terça-feira, 2 de junho de 2015

os meios de ensino

INTRODUÇÃO
O presente trabalho pretende fazer um estudo em torno das categorias meios de ensino, tentando compreender o relacionamento que elas mantêm entre si e com os demais componentes do processo de ensino aprendizagem. Tudo isso como um suporte para uma proposição acerca do papel e do lugar que deve ocupar a acção educacional no âmbito da ciência pedagógica.



OS MEIOS DE ENSINO
Os conceitos de meios de ensino variam muito, sendo por vezes muito restritivos e, em outros casos, excessivamente abrangentes. Há os que consideram os meios de ensino como meros instrumentos auxiliares do professor no processo de ensino-aprendizagem. Tal concepção é restritiva porque a condição de "instrumentos auxiliares" pressupõe uma participação passiva da categoria meios de ensino no conjunto do processo de ensino-aprendizagem. O desenvolvimento dos meios pode promover mudanças substanciais no processo pedagógico como um todo, e eles são, em muitos casos, absolutamente necessários para a satisfação de determinados objectivos.
Os meios de ensino foram adoptados pela escola, como todos os meios recursos materiais utilizados pelo professor e pelos alunos para a organização e condução metódica do processo ensino aprendizagem.
Os materiais que facilitam no ensino e aprendizagem
Assim sendo, os equipamentos (cadeiras, mesas, quadro-negro, projetor de slide, gravador, televisão, computadores etc.) bem como materiais (filmes, mapas, livros, revistas etc.), além de biblioteca. Os professores precisam ter segurança e conhecimento dos equipamentos ao utilizá-los, posicionando-se criticamente em relação a eles. Os recursos tecnológicos são meios que facilitam o processo ensino-aprendizagem.
O conhecimento não procede apenas da experiência única dos objectos e nem de uma programação inata do sujeito, mas são resultados tanto da relação recíproca do sujeito com seu meio, quanto das articulações e desarticulações do sujeito com seu objecto. Dessas interacções surgem construções cognitivas sucessivas, capazes de produzir novas estruturas em um processo contínuo e incessante. Dessa forma podemos destacar que quanto à importância da utilização dos meios em sala de aula é importante salientar que:
Aprendemos:
1% através do gosto;
1,5 % através do tato;
3,5% através do olfato;
11% através da audição;
83% através da visão.
Retemos:
10% do que lemos;
20% do que escutamos;
30% do vemos;
50% do que vemos e escutamos;
70% do que ouvimos e logo discutimos;
90% do que ouvimos e logo realizamos.
Classificação dos meios de ensino 
Não há uma classificação exacta dos recursos, tradicionalmente eles são divididos em:
Meios visuais: impressionam apenas o sentido da visão e incluem quadro de giz, quadro magnético, quadro mural, flanelógrafo, diapositivos (slides), transparências e outros recursos visuais tais como ilustrações, gravuras, fotografias, desenhos e símbolos visuais.
Meios auditivos: Impressionam o sentido da audição, incluindo fitas de áudio, discos e símbolos verbais.
Meios audiovisuais: impressionam os dois sentidos acima referidos e incluem filmes sonoros e monitores de vídeo.
Meios múltiplos: impressionam também os outros sentidos dos alunos, onde se incluem as experiências que colocam os interessados em contato com fatos reais ou simulados.
Critérios e Princípios para utilização dos Meios de Ensino
Não precisamos nos aventurar em procurar meios complicados que nem mesmo sabemos como utilizá-los, mesmo por que o uso de recursos audiovisuais não garante a eficiência do processo ensino-aprendizagem, se os mesmos se limitam, a tentativas de introdução de novidades, sem compromisso com a inteligência do ser que aprende. Mas isto não impede que a união entre todos os envolvidos no processo ensino-aprendizagem, se unam para incrementar as aulas tantas vezes cansativas e sem nenhum atractivo. Para que os recursos de ensino realmente colaborem no sentido de melhorar a aprendizagem, na sua utilização devem ser observados alguns critérios e princípios:
·         Ao seleccionar um meio de ensino deve-se ter em vista os objectivos a serem alcançados. Nunca se deve utilizar um meio de ensino só porque está na moda;
·         Nunca se deve utilizar um meio que não seja conhecido suficientemente de forma a poder empregá-lo correctamente;
·         A eficácia dos recursos dependerá da interacção entre eles e os alunos. Por isso, devemos estimular nos alunos certos comportamentos que aumentam a sua receptividade, tais como a atenção, a percepção, o interesse, a sua participação activa, etc.;
·         A eficácia depende também das características dos próprios meios com relação às funções que podem exercer no processo da aprendizagem. A função de um cartaz, por exemplo, é diferente da do álbum seriado;
·         Na escolha dos meios deve-se levar em conta a natureza da matéria ensinada. Algumas matérias exigem maior utilização de meios audiovisuais que outras. Ciências, por exemplo, exigem mais audiovisuais do que matemática;
·         As condições ambientais podem facilitar ou, ao contrário, dificultar a utilização de certos meios. A inexistência de tomadas de energia eléctrica, por exemplo, exclui a possibilidade de utilização de retroprojector, projector de slides ou de filmes;
·         O tempo disponível é outro elemento importante que deve ser considerado. A preparação e utilização dos meios de ensino exigem determinado tempo e, muitas vezes, o educador não dispõe desse tempo. Então deverá buscar outras alternativas, tais como: utilizar recursos que exigem menos tempo, solicitar a ajuda dos alunos para preparar estes meios de ensino, solicitar a ajuda de outros profissionais, etc.



