sábado, 20 de junho de 2015

Os dez Princípios da Economia


 Os dez Princípios da Economia

Economia: O estudo de como a sociedade se organiza para decidir a dinâmica de alocação dos recursos escassos.

COMO AS PESSOAS TOMAM DECISÕES
Princípio 1 - As pessoas enfrentam tradeoffs
Tradeoff é o termo econômico para uma situação de escolha conflitante. Aonde se conquista o uso de um recurso escasso, mas se perde outro. (ex: comprar manteiga no mercado, ganha-se a manteiga, mas perde-se o dinheiro). Um tradeoff clássico é o que se dá entre "Armas e Manteiga". Quanto mais uma sociedade deve gastar em defesa nacional (armas), menos se gasta em bens de consumo (manteiga). 
Outro tradeoff clássico: entre a eficiência e a igualdade. A Eficiência econômica se traduz por quanto mais a sociedade consegue aproveitar de um recurso escasso, e a igualdade é a distribuição dos mesmos entre os indivíduos dessa sociedade. Exemplo: O Imposto de Renda exige que quem ganha mais contribua mais com o governo, que tenta distribuir melhor essa renda. No caso, a eficiência do recurso é diminuida, enquanto a distribuição é maior. Não significa que um seja melhor que o outro, nesse caso, mas significa que reconhecendo este tradeoff, podemos combinar a melhor forma de ajuste entre os dois lados.

Princípio 2 - O Custo de Alguma Coisa é Aquilo de que Você Desiste Para Obtê-la (Custo de Oportunidade)
 A partir do tradeoff, a tomada de decisões exige a comparação entre os custos e benefícios das possibilidades de ação. Exemplo: você trabalha vendendo lenha e está precisando de um carro novo. É melhor você comprar uma caminhonete com menos conforto e que possa carregar madeira, ou é melhor você comprar um carro luxuoso, porém sem caçamba?
Um aspecto interessante a ser pensado, é que se é uma necessidade básica (exemplo: casa, alimentação, ou gasolina para andar com a sua caminhonete) só deverá ser considerado Custo de Oportunidade, caso ele fique com o valor monetário maior que o utilizado anteriormente, ou a sua eficiência econômica seja reduzida em relação ao anterior. O Custo de Oportunidade é o que você abre mão para obter um item. Exemplo: o custo de Oportunidade de cursar uma universidade é o salário que não se ganha enquanto se estuda.

Princípio 3 - As Pessoas Racionais Pensam na Margem
Uma ação nunca é apenas preto e branco. Ela envolve diversos tons de cinza. Identificar a margem é justamente saber identificar os diversos tons de cinza de cada situação, e tomar as decisões de acordo com o Custo de Oportunidade e avaliando o tradeoff envolvido. Um exemplo: uma loja adquiriu mercadorias no valor de 100.000, ao vender a metade das mesmas ela já conseguiu o retorno dos 100.000, portanto, o que ela vender de agora pra frente é lucro. Assim, não é considerado prejuizo se ela vender uma peça com 70% de desconto, já que ela vai lucrar 30% ainda. Esse princípio é o que define que as pessoas pensam de forma marginal para tomar suas decisões.
Esse fenômeno explica alguns fatos interessantes: por exemplo, porquê a água, mesmo sendo um bem essencial para a vida, é menos valorizada que o diamante, que tem apenas valor como bem de consumo? Pois um copo a mais não faz diferença, já que a água existe em abundância, portanto o seu benefício marginal é baixo, porém, diamantes são raros e portanto, considerados com um alto benefício marginal.
Um tomador de decisões racionais executa uma ação se, e somente se, o BENEFÍCIO MARGINAL ULTRAPASSA O CUSTO MARGINAL.

Princípio 4 - As Pessoas Reagem a Incentivos
"As pessoas respondem a incentivos, o resto são comentários". Por exemplo: quando o preço da maçã aumenta, as pessoas optam por comprar menos maçãs. Ao mesmo tempo, os fazendeiros decidem contratar mais trabalhadores e colherem mais maçãs. Resumindo: o preço alto de um produto no mercado incentiva que menos pessoas comprem um produto e os produtores aumentem a produção. Exemplo de incentivo: IPI Baixo no Brasil, para incentivar a compra de eletrodomésticos e carros.
Um livro de 1960, chamado Unsafety at any speed, de Ralph Nader, gerou uma preocupação pública sobre a segurança na direção. Aí o congresso norte-americano definiu as leis de segurança do transito. Obviamente, os acidentes com vítimas fatais diminuiram, mas por outro lado, os acidentes se tornaram mais comuns. Pois as pessoas tinham o incentivo de ser menos prudentes, já que estavam mais seguras. Os incentivos são fatores externos que influenciam na tomada de decisão das pessoas.

