segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

a importancia das telecomunicações

INTRODUÇÃO

Neste presente trabalho abordarei sobre a importância da tecnologia e das telecomunicações, Os jovens hoje em dia estão ligados a uma 'sociedade digital' com o grande avanço tecnológico e meios de comunicação, mas isso tem gerado muitas questões. A tecnologia não tem mais como ser evitada, principalmente pelos jovens e adolescentes, e no ambiente escolar não é diferente, e isso vem gerando muitas opiniões diversas na sociedade.
Correspondem a todas as tecnologias que interferem e mediam os processos informacionais e comunicativos dos seres. Ainda, podem ser entendidas como um conjunto de recursos tecnológicos integrados entre si, que proporcionam, por meio das funções de hardware, software e telecomunicações, a automação e comunicação dos processos de negócios, da pesquisa científica e de ensino e aprendizagem. As TIC são utilizadas em diversas maneiras e em vários ramos de actividades, podendo se destacar nas indústrias (processo de automação), no comércio (agenciamento e publicidade), no setor de investimentos (informações simultâneas e comunicação imediata) e na educação (processo de ensino aprendizagem e Educação a Distância). Pode-se dizer que a principal responsável pelo crescimento e potencialização da utilização das TIC em diversos campos foi a popularização da Internet.











A IMPORTÂNCIA DAS TECNOLOGIAS
A tecnologia é uma necessidade absoluta, não podemos escapar. Ela tem um papel muito grande na maioria dos aspectos de nossas vidas. Em outras palavras, ela responde a maioria dos problemas da humanidade. A importância da tecnologia está apontando para maior conforto de utilização em qualquer forma. Ela sempre orienta para a facilidade na vida.
A tecnologia móvel, por exemplo. E o mais rápido do mundo está se movendo, mais os recursos são oferecidos. Laptop fica mais fino e menor. Torna-se mais compacto a cada ano oferece mais recursos e uma performance de topo.

A necessidade de ser capaz de comunicar a qualquer hora, em qualquer lugar, tem inspirado os cientistas a criar o celular. E tornar-se cada vez menores. Com mais recursos, mais jogos, mais entretenimento, agora mais profissional como ter um computador no bolso.

VANTAGENS DA TECNOLOGIA

Dependendo de como usamos a tecnologia moderna ela pode ser muito benéfica para nós. Notemos algumas vantagens:
Computadores: nos poupam de tarefas tediosas, possibilitam que façamos compras, operações bancárias sem sair de casa, nos ajudam também a manter contactos com pessoas, empresas e outros por e-mails, correio de voz ou vídeos e acima de tudo fazer amizade.
Segundo a revista Science News "a Internet proporciona uma quantidade variedade sem precedentes de informação, locais de encontro desde fóruns electrónicos a mensagens instantâneas ou até mesmo as chamadas comunidades virtuais".
Aparelho de TV: É a mais ponderosa ferramenta de ensino, com ela aprendemos sobre terras, povos que nunca visitamos. Viajamos sem mesmo sair de casa, vemos notícias ao vivo, recebemos informação sobre política, história, eventos actuais, etc. ela nos diverte, instrui e influencia.
Telefones ou Celulares: são aparelhos indispensáveis na vida social. Com eles podemos ampliar o nosso leque de amizade em pouco tempo em qualquer lugar, etc.

 

DESVANTAGENS DA TECNOLOGIA

A tecnologia da comunicação tem sido explorada de muitas formas e muitas das quais de maneira negativa. Vejamos agora algumas desvantagens da tecnologia moderna.
Computadores: Por exemplo ao utilizarem algumas redes sociais por meio de computadores com internet alguns jovens se evolveram em uma intimidação electrónica ou seja usaram a internet para assediar, zombar, intimidar, humilhar, espalhar calúnias e falsificar a identidade própria e de outros.
Segundo Dr. Briam Yeo no jornal electrónico The Business Times diz que "estar conectado consome mais do seu tempo e se torna a actividade preferida da sua vida a ponto de deixar todo resto de lado, isso com certeza é sinal de alguma coisa esta errada".
Outro lado negativo do uso de computadores com internet é que as amizades tendem a ser superficiais falsas ou até mesmo perigosa. Alguns criam uma identidade que reflecte a pessoa que eles querem ser em vens de quem eles são, por exemplo um jovem declara que tem 25 anos de idade e vivi no Brasil quando na verdade ele tem 17 anos e vivi em Angola.
Aparelho de TV: A televisão é outro meio tecnológico em que os espectadores são afectados pela constante exposição a violência e o sexo ilícito. Alguns críticos dizem que a violência na TV faz com que as pessoas ajam de forma agressiva e tenham menos empatia com as vítimas de violência na vida real.
Em muitos lares a televisão muitas vezes assume o papel de babá. Mas alguns especialistas em saúde mental acreditam que a exposição excessiva e prematura á TV pode resultar em desinteresse por exercícios físicos, confusão entre a realidade e fantasia, problemas emocionais e quando a criança for a escola, falta de atenção.

Telefones ou Celulares: Uma pesquisa da TV Zimbo em Angola, concluiu que os motoristas que falam aos telemóveis, mesmo que seja por viva voz ficam tão incapacitados de dirigir quantos motoristas alcoolizados. Sem falar com inveracidade na troca de algumas informações.
Todos esses aspectos mostram que o uso excessivo e indevido da tecnologia pode causar danos emocionais, físicos e sociais.

IMPORTÂNCIA DA TELECOMUNICAÇÃO

Para um país com as dimensões de Angola, as telecomunicações são de fundamental importância.
Importância das telecomunicações na sociedade actual Desde muito cedo, as pessoas têm a necessidade comunicar entre si. Assim, desenvolveram-se as telecomunicações que facilitam a forma como as pessoas comunicam, podendo contactarem-se de qualquer parte do mundo. Telecomunicações são a transmissão, emissão ou recepção (por fio, sem fios ou por qualquer outro processo) de caracteres, imagens e som de qualquer tipo.
           A circulação de informação (com ou sem som/imagem) é transmitida à distância por cabo ou sem cabo (ondas electromagnéticas).
 Actualmente, as telecomunicações estão muito evoluídas. Isso deve-se essencialmente ao uso de satélites artificiais e cabos de fibra óptica. As tecnologias de informação e comunicação (TIC) são o novo campo de tecnologia que resulta da fusão da informação com as telecomunicações. Telemática é o conjunto de serviços informáticos fornecidos de uma rede de telecomunicações. Imagina um bairro de lata que não tem água nem electricidade. Mas dispõe de um gerador solar e de um telemóvel.
           
