segunda-feira, 23 de março de 2015

O papel da Polícia Nacional de Angola

ÍNDICE






INTRODUÇÃO

Em termos gerais, polícia é a atividade de assegurar a segurança das pessoas e bens, sobretudo através da aplicação da lei. Por extensão, o termo "polícia" é também utilizado para designar as corporações e as pessoas que têm como principal função o exercício daquela atividade.
Hoje em dia, o termo "polícia" está normalmente associado aos serviços e agentes do estado nos quais o mesmo delega a autoridade para o exercício dos seus poderes de polícia, dentro de um limite definido de responsabilidadade legal, territorial ou funcional. A função de autoridade policial implica normalmente a aplicação da lei, a proteção das pessoas e da propriedade e a manutenção da ordem pública. Normalmente, aos agentes de autoridade policial é concedido o poder para o uso legítimo da força no âmbito do cumprimento da sua missão.




DEVERES DA POLÍCIA NACIONAL

O contexto nacional

Devido aos 27 anos de guerra civil e ao investimento insuficiente na polícia, a Polícia Nacional de Angola está desenvolvida pronto a enfrentar situações do género disciplinar. Durante a guerra, muitos agentes foram recrutados das forças armadas. A guerra teve um efeito brutalizante sobre a sociedade ao qual a polícia também não ficou alheia e agentes da polícia afirmaram às delegadas da Amnistia Internacional, em Maio de 2003, que o porte de uma arma dava a alguns polícias um “complexo de superioridade”. Isto e o envolvimento da polícia paramilitar, Polícia de Intervenção Rápida, no combate militar significam que a polícia inclina-se por vezes mais para os métodos militares de funcionamento em vez das normas operacionais para o policiamento civil. Além disso, antes da Constituição de 1992, a polícia também aplicou legislação que restringia os direitos humanos e liberdades fundamentais.
A polícia tem agora que fazer face a desafios na sociedade angolana com origem na urbanização rápida e no fácil acesso a armas de pequeno porte, assim como na elevada taxa de desemprego e subemprego que resultam em níveis crescentes de actividades criminosas.
Contudo, alcançaram-se importantes progressos com a introdução do Plano de Modernização e Desenvolvimento para 2012/2017, que se concentra principalmente no profissionalismo, responsabilidade cívica, transparência e no trabalho em estreita colaboração com as comunidades. Das reformas introduzidas entre 2003 e 2006 destacam-se as seguintes:
·         O estabelecimento dos guichets de reclamação em Luanda e noutras províncias, onde os cidadãos podem apresentar reclamações sobre a conduta da polícia;
·         A reestruturação do Comando Provincial de Luanda em sete divisões, sendo cada uma delas responsável por cobrir uma área específica, a fim de aumentar a segurança pública;
·          Um programa de reciclagem em massa dos agentes da polícia no activo em institutos da polícia. Em Fevereiro de 2004 estavam aparentemente a receber formação básica 17.000 agentes da polícia;
·         As habilitações académicas exigidas aos recrutas da polícia foram elevadas do 6º ano para o 8º e 10º ano.
A responsabilização da polícia implica um meio de identificar e dar resposta aos problemas que possam conduzir a violações dos direitos humanos, de forma a impedir as violações de ocorrerem. Implica também métodos para assegurar que, quando ocorrerem violações dos direitos humanos, sejam tomadas medidas para apresentar os responsáveis à justiça e proporcionar reparação às vítimas para que as violações dos direitos humanos não tornem a acontecer. Isto exige sistemas de responsabilização eficazes, tanto ao nível da estrutura da polícia como fora dela. Os primeiros são conhecidos como mecanismos de responsabilização internos e os segundos como mecanismos de responsabilização externos.
A Resolução da ONU sobre o Código de Conduta realça que a polícia deve prestar contas e responder perante a comunidade como um todo e perante a lei. E apela às agências policiais para que exerçam disciplina interna em conformidade com os princípios estabelecidos no Código.
Apela ainda para uma forma de exercer escrutínio público sobre a polícia.
Para impedir as violações dos direitos humanos, é essencial estabelecer mecanismos de supervisão internos e externos eficazes nos termos do Código de Conduta. Tais mecanismos devem incluir a fiscalização pela sociedade civil.
A Amnistia Internacional utiliza o termo “mecanismo de responsabilização interno” para incluir:
·         O controlo e fiscalização activos exercidos pelos supervisores em cada nível da cadeia de comando;
·          Os procedimentos para reportar acções realizadas pela polícia, tais como preenchimento de formulários após a efectuação de prisões e detenções, buscas ou uso da força e de armas de fogo;
·         Os regulamentos, incluindo o código de disciplina;
·          Os procedimentos operacionais (por vezes chamados de regulamento interno ou códigos deontológicos);
·         Gabinetes especiais, tanto integrados na polícia como no Ministério do Interior, responsáveis pela polícia, tais como o Gabinete de Inspecção e o sistema para receber reclamações do público.
A organização utiliza o termo “responsabilização externa” para abranger:
·         Responsabilidade perante o executivo, através do Ministério do Interior;
·         Responsabilidade perante o poder judiciário, nomeadamente através da Procuradoria Geral;
·         Responsabilidade perante a legislatura através da Assembleia Nacional;
·         Responsabilidade perante o público através de:
·         A Provedoria de Justiça;
·         O gabinete de informação pública da Polícia Nacional;
·         Resposta às suas necessidades de assistência;
·         ONG e os meios de comunicação social que acompanham o comportamento da polícia.

