quarta-feira, 27 de maio de 2015

A importância da contabilidade gerencial nas tomadas de decisões da empresa

A importância da contabilidade gerencial nas tomadas de decisões da empresa

Prever o futuro trilhando o caminho certo e desviando dos erros. Pode parecer impossível e fantasioso, mas não é. No mundo dos negócios esse cenário é possível por meio de uma boa assessoria contábil. Riscos, lucro e rentabilidade fazem parte do cotidiano desses profissionais, que auxiliam os gestores na tomada de decisões por meio de seu conhecimento da área.
Pode parecer claro para o contabilista, mas fazer com que o cliente entenda a necessidade do seu trabalho é um desafio — pois muitos ainda acreditam que soluções caseiras como planilhas em Excel resolvem o caso. Listamos, aqui alguns tópicos que mostram a importância da contabilidade gerencial na tomada de decisões das empresas. Confira:
Números que fundamentam os rumos da empresa
Usada para definir o melhor tipo de investimentos, produtos e serviços que geram lucros ou prejuízo, a contabilidade gerencial tem como base a contabilidade societária (espécie de prestação de contas interna, para os gestores ou donos do negócio, e externa, destinada aos bancos, funcionários, fornecedores, etc). Surgiu nos anos 80 nos Estados Unidos e teve uma guinada em seu conceito quando softwares começaram a implantar melhorias de qualidade para aumentar o lucro da empresa.
Benefícios diretos para a empresa
Ter todas as informações gerenciais disponíveis em um clique numa espécie de banco de dados é o cenário ideal para qualquer gestor. E acontabilidade gerencial pode fornecer isso com o objetivo de subsidiar a empresa para que tenha vantagem competitiva e crescimento sustentável. Identificar, mensurar e reduzir custos operacionais são atitudes que ajudam na tomada de decisão com base nessas informações e tem relação direta com o planejamento e controle, bem como com a forma de administrar diversas áreas utilizando melhor os recursos do negócio.
Como as informações podem ser organizadas
As informações contábeis são o coração da empresa na tomada de decisões. Entretanto, para que funcionem adequadamente, precisam estar organizadas de forma eficiente, ainda mais levando em consideração o grande volume delas. Para administrá-las é preciso um bom sistema que entenda tudo isso de forma estratégica. Quando isso é realizado, gera impacto direto em custos operacionais, produtividade, rapidez na comunicação e, claro, na tomada de decisões.
Diferencial competitivo
A contabilidade gerencial deixou de ser um luxo para se tornar um diferencial competitivo. Ter a informação correta na hora certa é estar um passo à frente da concorrência. Sem um sistema que organiza tudo isso, a tarefa se torna bem complicada, assim como a falta de um olhar crítico para a seleção dessas informações torna-se arriscado para qualquer negócio, dos pequenos às empresas de grande porte. Além de tudo isso, as constantes mudanças na legislação e impostos justificam um profissional contábil por perto, permitindo que a empresa esteja focada em seu negócio.
Agrupar dados qualitativos e quantitativos exige técnica especializada que só a contabilidade gerencial pode fornecer de maneira correta. Os sistemas de gestão contábil adequados também fazem parte desse contexto, já que organizam as informações de forma ágil e administra maior volume de dados, com mais segurança.


A importância da contabilidade gerencial

A importância da contabilidade gerencial
O ciclo de vida das empresas de contabilidade de médio e pequeno porte em geral tem curta duração. As principais causas do fechamento são a falta de experiência e orientação dos gestores; a falta de planejamento e a fragilidade administrativa e organizacional. Entre essas causas, a gestão deficiente durante os primeiros anos de atividade é o principal fator que resulta no fechamento das empresas.
Assim, para garantir a sobrevivência no mercado, é fundamental que essas empresas busquem ferramentas que as auxiliem, fornecendo informações necessárias para o controle e para a tomada de decisão. Uma ferramenta que poderia auxiliar esse processo é a contabilidade gerencial, que deve ser vista como um instrumento essencial para a gestão das organizações e não somente um meio para atender às exigências legais.
A informação é uma poderosa ferramenta de gestão à disposição da organização, podendo-se, a partir dela, traçar um planejamento estratégico adequado. Com isso, os administradores e gestores necessitam investir e promover o desenvolvimento dos sistemas de informação, para que estes sejam utilizados nos processos decisórios de uma organização, formando, assim, base de dados capaz de gerar estratégias diferenciadas para enfrentar seus concorrentes, fornecer informações oportunas e precisas para facilitar os controles de custos, para medir e melhorar a produtividade e para a descoberta de melhores processos de gestão.
Tais controles interativos fornecem algumas perspectivas que focam como os gestores utilizam os sistemas de controle para o desenvolvimento de estratégias nas empresas. Estes sistemas são capazes de perceber novas estratégias, baseando-se na aprendizagem organizacional e no conjunto de informações fornecidos pela contabilidade gerencial.
Diante das informações fornecidas pela contabilidade gerencial, pode existir um processo contínuo de mudança no comportamento organizacional da empresa. Essa mudança poderá depender da forma como ocorre sua aprendizagem organizacional frente às novas informações. Pode-se adotar um modelo de aprendizagem de circuito simples, quando a empresa muda de estratégia diante de situações de descompasso, ou de circuito duplo, quando, além de mudar as estratégias, a empresa percebe que as informações por ela obtidas não são adequadas, devendo buscar um novo tipo de informação a ser utilizada na tomada de decisão.
Durante muito tempo, as empresas utilizaram modelos financeiros de avaliação de desempenho baseados em critérios contábeis. Os relatórios gerenciais eram constituídos por demonstrações de resultado, balanços patrimoniais e outras peças contábeis tratadas de acordo com as necessidades gerenciais de cada empresa específica.
Pode-se considerar que a contabilidade é uma importante fonte de informação para uma empresa, visto que é alimentada com dados gerados por todos os departamentos desta. É na contabilidade que os fatos ocorridos se transformam em lançamentos contábeis, que, por sua vez, geram dados que poderão ser transformados em informações gerenciais capazes de dar suporte às decisões tomadas pelos administradores. Pelo fato de as informações contábeis se apresentarem baseadas em critérios e relatórios contábeis pré-estabelecidos, cabe ao profissional da contabilidade estudar formas diferenciadas de manusear e apresentar uma melhor compreensão dos fatos ocorridos com o propósito de facilitar e evidenciar o processo decisório.
Estudos sugerem a utilização da contabilidade gerencial nas pequenas e médias empresas com a finalidade de agregar e melhorar o conhecimento dos gestores para o processo de tomada de decisão. Após análise do conceito de contabilidade gerencial propriamente dita, buscou-se, nesses estudos, explicar a importância do sistema de informação gerencial (SIG), que tem como definição a determinação de informações pertinentes ao gerenciamento organizacional, prestando, portanto, importantes subsídios ao processo decisório, uma vez que a relevância dessa informação está intimamente ligada às estratégias dos negócios.
O sistema de informação gerencial atrelado à sistemática do processo interativo torna a contabilidade gerencial um método totalmente eficaz na determinação de processos decisórios, pois envolve não só um apanhado de informações contábeis palpáveis, como a participação direta dos colaboradores e dos gestores ativos no decorrer do processo. Assim, pode-se dizer que a contabilidade concentra toda a história da empresa através do registro de dados, através de seus relatórios gerenciais, através do uso interativo na conduta diária da empresa, e, juntamente com o avanço da tecnologia, as rotinas contábeis começam a auxiliar os gestores nas tomadas de decisão.

O ambiente em que as organizações estão inseridas, a competição global e as inovações tecnológicas vêm transformando o mundo dos negócios, exigindo novas formas de utilização das informações financeiras e não-financeiras na gestão das empresas, utilizando-se de informações relevantes, principalmente de custos e desempenho, com o objetivo de apoiar o processo de decisão. A contabilidade gerencial pode ser uma ferramenta eficiente para os escritórios de contabilidade. Ela é a principal fonte de qualquer sistema de informação implantado numa empresa. É uma ferramenta que apoia a gestão das atividades contribuindo para a eficiência operacional da organização, auxiliando as empresas a coletarem, processarem e relatarem informações que resultam em dados para a tomada de decisão.