  O acesso a estas redes é melhores nas cidades do que nas aldeias. A Internet é uma importante telecomunicação, permite ligar mercados e sociedades com apenas um clique.
             As telecomunicações constituem um ramo da engenharia eléctrica que contempla o protejo, a implantação e a manutenção dos sistemas de comunicações. A principal finalidade das telecomunicações é suprir a necessidade humana de se comunicar à distância. É comum o prefixo tele ser omitido e, com isto, usar-se a palavra comunicações.

 

A MODERNIZAÇÃO DAS TELECOMUNICAÇÕES

Outro ponto a destacar é o progresso tecnológico das telecomunicações. Elas transmitem símbolos, caracteres, textos, imagens e sons. Usam fios, cabos metálicos, cabos de fibra ótica, ondas de rádio, meios digitais e outros.
Os avanços recentes mostram uma capacidade cada vez maior de transmitir grandes quantidades de informações a longa distância pelos meios modernos são chamados fluxos telemáticos.
VANTAGENS DA TELECOMUNICAÇÃO
Contactar em tempo real com pessoas que se encontram afastadas fisicamente;
Facilitar a vida ao homem, podendo fazer negócios sem sair de casa, levar sem ir ao banco, obter informações sem ir a uma biblioteca;
 Não é preciso viajar para conhecer lugares, basta ligar a internet, ver um CD-ROM ou um DVD pois os factos de conhecimento vêm ter connosco;
Permitir novas descobertas em menos tempo e conhecer outras culturas através do contacto virtual, com pessoas de outros países.
DESVANTAGENS DA TELECOMUNICAÇÃO
 Não há tempo para brincar, ler..., tornando o homem mais individualista;
 Perda dos valores de solidariedade, afectividade; Quebra de laços familiares e de amizades; A internet pode tornar-se um vício, levando ao desmembramento familiar;  A automatização origina desemprego, sendo o trabalho feito por máquinas;
 Perda de contacto com a Natureza, passando de uma realidade concreta para uma realidade virtual;

CONCLUSÃO
Conclui-se que a contribuição da tecnologia e da telecomunicações no mundo é de suma importância, pois contribuem para as empresas e correspondem a todas as tecnologias que interferem e mediam os processos informacionais e comunicativos dos seres. Ainda, podem ser entendidas como um conjunto de recursos tecnológicos integrados entre si, que proporcionam, por meio das funções de hardware, software e telecomunicações, a automação e comunicação dos processos de negócios, da pesquisa científica e de ensino e aprendizagem

















 


 

BIBLIOGRAFIA


- Site www.watchtower.org
- Instituto nacional sobre os mídia e a família. - Jornal USA Today.
- Jornal Electrónico Business Times. Dr. Brian Yeo
- Dicionário Língua Portuguesa.


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

A história dos computadores Resumido

INTRODUÇÃO
Computador é uma máquina capaz de variados tipos de tratamento automático de informações ou processamento de dados. Um computador pode possuir inúmeros atributos, dentre eles armazenamento de dados, processamento de dados, cálculo em grande escala, desenho industrial, tratamento de imagens gráficas, realidade virtual, entretenimento e cultura.
No passado, o termo já foi aplicado a pessoas responsáveis por algum cálculo. Em geral, entende-se por computador um sistema físico que realiza algum tipo de computação. Existe ainda o conceito matemático rigoroso, utilizado na teoria da computação.
Assumiu-se que os computadores pessoais e laptops são ícones da Era da Informação1 ; e isto é o que muitas pessoas consideram como "computador". Entretanto, actualmente as formas mais comuns de computador em uso são os sistemas embarcados, pequenos dispositivos usados para controlar outros dispositivos, como robôs, câmeras digitais ou brinquedos.