CONCLUSÃO
Chegamos a conclusão de que os meios de ensino são componentes do ambiente da aprendizagem que dão origem à estimulação para o aluno que, quando usados de maneira adequada, colaboram para: motivar e despertar o interesse; favorecer o desenvolvimento da capacidade de observação; aproximar o aluno da realidade; visualizar ou concretizar os conteúdos da aprendizagem; permitir a fixação da aprendizagem; ilustrar noções abstractas e desenvolver a experiência concreta.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Os meios de ensino. Disponível em: http://recursosdeensino.blogspot.com/2007/09/o-que-so-recursos-de-ensino-recursos-de.html. Acessado aos 02 de Junho de 2015.

os recursos de ensino

O que são Recursos de Ensino?
Recursos de ensino são componentes do ambiente da aprendizagem que dão origem à estimulação para o aluno que, quando usados de maneira adequada, colaboram para: motivar e despertar o interesse; favorecer o desenvolvimento da capacidade de observação; aproximar o aluno da realidade; visualizar ou concretizar os conteúdos da aprendizagem; permitir a fixação da aprendizagem; ilustrar noções abstratas e desenvolver a experiência concreta. (Piletti, 2000).
Segundo Piaget e Vygotsky (1996), o conhecimento não procede apenas da experiência única dos objetos e nem de uma programação inata do sujeito, mas são resultados tanto da relação recíproca do sujeito com seu meio, quanto das articulações e desarticulações do sujeito com seu objeto. Dessas interações surgem construções cognitivas sucessivas, capazes de produzir novas estruturas em um processo contínuo e incessante. Dessa forma podemos destacar que quanto à importância da utilização dos recursos em sala de aula é importante salientar que:
Aprendemos:1% através do gosto;
1,5 % através do tato;
3,5% através do olfato;
11% através da audição;
83% através da visão.

Retemos:10% do que lemos;
20% do que escutamos;
30% do vemos;
50% do que vemos e escutamos;
70% do que ouvimos e logo discutimos;
90% do que ouvimos e logo realizamos.

Classificação dos Recursos de Ensino 
Não há uma classificação exata dos recursos, tradicionalmente eles são divididos em:

Recursos visuais: impressionam apenas o sentido da visão e incluem quadro de giz, quadro magnético, quadro mural, flanelógrafo, diapositivos (slides), transparências e outros recursos visuais tais como ilustrações, gravuras, fotografias, desenhos e símbolos visuais.
Recursos auditivos: Impressionam o sentido da audição, incluindo fitas de áudio, discos e símbolos verbais.
Recursos audiovisuais: impressionam os dois sentidos acima referidos e incluem filmes sonoros e monitores de vídeo.
Recursos múltiplos: impressionam também os outros sentidos dos alunos, onde se incluem as experiências que colocam os interessados em contato com fatos reais ou simulados.