COMO AS PESSOAS INTERAGEM
Nos quatro primeiro princípios, foi apresentado como as pessoas tomam decisões, agora vamos ao estudo que demonstra como as pessoas interagem entre si em um sistema econômico.

Principio 5 - O Comércio Pode Ser Bom Para Todos
A concorrência é um fator interessante. Digamos que eu tenha duas empresas, Apple e Sony, ambas concorrem pelo mesmo tipo de cliente em determinado setor, a concorrência entre as duas promove produtos mais elevados, maiores opções de escolha, e diminuem o preço. Ou seja: a competição é boa, pois as empresas são tão concorrentes quanto parceiras.

Princípio 6 - Os Mercados São Geralmente uma Boa Maneira de Organizar a Atividade Econômica
A tentativa e o fracasso do sistema econômico da União Soviética prova que não há razão em tentar regular o mercado manualmente. O mercado é um sistema distribuído e que deve se auto-organizar. Quando os governos tentam regular o Mercado manualmente, ocorre que é a mesma coisa que tentar direcionar e forçar a mão invisível de Adam Smith a cometer determinada ação. Perseguindo os próprios interesses pessoais, as pessoas enobrecem e elevam o mercado. "Não é da benevolência do açougueiro, do padeiro, do cervejeiro que esperamos nosso jantar, mas da consideração que eles tem pelos seus próprios interesses. Cada indivíduo não tem a intenção de promover o bem público e nem sabe o quanto promove, ao perseguir o próprio interesse, frequentemente se atinge o interesse social de forma mais eficaz do que faria se prestasse a promovê-lo.

Princípio 7 - As Vezes Os Governos Podem Otimizar Os Mercados
Existem algumas exceções à regra em que os mercados são uma boa maneira de se organizar a atividade econômica. Em alguns casos, pode não haver uma alocação eficiente de recursos, o que é chamado de falha de Mercado. Uma possível causa de falhas de mercado é a externalidade, que se define mais a assuntos de ordem natural (como por exemplo furacões, desastres, poluição), e outra característica é o chamado poder de mercado, que é o impacto da ação de determinado agente econômico sobre os que estão a sua volta. Exemplo: uma pessoa detentora de boa parte do mercado que resolve influenciar indevidamente os preços, para obter lucro. Exemplo: se houver apenas um poço em uma cidade, todas as pessoas dependem apenas do proprietário desse poço, logo, seria tarefa do governo abrir vários outros poços.
Quando existem características de externalidade ou de poder de mercado, certas políticas públicas bem concebidas podem aumentar a eficiência econômica, e é óbvio que em muitos casos ocorrem erros.

COMO A ECONOMIA FUNCIONA
Os três últimos princípios dizem respeito a como funciona a economia.

Princípio 8 - O Padrão de Vida de Um País Depende da sua Capacidade em Produzir Bens e Serviços
Esse é tão óbvio que nem é necessário explicar.

Princípio 9 - Os Preços Sobem Quando o Governo Emite Moeda Demais
Esse princípio é o que ensina sobre a inflação, que é quando o governo emite moeda demais. Consequentemente temos a desvalorização da moeda, e o aumento geral dos preços do mercado. Na Alemanha em Janeiro de 1921, um jornal custava 30 centavos de marco. Já em novembro de 1922 ele custava 70.000.000 de marcos.
Em quase todos os casos de inflação passageira ou permanente, o culpado é o mesmo: a emissão exagerada de moeda. Naturalmente, a inflação é proporcional também a emissão de moeda. Pelo dinheiro ter uma característica de escassez, fabricá-lo é uma forma virtual de tirar essa característica. A falsificação de moeda também é um agente responsável pela inflação.

Princípio 10 - A Sociedade Enfrenta um Tradeoff de Curto Prazo Entre Inflação e Desemprego
Embora o aumento de preços e a desvalorização da moeda sejam reflexos a longo prazo da emissão exagerada de moeda, também existem características de curto prazo que são controversas. Os economistas descrevem como:
  •  A inflação estimula o aumento de moeda e portanto, o aumento do nível de consumo, assim sendo, a aumenta-se a demanda por bens e serviços.
  •  O aumento da demanda pode também levar as empresas a aumentarem os preços, porém, nesse interim, esse estímulo também incentiva as empresas a contratar mais mão de obra e a aumentar a quantidade de bens e serviços. Maior contratação significa menos desemprego.

Conceitos-chave: escassez, economia, eficiência, igualdade, custo de oportunidade, pessoa racional, mudanças marginais, incentivo, economia de mercado, direito de propriedade, falha de mercado, externalidade, poder de mercado, produtividade, inflação, ciclo de negócios

A religião em factor de agravamento e conflito das tensões da Ásia


Índice


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Introduçao

No presente trabalho iremos abordar sobre a  religiao um factor de agravamento e conflitos das tensoes da asia que é freqüentemente incluída nas crenças e experiências de pacientes psicóticos, tornando-se, assim, alvo de intervenções psiquiátricas. 