Contabilidade gerencial e a sua função dentro das empresas

1. Introdução
A história da contabilidade é tão antiga quanto à própria história da humanidade. Com o desenvolvimento das civilizações e a ascensão industrial a contabilidade, passou a ter maior importância, devido ao surgimento das grandes empresas comerciais e industriais. Com o passar do tempo, esta, foi se desenvolvendo e hoje possui várias especializações, tais como: auditoria contábil, contabilidade de custos, perícia contábil, contabilidade rural, e outras. Dentre os diversos ramos de atuação da contabilidade um deles vem obtendo um grande destaque nas últimas décadas, a contabilidade gerencial, devido à sua importante atuação nas empresas, pois esta promove informações indispensáveis para o crescimento e desenvolvimento empresarial.
A contabilidade gerencial funciona como uma ferramenta que auxilia a administração da empresa no processo de redução de custos, aumento de lucratividade, planejamento estratégico. Também fornece informações úteis a investidores, órgãos governamentais, credores, dentre outros. O contador que exerce a função gerencial, deve ser altamente qualificado, para que apresente informações claras e objetivas, pois este será o responsável por importantes tomada de decisões dentro da empresa.
Este tema foi escolhido devido a sua relevante importância, no processo de tomada de decisões, e sua magnitude atual. O objetivo do artigo é analisar as características, bem como a aplicação e os benefícios da Contabilidade Gerencial nas empresas.
2. Origem do conhecimento contábil
Desde as civilizações primitivas, antes do saber escrever e calcular, o homem já possuía sua forma de inscrição, que era a artística. A idéia de “patrimônio” era algo comum, já que a qualidade e a quantidade das reservas de utilidades, quer caça, quer de colheitas, foram elementos que o homem notou como algo distinto conquistado com seu trabalho. À medida que a riqueza do homem primitivo começou a aumentar e com maior variedade, mais complexa foram ficando as inscrições, forçando o aprimoramento do critério de registro de seus bens. Assim nasceram os registros de escrituração contábil porque se quantificava e evidenciava a riqueza patrimonial do indivíduo e de sua família (SÁ, 1999; IUDÍCIBUS, MARION, 2002).
Conforme Sá (1999), o nascimento da contabilidade é o da inscrição de elementos da riqueza patrimonial, passando aos poucos a registros mais elaborados. Com a invenção da escrita, desenvolveu-se ainda mais o sistema de registros, mas segundo estudiosos sobre a questão, foi à escrita contábil que deu origem a escrita comum e não o inverso. O desenvolvimento contábil, como já pode ser visto, acompanha de perto o desenvolvimento econômico, e assim ao longo da história a contabilidade vem se evoluindo.
Na idade Média, segundo Iudícibus e Marion (2002), o marco do pensamento científico da Contabilidade foi à primeira literatura contábil relevante pelo Frei Luca Pacioli em 1494, consolidando o método das partidas dobradas, expressamente a causa efeito do fenômeno patrimonial com os termos débito e crédito, permanecendo inalterado até os dias de hoje. Atualmente com as duas grandes Revoluções Industriais e com a grande evolução tecnológica, a Contabilidade evoluiu de forma a proporcionar ao profissional diversas áreas de atuação, sendo uma delas a Contabilidade Gerencial.
3. Contabilidade Gerencial
A Contabilidade Gerencial pode ser considerada como um sistema de informação destinado a auxiliar seus usuários no processo de tomada de decisões. Desde a antiguidade com as transações ocorridas em organizações remotas, com demanda de produtos de troca, já eram conhecidos controles gerenciais simples, que atendiam as necessidades das informações daquela época. Com a Revolução industrial, houve um desenvolvimento na prática da Contabilidade Gerencial, devido à necessidade das organizações buscarem um aperfeiçoamento em suas informações para obter uma melhor administração e um eficiente controle em seus negócios (FIGUEIREDO, CAGGIANO, 1997).
A Contabilidade Gerencial passou a ter uma atenção especial perante os profissionais contábeis quando da necessidade de tratar os custos de diferentes formas para tomada de diferentes decisões, pois as empresas buscam redução dos custos, com o aumento da lucratividade.
A Contabilidade Gerencial pode ser caracterizada, superficialmente, como um enfoque especial conferido a várias técnicas e procedimentos contábeis já conhecidos e tratados na contabilidade financeira, na contabilidade de custos, na analise financeira e de balanços etc., colocados numa perspectiva diferente, num grau de detalhe mais analítico ou numa forma de apresentação e classificação diferenciada, de maneira a auxiliar os gerentes das entidades em seu processo decisório (IUDÍCIBUS, 1998, p. 21).
Assim, esse ramo da contabilidade está voltado para fins internos, estando direcionada ao planejamento, controle, avaliação e tomada de decisões. Segundo Iudícibus (1998), a Contabilidade gerencial, num sentido mais profundo, está voltada para a Administração da Empresa procurando suprir as informações que se encaixem de uma maneira efetiva no modelo decisório do administrador.
 
O ponto fundamental da Contabilidade Gerencial é o uso de informação contábil para a administração, pois os dados contidos em seus relatórios propiciam fortes influências no planejamento estratégico empresarial, portanto todo tipo de empresa deve utilizar a contabilidade gerencial para direcionar seus negócios presentes e futuros e para que isso ocorra é necessário um sistema gerencial eficaz. O profissional contábil que exerce a função gerencial recebe o nome de Controller, e este não se prende totalmente aos princípios tradicionais aceitos pelos contadores (RICARDINO, 2005).
O controller precisa ser um profissional altamente qualificado, que definirá todo fluxo de informações da empresa, garantindo que as informações corretas cheguem aos interessados dentro de prazos adequados e que a alta administração somente receba informações úteis à tomada de decisões. ( CREPALDI, 1998).
A Contabilidade Gerencial utiliza-se de diversos campos do conhecimento, como a própria contabilidade geral, de custos, como também a administração, planejamento estratégico, estrutura organizacional, microeconomia, entre outros. O campo gerencial está passando por grandes inovações e oportunidades de crescimento, devido aos avanços tecnológicos e à necessidade de um profissional apto a competir diante da globalização.O desenvolvimento da função gerencial depende fundamentalmente do desempenho do contador em interagir-se com os diversos níveis da empresa, para estabelecer metas e objetivos a serem alcançados, podendo assim haver um crescimento e um aumento na lucratividade da empresa (SÁ, 1999).
Para Ricardino (2005), a contabilidade Gerencial passou a ser um processo de identificação, mensuração, acumulação, análise, preparação, interpretação e comunicação de informações que são usadas pelos administradores para o planejamento, avaliação e controle de uma organização. A principal ferramenta que o Controller utiliza para realizar seu papel na empresa é o sistema contábil utilizado por ela. Esse sistema deve ser integrado basicamente por três ramos contábeis: geral, fiscal e de custos. Portanto a primeira tarefa do Controller deve ser a de estabelecer um plano de contas apto a atender as necessidades da empresa na qual este gerencia. É através de relatórios que os usuários do sistema contábil poderão comparar o que foi planejado com o que foi realizado; portanto o Controller deve fornecer informações claras, e objetivas para atender estes usuários, que podem ser internos e externos.
- Usuários externos: São pessoas ou entidades que possuem interesse na empresa, que está direta ou indiretamente voltada a atender à sociedade. Podemos citar: clientes, investidores, credores, fornecedores, órgãos governamentais, e outros.
- Usuários internos: Pessoas responsáveis pelo planejamento e controle empresarial, responsáveis pela sobrevivência da empresa; vai desde o administrador, sócios, proprietários até os operários desta (PADOVEZE, 1997).
     
O controller acaba tornado-se responsável pelo projeto, implementação de um sistema integrado de informações, que operacionaliza o conceito de que a contabilidade, como principal instrumento para mostrar a quitação de responsabilidade que decorrem da accountability da empresa e seus gestores, é suportada pelas teorias da decisão, mensuração e informação. (NAKAGAWA,1995).
Dessa forma, os Controllers devem estar sempre atentos às mudanças e desenvolvimentos econômicos, sociais, tecnológicos, que ocorrem no mundo, para poder prestar informações úteis à tomada de decisões.
4. Área de atuação da Contabilidade Gerencial nas Empresas
A utilização da Contabilidade Gerencial dentro da empresa proporciona diversas informações ajudam os gestores das empresas a tomarem decisões relativas à produção, vendas, orçamentos, planejamento, etc. Os gerentes de empresas industriais e das empresas de serviços, com um ambiente muito mais competitivo necessitam de informações gerenciais e relevantes sobre os seus custos efetivos, para ajudarem seus engenheiros e projetarem produtos que podem ser fabricados eficientemente, avisar onde são necessárias as melhorias em qualidade, eficiência e rapidez nas operações de produção, orientar as decisões sobre mix de produto, escolher entre fornecedores alternativos, negociar com clientes sobre preços alternativos, especificações do produto, qualidade, entrega e serviços (IUDÍCIBUS, MARTINS, GELBCKE, 2003).
A Contabilidade Gerencial segundo Padoveze (1997), esta relacionada com o fornecimento de informações para os administradores – isto é, aqueles que estão dentro da organização e que são responsáveis pela sua organização e controle de suas operações. A Contabilidade gerencial pode ser cadastrada com a Contabilidade Financeira, que é relacionada com o fornecimento de informações para os acionistas, credores e outros que estão fora da organização.
A contabilidade gerencial, para ser utilizada como instrumento no processo de tomada de decisões necessita de integração com: a contabilidade de custos, e por sua vez, com todos os procedimentos contábeis e financeiros ligados a orçamento empresarial, a planejamento empresarial, a fornecimento de informações contábeis e financeiras para decisão entre cursos de ação alternativos recaem, sem sombra de dúvida, no campo da contabilidade gerencial (...)
que requerem informações contábeis (além das de outras disciplinas) que não são facilmente encontradas nos registros da contabilidade financeira. Na melhor das hipóteses, requerem um esforço extra de classificação, agregação e refinamento para poderem ser utilizadas em tais decisões (IUDÍCIBUS, 1998, p. 22).
A Contabilidade Gerencial para apresentar informações gerenciais ao gestor necessárias para a tomada de decisões devera apresentar um sistema integrado, para aumentar o nível da informação que deve ser de forma clara e objetiva na apresentação do resultado da empresa, mostrando como um todo conforme a necessidade do usuário.
O processo da tomada de decisões termina coma a escolha da melhor ação a ser implementada. Para alcançar esse ponto é necessário que se passe pelas fases de definição do problema, obtenção dos fatos, formulação das alternativas, ponderação e decisão. Em todas essas etapas a informação contábil é de suma importância. Alguns problemas existem somente quando os relatórios contábeis são analisados regularmente e, com o orçamento elaborado com base nas informações históricas e projeções contábeis.
5. Considerações Finais
Este artigo procurou demonstrar a importância da utilização da contabilidade gerencial no processo de tomada de decisão empresarial. Ao levar em consideração o objeto do artigo nota-se que o profissional contábil que exerce a função gerencial, deve ter um amplo conhecimento nos diversos ramos contábeis, bem como planejamento estratégico, legislação tributária, além de estar atento aos avanços tecnológicos. Para que este possa atender às necessidades da empresa diante do mercado atual. Nota-se que a contabilidade gerencial vem obtendo um importante destaque na atualidade. Pois, ela é responsável por levar informações indispensáveis à alta administração da empresa, tais como, auxilio a redução de custos, planejamento estratégico e empresarial, como também o aumento da lucratividade.
Referências
FIGUEIREDO, Sandra; CAGGIANO, Paulo César. Controladoria Teoria e Prática. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1997.
IUDÍCIBUS, Sérgio de; MARTINS Eliseu; GELBCKE Ernesto Rubens. Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2003.
IUDÍCIBUS, Sérgio de. Contabilidade Gerencial. 6. ed. São Paulo: Atlas, 1998.
IUDICIBUS, Sérgio de; MARION, José Carlos. Introdução à Teoria da Contabilidade. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2002.
MARION, José Carlos. Contabilidade Empresarial. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2002.
PADOVEZE, Clóvis Luís. Contabilidade Gerencial: um enfoque em sistemas de informação contábil. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1997.
RICARDINO, Álvaro. Contabilidade Gerencial e Societária: origens e desenvolvimento. São Paulo: Saraiva, 2005.
SÁ, Antonio Lopes de. Teoria da Contabilidade. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1999.
FISCH, Silvio; MOSINIMANN, Clara Pellegrinello. Controladoria: Seu papel na administração de empresas. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1999.
CREPALDI, Silvio Aparecido.Contabilidade Gerencial: teoria e pratica. São Paulo: Atlas, 1998.
NAKAGAWA, Masayuki. Introdução a Controladoria: Conceitos, sistemas, implementação. São Paulo: Atlas, 1995.


