveitamento nacional  dos imensos recursos económicos, num quadro de transformações mas vasto em todo espaço geopolítico da África austral.
Concretizar-se este capital de esperança, as eleições teriam constituído o verdadeiro processo de descolonização de Angola.
O MPLA ganharia as eleições legislativas com maioria absoluta de 53. 74% dos votos correspondentes a 129 deputados, ficando a Unita como 2º partido mais votado com 34.1% e setenta deputados e conseguindo outros dez partidos  representação parlamentar, com um total de 21 deputados.
O candidato José Eduardo dos santos venceria a 1º ronda das presidenciais, ficando a escassos 4 décimos de conseguir a eleição a 1º volta, com 49, 57%, enquanto Jonas Savimbe recolheu 40,7% nenhum dos outros candidatos obteve mais do que 2,16% de votos.
Como nenhum dos candidatos obteve uma maioria absoluta, uma 2º volta de votação seria necessária entre os candidatos  mais votados, mas o reinicio dos confrontos militares fez com que esta 2º volta não tivesse lugar.
Ainda antes de concluído o escrutínio, Jonas Savimbe e a Unita já anunciavam a sua recusa em aceitar a derrota e ameaçavam voltar a guerra. Ameaça que não tardaram a concretizar apesar do reconhecimento da generalidade dos observadores internacionais e da representante pessoal do Secretário-Geral das Nações Unidas Mangareth Anstee, que considerou as eleições   (livres e justas). O processo eleitoral para a presidência da república ficou por concluir porque. Com o reinício da guerra não mais houve condições para realizar a 2º volta entre José Eduardo dos Santos e Jonas Savimbe.
Todos os observadores e a comunicação social de todo o mundo, presentes em Angola no período eleitoral destacaram a correcção com que decorreu o acto eleitoral e as operações preparatórias, sob a responsabilidade de uma comissão nacional eleitoral com representação de todos os partidos os partidos e sob a fiscalização das nações unidas. Foi surpreendente a participação e o civismo das populações que apesar das dificuldades de todo género, compareceram em massa quer no recenseamento que no momento de voto, demonstrando compreender  o que as eleições significavam para a paz e o quanto a paz era desejada.
Os acordos de Lusaka
Com o reinício da guerra Anstee tentou desesperadamente negociar um cessar-fogo, mas sem êxito. Conversações tiveram lugar inicial mente no Namibe uma vila costeira no sul de Angola; depois em Adis Abeba, antes de falir em Abidjan. Com a nomeação de um novo  representante especial das nações unidas, Alione Blondin de Beye, novas conversações de paz começaram em Lusaka que demoraram mais de um ano antes de dar fruto no protocolo de Lusaka de 11 de 1994.
Os acordos de  Lusaka foram assinados formalmente a 20 de 11 de 1994 com alguns dias de atrasos de atraso em relação a data de 15 de 11 inicialmente prevista.
Este atraso fez com que o acto se rodeia-se de uma certa expectativa, pois estavam ainda vivas as ameaças da Unita de não os assinar.  Expectativa transferiu – se depois para a ausência de Savimbe, em torno de cujo estado de saúde se tinha tecido um verdadeiro enigma. Ao contrario de Eduardo dos santos que compareceu em Lusaka, Savimbe não o fez do que resultou o protocolo vir a ser assinado pelos ministro dos negócios estrangeiros, em nome do governo pelo secretario - geral da Unita, em nome deste movimento.
O texto acordado em Lusaka segui, na sua concepção global, os do alvor e bicesse isto no fundo, da formalozação de um cessar fogo, como condição de uma plataforma politica de reconciliação nacional entre os anteriores beligerantes.
Há, a partida um aspecto essencial que merece ser realçado. Enquanto que em bicesse se desprezaram os ensinamentos que o alvor poderia ter proporcionado. Em Lusaka fez-se questão de se ter em atenção as lições de bicesse , salvaguardando os riscos de repetição das suas fragilidades .
A modalidade para a reconciliação nacional tratava-se de definir como e quem participava no poder tendo em respeito os resultados de eleições já efectuadas, encontrar uma modalidade de participação nas instancias do poder da parte contratante derrotada nas eleições.
O protocolo de Lusaka consigna ainda a conclusão do processo eleitoral com a realização das 2º voltas das presidenciais, no que, mais uma vez, recupera os anteriores acordos de paz de Bicesse.
Quanto ao papel conferido as nações unidas, o protocolo de Lusaka no anexo 8º contempla em detalhe, o mandato das nações unidas e o papel dos observadores. As nações unidas passam a assumir a presidência da comissão conjunta e, com substancial reforço dos seus efectivos militares. Passando da mera observação e fiscalização a força de interposição, dentro do quadro de forças armadas de manutenção e de paz.
O Protocolo de Luena
Depois de treze anos de luta contra o colonialismo português e mais 16 anos  de guerra civil, o povo angolano começava acreditar numa paz efectiva em todo o território nacional, quando em 31 de Março de 1991 era assinado em bicesse o acordo de paz entre o govrno da republica popular de Angola e a UNITA, na pessoa dos seus mais altos mandatários,.
A morte de Jonas Savimbe a 22 de 2 de 2002 transformou a cena politica em Angola e criou novas possibilidades para a paz. Muitos passos foram dados nas semanas que se seguiram a sua morte. Cessar fogo entrou em vigor a meia noite do dia 13 de Março, fazendo parte de um plano de 15 pontos elaborados pelo governo para assegurar a paz.
O plano tratou de questões como a desmilitarização da Unita e a sua reestruturação num partido politico legítimo, uma amnistia geral a fim de promover a reconciliação nacional, a reposição da administração do estado em todo o território, aprovação de uma nova constituição, a elaboração de um registo eleitoral antes de realizar eleições e  a promoção da tolerância e do perdão.
A 04 de Abril de 2002, um memorando de entendimento foi assinado em Luanda entre as FAA e as forças militares da UNITA ( FALA), Mussagy Jeichande, que tinha sido nomeado representante da ONU em Angola, em  Julho de 2000, descreveu o memorando um momento sem  par na história de Angola. A assinatura do memorando fez caminhar para 38 campos de aquartelamento mais de 105.000 militares da UNITA e suas famílias.