O SISTEMA DE RESPONSABILIZAÇÃO INTERNO EM ANGOLA

 A cadeia de comando

Uma cadeia de comando eficaz assegura que os superiores tenham conhecimento das acções dos seus subordinados e pode ajudar a impedir as violações dos direitos humanos ou a tomar depois as medidas apropriadas.
Em termos do Regulamento de Disciplina, o oficial superior é sempre responsável pelas falhas dos seus subordinados quando estas resultam das falhas do oficial superior ou das ordens por ele dadas. O Regulamento de Disciplina indica ainda que os oficiais superiores são responsáveis por disciplinar os seus subordinados. Os subordinados são portanto responsáveis perante os seus oficiais superiores, que devem assegurar que não violam os direitos humanos e que são responsáveis pelas suas acções.

REGULAMENTO DISCIPLINAR DA POLÍCIA NACIONAL

O Regulamento de Disciplina define o comportamento esperado da polícia e os actos de que a polícia se deve abster. Em Angola, este é referido como contendo os “deveres disciplinares da Polícia Nacional”. O Regulamento estipula também os procedimentos disciplinares a seguir quando as suas disposições são infringidas. É essencial que todos os agentes da polícia conheçam o conteúdo do Regulamento de Disciplina. As regras devem esclarecer que as violações dos direitos humanos não serão toleradas
Segundo o regulamento disposto na legislação dispõe que o agente da polícia nacional – qualquer membro da polícia nacional, investido de autoridade policial, independente do posto que ostenta.
Legalidade- No exercício das suas actividade o pessoal com funções policiais, deve observar estritamente a Constituição da República de Angola e a Lei;
Prossecução do interesse público - o pessoal com funções policiais deve exercer as suas funções exclusivamente ao serviço do interesse público, no respeito pelos direitos e interesses legalmente protegidos dos cidadãos. Os interesses gerais sustentadores da estabilidade, conveniência e tranquilidade sociais e garantia da satisfação das necessidades fundamentais da colectividade, são a razão de ser da actuação dos Agentes da Policia Nacional;
Neutralidade- O pessoal com funções policiais deve adoptar uma postura e conduta profissionais ditadas pelos critérios da imparcialidade, e objectividade no tratamento e resolução dos assuntos sob sua responsabilidade, observando sempre com justeza, ponderação e respeito o princípio da igualdade de todos os cidadãos perante a lei e isentando-se de quaisquer outros actos que comprometem a sua actuação;
Probidade- O pessoal com funções policiais deve abster-se da prática de actos que lesam o património do Estado ou de actos susceptíveis de diminuir o seu valor, tais como o desvio, a apropriação, o esbanjamento e a delapidação dos bens das entidades públicas de que tem a guarda, em virtude do cargo do mandato da função, da actividade ou de emprego;
Zelo e dedicação- O pessoal com funções policiais deve agir com eficiência e objectividade e esforçar-se por dar resposta às solicitações e exigências dos órgãos a que está afecto, em especial, respeitando e fazendo respeitar os direitos, liberdade e garantias fundamentais dos cidadãos previstos na constituição da República de Angola e na Lei;
Lealdade- O pessoal com funções policiais deve desempenhar com lealdade as actividades e as missões definidas superiormate, do respeito oscrupu1oso i lei e às ordens Jegltimas dos seus superiores hicrirquicos;
Parcimónia- O pessoal com funções policiais deve agir com equilíbrio ponderação, moderação cautela e precaução na utilização dos recursos postos à ma disposição;
Reserva e descrição- O pessoal com fumções policiais deve usar da maior reserva e discrição de modo a evitar a divulgação de factos e das informações de que tenha conhecimento no exercicio de funções sendo vedado o uso destas informações em proveito próprio ou de terceiros.
No 5º artigo da responsabilidade disciplinar, o agente da polícia nacional tem como fundamento a violação de alguns deveres discriminados no artigo 6º do presente regulamento.
A POLÍCIA NACIONAL E SUAS FUNÇÕES NA SUA ACTUAÇÃO