Critérios e Princípios para utilização dos Recursos de Ensino
Não precisamos nos aventurar em procurar recursos complicados que nem mesmo sabemos como utilizá-lo, mesmo por que o uso de recursos audiovisuais não garante a eficiência do processo ensino-aprendizagem, se os mesmos se limitam a tentativas de introdução de novidades, sem compromisso com a inteligência do ser que aprende. Mas isto não impede que a união entre todos os envolvidos no processo ensino-aprendizagem, se unam para incrementar as aulas tantas vezes cansativas e sem nenhum atrativo. Para que os recursos de ensino realmente colaborem no sentido de melhorar a aprendizagem, na sua utilização devem ser observados alguns critérios e princípios:

  • Ao selecionar um recurso de ensino deve-se ter em vista os objetivos a serem alcançados. Nunca se deve utilizar um recurso de ensino só porque está na moda;
  • Nunca se deve utilizar um recurso que não seja conhecido suficientemente de forma a poder empregá-lo corretamente;
  • A eficácia dos recursos dependerá da interação entre eles e os alunos. Por isso, devemos estimular nos alunos certos comportamentos que aumentam a sua receptividade, tais como a atenção, a percepção, o interesse, a sua participação ativa, etc;
  • A eficácia depende também das características dos próprios recursos com relação às funções que podem exercer no processo da aprendizagem. A função de um cartaz, por exemplo, é diferente da do álbum seriado;
  • Na escolha dos recursos deve-se levar em conta a natureza da matéria ensinada. Algumas matérias exigem maior utilização de recursos audiovisuais que outras. Ciências, por exemplo, exige mais audiovisuais do que matemática;
  • As condições ambientais podem facilitar ou, ao contrário, dificultar a utilização de certos recursos. A inexistência de tomadas de energia elétrica, por exemplo, exclui a possibilidade de utilização de retroprojetor, projetor de slides ou de filmes;
  • O tempo disponível é outro elemento importante que deve ser considerado. A preparação e utilização dos recursos exigem determinado tempo e, muitas vezes, o professor não dispõe desse tempo. Então deverá buscar outras alternativas, tais como: utilizar recursos que exigem menos tempo, solicitar a ajuda dos alunos para preparar os recurso, solicitar a ajuda de outros profissionais, etc.
Referências:
Carvalho, Mauro Giffoni. Piaget e Vygotsky: As Contribuições do Interacionismo. In: Dois Pontos (Rev). Belo Horizonte: Pitágors, 1996 n. 24 p. 26-27.
PILETTI, Claudino. Didática geral. 23ed. São Paulo: Ática, 2000. 258p.
SAVIANI, D. As Teorias da Educação e o Problema da Marginalidade na América Latina - Caderno de Pesquisa. São Paulo: Fundação Carlos Chagas, 1982.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

COMO DESMAMAR SEU FILHO


COMO DESMAMAR SEU FILHO

Mas, chega uma hora em que a criança já cresceu e ainda está mamando no peito da mãe e é preciso desmamar. Vamos a algumas dicas.
1-      Faça o desmame do seu bebê quando você achar que deve. Isto é, não existe época certa ou exata para o desmame de uma criança. Em geral, as crianças vão desmamando aos poucos e, quando chegam a um ano de idade, não mamam mais no seio da mãe.
2-      Se decidiu desmamar, desmame! Muitas mães, com crianças já grandes (com dentes!) chegam à conclusão que devem desmamar seu filho ou filha. Mas, na hora de fazê-lo, imaginam um modo lento e gradual, que não “traumatize” a criança. Só existe um modo de desmamar que é parar de dar o seio.
3-      Converse com seu filho ou filha, informando que ele ou ela já estão grandinhos e não precisam mais mamar na mamãe. Que, a partir de agora, vão comer a comida que precisam com a colher e beber o leite, no copo.
4-      Se o desmame é para bebês entre 6 meses e um ano, pode ser feito progressivamente. Isto é, substitua uma mamada por um leite ou comida (veja com seu pediatra) e vá aumentando, gradualmente, o número de vezes em que troca uma mamada por outro alimento.
5-      Se precisar desmamar porque vai voltar a trabalhar, procure um pediatra para lhe orientar com relação a como estocar o seu próprio leite ou qual o complemento que deve usar.
Mantenha todo o carinho que tinha ao dar seu seio, para a hora da comida. Continuará sendo uma hora de relacionamento e interação, muito importantes. Tente fazer com que a família inteira coma junto, desde muito cedo.

MÃE OU MULHER?


MÃE OU MULHER?

