sexta-feira, 27 de março de 2015

Os numerias

INTRODUÇÃO

O presente trabalho com o tema os numerais destaca-se a falar de como eles são formados e como são inseridos no contexto da língua portuguesa. neste caso podemos dizer que os numerais são palavras que indicam os seres em termos numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa em determinada sequência. Concernente ao tema dado poderemos explicar taxativamente da sua composição e classificação seguindo os parâmetros da língua portuguesa.



OS NUMERAIS

Numerais são todas palavras que encerram a ideia de número.

Classificação dos numerais

Os numerais podem ser classificados como:  cardinal, coletivo, ordinal, multiplicativo, fracionário, partitivo.

Numerais cardinais

Os numerais cardinais são aqueles que utilizam os números naturais para a contagem de objectos, ou até designam a abstracção das quantidades: os números em si mesmos. Valem por adjectivos ou substantivos.
Exemplos :
Fui à padaria comprar dez pães.

Numerais colectivos

Os numerais colectivos são aquelas palavras que designam uma quantidade específica de um conjunto de seres ou objectos. São termos variáveis em número e invariáveis em género.
Exemplos:
Dúzia(s), dezena(s), milheiro(s) ou milhar(es), centena(s), par(es), década(s), grosa(s).

Numerais multiplicativos

Os numerais multiplicativos são aqueles que indicam uma quantidade equivalente a uma multiplicação (uma duplicação, uma triplicação etc.).
Exemplos:
Às vezes, as palavras possuem duplo sentido.

Numerais ordinais

Os numerais ordinais são aqueles que indicam a ordenação ou a sucessão numérica de seres e objectos.
Exemplos:
Recebeu os seus primeiros presentes agora mesmo.
Dumas está completando seu primeiro aniversário.
Hoje foi a primeira vez que eu como esta torta.

Numerais fraccionários

Os numerais fraccionários são aqueles que passam a ideia de parte de algo, fracção.
Um terço do bolo por favor.
Também indicam a divisão de seres e objectos, usado muito em receitas de alimento:
Ponha 1/4 xícara de açúcar na massa.

Numerais partitivos

Os numerais partitivos são aqueles que passam ideia de partir, não deve se confundir com fraccionários.
meio, a terça parte, a quarta parte, etc.