Este artigo, primeiramente, examina a prevalência de crenças e atividades religiosas entre pessoas não-psicóticas nos Estados Unidos, Brasil e em outras áreas do mundo. Segundo, discute os fatores históricos que têm contribuído para a barreira que separa religião de psiquiatria na atualidade. Terceiro, revisa os estudos sobre a prevalência de delírios religiosos em pacientes com esquizofrenia, transtorno bipolar e outros transtornos mentais graves, discutindo como os clínicos podem distinguir o envolvimento religioso patológico do não-patológico. Quarto, explora a possibilidade de que pessoas com doença mental grave usem práticas e crenças religiosas não-patológicas para lidar com seus transtornos mentais. Quinto, examina os efeitos do envolvimento religioso no curso da doença, das exacerbações psicóticas e das hospitalizações. Finalmente, este artigo descreve intervenções religiosas ou espirituais que possam auxiliar no tratamento.  Revisão da literatura.  Enquanto cerca de um terço das psicoses têm conteúdo religioso, nem todas as experiências religiosas são psicóticas. Na realidade, elas podem ter efeitos positivos no curso de doenças mentais graves, levando os clínicos a terem de decidir se devem tratar as crenças religiosas e desencorajar as experiências religiosas ou se devem apoiá-las. 

 

 

A religião em factor de agravamento e conflito das tensões da Ásia

Diversidades econômicaspolíticasreligiosasétnicas e sociais, a Geopolítica da Ásia torna-se um campo propício à eclosão deconflitos de toda espécie. As principais zonas conturbadas são:
Conflito árabe-israelense: Para fugir à perseguição nazista ocorrida durante a Segunda Guerra Mundial, milhares de judeus deixaram a Europa e migraram à Palestina, que havia sido sua pátria na Antiguidade. Na época, o território estava sob a administração da Inglaterra e era habitado majoritariamente pelos palestinos, povo de origem árabe.
Em 1947, a ONU resolveu dividir o país em um Estado judeu (57% da área) — Israel — e um palestino (43% da área). Essa solução não foi aceita pela comunidade árabe em geral, e desde então a região tornou-se palco de sucessivas guerras, destacadamente em 194819561967 e 1973; nas três primeiras ocasiões, Israel foi vencedor e ampliou seu território; após a última, houve uma trégua e, num acordo assinado em 1979Israel devolveu ao Egito a Península do Sinai.