OS PRINCIPAIS MOVIMENTOS DE LIBERTAÇÃO NACIONAL
Como já é sabido na sua maioria pelos angolanos os movimentos que se dedicaram na luta da libertação nacional foram 3 partidos nomeadamente FNLA, UNITA, e MPLA.
FNLA
A Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) é um movimento político fundado em 1957 com o nome de União das Populações do Norte de Angola (UPNA), assumindo em 1958 o nome de União das Populações de Angola (UPA). Em 1961, a UPA e um outro grupo anticolonial, o Partido Democrático de Angola (PDA), constituíram conjuntamente a FNLA.
UNITA
A União Nacional para a Independência Total de Angola, mais conhecida por seu acrónimo UNITA, é um partido angolano, fundado em 1966, por dissidentes da FNLA e do GRAE (Governo de Resistência de Angola no Exílio), de que Jonas Savimbi, fundador da UNITA.
MPLA
O Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) é um partido político de Angola, que governa o país desde sua independência de Portugal em 1975. Foi, inicialmente, um movimento de luta pela independência de Angola, transformando-se num partido político após a Guerra de Independência de 1961-74. Conquistou o poder em 1974/75, durante o processo de descolonização e saiu vencedor da Guerra Civil Angolana de 1975-2002, contra dois movimentos/partidos rivais, a UNITA e a FNLA.
Período pós-colonial
Durante a primeira fase pós-colonial, a FNLA quase desapareceu da cena. Uma vez que o MPLA tinha instalado um regime monopartidário que, a partir de 1977, professava o marxismo-leninismo, outros movimentos ou partidos assim como a FNLA – não podiam, durante este período, ter uma existência legal em Angola. Por outro lado, e ao contrário da UNITA, a participação da FNLA na Guerra Civil foi muito fraca e acabou por deixar de existir. O movimento entrou numa fase de alteração, cujo indicador porventura mais forte foi o facto de Holden Roberto passar a residir em Paris durante muitos anos. Outro indicador forte foi a passagem para o lado do MPLA de alguns dos seus dirigentes, como Johnny Eduardo Pinock Eduardo e Henrique Vaal Neto que chegaram a fazer parte de um Governo de Reconciliação Nacional.
Quando, no fim dos anos 1980, o governo do MPLA anunciou a passagem de Angola para um sistema de democracia multipartidária, marcando primeiras eleições para 1992, a FNLA constituiu-se em partido político. Porém, os resultados do escrutínio foram-lhe extremamente desfavoráveis: nas eleições legislativas obteve 2.40%, e nas eleições presidenciais Holden Roberto obteve 2.11%. Estes resultados refletem a radical perda de credibilidade da FNLA mesmo entre os Bakongos onde, por sinal, se constituíram vários outros partidos que concorreram às eleições sem sucesso, diminuindo ainda mais o eleitorado da FNLA.
O conjunto destes desenvolvimentos levou à divisão do partido em duas alas, sendo um delas liderada pelo sociólogo Lucas Ngonda, professor da Universidade Agostinho Neto. A aproximação das segundas eleições legislativas em Angola, em 2008 levou a que as duas alas negociassem o reencontro que no entanto não se realizou, tendo Holden Roberto falecido em 2007. Nas eleições de 2008 a FNLA obteve ainda menos votos do que em 1992, ficando-se pelos 1.11% e deixando de ser um actor político relevante. Entretanto, a liderança do partido continua a ser disputada ente Lucas Ngonda e um dos líderes históricos da FNLA, Ngola Kabango. Nas eleições de 2012, a percentagem dos votos foi sensivelmente a mesma, mas o partido perdeu mais um deputado, ficando reduzido a apenas 2 representantes na Assembleia Nacional.