A HISTÓRIA DOS COMPUTADORES
A Primeira Geração
J.P. Eckert e John Mauchly, da Universidade da Pensilvânia, inauguraram o novo computador em 14 de fevereiro de 1946. O ENIAC era mil vezes mais rápido do que qualquer máquina anterior, resolvendo 5 mil adições e subtrações, 350 multiplicações ou 50 divisões por segundo. E tinha o dobro do tamanho do Mark I: encheu 40 gabinetes com 100 mil componentes, incluindo cerca de 17 mil válvulas eletrônicas. Pesava 27 toneladas e media 5,50 x 24,40 m e consumia 150 kW. Apesar de seus inúmeros ventiladores, a temperatura ambiente chegava às vezes aos 67 graus centígrados. Executava 300 multiplicações por segundo, mas, como foi projetado para resolver um conjunto particular de problemas, sua reprogramação era muito lenta. Tinha cerca de 19.000 válvulas substituídas por ano. Em 1943, antes da entrada em operação do ENIAC a Inglaterra já possuía o Colossus, máquina criada por Turing para decifrar os códigos secretos alemães. Possuía 2.000 válvulas, coincidentemente o mesmo número proposto por Zuse alguns anos antes.
O ENIAC. Em 1945 Von Neumann sugeriu que o sistema binário fosse adotado em todos os computadores, e que as instruções e dados fossem compilados e armazenados internamente no computador, na seqüência correta de utilização. Estas sugestões tornaram-se a base filosófica para projetos de computadores. (Atualmente pesquisam-se computadores "não Von Neumann", que funcionam com fuzzy logic, lógica confusa). A partir dessas idéias, e da lógica matemática ou álgebra de Boole, introduzida por Boole no início do século XIX, é que Mauchly e Eckert projetaram e construíram o EDVAC, Electronic Discrete Variable Automatic Computer, completado em 1952, que foi a primeira máquina comercial eletrônica de processamento de dados do mundo. Eles haviam tentado isso com o BINAC, computador automático binário, de 1949, que era compacto (1,40 x 1,60 x 0,30 m) o suficiente para ser levado a bordo de um avião, mas que nunca funcionou a contento. O EDVAC utilizava memórias baseadas em linhas de retardo de mercúrio, bem mais caras e lentas que os CRTs, mas também com maior capacidade de armazenamento. Wilkes construiu o EDSAC, Electronic Delay Storage Automatic Calculator em 1949, que funcionava segundo a técnica de programas armazenados.
O primeiro computador comercial de grande escala foi o UNIVAC, UNIVersal Automatic Computer, americano, de 1951, que era programado ajustando-se cerca de 6.000 chaves e conectando-se cabos a um painel. A entrada e saída de informações era realizada por uma fita metálica de 1/2 polegada de largura e 400 m de comprimento. Ao todo, venderam-se 46 unidades do UNIVAC Modelo I, que eram normalmente acompanhados de um dispositivo impressor chamado UNIPRINTER, que, sozinho, consumia 14.000 W. Outro foi o IBM 701, de 1952, que utilizava fita plástica, mais rápida que a metálica do UNIVAC, e o IBM 704, com a capacidade fenomenal de armazenar 8.192 palavras de 36 bits, ambos da IBM. Na Inglaterra surgem o MADAM, Manchester Automatic Digital Machine, o SEC, Simple Electronic Computer, e o APEC, All-Purpose Electronic Computer. Entre 1945 e 1951, o WHIRLWIND, do MIT, foi o primeiro computador a processar informações em tempo real, com entrada de dados a partir de fitas perfuradas e saída em CRT (monitor de vídeo), ou na flexowriter, uma espécie de máquina de escrever (Whirlwind quer dizer redemoinho). Em 1947 Bardeen, Schockley e Brattain inventam o transístor, e, em 1953 Jay Forrester constrói uma memória magnética.
Os computadores a transistores surgem nos anos 50, pesando 1 50 kg, com consumo inferior a 1.500 W e maior capacidade que seus antecessores valvulados.
A Segunda Geração
Era a segunda geração. Exemplos desta época são o IBM 1401 e o BURROUGHS B 200. Em 1954 a IBM comercializa o 650, de tamanho médio. O primeiro computador totalmente transistorizado foi o TRADIC, do Bell Laboratories. O IBM TX-0, de 1958, tinha um monitor de vídeo de primeira qualidade, era rápido e relativamente pequeno, possuía dispositivo de saída sonora e até uma caneta óptica. O PDP-1, processador de dados programável, construído por Olsen, virou sensação no MIT: os alunos jogavam Spacewar! e Rato-no-labirinto, através de um joystick e uma caneta óptica. Em 1957 o matemático Von Neumann colaborou para a construção de um computador avançado, o qual, por brincadeira, recebeu o nome de MANIAC, Mathematical Analyser Numerator Integrator and Computer. Em janeiro de 1959 a Texas Instruments anuncia ao mundo uma criação de Jack Kilby: o circuito integrado. Enquanto uma pessoa de nível médio levaria cerca de cinco minutos para multiplicar dois números de dez dígitos, o MARK I o fazia em cinco segundos, o ENIAC em dois milésimos de segundo, um computador transistorizado em cerca de quatro bilionésimos de segundo, e, uma máquina de terceira geração em menos tempo ainda.
A Terceira Geração
A terceira geração de computadores é da década de 60, com a introdução dos circuitos integrados. O Burroughs B-2500 foi um dos primeiros. Enquanto o ENIAC podia armazenar vinte números de dez dígitos, estes podem armazenar milhões de números. Surgem conceitos como memória virtual, multiprogramação e sistemas operacionais complexos. Exemplos desta época são o IBM 360 e o BURROUGHS B-3500.
Em 1960 existiam cerca de 5.000 computadores nos EUA. É desta época o termo software. Em 1964, a CSC, Computer Sciences Corporation, criada em 1959 com um capital de 100 dólares, tornou-se a primeira companhia de software com ações negociadas em bolsa. O primeiro minicomputador comercial surgiu em 1965, o PDP-5, lançado pela americana DEC, Digital Equipament Corporation.
Dependendo de sua configuração e acessórios ele podia ser adquirido pelo acessível preço de US $ 18,000.00. Seguiu-se o PDP-8, de preço ainda mais competitivo. Seguindo seu caminho outras companhias lançaram seus modelos, fazendo com que no final da década já existissem cerca de 100.000 computadores espalhados pelo mundo. Em 1970 a INTEL Corporation introduziu no mercado um tipo novo de circuito integrado: o microprocessador. O primeiro foi o 4004, de quatro bits. Foi seguido pelo 8008, em 1972, o bastante difundido 8080, o 8085, etc. A partir daí surgem os microcomputadores. Para muitos, a quarta geração surge com os chips VLSI, de integração em muito larga escala. As coisas começam a acontecer com maior rapidez e freqüência. Em 1972 Bushnell lança o vídeo game Atari. Kildall lança o CP/M em 1974. O primeiro kit de microcomputador, o ALTAIR 8800 em 1974/5. Em 1975 Paul Allen e Bill Gates criam a Microsoft e o primeiro software para microcomputador: uma adaptação BASIC para o ALTAIR. Em 1976 Kildall estabelece a Digital Research Incorporation, para vender o sistema operacional CP/M. Em 1977 Jobs e Wozniak criam o microcomputador Apple, a Radio Shack o TRS-80 e a Commodore o PET. A planilha Visicalc (calculador visível) de 1978/9, primeiro programa comercial, da Software Arts. Em 1979 Rubinstein começa a comercializar um software escrito por Barnaby: o Wordstar, e Paul Lutus produz o Apple Writer. O programa de um engenheiro da NASA, Waine Ratliff, o dBASE II, de 1981. Também de 1981 o IBM-PC e o Lotus 1-2-3, de Kapor, que alcançou a lista dos mais vendidos em 1982.
Os Sinclair’s. eram computadores minúsculos concebidos por John Sinclair, professor na Universidade de Cambrige no U.K.. Inicialmente concebido para utilização pelos estudantes da Universidade de Cambrige começou a ser comercializado, em Portugal, circa 1980 com um preço aproximado de 12.500$00. Existia uma versão em kit para montagem que era comprada aproximadamente por 9.000$00 A CPU compreendia um processador Zilog Z80A de 8 bit a 3,25 MHZ, uma memória que compreendia uma ROM e uma RAM e uma ULA. A ROM, com 8K de capacidade, armazenava de modo permanente os programas, tabelas etc. necessários ao funcionamento do sistema e um interpretador para a linguagem de programação BASIC. A RAM compreendia uma área de trabalho disponível para o utilizador de 1K mas, era extensível até 16K. Na caixa de plástico alojava-se ainda um subsistema de comunicações para ligação em série a periféricos denominado SCL (Sinclair Computer Logic), uma unidade para entrada e saída de som, um codificador de imagens para TV. Num rasgo aberto na parte traseira da caixa de plástico existia um conector onde se podia ligar uma impressora minúscula que usava um rolo de papel especial. O computador era fornecido com um cabo para ligação ao televisor e outro para ligação a um gravador de "cassettes" musical (norma Philips). O transformador de corrente elétrica alterna para contínua era adquirido em separado. Os programas e dados eram gravados em fita K7 magnética e eram também lidos a partir dela. O teclado não dispunha de teclas. Os caracteres ASCII eram impressos numa membrana. Esta tecnologia e a falta de ventilação da unidade de alimentação elétrica eram as causas principais de avarias que enviavam o ZX81 para o caixote do lixo. Foi um computador muito popular devido ao seu baixo preço de venda.
A Quarta Geração (1981-1990)
Surgiram em decorrência do uso da técnica dos circuitos LSI (Large Scale Integration) e VLSI (Very Large Scale Integration). Nesse período surgiu também o processamento distribuído, o disco ótico e houve então uma grande difusão do microcomputador, que passou a ser utilizado para processamento de texto, cálculos auxiliados, etc.
1982 - Surge o 286 Usando memória de 30 pinos e slots ISA de 16 bits, já vinha equipado com memória cache, para auxiliar o processador em suas funções. Utilizava ainda monitores CGA em alguns raros modelos estes monitores eram coloridos mas a grande maioria era verde, laranja ou cinza. o 1985 - O 386 Ainda usava memória de 30 pinos, porém devido ás sua velocidade de processamento já era possível rodar softwares gráficos mais avançados como era o caso do Windows 3.1, seu antecessor podia rodar apenas a versão 3.0 devido à baixa qualidade dos monitores CGA, o 386 já contava com placas VGA que podiam atingir até 256 cores desde que o monitor também suportasse essa configuração. o 1989 - O 486 DX A partir deste momento o coprocessador matemático já vinha embutido no próprio processador, houve também uma melhora sensível na velocidade devido o advento da memória de 72 pinos, muito mais rápida que sua antepassada de 30 pinos e das placas PCI de 32 bits duas vezes mais velozes que as placas ISA.
Os equipamentos já tinham capacidade para as placas SVGA que poderiam atingir até 16 milhões de cores, porém este artifício seria usado comercialmente mais para frente com o advento do Windows 95. Neste momento iniciava uma grande debandada para as pequenas redes como, a Novel e a Lantastic que rodariam perfeitamente nestes equipamentos, substituindo os "micrões" que rodavam em sua grande maioria os sistema UNIX (Exemplo o HP-UX da Hewlett Packard e o AIX da IBM). Esta substituição era extremamente viável devido à diferença brutal de preço entre estas máquinas. A Quinta Geração (1991-até hoje) As aplicações exigem cada vez mais uma maior capacidade de processamento e armazenamento de dados. Sistemas especialistas, sistemas multimídia (combinação de textos, gráficos, imagens e sons), banco de dados distribuídos e redes neurais, são apenas alguns exemplos dessas necessidades. Uma das principais características dessa geração é a simplificação e miniaturização do computador, além de melhor desempenho e maior capacidade de armazenamento.
Tudo isso, com os preços cada vez mais acessíveis. A tecnologia VLSI está sendo substituída pela ULSI (Ultra Large Scale Integration). O conceito de processamento está partindo para os processadores paralelos, ou seja, a execução de muitas operações simultaneamente pelas máquinas. A redução dos custos de produção e do volume dos componentes permitiram a aplicação destes computadores nos chamados sistemas embutidos, que controlam aeronaves, embarcações, automóveis e computadores de pequeno porte. São exemplos desta geração de computadores, os micros que utilizam a linha de processadores Pentium, da INTEL.
1993 - Surge o Pentium As grandes mudanças neste periodo ficariam por conta das memórias DIMM de 108 pinos, do aparecimento das placas de video AGP e de um aprimoramento da slot PCI melhorando ainda mais seu desempenho. o 1997 - O Pentium II. o 1999- O Pentium III. o 2001 - o Pentium 4 Não houveram grandes novidades após 1997, sendo que as mudanças ficaram por conta dos cada vez mais velozes processadores.