Os países asiáticos que incluíram nos factores


Índia e Paquistão: A rivalidade entre indianos e paquistaneses existe desde o período colonial. Em 1947, quando o Paquistão Ocidental (atual Paquistão) e Bengala ou Paquistão Oriental (atualBangladesh) foram desmembrados da União Indiana, formando um país independente, ocorreram verdadeiras chacinas. Essa animosidade persistiu, sendo agravada pelo fato de a Índia ter favorecido a independência de Bangladesh do domínio paquistanês, ocorrida em 1971.13 A Índia é agitada também por movimentos separatistas de alguns de seus estados.
Afeganistão: Após a invasão da União Soviética em 1979,  que visava colocar no poder um político aliado, formaram-se grupos guerrilheiros de resistência, que entraram em conflito com as tropas soviéticas. Essas tropas começaram a ser retiradas do Afeganistão no final da década de 1980,14 mas a luta armada continuou entre grupos nacionalistas rivais.
China e ex-União Soviética: Ambos os países adotam o regime socialista, mas seguem linhas de conduta política e econômica diversas, o que os faz entrar em conflito pelos mais variados motivos. Para agravar as relações, há o fato de possuírem milhares de quilômetros de fronteiras em comum, onde há vários pontos de litígio.
Em 1989, as divergências entre os dois Estados aumentaram, pois enquanto a ex-União Soviéticatentava uma aproximação com os países capitalistas e promovia eleições livres, a China sufocava reivindicações por maior liberdade no país.
Além desses conflitos, há ainda rebeliões internas nos seguintes países: Myanmar (onde elas se arrastam desde 1948), CambojaCoreia do NorteLaosVietnã e Sri Lanka, dentre outros.
A religião no Oriente Médio é bastante diversificada, e essas diferenças religiosas têm provocado, ao longo dos anos, bastantes conflitos.
O Oriente Médio possui extensão territorial de 6,8 milhões de quilômetros quadrados, está localizado no oeste da Ásia e é formado pelos seguintes países: Arábia Saudita, Bahrain, Catar, Egito, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Síria, Turquia.
Sua população é de aproximadamente 260 milhões de habitantes. A diversidade étnica e cultural entre os habitantes do Oriente Médio é enorme, fator responsável pelos conflitos naquela região. Um dos elementos diversificados é a religião, com crenças diferentes e disputa por territórios considerados sagrados.
As três principais religiões monoteístas, ou seja, crença na existência de um único Deus, surgiram no Oriente Médio: O Islamismo, o Cristianismo e o Judaísmo.
A religião com maior número de seguidores é o Islamismo (90% da população). É uma religião monoteísta, fundamentada nos ensinamentos de Mohammed, ou Muhammad, chamado pelos ocidentais de Maomé. Após a morte de Maomé, a religião islâmica sofreu ramificações, ocorrendo divisão em diversas vertentes com características distintas. Os segmentos do Islamismo que possuem maior quantidade de adeptos são a dos sunitas (maioria) e a dos xiitas. Ao contrário do que muitos pensam, o Islamismo não é dividido apenas em sunitas e xiitas, existem vários outros grupos menores, entre eles estão os drusos e os alauítas.
A segunda maior religião em números de seguidores no Oriente Médio é o Cristianismo. A região abriga cerca 12 milhões de cristãos, muitos de igrejas árabes, como a Copta ou a Maronita, que estão entre as mais antigas do Cristianismo. Os países com a maior quantidade de cristãos são a Síria e o Líbano.
Além disso, também vivem no Oriente Médio mais de 6,5 milhões de Judeus, quase todos em Israel. O território que atualmente corresponde à Palestina já foi habitado por judeus há cerca de quatro mil anos, no entanto, foram expulsos durante o Império Romano. Os judeus retornaram para o Oriente Médio através de fluxos migratórios, que se fortaleceram com a construção do Estado de Israel, em 1948. Esse fato é um dos principais responsáveis pelos constantes conflitos entre judeus e palestinos, pois Israel está anexando territórios habitados por palestinos.
A cidade de Jerusalém é disputada pelas três grandes religiões. É um local sagrado para o Islamismo, o Cristianismo e o Judaísmo. Confira a importância simbólica de Jerusalém para essas religiões:
- Islamismo: Domo da Rocha, em Jerusalém, é o terceiro local mais importante no Islamismo, de onde Maomé subiu aos céus.
- Cristianismo: Igreja do Santo Sepulcro, localizada em Jerusalém, assinala o local tradicional da crucificação, do enterro e da ressurreição de Jesus Cristo.

- Judaísmo: Para os judeus, o Muro das Lamentações, parte do Segundo Templo, localizado na cidade de Jerusalém, é o local mais sagrado de todos.