CONCLUSÃO
Depois então da elaboração da nossa pesquisa concluímos que Angola está num bom caminho para o desenvolvimento desde 1975, neste sentido é importante que a sociedade em geral participe na reconstrução deste belo país para o bem-estar populacional. É evidente de que alguns aspectos sociopolíticos influenciam nalgumas das vezes a forma de como agente podemos nos conformar e nos beneficiar de certos elementos no que concerne ao desenvolvimento. Mas de cabeça erguida vamos em frente em busca de novos caminhos para erguer o desenvolvimento social do nosso país. Este trabalho que na qual nos foi dirigido para fazer a pesquisa, beneficiou-nos de maneira interactiva, sendo assim percebendo de como foi Angola desde 1975 até ao dias actuais. A forma optada pelo nosso Professor é uma das melhores, visto que o estudante consegue a percepção mais aprofundada sobre a matéria.


BIBLIOGRAFIA
Angola de 1975 a actualidade. Disponível em: http://departamentodevianaonline.blogspot.com/2013/02/angola-de-1975-actualidade.html. Acessado aos 07 de Julho de 2015.
Os principais movimentos de libertação nacional Disponível em: http://www.ispsn.org/sites/default/files/magazine/articles/N3_Art3.pdf. Acessado aos 07 de Julho de 2015.

sábado, 27 de junho de 2015

A IMPORTÂNCIA DOS VALORES MORAIS NA VIDA FAMILIAR PARA A MELHORIA DA EDUCAÇÃO DOS FILHOS


INTRODUÇÃO
Neste trabalho que nos foi dirigido para fazer a pesquisa sobre a importância dos valores morais na vida familiar, poderemos então detalhar de forma brilhante o tema, bem como explicar as suas afinidades existentes quando são aplicadas no meio social. Neste contexto diz-se que os valores morais são conceitos que adquirimos ao longo da vida com base nos ensinamentos que recebemos de nossos pais e da comunidade na qual estamos inseridos. Tais conceitos norteiam nossa forma de ver o mundo e de agir em sociedade, impondo limites ao nosso comportamento, uma vez que muitas vezes tais valores entram em conflito com nossos desejos e estabelecem limites para nossas acções. No desenvolvimento do nosso trabalho detalhamos de formas perceptível a actuação dos valores morais na vida familiar.