A contabilidade gerencial e sua importância na atualidade

INTRODUÇÃO

A contabilidade gerencial utilizar-se de temas de outras disciplinas, ela se caracteriza pôr ser uma área contábil autônoma, pelo tratamento dado à informação contábil, enfocando planejamento, controle e tomada de decisão, dentro de um sistema de informação contábil. A contabilidade gerencial é relacionada com o fornecimento de informações para os administradores, isto é, aqueles que estão dentro da organização e que são responsáveis pela direção e controle de suas operações, a contabilidade gerencial pode ser constatada como contabilidade financeira, que é relacionada com o fornecimento de informações para os acionistas, credores e outros que estão de fora da organização.
Com a contabilidade gerencial deve fazer a conexão entre ações locais dos gerentes e a lucratividade da empresa, para que estes possam saber que direção tomar. Medindo corretamente o impacto de ações locais no desempenho global, a contabilidade gerencial também serve como agente motivador, pois bonificam as pessoas que contribuem significativamente ao objetivo da empresa, esta tem o objetivo de fornecer informações para que os gerentes possam decidir qual o melhor caminho para a empresa.

2 CONTABILIDADE GERENCIAL E SUAS FUNÇÕES

2.1 CONCEITO DE CONTABILIDADE GERENCIAL

Identificada a parte do sistema contábil que se dedica às informações para os usuários internos da instituição.
Processo de identificar, mensurar, acumular, analisar, preparar, interpretar e comunicar informações que auxiliem os gestores a atingir objetivos organizacionais. Horngren, Sundem e Stratton (2004)
A Contabilidade Gerencial tenta, ao mesmo tempo, ser abrangente e sucinta, ajustando-se constantemente para se adaptar às mudanças tecnológicas, mudanças nas necessidades dos gestores e novas abordagens das outras áreas funcionais dos negócios.

2.2 FUNÇÕES DA CONTABILIDADE GERENCIAL

A principal função da contabilidade gerencial é ser utilizada como uma importante ferramenta no processo de tomada de decisão, garantindo que as informações cheguem às pessoas certas no tempo certo, através de compilação, síntese e análise da informação.
A contabilidade gerencial tem ainda a função de fazer planejamento perfeito com objetivo de se chegar a um controle eficaz, ou seja, controlar as atividades da empresa e organizar o sistema gerencial a fim de permitir à administração ter conhecimento dos fatos ocorridos e seus resultados.

3 USUÁRIOS DA CONTABILIDADE

3.1 CONCEITO DE USUÁRIO

Conhecido como Controller da empresa, o contador gerencial, tem como a principal função na modernidade, a função de assessoria, é o seu departamento que tem a incumbência de prestar serviços especializados os outros administradores e á presidência da empresa.
Possuem papeis importantes no processo de tomada de decisões, não como tomadores de decisões, mas como coletores e relatores de dados relevantes. Muitos gerentes querem que o contador ofereça sugestões sobre uma decisão, mesmo que a decisão final sempre pertença ao executivo operacional. Um contador gerencial deve ser elemento com formação bastante ampla.

3.2 USUÁRIOS EXTERNOS

São aqueles que utilizam as informações fornecidas pelos demonstrativos contábeis mais não fazem parte da empresa. Podem-se citar como exemplos os bancos, fornecedores, clientes e principalmente os investidores quando for uma empresa que possua ações na bolsa de valores.

3.3 USUÁRIOS INTERNOS

Usuários internos são os sócios, diretores ou até mesmo donos das empresas que utilizam as informações dos relatórios e/ou demonstrativos da contabilidade gerencial para tomarem decisões que levem a melhorar o desempenho da empresa e assim melhorar os seus ganhos pessoais e/ou profissionais.

4 PRINCIPAIS FERRAMENTAS CONTÁBIL-GERECIAIS
- PUBLICIDADE -

4.1 FLUXO DE CAIXA

Na contabilidade gerencial, uma projeção de fluxo de caixa demonstra todos os pagamentos (direto) e recebimentos esperados em um determinado período de tempo. O controlador de fluxo de caixa necessita de uma visão geral sobre todas as funções da empresa, como: pagamentos, recebimentos, compras de matéria-prima, compras de materiais secundários, salários e outros, porque é necessário prever o que se poderá gastar no futuro dependendo do que se consome hoje.
O fluxo de caixa é uma ótima ferramenta para auxiliar o administrador de determinada empresa nas tomadas de decisões. É atraves deste mapeamento que os custos fixos e variáveis ficam evidentes, permitindo-se desta forma um controle efetivo sobre determinadas questões empresariais.

4.2 CUSTEIO DIRETO OU VARIÁVEL

É um método de custeio usado para alocação apenas dos custos variáveis ao produto. O sistema de custeio variável ou direto é um método que considera apenas os custos variáveis de apropriação direta como custo do produto ou serviço.
A diminuição da necessidade de rateio deve-se ao fato de que no sistema de custeio variável, são alocados aos produtos e/ou serviços, somente os custos variáveis e, como na maioria dos casos, os custos variáveis também são diretos, não alocando os rateios dos custos indiretos.
Ele é usado para eliminar qualquer distorção na apuração dos custos oriundos de problemas com rateios pois os custos fixos são tratados como despesas.

4.3 CUSTEIO POR ABSORÇÃO

O sistema de custeio por absorção apura o valor dos custos dos bens ou serviços, tomando como base todos os custos da produção incluindo os custos diretos, indiretos, fixos e variáveis. Consiste em atribuir aos produtos fabricados todos os custos de produção, quer de forma direta ou indireta. Assim todos os custos, sejam eles fixos ou variáveis, são absorvidos pelos produtos.

4.4 ORÇAMENTO

Orçamento refere-se as receitas e despesas de um indivíduo, organização ou governo relativamente a um período de execução (ou exercício) determinado, geralmente anual, mas que também pode ser mensal, trimestral, plurianual, etc. O orçamento deriva do processo de planejamento da gestão.
A administração de qualquer entidade pública ou privada, com ou sem fins lucrativos, deve estabelecer objetivos e metas para um período determinado, materializados em um plano financeiro, isto é, contendo valores em moeda, para o devido acompanhamento e avaliação da gestão.

5 CONCLUSÃO

Contabilidade gerencial não é apenas uma matéria didática, e sim um conhecimento para uma carreira profissional.
O desenvolvimento que a Contabilidade Gerencial pode ter com o uso inteligente de métodos quantitativos e com a difusão de sistemas de informações gerenciais em processamento eletrônico é difícil de dimensionar, mas certamente parece enorme. Ainda que a Contabilidade auxilie bastante no fornecimento de informações para decisões cujo conhecimento e tratamento íntimo estejam afetos a outras ramificações.
O objetivo da contabilidade gerencial é de fazer a conexão entre as ações locais dos gerentes e a lucratividade da empresa, para que eles possam saber quais ações suas levam a empresa em direção à sua meta.
A Contabilidade gerencial tem como fundamento um aprendizado mais profundo, tanto para aqueles que irão ingressar nessa área, como aqueles que já operam como um profissional, e principalmente, auxiliar os gestores na tomada de decisão nas organizações.


terça-feira, 26 de maio de 2015

ORIGEM, EVOLUÇÃO E OBJETIVOS DA CONTABILIDADE

ORIGEM, EVOLUÇÃO E OBJETIVOS DA CONTABILIDADE


É difícil precisar exatamente como nasceu a contabilidade, mas ao fazermos uma analogia com a humanidade, notamos que a contabilidade é tão antiga quanto o ontem que conta.
Entre as diversas definições oferecidas pela literatura, podemos considerar que a contabilidade é uma ciência que estuda e controla o patrimônio. Dessa forma, o seu objeto fundamental é o patrimônio.