Religião e sua origem


Religião (especulam-se várias origens etimológicas. Detalhes na seção etimologia) é um conjunto de sistemas culturais e de crenças, além de visões de mundo, que estabelece os símbolos que relacionam a humanidade com a espiritualidade e seus própriosvalores morais. Muitas religiões têm narrativassímbolostradições e histórias sagradas que se destinam a dar sentido à vida ou explicar a sua origem e do universo. As religiões tendem a derivar a moralidade, a ética, as leis religiosas ou um estilo de vidapreferido de suas ideias sobre o cosmos e a natureza humana.
A palavra religião é muitas vezes usada como sinônimo de  ou sistema de crença, mas a religião difere da crença privada na medida em que tem um aspecto público. A maioria das religiões têm comportamentos organizados, incluindo hierarquias clericais, uma definição do que constitui a adesão ou filiação, congregações de leigos, reuniões regulares ou serviços para fins de veneraçãoou adoração de uma divindade ou para a oração, lugares (naturais ou arquitetônicos) e/ou escrituras sagradas para seus praticantes. A prática de uma religião pode também incluir sermões, comemoração das atividades de um deus ou deusessacrifícios,festivaisfestastranseiniciaçõesserviços funeráriosserviços matrimoniaismeditaçãomúsicaartedança, ou outros aspectos religiosos da cultura humana.
desenvolvimento da religião assumiu diferentes formas em diferentes culturas. Algumas religiões colocam a tônica na crença, enquanto outras enfatizam a prática. Algumas religiões focam na experiência religiosa subjetiva do indivíduo, enquanto outras consideram as atividades da comunidade religiosa como mais importantes. Algumas religiões afirmam serem universais, acreditando que suas leis e cosmologia são válidas ou obrigatórias para todas as pessoas, enquanto outras se destinam a serem praticadas apenas por um grupo bem definido ou localizado. Em muitos lugares, a religião tem sido associada com instituições públicas, comoeducaçãohospitaisfamíliagoverno e hierarquias políticas.
Origem da Religião - Fundações Antigas
A origem da religião pode geralmente ser atribuída ao antigo Oriente Próximo e classificada em três categorias básicas: politeísta, panteísta e monoteísta. O ateísmo é de fato uma crença moderna que resultou do período do "Iluminismo" durante o século 18.
Origem da Religião – Politeísmo
A origem da religião e dos sistemas politeístas: Acredita-se que o politeísmo (crença em muitos deuses) originou-se com o hinduísmo em cerca de 2500 aC. Crenças hindus foram registradas no Bhagavad Gita, o qual revelou que muitos deuses estavam sujeitos a um deus supremo Brahman. O politeísmo também foi a religião de muitas outras culturas antigas, incluindo a Assíria.
Babilônia, EgitoGrécia e Roma. Os antigos sistemas de crença politeístas enxergavam os deuses como estando no controle de todos os eventos naturais, tais como: chuvas, colheitas e fertilidade. As culturas politeístas geralmente acreditavam em sacrifícios para apaziguar seus deuses. Por exemplo, os cananeus sacrificavam ao deus do sexo masculino, Baal, e sua contraparte feminina, Astarote. Baal controlava as chuvas e a colheita, enquanto que Astarote controlava a fertilidade e reprodução. Os gregos e romanos desenvolveram o politeísmo a um panteão altamente estruturado de deuses e deusas.
Origem da Religião – Panteísmo
A origem das religiões e sistemas panteístas: O panteísmo (a crença de que tudo é Deus) prevaleceu em inúmeras culturas antigas. A crença de que o próprio universo era divino foi tipificado nas crenças animismas das culturas africanas e dos índios americanos, na última religião egípcia sob os Faraós e no Budismo, Confucionismo e Taoísmo nas culturas do Extremo Oriente. Crenças Panteístas também estão encontrando ressurgimento entre os vários movimentos da Nova Era. Em geral, o panteísmo é o princípio de que Deus é tudo e tudo é deus. Portanto, a natureza também é parte de Deus. Devemos estar em harmonia com a natureza. Devemos cultivá-la e ser cultivados por ela. A humanidade não é diferente de qualquer outro animal. Devemos viver em harmonia com eles, entendê-los e aprender com eles, focalizando-nos na relação entre a humanidade e os elementos da natureza.
Origem da Religião – Monoteísmo
A origem da religião e sistemas monoteístas: o monoteísmo (a crença em um Deus) é a fundação da linha judaico-cristã-muçulmana de religiões, a qual começou com um homem chamado Abraão em cerca de 2000 aC. A partir deste ponto da história, Deus começou a revelar-se ao mundo através da nação de Israel. As escrituras judaicas registram a jornada dos israelitas desde a escravidão no Egito até a "terra prometida" em Canaã sob a liderança de Moisés. Durante um período de cerca de 1500 anos, Deus revelou o que se tornou o Antigo Testamento da Bíblia, relacionando a história de Israel com o caráter e as leis de Deus. Durante o período do Império Romano, Jesus Cristo nasceu em Belém como o tão esperado Messias. O ministério de Jesus terminou em cerca de 32 dC com a Sua crucificação e ressurreição. Depois da ascensão de Cristo ao céu, a igreja Cristã crescia em Seu nome e o Novo Testamento foi escrito. Cerca de 600 anos depois, Maomé começou a pregar em Meca. Maomé acreditava ser o profeta definitivo de Deus e seus ensinamentos tornaram-se os preceitos do Islã como registrados no Alcorão.
Origem da Religião - Datas Importantes na História:
c. 2000 AC: Tempos de Abraão, o patriarca de Israel.
c. 1200 aC: Tempos de Moisés, o líder hebreu do Êxodo.
c. 1100 - 500 aC: Os hindus agrupam seus textos sagrados, os Vedas.
c. 563-483 aC: Tempos de Buda, fundador do Budismo.
c. 551 - 479 aC: Tempos de Confúcio, o fundador do Confucionismo.
c. 200 aC: O livro hindu, Bhagavad-Gita, é escrito.
c. 2-4 aC - 32 dC: Tempos de Jesus Cristo, o Messias e fundador do Cristianismo.
c. 32 dC: A crucificação e ressurreição de Jesus Cristo.
c. 40-90 dC: O Novo Testamento foi escrito pelos seguidores de Jesus Cristo.
c. 570 - 632 dC: Tempos de Maomé, o qual registra o Alcorão como a base do Islã.

Movimento religioso na asia
Esta classificação procura agrupar as religiões com base em critérios geográficos, como a concentração numa determinada região ou o facto de certas religiões terem nascido na mesma região do mundo. As categorias mais empregues são as seguintes:
Religiões africanas: religiões dos povos tribais da África Negra;
Religiões da Oceania: religiões dos povos das ilhas do Pacífico, da Austrália e da Nova Zelândia;

Religiões da Antiga Grécia e Roma.