A IMPORTÂNCIA DOS VALORES MORAIS
A família e o compromisso com a ética e a moral
O estudo da ética baliza o comportamento humano e nos conduz a parâmetros conhecidos: o eterno e parabólico contraste - o bem e o mal, a virtude e o pecado, a verdade e o erro, o joio e o trigo. A moral diz respeito aos costumes e se constitui num conjunto de regras de procedimento. Via de regra, a conduta das pessoas tem seu nascedouro na Família, cujas funções variaram no curso da História. Instituição social primária, caracteriza-se pela residência comum e pelo convívio de pais e filhos. Certo é que, desde tempos imemoriais, a Família é responsável pela “reprodução da espécie, pela criação e socialização dos filhos e pela transmissão essencial do património cultural”. Vivemos uma época de grandes transformações e de exigências que nos impedem, muitas vezes, o compartilhar, o dialogar, o encontro. Mas a família continua sendo o referencial insubstituível. A família é o primeiro modelo das sociedades políticas: o chefe é a imagem do pai; o povo, a imagem dos filhos. Os sentimentos e os costumes, que são a base da felicidade pública, formam-se no lar, ou a família será sempre a base das sociedades.
O modo como os pais, encaram a vida tem influência decisiva na formação dos filhos. A educação lastreada em padrões autoritários, na rigidez da intolerância, no desprezo pela inclinação transcendental, na ausência de compromisso, na ética dicotómica do indivíduo que a sociedade irá gerar, forçosamente, cidadãos deslocados do eixo social, descrentes, sem chance de realização ou, como diz a sabedoria popular, “de mal com a vida”. É preciso encarar o mundo com realismo, mas sem perder a dimensão utópica.
Depende de cada um de nós a felicidade do nosso próximo mais próximo, de nossos familiares, de nossos companheiros de trabalho, de nossos amigos. Somos responsáveis por nossos relacionamentos. Uma visão optimista melhora a qualidade de vida.
A IMPORTÂNCIA DOS VALORES MORAIS NA VIDA FAMILIAR PARA A MELHORIA DA EDUCAÇÃO DOS FILHOS
Indivíduo, Família e Sociedade
Afirma-se que ninguém pode ser feliz sozinho. Nem a família pode isolar-se. Nem a própria comunidade local ou nacional. O mundo, na verdade, é uma “aldeia global”. No contexto familiar, o indivíduo só se sentirá bem se o clima emocional do lar for de boa qualidade, se houver respeito mútuo, se respirar liberdade, se o relacionamento for marcado pelo amor; quando se compreender que o ser humano é único,  irrepetível, singular, e o será sempre, mesmo que exista cientificamente a condenada experiência da clonagem humana. A família é lugar de troca, de crescimento, de realização. É de acrescentar que uma sociedade feliz depende de famílias bem estruturadas, não necessariamente de famílias economicamente prósperas, porém felizes.
Efeitos da Globalização
Seria ingenuidade afiançar que, apesar de todos os esforços individuais e familiares, a aventura humana pessoal não encontrará dificuldade. Ao contrário, não se sentirá o sabor da vitória sem luta. Educar é, também, preparar para os embates diários, para os desafios da vida. A construção de uma nova civilização exige um esforço forte, individual e colectivo.
INTEGRAÇÃO COMUNITÁRIA.
Responsabilidade Social
O isolamento, individual ou familiar, decreta a falência da educação. A insegurança, principalmente nas grandes cidades, leva ao isolamento. As grades e os muros altos são símbolos desse enclausuramento. Mas, jamais tal anomalia, é preciso lutar contra esse tipo de solidão. A integração comunitária é o antídoto. Quando as pessoas se reúnem para debater e procurar soluções, a sociedade se qualifica diante dos desafios do quotidiano. A família tem o dever ético de participar dessa luta. A responsabilidade social começa no lar. Através de um debate crítico, de propostas de engajamento. A responsabilidade de cada cidadão esclarecido é ainda maior, porque precisa ter uma dimensão profética no argumentar, no denunciar, no construir uma mentalidade nova.
Valores familiares associados a escola
Definindo escola como uma instituição social que se caracteriza como um local de trabalho coletivo voltado para a formação das jovens gerações, diferente de outras tantas instituições sociais, constata-se que a escola é responsável pela educação escolar, é um espaço destinado ao trabalho pedagógico formal, ao entendimento de regras, à formação de valores éticos, morais e afetivos, ao exercício da cidadania. Porém, quando falta ao educando/filho, um ambiente familiar saudável e equilibrado, no qual ele convive com uma desestrutura familiar (ausência de pai, de mãe), ele se deixa levar pelo impulso em direção da irresponsabilidade ou inconsequência, gerando assim ações inadequadas e insensatas que irão desorganizar e prejudicar a formação do seu caráter e da sua personalidade. Quando a escola é despreparada tanto no seu quadro funcional, como também não cumpre o seu papel social na formação do educando, verifica-se que se têm a partir desse desinteresse escolar/pedagógico indivíduos desestimulados e incapazes de prosseguirem em busca do seu lugar na sociedade. Gerando assim, alunos desmotivados, indisciplinados e com baixa auto estima.
Toda essa situação acaba gerando uma série de sentimentos conflituantes, não só entre pais e filhos, mas também entre os próprios pais. E um dos sentimentos mais comuns entre estes é o de culpa. É ela que, na maioria das vezes, impede um pai ou uma mãe de dizer não as exigências de seus filhos. É ela que faz um pai dar ao seu filho tudo o que ele deseja, pensando que assim poderá compensar a sua ausência. É a culpa que faz uma mãe não avaliar corretamente as atitudes de seu filho, pois isso poderá significar que ele não esteve suficientemente presente para corrigi-las.
Enfim, é a culpa de não estar presente de forma efetiva e construtiva na vida de seus filhos que faz, muitas vezes, um pai ou uma mãe ignorarem o que se passa com eles. Assim, muitos pais e mães acabam tornando-se reféns de seus próprios filhos. Com receio de contrariá-los, reforçam atitudes inadequadas e, com isso, prejudicam o seu desenvolvimento, não só intelectual, mas também, mental e emocional.
Pais que não tem coragem de reconhecer seus erros nunca ensinarão seus filhos a enfrentar seus próprios erros e a crescer com eles. Pais que admitem que estão sempre certos nunca ensinarão seus filhos a transcender seus fracassos. Pais que não pedem desculpas nunca ensinarão seus filhos a lidar com a arrogância. Pais que não revelam seus temores terão sempre dificuldades de ensinar seus filhos a ver nas perdas oportunidades para serem mais fortes e experientes.
A família deve, portanto, se esforçar em estar presente em todos os momentos da vida de seus filhos. Presença que implica envolvimento, comprometimento e colaboração. Deve estar atenta a dificuldades não só cognitivas, mas também comportamentais. Estar pronta para intervir da melhor maneira possível, visando sempre o bem de seus filhos, mesmo que isso signifique dizer sucessivos “não” às suas exigências. Educar, portanto, não é uma tarefa fácil, exige muito esforço, paciência e tranquilidade. Exige saber ouvir, mas também fazer calar quando é preciso educar. O medo de magoar ou decepcionar deve ser substituído pela certeza de que o amor também se demonstra sendo firme no estabelecimento de limites e responsabilidades. Deve-se fazer ver as crianças e jovens que direitos vêm acompanhados de deveres e para ser respeitado, deve-se também respeitar.
Nada é pior para o bem estar e desenvolvimento das crianças e dos jovens do que a ausência de referências seguras e a privação do contacto continuado e duradouro com adultos significativos. Quando os pais, por motivos relacionados com o mercado de trabalho e o afastamento do local de trabalho da sua área de habitação, não dispõem de tempo para estar com os filhos, deixando, por isso, de tomar as decisões em comum, as crianças e os jovens são obrigados a crescerem com a ausência de referências culturais seguras. Essa ausência de referências faz aumentar a necessidade de os professores criarem programas que aproximem as escolas das famílias, contribuindo para a recriação de pequenas comunidades de apoio aos alunos que sejam uma presença forte na vida deles.
Existem diversas contribuições que a família pode oferecer, propiciando o desenvolvimento pleno, respectivamente dos seus filhos, alguns critérios devem ser considerados como prioridade para ambas as partes, como:
·         Selecionar a escola baseado em critérios que lhe garanta a confiança da forma como a escola procede diante de situações importantes;
·         Dialogar com o filho o conteúdo que está vivenciando na escola;
·         Cumprir as regras estabelecidas pela escola de forma consciente e espontânea;
·         Deixar o filho a resolver por si só determinados problemas que venham a surgir no ambiente escolar, em especial na questão de socialização;
·         Valorizar o contato com a escola, principalmente nas reuniões e entrega de resultados, podendo se informar das dificuldades apresentadas pelo seu filho, bem como seu desempenho.