Dos comerciais de banco aos de supermercado, as imagens representam essa dedicação, abnegação, doação, constantes que as mães, em geral, têm. É preciso reconhecer que, realmente, mães se desdobram e dedicam, de forma incansável. Não é à toa que, frequentemente, nos referimos às mães, como santas.  Acho mais do que razoável se homenagear as mães com a metáfora da santidade.
Mas, essa seria, na minha opinião, uma homenagem incompleta. Incompleta, perguntarão alguns leitores deste blog? O que pode ser mais do que uma santa? Uma mulher, respondo. O lugar da santa é um de contemplação, distanciamento, reverência. Uma santa é uma imagem imobilizada, “congelada” na sua santidade. Uma santa não pode fazer tudo. Dela se espera nada menos do que milagres. E, sem dúvida, mães fazem milagres, todos os dias. São os milagres do cotidiano, que se traduz por um dia com mais de 24h. Arrumam a casa, cozinham, esticam o orçamento da família, tiram remela de olho, trocam fraldas, tomam a lição da escola, fazem compras, abaixam a febre, limpam o vômito, correm para o médico, saem para trabalhar, fazem carinho no marido ou companheiro, ligam para suas próprias mães porque já se tornaram um pouco mãe das suas mães, catam piolho, se emocionam nas apresentações da escola, assistem novela enquanto dão de comer para os filhos, se preocupam com tudo e com nada, se sentem culpadas se chover e o filho de 20 anos saiu sem o guarda-chuva e ainda agradecem aos céus a graça de serem mães! Se isso não é milagre, não sei o que seria! Portanto, não discordo da santidade das mães.
Suspeito apenas,  que esse tipo de homenagem, incompleta, aos meus olhos e coração, tem um pequeno viés masculino, machista. Garantimos com essa homenagem e propaganda que a mulher tenha dupla  ou tripla jornada de trabalho, enquanto seguimos a vida, deixando, ocasionalmente, uma florzinha no altar da “santa”. Nada mais confortável para nós, homens. Mais do que isso, destituímos a mulher de ser aquilo que sempre foi, antes da maternidade:  uma mulher! Uma mulher é um ser humano, sem nenhuma santidade atrelada a ela. É um ser humano que tem seus desejos, necessidades, angústias, convicções, prazeres e ambições. É um ser vivo, móvel, energético, erotizado, quase o oposto da metáfora da santa!
Pois bem, toda mãe é uma mulher e a maternidade não substitui a existência feminina prévia. Apenas acrescenta mais um aspecto, este exclusivo delas, às suas vidas. Ao se tornar mãe, nenhuma mulher deveria abdicar de ser o que é, para se tornar uma figura idolatrada, mas sem vida própria. Hoje, gostaria de homenagear a todas as mulheres que também são mães (ou serão um dia). A pergunta do post de hoje, Mãe ou Mulher, deveria ser substituída por Mãe e Mulher! Só assim deixaremos de ver nossas mães como somente santas e poderemos ser, também, mais humanos.
A todas as mulheres-mães, meu abraço carinhoso.