Segundo o artigo 209º que trata sobre a Garantia da Ordem e Policia Nacional (Garantia da ordem) diz que:
1. A garantia da ordem  tem  por objectivo a  defesa da segurança e  tranquilidade  publicas, o  asseguramento e protecção das instituições, dos cidadãos e respectivos bens e dos seus direitos e liberdades fundamentais. contra a criminalidade  violenta  ou  organizada  e  outro  tipo  de  ameaças  e riscos, no estrito respeito pela constituição, pelas leis e pelas convenções   internacionais de que Angola seja parte.
2. A organização e o  funcionamento dos órgãos que asseguram a ordem publica são estabelecidos por  lei.
No artigo  210º (Policia Nacional)
1. A Polícia Nacional  e a  instituição nacional policial, permanente,  regular e  apartidária,  organizada  na  base  da hierarquia e da disciplina, incumbida da protecção e asseguramento policial do Pais, no estrito respeito pela constituirão e  pelas  leis, bem como pelas convenções  internacionais de que Angola seja parte.
2. A  Policia  Nacional  compõe-se  exclusivamente  de cidadãos angolanos, sendo a sua organização única para  todo o território nacional.
3. A lei regula a organizarão e o  funcionamento da Policia Nacional.

CONCLUSÃO

Neste contexto, a polícia nacional é o órgão responsável pela manutenção da lei e ordem em Angola. É necessário que a polícia ordene de forma equitativa optando num bom funcionamento nas actividades para com a população e noutros sentidos, fazendo com que a lei, a ordem pública e a passividade funcione de uma forma mensurável. Então falar da polícia nacional é falar de um órgão que é responsável pelos cidadãos angolanos.




BIBLIOGRAFIA

___________ A polícia. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADcia. Acessado aos 19 de Novembro de 2014.
Diário da República de Angola: Regulamento sobre o regime disciplinar do pessoal da Polícia Nacional, Série nº 34; Quarta feira, 19 de Fevereiro de 2014.



sexta-feira, 20 de março de 2015

Curriculum fácil

Curriculum Vitae
Nome:
Ø Filiação: 
Ø Data de nascimento: 
Ø B.I nº: 
Ø Natural de: 
Ø Província de: 
Ø Estado civil: 
Ø Residência actual: 
Ø Contacto: 
HABILITAÇÕES LITERÁRIAS

Ø 

FORMAÇÕES PROFISSIONAIS

Ø 
EXPERIÊNCIA DE TRABALHO

Ø 
LÍNGUAS FALADAS
Ø 
PERFIL
Ø Grande senso de responsabilidade;
Ø Bom relacionamento com o público;
Ø Disponibilidade imediata para trabalhar noutras áreas;
Ø Senso de bom humor;

Ø Responsabilidade acima de tudo.