1.1 Origem da Contabilidade
O surgimento e a evolução da contabilidade confundem-se com o próprio desenvolvimento da humanidade. Nesse contexto os estudos sobre as civilizações da Antiguidade nos mostram que o homem primitivo já “cuidava da sua riqueza”, através , por exemplo, da contagem e do controle do seu rebanho.
Porém, alguns estudiosos fazem remontar os primeiros sinas objetivo da existência das contas e os primeiros exemplos completos da contabilidade, mesmo sendo uma forma de contabilidade rudimentar, a aproximadamente 4000 anos a.C na civilização sumério-babilonense.
A contabilidade aprimorou-se de acordo com as necessidades de cada período histórico. O aparecimento da escrita, o surgimento da moeda, a prensa de Gutemberg, o descobrimento da América, a invenção da máquina a vapor, que deu impulso à Revolução Industrial, são marcos da nossa história que fizeram desencadear o desenvolvimento da ciência contábil.

1.2 Evolução da Contabilidade
Muitas obras surgiram na área contábil, desde Luca Pacioli até nossos dias, refletindo a época e ao mesmo tempo contribuindo para evolução do pensamento contábil.
O desenvolvimento da contabilidade em toda a sua história esteve intimidamente ligada ao desenvolvimento econômico e as transformações sociopolíticas e socioculturais experimentadas em cada época. O homem foi sentindo a necessidade de aperfeiçoar seu instrumento de avaliação da situação patrimonial ao mesmo tempo que as atividades econômicas foram-se tornando mas complexas.
Podemos delimitar a evolução histórica da contabilidade em duas grandes escolas: a italiana e a norte-americana.

1.2.1 Escola Italiana
A partir do século XII até o inicio do XVII, a Europa e, mais particularmente, a Itália “explodiram” em desenvolvimento econômico e cultural, trazido pela grande expansão comercial. Concomitantemente, verificou-se nesse período soberbo desenvolvimento da contabilidade na Europa.
Juntamente com a grande expansão comercial, sentiu-se a necessidade da criação de um meio de troca mais flexível que o escambo (troca direta de mercadorias). Surgiu a moeda e a contabilidade passa a ter avaliações monetárias onde apenas existia inventários físicos.
Após o surgimento do método das partidas dobradas (séc. XIV) e sua divulgação, em 1494, através da obra de Luca Pacioli – Summa de Arithmetica, Geometria, Proportioni et Proportionalita – a chamada “escola italiana” teve impulso e se espalhou pela Europa. A escrituração contábil ganhou relevância, fazendo com que os registros patrimoniais e os métodos de avaliação se desenvolvessem enormemente.
O método das partidas dobradas, ao registrar as operações de uma entidade, evidencia a causa e o efeito dos fatos ocorridos em relação ao controle e a mensuração das variações ocorridas com riqueza dessa mesma entidade.
A partir da Revolução Industrial (século XVIII) na Inglaterra, as técnicas contábeis tomaram novo impulso. O enorme desenvolvimento econômico verificado no período gerou as grandes corporações e o surgimento do mercado de capitais. Aumentou-se a necessidade de confirmação dos registros contábeis com forma de garantir a seguranças dos investimentos – desenvolvimento dos procedimentos de auditoria.
Portanto, com a Revolução Industrial, a atividade econômica evolui de artesanal para empresarial, forçando também a ciência contábil a um novo progresso e a uma readaptação das técnicas elaboradas a partir da obra de Luca Pacioli.

1.2.2 Escola Norte-Americana
A Itália exportou para o mundo a sua descoberta de como registrar as variações ocorridas na riqueza de uma entidade. Porém, por meio de pesquisas desenvolvidas por outros países, principalmente pelos Estados Unidos, observou-se que a contabilidade, por agregar todas as informações econômicas de um período, ou ainda de diversos, poderia ter um papel mais intenso e relevante na gestão das empresas, e assim foram desenvolvidos diversos estudos sobre: a contabilidade como base para tomada de decisões empresariais e as necessidades dos vários usuários da contabilidade. Diversas organizações norte-americanas ligadas à pesquisa e ao desenvolvimento de normas e procedimentos de contabilidade, como a American Accounting Association (AAA), o American Institute of Certified Public Accountants (AICPA) e o Financial Accounting Standards Boards (FASB), muito contribuíram para busca de princípios de contabilidade e amadurecimento da ciência contábil naquele país.
A escola norte-americana, além de aperfeiçoar as técnicas de registro advindas da escola italiana, também aprimorou as técnicas de auditoria desenvolvidas pelos ingleses. A escola italiana curvou-se ao desenvolvimento dessa nova visão contábil. As técnicas desenvolvidas na esfera contábil por pesquisadores, órgãos governamentais, entidades de classe e outras associações não só se preocuparam com essa nova visão do papel da contabilidade no mundo empresarial (contabilidade para tomada de decisões), como também na formação do contador no meio universitário.
A metodologia de ensino da contabilidade, no caso norte-americano, parte de uma visão geral para, então, chegar ao particular, ou seja, parte primeiro do entendimento dos relatórios contábeis para, a partir daí, estudar a maneira como se chegou aos mesmos.
As obras de autores italianos tinham uma preocupação demasiada com o método das partidas dobradas: já os autores norte-americanos preferiam tratar o método como uma técnica convencionada, sem a preocupação de se discutir teoria sobre isso.

1.3 A Contabilidade no Brasil
No Brasil, por volta de 1754, ainda como Colônia de Portugal, iniciou-se a formação profissional na área contábil, quando foi autorizada a criação do curso “Aulas de Comércio” (a palavra aula tem significado de escola superior ou faculdade), supervisionado pela Junta de Comércio de Lisboa. Os diplomados nesse curso eram os guarda-livros, denominação dada na época para os contadores.
Após o Brasil-Colônia, algumas escolas com curso na área contábil foram abertas, porém, com pouca expressão: mas, duas escolas destacam-se das demais pela relevante contribuição que deram para evolução da profissão contábil em nosso país, são elas:
 1902 – criação da Escola de Comércio Álvares Penteado, em São Paulo, adotando basicamente técnicas da escola italiana e alemã (registro das operações financeiras ocorridas em uma empresa).
 1946 – inauguração da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, seguindo os métodos pela escola norte-americana - uso das informações contábeis para gestão dos negócios. Também foi criado, nessa época, um centro de pesquisas contábeis, com a intenção de adaptar os métodos utilizados nos Estados Unidos ao nosso país.

1.4 Objetivos e Usuários da Contabilidade
O objetivo principal da contabilidade, de acordo com a visão predominante, seria gerar informações para tomada de decisões racionais tanto por usuários internos quanto por usuários externos da informação contábil.
Diversos são os usuários das informações contábeis, cada um, especificamente, com uma necessidade informacional diferenciada.
Podemos destacar como principais usuários:
a. Usuários Internos: os proprietários da empresa, gerentes, diretores, etc.
• Proprietários – necessitam de informações sobre: os resultados globais da empresa(lucro ou prejuízo), o retorno do capital investido, a geração de caixa, a eficiência da empresa na utilização dos seus recursos, eficácia dos gestores na consecução de objetivos traçados, grau de endividamento, etc.
• Gerentes e diretores – as informações necessitadas por esses usuários referem-se à avaliação de desempenho dos seus subordinados e à obrigação que esses usuários tem de reportar resultados para os proprietários (accountability). A contabilidade para tais usuários serve para o acompanhamento as operações da empresa e controle sobre como atingir os objetivos traçados no planejamento global.
b. Usuários Externos: os investidores (pessoa física ou jurídica que adquirirem participações em outras empresas), fornecedores de bens e serviços para empresa, clientes, instituições financeiras, sindicatos, entidades governamentais, organizações não governamentais (ONGS) e outros.
• Investidores – precisam saber sobre o retorno de seus investimentos na empresa e a distribuição ou não de dividendos, principalmente. Esses usuários usam a contabilidade como informação relevante para tentar realizar previsões sobre os resultados futuros da empresa.
• Fornecedores – a eles interessa verificar qual é a capacidade de endividamento da empresa e qual seu volume de vendas.
• Clientes - tem de saber se a empresa apresenta uma situação econômica e financeira equilibrada que permita a continuidade de suas operações e possa permanecer sendo fornecedora de produtos ou serviços, como também conhecer a capacidade de estocagem e fornecimento da empresa.
• Instituições financeiras – é necessário que conheçam a capacidade financeira e posição de endividamento de qualquer empresa candidata à tomada de empréstimos ou financiamentos.
• Sindicatos de empregados – é muito útil para os sindicatos veirificar a situação da empresa antes de reunir-se com a mesma para negociar melhorias salariais para os empregados.
• Entidades governamentais (Governo Federal, Estadual e Municipal) – ao Fisco interessa verificar se a empresa está cumprindo os seus compromissos fiscais, ou, ainda, ao Governo pode existir o interesse em mensurar a necessidade de apoio governamental para setores estratégicos para o País.

Contabilidade: Vantagens e Desvantagens

Contabilidade: Vantagens e Desvantagens
 Uma contabilidade bem organizada, escriturada de forma regular e consistente, determinando índices com base na administração financeira, deve ser utilizada de modo proveitoso por uma entidade na geração de relatórios confiáveis com base em índices e gráficos estatísticos muito úteis para a tomada de decisões.