importância do humor

Claro que humor não combina com doença. Doença não tem a menor graça. Mas, felizmente, crianças adoecem pouco. Nem por isso, dão menos trabalho. É desse trabalho, que pode ser percebido como uma desgraça, que gostaria de propor que passe a ter graça (humor). Para não ficar um ensaio teórico, sem graça (não resisti à brincadeira), vou contar a história de um casal que me procurou no consultório, há cerca dois anos atrás.
Recebo uma ligação telefônica de uma moça  grávida que  tinha recebido a indicação de meu nome para ser pediatra do filho que viria a nascer. Queria marcar uma entrevista comigo, coisa que prontamente organizamos. Entrevista com pediatra, para quem não sabe, é aquela prova de avaliação completa que a futura mãe, acompanhada ou não do pai e/ou da avó, faz do médico. Por mais que disfarce, entra no consultório com olhos arregalados, observando todos os detalhes. Da decoração à iluminação, passando pela organização e limpeza. Uma vez satisfeita essa curiosidade os olhos maternais pousam sobre o pediatra que, meio sem jeito, tenta iniciar uma conversa. Olá, o que posso fazer por vocês? Ou alguma outra coisa do gênero. Pois bem, ali estavam, na minha frente Claudia e Allan. Não me lembro dos detalhes da nossa conversa. Mas me chamou a atenção a profissão de ambos. De alguma forma, os dois eram humoristas, profissionais. Nunca disse para eles, o que vou revelar agora: que inveja! Ter como profissão cutucar o pensamento das pessoas, fazendo com que riam e, idealmente, pensem. Mantive minha melhor cara de médico neutro, isento e continuamos a conversa. Em dado momento, mais para o final da entrevista (prova!) me ocorreu fazer uma pergunta “inteligente”, “sensível”: o que vocês esperam de um pediatra? Pronto, pensei, grande pergunta essa! Os dois se entreolharam, rindo. Allan se vira para mim e responde: se o pediatra não for pedófilo, já é um bom começo! Gostaria de ter visto a minha cara, neste momento. Tentei manter um ar digno, mas, devo ter ficado com cara de pateta mesmo. A tal ponto que o próprio Allan veio em meu socorro, complementando: precisamos de um pediatra que tenha bom humor. Ufa! Respirei aliviado e pensei: esses não sabem com quem estão se metendo!
O humor passeia por um território simbólico ou, dito de outra forma, irracional. Se pensarmos bem, uma piada, tira de cartum, charge ou paródia, à luz de uma racionalidade lógica, não tem a menor graça. Mas, rimos! O que nos faz rir é uma conexão entre o que o autor ou narrador do episódio humorístico sugere e uma emoção que nos pertence. Nesse sentido, o humor funciona exatamente como uma obra de arte que nos toca. Burla os filtros racionais e vai direto ao lado menos visível de nós mesmos: nossos sentimentos. O humor que nos faz rir, é uma revelação de sentimentos e emoções, contidos em um sorriso ou gargalhada.
Ter filhos é um turbilhão de emoções e sentimentos. Por mais que possamos buscar, através da leitura, cursos preparatórios ou de formação de pais, o conhecimento que tranquiliza e dá a sensação de conseguirmos controlar com eficiência a situação, o nascimento de um filho demole esse edifício ilusório de “gestão” e nos coloca face à face com sentimentos inéditos. Mais do que inéditos, são sentimentos intensos, fortíssimos e, não raro contraditórios. Do espanto de um amor jamais sentido, à impotência diante de um bebê que chora, passando pela irritação incontrolável que o cansaço dos primeiros dias gera e a descoberta surpreendente que aquele bebê real, tem apenas uma vaga semelhança com o idealizado enquanto estava na barriga da mãe. Mais, ao mesmo tempo em que esses sentimentos vão surgindo, aos borbotões, o bebê demanda atenção prática, ação, iniciativa e tomada de decisões ( Será que é fome ou frio? Troco a fralda ou dou de mamar? ) O bebê não tem dó dos pais, impedindo que o fiquem contemplando (exceto naqueles deliciosos momentos em que o bebê adormece) e usufruindo desse turbilhão de sensações. A vida dos pais é quase como uma esquizofrenia: sensações intensas e trabalho real (escravo?) 24h dia, 7 dias na semana.
Pintei um quadro com cores fortes, exageradas, mas, verdadeiro, para a maioria dos pais. Nesse cenário, a noção de desgraça pode se instalar, com facilidade. Tudo passa a ser um problema, uma dificuldade, um obstáculo quase intransponível. Prova disso é uma pergunta, com suas variações, que os pais se fazem, fazem aos seus pais e aos pediatras: quando que isto vai melhorar?
Pois bem, é nesse momento que o humor pode entrar em cena e minimizar o peso e o cansaço dessa maratona que parece não ter fim (como toda boa maratona!). A capacidade que temos de rirmos de nós mesmos e do outro, nos conecta com as emoções envolvidas no cuidar dos filhos. Nos tira, um pouco, do mundo lógico onde tudo precisa ter uma explicação, uma razão e, consequentemente, a possibilidade de ser compreendido e controlado. Essa visão de mundo, serve para uma vida cotidiana rotineira, certamente para a vida corporativa ou profissional, mas, não serve para os momentos das nossas vidas, regidos pelas emoções, como o nascimento de um filho. Para estes momentos, é preciso que aprendamos a funcionar em outra dimensão e o humor é a ponte que nos leva até ela. Para quem gosta de física, mal comparando é como a física Newtoniana e a física Quântica. A primeira é lógica, organizada, nos permite medir e prever fenômenos com alguma precisão, nos dando conforto com a previsibilidade e segurança com a sensação de controle. A física Quântica, igualmente científica, nos revela um mundo de incertezas (não se pode conhecer, ao mesmo tempo, a posição e a velocidade de uma partícula) e de ambiguidades que soam como totalmente ilógicas ( a luz tanto pode ser uma onda, quanto uma partícula, depende do observador!). A física Quântica subverte a Newtoniana, sendo que as duas convivem. Assim é o nascimento de um filho, uma subversão de tudo que fomos ensinados a acreditar como sendo a única lógica possível (a da racionalidade) e a entrada em cena de um tsunami de emoções.
Proponho,  que o humor é o melhor veículo para nos levar a uma viagem por esse mundo de emoções de forma menos ameaçadora do que a de passarmos por ele, a bordo de uma “Ferrari da lógica” ou “Mercedes da racionalidade”. Nos momentos onde o desespero deseja se instalar, onde a sensação de impotência e incompetência se manifestem, desliguemos, por alguns instantes, o racional e usemos o humor. Conversemos com o bebê de forma franca. Tão franca que um estranho vendo essa conversa tenha a certeza que devamos ser internados em instituição psiquiátrica. Façamos perguntas impublicáveis aos nossos filhos: por que você está fazendo isto comigo? o que foi que eu te fiz? você acha que vai me levar à loucura? já levou, pode parar! Enfim, essas perguntas podem ser feitas para si próprios ou para as companheiras/companheiros. A ideia é que o riso instalado, reconecte as emoções, produzindo um pouco de paz. Onde há riso, há leveza e flexibilidade. Ao contrário, onde há somente racionalidade e lógica, se instala o rigor que significa dureza, firmeza. Todos nós sabemos que coisas duras, rígidas, quebram com mais facilidade do que as flexíveis. O humor nos protege da quebra e nos permite uma aproximação maior com nossas emoções, consequentemente com nosso bebê.
Passados quase dois anos do nascimento do Max, Claudia e Allan lançam um livro onde colocam em tirinhas uma parte do humor com que enfrentaram esses duros dias inaugurais. As duas capas do livro ilustram o post de hoje e recomendo a todos os pais que o leiam. Não com o intuito de descobrirem novas regras que os ajudem a entender e controlar as situações, mas, que possam ser tocados pela coragem dessa família que optou por viver com humor (emoção) esses momentos. Essa coragem é uma que todos temos. Basta retirarmos uma capa racional ilusoriamente eficiente que nos cobre,  para que esse humor se revele. Basta termos a coragem de rir, eventualmente chorar (literalmente) de rir, para que a vida com um bebê pequeno fique com mais graça. O trabalho, será o mesmo. A sensação, radicalmente diferente. O humor é uma aula do inesperado. Filhos, também!