CONCLUSÃO
Cheguei a conclusão de que o futuro computador quântico será lançada pela IBM que  anunciou a construção do mais avançado computador quântico do mundo. A novidade representa um grande passo em relação ao atual processo de fabricação de chips com silício que, de acordo com especialistas, deve atingir o máximo de sua limitação física de processamento entre 10 e 20 anos. O computador quântico usa, em lugar dos tradicionais microprocessadores de chips de silício, um dispositivo baseado em propriedades físicas dos átomos, como o sentido de giro deles, para contar números um e zero (qubits), em vez de cargas elétricas como nos computadores atuais. Outra característica é que os átomos também podem se sobrepor, o que permite ao equipamento processar equações muito mais rápido. "Na verdade, os elementos básicos dos computadores quânticos são os átomos e as moléculas", diz Isaac Chuang, pesquisador que liderou a equipe formada por cientistas da IBM, Universidade de Staford e Universidade de Calgary. Cada vez menores Segundo os pesquisadores da IBM, os processadores quânticos começam onde os de silício acabam. "A computação quântica começa onde a lei de Moore termina, por volta de 2020, quando os itens dos circuitos terão o tamanho de átomos e moléculas", afirma Chuang. A lei de Moore, conceito criado em 65 pelo co-fundador da fabricante de processadores Intel, Gordon Moore, diz que o número de transistores colocados em um chip dobra a cada 18 meses. Quanto maior a quantidade de transistores nos chips, maior a velocidade de processamento. Essa teoria vem se confirmando desde a sua formulação. Pesquisa O computador quântico da IBM é um instrumento de pesquisa e não estará disponível nos próximos anos. As possíveis aplicações para o equipamento incluem a resolução de problemas matemáticos, buscas avançadas e criptografia, o que já despertou o interesse do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.





REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
http://www.mansano.com/beaba/hist_comp.htm

http://webx.ubi.pt/~felippe/texts3/ahist_comput.pdf

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

enquadramento das ciencias sociais na policia nacional de angola

INTRODUÇÃO
O presente estudo visa a debruçar sobre ciências sociais que por sua vez podemos dizer que é o estudo das origens, do desenvolvimento, da organização e do funcionamento das sociedades e culturas humanas. O objecto de estudo da ciência social estuda os fenómenos, as estruturas e as relações que caracterizam as organizações sociais e culturais. Ele analisa os movimentos e os conflitos populacionais, a construção de identidades e a formação das opiniões. Pesquisa costumes e hábitos e investiga as relações entre indivíduos, famílias, grupos e instituições. Desenvolve e utiliza um conjunto variado de técnicas e métodos de pesquisa para o estudo das colectividades humanas e interpreta os problemas da sociedade, da política e da cultura.



AS ORIGENS DA CIÊNCIA SOCIAL
As Ciências Sociais são mencionadas, pela maioria dos intelectuais, como as disciplinas de natureza do modo de produção capitalista, ou seja, disciplinas que surgiram com o advento do capital, após a grande indústria. Aceitá-las como ciências históricas (produtos), referentes a um determinado desenvolvimento das forças produtivas, como resultado da atividade de toda uma série de gerações as quais são responsáveis pela compreensão e transformações do cenário social é algo que, recorrentemente, se observa na obra de Marx.
Entretanto, é mister virar-se para o passado e perceber de que modo se dava a apreensão do pensamento frente aos problemas sociais oriundos das condições materiais de existência do homem para entender a totalidade das Ciências Sociais na sociedade burguesa.
Em todos os modos de produção da história, a apropriação do conhecimento sempre foi uma atividade necessária para que o homem conseguisse superar a natureza e transformar as coisas para si.
A dialética da atividade e da passividade do conhecimento humano manifesta-se, sobretudo, no fato de que o homem, para conhecer as coisas em si, deve primeiro transformá-las em coisa para si; para conhecer as coisas como são independentemente de si, tem primeiro de submetê-las à própria práxis: para poder constatar como são elas quando não estão em contacto consigo, tem primeiro de entrar em contacto com elas. O conhecimento não é contemplação. A contemplação do mundo se baseia nos resultados da práxis humana. O homem só conhece a realidade na medida em que ele cria a realidade humana e se comporta antes de tudo como ser prático (KOSIK, 2002: 28).
Desta maneira, tinha-se na era pré-capitalista, mormente na sociedade grega, a filosofia como instrumento necessário, cujo sentido era a busca do conhecimento acerca das condições de existência do homem, isto é, usar o conhecimento para desenvolver e reproduzir a realidade na qual vivia. Com Platão e Aristóteles quiçá tenha-se alcançado o sentido mais acabado da investigação da realidade social.
Porquanto é em Hegel que a filosofia - como conhecimento da realidade – assume um caráter de destaque quando expressa a concepção de que o mundo das ideias determina o ser social, quando explica à práxis a partir da ideia. Hegel anuncia, portanto, o espírito idealista da história (evolucionismo espiritualista) o que seria o germe da crítica de Marx à perspectiva hegeliana.
A força motora da História, também de religião, da filosofia e de todas as demais teorias, não é a crítica, mas sim a revolução. Ela mostra que a história não termina resolvendo-se na “Consciência de Si” como “espírito do espírito”, mas que nela, em todo os estádios, se encontra um resultado material, uma soma das forças produtivas com a natureza e dos indivíduos uns com os outros que a cada geração é transmitida pela sua predecessora, uma massa de forças produtivas capitais e circunstanciais que, por um lado, é de fato modificada pela nova geração, mas que por outro lado também lhe prescreve as suas próprias condições de vida e lhe dá um determinado desenvolvimento, um caráter especial – mostra, portanto, que as circunstâncias fazem os homens como os homens fazem as circunstâncias (MARX. 2002: 48).
Marx, por sua vez, estabelece a sua concepção da história:
Não se parte daquilo que os homens dizem, imaginam ou se representam, e também não dos homens narrados, pensados, imaginados, representados, para daí chegar aos homens em carne e osso; parte-se dos homens realmente ativos, e com base no seu processo real de vida apresenta-se também o desenvolvimento dos  reflexos e ecos ideológicos deste processo de vida (Op. cit. 2002: 54).
Pensa-se, com isto, que em Marx tem-se a passagem do pensamento social – filosófico - ao pensamento científico, Ciência Social. As condições materiais para se chegar a esta conclusão concernem ao grau de desenvolvimento que alcançaram as forças produtivas do capital no período industrial, cujo sentido é determinado, pela maioria dos cientistas sociais, como o momento que engendra o nascimento das Ciências Sociais.
Este artigo tem a intenção de contribuir nesta perspectiva, ou seja, mostrar a institucionalização das Ciências Sociais na América Latina como o resultado do processo de industrialização e da subsequente complexidade social que emerge. Com efeito, as Ciências Sociais, em grande medida, surgem para apreenderem o novo cenário social das sociedades modernas e para investigar acerca das transformações engendradas pelo grassar das forças produtivas do capital. Não resta dúvida que as Ciências Sociais traduzem a produção do conhecimento sobre os problemas sociais em uma gigantesca organização da ciência onde a metodologia, epistemologia e a teoria ganharam importância na escala do desenvolvimento social.
Desta maneira, tentar-se-á dividir o artigo em dois eixos temáticos, isto é, o primeiro eixo apresentará as condições pelas quais a institucionalização foi possível. O espírito será situar as Ciências Sociais como as formas mais acabadas do pensamento filosófico-social e como as somas das compreensões históricas sobre as condições materiais de existência humana feitas por gerações passadas.
O segundo eixo, versar-se-á sobre, as características e os avanços das Ciências Sociais na América Latina; para tanto, mostrar-se-á a forma pela qual se constituíram, cuja condição, em um longo período, era de ser caixa de ressonância do pensamento europeu e, somente, em meados do século XX foi possível uma investigação mais contundente e séria acerca da realidade social latino-americana.