Técnicas citológicas

INTRODUÇÃO

Os procedimentos para preparações citológicas com alta frequência de metáfases para a análise de cariótipos de plantas dependem do estabelecimento de uma rotina de obtenção de raízes apresentando meristemas com alto índice mitótico. Normalmente, sementes recémgerminadas são a melhor fonte de tais raízes, mas em casos de espécies que produzem sementes muito pequenas ou de difícil germinação, outros métodos de indução de raízes devem ser explorados, tais como enraizamento de estacas em vasos ou em meio de cultura. Outro aspecto altamente desejável é a obtenção de preparações com alta frequência de metáfases apresentando cromossomas com morfologia nítida. Vários pré-tratamentos para acúmulo de metáfases têm sido descritos em plantas, tais como a combinação de agentes inibidores do fuso mitótico e da síntese protéica, bem como o emprego de hidroxiuréia para sincronização das células meristemáticas.

A CITOLOGIA

Citologia, atualmente designada Biologia Celular, é a ciência que estuda a estrutura, a composição e a fisiologia das células, através das membranas celulares, do citoesqueleto, das organelas citoplasmáticas e dos componentes nucleares.
A palavra "citologia" vem do grego, onde kytos = célula e logos = estudo. 
A Citologia é um dos ramos das ciências naturais e a sua história está intimamente relacionada com o advento do microscópio. 
O nome célula foi utilizado pela primeira vez em 1665, pelo cientista inglês Robert Hooke em 1665, ao fazer a primeira observação de células em fragmento de cortiça.
A Citologia (Biologia Celular) progrediu substancialmente no último século graças ao aumento do poder de resolução dos instrumentos de análises, desenvolvimento de novas tecnologias e à convergência da citologia com a Genética (Citogenética), Fisiologia (Fisiologia Celular), Bioquímica (Citoquímica), Imunologia (Imunocitoquímica), entre outras ciências.
Praticamente todas as transformações funcionais e físico-químicas do organismo têm lugar na arquitetura molecular da célula, pelo que o conhecimento da sua organização submicroscópica ou ultra-estrutural é de interesse fundamental.
O descobrimento de sequências de aminoácidos, estruturas e disposição tridimensional da molécula, os estudos sobre enzimas, o modelo molecular do DNA, fizeram da Citologia um dos ramos mais importantes das ciências biológicas, tornando-se muito importante para a Genética, Bioquímica e Patologia.
Atualmente, pode-se afirmar que a citologia estuda os problemas celulares em todos os seus níveis, começando pela organização molecular.