quinta-feira, 28 de maio de 2015

A importância da Contabilidade para a Administração

A importância da Contabilidade para a Administração




A Contabilidade na atualidade é um instrumento fundamental para a administração, reconhecida como uma ferramenta que oferece suporte para a tomada de decisão pelos gestores, através da análise de fatos que ocorrem no dia a dia, registrados pela Contabilidade e transformados em relatórios gerenciais.

Como aliada no desempenho de suas funções, a Contabilidade conta hoje com um aparato tecnológico, como a informática, tornando-a mais rápida e, por consequência,  ainda mais eficaz na sintetização e transmissão das informações necessárias para a tomada de decisão. Desta forma, o profissional da área contábil passou a ser reconhecido como imprescindível para o controle das informações que auxiliam nas decisões para o desenvolvimento da empresa.

Esse conceito e importância trouxeram para a Contabilidade enormes responsabilidades, que passou a depender de profissionais bem capacitados e dispostos a estarem em constante atualização, para responder as necessidades dos administradores em cada momento da gestão, a partir de informações atuais e do passado da empresa, possibilitando o planejamento de ações adequadas para ascensão.

Introdução


A Contabilidade tornou-se um instrumento gerencial fundamental no auxílio aos gestores quando das projeções para o processo de decisão, deixando de exercer apenas a função de instrumento de escrituração fiscal para cumprir as exigências das três esferas governamentais.

Para Franco (1983, p.20) “A Contabilidade desempenha o mesmo papel que a história na vida da humanidade em qualquer organismo econômico. Sem ela seria impossível conhecer o passado e o presente da vida econômica da entidade, impossibilitando-se prever o futuro ou elaborar planos para a orientação administrativa.”. Dessa forma é preciso que o gestor que administra uma instituição esteja embasado em informações precisas da organização como um todo, a fim de planejar e projetar ações estratégicas direcionadas para cada área da empresa

O PAPEL DA CONTABILIDADE

Segundo Iudícibus (2010, p. 5) “Hoje há necessidade de os profissionais de Contabilidade estarem se atualizando através de novos métodos introduzidos no mundo moderno, tais como: informática, legislação tributária internacional, gerência contábil etc.”. O desenvolvimento das tecnologias como a informática, a logística, os recursos-humanos entre outras, aliados aos conhecimentos sociais, permite que a Contabilidade utilize-se de técnicas, informações e relatórios feitos sob medida para favorecer as necessidades gerenciais dos administradores.