A SOCIEDADE MODERNA E AS CIÊNCIAS SOCIAIS
Uma relevante contribuição para este tema é o livro de Immanuel Wallerstein “Impensar las Ciencias Sociales” cuja publicação, vale comentar, está inteiramente a serviço da compreensão e consolidação do seu “sistema mundo moderno”. Neste livro Wallerstein menciona que:
a institucionalização das Ciências Sociais, as quais, como chegou a se defini-las no século XIX, foram o estudo empírico do mundo social, um estudo realizado com a intenção de compreender o “cambio normal” e, assim influir nele. As Ciências Sociais não foram o produto de pensadores sociais solitários, senão, a criação de um grupo de pessoas dentro de estruturas específicas para alcançar fins específicos. Implicou em uma inversão social importante, que nunca antes havia sucedido com o pensamento social (1998: 260).
Nas palavras de Wallerstein – para quem “as Ciências Sociais são as enunciações dos conjuntos de regras universais que explicam o comportamento social dos seres humanos” (1998: 262) – após a grande indústria as Ciências Sociais são abarcadas pelas universidades, centros e institutos de pesquisas e estudos apontando assim a produção do conhecimento científico para explicar as relações sociais decorrentes do modo de produção capitalista. “As Ciências Sociais se converteram cada vez mais em uns instrumentos para governar, de maneira inteligente, um mundo onde a transformação social era normal e, portanto, ajudaram a limitar o alcance de ditas transformações” (Op. cit. 1998: 23).
Uma outra, central, contribuição foi o modo pelo qual as Ciências Sociais constituíram-se na emergente sociedade burguesa moderna, isto é:
O principal modo de institucionalizar as Ciências Sociais foi mediante a diferenciação na estrutura universitária tradicional europeia que em 1789 quase se encontrava moribunda. As universidades, que nesse momento dificilmente eram centros intelectuais vitais, se encontravam ainda organizadas a maneira tradicional de quatro faculdades: teologia, filosofia, direito e medicina. Ademais, havia relativamente poucas universidades. No transcurso do século XIX se criaram muitas cátedras novas, em grande medida na faculdade de filosofia e sem menor grau na de direito (Op. cit. 1998: 21-22).
Embora as produções supracitadas dos intelectuais brasileiros fossem, no seu valor sociológico, consideradas controvertidas, caracterizavam a produção brasileira em uma área que estava em franco desenvolvimento. As novas transformações sociais provocadas pela “grande depressão” de 1929 aceleraram ainda mais o caráter produtivo das áreas das Ciências Sociais.
No México, ainda sob os efeitos da Revolução Mexicana de 1910, as transmutações sociais ocorridas no segundo decénio do século vinte – no âmbito acadêmico institucional – mostram o novo carácter da sociedade. A maior universidade da América Latina – UNAM – redimensiona a Faculdade de Ciências Sociais em 1929, cria o Instituto de Investigações Económicas em 1941, dentro da Escola Nacional de Economia, e o Departamento de Psicologia na Faculdade de Filosofia e Letras e os Departamentos de Humanidades e Investigação Científica em 1944.
Na Argentina, precisamente em Córdoba, o terreno para a institucionalização das Ciências Sociais havia sido “adubado” um pouco mais de uma década atrás, pela Reforma Universitária de Córdoba de 1918.
La Reforma Universitária de 1918 foi um acontecimento que mobilizou a maioria dos centros universitários latino-americanos no sentido de repensar e revolucionar os mecanismos de dominação das universidades, que naquele momento estavam embrenhados nas garras do regime colonial. Os estudantes, os protagonistas, sem vacilar rebelaram-se contra o regime autoritário, contra a administração que não respondia às demandas dos acadêmicos, contra o método docente inexequível ausente das investigações científicas e contra o paradigma de ensino que não contemplava a objetividade da realidade social.
Evidentemente, que não se descarta a existência de um pensamento social profundamente inclinado a analisar a realidade social fora das universidades. Isto seria um olímpico desprezo pelos intelectuais independentes, incorretos, aqueles que não estão sobre a tutela do estado burocrático para responder às suas exigências teóricas, tal qual propôs Schopenhauer na sua filosofia universitária, ou os intelectuais revolucionários no México no final do século XIX.
Portanto, “a massiva institucionalização das ciências sociais na grande maioria dos países latino-americanos ocorreu paralelamente com o período de expansão capitalista global...” (SONNTAG citado por Sotelo. 2005: 32), é a razão para o aparecimento de uma abordagem mais segura e comprometida acerca dos assuntos latino-americanos, terminando de uma vez por todas “a difícil gestação de uma Ciência Social crítica, centrada na problemática de nossas estruturas econômicas e sociais, políticas e ideológicas”, (MARINI. 2000: 265).
Com a institucionalização, dialeticamente surge outro fenômeno que é mister sublinhar, a saber, o pensamento revolucionário do século XIX, perde vitalidade com o nascimento das Ciências Sociais. Tinha-se com José de San Martí e com Simon Bolívar, e soma-se a eles os precursores intelectuais do México, um pensamento esclarecido e com o horizonte teórico-revolucionário muito bem definido. As Ciências Sociais, evidentemente, marcam um outro momento da história da América Latina, porém a vocação de uma teoria voltada para a revolução e inclinada totalmente aos assuntos latino-americanos perde força com a institucionalização. As correntes teóricas eurocêntricas e norte-americanas aparecem no novo cenário da América Latina e buscam explicar a realidade social mediante as suas concepções. Nesta perspectiva, muitas vezes, ocultavam o verdadeiro significado do pensamento revolucionário da América Latina; este foi, sem dúvida, o maior embate teórico que o pensamento latino-americano enfrentou.
É oportuno trazer à luz, que o desenvolvimento das Ciências Sociais no segundo quartel do século XX não se dá através do processo permanente de crítica, ou seja, o pensamento social crítico, que combatesse os modelos hegemônicos e que estivesse debruçado profundamente no conhecimento da realidade social latino-americana, não era a característica das Ciências Sociais no período de institucionalização; o padrão organizativo e institucional subsume a possibilidade de uma Ciência Social crítica. O espírito crítico aparece em meados do século vinte, especialmente, com teoria marxista da dependência e com alguns intelectuais que de maneira isolada produzem obras de excelente nível.
Uma outra abordagem são as intensificações comerciais que suscitavam entre os países latino-americanos. Ruy Mauro Marini prossegue observando:
Paralelamente, se intensificam as relações comerciais e políticas entre os países da região, suporte necessário para um conceito autônomo de latino-americanismo. Até aquele momento, a ideia de América Latina se havia esboçado desde a Europa, como simplificação adequada para um esquematismo ignorante, tanto por parte dos setores dirigentes como da esquerda (2000: 264).
Com isso, não resta dúvida que as Ciências Sociais da América Latina, acabam de surgir; doravante, começam a aparecer trabalhos da mais alta qualidade teórica e metodológica. A busca de uma investigação que abarcasse a epistemologia e a relação de dependência e subdesenvolvimento de nossas sociedades passa a ser, em grande medida, o paradigma das pesquisas das Ciências Sociais.
Contudo, é mister fazer outras considerações acerca deste fenômeno. Nos finais da década de quarenta do século XX, a Comissão de Estudos para a América Latina e o Caribe - CEPAL - surge como uma via extraordinariamente importante para explicar os assuntos políticos-econômicos latino-americanos; reflexo evidente do novo cenário que apresentam as Ciências Sociais.
Os mais expoentes pensadores da CEPAL como: Raul Prebisch e Celso Furtado fazem análises referentes ao caráter de subdesenvolvimento em que se encontra o continente latino-americano.  Na visão da CEPAL, o mecanismo de superação deste atraso estaria na consolidação de um maciço processo de industrialização “uma vez que ele será capaz de provocar a transformação das estruturas econômicas, corrigir o desequilíbrio nas relações comerciais internacionais, e permitir a assimilação do progresso técnico”, segundo analisa José Sérgio R. De Castro Gonçalvez. (Em: Furtado. 1983: 14)
Outra fonte de inspiração das Ciências Sociais, ante o processo de institucionalização, foi o papel que desenvolveu o marxismo no cerne da sociedade; o marxismo em meados do século XX foi uma relevante teoria a elaborar trabalhos sérios.
É neste sentido que se pode citar autores marxistas, como o argentino Sérgio Bagú (1949), o brasileiro Caio Prado Júnior (1959) e o chileno Marcelo Segall (1953) que, duas décadas depois da crise de 1929 e do subsequente processo de institucionalização das Ciências Sociais, já faziam abordagens acerca da nova realidade.