Numerais romanos

Geralmente os numerais romanos são usados para marcar o século em que se passa uma data histórica. São 7 símbolos que representam os números romanos: I (1), V (5), X (10), L (50), C (100), D (500), M (1000).
Para ser formado um número romano é necessário fazer as combinações correctas, sempre em ordem decrescente.
Exemplos:
 (1532, 1000 + 500 + 30 + 2).
Cada letra só se pode repetir três vezes, porém é desnecessário, por exemplo, usar duas vezes a letra D, uma vez que repetida daria mil, M.
Apesar de não parecer, os números romanos também são infinitos. Para fazer um número menor que uma letra, quando ele for impossível com outras combinações, podemos pôr uma letra na frente para diminuir a segunda letra.
Exemplos:
 (ou seja, 100 - 10).
Quando na numeração romana colocarmos um traço em cima da letra, estaremos multiplicando o valor da letra por mil, por isso, colocando dois traços multiplicamos por um milhão (1000 x 1000) e assim sucessivamente.
Exemplos:
Desta forma, torna-se possível escrever qualquer número natural na numeração romana.
Numeral é a palavra que qualifica os seres em termos numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa em determinada sequência.
Observações: Não confundir numeral com plural e com o artigo indefinido
Cardinais - Adjectivam dando uma quantidade:
·                     Duzentas pessoas se manifestaram.
·                     Na verdade, ocorreu só após passarem quarenta dias.
Ordinais - Determinam a sequência de fatos, ocorridos ou não:
·                     Quem chega primeiro, consegue comprar os ingressos.
·                     Estamos no terceiro milénio.
Multiplicativos - Relacionam um conjunto de seres ou objectos, dando-lhes uma característica:
·                     dobro ou nada.
·                     Gastamos o triplo do que costumamos.
Fraccionários - Relativam uma parte do todo:
·                     Metade do que tínhamos, ganhamos por sorte.
·                     O atleta ganhou por um décimo de segundo.
Observações:
·                     Todos os numerais concordam com o nome, excepto os multiplicativos que sempre são masculinos.
·                     Geralmente os multiplicativos vêm precedidos de artigos, os fraccionários é opcional o uso.
Existem dois sistemas de numeração, o curto e o longo. Na língua portuguesa, podemos encontrar os dois tipos, o sistemas de numeração longa em Portugal e de numeração curta no Brasil. A diferença é que no sistema de numeração curto há três classes por ordem, e no longo há quatro classes por ordem (excepto na simples e nas dos milhares). Veja:
Numeral
Leitura
Ordem
1 000 000
um milhão
dos milhões
10 000 000
dez milhões
dos milhões
100 000 000
cem milhões
dos milhões
1 000 000 000
um bilhão (Brasil), mil milhões (Portugal)
dos bilhões (Brasil), dos milhões (Portugal)
10 000 000 000
dez bilhões (Brasil), um bilião (Portugal)
dos bilhões (Brasil), dos biliões (Portugal)
É importante notar que na escrita das nomenclaturas das ordens, a partir da terceira, no português do Brasil escreve-se com h, e no português europeu com i (bilhões ≠ biliões).
Cada algarismo representa uma classe (unidade da ordem, dezena da ordem ou centena da ordem). Ordem é cada parte do número que possui nomenclatura especial: simples (sem nomenclatura), milhares, milhões, bilhões, trilhões, quatrilhões, pentilhões, etc
Os numerais cardinais possuem uma forma de escrita, que pode variar em algumas regiões:
Números com uma ordem
·                     1 - Entre a dezena, centena e unidade, sempre haverá a conjunção e (excepto números entre 11 e 19 e divisíveis por 10);
·                     2 - As classes nulas não possuem nomenclatura, ou seja, não há conjunção para introduzi-las (os números divisíveis por 10 - obviamente, todos possuem ao menos uma classe nula - possuem nomenclatura);
Números com mais de uma ordem
·                     3 - As ordens nulas (zero centenas, zero dezenas e zero unidades) não possuem nomenclatura;
·                     4 - A partir da decomposição de ordens do número (cada ordem segue a regra 1 e 2), os colocamos lado a lado, do maior ao menor;
·                     5 - Separamos as ordens uma da outra;
·                     6 - Para números com até duas ordens, colocamos a conjunção e, separando-as. Esta regra não aplica-se a números em que existe centenas na ordem simples, excepto se houver apenas a centena e não houver as dezenas e unidades;
Números com duas ou mais ordens não-nulas
·                     7 - Introduzimos cada ordem por vírgula (cada ordem segue as regras 1 e 2).
·                     8 - A ordem simples e a ordem dos milhares podem seguir as regras 3, 4, 5 e 6. As demais, a regra 7.
Os numerais possuem duas funções:
·                     Numerais substantivos: são aqueles que podem substituir outros substantivos, os numerais colectivos;
·                     Numerais adjectivos: são aqueles que modificam o substantivo, dando uma quantidade ou uma parte, são os demais.