CONCLUSÃO
Depois da pesquisa feita chegamos a conclusão de que os valores morais na vida familiar para melhoria da educação dos filhos, devem ser ressaltados através do exemplo e da acção. A responsabilidade de cada família deve ser posta em prática começando no lar. Os pais têm obrigação de esclarecer aos filhos, desenvolvendo seu senso crítico, argumentando, respondendo seus questionamentos, construindo uma nova mentalidade, baseada no bem comum e na busca por uma sociedade melhor, em que todos tenham seus direitos assegurados também na prática. Assim como diz o autor Paulo Freire: “A mudança é uma constatação natural da cultura e da história. O que ocorre é que há etapas, nas culturas, em que as mudanças se dão de maneira acelerada. E dentro dessa conjuntura está a família e a escola. Ambas tentando encontrar caminhos em meio a esse emaranhado de escolhas, que esses novos contextos, sociais, econômicos e culturais, nos impõem.
Assim o trabalho na qual nos foi dirigdo teve ênfases em algumas formas de percepção concernentes aos valores morais no seio familiar. É de referir que com este método de ensino ficamos satsfeitos visto que de forma mais aprofundada tomamos conhecimentos detalhados de como a educação familiar está assossiada aos valores morais.


BIBLIOGRAFIA
Revista de educação do IDEAU: A importância da família na educação de seus filhos com dificuldades de aprendizagem escolar sob a ótica da psicopedagogia. v.5 - n.10 - Janeiro - Junho 2010.
Lama, Dalai. Uma ética para o Terceiro Milênio, Sextante. / 8 Nicholson, Michael. Mahatma Gandhi. Ed. Globo, 1993.