Esta classificação não se refere à forma como tais religiões estão distribuídas hoje pela Terra, mas às regiões onde elas surgiram. Fundamenta-se no fato de que as religiões nascidas em regiões próximas mantêm também proximidades em relação aos seus credos, por exemplo: as religiões nascidas no Oriente Médio em geral são monoteístas e submetem seus crédulos a forte regime de proibições e obrigações, sempre se utilizando de ameaças pós-morte como a do inferno cristão. Já as religiões nascidas no Oriente Distante são politeístas ou espiritualistas (não pregam a existência de nenhum deus, mas acreditam em forças espirituais) e são mais flexíveis quanto suas normas morais.
A distribuição atual das religiões não corresponde às suas origens, já que algumas perderam força em suas regiões nativas e ganharam participação em outras partes do planeta, um exemplo básico é o cristianismo, que é minoritário no Oriente Médio (onde surgiu) e majoritário em todo o Ocidente e na Oceania (para onde migrou)

 

maome

Profeta Maomé



Messiânico profeta árabe nascido em Meca, na atual Arábia Saudita e na época, era um importante e próspero centro comercial e religioso, cujo nome próprio é derivado do verbo hâmada e que significa digno de louvor, fundador da religião muçulmana e do império árabe. Pertencia ao clã dos Hashim, de Banu Hashim, um dos ramos da tribo dos coraixitas (Qoreish, Quraish ou Qoraish), guardiã da Caaba, templo nacional do povo árabe que abrigava os ídolos de todas as tribos da península e os deuses da religião de todos os chefes de caravana que ali passavam, mais de 360 deuses.

Órfão muito cedo, foi criado primeiramente pelo avô paterno, Abd al-Mutalib, e mais tarde pelo tio, Abu Talib, coletor de impostos e mercador, que o iniciou nas artes do comércio. Preocupado com a idéia de restabelecer a religião monoteísta de Abraão, Ibrahim em árabe, teve na religião sua área de interesse privilegiado, tornando-se um político talentoso, chefe militar e legislador. Aos 25 anos, já com a reputação de comerciante honesto e bem-sucedido, casou-se com a rica viúva Cadidja, 15 anos mais velha do que ele. O matrimônio durou até a morte de Cadidja (617), num castelo pertencente a Abu Talib, que morreria dois anos após, onde o profeta estava refugiado.

Revelação de maome

Maomé tinha por hábito passar noites nas cavernas das montanhas próximas de Meca, praticando o jejum e a meditação. Sentia-se desiludido com a atmosfera materialista que dominava a sua cidade e insatisfeito com a forma como órfãos, pobres e viúvas eram excluídos da sociedade. A tradição muçulmana informa que no ano de 610, enquanto meditava numa caverna do Monte Hira, Maomé recebeu a visita do arcanjo Gabriel (Jibrīl), que o declarou como profeta de Deus. Desde este momento e até à sua morte, também recebeu outras revelações.
Ao receber estas mensagens, Maomé teria transpirado e entrado em estado de transe. A visão do arcanjo Gabriel o teria perturbado, mas sua mulher Cadija o reconfortou, assegurando que não se trataria de uma possessão de um génio. Para tentar compreender o sucedido, o casal consultou Waraqa bin Nawfal, um primo de Cadija que se acredita ter sido cristão. Com a ajuda deste, Maomé interpretou as mensagens como sendo uma experiência idêntica à vivida pelos profetas do judaísmo e cristianismo.
As primeiras pessoas a acreditar na missão profética de Maomé foram Cadija e outros familiares e amigos que se reuniam na casa de um homem chamado Al-Arqam. Por volta de 613, encorajado pelo seu círculo restrito de seguidores, Maomé começou a pregar em público. Ao proclamar a sua mensagem na cidade, ganhou seguidores, incluindo os filhos e irmãos do homem mais rico de Meca. A religião que ele pregou tornou-se conhecida como islão ("submissão à vontade de Deus").
À medida que os seus seguidores cresciam, ele se tornava uma ameaça para as tribos locais, especialmente aos Coraixitas, a sua própria tribo, que tinha a responsabilidade pelo cuidado da Caaba, que nesta altura hospedava centenas de ídolos que os árabes adoravam como deuses.