NUMERAIS CARDINAIS

unidade
dezena
centena
milhar
...
0- zero
1- um
2- dois
3- três
4- quatro
5- cinco
6- seis
7- sete
8- oito
9- nove
10- dez
11- onze
12- doze
13- treze
14- quatorze
ou catorze
15- quinze
16- dezesseis
17- dezessete
18- dezoito
19- dezenove
20- vinte
21- vinte e um
22- vinte e dois
30- trinta
31- trinta e um
40- quarenta
50- cinquenta
60- sessenta
70- setenta
80- oitenta
90- noventa
100- cem
101- cento e um
130- cento e trinta
cento e (dezena) e (unidade)
200- duzentos
duzentos e (dezena) e (unidade)
300- trezentos
400- quatrocentos
500- quinhentos
600- seiscentos
700- setecentos
800- oitocentos
900- novecentos
1000- mil
1007- mil e sete
1070- mil e setenta
1700- mil e setecentos
1740- mil setecentos e quarenta
1748- mil setecentos e quarenta e oito
2000- dois mil
3000- três mil
4000- quatro mil
5000- cinco mil
6000- seis mil
7000- sete mil
8000- oito mil
9000- nove mil
10.000- dez mil
11.000- onze mil
20.000- vinte mil
90.000- noventa mil
100.000- cem mil
100.020- cem mil e vinte
101.000- cento e um mil
101.015- cento e um mil e quinze
200.000- duzentos mil
1.000.000- um milhão
2.000.000- dois milhões
1.000.000.000- um bilhão

NUMERAIS ORDINAIS

unidade
dezena
centena
milhar
...
1- primeiro
2- segundo
3- terceiro
4- quarto
5- quinto
6- sexto
7- sétimo
8- oitavo
9- nono
10- décimo
11- décimo primeiro
(ou undécimo)
12- décimo segundo
(ou duodécimo)
13- décimo terceiro
20- vingésimo
21- vigésimo primeiro
30- trigésimo
40- quadragésimo
50- quinquagésimo
60- sexagésimo
70- septuagésimo
80- octagésimo
90- nonagésimo
100- centésimo
101- centésimo primeiro
135- centésimo trigésimo quinto
200- ducentésimo
300- trecentésimo
400- quadringentésimo
500- quingentésimo
600- seiscentésimo
(ou sexcentésimo)
700- setigentésimo
800- octingentésimo
900- nongentésimo
1000- milésimo
1007- milésimo sétimo
1070- milésimo septuagésimo
1700- milésimo ........
2000-
3000-
4000-
5000-
6000-
7000-
8000-
9000-
10.000-
11.000-
20.000-
30.000-
40.000-
50.000-
60.000-
70.000-
80.000-
90.000-
100.000-
500.000-
999.000- 
1000.000- milionésimo
2000.000- dois milionésimos
1000.000.000- bilionésimo
2000.000.000- dois bilionésimos

FRAÇÕES

1/2- um meio
3/2- três meios
1/3- um terço
2/3- dois terços
1/4- um quarto
1/5- um quinto
1/6- um sexto
1/7- um sétimo
1/8- um oitavo
1/9- um nono
1/10- um décimo
1/11- um onze avos
1/12- um doze avos
1/13- um treze avos
1/20- um vinte avos
1/26- um vinte e seis avos
1/30- um trinta avos
1/50- um cinquenta avos
1/90- um noventa avos
2/11- dois onze avos
2/18- dois dezoito avos
2/90- dois noventa avos
1/100- um centésimo
2/100- dois centésimos
3/100- três centésimos
10/100- dez centésimos
20/100- vinte centésimos
27/100- vinte e sete centésimos
30/100- trinta centésimos
50/100- cinquenta centésimos
90/100- noventa centésimos
99/100- noventa e nove centésimos
1/1000- um milésimo
2/1000- dois milésimos
3/1000- três milésimos
9/1000- nove milésimos
1/1000.000- um milionésimo
2/1000.000- dois milionésimos
3/1000.000- três milionésimos




CONCLUSÃO

Chegamos a conclusão de que os numerais além da sua composição também têm as suas variações. Além dos numerais mais conhecidos, já que reflectem a ideia expressa pelos números, existem mais algumas palavras consideradas numerais porque denotam quantidade, proporção ou ordenação. O presente tema foi de relevância porque até um certo ponto fez com que nós os estudantes aprofundássemos mais no que se diz respeito aos numerais.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Almeida, Napoleão Mendes de. Gramática Metódica da Língua Portuguesa. São Paulo: Saraiva, 1911 (1992?). Capítulo: Cap. VII, §155 - 38.
Os numerais. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Numeral. Acessado aos 26 de Março de 2015.
Os numerais. Disponível em: http://pt.wikibooks.org/wiki/Portugu%C3%AAs/Classifica%C3%A7%C3%A3o_das_palavras/Numerais. Acessado aos 26 de Março de 2015.