As informações decorrentes da Contabilidade não se restringem apenas aos limites das empresas, há outros segmentos de usuários, como por exemplo: bancos, o governo, sindicatos, investidores, fornecedores, funcionários e outros interessados, pois são avaliadas também para posicionamento e decisões destes, no cotidiano.

A Contabilidade deve ser provida de informações corretas para fazer o adequado planejamento tributário e aproveitar possíveis incentivos, exerce o controle sobre os impostos, taxas e contribuições, que se mantido em ordem proporciona tranquilidade. Na área financeira é um importante instrumento de controle e acompanhamento dos rumos da empresa, permitindo à administração detectar e corregir procedimentos equivocados, que muitas vezes,  poderiam levar a perdas irreparáveis.

O que faz a diferença em uma boa Contabilidade é a transformação de todos os dados lançados em informações importantes e seguras, geradas em relatórios gerenciais que poderão, se analisadas e utilizadas de forma adequada, orientar no planejamento estratégico da organização.

A contabilidade no mundo moderno não serve apenas para o cumprimento das obrigações e determinações legais exigidas pelo poder público. Ela é uma ferramenta que oferece meios para o controle efetivo do patrimônio da empresa e de orientar na promoção de ações decisivas em um mercado extremamente competitivo atual.

O PAPEL DO CONTADOR

Por tudo isso, vê-se que a função dos profissionais da Contabilidade deixou de ser apenas narrativos e se transformou na necessidade de atender aos diversos segmentos de usuários, com necessidades diversas de informações, para o eficaz gerenciamento das suas atividades. Segundo Vasconcelos (2001) “Os contadores tem um papel importante na solução de problemas, não como responsáveis por decisões, mas como responsáveis pelo levantamento de dados e informações relevantes.”. O profissional contábil com inúmeras demandas provindas de diferentes fontes, como governos, no tocante a legislação tributária, instituições financeiras, quando se necessita de financiamento, aos sócios, acionistas, proprietários, administradores, funcionários e outros.

O contador tem a função de gerar informações capazes de oferecer menores riscos ao se investir, meios estruturais para captação de recursos, melhor aplicabilidade de recursos, além de ter de estar apto ou disposto a aprender a lidar com mudanças e com idéias de melhoria contínua.

CONCLUSÃO

A busca por melhorias e inovações tecnológicas pela Contabilidade deve ser constante, pois as mudanças contínuas que ocorrem demonstram a necessidade de monitorar os seus avanços,  já que o mercado exige cada vez maior velocidade e qualidade na informação de que necessita.

As atividades contábeis passaram a exercer o papel de auxiliar da administração, fornecendo informações precisas e distintas sobre as mudanças ocorridas no patrimônio, a cada momento,  para que  a tomada de decisões, em todos os níveis de sua atividade,  colaborem para o crescimento das entidades.

BIBLIOGRAFIA

Iudícibus, Sérgio de. Contabilidade Comercial: atualizado conforme Lei nº 11.941/09. - 9. ed. - São Paulo:  Atlas,  2010.
VASCONCELOS, Antonelyr M. Barbosa. ARTIGO: A Importância da contabilidade gerencial e do novo contador para a administração. Universidade Presbiteriana Makenzie, 2001.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

dia especial da mulher

Dia Especial

Um dia sempre é melhor que o outro. É exatamente desta forma que você tenta transformar um dia comum, em talvez, um dos melhores dias de sua vida, acreditando sempre na possibilidade de conquistar e avançar. Decidida, trabalhadora e confiante constrói suas próprias estratégias e vai cumprindo com dignidade e honradez as imposições colocadas pelo destino em seus caminhos, tornando os de formas conformadas como se fossem simples consequências de tudo o que pretende. Continue sempre assim você é motivo de admiração, confiança e respeito. O carinho das pessoas que a amam torcem por você e será seu grande apogeu, a premiação pela vitória bravamente alcançada. Hoje está sendo melhor que ontem um dia comum se tornou seu, a prova real da consagração do seu importante papel na sociedade. Parabéns pelo seu dia especial!
Canceriana