As principais fontes para o estudo da vida de Maomé são o Alcorão, as biografias surgidas nos primeiros séculos do islão (nos séculos VIII e IX, conhecidas como Siras) e oshadith.
Embora o Alcorão não seja uma biografia de Maomé, ele proporciona informações sobre a sua vida. Entre as suras, destaca-se a sura de Ibn Ishaq. Os ahadith (singular hadith) são os relatos daquilo que o profeta disse, fez ou aprovava, e foram transmitidos através de uma cadeia oral. A sua escrita foi contemporânea a entrada do cristianismo nestoriano na península arábica.
Vida
Muhammad nasceu em Meca no dia 12 do mês de Rabi al-Awwal (terceiro mês do calendário árabe) no "ano do Elefante". Esse ano recebeu esta denominação porque nele se verificou o ataque de pelas tropas de Abraha (governador do sul da Arábia ao serviço doimperador da Etiópia) que estavam equipadas com elefantes. Na era cristã este ano corresponde a 570.
Maomé pertencia ao clã dos hachemitas, por sua vez integrado na tribo dos coraixitas (Quraysh, "tubarão"). Era filho de Abdalá e deAmina. Seu pai faleceu pouco tempo antes do seu nascimento, deixando à esposa como herança cinco camelos e uma escrava.
Entre as famílias de Meca existia na época a tradição de entregar temporariamente as crianças às famílias beduínas que viviam nodeserto, uma vez que se considerava que o clima de Meca era pouco saudável; para além disso, acreditava-se que uma temporada de vida no deserto prepararia melhor a criança para a vida adulta. Em troca desta adopção temporária, os beduínos recebiam presentes dos habitantes de Meca. Apesar das limitações económicas, Amina entregou Maomé aos cuidados de uma ama-de-leite chamada Halíma (Haleemah).
Quando Maomé tinha seis anos de idade a sua mãe faleceu; passou a viver então com o seu avô paterno, Abd al-Mutalib, e com os filhos destes, entre os quais se encontravam Abbas e Hamza e que eram praticamente da mesma idade que Maomé, fruto de um casamento tardio do avô. Abd al-Mutalib ocupava em Meca o importante cargo de siqáya (serviço de distribuição pelos peregrinos da água sagrada do poço de Zamzam). Dois anos depois, o avô de Maomé faleceu e este foi viver com o seu tio Abu Talib, novo chefe do clã hachemita.