ÍNDICE


quinta-feira, 26 de março de 2015

Os numerais

Numeral
Numeral é toda palavra que encerra a ideia de número.
Classificação dos numerais
Os numerais podem ser classificados como cardinalcoletivoordinalmultiplicativofracionáriopartitivo.
Numerais cardinais
Os numerais cardinais são aqueles que utilizam os números naturais para a contagem de objetos, ou até designam a abstração das quantidades: os números em si mesmos. Valem por adjetivos ou substantivos.
Exemplos :
Fui à padaria comprar dez pães.
Numerais coletivos
Os numerais coletivos são aquelas palavras que designam uma quantidade específica de um conjunto de seres ou objetos. São termos variáveis em número e invariáveis em gênero.
Exemplos:
Dúzia(s), dezena(s), milheiro(s) ou milhar(es), centena(s), par(es), década(s), grosa(s).
Numerais multiplicativos
Os numerais multiplicativos são aqueles que indicam uma quantidade equivalente a uma multiplicação (uma duplicação, uma triplicação etc.).
Exemplos:
Às vezes, as palavras possuem duplo sentido.
Numerais ordinais
Os numerais ordinais são aqueles que indicam a ordenação ou a sucessão numérica de seres e objetos.
Exemplos:
Recebeu os seus primeiros presentes agora mesmo.
Dumas está completando seu primeiro aniversário.
Hoje foi a primeira vez que eu como esta torta.
Numerais fracionários
Os numerais fracionários são aqueles que passam a ideia de parte de algo, fração.
Um terço do bolo por favor.
Também indicam a divisão de seres e objectos, usado muito em receitas de alimento:
Ponha 1/4 xícara de açúcar na massa.
Numerais partitivos
Os numerais partitivos são aqueles que passam ideia de partir, não deve se confundir com fracionários.
meio, a terça parte, a quarta parte, etc.
Numerais romanos
Geralmente os numerais romanos são usados para marcar o século em que se passa uma data histórica. São 7 símbolos que representam os números romanos: I (1), V (5), X (10), L (50), C (100), D (500), M (1000).
Para ser formado um número romano é necessário fazer as combinações corretas, sempre em ordem decrescente.
Exemplos:
\text{MDXXXII} (1532, 1000 + 500 + 30 + 2).
Cada letra só se pode repetir três vezes, porém é desnecessário, por exemplo, usar duas vezes a letra D, uma vez que repetida daria mil, M.
Apesar de não parecer, os números romanos também são infinitos. Para fazer um número menor que uma letra, quando ele for impossível com outras combinações, podemos pôr uma letra na frente para diminuir a segunda letra.
Exemplos:
 100 - 10).
Quando na numeração romana colocarmos um traço em cima da letra, estaremos multiplicando o valor da letra por mil, por isso, colocando dois traços multiplicamos por um milhão (1000 x 1000) e assim sucessivamente.
Desta forma, torna-se possível escrever qualquer número natural na numeração romana.
Referências
Almeida, Napoleão Mendes de. Gramática Metódica da Língua Portuguesa. São Paulo: Saraiva, 1911 (1992?). Capítulo: Cap. VII, §155 - 38.
Os numerais. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Numeral. Acessado aos 26 de Março de 2015.