AS CIÊNCIAS SOCIAIS NO MUNDO CONTEMPORÂNEO
A história da humanidade pode ser compreendida sob um ponto de vista epistêmico que a ordene com base nos valores dominantes em cada época, levando em conta que as relações sociais são sempre permeadas por  um modo específico de pensar (Marcondes Filho, 1987: 9).
Assim entendendo, podemos ordenar longos períodos históricos á luz  de incontestes hegemonias (no sentido gramsciano) quanto as formas de pensar; a saber: o período dominado pelo pensamento mágico, pelo filosófico, pelo religioso e, a partir da modernidade, pela crença na eficácia da ciência. Essas formas de conhecimento, uma vez hegemônicas, independem de “acertos” ou grau de “verdade”, pois se legitimam na medida em que dão fundamentos ideológicos  ao modu vivendi dominante no período considerado.
Sendo na atualidade a ciência, ainda, e apesar da propalada “crise dos paradigmas”, a forma hegemônica de conhecimento, ela imprime modos específicos de pensar que permeiam as relações sociais. Mas pode-se simplesmente dizer que a vida social é regida por esta forma específica de conhecimento hegemônico? Ambiguamente pode-se responder: sim e não.
De certo modo há um forte grau de consenso em torno da premissa de  ser a ciência basicamente um conjunto articulado de conhecimentos sobre determinado objeto, ou seja, os conhecimentos obtidos mediante a observação dos fatos e um método próprio de investigá-los. Método que sofre variações quanto as diferentes escolas do pensamento e áreas de investigação. Acrescente-se ao dito que a ciência observa regras de sistemática, objetividade, controle, predição, precisão e mais uma infinidade de estatutos, chegando a desqualificar juízos de valor (Weber: 1977), enfatizando a neutralidade e a mensurabilidade. Por outro lado, de forma panorâmica, pode-se também dizer que as formas de pensar que orientam o ordenamento das relações sociais na contemporaneidade, não são inteiramente informadas pelo saber científico, enquanto maneira de pensar hegemônica.