Nenhuma mulher consegue ser mais apaixonada, romântica e devotada ao parceiro do que a canceriana! Mas não se deixe enganar por esta mulher que muitas vezes parece ser frágil e carente. Ela sabe muito bem cuidar de si mesma e pode ser tão forte e determinada quanto uma mulher de Áries! A mulher de câncer nunca é fraca, só escolhe fazer este papel de donzela. No fundo ela é uma guerreira que se revela uma vencedora nos momento em que tem que enfrentar o mundo! Muitas pessoas que pensam que podem vencê-la facilmente, acabam tendo uma péssima surpresa quando percebem que acabam de comprar uma briga com uma mulher fria, forte e determinada! Se a canceriana entrou em uma briga foi para ganhar, não para fazer figuração! Ela jamais se deixará abater quando as coisas ficarem realmente ruins, e parecerá mais um rochedo do que uma donzela frágil. Se algo ameaçar os filhos ou aqueles a quem ama, esta mulher se tornará uma fera pronta para enfrentar o mundo! Seu afeto e compreensão sempre serão a força revigorante que todos precisam quando estiverem deprimidos ou fracos. A canceriana sabe como ninguém levantar a moral de alguém, pois conhece todos os caminhos que levam à alma. Outra coisa que as cancerianas possuem é um certo magnetismo, uma beleza que enfeitiça o mais duro coração. Elas costumam ser belas naturalmente sem precisar fazer uso de muitos acessórios ou truques femininos. Por mais linda que seja, seu rosto sempre será mais evidente que seu corpo porque ele sempre irradia luz. Por ser um signo de água e regida pela lua, sempre parecerá muito mais bela sob os raios da lua cheia. Quando um homem fala sobre a beleza de sua mulher de câncer, ele nunca saberá explicar se ela é exterior ou interior. Afinal, o que pode ser mais belo, um corpo deslumbrante ou uma alma de Deusa?

Felicitação do dia da mulher

Dia Completo

Tenho certeza que hoje o seu dia está completo, afinal não é um dia como outro qualquer, pois pessoas como você merecem toda nossa gratidão e homenagens, neste dia da mulher. O que mais me alegra neste dia, é saber que Deus me concedeu a graça de ter ao meu lado uma esposa tão cheia de virtudes, tão bela e carinhosa com sua família. Às vezes, devido à correria do cotidiano, não olhamos para o nosso lado, não percebemos que a infinita busca da felicidade se torna mais fácil, se ao invés de corrermos atrás de lucros e conquistas materiais, procurarmos nos dedicar, a nos amar cada vez mais. Você é tudo em minha vida, vamos comemorar este dia com muito amor e paz em nossos corações. Que você continue crescendo cada dia mais, até alcançar a sua felicidade total, e espero continuar tendo forças para ajudá-la a ser sempre tão maravilhosa. Parabéns neste seu dia!

Amo Você

Parabéns! Pela mulher maravilhosa que existe dentro de você. Só tenho motivos para agradecer toda felicidade que tens me proporcionado, quanta compreensão. Seu coração é um grande abrigo... Quanto carinho e dedicação se aloja neste âmago grandioso e admirável. Mulher nota dez, somente você me faz sentir tão completo, diante de tanta coragem, força e otimismo. Faz de seus braços meu conforto, meu porto seguro, minha certeza de ter encontrado o espelho que reflita a imagem da felicidade, o sorriso verdadeiramente realizado. Porque não? Meus cabelos brancos que retratarão os melhores anos de minha vida. Sou muito feliz com você, obrigado meu amor... Parabéns pelo dia que ampara e valoriza minhas humildes, mas verdadeiras palavras. Amo você..

Insubstituível


Sempre comparada com as flores e aquele perfume desfilam pelos campos a sua formosura, delicada, sensível e atraente. Expressa-se sem medos, receios e embaraços, pois foi lhe concebido mostrar que atrás do belo existe competência e brilho. Hoje através desta mensagem, quero homenagear você e falando da minha ostentação, do enorme contentamento que me causa a sua presença, do conforto da sua companhia, da calma que me transmite com suas palavras, pois vejo em você a mulher forte e que me faz feliz. Espero realmente ser merecedor e estar retribuindo no mínimo a altura, pois jamais irei superá-la. Vejo em seus olhos força e determinação para suprir nós dois e isso somente alimenta meu amor, tornando-me cada vez mais dependente de você aqui bem pertinho de mim. Parabéns mulher, você é única e insubstituível.