As novas tecnologias de informação

INTRODUÇÃO

Vivemos o período da informação, que é matéria-prima da revolução tecnológica e da organização da economia em escala planetária. Sob esse ponto de vista, acreditamos que vivenciamos um período em que as tecnologias da informação e comunicação possibilitam novas actividades e expressões de vida, sem hierarquias, gerando outros fenómenos socioculturais e económicos. Essa nova conjuntura vai se reflectir no âmbito educacional, na medida em que surgem novas propostas e projectos pedagógicos idealizados em consonância com novos arranjos espaciais e territoriais, além de novas percepções de tempo para os projectos destinados, principalmente, ao ensino a distância. O presente trabalho tem por objectivo analisar as distintas formas de se perceber e conceber o tempo e o espaço, a partir  do desenvolvimento das tecnologias da informação nas organizações.




TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

A Tecnologia da Informação  (TI) pode ser definida como o conjunto de todas as actividades e soluções providas por recursos de computação que visam permitir a produção, armazenamento, transmissão, acesso,  segurança e o uso das informações. Na verdade, as aplicações para TI são tantas – estão ligadas às diversas áreas que há várias definições para a expressão e nenhuma delas consegue determiná-la por completo. É a área de Informática que trata a informação, a organização e classificação de forma a permitir a tomada de decisão em prol de algum objectivo.  A Tecnologia da informação pode contribuir para alargar ou reduzir as liberdades privadas e públicas, ou tornar-se em instrumento de dominação.
O TI é uma grande força em áreas como finanças, planejamento de transportes,  design, produção de bens, assim como na imprensa, nas actividades editoriais, na produção musical e cinematográfica, no rádio e na televisão. O desenvolvimento cada vez mais rápido de novas tecnologias de informação modificou as bibliotecas e os centros de documentação (principais locais de armazenamento de informação), introduzindo novas formas de organização e acesso aos dados e obras armazenadas; reduziu custos e acelerou a produção dos jornais e possibilitou a formação instantânea de redes televisivas de âmbito mundial.
Além disso, tal desenvolvimento facilitou e intensificou a comunicação pessoal e institucional, através de programas de processamento de texto, de formação de bancos de dados, de editoração electrónica, bem como de tecnologias que permitem a transmissão de documentos, envio de mensagens e arquivos, assim como consultas a computadores remotos (via rede mundiais de computadores, como a Internet). A difusão das novas tecnologias de informação trouxe também impasse e problemas, relativos principalmente à privacidade dos indivíduos e ao seu direito à informação, pois os cidadãos geralmente não têm acesso a grande quantidade de informação sobre eles, colectadas por instituições particulares ou públicas.
As tecnologias da informação não incluem somente componentes de máquina. Existem tecnologias intelectuais usadas para lidar com o ciclo da informação, como técnicas de classificação, por exemplo, que não requerem uso de máquinas apenas em um esquema. Esse esquema pode, também, ser incluído em software que será usado, mas isso não elimina o fato de que a técnica já existia independentemente do software. As tecnologias de classificação e organização de informações existem desde que as bibliotecas começaram a ser formadas. Qualquer livro sobre organização de bibliotecas traz essas tecnologias.
Os maiores desenvolvedores mundiais desse tipo de tecnologia são Suécia, Singapura, Dinamarca, Suíça e Estados Unidos, segundo o Relatório Global de Tecnologia da Informação 2009-2010 do Fórum Económico Mundial. O Brasil é o 69º nesse ranking.

TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO (TI) NAS ORGANIZAÇÕES

Impactos dos Sistemas de Informação (SI) / Tecnologias de Informação (TI) nas organizações

