A CRISE ECONÓMICA EM ANGOLA


INDICE



INTRODUÇAO

A crise económica de 2015 em Angola provocará inevitavelmente um forte ajuste na cotação do Dólar e outras moedas fortes como o Euro, queira o futuro governo ou não. No caso da inteligência prevalecer, esse reajuste se dará de forma oficial. A continuar a política de se tapar o sol com a peneira, que temos visto nos últimos anos, o reajuste se dará através do câmbio negro.

A CRISE ECONOMICA NACIONAL

Actualmente falamos na crise económica de 2015 em Angola , não como uma possibilidade, mas sim como um fato consumado dependendo apenas de data exata para acontecer.
Não se trata mais de indagar se a crise econômica irá acontecer ou não em 2015, pois essa questão já foi esclarecida, trata-se agora de saber quando ela terá início e qual será a sua dimensão.
Em Angola a crise provocada pela descida do preço do petróleo e consequentes dificuldades no pagamento de salários está a atingir cerca de 200 empresas portuguesas, sobretudo do sector da construção. O embaixador angolano em Portugal, João Marcos Barrica, confirmou que centenas de emigrantes portugueses estão a deixar Angola. O governador do Banco Nacional de Angola veio dizer que o próximo semestre será melhor do que os meses anteriores, numa tentativa de acalmar os trabalhadores e empresas estrangeiras que têm meses de salários em atraso. Em causa está a descida do preço do crude que obrigou o país, até aqui vista como o El Dourado, a rever o orçamento geral do Estado e a cortar nas despesas.
Desde então, muitas têm sido as notícias que dão conta das dificuldades em honrar os compromissos financeiros. No início desta semana, o embaixador angolano em Portugal, João Marcos Barrica, confirmou que centenas de emigrantes portugueses estão a deixar Angola por causa da crise que atinge cerca de 200 empresas portuguesas, nomeadamento no sector da construção.
Em entrevista à RFI, o presidente do comité executivo do LIDE-Grupo de Líderes empresariais em Angola, Filipe Lemos reconhece as dificuldades de algumas empresas portuguesas que estão mesmo a dispensar trabalhadores estrangeiros e a recrutar trabalhadores locais, por serem mão de obra mais barata. " Quem faz grandes investimentos em Angola é o Estado e a maior parte das empresas portuguesas trabalham com o Estado...sabemos que existem várias empresas que não conseguem suportar esta crise por mais tempo... e estão a recrutar trabalhadores locais em detrimento dos estrangeiros". 
A crise está também a atingir a comunidade cubana. Segundo o jornal português Expresso, o governo terá autorizado o Banco Nacional de Angola a recorrer às  reservas cambiais, para pagar os salários dos médicos, professores e engenheiros cubanos, evitando assim o êxodo. O semanário avança ainda que o atraso nos pagamentos aos cooperantes cubanos ronda os 300 milhões de dólares, e estaria na origem da recente visita a Angola do vice-presidente cubano Ricardo Cabrisas.
Sobre esta questão o presidente do comité executivo do LIDE, refere que os cubanos sempre souberam responder às dificuldades que o país atravessou e acredita que há soluções para resolver este problema. "Não acredito que o pessoal cubano larguem Angola por causa desta crise. Nós já passámos por outras crises .... e os cubanos sempre ficaram do lado dos angolanos".
Filipe Lemos reconhece ainda que é neste momentos de crise que as pessoas devem tentar procurar outras oportunidades."Angola está neste momento numa fase de diversificação da sua economia, para que a economia não seja tão dependente do sector petrolífero... há pessoas que já começam a encontrar outros motivos de interesses para investir em Angola"
A questão agora é saber qual será o tamanho dacrise econômica de 2015 e de que forma ela irá impactar os diversos setores da economiae também as finanças das pessoas.

Os motivos para a crise econômica de 2015

Tirando o governo atual, qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento de economia e finanças, vê tranquilamente os sinais da crise por todos os lados. Não precisa nem ler revistas e relatórios de consultorias especializadas, basta fazer suas compras mensais em qualquer supermercado, concorda?
Um dos principais impactos da crise econômica de 2015 sobre a vida das pessoas e negócios das empresas será a retomada da inflação em um ritmo acelerado, principalmente no primeiro semestre. A inflação já está ai há muito tempo e vem sendo tratada com leniência e maquiada através de artifícios contábeis que não se sustentarão por muito tempo.Após as eleições, independentemente de quem venha a ganhar, preços básicos da economia, como luz e combustíveis precisarão sofrer um reajuste monstruoso para compensar os reajustes que não foram dados para conter de forma artificial os índices inflacionários atuais. É o “tarifaço” que vem sendo comentado por candidatos e dado como certo por analista econômicos.

CONCLUSAO

Em suma Talvez seja o momento de retardar alguns investimentos, adiar decisões estratégicas que envolvam expansão de negócios onerosas e esperar para que se tenha uma visão melhor do que está para vir por ai. É certo que o Brasil não vai parar, mas certamente observaremos uma redução do nível de actividade económica maior ainda do que a que já estamos sentindo nos últimos meses.

Bibliografia

www.ie.ufrj.br/images/pos-graducao/ppge/FernandoFerraz.pdf