Quando a contabilidade de uma entidade é relegada a 2º plano, normalmente o que ocorre é que os problemas advindos deste relapso se multiplicam: problemas de consistência de dados fiscais, falta de conciliação bancária e incoerência de contas, atrasos na escrituração, balanços sem espelhar a realidade patrimonial e problemas trabalhistas.
 
contabilidade-estruturada.jpg

Um exemplo dos possíveis benefícios de uma contabilidade devidamente atualizada e idônea é a distribuição de lucros como alternativa de diminuição de carga tributária. Outra vantagem é a contestação de reclamatórias trabalhistas quando as provas a serem apresentadas dependam de perícia contábil.

“Baratear” a contabilidade, ou fazê-la mero instrumento de apuração de impostos, é desprezar o potencial que tem uma escrituração dos fatos de uma empresa. As contas de custos e cálculos de margens de contribuição de lucro e podem facilitar o processo de elaboração de um orçamento empresarial, bem como avaliar adequadamente determinadas linhas de produtos, filiais ou mesmo desempenho de setores.

A contabilidade é solução quando tratada com respeito e como ciência, uma ferramenta de apoio gerencial tendo a administração financeira e estatística como apoio acessório nas rotinas da empresa É dor de cabeça quando encarada como estorvo burocrático.

modelo plano geral de contas

MODELO PLANO DE CONTAS

1. ATIVO


1.1 Circulante
1.1.1 Disponível
1.1.1.01 Caixa
1.1.1.01.01 Caixa
1.1.1.02 Banco conta movimento
1.1.1.02.01 Banco "A"
1.1.1.02.02 Banco "B"
1.1.1.03 Aplicações financeiras de Liquidez Imediata
1.1.1.03.01 Banco "A"

1.1.2 Clientes
1.1.2.01 Clientes Nacionais
1.1.2.01.01 Cliente "A"
1.1.2.02 (-) Provisão p/devedores duvidosos
1.1.2.03 (-) Duplicatas Descontadas

1.1.3 Outros Créditos
1.1.3.01 Titulos a Receber
1.1.3.02 Cheques a Receber
1.1.3.03 Adiantamento de Terceiros

1.1.3.04 Créditos de Funcionários
1.1.3.04.01 Adiantamento de Salários
1.1.3.04.02 Adiantamento para Viagens

1.1.3.05 Impostos a compensar e recuperar

1.1.4 Investimentos Temporários
1.1.4.01 Titulos e Valores Mobiliários
1.1.4.01.01 Banco "A"

1.1.5 Estoques
1.1.5.01 Mercadorias, Produtos e Insumos
1.1.5.01.01 Mercadorias para Revenda
1.1.5.01.02 Matérias-primas
1.1.5.01.03 Material de embalagem
1.1.5.01.04 ...
1.1.5.01.05 Produtos Acabados
1.1.5.01.06 Produtos em Elaboração
1.1.5.01.07 Adiantamento de Fornecedores
1.1.5.02 (-) Provisão para Ajuste do Estoque a Valor Presente

1.1.6 Despesas Antecipadas
1.1.6.01 Despesas do Exercício Seguinte
1.1.6.01.01 Prêmios de Seguros a Apropriar
1.1.6.01.02 Assinaturas e Anuidades
1.1.6.01.03 ...

1.2 Não Circulante
1.2.01 Realizável a longo prazo
1.2.01.01 Créditos e Valores

1.2.02 Investimentos Temporario a Longo Prazo
1.2.02.01 Titulos e Valores Mobiliários
1.2.02.02 Outros investimentos

1.2.03 Despesas Antecipadas

1.2.05 Permanente
1.2.05.01 Investimentos
1.2.05.01.01 Participação em Coligadas
1.2.05.02 Imobilizado
1.2.05.02.01 Terrenos
1.2.05.02.02 Imóveis
1.2.05.02.03 Móveis e utensílios
1.2.05.02.04 Instalações
1.2.05.02.05 Máquinas, Equipamentos e Ferramentas
1.2.05.02.06 Computadores e Periféricos
1.2.05.02.07 Veículos
1.2.05.02.08 Imobilização em Andamento
1.2.05.09 (-) Amortização Benfeitorias em Propriedade de Terceiros
1.2.05.09.01 Depreciação Acumulada -Imóveis
1.2.05.09.02 Depreciação Acumulada -Móveis e utensílios
1.2.05.09.03 Depreciação Acumulada -Instalações
1.2.05.09.04 Depreciação Acumulada -Máquinas, Equipamentos e Ferramentas
1.2.05.09.05 Depreciação Acumulada -Computadores e Periféricos
1.2.05.09.06 Depreciação Acumulada -Veículos

1.2.08 Intangíveis
1.2.08.01 Intangíveis
1.2.08.01.01 Marcas, Direitos e Patentes
1.2.08.01.02 Desenvolvimento de Novos Produtos/Novas Fórmulas
1.2.08.01.03 Direitos autorais
1.2.08.02

1.2.09.01 Amortizações
1.2.09.01.01 Amortização -Marcas, Direitos e Patentes
1.2.09.01.02 Amortização -Desenvolvimento de Novos Produtos/Novas Fórmulas
1.2.09.01.03 Amortização -Direitos autorais

1.2.05 Diferido (até a amortização total dos valores que não puderam ser reclassificados para outros grupos ou que a empresa não optou por baixar totalmente até 31/12/08 contra Lucros ou Prejuízos Acumulados)

2. PASSIVO
2.1 Circulante
2.1.01 Fornecedores
2.1.01.01 Fornecedores Nacionais
2.1.01.01.01 Fornecedor "A"
2.1.02 Obrigações Trabalhistas
2.1.02.01 Salarios a Pagar
2.1.02.01.01 Salarios a Pagar
2.1.03.01 Encargos Sociais a Recolher
2.1.02.01.01 Inss a Recolher
2.1.02.01.02 FGTS a Recolher
2.1.04 Empréstimo e financiamentos
2.1.04.01 Finaciamentos Bancários
2.1.04.01.01 Banco "A"
2.1.05 Obrigações Fiscais
2.1.05.01 Impostos e Contribuições
2.1.05.01.01 Icms a Recolher
2.1.05.01.02 Pis a Recolher
2.1.05.01.03 Cofins a Recolher
2.1.09 Outras Contas a Pagar
2.1.09.01 Contas a Pagar
2.1.09.01.01 Aluguéis a pagar
2.1.09.01.02 Água e Luz a pagar
2.1.09.01.03 Dividendos Propostos a Pagar

2.2 Não Circulante
2.2.01 Empréstimos e Financiamentos
2.2.02 ...
2.2.03 Receitas Diferidas
2.2.04 (-) Custos Diferidos

2.3 Patrimônio líquido
2.3.01 Capital Social
2.3.01.01 Capital Subscrito
2.3.01.02 (-) Capital a Integralizar

2.3.02 Reserva de capital
2.3.02.02 Ágio na emissão de ações
2.3.02.03 Alienação de partes beneficiárias
2.3.03 Reservas de Reavaliação (saldos de 2007)
2.3.04 Ajustes de Avaliação Patrimonial
2.3.05 Reservas de Lucros
2.3.05.01 Reserva Legal
2.3.05.02 Reserva Estatutária
2.3.05.03 Reserva para Contingências
2.3.05.04 Reserva de Incentivos Fiscais
2.3.05.05 Reserva de Retenção de Lucros
2.3.05.06 Reserva de Lucros a Realizar
2.3.05.07 Reserva Especial para Dividendos Obrigatórios Não Distribuídos

2.3.06 (-) Ações em Tesouraria

2.3.07 (-) Prejuízos Acumulados
2.3.07.01 Lucros do exercício
2.3.07.02 (-) Prejuízos do exercício

3. CONTAS DE RESULTADO – CUSTOS E DESPESAS
3.1 Custos das Mercadorias Vendidas
3.1.01 Custos das Mercadorias Vendidas
3.1.01.01 Custos das Mercadorias Vendidas
3.1.01.01.01 Custos das Mercadorias Vendidas

3.2 Despesas Operacionais
3.2.01 Despesas Administrativas
3.2.01.01 Gasto com Pessoal
3.2.01.01.01 13º Salário
3.2.01.01.02 Adicional noturno
3.2.01.01.03 Férias
3.2.01.01.04 FGTS
3.2.01.01.05 Horas extras
3.2.01.01.06 Salários e ordenados
3.2.01.01.07 INSS
3.2.01.03 Impostos e taxas
3.2.01.04 Despesas Diversas
3.2.01.04.01 Água / Esgoto
3.2.01.04.02 Lanches e Refeições
3.2.01.04.03 Aluguéis e arrendamento
3.2.01.04.04 Associação de classe
3.2.01.04.05 Contribuição/donativos
3.2.01.04.06 Correios
3.2.01.04.07 Depreciação/Amortização
3.2.01.04.08 Despesas com manutenção da loja
3.2.01.18 Impressos
3.2.01.19 Indenizações/aviso prévio
3.2.01.21 Legais e judiciais
3.2.01.22 Luz
3.2.01.23 Materiais de consumo
3.2.01.24 Multas de trânsito
3.2.01.25 Multas fiscais
3.2.01.26 Pró labore administração
3.2.01.27 Propaganda e publicidade
3.2.01.28 Reproduções
3.2.01.29 Revistas e jornais
3.2.01.30
3.2.01.31 Seguros
3.2.01.32 Serviço terceiros pessoa física
3.2.01.33 Serviço terceiros pessoa jurídica
3.2.01.34 Telefone
3.2.01.35 Vale transporte
3.2.01.36 Viagens e representações
3.2.02 Despesas Comerciais
3.2.02.01 Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa
3.2.02.02 Amostra grátis
3.2.02.03 Combustível
3.2.02.04 Comissões de venda
3.2.02.05 Embalagens
3.2.02.06 Fretes na entrega
3.2.02.07 Impostos s/ veículos
3.2.02.08 Manutenção de veículos
3.2.02.09 Propaganda e publicidade
3.2.03 Despesas financeiras
3.2.03.01 Encargos e Juros de Mora
3.2.03.02 Despesas Bancárias
3.2.03.03 CPMF
3.3 Outras despesas (as antigas não operacionais)