A introdução de SI/TI numa organização irá provocar um conjunto de alterações, nomeadamente em nível das relações da organização com o meio envolvente (analisadas em termos de eficácia) e em nível de impactos internos na organização (analisados através da eficiência).
As TI são um recurso valioso e provocam repercussões em todos os níveis da estrutura organizacional:
1.   No nível estratégico, quando uma acção é susceptível de aumentar a coerência entre a organização e o meio envolvente, que por sua vez se traduz num aumento de eficácia em termos de cumprimento da missão organizacional;
2.   Nos níveis operacional e administrativo, quando existem efeitos endógenos, traduzidos em aumento da eficiência organizacional em termos de opções estratégicas. No entanto, ao ser feita essa distinção, não significa que ela seja estanque, independente, pois existem impactos simultâneos nos vários níveis: estratégico, operacional e táctico.
Assim, temos que os SI permitem às organizações a oferta de produtos a preços mais baixos, que, aliados a um bom serviço e à boa relação com os clientes, resultam numa vantagem competitiva adicional, através de elementos de valor acrescentado cujo efeito será a fidelidade dos clientes.
A utilização de SI pode provocar, também, alterações nas condições competitivas de determinado mercado, em termos de alteração do equilíbrio dentro do sector de actividade, dissuasão e criação de barreiras à entrada de novos concorrentes. Os SI/TI permitem, ainda, desenvolver novos produtos/serviços aos clientes ou diferenciar os já existentes dos da concorrência e que atraem o cliente de forma preferencial em relação à concorrência.
A utilização de alta tecnologia vai permitir uma relação mais estreita e permanente entre empresa e fornecedores, na medida em que qualquer pedido/sugestão da parte da empresa é passível de ser atendido/testado pelos fornecedores. A tecnologia permitiu uma modificação na maneira de pensar e de agir dos produtores e consumidores.
As Tecnologias de Informação têm reconhecidamente impactos no nível interno das organizações: na estrutura orgânica e no papel de enquadramento/coordenação na organização; em nível psicossociológico e das relações pessoais; no subsistema de objectivos e valores das pessoas que trabalham nas organizações; bem como no subsistema tecnológico.
Os maiores benefícios somem quando as estratégias organizacionais, as estruturas e os processos são alterados conjuntamente com os investimentos em TI. As TI’s permitem, assim, ultrapassar todo um conjunto de barreiras na medida em que existe uma nova maneira de pensar, pois em tempo real é possível às empresas agirem e reagirem rapidamente aos clientes, mercados e concorrência.

Tecnologia de Informação e seu impacto na segurança empresarial

A Tecnologia da Informação segue em avanço constante, mas ao mesmo tempo sua gestão no quesito segurança, não acompanha o mesmo ritmo das políticas de segurança e não está ainda em um patamar que pode ser considerado eficiente. Com tantos recursos disponíveis e possibilidades quase ilimitadas, os gestores esquecem que agora sua empresa possui mais uma porta para o mundo, porta esta que, se aberta, pode dar a um indivíduo valiosas informações sobre sua organização. Temos então um caso em que a tecnologia da informação se torna um risco devido a problemas de gerenciamento, é importante ressaltar os problemas que a tecnologia traz para as empresas além de seus benefícios, pois segurança também gera custos e, quando lidamos com alta tecnologia, os investimentos nem sempre são pequenos nessa área.



CONCLUSÃO

Sendo assim, é fundamental que tenhamos a noção de que o desenvolvimento das NTIC afectam e redimensionam o quotidiano de toda a sociedade que se encontra inserida em sua lógica. Toda a sociedade, de forma directa ou indirecta, é chamada a se adequar a uma nova situação que surge como inevitável e irreversível. Cada nova técnica não apenas conduz a uma nova   percepção  de   tempo.  
Ela    também obriga   a  um  novo  uso  do  tempo,  a   uma obediência cada vez mais estrita  ao  relógio, a um rigor de  comportamento  adaptado  ao  novo ritmo. A influência das técnicas  sobre  o comportamento humano afecta as  maneiras de   pensar, sugerindo   uma   economia    de pensamento     adaptado      à      lógica     do instrumento.







BIBLIOGRAFIA

______As novas tecnologias de informação para o desenvolvimento das organizações. Disponível em: http://www.abed.org.br/seminario2003/texto07.htm. Acessados aos 26 de arço de 2015.



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