TÉCNICAS CITOLÓGICAS

Entende-se por técnicas citológicas o conjunto de operações a que é preciso submeter o material biológico para ficar em condições de ser observado ao microscópio. Estas técnicas podem ser divididas em dois grandes grupos de preparações: para microscopia óptica e para microscopia electrónica.
Microscopia óptica São variados os métodos de preparação de material citológico para ser observado ao microscópio óptico. Podemos considerar 3 grandes tipos de preparações: I. Preparações a fresco ou extemporâneas II. Preparações definitivas sem inclusão III. Preparações definitivas com inclusão (inclusão é uma das etapas da técnica, que consiste em colocar a peça citológica num bloco constituído por uma substância protectora e de suporte, que permita efectuar facilmente o corte).
I - Preparações a fresco: É um tipo de preparação que pode ser utilizada a qualquer momento, porque permite uma observação rápida e imediata. Também é designada por preparação extemporânea. A este tipo de preparação se devem as primeiras descobertas científicas, pois permite a observação de peças ou microorganismos em condições de vida, apesar de ser por um curto período. Habitualmente, uma preparação é constituída por uma lâmina de vidro na qual se coloca o material biológico a observar, sobrepondo-se a este uma lamela de vidro. Por vezes usam-se outros tipos de lâminas na observação de preparações a fresco, como as lâminas escavadas, que têm no centro uma cavidade. O material fica, assim, rodeado de maior quantidade de líquido e ao mesmo tempo não há compressão da lamela sobre as estruturas a observar.
Observação in vivo e in vitro A observação in vivo corresponde ao estudo das células no seu próprio meio. É um método muito utilizado para o estudo dos seres vivos de pequenas dimensões (protozoários e bactérias). A observação in vitro permite o estudo das células vivas, sendo estas previamente retiradas do meio natural em que vivem e colocadas em soluções com composição química bem definida, de forma a que se processe sem qualquer alteração o metabolismo celular. A – Líquidos fisiológicos Quando há a preocupação de se observar todas as manifestações vitais do material em estudo, procura-se rodear a peça de líquidos favoráveis à sua vivência, cuja osmolaridade deve igualar aquela em que o ser vivo habitualmente vive. Esses líquidos ou meios denominam-se fisiológicos ou isotónicos e os mais usados são: Líquido fisiológico (artificial) – Solução aquosa de cloreto de sódio a 9 /1000, para células de mamíferos e a 7/1000 para células de animais poiquilotérmicos. Líquido fisiológico do tecido sanguíneo (plasma sanguíneo) – obtido por coagulação do sangue, seguida de centrifugação, adição anticoagulante, centrifugação e colheita do sobrenadante – plasma sanguíneo. Líquido de Ringer – geralmente utilizado para exame de células de vertebrados poiquilotérmicos e invertebrados. Além da isotonia, visa fornecer às células os elementos minerais existentes nos meios em que vivem e cuja iria prejudicar o seu metabolismo e estrutura. Esta solução pode apresentar diferentes composições quantitativas, nomeadamente quando são utilizadas em células de animais homeotérmicos (mamíferos e aves) ou poiquilotérmicos. Água do mar ou do rio – natural e filtrada ou artificial. B – Coloração vital Quando há necessidade de pôr em evidência certas estruturas celulares, procede-se à sua coloração. Os corantes são substâncias que aumentam o contraste e permitem distinguir regiões com igual índice de refracção. Porém, tem de haver uma precaução se queremos que o protoplasma não morra. Para isso são usadas soluções muito diluídas de corantes vitais, tais como: azul de metileno, vermelho neutro, azul do Nilo, vermelho do Congo, azul brilhante de cresilo, verde Janus, castanho de Bismark, azur I, azur II, etc., em concentrações da ordem de 1/10.000 a 1/50.000. Com as colorações vitais não só observamos as células e microorganismos como também granulações de secreção, vacúolos digestivos, grânulos, organelos citoplasmáticos e ainda partes do núcleo como, por exemplo, o nucléolo e cromossomas.
Muitos corantes coram certas estruturas celulares de uma cor diferente da sua. Estes corantes reveladores de reacções químicas são chamados metacromáticos. Por exemplo: o vermelho neutro, solúvel em água destilada com cor vermelho-violácea, vira para vermelho-cereja sob a influência de vestígios de ácidos e para amarelo-acastanhado ou alaranjado pela acção das bases. Alguns corantes vitais podem mesmo indicar o grupo químico a que pertence um determinado elemento da célula, o que se utiliza em técnicas de histoquímica. Por exemplo, o Sudão III cora as granulações de gordura nas células vivas.

Limitações do exame a fresco

• Só se aplica a materiais suficientemente transparentes
• A nutrição das células não é suficiente e, dentro de horas, as células começam a mostrar sinais de degenerescência, acabando por morrer.
• As observações têm, assim, uma duração muito limitada sendo, portanto, preparações efémeras que não se podem conservar.
A Fixação e Desidratação: constituem a primeira etapa para obtenção de uma preparação definitiva. Consiste, por um lado, num processo que mata as células rapidamente, impedindo o processo de destruição das células, e por outro lado, endurece parcialmente os tecidos de modo a poderem suportar as etapas seguintes.
Pode ser realizada por agentes físicos como o calor (método muito utilizado para fixação de bactérias) ou o frio (fixação por congelação). Usualmente, emprega-se a fixação química por meio de substâncias chamadas fixadores.
Após a fixação, o material deverá ser incluso em parafina para que possa ser seleccionado, mas como a parafina e a água não são miscíveis, vai ser necessário proceder à desidratação do material através da remoção gradual da água dos tecidos, sendo esta substituída por álcool.
Esfregaço: é uma técnica citológica útil para materiais biológicos como líquidos orgânicos (ex.: sangue) e colónias de bactérias. Coloca-se uma gota do líquido, em estudo, sobre uma lâmina, e com a ajuda de outra lâmina ou lamela espalha-se bem e deixa-se secar ao ar. Depois de seco, o material biológico pode ser fixado e corado (preparação definitiva).