4. RECEITA
4.1 Receita bruta s/ vendas e serviços
4.1.01 Receita bruta de venda
4.1.01.01 Revenda de mercadorias
4.1.02 Receita bruta de serviços
4.1.02.01 Prestação de serviços
4.2 Dedução de receita bruta vendas/serviços
4.2.01 Dedução de receita bruta de vendas
4.2.01.01 Cancelamento de devoluções
4.2.01.02 Abatimento incondicional
4.2.01.03 ICMS
4.2.01.04 COFINS
4.2.01.05 PIS s/ vendas e serviços
4.2.02 Dedução de receita bruta s/ serviços
4.2.02.01 ISS
4.3 Outras Receitas
4.3.01 Receita financeira
4.3.01.01 Variação monetária ativa
4.3.01.02 Juros s/ aplicações financeiras
4.3.01.03 Descontos obtidos
4.3.01.04 Receita de aplicações pré-fixadas
4.3.01.05 Multas ativas
4.3.01.06 Dividendos
4.3.01.07 Juros s/ duplicatas
4.3.02 Receitas Diversas
4.3.02.01 Venda de sucatas
4.3.02.02 Ganhos e Perdas na Venda de Bens
4.3.02.03 Receita de Participações Societária

5. CONTAS TRANSITÓRIAS
5.1 Apuração de resultado
5.1.01 Apuração de resultado
5.1.01.01 Lucro (Prejuízo)

MÉTODOS DE ESCRITURAÇÃO / LANÇAMENTOS / RECEITAS E DESPESAS

1. MÉTODOS DE ESCRITURAÇÃO


MÉTODO DAS PARTIDAS DOBRADAS - é o método pelo qual cada débito efetuado em uma ou mais contas, deve corresponder um crédito em uma ou mais contas, de tal forma que o total debitado seja sempre igual ao total creditado.

PARTIDAS MENSAIS: admite-se a escrituração resumida no diário, por totais que não excedam ao período de um mês, relativamente a contas cujas operações sejam numerosas ou realizadas fora da série do estabelecimento, desde que utilizados livros auxiliares para registro individualizado e conservados os documentos que permitam sua perfeita verificação.

Escrituração: é o conjunto de lançamentos contábeis. A Escrituração completa é composta pelos lançamentos contábeis e pelas demonstrações financeiras elaboradas no encerramento de cada exercício social.

Função da Escrituração:
• Histórica = consiste no registro dos fatos na ordem cronológica (Livro Diário);
• Sistêmica = consiste na organização dos elementos contábeis de acordo com sua natureza e valores respectivos (Livro Razão);

Processo de Escrituração:
• Pode ser manual, mecanizado ou por processamento de dados;

• Todo lançamento deve estar apoiado em documentos hábeis e idôneos e adequados ao tipo de operação. Ex.: compra de mercadorias  documento hábil é a nota fiscal;

• Registro dos fatos no livro Diário;

• Transcrição dos registros para o livro Razão;

• Elaboração do Balancete de Verificação;

• Apuração do Resultado e elaboração das demonstrações contábeis (Balanço Patrimonial e Demonstração do Resultado do Exercício), transcrevendo-se estas demonstrações no livro Diário.


2. LANÇAMENTOS
Lançamento
Ex.: Compra de um veículo à vista, no dia 01/04/02, conforme NF nº 51, no valor de $ 700.000, emitida pela MARELA.

Veículos
a Caixa ......................... $ 700.000

Fórmulas de Lançamento

1ª - Fórmula Simples – apenas uma conta é debitada e uma única conta é creditada.

Ex.: compra de uma bicicleta, à vista, por $ 1.000
Veículos
a Caixa ......................... $ 1.000

2ª - Fórmula Composta - apenas uma conta é debitada e mais de uma conta é creditada.
Ex.: compra de uma bicicleta por $ 1.000, pagando-se $ 500 com cheque do Banco do Brasil e aceitando uma duplicata pelo restante, $ 500.

Veículos
a Diversos
a Banco c/ Movimento .. $ 500
a Duplicatas a Pagar...... $ 500 $ 1.000

3ª - Fórmula Composta - mais de uma conta é debitada e uma única conta é creditada.
Ex.: Integralização do capital Social no valor de $ 15.000, sendo $ 5.000 em móveis e $ 10.000 em dinheiro.

Caixa ........................... $ 10.000
Móveis e Utensílios....      $ 5.000
a Capital Social                               $ 15.000


4ª - Fórmula Complexa - mais de uma conta é debitada e mais de uma conta é creditada.

Ex.: pagamento do aluguel do mês no valor de $ 40.000 e de uma duplicata no valor de $ 90.000, com a utilização de $ 30.000 em dinheiro e $ 100.000 em cheque.

Despesa de Aluguel .......... $ 40.000
Duplicatas a Pagar............. $ 90.000
a Caixa ....................................................... $ 30.000
a Bancos c/ Movimento .............................. $ 100.000

Partícula “a” é apenas indicadora da contra creditada, sendo seu uso facultativo.

3. RECEITAS E DESPESAS
3.1. CONCEITOS

RECEITAS: são ingressos patrimoniais decorrentes da utilização dos recursos da empresa e que geram gastos para a mesma. As receitas aumentam a riqueza própria do patrimônio.

DESPESAS: são gastos executados com a finalidade de gerar receitas. As despesas podem diminuir o ativo ou aumentar o passivo, mas sempre provocam diminuições no patrimônio líquido. As despesas reduzem a riqueza própria do patrimônio.

RESULTADO = RECEITAS - DESPESAS
a) LUCRO      -- Despesas < Receitas
b) PREJUÍZO -- Despesas > Receitas
c) NULO        -- Despesas = Receitas

Receitas e Despesas Financeiras
 Operações Financeiras são aquelas realizadas com a finalidade de CAPTAR ou APLICAR recursos financeiros

 Dividem-se, portanto, em OPERAÇÕES ATIVAS (destinadas à aplicação de recursos) e OPERAÇÕES PASSIVAS (praticadas com a finalidade de captação de recursos financeiros)

RECEITAS FINANCEIRAS: correspondem aos ingressos patrimoniais originados das aplicações de recursos financeiros, tais como:

• receitas de juros;
• descontos obtidos;
• variações monetárias ativas

DESPESAS FINANCEIRAS: correspondem aos gastos incorridos nas operações de captação de recursos financeiros, tais como:

 despesas de juros;
 descontos concedidos;
 tarifa bancária.

QUINTA-FEIRA, 24 DE SETEMBRO DE 2009

PLANO DE CONTAS (aula 22-09-09)

Para que se possa ter perfeita noção do que seja um Plano de Contas e bem conhecer sua técnica ou forma e elaboração, é preciso que primeiramente se tenha um sólido conceito de conta.


Conceitos de Conta
“ Expressão qualitativa e quantitativa, estática e dinâmica, de fatos patrimoniais da mesma natureza, ocorridos ou por ocorrer, em uma empresa ou em uma entidade”.(Sá)

“ Conta é um conjunto de levantamentos, refletindo um elemento ou componente formado ou em formação, efetivo ou potencial, de um patrimônio aziendal ou de terceiros, do qual exprime, geralmente, a variável grandeza em uma dada medida, quase sempre monetária.” (Vencenzo Mais. Rilevazione patrimoniale. 2 ed. Padova: Cedam 1942. p.359)

“ Conta é o nome técnico que identifica um componente patrimonial ( Bem, Direito, Obrigação ou Patrimônio Líquido) ou um componente de Resultado (Despesa ou Receita) .” (Ribeiro, Osni Moura.3. ed., São Paulo: 

“ O objeto de uma conta, seja ela qual for, simples ou complexo, deve, portanto, formar um todo em si, que aparece liquidamente distinto dos objetos de outras contas, que não seja, em suma, inteiramente semelhante a qualquer outra: deve ter por base um todo homogêneo que resulte, isto é, de partes semelhantes que possam ser observadas sob qualquer aspecto como tal.” (Fábio Besta. La ragioneria. 2. ed. Milano: Francesco Vallardi, 1920. v. II, Cap. II p. 336).

Todos os acontecimentos que ocorrem diariamente na vida da empresa, responsáveis pela gestão do patrimônio – como compras, vendas, pagamentos, recebimentos etc. -, são registrados pela Contabilidade em contas próprias. Assim, toda movimentação de dinheiro efetuada dentro da entidade é registrada em uma Conta denominada Caixa; os objetivos comercializados pela entidade são registrados em uma Conta denominada Mercadorias, e assim por diante.

Ela é, portanto, o instrumento que se adota para guardar memória, reunindo acontecimentos patrimoniais, de natureza idêntica, possuindo, por esta razão, um objeto certo.