Fatos sociais
Emile Durkheim (1858-1917), contribuiu sobremaneira no sentido de dar  estatuto científico à sociologia, ao construí-la à luz de objeto de estudo e método próprio. Através de um esforço monumental dotou-a de um corpo de conceitos adequados e de específicos processos de investigação e de interpretação. No livro “As Regras do Método Sociológico”, Durkheim postulou serem os “fatos sociais” externos aos indivíduos (portanto fatos objetivos)  e “também dotados de um poder imperativo e coercitivo, em virtude do qual se lhe impõem, quer queira, quer não”. (Durkheim, 1982: 2).
A distância temporal que nos separa dos escritos de Durkheim, inclui, necessariamente, todo o advento do processo científico-tecnológico moderno e seus desdobramentos. Os fatos sociais, na atualidade, podem ser artificialmente construídos tanto pela “propaganda ideológica” que “visa controlar o juízo público” (Chomsky, s/d: 11), intentando forjar consenso político, quanto pelos modernos meios de comunicação de massa, em atendimento aos interesses econômicos através da fabricação de gostos e padrões de consumo coletivos, pois os fatos sociais foram transformados em mercadorias que, no dizer de um estudioso: “são as mais humanas de todas, pois vendem a varejo, os hectoplasmas de humanidade, os amores e os medos romanceados, os fatos variados do coração e da alma”. (Morin, 1975: 9).
Os homens necessitam dar um significado à realidade que os rodeia pelo simples fato dela existir e, portanto, não podem prescindir de elaborar justificativas para os fenômenos naturais e sociais. Essa justificativa imperativa, os leva a criar padrões culturais. Sociedades diferentes, dão sentido às suas existências de formas diversas, uma vez que produtos de culturas diferenciadas. Este  anti-etnocentrismo cultural deixa patente que as ideias de “certo” e de “errado” não podem ser encontradas num absoluto, mas sim na cultura de cada sociedade. Se fosse um absoluto, teríamos apenas uma cultura única, uma mesma e indiferenciada visão de mundo, universalizada. As diversas culturas legitimam as suas respectivas visões de mundo, pois estas dão significado à existência, independente de serem de caráter religioso, mágico, filosófico ou científico, ou seja, “nas culturas pré-industriais a magia é o ‘estabilizador cultural’ enquanto que na cultura industrial moderna tal função é desempenhada pela ciência como técnica”. (Bartholo Jr., 1986: 23).
A cultura de determinada sociedade estabelece um patamar no qual as normas e leis (folkways e mores) tornam a convivência possível. Costumes, normas, leis, formam o suporte sob o qual os membros de determinada sociedade se baseiam na busca de um equilíbrio para as suas existências. É como um paradigma (no sentido kuhniano). É como um corpo geral, um sentimento do mundo, nem sempre explicitado. Nas sociedades modernas, fazem parte deste corpo geral, além do aparato jurídico, possibilidades ideais tais como: igualdade, equidade, justiça, honra, honestidade e outros “sentimentos edificantes”... Mas há uma idealidade que se destaca das demais, sob o aspecto de apresentar a capacidade de oferecer uma quase mensurabilidade: a ideia de igualdade política e jurídica entre todos os homens. Realizando o pressuposto baconiano de desvendar os “mistérios da natureza”, as ciências naturais, através da instrumentalização dos fecundos conhecimentos produzidos, vai efetivando cada vez mais um avassalador controla sobre os fenômenos naturais. Desta forma, a moderna ciência natural torna-se ciência aplicada apresentando o seu traço distintivo enquanto ciência: a “sua indissolúvel vinculação ao método experimental e com isso a exatidão dos aparatos técnicos de medida” (Bartholo Jr., 1986: 61). O mesmo não ocorre com as ditas ciências sociais; isto por uma impossibilidade intrínseca, pois como argumentou Max Weber o método das ciências naturais é explicativo e o das ciências da cultura, compreensivo. Ainda em fase de gestação, há um rascunho de teoria social que tenta justificar as mazelas humanas (fome, exclusão, violência, injustiças, etc.) no fato de as ciências da sociedade não possuírem “precisão” comparável á das ciências naturais. Esse problema, apesar de uma aparente clareza e simplicidade de raciocínio, encobre uma lógica perversa, uma tautologia, ou mesmo a velha história de se entregar à raposa a chave do galinheiro.
No que tange a anteriormente referida necessidade de explicação das coisas, consideramos que ela possui um duplo aspecto: interno e externo. Sob o aspecto interno, as possibilidades de um subjetivismo manipulador, são quase nulas, pois que dispensáveis enquanto exercício já que “foram validadas num processo argumentativo em que o consenso foi alcançado, sem deformações externas, resultantes da violência” (Rouanet, 1984: 14). Por outro lado, sob o seu aspecto externo, as explicações que muitas vezes têm sido produzidas tipificam-se pela farta manipulação. É exatamente sob os seus aspectos de externalidade que a manipulação encontra seus motivos e suas justificativas nos interesses de grupos, classes ou frações de classe.
Uma excessiva manipulação do sistema de valores de um mundo cada vez mais globalizado tende a comprometer o sistema de hábitos estabilizados e introduzir situações caóticas. Assim como o nosso meio ambiente (entendido como sistema fechado) possui seus limites e irreversibilidade quanto à intervenção técnica, a intervenção no sistema simbólico decerto estabelece limites e irreversibilidade quanto à indiscriminada intervenção no sistema de valores. Esta intervenção em nada se compara às hegemonias mágica, filosófica ou religiosa do passado, uma vez que estas buscavam uma permanência ao passo que a intervenção moderna, de caráter lógico-operativo, está ancorada em mudanças constantes e contraditórias.
Na atualidade, por artes da denominada globalização, há pelos quatro cantos da terra um processo de franca e inequívoca degradação da credibilidade. Um unânime manto de suspeição reveste quaisquer enunciados - objetivos ou subjetivos - que porventura possam ser elaborados. Perplexas as pessoas comuns e mesmo os estudiosos (e suas teorias) buscam uma apreensão lógica, na tentativa de captura racional para estes rumos tecnológicos e mesmo um entendimento dos efeitos de todo esse processo sobre a humanidade. Tal problema, de tamanha magnitude e complexidade, desafia a capacidade de síntese e a possibilidade de discernimento abrangente.



CONCLUSÃO
Por suas especificidades, as ciências sociais desenvolveram um pensamento marcado por fortes reacções contra interpretações biologistas. De qualquer forma, acreditamos que seria incorrecto ver suas teorias como um retrocesso em relação às anteriores. Pelo contrário, os clássicos, sempre que correctamente contextualizados historicamente, representam um avanço sobre as teorias sociais de sua época. A preocupação com a classe na teoria e na análise dos movimentos sociais parece suscitar antigas questões que foram ultrapassadas pela evolução da sociedade moderna. A classe não cumpre mais um papel nos discursos diagnósticos sobre as sociedades modernas avançadas. Tornou-se até elegante fazer diagnósticos críticos das sociedades modernas além e contra o discurso em termos de classe. A queda dos regimes comunistas e a ascensão do nacionalismo deram um ímpeto adicional a argumentos em favor da obsolescência da análise de classe para as sociedades modernas. A classe tem a ver com a sociedade industrial e suas ideologias, e como essas sociedades e suas ideologias não mais existem, deveríamos nos livrar das velhas concepções e ferramentas analíticas usadas para entender a sociedade moderna.




BIBLIOGRAFIA
_______________AS CIÊNCIAS SOCIAIS NO MUNDO CONTEMPORÂNEO E O ENIGMA DA ESFINGE. Disponível em em: http://www.achegas.net/numero/dezoito/m_cavalcante_18.htm. Acessado aos 18 de Novembro de 2014 
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ALVES FILHO, Aluizio. “O ‘fato social’ como objeto de estudo da sociologia – a revolução teórica de Emile Durheim”. In, Contemporânea – Revista de Estudos e Debates das Faculdades Integradas Bennett, vol. 6, no. 1. Rio de Janeiro: Bennett, 2002.
WEBER,  Max. Sobre a teoria das ciências sociais. Lisboa: Editorial Presença, 1977.