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TÉCNICA DE ESFREGAÇO

Esmagamento é uma técnica usada quando células animais ou vegetais têm uma fraca aderência (ex.: células da raiz da cebola). Para realizar um esmagamento coloca-se um pequeno fragmento do tecido entre a lâmina e a lamela e, de seguida, faz-se uma peque- na pressão com o cabo de uma agulha de dissecção ou com o polegar, de modo a provocar o esmagamento do tecido, o que faz com que as células se espalhem, formando uma fina camada que é facilmente atravessada pela luz (durante a observação no MOC)

TÉCNICA DE ESMAGAMENTO

Na sua maioria, as células fazem parte dos tecidos que precisam ser cortados para poderem ser observáveis ao microscópio. Na técnica do corte podem ser utilizadas lâminas adequadas ou então aparelhos especializados chamados micrótomos.
O fragmento de tecido fixado, a que também se dá o nome de peça é, geralmente incluído num material que o envolve e nele penetra, devendo possuir propriedades físicas que facilitam o corte. O material frequentemente usado para tal é a parafina, que depois de endurecer e formar um bloco onde tem incluído no seu interior o material biológico, é cortado em fatias 'finas com uma espessura entre 3 a 6 microns, a esta técnica chama-se inclusão.

TÉCNICA DE CORTE COM UM MICRÓTOMO

A maioria das estruturas das células só é observada ao microscópio óptico é composto depois de tratadas com corantes - técnica de coloração.
Para se proceder à coloração de uma preparação definitiva, cujos cortes sejam provenientes de peças incluídas em parafinas, é necessário remover esta substância e hidratar a material técnica de hidratação. 
Como quase todos os constituintes celulares são transparentes e incolores, dificultando o seu estudo microscópico, tomou-se necessário vencer estas dificuldades, criando numerosos processos de coloração que facilitam a observação dos diferentes constituintes da célula.
Mas não existe uma técnica de coloração que sozinha ponha em evidência todas as estruturas celulares. Por isso, para se conhecer a morfologia de todos os constituintes de um tipo de célula, diversos preparados são feitos, cada um deles evidenciando uma certa estrutura.
Cada corante reage apenas com certos elementos celulares, que ficam contrastados em relação aos outros, facilitando a observação, como podes verificar no seguinte quadro.


Corantes
Extruturas celular
Orceina acetica
Cromossomas
Água iodada
Núcleo, grãos de amido
Eosina
Citoplasma
Soluto de Lugol
Parede celulosa, grãos de amido
Vermelho neutro
Vacúolos
Azul-de-metileno
Núcleo



Existem dois tipos de corantes: os corantes naturais e os corantes artificias. Os corantes naturais são extraídos de animais e plantas, como por exemplo, o carmim e a himotoxilína, Os corantes artificiais são sintetizados em laboratório, como por exemplo, a eosina e o azul-de-metileno.
Uma vez o tecido corado, este é colocado sobre um meio de montagem. Tradicionalmente, usam-se algumas gotas de bálsamo-do-Canadá dissolvidas em xilol. Cobre-se a preparação com uma lamela, tendo o cuidado para que não se formem bolhas de ar.
Uma vez seca, a preparação deverá ser devidamente identificada, podendo-se usar uma etiqueta para tal.






CONCLUSÃO

Cheguei a conclusão de que na microscopia óptica podem-se utilizar dois tipos de preparações: as temporárias ou extemporâneas, usadas para a observação imediata do material, e as definitivas, preparações que podem ser guardadas e observadas várias vezes. A preparação do material a observar ao microscópio engloba várias técnicas. Inicia-se com a colheita do material, que deve ocorrer em condições em que o objecto de estudo não seja danificado. A fixação, inclusão, corte, coloração e montagem são algumas das técnicas utilizadas na preparação do material para observação em microscopia óptica. Na microscopia electrónica, são utilizadas técnicas de inclusão, corte, fixação e contraste para a preparação do material a observar.



BIBLIOGRAFIA

JUNQUEIRA , C. U.; JUNQUEIRA , L. M. M. S. Técnicas básicas de citologia e
histologia. S. Paulo: Santos, 1983. 123 p.
MIGUEL Afonso, AGOSTINHO Piedade Silissoli: Biologia (Manual do Aluno 9ª Classe) Texto Editores, 2ª Edição, Luanda, 2014.
Luzia F·tima GonÁalves Caputo Ester Maria Mota Lycia de Brito Gitirana: Técnicas citológicas. Disponível em: http://www.epsjv.fiocruz.br/upload/d/capitulo_4_vol2.pdf. Acessado aos 20 de Março de 2015.




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