A conta tem sempre objeto distinto de outras contas porque reúne fatos de características próprias, iguais por sua natureza e que sucedem no patrimônio.

O grande cuidado deverá residir sempre no respeito a este básico princípio de que a conta é uma expressão de um objeto certo, que não deverá nunca ser confundido com o de outras contas, ou seja, uma evidenciação de fatos ou fenômenos patrimoniais da mesma natureza, sempre sob o aspecto da finalidade da empresa ou da entidade.

As contas podem ser classificadas em dois grupos: Contas Patrimoniais e Contas de Resultado ( Teoria Patrimonialista).

As contas Patrimoniais são as que representam os elementos componentes de Patrimônio. 

Dividem-se em Ativas ( Bens e Direitos ) e Passivas ( Obrigações e Patrimônio Líquido).

As contas de Resultado são as que representam as variações patrimoniais. Dividem-se em Contas de Despesas e Contas de Receitas.

Uma conta deve ser apresentada, para efeitos de um Plano de Contas, através de Seus:´

1. Título;
2. Função;
3. Funcionamento;
4. Classificação;
5. Grupamentos;
6. Códigos etc.

TITULO: È a palavra ou designação que dá nome a ma conta; evidenciando seu objeto, ou seja, a razão para a qual foi aberta e a classe de valores que registra; é uma identificação imprescindível na técnica dos registros.

FUNÇÃO DAS CONTAS - CONCEITO: Função de uma conta é sua ação, ou ainda, para que serve qual o papel que desempenha na escrituração; pode ainda ser conceituada como sendo a explicação do objeto da conta, ou então a expressão descritiva da natureza dos fatos registráveis da conta.

Exemplo:

FUNÇÃO DA CONTA: FORNECEDORES
Esta conta destina-se ao registro de todas as transações realizadas com as firmas ou pessoas que realizem fornecimentos para a empresa. Nela registram-se, normalmente, as faturas ou notas de fornecimento e os seus resgates. Tem ainda por função o registro das antecipações sobre fornecimentos quando estes forem feitos a prazo curto e quando não se relacionarem com transações que se prolonguem, necessitando de acertos especiais.

Pela descrição feita acima percebe-se, é claro, que pela função de uma conta se conhece perfeitamente qual o seu objeto, ou ainda, para que foi aberta.

FUNCIONAMENTO DAS CONTAS - CONCEITO: O funcionamento das contas estabelece a relação da conta com as demais outras e evidencia como se comporta diante de seu objeto.

Demonstra como se debita a conta, como se credita, qual a natureza de seu saldo, quais as outras contas que normalmente com ela estabelecem contado.
Exemplo:

FUNCIONAMENTO DA CONTA : CLIENTES
Esta conta é debitada pelas faturas ou notas de vendas feitas a clientes da empresa: é creditada, quando o cliente resgata sua dívida. A natureza do saldo desta conta é DEVEDOR, integrando o sistema de aplicações da empresa. Relaciona-se em seu DÉBITO com as contas de vendas e similares.

Relaciona-se com seu CRÉDITO com as contas de CAIXA, BANCOS E DEVOLUÇÕES.

Esta conta é de natureza devedora.

Pelo seu Débito surgem os seguintes registros, relativamente a outras contas:
CLIENTES
A VENDAS

Pelo seu crédito surgem os seguintes registros, relativamente a outras contas:
CAIXA
A CLIENTES – liquidação em dinheiro

BANCOS
A CLIENTES – liquidação em banco

DEVOLUÇÕES DE CLIENTES

A CLIENTES – pela devolução de mercadorias.

O saldo desta conta, sendo devedor, indica sempre o que a empresa tem a receber de terceiros por vendas a prazo que realizou.

CLASSIFICAÇÃO DA CONTA: Indica se ela é Conta Patrimonial ou de Resultado.

GRUPAMENTOS DAS CONTAS: Indica se ela pertence ao grupo de Ativo, Passivo, Despesas ou Receitas.

CÓDIGO E GRAU DA CONTA: É composto por um ou mais algarismos utilizados para identificar cada uma das contas que compõem o Plano de Contas de uma entidade.

A adoção de códigos agiliza os registros contábeis, principalmente quando efetuados por meio de computador; assim, débitos e créditos são feitos através dos códigos das contas e não pela intitulação.

Os critérios para definir a codificação a ser adotada fica a cargo de cada contabilista, dependendo do porte da empresa e do grau de detalhamento das informações que pretende obter.

A codificação que sugerimos identifica as Contas do Ativo pelo algarismo 1; as contas do Passivo, pelo algarismo 2; as Contas de Despesas, pelo algarismo 3; as Contas de Receitas, pelo algarismo 4; e as contas utilizadas para apuração do Resultado do Exercício, pelo algarismo 5.

Exemplo Completo:

TITULO DA CONTA : DESPESAS FINANCEIRAS

FUNÇÃO: registra a aplicação de valores em despesas feitas para conseguir dinheiro, tais como: juros, comissões pagas a bancos, descontos concedidos a clientes da empresa etc.;

FUNCIONAMENTO: abre-*se e encerra-se em cada exercício. Debita-se pelos gastos e credita-se na apuração do resultado líquido.

Relaciona-se com as contas de:

Caixa, Bancos, Clientes, Lucros e Perdas, normalmente.

CLASSIFICAÇÃO: Classe dos RESULTADOS

GRUPAMENTO – DESPESAS.

CODIFICAÇÃO – 3.

O QUE É UM PLANO DE CONTAS

Plano de contas é uma peça na técnica contábil que estabelece previamente a conduta a ser adotada na escrituração, através da exposição das contas em seus títulos, funções, funcionamento, grupamentos, análises, derivações, dilatações e reduções.

É um conjunto de normas e intitulação de contas, previamente estabelecido, destinado a orientar os trabalhos da escrituração contábil.

É um conjunto de contas, diretrizes e normas que disciplinam as tarefas do setor de Contabilidade, objetivando a uniformização dos registros contábeis.

COMPOSIÇÃO DO PLANO DE CONTAS
Um Plano de contas ideal poderá compor-se de três partes:
Elenco de Contas;
Manual de Contas;
Lançamentos explicativos para registro de operações especiais.

ELENCO DAS CONTAS – CONCEITO

Em um plano de Contas o elenco é a relação dos títulos das contas. Costuma-se denomina-lo também “ Quadro de Contas”.

Manual das Contas

O Manual de contas é um quadro explicativo do uso adequado de cada uma das contas constantes do Elenco de Contas. Esse quadro apresenta:

a) Função de cada conta;
b) Funcionamento de cada conta;
c) Natureza do saldo de cada conta.

QUANTIDADE DE CONTAS QUE DEVER TER UM PLANO DE CONTAS
Um plano de contas deve ter tantas contas quantas forem necessárias para expressar, com a devida clareza, os fatos ocorridos na vida de um patrimônio.

CARACTERISICAS DE UM BOM PLANO DE CONTAS
Um bom plano de contas é aquele que se elabora rigorosamente dentro das normas técnicas e em perfeita coadunação com as necessidades da empresa.

Para que um plano contábil tenha excelência é imprescindível que:
1. Seja adaptável às necessidades da empresa.
2. Tenha unidade técnica de nomenclatura e de funcionamento.
3. seja claro, acessível.
4. seja flexível, permitindo ampliações e reduções sem quebra de unidade.
5. Tenha precisão e exatidão dentro dos princípios e preceitos da Contabilidade.
6. Siga a Princípios Gerais Doutrinários que dão uniformidade.
7. Enseje informações que possam refletir a imagem fiel da riqueza.

UTILIDADE O PLANO DE CONTAS
A principal utilidade do plano de contas é a de servir de meio de orientação na escrituração contábil, possibilitando a unidade de trabalho e protegendo a empresa contra os erros naturais motivados pela ausência de sistematização.

O plano é uma peça básica de orientação, um roteiro de grande valor, hoje indispensável e de uso generalizado.

O plano de Contas é, hoje, uma peça imprescindível e a sua ausência nos trabalhos de escrituração contábil denota, efetivamente, conduta deficiente por parte do profissional, na execução de sua tarefa.