Profeta buda




O budismo surgiu na Índia sendo uma religião protestante ao hinduismo. Hoje esta religião possui mais de 360 milhões de adeptos pelo mundo. Esta religião foi criada por um monge chamado Sidarta Gautama que viveu provalvelmente entre 563 a 483 a.C. o qual nasceu como príncipe, e por ordem de seu pai, viveu em um castelo longe dos problemas do mundo. Aos vinte anos de idade consegue permissão para conhecer o que existia além das muralhas do palácio, e descobriu que existia sofrimento e tristezas para os pobres. Resignou-se então a resolver estes problemas e para isto decidiu entregar-se à meditação. Abandonou assim todas as suas riquezas e passou a ter uma vida voltada a espiritualidade apenas.
Na cidade indiana de Bodhgaya sentou-se debaixo de uma árvore e só levantouse quando sentiu que havia recebido as respostas para os mistérios da vida e damorte. A 2.500 anos atrás Sidarta Gautama teria aprendido que a natureza eravasta, cósmica e além da morte e da velhice. Quando abriu os olhos sentiu quenão era mais ele mesmo e passou a chamar-se Buda que significa “aquele quedespertou”. Pensar sobre como Sidarta recebeu estas revelações é a atençãoprincipal dos budistas no mundo todo. O processo de meditação leva a iluminaçãoe a um estado de harmonia denominado de nirvana.
No ponto de vista da doutrina budista clássica, a palavra "buda" denota não apenas um mestre religioso que viveu em uma época em particular, mas toda uma categoria de seres iluminados que alcançaram tal realização espiritual. Pode-se fazer uma analogia com a designação "presidente da república" que refere-se não apenas a um homem, mas a todos aqueles que sucessivamente ocuparam o cargo. As escrituras budistas tradicionais mencionam pelo menos 24 budas que surgiram no passado, em épocas diferentes.
O budismo reconhece três tipos de Buda, dentre os quais o termo Buda é normalmente reservado para o primeiro tipo, oSamyaksam-buddha (em páli: Samma-Sambuddha). A realização do nirvana é exatamente a mesma nos três tipos de buda, mas umSamyaksam-buddha expressa mais qualidades e capacidades que os outros dois tipos de buda.
Atualmente, as referências ao Buda referem-se em geral a Siddhartha Gautama, mestre religioso e fundador do budismo no século VI antes de Cristo. Ele seria, portanto, o último buda de uma linhagem de antecessores cuja história perdeu-se no tempo. Conta a história que ele atingiu a iluminação durante uma meditação sob a árvore Bodhi, quando mudou seu nome para Buda, que quer dizer "desperto".
Existe uma passagem nas escrituras [Anguttara Nikaya (II, 37)] - a qual é frequentemente interpretada de maneira superficial - na qual o Buda nega ser alguma forma de ser sobrenatural, mas esclarece:
"Brâmane, assim como uma flor de lótus azul, vermelha ou branca nasce nas águas, cresce e mantém-se sobre as águas intocada por elas; eu também, que nasci no mundo e nele cresci, transcendi o mundo e vivo intocado por este. Lembre-se de mim como aquele que é desperto."
Com isso, ele rejeitava qualquer possibilidade de ser tomado como um deus, mas reafirmava a característica transcendente da sua vivência espiritual e do caminho de libertação que oferecia para os demais seres. Nesse sentido, o Buda exerceu um papel importante de democratização da religião, que, até então, estava sujeita ao arbítrio da casta dos brâmanes.
Para Sidarta Gautama, não há intermediário entre a humanidade e o divino; deuses distantes também estão sujeitos ao carma em seus paraísos impermanentes. O Buda é apenas um exemplo, guia e mestre para os seres vivos sencientes que devem trilhar o caminho por si próprios.
Dentre as religiões mundiais (a maioria das quais proclama a existência de um Deus criador), o budismo é considerado incomum por ser uma religião não teísta. Para o Buda, a chave para a libertação é a pureza mental e a compreensão correta e, por esse motivo, ele rejeitou a noção de que se conquista a salvação implorando para uma deidade distante.
De acordo com o Buda Gautama, a felicidade desperta do nirvana que ele atingiu está ao alcance de todos os seres, porém, na visão ortodoxa, é necessário ter nascido como um ser humano. No Tipitaka - a escritura budista mais antiga - fala-se dos numerosos budas do passado e de suas vidas, bem como sobre o próximo Bodisatva, que será chamado Maitreya.
Estátuas de buda
Não confundir com Hotei, o buda fofo e sorridente geralmente visto na República Popular da China, que, a rigor, não é uma estátua de Buda e sim de um dos Sete Deuses da Sorte.
Budas são, frequentemente, representados em estátuas. Algumas formas comuns incluem:
Ø  Buda sentado, como na escultura da Dinastia Tang acima
Ø  Buda deitado
Ø  Buda em pé, como na escultura no estilo Gandara
Ø  Buda caminhando, como na escultura no estilo de Sukhothai em Bangkok
Ø  A maior parte das representações de buda contém certas marcas que simbolizam seu despertar espiritual. Essas marcas variam de acordo com a região, mas três se destacam:
Ø  Uma protuberância no topo da cabeça denominada Usnisa, (simbolizando uma grande acuidade mental)
Ø  Longos glóbulos ouriculares (simbolizando uma grande percepção)
Ø  Um terceiro olho (simbolizando, também, grande percepção)
Ø  Buda, o Nono Avatar de Vixnu
De acordo com a tradição vixnuísta, o Buda é considerado o nono avatar de Vixnu. A encarnação de Vixnu é mais antiga, nascida emGaya e datando do terceiro milênio após o desaparecimento de Críxena, há mais de 5 000 anos. Segundo as escrituras seguidas pelos vixnuístas (Bhagavata Purana, Vishnu Purana), essa encarnação surgiu para eliminar a matança de animais durante os sacrifícios védicos e não ensinava a doutrina advaita como a do sábio Gautama, pregada por Sidarta, seguidor da linha filosófica de Gautama (daí o nome Sidarta Gautama) e que deu origem ao atual budismo.














Conclusão

Em suma os conflitos e agravamento e das tensões da Ásia como a expressão "filosofia da religião" não entrou em uso geral até o século XIX, quando foi empregada para se referir à articulação e crítica da consciência religiosa da humanidade e suas expressões culturais em pensamento, linguagem, sentindo, e prática. Historicamente, a reflexão filosófica sobre temas religiosos teve dois focos:, atitudes, sentimentos e práticas que se acreditava em primeiro lugar, Deus ou Brahma ou Nirvana ou qualquer outra coisa que seria o objeto do pensamento religioso , e, em segundo lugar, o tema religioso humano, isto é, os pensamentos, atitudes, sentimentos e a prática. O primeiro tipo de reflexão filosófica tem uma longa história. No Ocidente, por exemplo, as discussões da natureza de Deus (se ele é imutável, digamos, ou conhece o futuro, se a sua existência pode ser racionalmente demonstrada, e afins) são incorporadas em tratados teológicos tais como Proslogion de Anselmo e Monologion, Summas de Tomás de Aquino, o Guia de Maimônides , e Incoerência dos Filósofos de al-Ghazali. Também fazem parte de sistemas metafísicos influentes como PlatãoRené Descartes e Leibniz.

















Bibliografia

Antunes, Celso.  Geografia e participação:  Europa, Ásia, África e Oceania (em português). São Paulo
FILORAMO, Giovanni; PRANDI, Carlo. As Ciências das Religiões. São Paulo: Paulus, 1999.  DELUMEAU, Jean (dir.). As Grandes Religiões do Mundo. Lisboa: Editorial Presença, 1997. 
MARQUES, Leonado A. História das Religiões e a Dialética do Sagrado. Madras, 2005.