SEXTA-FEIRA, 11 DE SETEMBRO DE 2009

Contabilidade Introdutória Aulas do dia 04 e 11/09/2009

1.1 - CONCEITO DE CONTABILIDADE


O Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilistas, realizado na Cidade do Rio de Janeiro, de 17 a 25 de agosto de 1924, formulou um conceito oficial para CONTABILIDADE. “Contabilidade é a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, de controle e de registro relativas à Administração Econômica.”
Segundo Hilário Franco (1990), "Contabilidade é a ciência que estuda, controla e interpreta os fatos ocorridos no patrimônio das entidades, mediante o registro, a demonstração expositiva e a revelação desses fatos, com o fim de oferecer informações sobre a composição do patrimônio, suas variações e o resultado econômico decorrente da gestão da riqueza patrimonial."
1.2 - CAMPO DE APLICAÇÃO DA CONTABILIDADE
A Contabilidade pode ser aplicada à todas as entidades econômico-administrativas.
Aplica-se tanto às sociedades mercantis como às sociedades civis, inclusive as associações civis ou mesmo aquelas sem finalidade lucrativa.
1.3 - FINALIDADE DA CONTABILIDADE
A função fundamental da Contabilidade é fornecer informação útil para a tomada de decisões econômicas. Neste aspecto destacam-se duas funções que julgamos imprescindíveis ao lidar com Contabilidade.
FUNÇÃO ECONÔMICA: Apurar o resultado do período, o qual pode se apresentar na forma de lucro ou prejuízo.
FUNÇÃO ADMINISTRATIVA: Controlar o patrimônio da entidade, tanto sobre o aspecto estático (posição em dado momento, ex: o balanço patrimonial) como dinâmico (representa o movimento ou as mudanças qualitativas e quantitativas dos elementos).
Segundo a doutrina contábil “a finalidade da contabilidade é registrar, controlar e demonstrar os fatos que afetam o patrimônio, objetivando fornecer informações sobre sua composição e variações, bem como sobre o resultado econômico decorrente da gestão da riqueza patrimonial. A contabilidade desempenha, em qualquer organismo econômico, o mesmo papel que a História na vida da humanidade. Sem ela não seria possível conhecer o passado nem o presente da vida econômica da entidade, não sendo também possível fazer previsões para o futuro nem elaborar planos para a orientação administrativa”.
1.4 - IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE
Segundo Ching, et al. (2003), para poder trabalhar de maneira efetiva, as pessoas em uma organização precisam constantemente de informações a respeito do montante de recursos envolvidos e utilizados, da situação da dívida contraída para financiá-los e dos resultados econômicos obtidos com a utilização destes recursos.
1.5 - USUÁRIOS DA INFORMAÇÃO CONTÁBIL
Pessoas Físicas: (estudantes, professores, profissionais liberais, autônomos, etc.) usam a contabilidade para administrar sua conta bancária, seu orçamento familiar, seus investimentos, para contrair e/ou financiar suas dívidas, etc..
Administradores: para acompanhar o desempenho das empresas e tomar decisões acerca de indagações do tipo, qual produto comercializar?, qual o custo de produção mensal?, qual a lucratividade da atividade?, quanto remunerar os funcionários?, etc..
Acionistas: para decidir em qual negócio investir e qual a rentabilidade desejada. Este grupo de usuários da Contabilidade deverá ter grande conhecimento das informações contábeis para visualizar, inclusive, a ações futuras de modo a lhes assegurar o retorno do capital investido.
Instituições Financeiras e Demais Credores: para conhecer a capacidade de pagamento das dívidas contraídas, sejam elas de curto ou longo prazo, e decidir por financiar ou não a atividade, por vender a prazo ou a vista, etc..
Funcionários: para decidir por uma proposta de emprego, para decidir sobre uma remuneração variável em função das vendas, para calcular sua participação em planos de distribuição de lucros a funcionários e também para verificar os investimentos da empresa em aspectos sociais do tipo: creche, transporte, educação, etc..
Concorrentes: para comparar seus resultados e identificar as ações que levaram as empresas do mesmo ramo de atividade a ter sucesso ou insucesso.
Autoridades Fiscais: para calcular e verificar o pagamento dos tributos e do cumprimento das obrigações acessórias.
Agências Reguladoras: a exemplo de sindicatos, conselhos de classe empresarial, agências governamentais, etc.. que usam a contabilidade para verificar se as exigências para funcionamento estão sendo cumpridas de acordo com as regras estabelecidas, assim como para servir de base para futuras negociações com o setor.
1.6 - OBJETO DA CONTABILIDADE
Todos os escritores, escolas do pensamento contábil, correntes e doutrinas definem o PATRIMÔNIO como o OBJETO da CONTABILIDADE.
O Patrimônio é definido como sendo o conjunto de bens, direitos e obrigações de uma Entidade.
1.7 - TÉCNICAS CONTÁBEIS
Para Célio Cruz (1995), as técnicas contábeis são:

ESCRITURAÇÃO
É a técnica que oferece os meios e métodos utilizados nos registros dos fatos contábeis relacionados com o patrimônio.
A escrituração deve ser mantida em registros permanentes e ainda obedecer aos preceitos da legislação comercial e da lei 6404/76

DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Técnica que se encarrega de expor os fatos contábeis, através de relatórios visando facilitar a interpretação da composição dos fatos que afetam o patrimônio. Ex.: Balanço Patrimonial, Demonstração de Resultado do Exercício, Fluxo de Caixa, etc.

ANÁLISE DE BALANÇOS
Técnica especializada que oferece métodos de decomposição, comparação e interpretação das Demonstrações Contábeis, visando estudar o Patrimônio.

AUDITORIA
Consiste no exame de documentos, livros e registros, com a finalidade de verificar se os registros e as demonstrações Contábeis representam a posição real e se estão de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceitos. É a técnica que confirma a exatidão dos registros e das Demonstrações Contábeis.
CAPÍTULO 2
2.1 - DEFINIÇÃO DE PATRIMÔNIO
Como visto, em Contabilidade, o Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações de propriedade de um ente carente de gestão.

BENS: São coisas capazes de satisfazer as necessidades humanas e suscetíveis de avaliação econômica.
Sob o ponto de vista contábil, pode-se definir como Bem tudo aquilo que uma empresa possui, seja para consumo, transformação, numerário, de renda, de venda ou troca e fixos.

• BENS DE CONSUMO: São bens não duráveis, isto é, bens que são consumidos imediatamente pela sua utilização. Ex.: Material de expediente, Material de Limpeza. Na contabilidade esses bens são registrados em conta denominada de ESTOQUE ALMOXARIFADO.

• BENS DE TRANSFORMAÇÃO: São bens utilizados na Fabricação de outros produtos. Ex.: A farinha de trigo utilizada pela fábrica de biscoitos. Esses bens são registrados na Contabilidade em conta denominada de ESTOQUE DE MATÉRIAS-PRIMAS.

• BENS NUMERÁRIOS: São os bens já convertidos em espécie. Ex.: Dinheiro em Caixa ou Banco.
• BENS DE RENDA: São os investimentos efetuados em ativos que, embora não sejam utilizados pela entidade para realização do seu objeto social, geram rendas secundárias. Ex.: Ações de Coligadas, Imóveis não de uso, etc. Esses bens são registrados na contabilidade, geralmente, em contas do grupo Ativo Permanente
INVESTIMENTO.
• BENS DE VENDA: São bens produzidos para venda ou adquiridos de terceiros para revenda. Ex.: Produtos Acabados, Mercadorias.

• BENS FIXOS: São bens duráveis que a entidade utiliza na sua estrutura com a finalidade de, através do seu uso, realizar o seu objeto social. Ex.:Veículos, Móveis e Utensílios, Imóveis, Instalações Fabris, etc. Esses bens são contabilizados em contas do grupo Ativo Permanente IMOBILIZADO.
Os bens podem ser classificados segundo o modo como são considerados. Neste caso, a classificação os divide em:
• BENS MATERIAIS;
• BENS IMATERIAIS.

BENS TANGÍVEIS, CORPÓREOS OU MATERIAIS, como o próprio nome diz, são aqueles que possuem corpo, matéria. Por sua vez, dividem-se em:

a. Bens móveis: os que podem ser removidos do seu lugar. Exemplos: mesas, veículos, máquinas de escrever, dinheiro, mercadorias etc.;

b. Bens imóveis: os que não podem ser deslocados do seu lugar natural. Exemplos:
casas, terrenos, edifícios etc.

BENS INTANGÍVEIS, INCORPÓREOS OU IMATERIAIS: são aqueles Bens que não possuem corpo, não têm matéria. Em sua maioria das vezes se apresentam na forma de gastos que a empresa faz, os quais, por sua natureza, devem ser considerados parte do seu Patrimônio. Exemplos:

• Benfeitorias em Imóveis de Terceiros – são os gastos com reformas que o inquilino (tem a posse e não a propriedade) realiza em imóveis de terceiros com o objetivo de otimizar o funcionamento da entidade.

• Fundo de Comércio – é o ponto comercial, assim entendido como o valor formado pela fama conseguida através da clientela daquele estabelecimento pela sua localização e tempo de funcionamento.

• Patentes – decorrente de alguma invenção. Tem seu valor definido pelo somatório dos gastos com seu registro e as despesas de pesquisas para a sua obtenção.

DIREITOS: são bens pertencentes a um ente e que se encontram em poder de terceiros. São representados na composição Patrimonial como valores a receber e normalmente são apresentados coma identificação do bem seguida da expressão a receber.
Ex.: Duplicatas a receber, Alugueis a receber, etc..
Observe que os Direitos são os valores a receber decorrentes da atividade da Empresa e que são necessários à realização do objeto social. Origina-se das operações realizadas cotidianamente, do próprio funcionamento da empresa e por isso são normalmente chamados de créditos de funcionamento. São representados pelas duplicatas a receber decorrentes das vendas a prazo, pelos créditos referentes a devedores que mantêm relações com a Empresa, tais como, diretores, empregados, representantes, etc.
OBRIGAÇÕES: São valores a pagar na forma de dívidas ou dividendos resultantes de compromissos assumidos pela empresa. As obrigações podem ser subdividas em:
• Obrigações exigíveis; aquelas que têm prazo certo para liquidação. Essas Obrigações geralmente aparecem com os nomes dos elementos seguidos da expressão a pagar, exemplos: duplicatas a pagar; alugueis a pagar, salários a pagar, impostos a pagar ou impostos a recolher, etc..
• Obrigações não exigíveis; aquelas que não possuem prazo determinado para liquidação. Normalmente são as obrigações da empresa para com seus investidores (proprietários) e se apresentam na forma de capital, reservas ou lucros acumulados para futuras distribuições ou aumento do capital.
Desta forma, o Patrimônio pode ser representado de forma simples por: